{"id":148,"date":"2009-02-25T12:23:38","date_gmt":"2009-02-25T12:23:38","guid":{"rendered":"http:\/\/espacosocialista.org\/?q=node\/148"},"modified":"2013-01-19T17:43:24","modified_gmt":"2013-01-19T19:43:24","slug":"boletim-07-unidade-para-barrar-as-reformas-e-o-aumento-das-mensalidades","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.espacosocialista.org\/portal\/2009\/02\/boletim-07-unidade-para-barrar-as-reformas-e-o-aumento-das-mensalidades\/","title":{"rendered":"Boletim 07 &#8211; Unidade para barrar as reformas e o aumento das mensalidades"},"content":{"rendered":"<p class=\"rteright\"><span style=\"font-size: 18pt; color: black;\"><o:p>Setembro de 2004 &#8211; N&uacute;mero 07<br \/>\n<\/o:p><\/span><\/p>\n<p align=\"center\" style=\"text-align: center;\" class=\"MsoNormal\"><b style=\"\"><span style=\"font-size: 18pt; color: black;\">Unidade para barrar as reformas e o aumento das mensalidades<o:p><\/o:p><\/span><\/b><\/p>\n<p class=\"MsoNormal\"><span style=\"color: black;\"><o:p>&nbsp;<\/o:p><\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\" class=\"MsoNormal\"><span style=\"color: black;\"><span style=\"\">&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; <\/span>Todo o caminho percorrido pelo governo Lula, de sua posse at&eacute; hoje, demonstra ser de total comprometimento com a cria&ccedil;&atilde;o das condi&ccedil;&otilde;es mais favor&aacute;veis &agrave; produ&ccedil;&atilde;o e acumula&ccedil;&atilde;o de capital. Isso significa retirar direitos hist&oacute;ricos dos trabalhadores, aumentar o desemprego e aprofundar a depend&ecirc;ncia do pa&iacute;s aos agiotas internacionais.<o:p><\/o:p><\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\" class=\"MsoNormal\"><span style=\"color: black;\"><span style=\"\">&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; <\/span>Nesse governo, uma fra&ccedil;&atilde;o importante da burguesia que opera no Brasil (particularmente a burguesia ligada aos grupos econ&ocirc;micos da Europa) tenta fazer com que o Estado e a economia brasileira ocupem uma posi&ccedil;&atilde;o l&iacute;der na Am&eacute;rica Latina para conseguir com isso uma melhor correla&ccedil;&atilde;o de forcas nas negocia&ccedil;&otilde;es junto a ALCA, a OMC, e em tratados bilaterais com &Iacute;ndia, China, Europa, etc. Nesse contexto se enquadra a reativa&ccedil;&atilde;o do Mercosul (apesar de suas sucessivas crises) e a cria&ccedil;&atilde;o do bloco dos 31 pa&iacute;ses na OMC. O projeto da burguesia que atua no Brasil &eacute; aumentar seu espa&ccedil;o no mercado mundial, obviamente sem romper com o imperialismo norte-americano.<o:p><\/o:p><\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\" class=\"MsoNormal\"><span style=\"color: black;\"><span style=\"\">&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; <\/span>O governo Lula n&atilde;o deixou qualquer sombra de d&uacute;vida sobre seu compromisso estrutural com o capital. Lula foi, de fato, um dos governos mais din&acirc;micos e favor&aacute;veis que a burguesia j&aacute; teve no Brasil, ou seja, toda as decis&otilde;es e a&ccedil;&otilde;es foram no sentido de propiciar mais alegria ao capital e tristeza aos trabalhadores.<o:p><\/o:p><\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\" class=\"MsoNormal\"><span style=\"color: black;\"><span style=\"\">&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; <\/span><span class=\"GramE\">Desde antes de sua posse, com a Carta aos Brasileiros &#8211; em que Lula e o PT j&aacute; se comprometiam a manter o super&aacute;vit prim&aacute;rio para garantir o pagamento dos mais de 100 bilh&otilde;es anuais de juros ao FMI)<\/span> at&eacute; hoje o grande capital (financeiro, comercial e produtivo) aumentou seus lucros como nunca e, em contrapartida, os trabalhadores s&oacute; perderam: aumento dos pre&ccedil;os, alt&iacute;ssima taxa de juros, desemprego, Reforma da Previd&ecirc;ncia que aumentou a contribui&ccedil;&atilde;o dos servidores p&uacute;blicos e a idade m&iacute;nima para se aposentar, congelamento da Tabela do Imposto de Renda, Sal&aacute;rio M&iacute;nimo de 260 reais, etc. Os fatos est&atilde;o &agrave; disposi&ccedil;&atilde;o de quem quer ver.<o:p><\/o:p><\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\" class=\"MsoNormal\"><span style=\"color: black;\">Como se n&atilde;o bastassem essas medidas Lula e seus amos aprovaram outras voltadas diretamente aos interesses das grandes corpora&ccedil;&otilde;es: lei de fus&otilde;es e aquisi&ccedil;&otilde;es, lei de fal&ecirc;ncias, libera&ccedil;&atilde;o dos <span class=\"SpellE\">transg&ecirc;nicos<\/span>, etc. Agora o governo entrega as reservas de petr&oacute;leo, estimadas em mais de US$<span class=\"GramE\">200 bi<\/span>, para o setor privado. Tamb&eacute;m est&aacute; na lista o projeto das PPP (Parcerias <span class=\"SpellE\">P&uacute;blico-Privadas<\/span>), as reformas trabalhista, sindical e universit&aacute;ria, ou seja, <span class=\"GramE\">vem mais ataques pesados sobre as nossas cabe&ccedil;as<\/span>.<o:p><\/o:p><\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\" class=\"MsoNormal\"><span style=\"color: black;\"><span style=\"\">&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; <\/span>A pol&iacute;tica do governo Lula\/PT obedece &agrave; ordem do mercado capitalista mundial e tudo gira em fun&ccedil;&atilde;o de fortalecer ainda mais os grandes grupos. Sua op&ccedil;&atilde;o &eacute; clara: ajudar os monop&oacute;lios que controlam mais de 80% dos produtos e servi&ccedil;os produzidos no mundo e que est&atilde;o sob controle de 200 grandes corpora&ccedil;&otilde;es transnacionais.<o:p><\/o:p><\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\" class=\"MsoNormal\"><span style=\"color: black;\"><o:p>&nbsp;<\/o:p><\/span><\/p>\n<p align=\"center\" style=\"text-align: center;\" class=\"MsoNormal\"><b style=\"\"><span style=\"font-size: 14pt; color: black;\">O CRESCIMENTO ECON&Ocirc;MICO CAPITALISTA FAVORECE A QUEM?<o:p><\/o:p><\/span><\/b><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\" class=\"MsoNormal\"><span style=\"color: black;\"><span style=\"\">&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; <\/span>Com todas as condi&ccedil;&otilde;es favor&aacute;veis ao capital, n&atilde;o &eacute; de se admirar que as grandes empresas e bancos estejam comemorando um crescimento da produ&ccedil;&atilde;o, vendas e lucros. <span class=\"GramE\">Tentam<\/span> fazer os trabalhadores e o povo pobre em geral acreditarem que agora &ldquo;as coisas v&atilde;o melhorar para todo mundo &ldquo;.<o:p><\/o:p><\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\" class=\"MsoNormal\"><span style=\"color: black;\"><span style=\"\">&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; <\/span><span style=\"\">&nbsp;<\/span>Mas ser&aacute; que o crescimento econ&ocirc;mico no capitalismo pode solucionar ou amenizar os problemas sociais&nbsp; como desemprego e a degrada&ccedil;&atilde;o na sa&uacute;de e educa&ccedil;&atilde;o? N&oacute;s dizemos que n&atilde;o. A automatiza&ccedil;&atilde;o cada vez maior das empresas &eacute; usada pelos capitalistas n&atilde;o para melhorar as condi&ccedil;&otilde;es ou diminuir os ritmos e a jornada de trabalho, mas para economizar m&atilde;o de obra, aumentando a produ&ccedil;&atilde;o quase sem gerar empregos. Os poucos empregos criados em 2004 e t&atilde;o alardeados pela grande m&iacute;dia apenas rep&otilde;em os postos de trabalho perdidos em 2003. E os milh&otilde;es que j&aacute; estavam desempregados?&nbsp; E os 1,5 milh&atilde;o de jovens que <span class=\"GramE\">a cada ano<\/span> entram no mercado de trabalho? Al&eacute;m disso, poucos empregos gerados s&atilde;o com sal&aacute;rios e direitos prec&aacute;rios, pois as empresas aproveitam a concorr&ecirc;ncia entre os trabalhadores.<o:p><\/o:p><\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\" class=\"MsoNormal\"><span style=\"color: black;\"><span style=\"\">&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; <\/span>No caso da educa&ccedil;&atilde;o a situa&ccedil;&atilde;o &eacute; pior ainda: O que o governo repassa para o setor privado (FIES, compra de vagas, etc) &eacute; o suficiente para dobrar o n&uacute;mero de vagas p&uacute;blicas, mas o or&ccedil;amento do minist&eacute;rio da educa&ccedil;&atilde;o a cada ano sofre cortes. Os maiores saldos da balan&ccedil;a comercial e da arrecada&ccedil;&atilde;o&nbsp;do governo tem um objetivo: garantir o pagamento dos juros da (imoral) d&iacute;vida externa e interna. Assim, o crescimento econ&ocirc;mico somente favorece ao capital &agrave;s custas dos trabalhadores que v&atilde;o tendo sua situa&ccedil;&atilde;o cada vez mais piorada.<o:p><\/o:p><\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\" class=\"MsoNormal\"><span style=\"color: black;\"><span style=\"\">&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; <\/span>Como se n&atilde;o bastassem tantos ataques, aqueles que deveriam impulsionar a luta e a organiza&ccedil;&atilde;o dos trabalhadores e estudantes passam para a trincheira do inimigo. Estamos falando das centrais sindicais, da UNE, UBES e de tantas outras entidades do movimento social que se renderam &agrave;s migalhas oferecidas pelo Estado. Isso significa que boa parte da organiza&ccedil;&atilde;o do movimento social organizado nessas entidades est&aacute; diretamente sob as ordens do planalto.<o:p><\/o:p><\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\" class=\"MsoNormal\"><span style=\"color: black;\"><o:p>&nbsp;<\/o:p><\/span><\/p>\n<p align=\"center\" style=\"text-align: center;\" class=\"MsoNormal\"><b style=\"\"><span style=\"font-size: 14pt; color: black;\">OS PRIMEIROS PASSOS DA RESIST&Ecirc;NCIA<o:p><\/o:p><\/span><\/b><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\" class=\"MsoNormal\"><span style=\"color: black;\"><span style=\"\">&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; <\/span>Ainda que isoladamente alguns setores da classe trabalhadora resistem e saem ou sa&iacute;ram &agrave; luta. Esse processo se concentra basicamente em setores do funcionalismo p&uacute;blico, como servidores federais (INSS, IBGE, universidades federais, etc), judici&aacute;rio estadual (com uma greve de mais de 70 dias), trabalhadores da Febem e do sistema penitenci&aacute;rio de S&atilde;o Paulo. S&atilde;o lutas dur&iacute;ssimas e longas que demonstram a disposi&ccedil;&atilde;o dos governos federal e estadual em derrot&aacute;-las e tentar evitar que &ldquo;contaminem&rdquo; outros setores.<o:p><\/o:p><\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\" class=\"MsoNormal\"><span style=\"color: black;\"><span style=\"\">&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; <\/span>Tamb&eacute;m na juventude h&aacute; sinais de resist&ecirc;ncia. Os estudantes realizaram verdadeiros levantes pelo passe livre em Salvador, Fortaleza, Porto Alegre, Florian&oacute;polis e outras cidades. Na luta contra a Reforma Universit&aacute;ria tamb&eacute;m ocorreram manifesta&ccedil;&otilde;es em Manaus, Bel&eacute;m, Paran&aacute; e Rio de Janeiro. Contra o aumento das mensalidades no ABC e em S&atilde;o Paulo estudantes est&atilde;o se organizando para unificar a luta.<o:p><\/o:p><\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\" class=\"MsoNormal\"><span style=\"color: black;\"><span style=\"\">&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; <\/span>Como produto do ataque do governo e da trai&ccedil;&atilde;o das dire&ccedil;&otilde;es do movimento (CUT, UNE, UBES, etc) um amplo setor de ativistas come&ccedil;a a buscar formas de resist&ecirc;ncias e apontam para uma ruptura com a paralisia. No &uacute;ltimo per&iacute;odo ocorreram algumas iniciativas importantes no sentido de organizar uma resist&ecirc;ncia dos trabalhadores e estudantes ao projeto do governo. Ocorreram <span class=\"GramE\">encontros nacional<\/span> e estadual contra a Reforma Sindical e Trabalhista, encontros de estudantes contra a Reforma Universit&aacute;ria e v&aacute;rias outras iniciativas.<o:p><\/o:p><\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\" class=\"MsoNormal\"><span style=\"color: black;\"><o:p>&nbsp;<\/o:p><\/span><\/p>\n<p align=\"center\" style=\"text-align: center;\" class=\"MsoNormal\"><b style=\"\"><span style=\"font-size: 14pt; color: black;\">CADA UM ORGANIZA A &ldquo;SUA&rdquo; RESIST&Ecirc;NCIA OU NOS UNIFICAMOS?<o:p><\/o:p><\/span><\/b><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\" class=\"MsoNormal\"><span style=\"color: black;\"><span style=\"\">&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; <\/span>De todas essas iniciativas infelizmente nenhuma resultou na constru&ccedil;&atilde;o de um movimento UNIT&Aacute;RIO contra as reformas do governo Lula. Nesse momento de tantos ataques qualquer divis&atilde;o s&oacute; ajuda o inimigo. A hist&oacute;ria da esquerda no Brasil &eacute; marcada por sucessivos rachas e divis&otilde;es tanto nos partidos como no movimento social e a burguesia se aproveita dessa situa&ccedil;&atilde;o para continuar a sua domina&ccedil;&atilde;o. N&oacute;s, militantes do Espa&ccedil;o Socialista, pensamos que a unidade para lutar deve ser a prioridade de todos os partidos\/grupos que est&atilde;o contra as reformas do governo\/PT\/FMI. Se o movimento for derrotado, todos sofrer&atilde;o as conseq&uuml;&ecirc;ncias e est&aacute; na hora colocar os interesses do movimento de conjunto acima dos interesses particulares de cada grupo\/partido.<o:p><\/o:p><\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\" class=\"MsoNormal\"><span style=\"color: black;\"><span style=\"\">&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; <\/span>E para termos essa unidade &eacute; preciso que cada um abra m&atilde;o de alguma coisa para construir um plano de luta comum, de acordo com o interesse e necessidade do movimento. Dizemos isso porque nesse momento h&aacute; v&aacute;rios setores convocando encontros contra as reformas, como os realizados no RJ (estudantes), em <span class=\"SpellE\">Luizi&acirc;nia<\/span> (sindical) e agora em Bras&iacute;lia (estudantes e sindical). Claro que apoiamos e saudamos essas iniciativas, mas isso n&atilde;o quer dizer que sejamos c&uacute;mplices dos planos que est&atilde;o por tr&aacute;s dessas convoca&ccedil;&otilde;es: cada um querendo construir o SEU projeto e n&atilde;o fazem nenhum esfor&ccedil;o para construir um movimento unit&aacute;rio dos trabalhadores, estudantes e explorados.<o:p><\/o:p><\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\" class=\"MsoNormal\"><span style=\"color: black;\"><o:p>&nbsp;<\/o:p><\/span><\/p>\n<p align=\"center\" style=\"text-align: center;\" class=\"MsoNormal\"><b style=\"\"><span style=\"font-size: 14pt; color: black;\">NOSSA PROPOSTA: UNIDADE DE TODOS<o:p><\/o:p><\/span><\/b><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\" class=\"MsoNormal\"><span style=\"color: black;\"><span style=\"\">&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; <\/span>N&atilde;o somos contra a participa&ccedil;&atilde;o de grupos ou partidos, pelo contr&aacute;rio, entendemos que s&atilde;o fundamentais para a organiza&ccedil;&atilde;o dos movimentos. O que n&atilde;o concordamos &eacute; que se coloquem acima do movimento, procurando adapt&aacute;-lo aos interesses desse ou daquele partido\/grupo. O movimento &eacute; um espa&ccedil;o de opini&otilde;es, de debates para encontrar o melhor caminho para a luta e as conquistas. &Eacute; no movimento que melhor podemos exercitar a verdadeira democracia dos explorados e esta pressup&otilde;e uma conviv&ecirc;ncia pac&iacute;fica entre os que <span class=\"GramE\">pensam diferente<\/span>. Todo esse quadro nos coloca o desafio de sermos capazes de construirmos processos unit&aacute;rios para enfrentar o governo e sua pol&iacute;tica econ&ocirc;mica.<o:p><\/o:p><\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\" class=\"MsoNormal\"><span style=\"color: black;\"><span style=\"\">&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; <\/span>A unidade &eacute; necess&aacute;ria e condi&ccedil;&atilde;o para qualquer possibilidade de vit&oacute;ria, principalmente porque a burguesia tem se mostrado bastante coesa em torno dessa pol&iacute;tica e contra inimigo unido s&oacute; unidos e organizados <span class=\"GramE\">poderemos ter<\/span> alguma chance de impor uma derrota ao governo. No momento atual h&aacute; v&aacute;rias demandas: a luta contra as reformas Sindical, Trabalhista e Universit&aacute;ria e as lutas locais.<o:p><\/o:p><\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\" class=\"MsoNormal\"><span style=\"color: black;\"><span style=\"\">&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; <\/span>Para cada luta h&aacute; reivindica&ccedil;&otilde;es espec&iacute;ficas. Mas n&atilde;o podemos perder de vista a necessidade de um programa mais geral e que possa servir de base para as lutas unit&aacute;rias. Cremos que desse programa m&iacute;nimo deve constar pontos como: retirada imediata dos projetos de lei das reformas trabalhista, sindical e universit&aacute;ria, o n&atilde;o pagamento da d&iacute;vida externa e interna, reforma agr&aacute;ria e urbana sob controle dos trabalhadores, controle oper&aacute;rio das empresas que demitirem ou fecharem, redu&ccedil;&atilde;o da jornada de trabalho para 36 horas sem redu&ccedil;&atilde;o dos sal&aacute;rios, <span class=\"SpellE\">reestatiza&ccedil;&atilde;o<\/span> das empresas que foram privatizadas e a estatiza&ccedil;&atilde;o de todo o sistema financeiro e que ambos fiquem sob o controle dos trabalhadores, entre outros.<o:p><\/o:p><\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\" class=\"MsoNormal\"><span style=\"color: black;\"><span style=\"\">&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; <\/span>Esses encontros, para se legitimarem, devem apontar para f&oacute;runs unit&aacute;rios, com a participa&ccedil;&atilde;o de todos aqueles que est&atilde;o contra as reformas e as medidas do governo Lula. Por isso defendemos a realiza&ccedil;&atilde;o de um Encontro Nacional Unit&aacute;rio (estudantes, trabalhadores, desempregados, etc) para organizar a luta contra as reformas e a pol&iacute;tica econ&ocirc;mica do governo Lula. Essa tarefa &eacute; necess&aacute;ria e urgente.<o:p><\/o:p><\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\" class=\"MsoNormal\"><span style=\"color: black;\"><span style=\"\">&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; <\/span>Os encontros que est&atilde;o se realizando no ABC s&atilde;o um passo importante nesse sentido, porque ocorrem de forma unit&aacute;ria, com a participa&ccedil;&atilde;o de todas as correntes que atuam no movimento da regi&atilde;o e, a partir desse sucesso, podemos fazer um chamado para a realiza&ccedil;&atilde;o de encontros unificados.<o:p><\/o:p><\/span><\/p>\n<p><span style=\"color: black;\"><span style=\"\">&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; <\/span>Como resultado dos encontros j&aacute; realizados surgiram o CONLUTAS e o CONLUTE que entendemos como iniciativas importantes, que devem fazer um esfor&ccedil;o para alcan&ccedil;ar o m&aacute;ximo de trabalhadores e estudantes, unidade essa que est&aacute; acima desses f&oacute;runs. Assim, para come&ccedil;ar, estamos defendendo que o CONLUTE e o CONLUTAS realizem uma plen&aacute;ria no ABC para discutir uma atua&ccedil;&atilde;o nesse processo, ou seja, esses f&oacute;runs precisam superar o limite que imp&otilde;e a si mesmo ao querer ser um espa&ccedil;o de uma &uacute;nica corrente.<\/span><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p class=\"rteright\"><span style=\"font-size: 18pt; color: black;\"><o:p>Setembro de 2004 &#8211; N&uacute;mero 07<br \/>\n<\/o:p><\/span><\/p>\n<p align=\"center\" style=\"text-align: center;\" class=\"MsoNormal\"><b style=\"\"><span style=\"font-size: 18pt; color: black;\">Unidade para barrar as reformas e o aumento das mensalidades<o:p><\/o:p><\/span><\/b><\/p>\n<p class=\"MsoNormal\"><span style=\"color: black;\"><o:p>&nbsp;<\/o:p><\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\" class=\"MsoNormal\"><span style=\"color: black;\"><span style=\"\">&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; <\/span>Todo o caminho percorrido pelo governo Lula, de sua posse at&eacute; hoje, demonstra ser de total comprometimento com a cria&ccedil;&atilde;o das condi&ccedil;&otilde;es mais favor&aacute;veis &agrave; produ&ccedil;&atilde;o e acumula&ccedil;&atilde;o de capital. Isso significa retirar direitos hist&oacute;ricos dos trabalhadores, aumentar o desemprego e aprofundar a depend&ecirc;ncia do pa&iacute;s aos agiotas internacionais.<o:p><\/o:p><\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\" class=\"MsoNormal\"><span style=\"color: black;\"><span style=\"\">&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; <\/span>Nesse governo, uma fra&ccedil;&atilde;o importante da burguesia que opera no Brasil (particularmente a burguesia ligada aos grupos econ&ocirc;micos da Europa) tenta fazer com que o Estado e a economia brasileira ocupem uma posi&ccedil;&atilde;o l&iacute;der na Am&eacute;rica Latina para conseguir com isso uma melhor correla&ccedil;&atilde;o de forcas nas negocia&ccedil;&otilde;es junto a ALCA, a OMC, e em tratados bilaterais com &Iacute;ndia, China, Europa, etc. Nesse contexto se enquadra a reativa&ccedil;&atilde;o do Mercosul (apesar de suas sucessivas crises) e a cria&ccedil;&atilde;o do bloco dos 31 pa&iacute;ses na OMC. O projeto da burguesia que atua no Brasil &eacute; aumentar seu espa&ccedil;o no mercado mundial, obviamente sem romper com o imperialismo norte-americano.<o:p><\/o:p><\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\" class=\"MsoNormal\"><span style=\"color: black;\"><span style=\"\">&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; <\/span>O governo Lula n&atilde;o deixou qualquer sombra de d&uacute;vida sobre seu compromisso estrutural com o capital. Lula foi, de fato, um dos governos mais din&acirc;micos e favor&aacute;veis que a burguesia j&aacute; teve no Brasil, ou seja, toda as decis&otilde;es e a&ccedil;&otilde;es foram no sentido de propiciar mais alegria ao capital e tristeza aos trabalhadores.<o:p><\/o:p><\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\" class=\"MsoNormal\"><span style=\"color: black;\"><span style=\"\">&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; <\/span><span class=\"GramE\">Desde antes de sua posse, com a Carta aos Brasileiros &#8211; em que Lula e o PT j&aacute; se comprometiam a manter o super&aacute;vit prim&aacute;rio para garantir o pagamento dos mais de 100 bilh&otilde;es anuais de juros ao FMI)<\/span> at&eacute; hoje o grande capital (financeiro, comercial e produtivo) aumentou seus lucros como nunca e, em contrapartida, os trabalhadores s&oacute; perderam: aumento dos pre&ccedil;os, alt&iacute;ssima taxa de juros, desemprego, Reforma da Previd&ecirc;ncia que aumentou a contribui&ccedil;&atilde;o dos servidores p&uacute;blicos e a idade m&iacute;nima para se aposentar, congelamento da Tabela do Imposto de Renda, Sal&aacute;rio M&iacute;nimo de 260 reais, etc. Os fatos est&atilde;o &agrave; disposi&ccedil;&atilde;o de quem quer ver.<o:p><\/o:p><\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\" class=\"MsoNormal\"><span style=\"color: black;\">Como se n&atilde;o bastassem essas medidas Lula e seus amos aprovaram outras voltadas diretamente aos interesses das grandes corpora&ccedil;&otilde;es: lei de fus&otilde;es e aquisi&ccedil;&otilde;es, lei de fal&ecirc;ncias, libera&ccedil;&atilde;o dos <span class=\"SpellE\">transg&ecirc;nicos<\/span>, etc. Agora o governo entrega as reservas de petr&oacute;leo, estimadas em mais de US$<span class=\"GramE\">200 bi<\/span>, para o setor privado. Tamb&eacute;m est&aacute; na lista o projeto das PPP (Parcerias <span class=\"SpellE\">P&uacute;blico-Privadas<\/span>), as reformas trabalhista, sindical e universit&aacute;ria, ou seja, <span class=\"GramE\">vem mais ataques pesados sobre as nossas cabe&ccedil;as<\/span>.<o:p><\/o:p><\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\" class=\"MsoNormal\"><span style=\"color: black;\"><span style=\"\">&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; <\/span>A pol&iacute;tica do governo Lula\/PT obedece &agrave; ordem do mercado capitalista mundial e tudo gira em fun&ccedil;&atilde;o de fortalecer ainda mais os grandes grupos. Sua op&ccedil;&atilde;o &eacute; clara: ajudar os monop&oacute;lios que controlam mais de 80% dos produtos e servi&ccedil;os produzidos no mundo e que est&atilde;o sob controle de 200 grandes corpora&ccedil;&otilde;es transnacionais.<o:p><\/o:p><\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\" class=\"MsoNormal\"><span style=\"color: black;\"><o:p>&nbsp;<\/o:p><\/span><\/p>\n<p align=\"center\" style=\"text-align: center;\" class=\"MsoNormal\"><b style=\"\"><span style=\"font-size: 14pt; color: black;\">O CRESCIMENTO ECON&Ocirc;MICO CAPITALISTA FAVORECE A QUEM?<o:p><\/o:p><\/span><\/b><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\" class=\"MsoNormal\"><span style=\"color: black;\"><span style=\"\">&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; <\/span>Com todas as condi&ccedil;&otilde;es favor&aacute;veis ao capital, n&atilde;o &eacute; de se admirar que as grandes empresas e bancos estejam comemorando um crescimento da produ&ccedil;&atilde;o, vendas e lucros. <span class=\"GramE\">Tentam<\/span> fazer os trabalhadores e o povo pobre em geral acreditarem que agora &ldquo;as coisas v&atilde;o melhorar para todo mundo &ldquo;.<o:p><\/o:p><\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\" class=\"MsoNormal\"><span style=\"color: black;\"><span style=\"\">&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; <\/span><span style=\"\">&nbsp;<\/span>Mas ser&aacute; que o crescimento econ&ocirc;mico no capitalismo pode solucionar ou amenizar os problemas sociais&nbsp; como desemprego e a degrada&ccedil;&atilde;o na sa&uacute;de e educa&ccedil;&atilde;o? N&oacute;s dizemos que n&atilde;o. A automatiza&ccedil;&atilde;o cada vez maior das empresas &eacute; usada pelos capitalistas n&atilde;o para melhorar as condi&ccedil;&otilde;es ou diminuir os ritmos e a jornada de trabalho, mas para economizar m&atilde;o de obra, aumentando a produ&ccedil;&atilde;o quase sem gerar empregos. Os poucos empregos criados em 2004 e t&atilde;o alardeados pela grande m&iacute;dia apenas rep&otilde;em os postos de trabalho perdidos em 2003. E os milh&otilde;es que j&aacute; estavam desempregados?&nbsp; E os 1,5 milh&atilde;o de jovens que <span class=\"GramE\">a cada ano<\/span> entram no mercado de trabalho? Al&eacute;m disso, poucos empregos gerados s&atilde;o com sal&aacute;rios e direitos prec&aacute;rios, pois as empresas aproveitam a concorr&ecirc;ncia entre os trabalhadores.<o:p><\/o:p><\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\" class=\"MsoNormal\"><span style=\"color: black;\"><span style=\"\">&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; <\/span>No caso da educa&ccedil;&atilde;o a situa&ccedil;&atilde;o &eacute; pior ainda: O que o governo repassa para o setor privado (FIES, compra de vagas, etc) &eacute; o suficiente para dobrar o n&uacute;mero de vagas p&uacute;blicas, mas o or&ccedil;amento do minist&eacute;rio da educa&ccedil;&atilde;o a cada ano sofre cortes. Os maiores saldos da balan&ccedil;a comercial e da arrecada&ccedil;&atilde;o&nbsp;do governo tem um objetivo: garantir o pagamento dos juros da (imoral) d&iacute;vida externa e interna. Assim, o crescimento econ&ocirc;mico somente favorece ao capital &agrave;s custas dos trabalhadores que v&atilde;o tendo sua situa&ccedil;&atilde;o cada vez mais piorada.<o:p><\/o:p><\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\" class=\"MsoNormal\"><span style=\"color: black;\"><span style=\"\">&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; <\/span>Como se n&atilde;o bastassem tantos ataques, aqueles que deveriam impulsionar a luta e a organiza&ccedil;&atilde;o dos trabalhadores e estudantes passam para a trincheira do inimigo. Estamos falando das centrais sindicais, da UNE, UBES e de tantas outras entidades do movimento social que se renderam &agrave;s migalhas oferecidas pelo Estado. Isso significa que boa parte da organiza&ccedil;&atilde;o do movimento social organizado nessas entidades est&aacute; diretamente sob as ordens do planalto.<o:p><\/o:p><\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\" class=\"MsoNormal\"><span style=\"color: black;\"><o:p>&nbsp;<\/o:p><\/span><\/p>\n<p align=\"center\" style=\"text-align: center;\" class=\"MsoNormal\"><b style=\"\"><span style=\"font-size: 14pt; color: black;\">OS PRIMEIROS PASSOS DA RESIST&Ecirc;NCIA<o:p><\/o:p><\/span><\/b><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\" class=\"MsoNormal\"><span style=\"color: black;\"><span style=\"\">&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; <\/span>Ainda que isoladamente alguns setores da classe trabalhadora resistem e saem ou sa&iacute;ram &agrave; luta. Esse processo se concentra basicamente em setores do funcionalismo p&uacute;blico, como servidores federais (INSS, IBGE, universidades federais, etc), judici&aacute;rio estadual (com uma greve de mais de 70 dias), trabalhadores da Febem e do sistema penitenci&aacute;rio de S&atilde;o Paulo. S&atilde;o lutas dur&iacute;ssimas e longas que demonstram a disposi&ccedil;&atilde;o dos governos federal e estadual em derrot&aacute;-las e tentar evitar que &ldquo;contaminem&rdquo; outros setores.<o:p><\/o:p><\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\" class=\"MsoNormal\"><span style=\"color: black;\"><span style=\"\">&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; <\/span>Tamb&eacute;m na juventude h&aacute; sinais de resist&ecirc;ncia. Os estudantes realizaram verdadeiros levantes pelo passe livre em Salvador, Fortaleza, Porto Alegre, Florian&oacute;polis e outras cidades. Na luta contra a Reforma Universit&aacute;ria tamb&eacute;m ocorreram manifesta&ccedil;&otilde;es em Manaus, Bel&eacute;m, Paran&aacute; e Rio de Janeiro. Contra o aumento das mensalidades no ABC e em S&atilde;o Paulo estudantes est&atilde;o se organizando para unificar a luta.<o:p><\/o:p><\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\" class=\"MsoNormal\"><span style=\"color: black;\"><span style=\"\">&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; <\/span>Como produto do ataque do governo e da trai&ccedil;&atilde;o das dire&ccedil;&otilde;es do movimento (CUT, UNE, UBES, etc) um amplo setor de ativistas come&ccedil;a a buscar formas de resist&ecirc;ncias e apontam para uma ruptura com a paralisia. No &uacute;ltimo per&iacute;odo ocorreram algumas iniciativas importantes no sentido de organizar uma resist&ecirc;ncia dos trabalhadores e estudantes ao projeto do governo. Ocorreram <span class=\"GramE\">encontros nacional<\/span> e estadual contra a Reforma Sindical e Trabalhista, encontros de estudantes contra a Reforma Universit&aacute;ria e v&aacute;rias outras iniciativas.<o:p><\/o:p><\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\" class=\"MsoNormal\"><span style=\"color: black;\"><o:p>&nbsp;<\/o:p><\/span><\/p>\n<p align=\"center\" style=\"text-align: center;\" class=\"MsoNormal\"><b style=\"\"><span style=\"font-size: 14pt; color: black;\">CADA UM ORGANIZA A &ldquo;SUA&rdquo; RESIST&Ecirc;NCIA OU NOS UNIFICAMOS?<o:p><\/o:p><\/span><\/b><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\" class=\"MsoNormal\"><span style=\"color: black;\"><span style=\"\">&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; <\/span>De todas essas iniciativas infelizmente nenhuma resultou na constru&ccedil;&atilde;o de um movimento UNIT&Aacute;RIO contra as reformas do governo Lula. Nesse momento de tantos ataques qualquer divis&atilde;o s&oacute; ajuda o inimigo. A hist&oacute;ria da esquerda no Brasil &eacute; marcada por sucessivos rachas e divis&otilde;es tanto nos partidos como no movimento social e a burguesia se aproveita dessa situa&ccedil;&atilde;o para continuar a sua domina&ccedil;&atilde;o. N&oacute;s, militantes do Espa&ccedil;o Socialista, pensamos que a unidade para lutar deve ser a prioridade de todos os partidos\/grupos que est&atilde;o contra as reformas do governo\/PT\/FMI. Se o movimento for derrotado, todos sofrer&atilde;o as conseq&uuml;&ecirc;ncias e est&aacute; na hora colocar os interesses do movimento de conjunto acima dos interesses particulares de cada grupo\/partido.<o:p><\/o:p><\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\" class=\"MsoNormal\"><span style=\"color: black;\"><span style=\"\">&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; <\/span>E para termos essa unidade &eacute; preciso que cada um abra m&atilde;o de alguma coisa para construir um plano de luta comum, de acordo com o interesse e necessidade do movimento. Dizemos isso porque nesse momento h&aacute; v&aacute;rios setores convocando encontros contra as reformas, como os realizados no RJ (estudantes), em <span class=\"SpellE\">Luizi&acirc;nia<\/span> (sindical) e agora em Bras&iacute;lia (estudantes e sindical). Claro que apoiamos e saudamos essas iniciativas, mas isso n&atilde;o quer dizer que sejamos c&uacute;mplices dos planos que est&atilde;o por tr&aacute;s dessas convoca&ccedil;&otilde;es: cada um querendo construir o SEU projeto e n&atilde;o fazem nenhum esfor&ccedil;o para construir um movimento unit&aacute;rio dos trabalhadores, estudantes e explorados.<o:p><\/o:p><\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\" class=\"MsoNormal\"><span style=\"color: black;\"><o:p>&nbsp;<\/o:p><\/span><\/p>\n<p align=\"center\" style=\"text-align: center;\" class=\"MsoNormal\"><b style=\"\"><span style=\"font-size: 14pt; color: black;\">NOSSA PROPOSTA: UNIDADE DE TODOS<o:p><\/o:p><\/span><\/b><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\" class=\"MsoNormal\"><span style=\"color: black;\"><span style=\"\">&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; <\/span>N&atilde;o somos contra a participa&ccedil;&atilde;o de grupos ou partidos, pelo contr&aacute;rio, entendemos que s&atilde;o fundamentais para a organiza&ccedil;&atilde;o dos movimentos. O que n&atilde;o concordamos &eacute; que se coloquem acima do movimento, procurando adapt&aacute;-lo aos interesses desse ou daquele partido\/grupo. O movimento &eacute; um espa&ccedil;o de opini&otilde;es, de debates para encontrar o melhor caminho para a luta e as conquistas. &Eacute; no movimento que melhor podemos exercitar a verdadeira democracia dos explorados e esta pressup&otilde;e uma conviv&ecirc;ncia pac&iacute;fica entre os que <span class=\"GramE\">pensam diferente<\/span>. Todo esse quadro nos coloca o desafio de sermos capazes de construirmos processos unit&aacute;rios para enfrentar o governo e sua pol&iacute;tica econ&ocirc;mica.<o:p><\/o:p><\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\" class=\"MsoNormal\"><span style=\"color: black;\"><span style=\"\">&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; <\/span>A unidade &eacute; necess&aacute;ria e condi&ccedil;&atilde;o para qualquer possibilidade de vit&oacute;ria, principalmente porque a burguesia tem se mostrado bastante coesa em torno dessa pol&iacute;tica e contra inimigo unido s&oacute; unidos e organizados <span class=\"GramE\">poderemos ter<\/span> alguma chance de impor uma derrota ao governo. No momento atual h&aacute; v&aacute;rias demandas: a luta contra as reformas Sindical, Trabalhista e Universit&aacute;ria e as lutas locais.<o:p><\/o:p><\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\" class=\"MsoNormal\"><span style=\"color: black;\"><span style=\"\">&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; <\/span>Para cada luta h&aacute; reivindica&ccedil;&otilde;es espec&iacute;ficas. Mas n&atilde;o podemos perder de vista a necessidade de um programa mais geral e que possa servir de base para as lutas unit&aacute;rias. Cremos que desse programa m&iacute;nimo deve constar pontos como: retirada imediata dos projetos de lei das reformas trabalhista, sindical e universit&aacute;ria, o n&atilde;o pagamento da d&iacute;vida externa e interna, reforma agr&aacute;ria e urbana sob controle dos trabalhadores, controle oper&aacute;rio das empresas que demitirem ou fecharem, redu&ccedil;&atilde;o da jornada de trabalho para 36 horas sem redu&ccedil;&atilde;o dos sal&aacute;rios, <span class=\"SpellE\">reestatiza&ccedil;&atilde;o<\/span> das empresas que foram privatizadas e a estatiza&ccedil;&atilde;o de todo o sistema financeiro e que ambos fiquem sob o controle dos trabalhadores, entre outros.<o:p><\/o:p><\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\" class=\"MsoNormal\"><span style=\"color: black;\"><span style=\"\">&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; <\/span>Esses encontros, para se legitimarem, devem apontar para f&oacute;runs unit&aacute;rios, com a participa&ccedil;&atilde;o de todos aqueles que est&atilde;o contra as reformas e as medidas do governo Lula. Por isso defendemos a realiza&ccedil;&atilde;o de um Encontro Nacional Unit&aacute;rio (estudantes, trabalhadores, desempregados, etc) para organizar a luta contra as reformas e a pol&iacute;tica econ&ocirc;mica do governo Lula. Essa tarefa &eacute; necess&aacute;ria e urgente.<o:p><\/o:p><\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\" class=\"MsoNormal\"><span style=\"color: black;\"><span style=\"\">&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; <\/span>Os encontros que est&atilde;o se realizando no ABC s&atilde;o um passo importante nesse sentido, porque ocorrem de forma unit&aacute;ria, com a participa&ccedil;&atilde;o de todas as correntes que atuam no movimento da regi&atilde;o e, a partir desse sucesso, podemos fazer um chamado para a realiza&ccedil;&atilde;o de encontros unificados.<o:p><\/o:p><\/span><\/p>\n<p><span style=\"color: black;\"><span style=\"\">&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; <\/span>Como resultado dos encontros j&aacute; realizados surgiram o CONLUTAS e o CONLUTE que entendemos como iniciativas importantes, que devem fazer um esfor&ccedil;o para alcan&ccedil;ar o m&aacute;ximo de trabalhadores e estudantes, unidade essa que est&aacute; acima desses f&oacute;runs. Assim, para come&ccedil;ar, estamos defendendo que o CONLUTE e o CONLUTAS realizem uma plen&aacute;ria no ABC para discutir uma atua&ccedil;&atilde;o nesse processo, ou seja, esses f&oacute;runs precisam superar o limite que imp&otilde;e a si mesmo ao querer ser um espa&ccedil;o de uma &uacute;nica corrente.<\/span><\/p>\n","protected":false},"author":3,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[3],"tags":[],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.espacosocialista.org\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/148"}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.espacosocialista.org\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.espacosocialista.org\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.espacosocialista.org\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/users\/3"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.espacosocialista.org\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=148"}],"version-history":[{"count":3,"href":"https:\/\/www.espacosocialista.org\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/148\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":615,"href":"https:\/\/www.espacosocialista.org\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/148\/revisions\/615"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.espacosocialista.org\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=148"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.espacosocialista.org\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=148"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.espacosocialista.org\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=148"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}