{"id":110,"date":"2009-01-03T17:10:35","date_gmt":"2009-01-03T19:10:35","guid":{"rendered":"http:\/\/espacosocialista.org\/?q=node\/110"},"modified":"2018-05-05T18:05:05","modified_gmt":"2018-05-05T21:05:05","slug":"lei-de-greve-joga-movimento-sindical-na-ilegalidade","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.espacosocialista.org\/portal\/2009\/01\/lei-de-greve-joga-movimento-sindical-na-ilegalidade\/","title":{"rendered":"Lei de Greve joga movimento sindical na ilegalidade"},"content":{"rendered":"<p align=\"right\" class=\"MsoBodyText2\" style=\"text-align: right; text-indent: 14.2pt;\"><span style=\"font-size: 11pt; line-height: 200%; font-family: Garamond;\">M&aacute;rcio Cardoso (<span class=\"SpellE\">Banc&aacute;rios\/SP<\/span>)<o:p><\/o:p><\/span><\/p>\n<p class=\"MsoBodyText2\" style=\"text-indent: 14.2pt; line-height: normal;\"><span style=\"font-size: 11pt; font-family: Garamond;\">No bojo das reformas neoliberais, o governo Lula do PT (Partido dos Traidores) prepara mais um duro golpe nos trabalhadores: jogar o exerc&iacute;cio do direito constitucional de greve na ilegalidade, prevendo suspens&atilde;o, compensa&ccedil;&atilde;o dos dias parados, e, pasmem, DEMISS&Atilde;O do trabalhador<span class=\"GramE\"><span style=\"\">&nbsp; <\/span><\/span>que participar do movimento. Come&ccedil;a atacando o setor p&uacute;blico, para depois estend&ecirc;-lo para o restante dos trabalhadores. Segue abaixo as principais linhas do Projeto de Lei (PL) 4497 de 2001. TODOS os servidores tanto estatut&aacute;rios quanto os <span class=\"SpellE\">celetistas<\/span> ser&atilde;o afetados pela medida.<o:p><\/o:p><\/span><\/p>\n<p class=\"MsoBodyText2\" style=\"text-indent: 14.2pt; line-height: normal;\"><span style=\"font-size: 11pt; font-family: Garamond;\">O Projeto de Lei determina que os servidores alocados em &oacute;rg&atilde;os ou entidades p&uacute;blicas responder&atilde;o nos termos da presente proposi&ccedil;&atilde;o. Tal defini&ccedil;&atilde;o do que &eacute; &oacute;rg&atilde;o ou entidade p&uacute;blica est&aacute; no art. 2&ordm;, I do Projeto de Lei, que est&aacute; com a seguinte reda&ccedil;&atilde;o:<o:p><\/o:p><\/span><\/p>\n<p class=\"MsoNormal\" style=\"text-align: justify;\"><i><span style=\"font-size: 11pt; font-family: Garamond;\">. Art. 2&ordm;.<span style=\"\">&nbsp; <\/span>Para fins desta lei considera-se<span class=\"GramE\">:<o:p><\/o:p><\/span><\/span><\/i><\/p>\n<p class=\"MsoNormal\" style=\"text-align: justify;\"><span class=\"GramE\"><i><span style=\"font-size: 11pt; font-family: Garamond;\">.<\/span><\/i><\/span><i><span style=\"font-size: 11pt; font-family: Garamond;\"> <span class=\"GramE\">I- &Oacute;rg&atilde;o<\/span> ou entidade p&uacute;blica: &oacute;rg&atilde;o da <b>Administra&ccedil;&atilde;o direta ou indireta<\/b> de qualquer dos Poderes<span style=\"\">&nbsp; <\/span>da uni&atilde;o, dos Estados, do Distrito Federal e dos Munic&iacute;pios, e suas respectivas autarquias e funda&ccedil;&otilde;es p&uacute;blicas.<o:p><\/o:p><\/span><\/i><\/p>\n<p class=\"MsoBodyTextIndent\" style=\"text-indent: 18pt;\"><span style=\"font-size: 11pt; font-family: Garamond;\">Funcion&aacute;rios da Administra&ccedil;&atilde;o direta s&atilde;o aqueles cujo regime jur&iacute;dico &eacute; o do Estatuto dos Funcion&aacute;rios das esferas Federal, Estadual e Municipal e est&atilde;o alocados notadamente nos Minist&eacute;rios e Secretarias, C&acirc;maras e Assembl&eacute;ias. J&aacute; os funcion&aacute;rios da Administra&ccedil;&atilde;o Indireta s&atilde;o aqueles trabalhadores de funda&ccedil;&otilde;es, autarquias, empresas p&uacute;blicas e sociedades de economia mista. Sendo que estes dois &uacute;ltimos s&atilde;o trabalhadores regidos pela CLT por que est&atilde;o no mercado como qualquer empresa. <span class=\"GramE\">Tais trabalhadores encontramos<\/span> nas empresas como Caixa Econ&ocirc;mica Federal, Banco do Brasil e <span class=\"SpellE\">Petrobras<\/span>. <o:p><\/o:p><\/span><\/p>\n<p class=\"MsoBodyTextIndent\" style=\"text-indent: 18pt;\"><span style=\"font-size: 11pt; font-family: Garamond;\">Primeiro, cai <span class=\"GramE\">a<\/span> fal&aacute;cia de que o projeto s&oacute; valeria para os estatut&aacute;rios, abrangendo trabalhadores regidos pela CLT. Dessa forma, para a cassa&ccedil;&atilde;o do direito de greve passar para a classe trabalhadora de conjunto &eacute; s&oacute; uma quest&atilde;o de tempo, pois suas bases j&aacute; est&atilde;o lan&ccedil;adas. E come&ccedil;a pela vanguarda do movimento.<o:p><\/o:p><\/span><\/p>\n<p align=\"center\" class=\"MsoBodyTextIndent\" style=\"text-align: center; text-indent: 14.2pt;\"><b><span style=\"font-size: 11pt; font-family: Garamond;\">Conceitos e regras burguesas para a Greve<o:p><\/o:p><\/span><\/b><\/p>\n<p class=\"MsoBodyTextIndent\" style=\"text-indent: 18pt;\"><span style=\"font-size: 11pt; font-family: Garamond;\">O primeiro golpe dado pelo governo foi na conceitua&ccedil;&atilde;o de greve. Segundo o Projeto de Lei, a greve <span class=\"GramE\">&eacute;:<\/span><i>suspens&atilde;o coletiva, tempor&aacute;ria e <b>pac&iacute;fica<\/b>, total ou parcial, da presta&ccedil;&atilde;o de servi&ccedil;os p&uacute;blicos subordinados<span style=\"\">&nbsp; <\/span>&agrave; Administra&ccedil;&atilde;o (art. 2&ordm;, IV).<o:p><\/o:p><\/i><\/span><\/p>\n<p class=\"MsoBodyTextIndent\" style=\"text-indent: 18pt;\"><span style=\"font-size: 11pt; font-family: Garamond;\">Isso quer dizer que, basta o patr&atilde;o chamar a pol&iacute;cia para desfazer um piquete para que caia por terra o car&aacute;ter pac&iacute;fico da grave e a considere abusiva, ensejando uma s&eacute;rie de san&ccedil;&otilde;es aos trabalhadores. &Eacute; uma medida que inviabiliza o piquete e o enfrentamento com o patr&atilde;o, pois n&atilde;o se permitir&aacute; uma comiss&atilde;o de esclarecimento na porta dos locais de trabalho.<o:p><\/o:p><\/span><\/p>\n<p class=\"MsoBodyTextIndent\" style=\"text-indent: 18pt;\"><span style=\"font-size: 11pt; font-family: Garamond;\">O governo Lula chega ao absurdo de fixar a exig&ecirc;ncia de presen&ccedil;a de at&eacute; 50% da categoria na assembl&eacute;ia que deliberar&aacute; a greve. Vai &agrave;s favas a autonomia sindical. Se levado &agrave; risca o Projeto de Lei, a greve sempre ser&aacute; abusiva. Um exemplo disso &eacute; a greve dos banc&aacute;rios em 2004, que foi a mais representativa e significativa depois de 10 anos. As maiores assembl&eacute;ias tiveram 3000 trabalhadores. Isto representa apenas 3% da base de S&atilde;o Paulo, com mais de 100 mil banc&aacute;rios. Para a deflagra&ccedil;&atilde;o da greve, nos moldes deste Projeto, seria necess&aacute;rio que o sindicato fizesse <span class=\"GramE\">assembl&eacute;ias no Est&aacute;dio do Morumbi, &uacute;nico<\/span> lugar da cidade que comporta mais de 50 mil pessoas, tamanha a insanidade do governo!<o:p><\/o:p><\/span><\/p>\n<p class=\"MsoBodyTextIndent\" style=\"text-indent: 18pt;\"><span style=\"font-size: 11pt; font-family: Garamond;\">Outra manobra para considerar o movimento de greve como abusivo &eacute; condicion&aacute;-lo <span class=\"GramE\">&agrave;<\/span> previa comunica&ccedil;&atilde;o ao patr&atilde;o imediato, com anteced&ecirc;ncia m&iacute;nima de 72 horas, ou seja, 3 dias (art.4&ordm;)! Junto com isso ataca tamb&eacute;m os piquetes:<o:p><\/o:p><\/span><\/p>\n<p class=\"MsoBodyTextIndent\"><span style=\"font-size: 11pt; font-family: Garamond;\">. &sect;1&ordm;. <i>&Eacute; obrigat&oacute;ria a comunica&ccedil;&atilde;o da deflagra&ccedil;&atilde;o da greve das reivindica&ccedil;&otilde;es dos servidores &agrave; Administra&ccedil;&atilde;o, por parte da entidade sindical, ou da comiss&atilde;o de negocia&ccedil;&atilde;o a que se refere o art. 3&ordm; <b>com anteced&ecirc;ncia m&iacute;nima de <\/b><\/i><b>72 <i>(setenta e duas)<\/i> <i>horas antes do in&iacute;cio da greve.<\/i><o:p><\/o:p><\/b><\/span><\/p>\n<p class=\"MsoBodyTextIndent\" style=\"text-indent: 18pt;\"><span style=\"font-size: 11pt; font-family: Garamond;\">&Eacute; bom ressaltar que, historicamente, os trabalhadores sempre se pautaram pela negocia&ccedil;&atilde;o com o patr&atilde;o, respaldada pela base, para conseguir conquistas ou defender direitos, sem a necessidade de um enfrentamento extremo como &eacute; a greve. Antes da greve, os trabalhadores promovem intermin&aacute;veis rodadas de negocia&ccedil;&atilde;o. Somente quando os patr&otilde;es se mostram irredut&iacute;veis &eacute; que os trabalhadores lan&ccedil;am m&atilde;o do &uacute;ltimo recurso para dobrar a patronal. Novamente temos como exemplo a categoria de banc&aacute;rios, que na campanha salarial de 2006, ap&oacute;s <span class=\"GramE\">6<\/span> rodadas de negocia&ccedil;&atilde;o, com dura&ccedil;&atilde;o de 3 meses e data base estourada, &eacute; que a greve foi deflagrada. Tendo como resultado apenas 3,5% de reajuste, diante de uma proposta inicial de 2% (a reivindica&ccedil;&atilde;o da categoria era de 7%<span class=\"GramE\">) .<\/span>Assim, j&aacute; se responde a seguinte pergunta: S&atilde;o necess&aacute;rios <span class=\"GramE\">3<\/span> DIAS DE ANTECED&Ecirc;NCIA para avisar os patr&otilde;es sobre a deflagra&ccedil;&atilde;o da greve? Claro que n&atilde;o, pois &eacute; a condu&ccedil;&atilde;o natural do processo infrut&iacute;fero de negocia&ccedil;&atilde;o e de intransig&ecirc;ncia dos patr&otilde;es.<o:p><\/o:p><\/span><\/p>\n<p class=\"MsoBodyTextIndent\" style=\"text-indent: 18pt;\"><span style=\"font-size: 11pt; font-family: Garamond;\">As medidas <span class=\"SpellE\">antipiquetes<\/span> buscam acabar com a alma do movimento grevista. O piquete &eacute; utilizado para se evitar que o movimento seja minado pelos trabalhadores que n&atilde;o queiram aderir ao movimento e <span class=\"GramE\">colocam<\/span> em risco o interesse do coletivo. &Eacute; atrav&eacute;s do piquete que se consegue ades&atilde;o massiva dos trabalhadores e se esclarece a popula&ccedil;&atilde;o sobre os objetivos do movimento. Mas<span class=\"GramE\"><span style=\"\">&nbsp; <\/span><\/span>as maldades ainda n&atilde;o terminaram&#8230;<o:p><\/o:p><\/span><\/p>\n<p class=\"MsoBodyTextIndent\" style=\"text-indent: 0cm;\"><span style=\"font-size: 11pt; font-family: Garamond;\"><o:p>&nbsp;<\/o:p><\/span><\/p>\n<p align=\"center\" class=\"MsoBodyTextIndent\" style=\"text-align: center; text-indent: 14.2pt;\"><b><span style=\"font-size: 11pt; font-family: Garamond;\">Para os trabalhadores os tr&ecirc;s <span class=\"SpellE\">P&acute;s<\/span>: Pris&atilde;o, Puni&ccedil;&atilde;o, e Porta da rua.<o:p><\/o:p><\/span><\/b><\/p>\n<p class=\"MsoBodyTextIndent\" style=\"text-indent: 14.2pt;\"><span style=\"font-size: 11pt; font-family: Garamond;\">O Projeto de Lei 4497\/01 institucionaliza a compensa&ccedil;&atilde;o dos dias parados para os trabalhadores que exercerem o direito leg&iacute;timo e constitucional de greve. Acaba com qualquer possibilidade de ades&atilde;o ao movimento, pois os trabalhadores saber&atilde;o de antem&atilde;o que ser&atilde;o punidos com a reposi&ccedil;&atilde;o dos dias parados. Geralmente a reposi&ccedil;&atilde;o &eacute; feita por meio de horas extraordin&aacute;rias de trabalho, em que o indiv&iacute;duo tem direito ao acr&eacute;scimo de, pelo menos, 50% da hora trabalhada.<span style=\"\">&nbsp; <\/span>&Eacute; a legaliza&ccedil;&atilde;o da fraude da hora-extra, conforme o art. 9&ordm;. <o:p><\/o:p><\/span><\/p>\n<p class=\"MsoBodyTextIndent\"><i><span style=\"font-size: 11pt; font-family: Garamond;\">. Os dias de greve ser&atilde;o contados como de efetivo exerc&iacute;cio para todos os efeitos, desde que, ap&oacute;s o encerramento da greve, sejam repostas as horas n&atilde;o trabalhadas, de acordo com o cronograma estabelecido conjuntamente pela Administra&ccedil;&atilde;o e entidade sindical, ou comiss&atilde;o de negocia&ccedil;&atilde;o a que se refere o &sect;2&ordm; do art. 3&ordm;.<o:p><\/o:p><\/span><\/i><\/p>\n<p class=\"MsoBodyTextIndent\" style=\"text-indent: 14.2pt;\"><span style=\"font-size: 11pt; font-family: Garamond;\">E mais, constatado o abuso do direito de greve (segundo as regras do patr&atilde;o) o servidor ainda se submeter&aacute; a uma suspens&atilde;o de at&eacute; 90 dias, que poder&aacute; ser convertida em multa de at&eacute; 30 % do sal&aacute;rio. Dependendo do conseguido o reajuste virar&aacute; p&oacute;, diante de uma mordida dessa no bolso do trabalhador, por exercer um direito. &Eacute; o primeiro<span class=\"GramE\"><span style=\"\">&nbsp; <\/span><\/span>&ldquo;P&rdquo; de Puni&ccedil;&atilde;o.<o:p><\/o:p><\/span><\/p>\n<p class=\"MsoBodyTextIndent\" style=\"text-indent: 14.2pt;\"><span style=\"font-size: 11pt; font-family: Garamond;\">Os trabalhadores, infringindo as normas patronais no presente Projeto de Lei, responder&atilde;o processo nas esferas administrativas, penal e civil pelos &ldquo;preju&iacute;zos&rdquo; causados em fun&ccedil;&atilde;o do movimento. Conv&eacute;m aqui fazer um debate: E quando houver a radicaliza&ccedil;&atilde;o do movimento por intransig&ecirc;ncia do patr&atilde;o, que n&atilde;o tem nada a perder com a referida lei? Ele n&atilde;o &eacute; obrigado a sequer analisar a proposta dos trabalhadores ou repor a infla&ccedil;&atilde;o. Por outro lado, d&aacute; carta branca para que o patr&atilde;o prenda o funcion&aacute;rio que optou por &ldquo;furar&rdquo; a greve nas reparti&ccedil;&otilde;es, focando, inclusive, a pernoite no local de trabalho. Mas para isto pode-se alegar que o patr&atilde;o est&aacute; exercendo o direito constitucional de propriedade, n&atilde;o &eacute;, <span class=\"GramE\">DEMocratas<\/span> de plant&atilde;o? Nestes casos, com a<span class=\"GramE\"><span style=\"\">&nbsp; <\/span><\/span>radicaliza&ccedil;&atilde;o do movimento, por culpa da intransig&ecirc;ncia da Administra&ccedil;&atilde;o, s&oacute; restaria a pris&atilde;o do servidor num eventual enfrentamento com a pol&iacute;cia, mandada pelo patr&atilde;o. &Eacute; o segundo &ldquo;P&rdquo; de pris&atilde;o.<o:p><\/o:p><\/span><\/p>\n<p class=\"MsoBodyTextIndent\" style=\"text-indent: 14.2pt;\"><span style=\"font-size: 11pt; font-family: Garamond;\">Agora, a p&aacute;-de-cal vem com a determina&ccedil;&atilde;o do Projeto de Lei que prev&ecirc; a DEMISS&Atilde;O do trabalhador, assim que constatado o abuso do direito de greve, sempre no ju&iacute;zo burgu&ecirc;s, nos casos em que haja &ldquo;reincid&ecirc;ncia&rdquo; no abuso. &Eacute; tudo que os papagaios de &ldquo;<span class=\"SpellE\">U&oacute;chintom<\/span>&rdquo; sempre quiseram: Dar um <span class=\"SpellE\">p&eacute;-na-bunda<\/span> daqueles que exercem a cidadania, como determina o art. 11, II do projeto de lei. &Eacute; o terceiro &ldquo;P&rdquo; de <span class=\"SpellE\">porta-da-rua<\/span>.<o:p><\/o:p><\/span><\/p>\n<p class=\"MsoBodyTextIndent\" style=\"text-indent: 0cm;\"><span style=\"font-size: 11pt; font-family: Garamond;\"><o:p>&nbsp;<\/o:p><\/span><\/p>\n<p align=\"center\" class=\"MsoBodyTextIndent\" style=\"text-align: center; text-indent: 14.2pt;\"><b><span style=\"font-size: 11pt; font-family: Garamond;\">Breve reflex&atilde;o sobre o projeto de lei.<o:p><\/o:p><\/span><\/b><\/p>\n<p class=\"MsoBodyTextIndent\" style=\"text-indent: 14.2pt;\"><span style=\"font-size: 11pt; font-family: Garamond;\">A lei ataca o setor de vanguarda do movimento oper&aacute;rio brasileiro, servidores p&uacute;blicos e os trabalhadores das empresas estatais como a PETROBRAS, Banco do Brasil e Caixa Econ&ocirc;mica Federal, que est&atilde;o com os sal&aacute;rios arrochados por conta do congelamento de sal&aacute;rios imposto por FHC nos anos 90, agravado pelas perdas acumuladas no governo Lula. Tudo indica que a rela&ccedil;&atilde;o com a administra&ccedil;&atilde;o ficar&aacute; ainda pior por causa do PAC (Plano de Acelera&ccedil;&atilde;o do Crescimento), que prev&ecirc; reajuste ao funcionalismo de 1,5% ao ano. S&oacute; para repor a perdas dos funcion&aacute;rios do Banco do Brasil desde julho de 1994, os sal&aacute;rios dos trabalhadores da estatal deveria ser reajustado em mais de 130%, por exemplo.<o:p><\/o:p><\/span><\/p>\n<p class=\"MsoBodyTextIndent\" style=\"text-indent: 14.2pt;\"><span style=\"font-size: 11pt; font-family: Garamond;\">Mesmo diante de um quadro tenebroso, as esquerdas ainda n&atilde;o acordaram para o tamanho do ataque que est&aacute; por vir. N&atilde;o h&aacute; qualquer movimenta&ccedil;&atilde;o das entidades combativas. A CONLUTAS (Coordena&ccedil;&atilde;o Nacional de Lutas), cuja maior base de filiados est&aacute;<span class=\"GramE\"><span style=\"\">&nbsp; <\/span><\/span>no setor p&uacute;blico n&atilde;o fez nenhuma campanha ostensiva tratando deste ataque ao direito de greve como mais uma medida neoliberal. Embora tal medida fa&ccedil;a parte das Reformas neoliberais &eacute; necess&aacute;rio que se d&ecirc; um tratamento diferenciado ao tema, pois se com as poucas garantias j&aacute; &eacute; dif&iacute;cil mobilizar, ficar&aacute; imposs&iacute;vel tal tarefa se levarmos em considera&ccedil;&atilde;o que o movimento ainda est&aacute; em refluxo.<o:p><\/o:p><\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-size: 11pt; font-family: Garamond;\">E necess&aacute;rio disputar a consci&ecirc;ncia da popula&ccedil;&atilde;o, por meio de esclarecimento, distribui&ccedil;&atilde;o de materiais. Promover debates e definir que o governo &eacute; inimigo dos trabalhadores. Que o governo, papagaio dos EUA, inviabiliza a qualidade do servi&ccedil;o p&uacute;blico por meio do desvio de verbas para garantir o <i>super&aacute;vit<\/i> prim&aacute;rio, impedindo a contrata&ccedil;&atilde;o de mais funcion&aacute;rios, a abertura de mais escolas e a constru&ccedil;&atilde;o de hospitais. N&oacute;s, trabalhadores, somos v&iacute;timas e n&atilde;o causadores dos problemas.<\/span><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p align=\"right\" class=\"MsoBodyText2\" style=\"text-align: right; text-indent: 14.2pt;\"><span style=\"font-size: 11pt; line-height: 200%; font-family: Garamond;\">M&aacute;rcio Cardoso (<span class=\"SpellE\">Banc&aacute;rios\/SP<\/span>)<o:p><\/o:p><\/span><\/p>\n","protected":false},"author":3,"featured_media":0,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[24],"tags":[],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.espacosocialista.org\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/110"}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.espacosocialista.org\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.espacosocialista.org\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.espacosocialista.org\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/users\/3"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.espacosocialista.org\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=110"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/www.espacosocialista.org\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/110\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":6258,"href":"https:\/\/www.espacosocialista.org\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/110\/revisions\/6258"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.espacosocialista.org\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=110"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.espacosocialista.org\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=110"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.espacosocialista.org\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=110"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}