{"id":139,"date":"2009-02-08T18:25:25","date_gmt":"2009-02-08T20:25:25","guid":{"rendered":"http:\/\/espacosocialista.org\/?q=node\/139"},"modified":"2018-05-05T17:46:50","modified_gmt":"2018-05-05T20:46:50","slug":"unidade-com-cut-e-forca-sindical","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.espacosocialista.org\/portal\/2009\/02\/unidade-com-cut-e-forca-sindical\/","title":{"rendered":"Unidade com CUT e For\u00e7a Sindical?"},"content":{"rendered":"<h3>Chamado &agrave; unidade com a CUT e For&ccedil;a Sindical, ajuda ou atrapalha o desenvolvimento da consci&ecirc;ncia dos trabalhadores<\/h3>\n<p>H&aacute; alguns dias, a Conlutas enviou uma Carta &agrave;s centrais sindicais que diz: &ldquo;Construamos a unidade na luta em defesa do emprego, contra a redu&ccedil;&atilde;o de sal&aacute;rios e dos direitos dos trabalhadores&rdquo;&#8230;<\/p>\n<p>&ldquo;Acreditamos ser necess&aacute;rio, e poss&iacute;vel, a unidade concreta na luta contra as demiss&otilde;es e &agrave; resist&ecirc;ncia dos trabalhadores que est&atilde;o em curso&#8230; E que realizemos um Dia Nacional de Protesto, com paralisa&ccedil;&otilde;es e manifesta&ccedil;&otilde;es em todo o pa&iacute;s, e que possa apontar para a prepara&ccedil;&atilde;o de formas de luta mais radicalizadas, como a Greve Geral.&rdquo; <br \/>\nOra, em princ&iacute;pio, ningu&eacute;m seria contra a unidade, mesmo limitada a apenas um ponto &ndash; a luta contra as demiss&otilde;es &ndash;&nbsp; desde que essas centrais estivessem demonstrando uma disposi&ccedil;&atilde;o m&iacute;nima de lutar contra as demiss&otilde;es.<\/p>\n<p>O problema &eacute; que elas est&atilde;o fazendo o oposto: n&atilde;o apenas barram as mobiliza&ccedil;&otilde;es, como defendem um programa de apoio &agrave;s reivindica&ccedil;&otilde;es dos patr&otilde;es de pedir dinheiro ao estado, redu&ccedil;&atilde;o de jornada com redu&ccedil;&atilde;o de sal&aacute;rios, PDV&rsquo;s (Plano de Demiss&otilde;es Volunt&aacute;rias), suspens&atilde;o tempor&aacute;ria de contratos de trabalho, antecipa&ccedil;&atilde;o do seguro desemprego, flexibiliza&ccedil;&atilde;o de direitos em troca de alguns meses a mais de emprego e depois &#8230;demiss&atilde;o do mesmo jeito.<\/p>\n<p>E essas centrais fazem sua propaganda aos quatro ventos. N&atilde;o h&aacute; confus&atilde;o quanto ao que elas defendem. A confus&atilde;o na cabe&ccedil;a dos trabalhadores &eacute; sobre a exist&ecirc;ncia ou n&atilde;o de outra sa&iacute;da&#8230;<\/p>\n<p>&Eacute; nesse ponto que a CONLUTAS deveria estar intervindo com toda a for&ccedil;a, desmascarando a trai&ccedil;&atilde;o dessas centrais e apresentando um outro rumo aos trabalhadores.<br \/>\nA quest&atilde;o &eacute; justamente a necessidade de disputar a consci&ecirc;ncia dos trabalhadores contra essas sa&iacute;das propostas pelas centrais pelegas, e n&atilde;o cham&aacute;-las para uma luta conjunta que n&atilde;o tem a menor possibilidade de se realizar, j&aacute; que o programa dessas entidades &eacute; patronal e governista &ndash; a n&atilde;o ser que a CONLUTAS ceda ao programa dessas centrais, o que n&atilde;o est&aacute; colocado.<\/p>\n<p>Ao fazer esse chamado insistente e descolado da realidade, &agrave;s centrais pelegas, O PSTU faz com que a CONLUTAS perca uma&nbsp; grande oportunidade de se diferenciar e apresentar um perfil claro e completamente oposto ao das centrais servis. Isso em nada contribui para que a classe trabalhadora possa romper definitivamente com esses entraves ao movimento.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<h3>Outra defasagem: a aus&ecirc;ncia de uma discuss&atilde;o mais qualificada junto aos trabalhadores<\/h3>\n<p>Por sinal, a aus&ecirc;ncia de uma interven&ccedil;&atilde;o mais qualificada junto aos trabalhadores, a fim de contribuir para elevar seu n&iacute;vel de consci&ecirc;ncia, tem sido uma marca constante da atua&ccedil;&atilde;o que o PSTU vem imprimindo &agrave; CONLUTAS.<\/p>\n<p>Para ficar apenas em uma defasagem elementar, at&eacute; agora n&atilde;o tivemos nenhum material nacional em quantidade massiva que possa ser distribu&iacute;do aos milh&otilde;es entre os trabalhadores e estudantes, colocando a posi&ccedil;&atilde;o de nossa entidade e fazendo o contraponto com as centrais pelegas. Tamb&eacute;m n&atilde;o houve o chamado &agrave;s reuni&otilde;es das inst&acirc;ncias de base como as estaduais e regionais da CONLUTAS.<\/p>\n<p>Essa defasagem de trabalho ideol&oacute;gico pr&aacute;tico junto aos trabalhadores &eacute; muito grave, porque n&atilde;o combate a fundo as falsas id&eacute;ias apresentadas pelo sistema.<\/p>\n<p>Um exemplo disso s&atilde;o as 802 demiss&otilde;es na GM de S&atilde;o Jos&eacute; dos Campos, onde o&nbsp; sindicato &eacute; dirigido pela CONLUTAS. N&atilde;o puderam ser evitadas, pois os pr&oacute;prios trabalhadores da f&aacute;brica e da regi&atilde;o n&atilde;o se dispuseram a ir &agrave; greve. Pode-se apontar outros motivos, mas isso tamb&eacute;m demonstra a falta de um trabalho ideol&oacute;gico mais qualificado, mesmo em um sindicato dirigido h&aacute; muitos anos pelo setor majorit&aacute;rio na CONLUTAS. O lema &ldquo;demitiu, parou&rdquo; demonstrou-se imediatista demais perante a campanha ideol&oacute;gica dos patr&otilde;es e da m&iacute;dia, pois chamava a uma a&ccedil;&atilde;o s&oacute; depois do ataque.<\/p>\n<p>A situa&ccedil;&atilde;o &eacute; ainda mais grave, pois na Schrader Bridgeport Brasil, outra f&aacute;brica de S&atilde;o Jos&eacute;, a patronal est&aacute; pressionando o sindicato a aceitar a redu&ccedil;&atilde;o de jornada com redu&ccedil;&atilde;o de sal&aacute;rios em 20%, utilizando-se de um documento assinado pelos empregados.<br \/>\nPode-se alegar as dificuldades do isolamento, mas esses dois exemplos mostram claramente a dificuldade de os trabalhadores enfrentarem a crise desprovidos de uma sa&iacute;da mais de fundo, sem uma consci&ecirc;ncia anticapitalista e socialista. E, lamentavelmente, a esquerda em geral e o PSTU em particular n&atilde;o tem respondido &agrave; altura essa necessidade.<\/p>\n<p>Por isso, alertamos para a import&acirc;ncia de uma ampla campanha de agita&ccedil;&atilde;o e propaganda junto &agrave; classe trabalhadora, n&atilde;o para chamar uma unidade artificial com as centrais pelegas, mas para chamar a unidade na luta por uma alternativa dos trabalhadores contra a crise e o capitalismo.<\/p>\n<p>Juntamente ao chamado e a solidariedade &agrave;s lutas em curso, &eacute; preciso apresentar um programa que parta das reivindica&ccedil;&otilde;es imediatas &ndash; a primeira delas: o emprego &ndash; e v&aacute; em dire&ccedil;&atilde;o &agrave; necessidade de que os trabalhadores e suas organiza&ccedil;&otilde;es de luta assumam o controle da riqueza social, pois s&atilde;o os &uacute;nicos que podem apresentar uma solu&ccedil;&atilde;o real para a crise econ&ocirc;mica, social e ambiental.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<h3>Chamado &agrave; unidade com a CUT e For&ccedil;a Sindical, ajuda ou atrapalha o desenvolvimento da consci&ecirc;ncia dos trabalhadores<\/h3>\n<p>H&aacute; alguns dias, a Conlutas enviou uma Carta &agrave;s centrais sindicais que diz: &ldquo;Construamos a unidade na luta em defesa do emprego, contra a redu&ccedil;&atilde;o de sal&aacute;rios e dos direitos dos trabalhadores&rdquo;&#8230;<\/p>\n<p>&ldquo;Acreditamos ser necess&aacute;rio, e poss&iacute;vel, a unidade concreta na luta contra as demiss&otilde;es e &agrave; resist&ecirc;ncia dos trabalhadores que est&atilde;o em curso&#8230; E que realizemos um Dia Nacional de Protesto, com paralisa&ccedil;&otilde;es e manifesta&ccedil;&otilde;es em todo o pa&iacute;s, e que possa apontar para a prepara&ccedil;&atilde;o de formas de luta mais radicalizadas, como a Greve Geral.&rdquo; <br \/>\nOra, em princ&iacute;pio, ningu&eacute;m seria contra a unidade, mesmo limitada a apenas um ponto &ndash; a luta contra as demiss&otilde;es &ndash;&nbsp; desde que essas centrais estivessem demonstrando uma disposi&ccedil;&atilde;o m&iacute;nima de lutar contra as demiss&otilde;es.<\/p>\n","protected":false},"author":3,"featured_media":0,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[24],"tags":[],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.espacosocialista.org\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/139"}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.espacosocialista.org\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.espacosocialista.org\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.espacosocialista.org\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/users\/3"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.espacosocialista.org\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=139"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/www.espacosocialista.org\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/139\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":6225,"href":"https:\/\/www.espacosocialista.org\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/139\/revisions\/6225"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.espacosocialista.org\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=139"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.espacosocialista.org\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=139"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.espacosocialista.org\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=139"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}