{"id":127,"date":"2009-01-03T18:39:10","date_gmt":"2009-01-03T20:39:10","guid":{"rendered":"http:\/\/espacosocialista.org\/?q=node\/127"},"modified":"2013-01-19T17:58:10","modified_gmt":"2013-01-19T19:58:10","slug":"boletim-01-novo-partido","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.espacosocialista.org\/portal\/2009\/01\/boletim-01-novo-partido\/","title":{"rendered":"Boletim 01 &#8211; Novo partido"},"content":{"rendered":"<p class=\"MsoNormal\" style=\"margin-right: 2.85pt;\"><span style=\"font-size: 10pt; font-family: Arial;\">Endere&ccedil;o eletr&ocirc;nico:<\/span><span style=\"font-size: 11pt; font-family: Arial;\"> <\/span><span style=\"font-family: Arial;\"><a href=\"mailto:espacosocialista@hotmail.com\">espacosocialista@hotmail.com<\/a><\/span><span style=\"font-size: 11pt; font-family: Arial;\"><span style=\"\">&nbsp;&nbsp;&nbsp; <\/span>P&aacute;gina: <\/span><span style=\"font-family: Arial;\"><a href=\"http:\/\/www.espacosocialista.org\">http:\/\/www.espacosocialista.org<\/a><\/span><span style=\"font-size: 11pt; font-family: Arial;\"><o:p><\/o:p><\/span><\/p>\n<p align=\"right\" class=\"MsoTitle\" style=\"margin: 0cm 0cm 0.0001pt; text-align: right;\"><span style=\"font-size: 14pt; font-weight: normal;\">Setembro de 2003 &#8211; N&uacute;mero<span style=\"\">&nbsp; <\/span>01<\/span><span style=\"font-size: 11pt; font-weight: normal;\"><o:p><\/o:p><\/span>&nbsp;<\/p>\n<p class=\"MsoNormal\" style=\"text-align: justify; text-indent: 24.05pt;\"><span style=\"font-size: 11pt; font-family: Arial; color: red;\">Como produto da pol&iacute;tica neoliberal do PT\/LULA, v&aacute;rios setores da esquerda est&atilde;o chamando a constru&ccedil;&atilde;o de um novo partido (pelos v&aacute;rios chamados certamente n&atilde;o ser&aacute; s&oacute; um). O que chama a aten&ccedil;&atilde;o &eacute; a pressa desses chamados e o que tamb&eacute;m nos faz perguntar: Essa &ldquo;pressa&rdquo; &eacute; para se enquadrar na lei eleitoral burguesa que exige pelo menos um ano de filia&ccedil;&atilde;o partid&aacute;ria para concorrer na elei&ccedil;&atilde;o do ano que vem? Esse novo partido &eacute; para ajudar a desenvolver a consci&ecirc;ncia revolucion&aacute;ria dos trabalhadores ou &eacute; para &ldquo;lutar&rdquo; pelos cargos no ilus&oacute;rio aparato burgu&ecirc;s?<o:p><\/o:p><\/span><\/p>\n<p class=\"MsoNormal\" style=\"text-align: justify; text-indent: 26.4pt;\"><span style=\"font-size: 11pt; font-family: Arial; color: red;\">Queremos participar deste debate, mas a partir da discuss&atilde;o de um programa para a revolu&ccedil;&atilde;o que rompa com a falsa democracia burguesa e que denuncie o engodo eleitoral onde o que prevalece &eacute; o dinheiro e o poder econ&ocirc;mico, que a luta direta seja a prioridade da atua&ccedil;&atilde;o desse novo partido, que se implemente a independ&ecirc;ncia das organiza&ccedil;&otilde;es dos trabalhadores em rela&ccedil;&atilde;o aos partidos (ou seja, as entidades deixarem de ser um instrumento desse ou daquele partido), um partido que acabe com as exclus&otilde;es por diferen&ccedil;as pol&iacute;ticas, pelo fim do burocratismo (que se expressa em dire&ccedil;&otilde;es profissionais permanentes), etc. Estas s&atilde;o apenas algumas das novas quest&otilde;es de primeira monta que est&atilde;o colocadas nessa discuss&atilde;o e que v&aacute;rios setores da esquerda se recusam a encar&aacute;-las de frente.<\/span><span style=\"font-size: 11pt; font-family: Arial;\"><o:p><\/o:p><\/span><\/p>\n<p class=\"MsoNormal\" style=\"text-align: justify; text-indent: 24.05pt;\">&nbsp;<\/p>\n<pre style=\"text-align: center;\"><b style=\"\"><span style=\"font-size: 14.5pt; font-family: Arial; color: black;\">FAZ FALTA UMA ALTERNATIVA REVOLUCION&Aacute;RIA E SOCIALISTA QUE...<o:p><\/o:p><\/span><\/b><b style=\"\"><span style=\"font-size: 14.5pt; font-family: Arial;\"><br clear=\"all\" style=\"page-break-before: auto;\" \/> <\/span><\/b><\/pre>\n<div class=\"Section2\">\n<p class=\"MsoBodyTextIndent3\" style=\"margin-right: 0cm; text-indent: 22.7pt;\"><span style=\"font-size: 10.5pt; font-family: Arial;\">Vivemos em um per&iacute;odo onde, mais do que nunca, a falta de uma alternativa pol&iacute;tica e ideol&oacute;gica dos trabalhadores e explorados tem marcado a vida e as lutas dos trabalhadores contra a explora&ccedil;&atilde;o. <o:p><\/o:p><\/span><\/p>\n<p class=\"MsoBodyTextIndent3\" style=\"margin-right: 0cm; text-indent: 22.7pt;\"><span style=\"font-size: 10.5pt; font-family: Arial;\">As mudan&ccedil;as objetivas no interior da classe trabalhadora e as derrotas que esta sofreu em todos estes anos n&atilde;o s&oacute; diminu&iacute;ram seu peso num&eacute;rico na sociedade, mas tamb&eacute;m a colocaram na defensiva. <o:p><\/o:p><\/span><\/p>\n<p class=\"MsoBodyTextIndent2\" style=\"margin-right: 0cm; text-indent: 22.7pt;\"><span style=\"font-size: 10.5pt; font-family: Arial;\">A decad&ecirc;ncia ideol&oacute;gica e pol&iacute;tica pela qual passam as organiza&ccedil;&otilde;es tradicionais (sindicatos e partidos) fruto de anos de dom&iacute;nio das burocracias estalinistas e social democrata, &eacute; a outra cara desta moeda.<o:p><\/o:p><\/span><\/p>\n<p class=\"MsoBodyTextIndent2\" style=\"margin-right: 0cm; text-indent: 22.7pt;\"><span style=\"font-size: 10.5pt; font-family: Arial;\">Por muitos anos, as ditas organiza&ccedil;&otilde;es<span style=\"\">&nbsp; <\/span>pactuaram com o capitalismo e iludiram<span style=\"\">&nbsp; <\/span>os trabalhadores com mitos, como o de que era poss&iacute;vel reformar ou mesmo coexistir pacificamente com o capitalismo. Hoje, no seu mais alto grau de degenera&ccedil;&atilde;o, passaram de mala e cuia<span style=\"\">&nbsp; <\/span>para o lado da burguesia, fazendo coro de que n&atilde;o h&aacute; mais alternativa e de que o &uacute;nico caminho &eacute; dar ao capitalismo uma &ldquo;face humana&rdquo;.<o:p><\/o:p><\/span><\/p>\n<p class=\"MsoBodyTextIndent\" style=\"margin-right: 0cm; text-indent: 22.7pt;\"><span style=\"font-size: 10.5pt; font-family: Arial;\">J&aacute; as organiza&ccedil;&otilde;es que se proclamam revolucion&aacute;rias, tem hoje sua pr&aacute;tica voltada ou dominada pela luta por cargos nos falidos aparelhos sindicais e nos parlamentos burgueses. Capitulam sistematicamente &agrave;s dire&ccedil;&otilde;es tradicionais das organiza&ccedil;&otilde;es sindicais e pol&iacute;ticas que dominam o movimento oper&aacute;rio atual.<o:p><\/o:p><\/span><\/p>\n<\/div>\n<p><span style=\"font-size: 10.5pt; font-family: Arial;\"><br clear=\"all\" style=\"page-break-before: auto;\" \/><br \/>\n<\/span><\/p>\n<div class=\"Section3\">\n<p class=\"MsoBodyText\"><b style=\"\"><span style=\"font-size: 13pt; font-family: Arial;\">&#8230;. ROMPA COM A DEMOCRACIA BURGUESA E COM OS APARATOS SINDICAIS<o:p><\/o:p><\/span><\/b><\/p>\n<\/div>\n<p><span style=\"font-size: 13pt; font-family: Arial;\"><br clear=\"all\" style=\"page-break-before: auto;\" \/><br \/>\n<\/span><\/p>\n<div class=\"Section4\">\n<p class=\"MsoNormal\" style=\"text-align: justify; text-indent: 22.7pt;\"><span style=\"font-size: 10.5pt; font-family: Arial;\">Primeiramente devemos romper com o m&eacute;todo que tem predominado nas organiza&ccedil;&otilde;es revolucion&aacute;rias que &eacute; discutir as elei&ccedil;&otilde;es mesmo antes da burguesia. Falta mais de um ano para as elei&ccedil;&otilde;es municipais e v&aacute;rios setores &ldquo;de esquerda&rdquo; j&aacute; est&atilde;o se organizando pensando no processo eleitoral. Ser&aacute; esse &eacute; um bom motivo para tanta pressa? O debate program&aacute;tico n&atilde;o tem import&acirc;ncia ou n&atilde;o &eacute; decisivo? Ou esse partido &eacute; uma frente s&oacute; para participar das elei&ccedil;&otilde;es? <o:p><\/o:p><\/span><\/p>\n<p class=\"MsoNormal\" style=\"text-align: justify; text-indent: 22.7pt;\"><span style=\"font-size: 10.5pt; font-family: Arial;\">Na nossa opini&atilde;o n&atilde;o h&aacute; qualquer possibilidade de uma transforma&ccedil;&atilde;o revolucion&aacute;ria da sociedade pela via eleitoral. Qualquer participa&ccedil;&atilde;o em um processo eleitoral deve ter como primeiro objetivo denunciar as manobras da burguesia que usa as elei&ccedil;&otilde;es s&oacute; para<span style=\"\">&nbsp; <\/span>desviar o descontentamento e a luta dos trabalhadores e dos explorados. A participa&ccedil;&atilde;o no processo eleitoral &eacute; mais importante que a discuss&atilde;o program&aacute;tica?<o:p><\/o:p><\/span><\/p>\n<\/div>\n<p class=\"MsoNormal\" style=\"text-align: justify; text-indent: 22.7pt;\">\n&nbsp;<\/p>\n<div class=\"Section5\">\n<pre style=\"text-align: center;\"><b style=\"\"><span style=\"font-size: 14.5pt; font-family: Arial; color: black;\">POR UM NOVO PARTIDO?<o:p><\/o:p><\/span><\/b><\/pre>\n<\/div>\n<p><span style=\"font-size: 10.5pt; font-family: Arial; color: black;\"><br clear=\"all\" style=\"page-break-before: auto;\" \/><br \/>\n<\/span><\/p>\n<div class=\"Section6\">\n<p><span style=\"font-size: 10.5pt; font-family: Arial; color: black;\">Caracterizando que existe a possibilidade de ruptura no PT, o PSTU e outros apressaram-se em lan&ccedil;ar a consigna &ldquo;por um novo partido&rdquo;. Essa proposta tamb&eacute;m &eacute; defendida por outros setores de esquerda. Cada qual faz o seu chamado, querendo ocupar o espa&ccedil;o deixado pelo PT e pela chamada esquerda desse partido. <o:p><\/o:p><\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-size: 10.5pt; font-family: Arial; color: black;\">Esta quest&atilde;o n&atilde;o &eacute; secund&aacute;ria, pois est&aacute; em jogo a constru&ccedil;&atilde;o de uma alternativa que primeiro possa romper o isolamento que os revolucion&aacute;rios est&atilde;o submetidos (entre outros motivos, pelos pr&oacute;prios erros do passado) e depois a possibilidade de oferecer uma ferramenta aos trabalhadores que possa contribuir com o desenvolvimento de uma consci&ecirc;ncia socialista e permitir apresentar uma alternativa de ruptura com o capitalismo.<o:p><\/o:p><\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-size: 10.5pt; font-family: Arial; color: black;\">O problema central dessa proposta &eacute; que ela procura responder s&oacute; um dado da realidade, ou seja, as pr&oacute;ximas elei&ccedil;&otilde;es municipais..<o:p><\/o:p><\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-size: 10.5pt; font-family: Arial; color: black;\">Assim esse chamado apresenta problemas graves: 1) trata de uma manobra que abortar&aacute; qualquer processo mais amplo de reorganiza&ccedil;&atilde;o pol&iacute;tica, desviando as discuss&otilde;es program&aacute;ticas para o campo eleitoral burgu&ecirc;s; 2) N&atilde;o &eacute; uma proposta que se prop&otilde;e a <\/span><span style=\"font-family: Arial; color: black;\">discutir concep&ccedil;&atilde;o de partido (democracia interna, funcionamento, forma&ccedil;&atilde;o pol&iacute;tica e te&oacute;rica, etc). <o:p><\/o:p><\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-size: 10.5pt; font-family: Arial; color: black;\">A pr&oacute;pria din&acirc;mica de constru&ccedil;&atilde;o do PSTU, imposta por sua dire&ccedil;&atilde;o, demonstrou que a constru&ccedil;&atilde;o de um novo partido deve-se levar em conta necessidades do desenvolvimento de uma nova forma de partido\/organiza&ccedil;&atilde;o pol&iacute;tica. 3) Tamb&eacute;m n&atilde;o apresenta uma proposta de discuss&atilde;o program&aacute;tica como crit&eacute;rio de uma atua&ccedil;&atilde;o em comum. Essa proposta come&ccedil;a pelo final, fazendo um chamado a todos que achem necess&aacute;rio um novo partido independente das discuss&otilde;es sobre a posi&ccedil;&atilde;o do papel dos revolucion&aacute;rios em um processo eleitoral, a rela&ccedil;&atilde;o do partido com os organismos sindicais, o papel que cumpre os dirigentes nesses partido, o funcionamento, como as decis&otilde;es ser&atilde;o tomadas, etc. Partem do pressuposto de que esse modelo (program&aacute;tico e de funcionamento) &eacute; o ideal e sequer o coloca em discuss&atilde;o.<o:p><\/o:p><\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-size: 10.5pt; font-family: Arial; color: black;\"><br clear=\"all\" style=\"page-break-before: auto;\" \/><br \/>\n<\/span><\/div>\n<div class=\"Section7\">\n<pre style=\"text-align: justify;\">\n&nbsp;<\/pre>\n<pre style=\"text-align: center; text-indent: 14.2pt;\"><b style=\"\"><span style=\"font-size: 14.5pt; font-family: Arial; color: black;\">A HIST&Oacute;RIA DOS... CHAMADOS A NOVOS PARTIDOS<o:p><\/o:p><\/span><\/b><\/pre>\n<\/div>\n<p><span style=\"font-size: 14.5pt; font-family: Arial; color: black;\"><br clear=\"all\" style=\"page-break-before: auto;\" \/><br \/>\n<\/span><\/p>\n<div class=\"Section8\">\n<p><span style=\"font-size: 10.5pt; font-family: Arial; color: black;\">Para aqueles que n&atilde;o sabem, a forma&ccedil;&atilde;o do PSTU foi um processo de constru&ccedil;&atilde;o a partir de pequenas rupturas com o PT. Com a expuls&atilde;o da Converg&ecirc;ncia Socialista e de outros grupos&nbsp; criou-se a necessidade de construir um novo marco organizativo. Foi evidentemente um processo muito rico e que inclusive demonstrou a possibilidade de uma reorganiza&ccedil;&atilde;o dos revolucion&aacute;rios. No entanto, a pol&iacute;tica implementada pela dire&ccedil;&atilde;o da CS, hoje dire&ccedil;&atilde;o do PSTU, acabou com esse processo, enterrou a possibilidade da unifica&ccedil;&atilde;o dos revolucion&aacute;rios.<o:p><\/o:p><\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-size: 10.5pt; font-family: Arial; color: black;\">De maneira burocr&aacute;tica, todos aqueles que discordavam de aspectos de sua pol&iacute;tica foram colocados para fora do partido. Atrav&eacute;s de expuls&otilde;es e da desmoraliza&ccedil;&atilde;o dos militantes o&nbsp; processo de conflu&ecirc;ncia de diversas correntes, de origens distintas, foi abortado. O sectarismo e o aparatismo foram tomando conta do partido e somente aqueles que tinham a mesma posi&ccedil;&atilde;o pol&iacute;tica da dire&ccedil;&atilde;o tinham vez, como em todos os outros partidos. O resultado &eacute; que a absoluta maioria dos grupos que se juntaram para construir o PSTU sa&iacute;ram ou foram expulsos.<o:p><\/o:p><\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-size: 10.5pt; font-family: Arial; color: black;\">Isso por que a dire&ccedil;&atilde;o do PSTU tinha um enorme desejo: criar um partido d&oacute;cil para poder incorporar a esquerda do PT (balan&ccedil;o que se faz necess&aacute;rio).<o:p><\/o:p><\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-size: 10.5pt; font-family: Arial; color: black;\">Assim, caso nas&ccedil;a esse &ldquo;novo&rdquo; partido, sem que discuta seriamente e profundamente o tipo de partido que &eacute; necess&aacute;rio, poder&aacute; fazer com surja, na verdade, um novo aparato, com militantes despolitizados, sem forma&ccedil;&atilde;o te&oacute;rica e sem vida org&acirc;nica. Talvez&nbsp; com alguma presen&ccedil;a parlamentar ou sindical, mas sem espa&ccedil;o para discuss&atilde;o, elabora&ccedil;&atilde;o e interven&ccedil;&atilde;o consciente na luta de classes<\/span><span style=\"font-family: Arial; color: black;\">.<\/span><span style=\"font-size: 10.5pt; font-family: Arial; color: black;\"> <o:p><\/o:p><\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-size: 10.5pt; font-family: Arial; color: black;\">N&atilde;o precisamos mais disso. Basta de aparatos burocr&aacute;ticos sem v&iacute;nculos reais com a realidade, com a luta dos trabalhadores.<o:p><\/o:p><\/span>&nbsp;<\/p>\n<\/div>\n<div class=\"Section9\">\n<pre style=\"text-align: center;\"><b style=\"\"><span style=\"font-size: 12.5pt; font-family: Arial; color: black;\">UMA NOVA REALIDADE EXIGE UMA NOVA ORGANIZA&Ccedil;&Atilde;O DOS REVOLUCION&Aacute;RIOS!<o:p><\/o:p><\/span><\/b><\/pre>\n<p><span style=\"font-size: 12.5pt; font-family: Arial; color: black;\"> <\/span><\/div>\n<div class=\"Section10\">\n<p><span style=\"font-size: 10.5pt; font-family: Arial; color: black;\">O Espa&ccedil;o Socialista,<span style=\"\">&nbsp; <\/span>no seu n&uacute;mero 0 de 1999, nasceu conclamando os revolucion&aacute;rios para a constru&ccedil;&atilde;o de uma nova forma de Organiza&ccedil;&atilde;o Revolucion&aacute;ria e da necessidade de uma nova pr&aacute;tica, ap&oacute;s profundo balan&ccedil;o da hist&oacute;ria da Esquerda.<o:p><\/o:p><\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-size: 10.5pt; font-family: Arial; color: black;\">Os revolucion&aacute;rios devem se organizar para buscar influenciar e ajudar a classe oper&aacute;ria a se conscientizar e construir suas formas de poder. Nesse sentido a grande tarefa que temos no momento &eacute; combater a dispers&atilde;o que se encontram cada um em sua ilha, sem nenhuma organicidade com a classe trabalhadora. &Eacute; dever de cada grupo e de cada revolucion&aacute;rio procurar romper com esse esp&iacute;rito sect&aacute;rio e excludente do passado.<o:p><\/o:p><\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-size: 10.5pt; font-family: Arial; color: black;\">Nesse sentido devemos com uma revolu&ccedil;&atilde;o em mat&eacute;ria de organiza&ccedil;&atilde;o. A constru&ccedil;&atilde;o dessa organiza&ccedil;&atilde;o, revolucion&aacute;ria sem d&uacute;vida nenhuma, passa primeiro por estar inserida nas lutas da classe trabalhadora procurando influir para que rompam com os limites da democracia burguesa. Depois por ser uma organiza&ccedil;&atilde;o o mais horizontal poss&iacute;vel, onde o militante tenha realmente voz e poder<span style=\"\">&nbsp; <\/span>de decis&atilde;o, sem uma dire&ccedil;&atilde;o que mande e uma base que obede&ccedil;a (rela&ccedil;&atilde;o que s&oacute; reproduz a forma burguesa de divis&atilde;o do trabalho, entre trabalho intelectual e manual). Uma organiza&ccedil;&atilde;o em que as diferen&ccedil;as sejam tratadas n&atilde;o como crime, mas sim,&nbsp; compreendidas como parte do processo de compreens&atilde;o da luta de classe e de aprendizado.<o:p><\/o:p><\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-size: 10.5pt; font-family: Arial; color: black;\">Neste sentido, n&atilde;o concordamos que a cria&ccedil;&atilde;o de um novo partido seja, em si, a solu&ccedil;&atilde;o para os problemas atuais como defendem alguns companheiros, mas sim de fazer um profundo balan&ccedil;o das concep&ccedil;&otilde;es de partido que predominam na esquerda e, a partir desse balan&ccedil;o, discutir que tipo de &ldquo;novo partido&rdquo; &eacute; necess&aacute;rio. Assim a quest&atilde;o central n&atilde;o &eacute; se tem que ter ou n&atilde;o novo partido, mas que tipo de partido &eacute; necess&aacute;rio.<o:p><\/o:p><\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-size: 10.5pt; font-family: Arial; color: black;\">Precisamos aprender com nossa hist&oacute;ria. N&atilde;o podemos repetir os mesmos erros, pois j&aacute; fizemos essa experi&ecirc;ncia&nbsp; e n&atilde;o ajudou em nada a classe trabalhadora.<o:p><\/o:p><\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-family: Arial;\">Temos que construir uma organiza&ccedil;&atilde;o que seja marcada pela coer&ecirc;ncia com seus princ&iacute;pios, mas tamb&eacute;m pela toler&acirc;ncia na discuss&atilde;o interna, pelo respeito &agrave; posi&ccedil;&atilde;o dos companheiros por menos representativa que ela seja, pela camaradagem e solidariedade entre aqueles que, apesar de terem diverg&ecirc;ncias, s&atilde;o, acima de tudo, revolucion&aacute;rios, at&eacute; que a luta de classes prove o contr&aacute;rio. Podemos realmente construir uma organiza&ccedil;&atilde;o assim.<o:p><\/o:p><\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-family: Arial;\">A constru&ccedil;&atilde;o de um novo partido deve ser fruto de uma proposta endere&ccedil;ada a todos os revolucion&aacute;rios e n&atilde;o somente &agrave;queles que t&ecirc;m deputados entre seus quadros, pois isso n&atilde;o &eacute; um processo de constru&ccedil;&atilde;o, mas sim um oportunismo esp&uacute;rio.<\/span><\/p>\n<\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p class=\"MsoNormal\" style=\"margin-right: 2.85pt;\"><span style=\"font-size: 10pt; font-family: Arial;\">Endere&ccedil;o eletr&ocirc;nico:<\/span><span style=\"font-size: 11pt; font-family: Arial;\"> <\/span><span style=\"font-family: Arial;\"><a href=\"mailto:espacosocialista@hotmail.com\">espacosocialista@hotmail.com<\/a><\/span><span style=\"font-size: 11pt; font-family: Arial;\"><span style=\"\">&nbsp;&nbsp;&nbsp; <\/span>P&aacute;gina: <\/span><span style=\"font-family: Arial;\"><a href=\"http:\/\/www.espacosocialista.org\">http:\/\/www.espacosocialista.org<\/a><\/span><span style=\"font-size: 11pt; font-family: Arial\n<\/p>\n","protected":false},"author":3,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[3],"tags":[],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.espacosocialista.org\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/127"}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.espacosocialista.org\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.espacosocialista.org\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.espacosocialista.org\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/users\/3"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.espacosocialista.org\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=127"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/www.espacosocialista.org\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/127\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":668,"href":"https:\/\/www.espacosocialista.org\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/127\/revisions\/668"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.espacosocialista.org\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=127"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.espacosocialista.org\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=127"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.espacosocialista.org\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=127"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}