{"id":133,"date":"2012-09-25T19:53:01","date_gmt":"2012-09-25T19:53:01","guid":{"rendered":"http:\/\/espacosocialista.org\/?q=node\/133"},"modified":"2013-02-13T06:15:46","modified_gmt":"2013-02-13T08:15:46","slug":"revista-primavera-vermelha-apresentacao","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.espacosocialista.org\/portal\/2012\/09\/revista-primavera-vermelha-apresentacao\/","title":{"rendered":"Revista Primavera Vermelha &#8211; Apresenta\u00e7\u00e3o"},"content":{"rendered":"<div style=\"text-align: justify;\">\n<h1 class=\"rtecenter\">Apresenta\u00e7\u00e3o do projeto da Revista<\/h1>\n<p>Apresentamos aos ativistas e militantes do movimento social a REVISTA PRIMAVERA VERMELHA, que \u00e9 impulsionada pelo ESPA\u00c7O SOCIALISTA \u00a0e que entre os seus principais objetivos est\u00e1 o de construir e fortalecer um espa\u00e7o de debates de temas te\u00f3ricos ligados \u00e0 luta de classes.<\/p>\n<p>Se 1917 foi um ano que apontou novos horizontes e novas esperan\u00e7as para os revolucion\u00e1rios do mundo inteiro, os processos do Leste Europeu de fins da d\u00e9cada de 80 e in\u00edcio da d\u00e9cada de 90 foram anos de fantasmas e crise generalizada na esquerda mundial. Aproveitando esse processo, o capitalismo mundial imp\u00f4s uma brutal ofensiva econ\u00f4mica, militar e ideol\u00f3gica do capitalismo contra os trabalhadores, retirando direitos hist\u00f3ricos dos trabalhadores e ainda avan\u00e7ando contra a consci\u00eancia dessas figuras. Os revolucion\u00e1rios, por diferentes raz\u00f5es, n\u00e3o conseguiram fazer frente a esses ataques e o que marcou foi a decomposi\u00e7\u00e3o te\u00f3rica e pol\u00edtica da esquerda como um todo. Caracterizamos esse per\u00edodo como de uma profunda crise da alternativa socialista e a perda de uma refer\u00eancia e alternativa frente aos ataques do capital.<\/p>\n<p>Mas a hist\u00f3ria provou que sob o capitalismo o que resta aos trabalhadores \u00e9 a fome que galopa em todos os continentes; s\u00e3o as guerras que destr\u00f3em milhares de vidas pelo controle das riquezas naturais; \u00e9 a destrui\u00e7\u00e3o da natureza e de uma crise ambiental sem precedentes; \u00e9 a angustia de viver em um mundo sem nenhuma perspectiva e que em todos os seus atos aliena o homem em rela\u00e7\u00e3o ao seu mundo, enfim, um sistema que se n\u00e3o for destru\u00eddo, coloca em risco a exist\u00eancia da humanidade.<\/p>\n<p>Ante a crise que ainda persiste na esquerda e o car\u00e1ter cada vez mais destrutivo do capitalismo, colocamos para n\u00f3s como tarefa central a busca da renova\u00e7\u00e3o e desenvolvimento te\u00f3rico que consiga impulsionar a constru\u00e7\u00e3o de um programa socialista que fa\u00e7a frente ao capitalismo do s\u00e9culo XXI, ou nas palavras de L\u00eanin, novas respostas para os novos problemas que foram colocados no fim do s\u00e9culo XX. Colocamos como condi\u00e7\u00e3o que esse processo seja alicer\u00e7ado no enfrentamento do trabalho contra o capital, pois n\u00e3o acreditamos que seja poss\u00edvel qualquer recomposi\u00e7\u00e3o te\u00f3rica divorciada dos fatos concretos da luta de classes. <b>Contribuir para impulsionar esse debate te\u00f3rico-program\u00e1tico constitui-se como o primeiro e principal objetivo dessa revista.<\/b><\/p>\n<p>Sem querer se aprofundar no balan\u00e7o do significado da experi\u00eancia do PT para a luta de classes no Brasil, um elemento chama a aten\u00e7\u00e3o que foi a forma\u00e7\u00e3o de milhares de militantes sem um embasamento te\u00f3rico e pol\u00edtico do significado da luta de classes e seus desdobramentos. Milhares de aguerridos militantes tinham na pr\u00e1tica seu \u00fanico instrumento de atua\u00e7\u00e3o, constituindo-se em um praticismo cego e de devo\u00e7\u00e3o \u00e0s elabora\u00e7\u00f5es das dire\u00e7\u00f5es que tomavam conta do aparelho de produ\u00e7\u00e3o da pol\u00edtica do partido e das organiza\u00e7\u00f5es do movimento social influenciadas pelo partido. Uma milit\u00e2ncia com uma concep\u00e7\u00e3o de mundo que se diferencia muito pouco do senso comum. Uma milit\u00e2ncia acr\u00edtica e quase religiosa que de sujeito do processo hist\u00f3rico passa a objeto. A desgra\u00e7a \u00e9 que esse \u201cmodelo\u201d serviu tanto ao reformismo (principalmente ao petista) como para a quase totalidade das organiza\u00e7\u00f5es revolucion\u00e1rias.<\/p>\n<p><b>O segundo objetivo da revista \u00e9, ent\u00e3o, de se constituir num projeto de forma\u00e7\u00e3o te\u00f3rica e pol\u00edtica para os novos \u2013 e velhos \u2013 militantes e ativistas<\/b> que est\u00e3o surgindo nas lutas que enfrentam PT e CUT \u2013 a velha dire\u00e7\u00e3o que privou os militantes de uma forma\u00e7\u00e3o te\u00f3rica e pol\u00edtica, justamente para facilitar sua caminhada em dire\u00e7\u00e3o aos pal\u00e1cios que se constitu\u00edram no quartel general desses funcion\u00e1rios da burguesia imperialista e que implementa com magistral efici\u00eancia a pol\u00edtica decidida nos consensos de Washington, Londres, Berlin, etc. Estamos nos propondo a uma tarefa gigantesca que \u00e9 contribuir para a forma\u00e7\u00e3o dos ativistas de maneira que, preparados teoricamente, possam qualificar sua interven\u00e7\u00e3o e se colocarem como sujeitos de sua milit\u00e2ncia.<\/p>\n<p>Outra face dessa mesma \u2013 limitada \u2013 moeda \u00e9 a conforma\u00e7\u00e3o de uma \u201coutra corrente\u201d que se dedica somente \u00e0 atividade te\u00f3rica (invariavelmente \u00e0 sua forma\u00e7\u00e3o individual), desprezando e desqualificando a milit\u00e2ncia que atua nos fatos concretos da luta de classes. Se \u00e9 verdade que h\u00e1 em seu interior honestos revolucion\u00e1rios, tamb\u00e9m \u00e9 verdade que, isoladamente, as id\u00e9ias e a teoria descolada dos processos reais da luta de classes nunca se constituiu em alternativa aos sistemas de domina\u00e7\u00e3o. Partilhamos da id\u00e9ia de que a \u201cteoria em si (&#8230;) n\u00e3o muda o mundo\u201d <a title=\"\" href=\"http:\/\/www.espacosocialista.org\/node\/73#_ftn1\" name=\"_ftnref1\"><span><span><span><span style=\"font-size: 12pt;\">[1]<\/span><\/span><\/span><\/span><\/a>.<\/p>\n<p><b>O terceiro elemento impulsionador desse projeto \u00e9 que compartilhamos da id\u00e9ia de que teoria e pr\u00e1tica n\u00e3o se separam mecanicamente<\/b>, de que ou o militante atua no movimento ou estuda a teoria e que tal separa\u00e7\u00e3o resulta ou no praticismo ou no academicismo, situa\u00e7\u00e3o que podemos chamar de um subproduto da divis\u00e3o social do trabalho burgu\u00eas: trabalho manual e trabalho intelectual no movimento social, ou seja, uns poucos iluminados det\u00e9m a teoria e orientam os demais a cumprir a pol\u00edtica e as tarefas decorrentes dessa mesma pol\u00edtica.<\/p>\n<p>Negamos e lutamos contra essa concep\u00e7\u00e3o porque, como Marx, acreditamos que o oper\u00e1rio, com todas as limita\u00e7\u00f5es que o sistema lhe imp\u00f4s, \u00e9 capaz de super\u00e1-las e chegar \u00e0 compreens\u00e3o cient\u00edfica desse mundo que oprime e explora. Mas isso s\u00f3 pode se realizar se a sua pr\u00e1tica for dotada da teoria e vice-versa, de forma que, numa rela\u00e7\u00e3o dial\u00e9tica, uma alimente a outra. Para n\u00f3s, o ato de passar transformar-se de trabalhador inconsciente para consciente deve significar uma totalidade, um rompimento com seu passado de sujei\u00e7\u00e3o e submiss\u00e3o, ou seja, deve declarar a independ\u00eancia de seu pensamento em rela\u00e7\u00e3o aos especialistas em teoria.<\/p>\n<p>Assim, nos colocamos como nossa tarefa tratar de temas te\u00f3ricos ligados aos problemas concretos que os militantes enfrentam na luta de classes, procurando construir uma \u201cs\u00edntese superadora\u201d do praticismo e do academicismo, ou seja, atuando e refletindo. Nos colocamos como militantes que t\u00eam na teoria um elemento de esclarecimento, fundamenta\u00e7\u00e3o e enriquecimento de nossa atividade militante e n\u00e3o como um fim em si mesma.<\/p>\n<p>A hist\u00f3ria das organiza\u00e7\u00f5es de esquerda, sobretudo no Brasil, tem sido marcada por uma concep\u00e7\u00e3o monol\u00edtica de discuss\u00e3o e elabora\u00e7\u00e3o te\u00f3rica, com normas que pro\u00edbem que os debates extrapolem as fronteiras da organiza\u00e7\u00e3o. \u00c9 quase um pecado e sin\u00f4nimo de crise quando os debates e pol\u00eamicas que ocorrem no interior de uma organiza\u00e7\u00e3o ganham dimens\u00e3o p\u00fablica, ou seja, aquilo que poderia ser express\u00e3o de um vigor passa a ser motivo de vergonha. N\u00e3o pensamos assim, pois para n\u00f3s o debate (processo dial\u00e9tico de nega\u00e7\u00e3o e afirma\u00e7\u00e3o) \u00e9 um aporte fundamental para o desenvolvimento do marxismo e das organiza\u00e7\u00f5es que se reivindicam como tal. A supress\u00e3o dos debates p\u00fablicos entre militantes revolucion\u00e1rios \u00e9 produto direto do stalinismo, que transformou em princ\u00edpio a pol\u00edtica adotada excepcionalmente pelos bolcheviques para enfrentar a contra-revolu\u00e7\u00e3o interna e externa.<\/p>\n<p>A aus\u00eancia de debates produz uma rela\u00e7\u00e3o alienada entre as organiza\u00e7\u00f5es de esquerda e seus pr\u00f3prios militantes, os quais n\u00e3o participam de nenhuma esfera do processo de constru\u00e7\u00e3o da pol\u00edtica e da teoria, ficando reservado ao militante \u2013 voltando \u00e0 separa\u00e7\u00e3o teoria e pr\u00e1tica \u2013 o papel de aplicar a pol\u00edtica. O produto da discuss\u00e3o de sua pr\u00f3pria organiza\u00e7\u00e3o transforma-se em um monstro que sequer \u00e9 compreendido.<\/p>\n<p>Essas s\u00e3o as bases para o <b>quarto elemento impulsionador da revista: \u00e9 uma revista de debates no campo do marxismo e da luta de classes<\/b>, da qual as organiza\u00e7\u00f5es, seus militantes ou ainda militantes independentes, participam do conjunto do projeto (elabora\u00e7\u00e3o, confec\u00e7\u00e3o e distribui\u00e7\u00e3o).<\/p>\n<p>N\u00e3o pensamos que essas tarefas possam ser superadas por uma \u00fanica e iluminada organiza\u00e7\u00e3o de revolucion\u00e1rios, e \u00e9 por isso que o <b>quinto elemento impulsionador \u00e9 que a revista se prop\u00f5e a ser aut\u00f4noma e independente das organiza\u00e7\u00f5es.<\/b> Seu conselho editorial \u00e9 o espa\u00e7o de defini\u00e7\u00e3o do seu formato, temas, mat\u00e9rias, etc. Assim, o surgimento da revista justifica-se porque as revistas que se prop\u00f5em a discutir teoria, ou s\u00e3o \u201cpropriedade\u201d de uma organiza\u00e7\u00e3o, portanto, limitadas aos seus interesses, ou s\u00e3o aquelas produzidas nas universidades com uma finalidade bem delimitada, que \u00e9 a circula\u00e7\u00e3o nos meios acad\u00eamicos. Ainda que os consideremos v\u00e1lidos e leg\u00edtimos, a revista \u00e9 a nega\u00e7\u00e3o desses dois projetos porque, primeiro, como j\u00e1 dissemos, \u00e9 impulsionada por organiza\u00e7\u00f5es distintas e depois porque n\u00e3o se prop\u00f5e a circular exclusivamente nos meios acad\u00eamicos, pelo contr\u00e1rio, busca se firmar nos espa\u00e7os da milit\u00e2ncia do movimento social.<\/p>\n<p>Reafirmamos o chamado aos militantes, ativistas do movimento social e \u00e0s organiza\u00e7\u00f5es revolucion\u00e1rias que estejam propensas ao debate e n\u00e3o se apeguem \u00e0s verdades imut\u00e1veis, comportamento t\u00edpico das seitas. S\u00f3 assim poderemos construir essa ferramenta te\u00f3rica e pol\u00edtica.<\/p>\n<p>Conselho editorial<\/p>\n<\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<div style=\"text-align: justify\">\n<h1 class=\"rtecenter\">APRESENTA&Ccedil;&Atilde;O DO PROJETO DA REVISTA<\/h1>\n<p>Apresentamos aos ativistas e militantes do movimento social a REVISTA PRIMAVERA VERMELHA, que &eacute; impulsionada pelo ESPA&Ccedil;O SOCIALISTA &nbsp;e que entre os seus principais objetivos est&aacute; o de construir e fortalecer um espa&ccedil;o de debates de temas te&oacute;ricos ligados &agrave; luta de classes.<\/p>\n<p>Se 1917 foi um ano que apontou novos horizontes e novas esperan&ccedil;as para os revolucion&aacute;rios do mundo inteiro, os processos do Leste Europeu de fins da d&eacute;cada de 80 e in&iacute;cio da d&eacute;cada de 90 foram anos de fantasmas e crise generalizada na esquerda mundial. Aproveitando esse processo, o capitalismo mundial imp&ocirc;s uma brutal ofensiva econ&ocirc;mica, militar e ideol&oacute;gica do capitalismo contra os trabalhadores, retirando direitos hist&oacute;ricos dos trabalhadores e ainda avan&ccedil;ando contra a consci&ecirc;ncia dessas figuras. Os revolucion&aacute;rios, por diferentes raz&otilde;es, n&atilde;o conseguiram fazer frente a esses ataques e o que marcou foi a decomposi&ccedil;&atilde;o te&oacute;rica e pol&iacute;tica da esquerda como um todo. Caracterizamos esse per&iacute;odo como de uma profunda crise da alternativa socialista e a perda de uma refer&ecirc;ncia e alternativa frente aos ataques do capital.&nbsp;<\/p>\n<p>Mas a hist&oacute;ria provou que sob o capitalismo o que resta aos trabalhadores &eacute; a fome que galopa em todos os continentes; s&atilde;o as guerras que destr&oacute;em milhares de vidas pelo controle das riquezas naturais; &eacute; a destrui&ccedil;&atilde;o da natureza e de uma crise ambiental sem precedentes; &eacute; a angustia de viver em um mundo sem nenhuma perspectiva e que em todos os seus atos aliena o homem em rela&ccedil;&atilde;o ao seu mundo, enfim, um sistema que se n&atilde;o for destru&iacute;do, coloca em risco a exist&ecirc;ncia da humanidade.<\/p>\n<p>Ante a crise que ainda persiste na esquerda e o car&aacute;ter cada vez mais destrutivo do capitalismo, colocamos para n&oacute;s como tarefa central a busca da renova&ccedil;&atilde;o e desenvolvimento te&oacute;rico que consiga impulsionar a constru&ccedil;&atilde;o de um programa socialista que fa&ccedil;a frente ao capitalismo do s&eacute;culo XXI, ou nas palavras de L&ecirc;nin, novas respostas para os novos problemas que foram colocados no fim do s&eacute;culo XX. 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O produto da discuss&atilde;o de sua pr&oacute;pria organiza&ccedil;&atilde;o transforma-se em um monstro que sequer &eacute; compreendido.<\/p>\n<p>Essas s&atilde;o as bases para o <b>quarto elemento impulsionador da revista: &eacute; uma revista de debates no campo do marxismo e da luta de classes<\/b>, da qual as organiza&ccedil;&otilde;es, seus militantes ou ainda militantes independentes, participam do conjunto do projeto (elabora&ccedil;&atilde;o, confec&ccedil;&atilde;o e distribui&ccedil;&atilde;o).<\/p>\n<p>N&atilde;o pensamos que essas tarefas possam ser superadas por uma &uacute;nica e iluminada organiza&ccedil;&atilde;o de revolucion&aacute;rios, e &eacute; por isso que o <b>quinto elemento impulsionador &eacute; que a revista se prop&otilde;e a ser aut&ocirc;noma e independente das organiza&ccedil;&otilde;es.<\/b> Seu conselho editorial &eacute; o espa&ccedil;o de defini&ccedil;&atilde;o do seu formato, temas, mat&eacute;rias, etc. Assim, o surgimento da revista justifica-se porque as revistas que se prop&otilde;em a discutir teoria, ou s&atilde;o &ldquo;propriedade&rdquo; de uma organiza&ccedil;&atilde;o, portanto, limitadas aos seus interesses, ou s&atilde;o aquelas produzidas nas universidades com uma finalidade bem delimitada, que &eacute; a circula&ccedil;&atilde;o nos meios acad&ecirc;micos. Ainda que os consideremos v&aacute;lidos e leg&iacute;timos, a revista &eacute; a nega&ccedil;&atilde;o desses dois projetos porque, primeiro, como j&aacute; dissemos, &eacute; impulsionada por organiza&ccedil;&otilde;es distintas e depois porque n&atilde;o se prop&otilde;e a circular exclusivamente nos meios acad&ecirc;micos, pelo contr&aacute;rio, busca se firmar nos espa&ccedil;os da milit&acirc;ncia do movimento social.<\/p>\n<p>Reafirmamos o chamado aos militantes, ativistas do movimento social e &agrave;s organiza&ccedil;&otilde;es revolucion&aacute;rias que estejam propensas ao debate e n&atilde;o se apeguem &agrave;s verdades imut&aacute;veis, comportamento t&iacute;pico das seitas. 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