{"id":144,"date":"2009-02-08T19:24:10","date_gmt":"2009-02-08T21:24:10","guid":{"rendered":"http:\/\/espacosocialista.org\/?q=node\/144"},"modified":"2018-05-05T17:45:07","modified_gmt":"2018-05-05T20:45:07","slug":"palestina-a-heroica-resistencia-de-um-povo","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.espacosocialista.org\/portal\/2009\/02\/palestina-a-heroica-resistencia-de-um-povo\/","title":{"rendered":"Palestina: a her\u00f3ica resist\u00eancia de um povo"},"content":{"rendered":"<h3>O sionismo e as origens de Israel<o:p><\/o:p><\/h3>\n<p class=\"MsoNormal\" style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-size: 11pt; font-family: Garamond;\">Os 22 dias de ataques a&eacute;reos e terrestres de Israel contra Gaza entre dezembro de 2008 e janeiro de 2009 produziram 1.300 mortos, 5.300 feridos, 5.000 casas destru&iacute;das, 41 Mesquitas explodidas, 5 cemit&eacute;rios bombardeados, 16 pr&eacute;dios p&uacute;blicos, escolas da ONU e hospitais totalmente destru&iacute;dos e 80 mil desabrigados (dados dos sites <a href=\"http:\/\/www.vivapalestina.com.br\">www.vivapalestina.com.br<\/a> e <a href=\"http:\/\/www.palestina.org\">www.palestinalivre.org<\/a>).<\/span><\/p>\n<p class=\"MsoNormal\" style=\"text-align: justify;\">&nbsp;<\/p>\n<p class=\"MsoNormal\" style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-size: 11pt; font-family: Garamond;\"><o:p><\/o:p><\/span><\/p>\n<p class=\"MsoNormal\" style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-size: 11pt; font-family: Garamond;\">Esse crime &eacute; mais um cap&iacute;tulo de uma longa hist&oacute;ria de invas&atilde;o territorial, roubo de terras, viola&ccedil;&atilde;o de direitos humanos, opress&atilde;o, tortura, morte, limpeza &eacute;tnica e genoc&iacute;dio de que os palestinos t&ecirc;m sido v&iacute;timas. Antes mesmo da cria&ccedil;&atilde;o do Estado de Israel em 1948, havia um movimento de coloniza&ccedil;&atilde;o da Palestina por judeus europeus organizados em torno da ideologia sionista. Nas d&eacute;cadas de 1920 e 30, invasores sionistas j&aacute; perpetravam ataques contra os palestinos, destruindo aldeias inteiras, matando indiscriminadamente popula&ccedil;&otilde;es indefesas, roubando suas terras e fontes de &aacute;gua, com a coniv&ecirc;ncia da administra&ccedil;&atilde;o colonial brit&acirc;nica.<\/span><\/p>\n<p class=\"MsoNormal\" style=\"text-align: justify;\">&nbsp;<\/p>\n<p class=\"MsoNormal\" style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-size: 11pt; font-family: Garamond;\"><o:p><\/o:p><\/span><\/p>\n<p class=\"MsoNormal\" style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-size: 11pt; font-family: Garamond;\">O sionismo (que tira seu nome da fortaleza de Si&atilde;o, cidadela dos judeus na Jerusal&eacute;m dos tempos b&iacute;blicos), arregimentava colonos na Europa com a proposta de um &ldquo;lar nacional&rdquo; para os judeus. A linguagem do sionismo era semelhante &agrave; dos movimentos do nacionalismo burgu&ecirc;s do s&eacute;culo XIX. Sua pr&aacute;tica era id&ecirc;ntica &agrave; do processo de forma&ccedil;&atilde;o das &ldquo;col&ocirc;nias brancas&rdquo; que caracterizou a expans&atilde;o do imperialismo para regi&otilde;es como a &Aacute;frica do Sul, Austr&aacute;lia e Nova Zel&acirc;ndia, baseada no massacre dos povos origin&aacute;rios. O sionismo escolheu a Palestina para abrigar esse lar nacional e ignorou a exist&ecirc;ncia de uma popula&ccedil;&atilde;o nativa, a maioria de origem &aacute;rabe e religi&atilde;o mu&ccedil;ulmana, que j&aacute; habitava a regi&atilde;o por praticamente dois mil&ecirc;nios. Criou-se o mito da &ldquo;terra sem povo para um povo sem terra&rdquo;, fundamentado no rebaixamento dos palestinos para a condi&ccedil;&atilde;o de algo abaixo do humano.<\/span><\/p>\n<p class=\"MsoNormal\" style=\"text-align: justify;\">&nbsp;<\/p>\n<p class=\"MsoNormal\" style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-size: 11pt; font-family: Garamond;\"><o:p><\/o:p><\/span><\/p>\n<p class=\"MsoNormal\" style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-size: 11pt; font-family: Garamond;\">Realizou-se uma opera&ccedil;&atilde;o ideol&oacute;gica semelhante &agrave;quela que narra a hist&oacute;ria da Am&eacute;rica como um &ldquo;descobrimento&rdquo;, ignorando a exist&ecirc;ncia nesse continente de cerca de 70 milh&otilde;es de nativos, que puderam assim ser exterminados pela conquista europ&eacute;ia. A constru&ccedil;&atilde;o ideol&oacute;gica que atribui a condi&ccedil;&atilde;o de sujeito exclusivamente aos povos dos pa&iacute;ses imperialistas e nega aos povos dos pa&iacute;ses perif&eacute;ricos o estatuto de seres humanos repetiu-se na Palestina com a invas&atilde;o sionista.<\/span><\/p>\n<p class=\"MsoNormal\" style=\"text-align: justify;\">&nbsp;<\/p>\n<p class=\"MsoNormal\" style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-size: 11pt; font-family: Garamond;\"><o:p><\/o:p><\/span><\/p>\n<p class=\"MsoNormal\" style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-size: 11pt; font-family: Garamond;\">A pol&iacute;tica de limpeza &eacute;tnica permaneceu a mesma ao longo dos &uacute;ltimos 60 anos que se passaram desde a cria&ccedil;&atilde;o de Israel. Para dar legitimidade a tal pol&iacute;tica, os sionistas contaram com o favor da opini&atilde;o p&uacute;blica dos pa&iacute;ses imperialistas, chocados com a revela&ccedil;&atilde;o do exterm&iacute;nio de milh&otilde;es de judeus europeus no curso da II Guerra. O Holocausto forneceu um &aacute;libi para as a&ccedil;&otilde;es do sionismo. Como se j&aacute; n&atilde;o bastasse a crueldade dos crimes cometidos contra os palestinos, o sionismo adicionou a tais crimes uma p&eacute;rfida mentira ao vincular a expans&atilde;o imperialista de Israel sobre a Palestina com a necessidade da &ldquo;defesa do povo judeu&rdquo;, convertido em v&iacute;tima perp&eacute;tua. O fato dos judeus terem sido v&iacute;timas da &ldquo;solu&ccedil;&atilde;o final&rdquo; nazista foi usurpado pelo sionismo como salvo-conduto para cometer seu pr&oacute;prio exterm&iacute;nio sobre os palestinos.<o:p><\/o:p><\/span><\/p>\n<p class=\"MsoNormal\" style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-size: 11pt; font-family: Garamond;\"><o:p>&nbsp;<\/o:p><\/span><\/p>\n<h3><b style=\"\"><span style=\"font-family: Arial; font-variant: small-caps;\">A fal&ecirc;ncia da ONU<span style=\"\">&nbsp; <\/span>e a trag&eacute;dia palestina<o:p><\/o:p><\/span><\/b><\/h3>\n<p class=\"MsoNormal\" style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-size: 11pt; font-family: Garamond;\">Logo em seu in&iacute;cio, o sionismo n&atilde;o era majorit&aacute;rio entre os judeus europeus e estadunidenses. Muitos judeus (entre os quais nomes como Albert Einstein e Hannah Arendt) protestaram contra os m&eacute;todos do rec&eacute;m-criado Estado de Israel, que oficializavam as pr&aacute;ticas de invas&atilde;o colonial das d&eacute;cadas anteriores. Inclusive no interior de Israel sempre houve oposi&ccedil;&atilde;o &agrave; pol&iacute;tica de limpeza &eacute;tnica contra os palestinos. Gradativamente, por&eacute;m, a oposi&ccedil;&atilde;o ao sionismo se tornou cada vez mais minorit&aacute;ria entre os judeus, dentro e fora de Israel, a ponto de tornar-se politicamente impotente para impedir a escalada expansionista. Criticar o sionismo passou a ser sin&ocirc;nimo de concordar com o nazismo, inf&acirc;mia que ningu&eacute;m na Europa e Estados Unidos, judeu ou n&atilde;o judeu, queria atrair sobre si. Ao inv&eacute;s de contestar essa usurpa&ccedil;&atilde;o moral, preferiu-se fazer vista grossa aos crimes de Israel, afinal as v&iacute;timas eram &ldquo;apenas palestinos&rdquo;.<\/span><\/p>\n<p class=\"MsoNormal\" style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-size: 11pt; font-family: Garamond;\"><o:p><\/o:p><\/span><\/p>\n<p class=\"MsoNormal\" style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-size: 11pt; font-family: Garamond;\">Tentando satisfazer esse estado de esp&iacute;rito da opini&atilde;o p&uacute;blica, a ONU baixou uma salom&ocirc;nica resolu&ccedil;&atilde;o em 1947 que retirou a regi&atilde;o do controle imperial brit&acirc;nico e dividiu o territ&oacute;rio em dois novos pa&iacute;ses independentes, Israel e Palestina. A resolu&ccedil;&atilde;o foi parcialmente implantada em 1948 com a cria&ccedil;&atilde;o apenas do Estado de Israel. A divis&atilde;o do territ&oacute;rio em 56% para Israel e 43% para a Palestina (o 1% restante seria a cidade internacional de Jerusal&eacute;m) j&aacute; representava um avan&ccedil;o muito grande em rela&ccedil;&atilde;o ao territ&oacute;rio at&eacute; ent&atilde;o colonizado (invadido) pelo sionismo. N&atilde;o contente com isso, Israel invadiu nesse mesmo ano grande parte do territ&oacute;rio destinado &agrave; Palestina, mantendo-se fora apenas da faixa de Gaza e da Cisjord&acirc;nia. Nas d&eacute;cadas seguintes prosseguiram a invas&atilde;o e a ocupa&ccedil;&atilde;o sistem&aacute;ticas do territ&oacute;rio palestino. O Estado palestino jamais foi criado e todas as resolu&ccedil;&otilde;es da ONU a respeito foram impunemente desobedecidas por Israel. Chegamos hoje &agrave; situa&ccedil;&atilde;o absurda em que 100% do territ&oacute;rio originalmente destinado a ser parte do Estado palestino foi ocupado por Israel.<o:p><\/o:p><\/span><\/p>\n<p class=\"MsoNormal\" style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-size: 11pt; font-family: Garamond;\">O povo palestino se divide hoje em 1,2 milh&otilde;es que residem em Israel (nos territ&oacute;rios tomados em 1948), 1,5 milh&otilde;es na faixa de Gaza e 2,5 milh&otilde;es na Cisjord&acirc;nia (ocupados em 1967), al&eacute;m de outros 6 milh&otilde;es expulsos de suas terras que constitu&iacute;ram uma di&aacute;spora espalhada por campos de refugiados na Jord&acirc;nia e no L&iacute;bano. Os palestinos dos territ&oacute;rios ocupados vivem sob constante cerco policial do Estado israelense, separados por muros e postos de controle do ex&eacute;rcito nas estradas, impedidos de ir e vir, de se comunicar entre si, de buscar trabalho. Para completar, Israel ocupou as terras f&eacute;rteis da Cisjord&acirc;nia, assentou colonos nessas terras e tomou o controle das fontes de &aacute;gua, relegando os palestinos &agrave; mis&eacute;ria perp&eacute;tua.<o:p><\/o:p><\/span><\/p>\n<p class=\"MsoNormal\" style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-size: 11pt; font-family: Garamond;\">O caso Israel-Palestina foi desde o in&iacute;cio uma das mais eloq&uuml;entes demonstra&ccedil;&otilde;es <b style=\"\">da impot&ecirc;ncia<\/b> da ONU para servir como instrumento efetivo para a paz no mundo. A ONU jamais teve for&ccedil;a para impor qualquer resolu&ccedil;&atilde;o sobre Israel, que sempre contou com a cobertura dos Estados Unidos. Em &uacute;ltima inst&acirc;ncia, a ONU funcionou como um mero instrumento diplom&aacute;tico do imperialismo estadunidense, servil a seus interesses, conivente com seus crimes, mas dura com seus advers&aacute;rios.<o:p><\/o:p><\/span><\/p>\n<p class=\"MsoNormal\" style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-size: 11pt; font-family: Garamond;\"><o:p>&nbsp;<\/o:p><\/span><\/p>\n<h3><b style=\"\"><span style=\"font-family: Arial; font-variant: small-caps;\">Os pa&iacute;ses &aacute;rabes e Israel<o:p><\/o:p><\/span><\/b><\/h3>\n<p class=\"MsoNormal\" style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-size: 11pt; font-family: Garamond;\">A primeira rea&ccedil;&atilde;o dos pa&iacute;ses &aacute;rabes, j&aacute; em 1948, foi de sair em guerra contra Israel (Egito, S&iacute;ria, Jord&acirc;nia e L&iacute;bano atacaram Israel e foram derrotados). Seguiram-se as guerras de 1956, 1967 (quando foram ocupadas a faixa de Gaza e a Cisjord&acirc;nia), 1970, 1973 e 1982, com a vit&oacute;ria sempre pendendo para o lado do sionismo. A resist&ecirc;ncia palestina se organizou na Organiza&ccedil;&atilde;o para Liberta&ccedil;&atilde;o da Palestina (OLP), que inicialmente agrupava diversas correntes pol&iacute;ticas e se recusava a reconhecer Israel. Em 1982 Israel invadiu o sul do L&iacute;bano, intervindo na guerra civil que sangrava o pa&iacute;s para expulsar de l&aacute; a OLP. De passagem, o comandante da opera&ccedil;&atilde;o e depois primeiro-ministro israelense Ariel Sharon permitiu que mil&iacute;cias libanesas crist&atilde;s de extrema-direita atacassem os campos de refugiados palestinos de Chabra e Shatila, matando mais de 3 mil pessoas, a grande maioria n&atilde;o-combatente, inclusive mulheres e crian&ccedil;as.<o:p><\/o:p><\/span><\/p>\n<p class=\"MsoNormal\" style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-size: 11pt; font-family: Garamond;\">O agravamento da opress&atilde;o nos territ&oacute;rios ocupados deu origem a duas &ldquo;Intifadas&rdquo;, a revolta dos palestinos nos territ&oacute;rios ocupados, em 1987-1993 e em 2000-2005, quando jovens palestinos combateram com pedras os tanques de guerra israelenses. Em 2006 Israel invadiu o novamente o L&iacute;bano para destruir o Hizbol&aacute; (organiza&ccedil;&atilde;o enraizada entre os refugiados palestinos naquele pa&iacute;s), mas depois de provocar grande devasta&ccedil;&atilde;o, foi obrigado a se retirar sem conseguir seu objetivo. Desmoralizado, o ex&eacute;rcito israelense buscou vingan&ccedil;a com o recente ataque a Gaza, castigando uma popula&ccedil;&atilde;o muito mais pauperizada para pun&iacute;-la por seu apoio ao Hamas.<o:p><\/o:p><\/span><\/p>\n<p class=\"MsoNormal\" style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-size: 11pt; font-family: Garamond;\">Ao longo dessas 6 d&eacute;cadas, importantes muta&ccedil;&otilde;es se produziram no movimento de resist&ecirc;ncia palestino. Inicialmente, os palestinos chegaram a contar com o apoio de pa&iacute;ses &aacute;rabes, que sa&iacute;ram em guerra contra Israel. No contexto da Guerra Fria, nos anos 1950 e 60, despontou o movimento dos &ldquo;pa&iacute;ses n&atilde;o-alinhados&rdquo;, que tentavam de alguma forma se manter equidistantes dos blocos liderados pelo imperialismo estadunidense e pela burocracia sovi&eacute;tica. Dentro do movimento dos n&atilde;o-alinhados se localizava o chamado &ldquo;nacionalismo &aacute;rabe&rdquo;, liderado por figuras como o l&iacute;der eg&iacute;pcio Gamal Abdel Nasser. O Egito de Nasser chegou a realizar uma reforma agr&aacute;ria, distribuindo terras aos camponeses, algo in&eacute;dito desde o tempo dos fara&oacute;s (a reforma est&aacute; sendo revogada pelo atual governante do Egito, Hosni Mubarak).<o:p><\/o:p><\/span><\/p>\n<p class=\"MsoNormal\" style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-size: 11pt; font-family: Garamond;\">As limita&ccedil;&otilde;es do nacionalismo &aacute;rabe (como do restante do movimento dos n&atilde;o-alinhados), sua dire&ccedil;&atilde;o burocr&aacute;tica e pequeno-burguesa, a manuten&ccedil;&atilde;o do capitalismo, impediram a auto-organiza&ccedil;&atilde;o das massas &aacute;rabes e sua mobiliza&ccedil;&atilde;o por seus pr&oacute;prios interesses de classe. Com isso, os l&iacute;deres nacionalistas foram derrotados pela direita e pelo imperialismo. O l&iacute;der nacionalista do Ir&atilde;, Mossadegh, foi derrubado por um golpe de Estado organizado pela CIA em 1953. Nasser foi sucedido por Anuar Sadat, que assinou um tratado de paz com Israel, em 1978, traindo a causa palestina. A capitula&ccedil;&atilde;o do Egito a Israel foi a primeira no mundo &aacute;rabe. A maior parte dos governos &aacute;rabes cedeu aos poucos &agrave;s press&otilde;es dos Estados Unidos e deixou de apoiar a causa palestina.<o:p><\/o:p><\/span><\/p>\n<p class=\"MsoNormal\" style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-size: 11pt; font-family: Garamond;\"><o:p>&nbsp;<\/o:p><\/span><\/p>\n<h3><b style=\"\"><span style=\"font-family: Arial; font-variant: small-caps;\">A capitula&ccedil;&atilde;o da OLP<o:p><\/o:p><\/span><\/b><\/h3>\n<p class=\"MsoNormal\" style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-size: 11pt; font-family: Garamond;\">A OLP se viu gradativamente isolada e enfraquecida. Para completar sua derrota, Israel estimulou secretamente a forma&ccedil;&atilde;o de grupos fundamentalistas isl&acirc;micos, como o Hamas, para polarizar com as correntes laicas no interior da OLP, na d&eacute;cada de 1980. Essas correntes laicas se tornaram progressivamente menos radicais e perderam apoio de massa. Para continuar liderando a OLP, organiza&ccedil;&otilde;es como o Fatah, de Yasser Arafat, terminaram por ceder &agrave; press&atilde;o de Israel e dos Estados Unidos, assinando os acordos de Oslo, em 1993, reconhecendo a exist&ecirc;ncia de Israel, ou seja, legalizando as ocupa&ccedil;&otilde;es criminosas de 1948, em troca da promessa vaga de retirada dos territ&oacute;rios ocupados em 1967 e de estabelecimento de um Estado palestino.<o:p><\/o:p><\/span><\/p>\n<p class=\"MsoNormal\" style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-size: 11pt; font-family: Garamond;\">Quando Israel esbo&ccedil;ou a possibilidade de se retirar dos territ&oacute;rios ocupados e consolidar a paz com a OLP, o primeiro-ministro Ytzak Rabin foi assassinado pela extrema direita fundamentalista israelense, em <st1:metricconverter productid=\"1995. A\" w:st=\"on\">1995. A<\/st1:metricconverter> cria&ccedil;&atilde;o do Estado palestino, promessa do acordo de Oslo, permaneceu no papel. Em seu lugar foi criada a Autoridade Nacional Palestina (ANP), com jurisdi&ccedil;&atilde;o sobre Gaza e Cisjord&acirc;nia, uma caricatura de Estado, sem qualquer viabilidade econ&ocirc;mica e sem autonomia pol&iacute;tica e financeira. A ANP depende do envio de verbas dos Estados Unidos e da Europa, condicionada ao controle policial da popula&ccedil;&atilde;o palestina, ou seja, &agrave; repress&atilde;o de seu pr&oacute;prio povo. O Fatah, cada vez mais corrupto, aceitou se prestar a esse papel de manter a ordem nos territ&oacute;rios ocupados. A incapacidade do Fatah de melhorar a vida dos palestinos, o que &eacute; imposs&iacute;vel sem combater o controle israelense dos territ&oacute;rios ocupados, fez com que o partido perdesse popularidade e fosse derrotado pelo Hamas nas elei&ccedil;&otilde;es da ANP em 2006.<o:p><\/o:p><\/span><\/p>\n<p class=\"MsoNormal\" style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-size: 11pt; font-family: Garamond;\">O imperialismo desconheceu a express&atilde;o da vontade soberana do povo palestino nas elei&ccedil;&otilde;es e negou-se a aceitar um governo do Hamas. O envio das verbas que mant&eacute;m a ANP foi cortado e a mis&eacute;ria se aprofundou. O Fatah tentou um golpe de Estado contra o Hamas em 2007 e foi expulso da faixa de Gaza. Desde ent&atilde;o Israel recrudesceu a repress&atilde;o sobre os territ&oacute;rios ocupados, passando a executar incurs&otilde;es militares peri&oacute;dicas e chacinas, al&eacute;m de impor um bloqueio econ&ocirc;mico sobre Gaza que reduziu o territ&oacute;rio a um campo de concentra&ccedil;&atilde;o, culminando nos ataques de 2008\/09.<o:p><\/o:p><\/span><\/p>\n<p class=\"MsoNormal\" style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-size: 11pt; font-family: Garamond;\">Tra&iacute;dos por suas lideran&ccedil;as tradicionais, os palestinos passaram a lutar contra um inimigo muito mais poderoso por meio de ataques de homens-bomba contra a popula&ccedil;&atilde;o civil em Israel. Isso contribuiu para atrair a antipatia mundial contra a causa palestina. Os israelenses passaram a ser apresentados como v&iacute;timas e os palestinos como algozes impiedosos de uma popula&ccedil;&atilde;o indefesa, quando a verdade est&aacute; muito mais pr&oacute;xima do oposto. Israel &eacute; apresentado como representante da democracia no Oriente, mas na verdade &eacute; um Estado militarizado, controlado por uma burocracia militar espalhada por todos os setores da administra&ccedil;&atilde;o civil. O servi&ccedil;o militar &eacute; obrigat&oacute;rio para as mulheres por dois anos e para os homens por tr&ecirc;s. Reservistas podem ser convocados a qualquer momento para compor um dos ex&eacute;rcitos mais fortes e bem equipados do mundo, uma aberra&ccedil;&atilde;o desproporcional num pa&iacute;s de 6,9 milh&otilde;es de habitantes (dos quais 24% n&atilde;o s&atilde;o judeus).<o:p><\/o:p><\/span><\/p>\n<p class=\"MsoNormal\" style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-size: 11pt; font-family: Garamond;\">Movimentos internos contra a guerra e a ocupa&ccedil;&atilde;o s&atilde;o fortemente perseguidos e encarados pela maioria da popula&ccedil;&atilde;o como trai&ccedil;&atilde;o &agrave; p&aacute;tria e coniv&ecirc;ncia com o terrorismo. Todos os partidos com representa&ccedil;&atilde;o parlamentar (inclusive a &ldquo;esquerda&rdquo; trabalhista) ap&oacute;iam a ocupa&ccedil;&atilde;o. Para os militares e religiosos de extrema-direita, a guerra &eacute; uma necessidade constante. Israel precisa ser mantido em estado de alerta, por meio da amea&ccedil;a permanente do terrorismo isl&acirc;mico, real ou imagin&aacute;ria, para que se possa legitimar a manuten&ccedil;&atilde;o do aparato militar.<o:p><\/o:p><\/span><\/p>\n<p class=\"MsoNormal\" style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-size: 11pt; font-family: Garamond;\"><o:p>&nbsp;<\/o:p><\/span><\/p>\n<h3><b style=\"\"><span style=\"font-family: Arial; font-variant: small-caps;\">O fundamentalismo<o:p><\/o:p><\/span><\/b><\/h3>\n<p class=\"MsoNormal\" style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-size: 11pt; font-family: Garamond;\">Numa suprema ironia, o Hamas, que foi secretamente financiado por Israel em sua origem (assim como a Al Qaeda foi organizada pelos Estados Unidos), se tornou d&eacute;cadas depois a &uacute;nica esperan&ccedil;a de resist&ecirc;ncia dos palestinos, por herdar a bandeira hist&oacute;rica do movimento e se recusar a reconhecer Israel. Apesar de suas origens esp&uacute;rias, o Hamas se credenciou como representa&ccedil;&atilde;o da resist&ecirc;ncia palestina devido ao seu trabalho assistencial e &agrave; firmeza de sua for&ccedil;a militar na luta contra a ocupa&ccedil;&atilde;o.<o:p><\/o:p><\/span><\/p>\n<p class=\"MsoNormal\" style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-size: 11pt; font-family: Garamond;\">O Hamas, assim como o Hizbol&aacute;, que organiza a resist&ecirc;ncia dos refugiados no L&iacute;bano, s&atilde;o subprodutos do fen&ocirc;meno global do crescimento do fundamentalismo isl&acirc;mico, uma resposta dos povos &aacute;rabes &agrave; desarticula&ccedil;&atilde;o do velho nacionalismo. As dire&ccedil;&otilde;es pol&iacute;ticas &aacute;rabes, burguesas e autorit&aacute;rias, dobraram-se todas aos Estados Unidos, gerando &oacute;dio de suas popula&ccedil;&otilde;es. Sadat, que assinou o acordo de paz com Israel, foi assassinado por fundamentalistas eg&iacute;pcios em 1981, sendo sucedido por Mubarak, no poder at&eacute; hoje.<o:p><\/o:p><\/span><\/p>\n<p class=\"MsoNormal\" style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-size: 11pt; font-family: Garamond;\">A revolta popular que derrubou o governo t&iacute;tere dos Estados Unidos no Ir&atilde;, em 1979, terminou hegemonizada pelo setor fundamentalista, liderado pelo clero dos aiatol&aacute;s, no que foi chamado de &ldquo;revolu&ccedil;&atilde;o isl&acirc;mica&rdquo;. Desde ent&atilde;o o Ir&atilde; tem se tornado o modelo pol&iacute;tico e o sustent&aacute;culo material de diversos movimentos fundamentalistas espalhados pelo mundo &aacute;rabe e al&eacute;m. A linguagem apocal&iacute;ptica do fundamentalismo, seu chamamento &agrave; &ldquo;guerra santa&rdquo; contra o &ldquo;grande sat&atilde;&rdquo; (Estados Unidos e sua marionete, Israel), sua promessa de para&iacute;so para os m&aacute;rtires que se imolarem pela causa; substitu&iacute;ram a linguagem racional das reivindica&ccedil;&otilde;es historicamente fundamentadas da causa nacional palestina e &aacute;rabe.<o:p><\/o:p><\/span><\/p>\n<p class=\"MsoNormal\" style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-size: 11pt; font-family: Garamond;\">Para completar, a m&iacute;dia burguesa ocidental convenientemente transforma o conflito &aacute;rabe-israelense numa luta entre o &ldquo;povo escolhido&rdquo; da B&iacute;blia judaico-crist&atilde; e os b&aacute;rbaros malignos do islamismo sat&acirc;nico. A ind&uacute;stria cultural hollywoodiana colabora com a campanha anti&aacute;rabe por meio da constru&ccedil;&atilde;o do estere&oacute;tipo do &aacute;rabe como terrorista. O cinema hollywoodiano periodicamente reaviva com brilhantismo a mem&oacute;ria do Holocausto, o que est&aacute; correto, mas se omite criminosamente quanto &agrave; trag&eacute;dia palestina em curso.<o:p><\/o:p><\/span><\/p>\n<p class=\"MsoNormal\" style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-size: 11pt; font-family: Garamond;\"><o:p>&nbsp;<\/o:p><\/span><\/p>\n<h3><b style=\"\"><span style=\"font-family: Arial; font-variant: small-caps;\">A geopol&iacute;tica do petr&oacute;leo<o:p><\/o:p><\/span><\/b><\/h3>\n<p class=\"MsoNormal\" style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-size: 11pt; font-family: Garamond;\">A origem do conflito n&atilde;o tem nada a ver com a intoler&acirc;ncia religiosa ou o fanatismo de judeus ou mu&ccedil;ulmanos. As religi&otilde;es s&atilde;o instrumento da manipula&ccedil;&atilde;o pol&iacute;tica das massas ao sabor dos interesses das classes dominantes em cada momento. A religi&atilde;o nunca impediu no passado que mu&ccedil;ulmanos, judeus remanescentes da di&aacute;spora e crist&atilde;os das igrejas orientais convivessem na mesma Palestina durante s&eacute;culos, na Idade M&eacute;dia. Esse conv&iacute;vio s&oacute; foi interrompido pela chegada dos cruzados crist&atilde;os, que foram a Terra Santa n&atilde;o para levar a &ldquo;palavra de Deus&rdquo;, mas a espada, em busca de riqueza e gl&oacute;ria (matando n&atilde;o apenas mu&ccedil;ulmanos, mas tamb&eacute;m judeus e crist&atilde;os orientais). Da mesma forma, mu&ccedil;ulmanos, judeus e crist&atilde;os conviveram harmoniosamente durante s&eacute;culos no reino &aacute;rabe de C&oacute;rdoba, na Espanha, o mais culto e civilizado Estado da Europa medieval, reposit&oacute;rio de tesouros universais da arte, da filosofia, da arquitetura, da medicina, etc. Foi a Reconquista espanhola, liderada pelos reis cat&oacute;licos, que trouxe sobre a barb&aacute;rie da Inquisi&ccedil;&atilde;o e o fim dessa brilhante cultura.<\/span><\/p>\n<p class=\"MsoNormal\" style=\"text-align: justify;\">&nbsp;<\/p>\n<p class=\"MsoNormal\" style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-size: 11pt; font-family: Garamond;\"><o:p><\/o:p><\/span><\/p>\n<p class=\"MsoNormal\" style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-size: 11pt; font-family: Garamond;\">Assim como o objetivo das cruzadas n&atilde;o era a defesa da f&eacute;, o que est&aacute; por tr&aacute;s de um movimento como o sionismo n&atilde;o &eacute; a religi&atilde;o judaica, mas os interesses do imperialismo. De passagem, &eacute; importante ressaltar que o juda&iacute;smo &eacute; ele pr&oacute;prio heterog&ecirc;neo. N&atilde;o existe sequer uma identidade judaica &uacute;nica capaz de por de acordo os rabinos das diversas correntes, dos moderados aos ortodoxos e ultra-ortodoxos. Etnicamente, os judeus se dividem em dois ramos principais, os asquenazi (ocidentais ou &ldquo;europeizados&rdquo;) e os sefarditas (orientais), sem contar o caso peculiar dos judeus et&iacute;opes e iemenitas.<\/span><\/p>\n<p class=\"MsoNormal\" style=\"text-align: justify;\">&nbsp;<\/p>\n<p class=\"MsoNormal\" style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-size: 11pt; font-family: Garamond;\"><o:p><\/o:p><\/span><\/p>\n<p class=\"MsoNormal\" style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-size: 11pt; font-family: Garamond;\">A popula&ccedil;&atilde;o de judeus &eacute; inclusive maior fora de Israel. Apenas nos Estados Unidos s&atilde;o cerca de 10 milh&otilde;es. Nem todos os judeus necessariamente ap&oacute;iam Israel, mas apenas uma minoria dos que n&atilde;o ap&oacute;iam o sionismo se manifesta a respeito. Existe por&eacute;m um setor bastante peculiar da popula&ccedil;&atilde;o judia estadunidense cujo apoio incondicional a Israel constitui um dos pilares da pol&iacute;tica do imperialismo para o Oriente M&eacute;dio. Existe uma burguesia judia e pr&oacute;-sionista que controla parte das finan&ccedil;as e da m&iacute;dia dos Estados Unidos. N&atilde;o se trata aqui do mito nazista da &ldquo;conspira&ccedil;&atilde;o judaica para dominar o mundo&rdquo;, mas de um setor espec&iacute;fico, muito organizado e influente, que atua em unidade com outros dois setores espec&iacute;ficos da burguesia estadunidense, o complexo industrial-militar e a ind&uacute;stria petrol&iacute;fera, na determina&ccedil;&atilde;o dos objetivos da pol&iacute;tica externa do imperialismo.<\/span><\/p>\n<p class=\"MsoNormal\" style=\"text-align: justify;\">&nbsp;<\/p>\n<p class=\"MsoNormal\" style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-size: 11pt; font-family: Garamond;\"><o:p><\/o:p><\/span><\/p>\n<p class=\"MsoNormal\" style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-size: 11pt; font-family: Garamond;\">O apoio dos Estados Unidos a Israel ao longo de todas essas d&eacute;cadas n&atilde;o tem a ver com qualquer simpatia extrema pelos judeus. Tem a ver com a necessidade de derrotar o antigo nacionalismo &aacute;rabe, instalar em seu lugar governantes servis e assegurar o controle das fontes de petr&oacute;leo do Oriente M&eacute;dio. &Eacute; em fun&ccedil;&atilde;o dessa tarefa priorit&aacute;ria para o imperialismo que Israel recebe verbas e equipamentos estadunidenses para seu formid&aacute;vel ex&eacute;rcito. A ajuda militar estadunidense a Israel chega a aproximadamente US$ 3 bilh&otilde;es por ano. A presen&ccedil;a de um quartel-general do imperialismo em pleno Oriente M&eacute;dio colabora para manter os governos burgueses do mundo &aacute;rabe prostrados.<\/span><\/p>\n<p class=\"MsoNormal\" style=\"text-align: justify;\">&nbsp;<\/p>\n<p class=\"MsoNormal\" style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-size: 11pt; font-family: Garamond;\"><o:p><\/o:p><\/span><\/p>\n<p class=\"MsoNormal\" style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-size: 11pt; font-family: Garamond;\">Por outro lado, o descontentamento das massas &aacute;rabes s&oacute; tem aumentado ao longo de todas essas d&eacute;cadas. Os trabalhadores n&atilde;o se beneficiam dos petrod&oacute;lares que sustentam a opul&ecirc;ncia dos xeques &aacute;rabes, corruptos e tir&acirc;nicos. Na falta de uma dire&ccedil;&atilde;o pol&iacute;tica conseq&uuml;ente que organize os trabalhadores contra o regime burgu&ecirc;s servil desses pa&iacute;ses, cresce a influ&ecirc;ncia das correntes fundamentalistas isl&acirc;micas. Neste momento, correntes fundamentalistas como Hamas e Hizbol&aacute; s&atilde;o as &uacute;nicas que pegam em armas em defesa do povo palestino. Em que pesem os problemas pol&iacute;ticos das correntes fundamentalistas, &eacute; preciso defender sua luta e expor corretamente a hist&oacute;ria do enfrentamento do povo palestino contra Israel.<\/span><\/p>\n<p class=\"MsoNormal\" style=\"text-align: justify;\">&nbsp;<\/p>\n<p class=\"MsoNormal\" style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-size: 11pt; font-family: Garamond;\"><o:p><\/o:p><\/span><\/p>\n<p class=\"MsoNormal\" style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-size: 11pt; font-family: Garamond;\">A solu&ccedil;&atilde;o para o drama dos palestinos n&atilde;o est&aacute; na elei&ccedil;&atilde;o de um novo governante estadunidense, ou nos foguetes do Hamas, mas na auto-organiza&ccedil;&atilde;o dos trabahadores, em torno de um programa socialista. Trata-se de um programa que precisa ser levantado pelo conjunto dos povos do Oriente M&eacute;dio, contra seus dirigentes burgueses e pr&oacute;-imperialistas e em defesa dos interesses da classe trabalhadora.<o:p><\/o:p><\/span><span style=\"font-size: 11pt; font-family: Garamond;\"><o:p><br \/>\n<\/o:p><\/span><\/p>\n<p class=\"MsoNormal\" style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-size: 11pt; font-family: Garamond;\"><o:p><\/o:p><\/span><span style=\"font-size: 11pt; font-family: Garamond;\"><o:p><br \/>\n<\/o:p><\/span><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<h3>O sionismo e as origens de Israel<o:p><\/o:p><\/h3>\n<p class=\"MsoNormal\" style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-size: 11pt; font-family: Garamond;\">Os 22 dias de ataques a&eacute;reos e terrestres de Israel contra Gaza entre dezembro de 2008 e janeiro de 2009 produziram 1.300 mortos, 5.300 feridos, 5.000 casas destru&iacute;das, 41 Mesquitas explodidas, 5 cemit&eacute;rios bombardeados, 16 pr&eacute;dios p&uacute;blicos, escolas da ONU e hospitais totalmente destru&iacute;dos e 80 mil desabrigados (dados dos sites <a href=\"http:\/\/www.vivapalestina.com.br\">www.vivapalestina.com.br<\/a> e <a href=\"http:\/\/www.palestina.org\">www.palestinalivre.org<\/a>).<\/span><\/p>\n<p class=\"MsoNormal\" style=\"text-align: justify;\">&nbsp;<\/p>\n<p class=\"MsoNormal\" style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-size: 11pt; font-family: Garamond;\"><o:p><\/o:p><\/span><\/p>\n","protected":false},"author":3,"featured_media":0,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[64],"tags":[],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.espacosocialista.org\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/144"}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.espacosocialista.org\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.espacosocialista.org\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.espacosocialista.org\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/users\/3"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.espacosocialista.org\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=144"}],"version-history":[{"count":2,"href":"https:\/\/www.espacosocialista.org\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/144\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":670,"href":"https:\/\/www.espacosocialista.org\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/144\/revisions\/670"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.espacosocialista.org\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=144"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.espacosocialista.org\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=144"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.espacosocialista.org\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=144"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}