{"id":482,"date":"2013-01-19T18:54:50","date_gmt":"2013-01-19T18:54:50","guid":{"rendered":"http:\/\/espacosocialista.org\/portal\/?page_id=482"},"modified":"2018-02-11T20:41:40","modified_gmt":"2018-02-11T22:41:40","slug":"apresentacao","status":"publish","type":"page","link":"https:\/\/www.espacosocialista.org\/portal\/apresentacao\/","title":{"rendered":"Apresenta\u00e7\u00e3o"},"content":{"rendered":"<div id=\"node-7\">\n<p lang=\"pt-BR\" align=\"justify\">O Espa\u00e7o Socialista \u00e9 uma organiza\u00e7\u00e3o formada por trabalhadores para a interven\u00e7\u00e3o na luta de classes, tendo como objetivo a constru\u00e7\u00e3o do socialismo. Temos como refer\u00eancia a vis\u00e3o de mundo marxista, que consideramos n\u00e3o como um conjunto de dogmas est\u00e1ticos e de palavras de ordem desgastadas, mas como um patrim\u00f4nio te\u00f3rico da classe trabalhadora mundial e um m\u00e9todo vivo para a an\u00e1lise da realidade do ponto de vista do proletariado em sua luta pela emancipa\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p lang=\"pt-BR\" align=\"justify\">Dentro dessa refer\u00eancia marxista, o Espa\u00e7o Socialista desenvolveu um conjunto de elabora\u00e7\u00f5es te\u00f3ricas contidas no seu &#8220;Perfil Program\u00e1tico&#8221;, o qual exp\u00f5e de modo mais detalhado nossas contribui\u00e7\u00f5es no sentido da constru\u00e7\u00e3o de um programa socialista, entendendo-se o programa como &#8220;uma compreens\u00e3o comum dos acontecimentos e das tarefas&#8221; (Trotsky). O presente texto cont\u00e9m de forma resumida alguns pontos desse Perfil, com o objetivo de apresentar as principais propostas da organiza\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<h1>A incontrolabilidade do capital<\/h1>\n<p lang=\"pt-BR\" align=\"justify\">Partimos do entendimento de que o antagonismo entre capital e trabalho continua sendo o tra\u00e7o determinante da realidade mundial. A classe trabalhadora, pelo papel central que ocupa na produ\u00e7\u00e3o de toda a riqueza social, \u00e9 o \u00fanico elemento capaz de reorganizar essa produ\u00e7\u00e3o para atender racionalmente as necessidades humanas. Mas para isso, ter\u00e1 que se enfrentar com a burguesia, classe propriet\u00e1ria dos meios de produ\u00e7\u00e3o, que n\u00e3o abrir\u00e1 m\u00e3o facilmente do seu privil\u00e9gio de espoliar o conjunto da humanidade. A luta de classes s\u00f3 pode ter fim com a dissolu\u00e7\u00e3o das classes numa sociedade socialista. Enquanto houver capitalismo, haver\u00e1 exploradores e explorados, pois o sistema do capital s\u00f3 pode sobreviver por meio da domina\u00e7\u00e3o dos trabalhadores, atrav\u00e9s da extra\u00e7\u00e3o de sua for\u00e7a de trabalho e da nega\u00e7\u00e3o de todos os potenciais criativos humanos.<\/p>\n<p lang=\"pt-BR\" align=\"justify\">O capitalismo n\u00e3o pode ser controlado, nem atenuado ou &#8220;humanizado&#8221;, pois sua l\u00f3gica intr\u00ednseca transforma os seres humanos, de sujeitos que s\u00e3o, em meros objetos do processo de acumula\u00e7\u00e3o ampliada do valor. A busca do lucro \u00e9 o que prevalece nesse sistema, acima de qualquer outro imperativo, inclusive a pr\u00f3pria sobreviv\u00eancia da humanidade, pois at\u00e9 mesmo as condi\u00e7\u00f5es b\u00e1sicas da vida est\u00e3o amea\u00e7adas, sen\u00e3o pela degrada\u00e7\u00e3o ambiental avassaladora, pela simples exist\u00eancia de imensos arsenais de armas de destrui\u00e7\u00e3o em massa nas m\u00e3os dos Estados imperialistas, capazes de aniquilar completamente o planeta. Desse modo, n\u00e3o h\u00e1 outra alternativa para a humanidade a n\u00e3o ser destruir o capitalismo, antes que seja destru\u00edda por ele, e construir um modo de produ\u00e7\u00e3o socialista voltado para o atendimento das necessidades humanas e para a realiza\u00e7\u00e3o dos potenciais criativos da ci\u00eancia, da tecnologia, da cultura, da arte, da subjetividade, da sexualidade.<\/p>\n<h1>A crise estrutural do capital<\/h1>\n<p lang=\"pt-BR\" align=\"justify\">Apesar de ser hoje a for\u00e7a predominante na realidade mundial, o sistema capitalista atravessa um momento de sua hist\u00f3ria o qual caracterizamos, acompanhando alguns autores contempor\u00e2neos, como sua crise estrutural. A crise estrutural do capital significa que o sistema n\u00e3o pode administrar suas contradi\u00e7\u00f5es sem se tornar crescentemente destrutivo. O sistema capitalista \u00e9 permanentemente atravessado por contradi\u00e7\u00f5es desde sua origem. A maior parte dessas contradi\u00e7\u00f5es foram descritas j\u00e1 no s\u00e9culo XIX pelo pr\u00f3prio Marx. A principal contradi\u00e7\u00e3o \u00e9 aquela que obriga o sistema a diminuir o trabalho vivo, o elemento humano no processo de produ\u00e7\u00e3o, e aumentar o trabalho morto, ou seja, as for\u00e7as produtivas materializadas na forma de objetos, de tecnologia, de meios de produ\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p lang=\"pt-BR\" align=\"justify\">Na medida em que se amplia a incorpora\u00e7\u00e3o de ci\u00eancia e tecnologia \u00e0 produ\u00e7\u00e3o, aumenta a quantidade de bens que podem ser produzidos com a mesma quantidade de trabalho e conseq\u00fcentemente, diminui a quantidade de for\u00e7a de trabalho humano aplicada na produ\u00e7\u00e3o. Na l\u00f3gica capitalista, isso faz com que haja um n\u00famero cada vez menor de trabalhadores empregados. O capitalismo cria o desemprego tecnol\u00f3gico estrutural, expulsando do sistema produtivo o \u00fanico elemento gerador de valor, a for\u00e7a de trabalho, que multiplica a riqueza social atrav\u00e9s da mais-valia. A diminui\u00e7\u00e3o do n\u00famero de trabalhadores empregados faz com que haja um n\u00famero menor de pessoas para consumir uma quantidade maior de produtos, ou seja, gera superprodu\u00e7\u00e3o. A superprodu\u00e7\u00e3o de mercadorias \u00e9 a causa principal das crises peri\u00f3dicas que marcam a economia capitalista desde o in\u00edcio de sua hist\u00f3ria.<\/p>\n<p lang=\"pt-BR\" align=\"justify\">Ao longo dessa hist\u00f3ria, o capitalismo encontrou meios de deslocar suas contradi\u00e7\u00f5es, desenvolvendo formas de consumo artificiais e improdutivas para aliviar o problema da superprodu\u00e7\u00e3o. A ind\u00fastria de objetos de luxo, a cria\u00e7\u00e3o de necessidades artificiais, o consumismo e seus modismos, a utiliza\u00e7\u00e3o decrescente dos produtos (obsolesc\u00eancia programada) s\u00e3o formas de consumo perdul\u00e1rio que n\u00e3o satisfazem qualquer necessidade humana. Da mesma forma, os gastos militares do Estado, ao longo das Guerras Mundiais, da Guerra Fria, da atual &#8220;guerra ao terror&#8221;, s\u00e3o formas absolutamente irracionais de manter a economia capitalista funcionando artificialmente atrav\u00e9s da produ\u00e7\u00e3o de meios de destrui\u00e7\u00e3o. At\u00e9 mesmo algumas concess\u00f5es foram feitas \u00e0 classe trabalhadora (advento do consumismo de massa e do &#8220;Estado de bem-estar social&#8221;) em alguns pa\u00edses e por algum per\u00edodo, de modo a induzir alguma estabilidade na economia e atenuar as crises peri\u00f3dicas. A crise estrutural do capital corresponde ao momento hist\u00f3rico em que essas formas de deslocar as contradi\u00e7\u00f5es perdem sua efic\u00e1cia e as crises econ\u00f4micas se repetem mesmo com a amplia\u00e7\u00e3o da produ\u00e7\u00e3o destrutiva.<\/p>\n<p lang=\"pt-BR\" align=\"justify\">A crise estrutural acompanha o capitalismo aproximadamente desde o in\u00edcio da d\u00e9cada de 1970 e se mant\u00e9m at\u00e9 hoje. As principais conseq\u00fc\u00eancias dessa crise s\u00e3o o desemprego tecnol\u00f3gico permanente, que transforma imensas parcelas da humanidade em seres sup\u00e9rfluos para o sistema; a degrada\u00e7\u00e3o ambiental amea\u00e7adora (polui\u00e7\u00e3o das \u00e1guas, do ar, do solo, desertifica\u00e7\u00e3o, aquecimento global, perda da biodiversidade, desequil\u00edbrio clim\u00e1tico, cat\u00e1strofes, etc.); e o agravamento das rivalidades entre as pot\u00eancias (disputa por mercados cada vez mais estreitos) e das interven\u00e7\u00f5es imperialistas na periferia (em formas como a &#8220;guerra ao terror&#8221;).<\/p>\n<p lang=\"pt-BR\" align=\"justify\">Naturalmente, os gestores do sistema n\u00e3o percebem a crise estrutural como tal e na v\u00e3 tentativa de combater os seus sintomas, lan\u00e7am m\u00e3o de pol\u00edticas que s\u00f3 fazem aprofundar os problemas, tais como programas de &#8220;ajuste&#8221; do FMI, as &#8220;reformas&#8221; neoliberais previstas no &#8220;Consenso de Washington&#8221; (privatiza\u00e7\u00f5es, corte de direitos dos trabalhadores, etc). Essas pol\u00edticas n\u00e3o fazem mais do que agravar a crise, aumentando a mis\u00e9ria e tornando ainda mais urgente o enfrentamento e a resist\u00eancia.<\/p>\n<h1>O Brasil na crise do capitalismo<\/h1>\n<p lang=\"pt-BR\" align=\"justify\">No Brasil, o governo Lula tem sido um aplicador comprometido das pol\u00edticas neoliberais, prosseguindo com as privatiza\u00e7\u00f5es (bancos estaduais, reservas de petr\u00f3leo, rodovias, concess\u00f5es na Amaz\u00f4nia), as reformas (reforma da Previd\u00eancia, REUNI), o pagamento dos juros da d\u00edvida p\u00fablica fraudulenta (mais de 200 bilh\u00f5es de reais s\u00e3o pagos todo ano, e mesmo assim a d\u00edvida subiu para mais de um trilh\u00e3o); e maquiando a realidade com os programas de bolsa-aux\u00edlio.<\/p>\n<p lang=\"pt-BR\" align=\"justify\">Enquanto isso, a burguesia continua lucrando cada vez mais, desrespeitando diariamente os direitos trabalhistas, demitindo, arrochando sal\u00e1rios, precarizando as condi\u00e7\u00f5es de trabalho, destruindo a sa\u00fade f\u00edsica e psicol\u00f3gica dos trabalhadores. Contra os que ousam resisitir, a classe dominante reage por meio da for\u00e7a bruta, da repress\u00e3o policial, matando ativistas, prendendo, perseguindo, demitindo; tudo isso com a cobertura da justi\u00e7a burguesa e o apoio cerrado da grande m\u00eddia.<\/p>\n<p lang=\"pt-BR\" align=\"justify\">Durante o governo Lula, o PT e suas correias de transmiss\u00e3o no movimento social (CUT, MST, UNE, pastorais sociais da Igreja) n\u00e3o t\u00eam servido como obst\u00e1culo para enfrentar o avan\u00e7o da barb\u00e1rie capitalista no Brasil. Pelo contr\u00e1rio, tudo o que fazem \u00e9 dar sustenta\u00e7\u00e3o pol\u00edtica e eleitoral para Lula e os candidatos petistas, contribuindo de maneira nefasta para aumentar a confus\u00e3o, a frustra\u00e7\u00e3o, a prostra\u00e7\u00e3o, a desorganiza\u00e7\u00e3o dos trabalhadores e o retrocesso da sua consci\u00eancia.<\/p>\n<p lang=\"pt-BR\" align=\"justify\">Por isso, o Espa\u00e7o Socialista ap\u00f3ia e participa de todas as iniciativas de reorganiza\u00e7\u00e3o da esquerda para a luta, seja atrav\u00e9s do movimento sindical (Conlutas), do movimento estudantil, e de todas as formas de enfrentamento contra a barb\u00e1rie capitalista, defendendo sempre a necessidade da unidade de todas as for\u00e7as da esquerda e da disputa ideol\u00f3gica para elevar a consci\u00eancia dos trabalhadores.<\/p>\n<h1>A crise de alternativas socialistas<\/h1>\n<p lang=\"pt-BR\" align=\"justify\">Um dos maiores, sen\u00e3o o maior obst\u00e1culo para o enfrentamento do capitalismo no Brasil e no mundo, \u00e9 a aus\u00eancia de uma refer\u00eancia concreta de um projeto pr\u00f3prio da classe trabalhadora. Muitos indiv\u00edduos percebem isoladamente os problemas do capitalismo, a necessidade de resistir e de lutar, mas esses impulsos atomizados de revolta n\u00e3o se aglutinam e n\u00e3o convergem para um movimento que tenha reais condi\u00e7\u00f5es de se opor contra a ordem estabelecida, pelo simples fato de n\u00e3o estar armados de uma concep\u00e7\u00e3o socialista como alternativa global. Em outras palavras, falta uma consci\u00eancia socialista de massa incorporada por um setor significativo da classe trabalhadora.<\/p>\n<p lang=\"pt-BR\" align=\"justify\">A aus\u00eancia de um horizonte socialista se agravou particularmente a partir dos eventos de 1989-1991, com a queda do muro de Berlim e da URSS. Uma vez que os estados p\u00f3s-capitalistas ali existentes eram erroneamente identificados como sendo &#8220;o socialismo&#8221;, a sua queda deu oportunidade para que a burguesia desencadeasse uma maci\u00e7a ofensiva ideol\u00f3gica, pregando o &#8220;fim da hist\u00f3ria&#8221;, a morte do socialismo, a inevitabilidade do capitalismo, da &#8220;globaliza\u00e7\u00e3o&#8221;, e outras bobagens. O debate sobre a natureza dos estados p\u00f3s-capitalistas e as conseq\u00fc\u00eancias de sua queda ainda est\u00e1 em aberto no conjunto da esquerda. N\u00f3s do Espa\u00e7o Socialista n\u00e3o nos furtamos \u00e0 tarefa crucial de apresentar nossas elabora\u00e7\u00f5es sobre essa quest\u00e3o, e para desenvolver esse debate, entre outros, lan\u00e7amos a iniciativa da revista te\u00f3rica &#8220;Primavera Vermelha&#8221;.<\/p>\n<p lang=\"pt-BR\" align=\"justify\">O que importa aqui \u00e9 assinalar o quanto a aus\u00eancia de uma caracteriza\u00e7\u00e3o correta da situa\u00e7\u00e3o hist\u00f3rica prejudica o rearmamento te\u00f3rico e pr\u00e1tico da esquerda. A maior parte das organiza\u00e7\u00f5es, especialmente aquelas que reivindicam alguma tradi\u00e7\u00e3o trotskista, atuam como se o problema se limitasse a uma &#8220;crise de dire\u00e7\u00e3o revolucion\u00e1ria&#8221;, ou seja, \u00e0 aus\u00eancia de um partido revolucion\u00e1rio que conduzisse os trabalhadores para a vit\u00f3ria. Costruindo-se este partido, a revolu\u00e7\u00e3o estaria assegurada, de maneira praticamente autom\u00e1tica. Naturalmente, as organiza\u00e7\u00f5es que atuam com base nessa concep\u00e7\u00e3o se candidatam a ser (ou proclamam j\u00e1 ser), elas pr\u00f3prias, o partido revolucion\u00e1rio que conduzir\u00e1 os trabalhadores \u00e0 vit\u00f3ria, excluindo sectariamente todas as demais.<\/p>\n<p lang=\"pt-BR\" align=\"justify\">N\u00f3s do Espa\u00e7o Socialista n\u00e3o negamos a necessidade da organiza\u00e7\u00e3o pol\u00edtica da classe trabalhadora na forma de um ou mais partidos e organiza\u00e7\u00f5es revolucion\u00e1rias. Tamb\u00e9m apresentamos as propostas da nossa organiza\u00e7\u00e3o no interior de todos os f\u00f3runs do movimento e disputamos sua dire\u00e7\u00e3o. Entretanto, entendemos que o problema \u00e9 mais profundo. Mais do que uma &#8220;crise de dire\u00e7\u00e3o&#8221;, que se resolveria pela simples forma\u00e7\u00e3o do partido revolucion\u00e1rio, entendemos que est\u00e1 em curso uma crise de alternativas socialistas, ou seja, a falta de uma vis\u00e3o do socialismo como alternativa societ\u00e1ria por parte de um setor importante da classe trabalhadora.<\/p>\n<p lang=\"pt-BR\" align=\"justify\">A exist\u00eancia de uma consci\u00eancia socialista de massas \u00e9 um pr\u00e9-requisito para que a emancipa\u00e7\u00e3o dos trabalhadores seja realizada pelos pr\u00f3prios trabalhadores, como preconizou Marx. Inclusive, a pr\u00f3pria forma\u00e7\u00e3o de organiza\u00e7\u00f5es revolucion\u00e1rias com condi\u00e7\u00f5es de intervir na realidade s\u00f3 \u00e9 poss\u00edvel a partir da exist\u00eancia de uma vanguarda de trabalhadores educados em id\u00e9ias e pr\u00e1ticas socialistas. A classe trabalhadora \u00e9 o agente social da transforma\u00e7\u00e3o socialista, atrav\u00e9s da a\u00e7\u00e3o organizada do partido, mas \u00e9 preciso compreender que o partido e a classe n\u00e3o podem estar separados, pois do contr\u00e1rio o que se tem \u00e9 uma lideran\u00e7a artificial e sem ra\u00edzes. Muitas organiza\u00e7\u00f5es pol\u00edticas buscam atalhos e falsas solu\u00e7\u00f5es, proclamando seu programa como a solu\u00e7\u00e3o j\u00e1 acabada de todos os problemas, tentando artificialmente contornar o imperativo absolutamente vital de superar a crise de alternativas e a necessidade de construir a consci\u00eancia socialista entre as massas.<\/p>\n<h1>Rela\u00e7\u00e3o entre as organiza\u00e7\u00f5es e o movimento<\/h1>\n<p lang=\"pt-BR\" align=\"justify\">O Espa\u00e7o Socialista pauta a sua conduta pela concep\u00e7\u00e3o de que a tarefa fundamental nesse momento \u00e9 desenvolver essa consci\u00eancia socialista entre as massas e fortalecer o m\u00e1ximo poss\u00edvel a influ\u00eancia das id\u00e9ias socialistas na sociedade. Os trabalhadores n\u00e3o nascem prontos para a luta socialista, precisam ser ganhos para esse projeto. O ambiente apropriado para desenvolver essa disputa ideol\u00f3gica pela consci\u00eancia s\u00e3o os organismos de luta da classe trabalhadora, como os sindicatos, os gr\u00eamios estudantis, as associa\u00e7\u00f5es de bairro, os movimentos sociais, etc. Os indiv\u00edduos se aproximam da luta movidos por quest\u00f5es imediatas, como a luta por melhores sal\u00e1rios, por educa\u00e7\u00e3o de qualidade, por transporte p\u00fablico, etc. Atrav\u00e9s dessas formas organizativas voltadas para quest\u00f5es imediatas, os trabalhadores superam a passividade em que o cotidiano da sobreviv\u00eancia os aprisiona e desenvolvem o enfrentamento contra as conseq\u00fc\u00eancias imediatas do capitalismo. \u00c9 a\u00ed portanto que deve realizar-se o processo gradativo da sua educa\u00e7\u00e3o pol\u00edtica, visando desenvolver a compreens\u00e3o de que a mis\u00e9ria e a explora\u00e7\u00e3o somente ser\u00e3o superados com a supera\u00e7\u00e3o de sua causa, ou seja, do pr\u00f3prio capitalismo; e tamb\u00e9m preparar os indiv\u00edduos para exercer a administra\u00e7\u00e3o consciente de suas vidas na futura sociedade socialista.<\/p>\n<p lang=\"pt-BR\" align=\"justify\">Justamente por isso, a maior parte das organiza\u00e7\u00f5es da esquerda desloca seus militantes para disputar a consci\u00eancia dos trabalhadores reunidos nessas inst\u00e2ncias organizativas de luta imediata. Entretanto, a forma como muitas organiza\u00e7\u00f5es pol\u00edticas atuam acaba sendo mais prejudicial do que construtiva para o movimento. \u00c9 muito comum as organiza\u00e7\u00f5es tomarem os organismos de luta como espa\u00e7o onde devem impor as suas t\u00e1ticas e as suas concep\u00e7\u00f5es a qualquer pre\u00e7o. Ao inv\u00e9s de promover o debate com as demais organiza\u00e7\u00f5es, com os ativistas independentes e com o conjunto da classe, de modo a fortalecer o movimento, acabam criando uma disputa em que se lan\u00e7am m\u00e3o dos m\u00e9todos mais question\u00e1veis.<\/p>\n<p lang=\"pt-BR\" align=\"justify\">A falsifica\u00e7\u00e3o das propostas dos advers\u00e1rios, as manobras nos bastidores, a manipula\u00e7\u00e3o, a viol\u00eancia ret\u00f3rica (e \u00e0s vezes at\u00e9 mesmo f\u00edsica) entre os militantes; s\u00e3o v\u00edcios perpetuados na esquerda que acabam afastando muitos indiv\u00edduos que porventura se aproximam do movimento. Dissemina-se assim a id\u00e9ia nefasta de que todos os partidos s\u00e3o iguais, de que &#8220;nenhum presta&#8221;, de que onde existem partidos existem interesses escusos, etc. O anti-partidarismo \u00e9 uma id\u00e9ia que apenas facilita o trabalho da burguesia na propaga\u00e7\u00e3o do conformismo e da paralisia.<\/p>\n<p lang=\"pt-BR\" align=\"justify\">Os organismos de luta da classe devem funcionar como frente \u00fanica, ou seja, como uma frente de atua\u00e7\u00e3o comum no qual caibam os militantes das diferentes organiza\u00e7\u00f5es pol\u00edticas revolucion\u00e1rias, os ativistas independentes, os trabalhadores sem qualquer experi\u00eancia de luta, os indiv\u00edduos com concep\u00e7\u00f5es reformistas, dominados pelo senso comum, adeptos de todos os partidos e religi\u00f5es, etc. \u00c9 no interior desses organismos de frente \u00fanica que deve se dar o debate entre as diferentes organiza\u00e7\u00f5es pol\u00edticas, mas de modo que o movimento no seu conjunto seja fortalecido, o que exige uma metodologia democr\u00e1tica de atua\u00e7\u00e3o, a qual infelizmente \u00e9 negligenciada por boa parte da esquerda. Resgatar os m\u00e9todos da democracia oper\u00e1ria no interior do movimento \u00e9 uma das tarefas fundamentais at\u00e9 mesmo para fazer com que as lutas m\u00ednimas avancem e para reconstruir o projeto socialista como alternativa.<\/p>\n<h1>A necessidade de formas democr\u00e1ticas de organiza\u00e7\u00e3o<\/h1>\n<p lang=\"pt-BR\" align=\"justify\">As propostas do Espa\u00e7o Socialista para a reorganiza\u00e7\u00e3o do movimento n\u00e3o s\u00e3o uma novidade inventada por n\u00f3s. Trata-se simplesmente de resgatar as tradi\u00e7\u00f5es do movimento oper\u00e1rio tais como eram postas em pr\u00e1tica no passado. A pr\u00e1tica da democracia oper\u00e1ria consiste na tomada de decis\u00f5es pela base e no controle e vigil\u00e2ncia sobre os militantes a quem s\u00e3o dadas fun\u00e7\u00f5es de dire\u00e7\u00e3o. Submeter-se a esse m\u00e9todo requer qualidades que a maior parte das organiza\u00e7\u00f5es abandonou, como a toler\u00e2ncia para com as posi\u00e7\u00f5es divergentes, a disciplina para se submeter aos f\u00f3runs coletivos, a paci\u00eancia para construir objetivos comuns, a capacidade para dialogar com as consci\u00eancias atrasadas. Cultivar essas qualidades na milit\u00e2ncia \u00e9 a \u00fanica forma de fazer com que uma organiza\u00e7\u00e3o se mantenha saud\u00e1vel, enraizada no seio da classe trabalhadora, extraindo da\u00ed a sua for\u00e7a para intervir na realidade.<\/p>\n<p lang=\"pt-BR\" align=\"justify\">Se \u00e9 verdade que os trabalhadores n\u00e3o desenvolvem espontaneamente a consci\u00eancia socialista (pelo simp\u013aes fato de estarem ocupados demais lutando para sobreviver) e esta tem que ser trazida de fora pelas organiza\u00e7\u00f5es pol\u00edticas, como aprendemos com Lenin; tamb\u00e9m \u00e9 verdade que essas organiza\u00e7\u00f5es somente ser\u00e3o bem-sucedidas se estiverem ao lado da classe trabalhadora, lutando ombro a ombro com as mesmas aliena\u00e7\u00f5es, padecendo das mesmas dificuldades, vivendo o mesmo cotidiano. Esse mandamento foi esquecido por boa parte da esquerda e os resultados foram catastr\u00f3ficos para o movimento socialista.<\/p>\n<p lang=\"pt-BR\" align=\"justify\">Os partidos pol\u00edticos e organismos de luta como os sindicatos se adaptaram \u00e0 realidade do capitalismo e deixaram de ser instrumentos para combat\u00ea-lo. Ex-militantes passaram a disputar os cargos eleitorais no Estado burgu\u00eas ou os cargos de dire\u00e7\u00e3o nos organismos de luta com o pretexto de trazer melhorias na vida dos trabalhadores, mas a \u00fanica melhoria que obtiveram foi o seu pr\u00f3prio enriquecimento pessoal. Converteram-se assim em burocratas, ou seja, dirigentes que transformam os instrumentos de luta em aparatos de poder pessoal e acomoda\u00e7\u00e3o social, desviando a luta socialista para o p\u00e2ntano da colabora\u00e7\u00e3o de classe com a burguesia.<\/p>\n<p lang=\"pt-BR\" align=\"justify\">A participa\u00e7\u00e3o dos socialistas nas elei\u00e7\u00f5es para cargos no Estado burgu\u00eas e a ocupa\u00e7\u00e3o de cargos nos organismos de frente \u00fanica precisa ser controlada pelo crit\u00e9rio de fazer avan\u00e7ar a consci\u00eancia socialista. Sem seguir esse crit\u00e9rio, a presen\u00e7a de indiv\u00edduos identificados com o socialismo nesses aparatos acaba servindo apenas para perpetuar a ilus\u00e3o de uma conviv\u00eancia poss\u00edvel com a ordem capitalista. Assim, a burocratiza\u00e7\u00e3o de dirigentes nos aparatos prejudica n\u00e3o apenas esses dirigentes e suas organiza\u00e7\u00f5es, mas o conjunto da classe.<\/p>\n<p lang=\"pt-BR\" align=\"justify\">A burocratiza\u00e7\u00e3o dos organismos de luta precisa ser combatida n\u00e3o apenas moralmente, pela simples censura a dirigentes degenerados, mas politicamente, por meio de medidas como:<\/p>\n<ul>\n<li>proibi\u00e7\u00e3o da reelei\u00e7\u00e3o indefinida dos dirigentes;<\/li>\n<li>renova\u00e7\u00e3o de pelo menos metade dos \u00f3rg\u00e3os de dire\u00e7\u00e3o a cada elei\u00e7\u00e3o;<\/li>\n<li>tomada de decis\u00f5es nos f\u00f3runs de base, como as assembl\u00e9ias;<\/li>\n<li>garantia do direito de que as posi\u00e7\u00f5es divergentes sejam apresentadas;<\/li>\n<li>a remunera\u00e7\u00e3o dos dirigentes n\u00e3o pode ser maior que a da m\u00e9dia dos trabalhadores;<\/li>\n<li>transpar\u00eancia na administra\u00e7\u00e3o dos recursos financeiros da entidade;<\/li>\n<li>esfor\u00e7o permanente para desenvolver a forma\u00e7\u00e3o te\u00f3rica e pol\u00edtica dos trabalhadores, para que se qualifiquem a exercer criticamente sua op\u00e7\u00e3o sobre a linha de atua\u00e7\u00e3o dos organismos;<\/li>\n<\/ul>\n<p lang=\"pt-BR\" align=\"justify\">Retomar essas medidas organizativas de car\u00e1ter democr\u00e1tico nos organismos de luta \u00e9 parte da batalha pol\u00edtica permanente que o Espa\u00e7o Socialista desenvolve em todos os setores em que realiza sua interven\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<h1>Em busca de uma nova concep\u00e7\u00e3o de milit\u00e2ncia<\/h1>\n<p lang=\"pt-BR\" align=\"justify\">Os m\u00e9todos de atua\u00e7\u00e3o que defendemos para o movimento em geral tamb\u00e9m fazem parte de nossa din\u00e2mica interna de atividade. O Espa\u00e7o Socialista \u00e9 um espa\u00e7o em que se intenta p\u00f4r em pr\u00e1tica as concep\u00e7\u00f5es socialistas. Isso significa lutar para que os indiv\u00edduos superem as aliena\u00e7\u00f5es que a realidade capitalista imp\u00f5e a todos n\u00f3s. Al\u00e9m de militantes socialistas, somos tamb\u00e9m parte da classe trabalhadora, batalhamos contra as mesmas dificuldades para sobreviver, entregamos boa parte de nosso tempo para a explora\u00e7\u00e3o pelo capital, temos todo tipo de atividades, vida pessoal e familiar, etc. Mas acima de tudo, batalhamos tamb\u00e9m para viver, para realizar nosso potencial criativo e subjetivo, para ter a milit\u00e2ncia como uma atividade que n\u00e3o apenas constr\u00f3i para o futuro da humanidade, mas seja tamb\u00e9m gratificante no presente e humanamente enriquecedora.<\/p>\n<p lang=\"pt-BR\" align=\"justify\">Ao contr\u00e1rio do que prega a reacion\u00e1ria ideologia burguesa do individualismo ego\u00edsta, acreditamos que o indiv\u00edduo somente se realiza pelo coletivo, desenvolvendo rela\u00e7\u00f5es humanas ricas e constantemente renovadas. O objetivo da milit\u00e2ncia n\u00e3o \u00e9 fazer da luta uma &#8220;cruz&#8221; que se carrega, mas um ambiente em que se criam la\u00e7os verdadeiramente humanos entre os indiv\u00edduos, rela\u00e7\u00f5es de camaradagem e solidariedade, espa\u00e7os para o desenvolvimento dos potenciais criativos; oportunidades essas que a sociabilidade capitalista, que mercantiliza todas as rela\u00e7\u00f5es humanas, simplesmente n\u00e3o pode oferecer.<\/p>\n<p lang=\"pt-BR\" align=\"justify\">O capitalismo deseduca os indiv\u00edduos para que se tornem passivos, obedientes, submissos \u00e0 autoridade (exercida em diversos n\u00edveis por pol\u00edticos, patriarcas, professores, patr\u00f5es, policiais, religiosos, publicit\u00e1rios, celebridades da m\u00eddia que a todo momento nos dizem o que fazer), de modo que anulem a pr\u00f3pria subjetividade e percam a confian\u00e7a na capacidade individual e coletiva de agir, de criar e de transformar a realidade. Faz parte da milit\u00e2ncia socialista o esfor\u00e7o para superar os mitos da ideologia burguesa, os preconceitos, as neuroses e os medos que aprisionam os indiv\u00edduos na condi\u00e7\u00e3o de meros objetos do processo de acumula\u00e7\u00e3o de capital e para fazer com que se tornem sujeitos da sua pr\u00f3pria constru\u00e7\u00e3o humana.<\/p>\n<p lang=\"pt-BR\" align=\"justify\">Uma das formas de superar as aliena\u00e7\u00f5es da sociedade capitalista \u00e9 combater a forma hier\u00e1rquica de estrutura\u00e7\u00e3o, um v\u00edcio do qual a esquerda em grande parte n\u00e3o consegue escapar. Em boa parte das organiza\u00e7\u00f5es de esquerda existem l\u00edderes praticamente vital\u00edcios que se perpetuam na condu\u00e7\u00e3o da luta pol\u00edtica, porque n\u00e3o se desenvolve o esfor\u00e7o para educar os militantes desde a base e torn\u00e1-los tamb\u00e9m aptos a decidir politicamente. Na aus\u00eancia desse esfor\u00e7o, reproduz-se nas organiza\u00e7\u00f5es de esquerda a separa\u00e7\u00e3o que vicia todas as atividades na sociedade burguesa, ou seja, a separa\u00e7\u00e3o entre teoria e pr\u00e1tica, entre trabalho intelectual e trabalho bra\u00e7al. Muitas organiza\u00e7\u00f5es da esquerda adotam um funcionamento em que um grupo de l\u00edderes decide a linha pol\u00edtica e os militantes de base simplesmente executam as tarefas, sem ter a condi\u00e7\u00e3o de se educar e se formar para tamb\u00e9m estar aptos a tomar as decis\u00f5es pol\u00edticas.<\/p>\n<p lang=\"pt-BR\" align=\"justify\">Nas condi\u00e7\u00f5es da sociedade capitalista, com todo o massacre ideol\u00f3gico sofrido diariamente pelos trabalhadores, no sentido de rebaix\u00e1-los \u00e0 condi\u00e7\u00e3o de rebanho, \u00e9 natural que existam dificuldades para que os militantes vejam a si mesmos como agentes da transforma\u00e7\u00e3o social e da pr\u00f3pria auto-transforma\u00e7\u00e3o. \u00c9 compreens\u00edvel que muitos adentrem a milit\u00e2ncia em busca de alguma esp\u00e9cie de &#8220;l\u00edder infal\u00edvel&#8221; ao qual seguir, tal como s\u00e3o deseducados para seguir a burguesia. Entretanto, isso n\u00e3o pode ser aceito pela esquerda, que precisa travar uma luta consciente contra os m\u00e9todos hier\u00e1rquicos e verticais de estrutura\u00e7\u00e3o das atividades.<\/p>\n<p lang=\"pt-BR\" align=\"justify\">Uma das formas de superar a separa\u00e7\u00e3o entre teoria e pr\u00e1tica, entre trabalho intelectual e trabalho bra\u00e7al \u00e9 justamente oferecer uma forma\u00e7\u00e3o te\u00f3rica s\u00f3lida para os militantes, de modo que se tornem capazes de analisar a realidade por conta pr\u00f3pria e intervir de modo produtivo, seja nos debates internos da organiza\u00e7\u00e3o, seja na disputa ideol\u00f3gica externa contra a burguesia pela consci\u00eancia dos demais trabalhadores. Infelizmente, um dos piores v\u00edcios da esquerda, especialmente no Brasil, tem sido o descuido com a forma\u00e7\u00e3o te\u00f3rica dos militantes, a falta de um esfor\u00e7o consciente para disseminar a vis\u00e3o de mundo marxista e criar uma s\u00f3lida base te\u00f3rica. Isso teve e continua tendo conseq\u00fc\u00eancias tr\u00e1gicas, como por exemplo, a confian\u00e7a que gera\u00e7\u00f5es de trabalhadores e ativistas depositaram em &#8220;salvadores da p\u00e1tria&#8221; como Lula.<\/p>\n<h2>Construindo uma organiza\u00e7\u00e3o revolucion\u00e1ria<\/h2>\n<p lang=\"pt-BR\" align=\"justify\">Os princ\u00edpios que expusemos acima norteiam o Espa\u00e7o Socialista na sua pr\u00e1tica, na rela\u00e7\u00e3o com as demais organiza\u00e7\u00f5es e com o conjunto da classe. Temos como preocupa\u00e7\u00e3o central fazer com que os trabalhadores sejam os respons\u00e1veis pela pr\u00f3pria emancipa\u00e7\u00e3o, e para isso lutamos pela democracia nos organismos de luta, pelo respeito \u00e0s inst\u00e2ncias de base, pelo controle sobre os dirigentes, pelo aprimoramento da forma\u00e7\u00e3o te\u00f3rica, pela eleva\u00e7\u00e3o geral do n\u00edvel te\u00f3rico e cultural da classe.<\/p>\n<p lang=\"pt-BR\" align=\"justify\">Estamos conscientes das dificuldades, sabemos que nossa influ\u00eancia ainda \u00e9 pequena, n\u00e3o nos proclamamos os donos da &#8220;verdade absoluta&#8221; ou da &#8220;ortodoxia marxista&#8221;; entretanto, temos a confian\u00e7a de que as nossas id\u00e9ias e propostas encontram resson\u00e2ncia entre os ativistas, de que h\u00e1 no Brasil (e no mundo) numerosos indiv\u00edduos e organiza\u00e7\u00f5es que adotam os mesmos m\u00e9todos e concep\u00e7\u00f5es, e de que a luta de classes produzir\u00e1 a inevit\u00e1vel e necess\u00e1ria converg\u00eancia entre os revolucion\u00e1rios num movimento mais amplo e mais forte do que todos n\u00f3s separadamente. Temos essa confian\u00e7a porque acreditamos acima de tudo na classe trabalhadora e na luta socialista como \u00fanica via poss\u00edvel para a emancipa\u00e7\u00e3o humana.<\/p>\n<p lang=\"pt-BR\" align=\"justify\">\u00c9 por isso que fazemos este chamado a todos os ativistas e indiv\u00edduos que simpatizam com estas propostas para que nos acompanhem nessa luta.<\/p>\n<p lang=\"pt-BR\" align=\"justify\">Venha construir uma sociedade socialista!<\/p>\n<p lang=\"pt-BR\" align=\"justify\">Venha construir o Espa\u00e7o Socialista!<\/p>\n<\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O Espa\u00e7o Socialista \u00e9 uma organiza\u00e7\u00e3o formada por trabalhadores para a interven\u00e7\u00e3o na luta de classes, tendo como objetivo a<\/p>\n","protected":false},"author":3,"featured_media":0,"parent":0,"menu_order":0,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","template":"","meta":{"footnotes":""},"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.espacosocialista.org\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/pages\/482"}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.espacosocialista.org\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/pages"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.espacosocialista.org\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/types\/page"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.espacosocialista.org\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/users\/3"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.espacosocialista.org\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=482"}],"version-history":[{"count":5,"href":"https:\/\/www.espacosocialista.org\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/pages\/482\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":5597,"href":"https:\/\/www.espacosocialista.org\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/pages\/482\/revisions\/5597"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.espacosocialista.org\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=482"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}