{"id":137,"date":"2009-02-08T18:16:39","date_gmt":"2009-02-08T20:16:39","guid":{"rendered":"http:\/\/espacosocialista.org\/?q=node\/137"},"modified":"2018-05-05T18:03:45","modified_gmt":"2018-05-05T21:03:45","slug":"fusoes-de-bancos-provocarao-mais-desemprego","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.espacosocialista.org\/portal\/2009\/02\/fusoes-de-bancos-provocarao-mais-desemprego\/","title":{"rendered":"Fus\u00f5es de bancos provocar\u00e3o mais desemprego"},"content":{"rendered":"<p>Ao longo do ano de 2008, quando a crise econ&ocirc;mica come&ccedil;ou a despontar nos notici&aacute;rios com o nome de &ldquo;crise financeira&rdquo;, foram anunciados v&aacute;rios processos de fus&atilde;o entre grandes bancos brasileiros. Uma dessas fus&otilde;es, a compra do ABN\/Real pelo Santander, resulta de um processo que re&uacute;ne dois bancos internacionais que operam no mercado brasileiro, afetando cerca de 50 mil funcion&aacute;rios brasileiros que trabalham nessas institui&ccedil;&otilde;es. O evento mais bomb&aacute;stico foi a fus&atilde;o entre Ita&uacute; e Unibanco, 2&ordm; e 5&ordm; maiores bancos do Brasil, respectivamente, que formariam o maior conglomerado banc&aacute;rio brasileiro, com mais de 4.100 ag&ecirc;ncias e 100 mil funcion&aacute;rios. <\/p>\n<p>\nPara responder a esse novo gigante, ocorreu a estranha compra da Nossa Caixa pelo Banco do Brasil, um processo em que uma empresa controlada pelo governo federal compra uma empresa do governo do Estado. O BB passaria a ter mais de 100 mil funcion&aacute;rios no seu quadro e ficaria perto de voltar a ser o maior em ativos. A estranheza s&oacute; se dissipa quando se observa mais de perto o funcionamento do Banco do Brasil, que deixou de ser um banco p&uacute;blico para disputar mercado com os bancos privados, adotando as mesmas pr&aacute;ticas de superexplora&ccedil;&atilde;o dos funcion&aacute;rios, p&eacute;ssimos servi&ccedil;os e altas tarifas.<\/p>\n<p>\nCom as fus&otilde;es, passaria a haver sobreposi&ccedil;&atilde;o de fun&ccedil;&otilde;es entre funcion&aacute;rios de uma mesma empresa, em especial nos departamentos administrativos e de suporte. Em outras palavras, passaria a haver um excesso de funcion&aacute;rios, os quais seriam demitidos. Essa &eacute; a amea&ccedil;a concreta representada pelas fus&otilde;es. Num primeiro momento, os banqueiros negam as demiss&otilde;es, para ficar de bem com a opini&atilde;o p&uacute;blica. Mas no m&eacute;dio e longo prazo, a hist&oacute;ria de concentra&ccedil;&atilde;o no mercado banc&aacute;rio brasileiro mostra que o destino do &ldquo;excesso&rdquo; de funcion&aacute;rios &eacute; de fato a demiss&atilde;o, ao inv&eacute;s de ser, por exemplo, o aproveitamento nas ag&ecirc;ncias para melhorar o atendimento ao p&uacute;blico.<\/p>\n<p>\nO movimento sindical nacional da categoria banc&aacute;ria, hegemonizado pela Contraf\/CUT (PT), n&atilde;o est&aacute; organizando a luta dos trabalhadores contra as fus&otilde;es. Para n&atilde;o se chocar com o governo do PT, a Contraf\/CUT n&atilde;o contesta a l&oacute;gica de banco privado com que funciona o BB e muito menos a concentra&ccedil;&atilde;o monopolista do setor banc&aacute;rio brasileiro. A &uacute;nica solu&ccedil;&atilde;o, tanto para os banc&aacute;rios como para a sociedade, &eacute; a luta pela estatiza&ccedil;&atilde;o do sistema financeiro sob controle dos trabalhadores.<br \/>\n&nbsp;<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Ao longo do ano de 2008, quando a crise econ&ocirc;mica come&ccedil;ou a despontar nos notici&aacute;rios com o nome de &ldquo;crise financeira&rdquo;, foram anunciados v&aacute;rios processos de fus&atilde;o entre grandes bancos brasileiros. Uma dessas fus&otilde;es, a compra do ABN\/Real pelo Santander, resulta de um processo que re&uacute;ne dois bancos internacionais que operam no mercado brasileiro, afetando cerca de 50 mil funcion&aacute;rios brasileiros que trabalham nessas institui&ccedil;&otilde;es. 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