{"id":120,"date":"2009-01-03T17:35:57","date_gmt":"2009-01-03T19:35:57","guid":{"rendered":"http:\/\/espacosocialista.org\/?q=node\/120"},"modified":"2018-05-05T17:47:26","modified_gmt":"2018-05-05T20:47:26","slug":"a-luta-das-mulheres","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.espacosocialista.org\/portal\/2009\/01\/a-luta-das-mulheres\/","title":{"rendered":"A luta das mulheres"},"content":{"rendered":"<p align=\"center\" style=\"text-align: center;\" class=\"MsoNormal\"><b><span style=\"font-size: 14pt; font-family: Arial;\">A capacidade e a beleza da mulher n&atilde;o devem ser instrumentos da opress&atilde;o capitalista!<o:p><\/o:p><\/span><\/b><\/p>\n<p style=\"text-align: justify; text-indent: 14.2pt;\" class=\"MsoNormal\"><span style=\"font-size: 11pt; font-family: Arial;\"><o:p>&nbsp;<\/o:p><\/span><\/p>\n<p class=\"MsoBodyTextIndent2\"><span style=\"font-size: 11pt; font-family: Arial;\">Ao abordarmos a situa&ccedil;&atilde;o da mulher trabalhadora na sociedade hoje &eacute; importante voltarmos ao passado para relembrarmos nossa <span class=\"GramE\">luta: <\/span><o:p><\/o:p><\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify; text-indent: 14.2pt;\" class=\"MsoNormal\"><span style=\"font-size: 11pt; font-family: Arial;\">Quando a esp&eacute;cie humana se dispersava da &Aacute;frica para as outras partes do mundo, o centro dos grupos era a dupla m&atilde;e e crian&ccedil;a e, apesar de existir a divis&atilde;o sexual do trabalho, n&atilde;o existiam rela&ccedil;&otilde;es autorit&aacute;rias nem <span class=\"SpellE\">escravizadoras<\/span> entre homens e mulheres.<o:p><\/o:p><\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify; text-indent: 14.2pt;\" class=\"MsoNormal\"><span style=\"font-size: 11pt; font-family: Arial;\">&nbsp;&nbsp;Com o surgimento da agricultura, do excedente e da apropria&ccedil;&atilde;o desse excedente (propriedade) o homem passa a querer controlar n&atilde;o apenas a natureza<span class=\"GramE\"> mas<\/span> tamb&eacute;m as rela&ccedil;&otilde;es produtivas e sociais e busca submeter a mulher &agrave; condi&ccedil;&atilde;o de mera auxiliar para a realiza&ccedil;&atilde;o de suas metas.<o:p><\/o:p><\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify; text-indent: 14.2pt;\" class=\"MsoNormal\"><span style=\"font-size: 11pt; font-family: Arial;\">As mulheres n&atilde;o assistem a todos estes acontecimentos pacificamente. Enfrentam a Inquisi&ccedil;&atilde;o na Idade M&eacute;dia. Promovem revoltas e questionamentos, durante a Revolu&ccedil;&atilde;o Francesa, contra a mis&eacute;ria a que estavam submetidas e muitas s&atilde;o decapitadas ou queimadas por isso. No ano em que o <i>Manifesto Comunista<\/i> &eacute; escrito <span class=\"GramE\">as<\/span> lutadoras feministas realizam seu primeiro encontro em que reivindicavam o fim da sociedade de domina&ccedil;&atilde;o patriarcal.<o:p><\/o:p><\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify; text-indent: 14.2pt;\" class=\"MsoNormal\"><span style=\"font-size: 11pt; font-family: Arial;\">Tempos depois, em 8 de mar&ccedil;o de 1857, quando protestavam contra as p&eacute;ssimas condi&ccedil;&otilde;es de trabalho,<span class=\"GramE\"><span style=\"\">&nbsp; <\/span><\/span>os sal&aacute;rios de mis&eacute;ria e a redu&ccedil;&atilde;o da jornada de trabalho nas ind&uacute;strias t&ecirc;xteis de Nova York, 129 oper&aacute;rias, reunidas dentro de uma f&aacute;brica, s&atilde;o queimadas por ordem dos patr&otilde;es. <o:p><\/o:p><\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify; text-indent: 14.2pt;\" class=\"MsoNormal\"><span style=\"font-size: 11pt; font-family: Arial;\">Durante o s&eacute;culo XX a luta n&atilde;o &eacute; menos &aacute;rdua. A necessidade dos capitalistas (entenda-se empres&aacute;rios) de manter suas taxas de lucro juntamente com as guerras pela hegemonia do mercado mundial piora as condi&ccedil;&otilde;es de vida dos trabalhadores. As mulheres s&atilde;o obrigadas, disputando com os homens, a ocupar v&aacute;rios postos de trabalho para derrubar a m&eacute;dia salarial de nossa classe. <o:p><\/o:p><\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify; text-indent: 14.2pt;\" class=\"MsoNormal\"><span style=\"font-size: 11pt; font-family: Arial;\">Diante da capacidade de desenvolvermos nossas potencialidades entramos, cada vez mais, num mercado de trabalho altamente competitivo, machista e injusto al&eacute;m de carregarmos o fardo do trabalho dom&eacute;stico.<o:p><\/o:p><\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify; text-indent: 14.2pt;\" class=\"MsoNormal\"><span style=\"font-size: 11pt; font-family: Arial;\">A dupla jornada de trabalho, que nasceu com a sociedade patriarcal, passa a ser explorada ao extremo e se quis&eacute;ssemos nos organizar ter&iacute;amos que partir para a tripla jornada.E assim &eacute; feito&#8230;<o:p><\/o:p><\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify; text-indent: 14.2pt;\" class=\"MsoNormal\"><span style=\"font-size: 11pt; font-family: Arial;\">Na Revolu&ccedil;&atilde;o Russa s&atilde;o as mulheres que convocam a primeira greve geral que serve de estopim contra a Monarquia. Assumem a consci&ecirc;ncia socialista e <span class=\"GramE\">s&atilde;o intransigentes contra a opress&atilde;o, a servid&atilde;o dom&eacute;stica<\/span> e por uma R&uacute;ssia livre. Conquistam o direito de decidirem sobre seus corpos, de div&oacute;rcio, de exigir judicialmente do pai o sustento para os filhos. Reivindicam e organizam restaurantes, lavanderias e creches p&uacute;blicas para <span class=\"GramE\">terem mais tempo livre do trabalho dom&eacute;stico<\/span>. Saem do espa&ccedil;o privado (dentro de casa) para realizar encontros, confer&ecirc;ncias e congressos internacionais que unificam suas reivindica&ccedil;&otilde;es e as colocam em condi&ccedil;&atilde;o de atuarem com os demais trabalhadores.<o:p><\/o:p><\/span><\/p>\n<p style=\"text-indent: 14.2pt;\" class=\"MsoBodyTextIndent\"><span style=\"font-size: 11pt; font-family: Arial;\">No Brasil, na d&eacute;cada de 70, realizam o I Congresso das Oper&aacute;rias Metal&uacute;rgicas, em S&atilde;o Bernardo, no ABC paulista, em que constatam as m&aacute;s condi&ccedil;&otilde;es de vida, a falta de creches nos locais de trabalho, a viol&ecirc;ncia dos chefes e a discrimina&ccedil;&atilde;o sexual, ainda hoje em nossos meios. <o:p><\/o:p><\/span><\/p>\n<p style=\"text-indent: 14.2pt;\" class=\"MsoBodyTextIndent\"><span style=\"font-size: 11pt; font-family: Arial;\">A conquista de alguns direitos na Constitui&ccedil;&atilde;o Federal &ndash; igualdade de direitos trabalhistas, previdenci&aacute;rios e sociais, o fim da proibi&ccedil;&atilde;o da maternidade e o direito a terra &ndash; se deu atrav&eacute;s de muita luta de trabalhadoras em sua tripla jornada<span class=\"GramE\"><span style=\"\">&nbsp; <\/span><\/span>e que, a partir dos sindicatos, se juntaram aos demais trabalhadores.<o:p><\/o:p><\/span><\/p>\n<p style=\"text-indent: 14.2pt;\" class=\"MsoBodyTextIndent\"><span style=\"font-size: 11pt; font-family: Arial;\">No entanto, o s&eacute;culo XXI chegou trazendo, para n&oacute;s mulheres, novas formas de imposi&ccedil;&atilde;o, opress&atilde;o e morte que requerem tamb&eacute;m outras formas de dizer &ldquo;n&atilde;o&rdquo; ao sistema de explora&ccedil;&atilde;o.<o:p><\/o:p><\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify; text-indent: 14.2pt;\" class=\"MsoNormal\"><span style=\"font-size: 11pt; font-family: Arial;\">Sabemos que nesse sistema somos levadas, desde muito cedo, a desejar ser m&atilde;e, a cultivar o corpo magro e atraente, a ser executora de tarefas chatas e f&aacute;ceis, a sonhar com o casamento, a se tornar uma excelente e obediente dona-de-casa que somente se sentir&aacute; feliz quando encontrar um marido que reconhe&ccedil;a suas qualidades e a proteja. A finalidade maior disso tudo &eacute; procurar nos desencorajar diante dos menores comportamentos independentes e nos fazer ver a liberdade como algo limitado e monstruoso.<o:p><\/o:p><\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify; text-indent: 14.2pt;\" class=\"MsoNormal\"><span style=\"font-size: 11pt; font-family: Arial;\">Contrariar as regras ou adaptar-se a elas custa-nos muito: Vemos meninas gr&aacute;vidas cada vez mais novas e assumindo <span class=\"GramE\">sozinhas os beb&ecirc;s<\/span>. Mortes por anorexia e bulimia para atender as exig&ecirc;ncias do mercado da moda e da m&iacute;dia. Depress&atilde;o por se sentirem gordas e feias. Aumento do n&uacute;mero de abortos, da prostitui&ccedil;&atilde;o velada e da <span class=\"SpellE\">objetifica&ccedil;&atilde;o<\/span> do corpo da mulher nas propagandas (cervejas, carros, <span class=\"SpellE\">internet<\/span>). Sem falar do alto n&uacute;mero de mulheres que sofrem com a viol&ecirc;ncia dom&eacute;stica. <o:p><\/o:p><\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify; text-indent: 14.2pt;\" class=\"MsoNormal\"><span style=\"font-size: 11pt; font-family: Arial;\">Infelizmente alguns sindicatos embarcam nessa cruel onda capitalista e promovem as <i>Semanas da Beleza<\/i>, em que alguns servi&ccedil;os s&atilde;o oferecidos sem custo em troca da promo&ccedil;&atilde;o de marcas de cosm&eacute;tico, contribuindo para o estelionato dermatol&oacute;gico (est&iacute;mulo ao consumo de produtos e cirurgias para elevar a auto-estima). Enquanto isso<span class=\"GramE\">, cruzam<\/span> os bra&ccedil;os para os verdadeiros ataques &agrave; auto-estima da mulher trabalhadora, ou seja, a opress&atilde;o, a carga elevada de trabalho, os baixos sal&aacute;rios, a dupla jornada, a exig&ecirc;ncia para que realize o trabalho dom&eacute;stico e o pouco tempo dedicado ao prazer.<o:p><\/o:p><\/span><\/p>\n<p style=\"text-indent: 14.2pt;\" class=\"MsoBodyTextIndent\"><span style=\"font-size: 11pt; font-family: Arial;\">At&eacute; mesmo a participa&ccedil;&atilde;o das mulheres na CUT (Central &Uacute;nica dos Trabalhadores) foi diminuindo em contraste com o aumento do trabalho feminino. A cota de 30% de mulheres nos &oacute;rg&atilde;os de decis&atilde;o nunca refletiu a quantidade de mulheres no mercado de trabalho e, mesmo, se mant&eacute;m. <o:p><\/o:p><\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify; text-indent: 14.2pt;\" class=\"MsoNormal\"><span style=\"font-size: 11pt; font-family: Arial;\">A tal <i style=\"\">Secretaria de Mulheres<\/i>, que no in&iacute;cio era coordenada por homens, est&aacute; totalmente submetida e trabalhando para implementar as pol&iacute;ticas do governo Lula para as mulheres, ou seja, p&ocirc;r fim &agrave; licen&ccedil;a maternidade e aos direitos trabalhistas com a pr&oacute;xima contra-reforma trabalhista. <o:p><\/o:p><\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify; text-indent: 14.2pt;\" class=\"MsoNormal\"><span style=\"font-size: 11pt; font-family: Arial;\">As mulheres que a coordenam calaram-se diante da Reforma da Previd&ecirc;ncia (que atingiu diretamente a classe que vende a for&ccedil;a de trabalho, aumentando o tempo de contribui&ccedil;&atilde;o e extinguindo a aposentadoria por idade) e da investida do governo contra as dom&eacute;sticas, h&aacute; pouco tempo. <span class=\"GramE\">Est&atilde;o<\/span> h&aacute; muitos anos fora das f&aacute;bricas, j&aacute; fazem parte da burocracia sindical e implementam a l&oacute;gica que distancia cada vez mais as mulheres da participa&ccedil;&atilde;o pol&iacute;tica e sindical. <o:p><\/o:p><\/span><\/p>\n<p style=\"text-indent: 14.2pt;\" class=\"MsoBodyTextIndent\"><span style=\"font-size: 11pt; font-family: Arial;\">A maioria das organiza&ccedil;&otilde;es que era de esquerda no per&iacute;odo da Ditadura Militar sucumbiu. Hoje quase todas est&atilde;o no poder sob fajutas denomina&ccedil;&otilde;es de socialistas, de comunistas, de verde, de trabalhadores. Aproveitaram-se da queda da burocracia stalinista do Leste Europeu para confundir a classe trabalhadora contra o socialismo, &uacute;nico sistema capaz de colocar a mulher, e conseq&uuml;entemente a humanidade, em uma situa&ccedil;&atilde;o superior. <o:p><\/o:p><\/span><\/p>\n<p style=\"text-indent: 14.2pt;\" class=\"MsoBodyTextIndent\"><span style=\"font-size: 11pt; font-family: Arial;\">Somente agora, no novo mil&ecirc;nio, as trabalhadoras juntamente com os demais trabalhadores iniciam uma t&iacute;mida reorganiza&ccedil;&atilde;o atrav&eacute;s de novas coordena&ccedil;&otilde;es de lutas (<span class=\"SpellE\">Conlutas\/Intersindical<\/span>), mas que ainda n&atilde;o incorporam as desempregadas ou subempregadas.<o:p><\/o:p><\/span><\/p>\n<p style=\"text-indent: 14.2pt;\" class=\"MsoBodyTextIndent\"><span style=\"font-size: 11pt; font-family: Arial;\">Essas coordena&ccedil;&otilde;es devem estar, tamb&eacute;m, a servi&ccedil;o da luta das jovens trabalhadoras estudantes, que ingressamos agora no mercado de trabalho e que novamente enfrentamos os problemas das m&aacute;s condi&ccedil;&otilde;es de trabalho, baixos sal&aacute;rios, jornadas de trabalho <span class=\"GramE\">irregulares, falta de direitos trabalhistas com pomposos nomes<\/span> de: estagi&aacute;rias, operadoras de <span class=\"SpellE\">telemarketing<\/span>, <span class=\"SpellE\">teleoperadoras<\/span>, etc.<span style=\"\">&nbsp; <\/span><o:p><\/o:p><\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-size: 11pt; font-family: Arial;\">Continuar a luta iniciada por nossas ancestrais n&atilde;o &eacute; f&aacute;cil. A luta, como mulher trabalhadora, pela sobreviv&ecirc;ncia, independ&ecirc;ncia intelectual e financeira, melhores condi&ccedil;&otilde;es de trabalho e respeito aos nossos valores &eacute; cada vez mais necess&aacute;ria. Precisamos transformar o 08 de Mar&ccedil;o &ndash; <i>Dia Internacional de Luta da Mulher <\/i>em mais um dia de luta de todos os <a href=\"mailto:oprimid@s\">oprimidos<\/a>, contra todas as formas de explora&ccedil;&atilde;o capitalista e por uma sociedade justa.<\/span><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p align=\"center\" style=\"text-align: center;\" class=\"MsoNormal\"><b><span style=\"font-size: 14pt; font-family: Arial;\">A capacidade e a beleza da mulher n&atilde;o devem ser instrumentos da opress&atilde;o capitalista!<o:p><\/o:p><\/span><\/b><\/p>\n<p style=\"text-align: justify; text-indent: 14.2pt;\" class=\"MsoNormal\"><span style=\"font-size: 11pt; font-family: Arial;\"><o:p>&nbsp;<\/o:p><\/span><\/p>\n","protected":false},"author":3,"featured_media":0,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[14],"tags":[],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.espacosocialista.org\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/120"}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.espacosocialista.org\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.espacosocialista.org\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.espacosocialista.org\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/users\/3"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.espacosocialista.org\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=120"}],"version-history":[{"count":2,"href":"https:\/\/www.espacosocialista.org\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/120\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":660,"href":"https:\/\/www.espacosocialista.org\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/120\/revisions\/660"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.espacosocialista.org\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=120"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.espacosocialista.org\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=120"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.espacosocialista.org\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=120"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}