{"id":151,"date":"2009-02-25T12:34:52","date_gmt":"2009-02-25T15:34:52","guid":{"rendered":"http:\/\/espacosocialista.org\/?q=node\/151"},"modified":"2013-01-19T17:45:22","modified_gmt":"2013-01-19T19:45:22","slug":"boletim-10-unidade-da-esquerda-so-no-1o-de-maio","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.espacosocialista.org\/portal\/2009\/02\/boletim-10-unidade-da-esquerda-so-no-1o-de-maio\/","title":{"rendered":"Boletim 10 &#8211; Unidade da Esquerda&#8230; s\u00f3 no 1\u00ba de maio?"},"content":{"rendered":"<h1 align=\"right\" style=\"text-align: right;\"><span style=\"font-size: 16pt; font-weight: normal;\">Boletim N&ordm; 10 &#8211; Maio de 2006.<o:p><\/o:p><\/span><\/h1>\n<p class=\"style='layout-grid-mode:char;mso-layout-grid-align:none'\"><b style=\"\"><span style=\"font-size: 20pt; font-family: Arial;\"><o:p>&nbsp;<\/o:p><\/span><\/b><\/p>\n<p style=\"text-align: center;\" class=\"align=center\"><b style=\"\"><span style=\"font-size: 20pt; font-family: Arial;\">UNIDADE DA ESQUERDA&#8230; S&Oacute; NO 1&ordm; DE MAIO??!<o:p><\/o:p><\/span><\/b><\/p>\n<p none=\"\" class=\"style='text-align:justify;layout-grid-mode:char;mso-layout-grid-align:\"><span style=\"font-family: Arial;\"><o:p>&nbsp;<\/o:p><\/span><\/p>\n<p>Ganhe Lula ou Alckmin, o projeto pol&iacute;tico-econ&ocirc;mico imperialista da burguesia <span class=\"SpellE\">brasileira\/internacional<\/span> ser&aacute; mantido. Desde a implanta&ccedil;&atilde;o do Plano Real a cat&aacute;strofe social se ampliou. Em 2007, novos ataques vir&atilde;o: <span class=\"GramE\">Reformas Sindical e Trabalhista, 3&ordf; Reforma<\/span> da Previd&ecirc;ncia, aumento da taxa de juros, desemprego, etc.<\/p>\n<p>&Eacute; urgente o m&aacute;ximo de esfor&ccedil;os para a unifica&ccedil;&atilde;o da esquerda a fim de apresentar aos trabalhadores uma alternativa UNIT&Aacute;RIA, pelo menos nos pontos em que todos dizem ter acordo, como: unifica&ccedil;&atilde;o das lutas, programa m&iacute;nimo <span class=\"SpellE\">anticapitalista<\/span>, um calend&aacute;rio de lutas e uma Frente nas Elei&ccedil;&otilde;es. S&atilde;o pr&eacute;-requisitos &oacute;bvios para que os explorados e oprimidos possam bancar uma resist&ecirc;ncia eficaz e, possivelmente, uma reviravolta na situa&ccedil;&atilde;o. Sem um bloco unit&aacute;rio da vanguarda e das massas, at&eacute; mesmo movimentos explosivos tendem a se dispersar. Essa &eacute; a principal li&ccedil;&atilde;o das rebeli&otilde;es sociais ocorridas nos &uacute;ltimos anos na Am&eacute;rica Latina.<\/p>\n<p>Infelizmente, esse &eacute; o limite das correntes tradicionais da esquerda. Todas as organiza&ccedil;&otilde;es defendem formalmente a bandeira da unidade, mas na <span class=\"GramE\">pr&aacute;tica o<\/span> que vemos &eacute; bem diferente. O fato de encararem a <i>sua constru&ccedil;&atilde;o<\/i> e as disputas pelos aparatos eleitorais ou sindicais como fins em si mesmos, cria uma contradi&ccedil;&atilde;o entre os interesses dessas organiza&ccedil;&otilde;es e os do movimento de conjunto, impedindo a unidade t&atilde;o necess&aacute;ria.<\/p>\n<p><span style=\"font-size: 12pt; font-family: Arial;\"><br clear=\"all\" style=\"page-break-before: auto;\" \/><br \/>\n<\/span><\/p>\n<p none=\"\" class=\"style='text-align:justify;layout-grid-mode:char;mso-layout-grid-align:\"><span style=\"font-family: Arial;\"><o:p>&nbsp;<\/o:p><\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: center;\" class=\"align=center\"><b style=\"\"><span style=\"font-size: 14pt; font-family: Arial;\">AMBI&Ccedil;&Otilde;ES ELEITORAIS DO PSOL MINAM FRENTE <span class=\"SpellE\">CLASSISTA\/SOCIALISTA<\/span> NAS ELEI&Ccedil;&Otilde;ES<o:p><\/o:p><\/span><\/b><\/p>\n<p><span style=\"font-size: 14pt; font-family: Arial;\"><br clear=\"all\" style=\"page-break-before: auto;\" \/><br \/>\n<\/span><\/p>\n<p>De um lado temos o PSOL com a candidata Heloisa Helena &agrave; presid&ecirc;ncia, embriagados com os 6% das inten&ccedil;&otilde;es de voto. Este partido teria a maior responsabilidade de impulsionar uma Frente Classista e Socialista nas Lutas e nas Elei&ccedil;&otilde;es.<\/p>\n<p none=\"\" class=\"style='text-align:justify;layout-grid-mode:char;mso-layout-grid-align:\"><span style=\"font-family: Arial;\">Do ponto de vista do movimento, ter&iacute;amos um avan&ccedil;o na consci&ecirc;ncia, unidade e organiza&ccedil;&atilde;o de um setor da classe e da vanguarda visando os enfrentamentos de agora (campanhas salariais, etc) e de 2007, o que significaria sem d&uacute;vida um salto de qualidade.<o:p><\/o:p><\/span><\/p>\n<p none=\"\" class=\"style='text-align:justify;layout-grid-mode:char;mso-layout-grid-align:\"><span style=\"font-family: Arial;\">Mas o PSOL priorizou as negocia&ccedil;&otilde;es com partidos burgueses como o PDT, PSB, PV que naufragaram devido <span class=\"GramE\">&agrave;<\/span> <span class=\"SpellE\">Verticaliza&ccedil;&atilde;o<\/span> que obriga uma pol&iacute;tica &uacute;nica de alian&ccedil;as em todo o pa&iacute;s.<o:p><\/o:p><\/span><\/p>\n<p none=\"\" class=\"style='text-align:justify;layout-grid-mode:char;mso-layout-grid-align:\"><span style=\"font-family: Arial;\">Apesar de in&uacute;meros chamados do PSTU e outras organiza&ccedil;&otilde;es, o PSOL se negou a apresentar, uma proposta democr&aacute;tica para a forma&ccedil;&atilde;o dessa Frente. Ao contr&aacute;rio, agiu de forma unilateral em todas as defini&ccedil;&otilde;es da campanha, como o programa e a escolha dos candidatos. A gota d&rsquo;&aacute;gua, que parece complicar de vez a Frente, foi <span class=\"GramE\">a<\/span> escolha unilateral pelo PSOL do candidato a vice-presidente, C&eacute;sar Benjamin <o:p><\/o:p><\/span><\/p>\n<p none=\"\" class=\"style='text-align:justify;layout-grid-mode:char;mso-layout-grid-align:\"><span style=\"font-family: Arial;\">O PSOL defende <span class=\"GramE\">um programa nacional-desenvolvimentista, restrito aos marcos do capitalismo e da democracia burguesa<\/span>. Para a estrat&eacute;gia do PSOL, uma frente com o PSTU e demais agrupamentos socialistas e revolucion&aacute;rios significaria um perfil mais radical de campanha, o que poderia levar a uma diminui&ccedil;&atilde;o dos votos e prejudicar sua pr&oacute;pria constru&ccedil;&atilde;o. <o:p><\/o:p><\/span><\/p>\n<p none=\"\" class=\"style='text-align:justify;layout-grid-mode:char;mso-layout-grid-align:\"><span style=\"font-family: Arial;\">Se esse curso n&atilde;o for revertido, o PSOL se tornar&aacute; o principal respons&aacute;vel pela n&atilde;o exist&ecirc;ncia de uma Frente Classista e Socialista nestas Elei&ccedil;&otilde;es de 2006.<o:p><\/o:p><\/span><\/p>\n<p none=\"\" class=\"style='text-align:justify;layout-grid-mode:char;mso-layout-grid-align:\"><span style=\"font-family: Arial;\">&Eacute; lament&aacute;vel que um <span class=\"GramE\">partido que desperta simpatia<\/span> em setores da vanguarda esteja impregnado por essa adapta&ccedil;&atilde;o &agrave; l&oacute;gica dos resultados eleitorais, mesmo depois de tudo o que aconteceu na trajet&oacute;ria do PT. <o:p><\/o:p><\/span><\/p>\n<p none=\"\" class=\"style='text-align:justify;layout-grid-mode:char;mso-layout-grid-align:\"><span style=\"font-family: Arial;\">Uma participa&ccedil;&atilde;o socialista nas elei&ccedil;&otilde;es nunca deveria significar adapta&ccedil;&atilde;o &agrave; l&oacute;gica da democracia burguesa, de eleger mais candidatos &agrave;s custas do rebaixamento do programa e das alian&ccedil;as. Ao contr&aacute;rio, participar das elei&ccedil;&otilde;es s&oacute; tem sentido se servir para impulsionar as lutas, denunciar que as elei&ccedil;&otilde;es burguesas n&atilde;o v&atilde;o resolver os problemas dos trabalhadores e apresentar um programa socialista. <o:p><\/o:p><\/span><\/p>\n<p none=\"\" class=\"style='text-align:justify;layout-grid-mode:char;mso-layout-grid-align:\"><span style=\"font-family: Arial;\">Outro fato que demonstra que o PSOL continua preso &agrave; &ldquo;cultura petista&rdquo; &eacute; que sua dire&ccedil;&atilde;o resolveu alterar, mesmo contra protestos dos grupos de oposi&ccedil;&atilde;o e de base, o car&aacute;ter de seu Congresso a ser realizado no primeiro semestre e que <span class=\"SpellE\">iria<\/span> discutir Programa e Concep&ccedil;&atilde;o do Partido. Agora haver&aacute; uma Confer&ecirc;ncia, onde ser&atilde;o discutidos apenas os eixos da campanha eleitoral, as alian&ccedil;as e a campanha de 2006. As discuss&otilde;es de concep&ccedil;&atilde;o n&atilde;o ser&atilde;o feitas.<o:p><\/o:p><\/span><\/p>\n<p none=\"\" class=\"style='text-align:justify;layout-grid-mode:char;mso-layout-grid-align:\"><span style=\"font-family: Arial;\">&Eacute; verdade que, quando houve o lan&ccedil;amento do PSOL, o PSTU chamou sua milit&acirc;ncia e ativistas pr&oacute;ximos a n&atilde;o assinarem as listas para a legaliza&ccedil;&atilde;o do PSOL, uma atitude claramente sect&aacute;ria. Independente das diverg&ecirc;ncias, tratava-se de um partido de trabalhadores e de esquerda lutando para se legalizar, contra as exig&ecirc;ncias de um estado burgu&ecirc;s. Era uma quest&atilde;o democr&aacute;tica que o PSTU levou para o lado do revanchismo. Mas isso n&atilde;o justifica que a dire&ccedil;&atilde;o do PSOL queira usar desse fato para incitar sua milit&acirc;ncia contra uma Frente com o PSTU. Os interesses particulares das organiza&ccedil;&otilde;es n&atilde;o podem se sobrepor ao interesse geral do movimento. <o:p><\/o:p><\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-size: 12pt; font-family: Arial;\"><br clear=\"all\" style=\"page-break-before: auto;\" \/><br \/>\n<\/span><\/p>\n<p none=\"\" class=\"style='text-align:justify;layout-grid-mode:char;mso-layout-grid-align:\"><span style=\"font-family: Arial;\"><o:p>&nbsp;<\/o:p><\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: center;\" class=\"align=center\"><b style=\"\"><span style=\"font-size: 14pt; font-family: Arial;\">POL&Iacute;TICA &ldquo;CAPENGA&rdquo; DO PSTU TAMB&Eacute;M DIFICULTA UNIDADE NAS LUTAS<o:p><\/o:p><\/span><\/b><\/p>\n<p none=\"\" class=\"style='text-align:justify;layout-grid-mode:char;mso-layout-grid-align:\"><span style=\"font-family: Arial;\"><span style=\"\">&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; <\/span>No terreno das lutas concretas e da reorganiza&ccedil;&atilde;o sindical, tampouco a situa&ccedil;&atilde;o de fragmenta&ccedil;&atilde;o &eacute; diferente. Prevalece a disputa de projetos particulares sem que haja uma proposta de unidade m&iacute;nima.<o:p><\/o:p><\/span><\/p>\n<p none=\"\" class=\"style='text-align:justify;layout-grid-mode:char;mso-layout-grid-align:\"><span style=\"font-family: Arial;\">Vimos acima que o PSTU apareceu como um dos maiores defensores da Frente Classista e Socialista nas Lutas e nas Elei&ccedil;&otilde;es, propondo inclusive uma Conven&ccedil;&atilde;o para deliberar o programa e as candidaturas da Frente.<o:p><\/o:p><\/span><\/p>\n<p none=\"\" class=\"style='text-align:justify;layout-grid-mode:char;mso-layout-grid-align:\"><span style=\"font-family: Arial;\">No entanto, quando passamos para o terreno das lutas e da reorganiza&ccedil;&atilde;o sindical, estudantil e popular, a preocupa&ccedil;&atilde;o do PSTU com a unidade revela-se bastante parcial, pois at&eacute; agora <span class=\"GramE\">recusa-se<\/span> a qualquer proposta de um f&oacute;rum maior, que busque uma unidade m&iacute;nima entre a CONLUTAS, Assembl&eacute;ia Popular e demais grupos ativistas. Sem essa unidade m&iacute;nima dos v&aacute;rios setores, todos ficamos enfraquecidos para levar adiante as campanhas salariais, a luta contra o desemprego, pelo sal&aacute;rio m&iacute;nimo do DIEESE, pelo n&atilde;o pagamento das d&iacute;vidas <span class=\"SpellE\">externa\/interna<\/span>, etc.<o:p><\/o:p><\/span><\/p>\n<p none=\"\" class=\"style='text-align:justify;layout-grid-mode:char;mso-layout-grid-align:\"><span style=\"font-family: Arial;\">A pr&eacute;-condi&ccedil;&atilde;o colocada pelo PSTU &agrave;s demais organiza&ccedil;&otilde;es e aos sindicatos para que haja a unidade tem sido a ruptura com a CUT e o ingresso na CONLUTAS&#8230;Mas essa pr&eacute;-condi&ccedil;&atilde;o n&atilde;o pode ser colocada no caso de uma unidade m&iacute;nima no terreno das lutas! Temos ent&atilde;o uma pol&iacute;tica capenga, correta no aspecto das elei&ccedil;&otilde;es, <span class=\"SpellE\">autoproclamat&oacute;ria<\/span> no terreno das lutas sindicais e dos movimentos sociais.<o:p><\/o:p><\/span><\/p>\n<p none=\"\" class=\"style='text-align:justify;layout-grid-mode:char;mso-layout-grid-align:\"><span style=\"font-family: Arial;\">Salientamos esse problema n&atilde;o porque sejamos contra a constru&ccedil;&atilde;o da CONLUTAS, pelo contr&aacute;rio. Nos dias 5, 6, e 7 de maio estaremos em Sumar&eacute; participando do CONAT, pois &eacute; um m&eacute;rito que a CONLUTAS tenha se consolidado como o p&oacute;lo mais din&acirc;mico de alternativa &agrave; CUT. <o:p><\/o:p><\/span><\/p>\n<p none=\"\" class=\"style='text-align:justify;layout-grid-mode:char;mso-layout-grid-align:\"><span style=\"font-family: Arial;\">No entanto, n&atilde;o podemos negar o fato de que a constru&ccedil;&atilde;o da CONLUTAS ainda abarca um setor minorit&aacute;rio de trabalhadores e lutadores. <span class=\"GramE\">A maioria dos sindicatos ainda est&aacute; filiado &agrave; CUT<\/span>; alguns j&aacute; se <span class=\"SpellE\">desfiliaram<\/span>, mas tampouco j&aacute; entraram na CONLUTAS.<o:p><\/o:p><\/span><\/p>\n<p none=\"\" class=\"style='text-align:justify;layout-grid-mode:char;mso-layout-grid-align:\"><span style=\"font-family: Arial;\">Nesse sentido, &eacute; de fundamental import&acirc;ncia &#8211; at&eacute; para ganhar a confian&ccedil;a dos setores que ainda est&atilde;o na CONLUTAS &#8211; que esta tenha uma pol&iacute;tica de unidade maior entre os lutadores que n&atilde;o se renderam <span class=\"GramE\">&agrave;<\/span> coopta&ccedil;&atilde;o governista e aos ditames do capital, sem impor a condi&ccedil;&atilde;o sect&aacute;ria e artificial de que j&aacute; tenham rompido com a CUT e estejam na CONLUTAS.<o:p><\/o:p><\/span><\/p>\n<p none=\"\" class=\"style='text-align:justify;layout-grid-mode:char;mso-layout-grid-align:\"><span style=\"font-family: Arial;\">Temos que entender que o processo de ruptura com o PT e a CUT e de <span class=\"SpellE\">recomposi&ccedil;&atilde;o\/reorganiza&ccedil;&atilde;o<\/span> do movimento dos trabalhadores possui um ritmo lento e desigual pelo fato de ainda n&atilde;o ter ocorrido um <span class=\"SpellE\">ascenso<\/span> como nos anos 70 e 80. N&atilde;o levar esse poderoso fator objetivo em conta provoca atitudes <span class=\"SpellE\">autoproclamat&oacute;rias<\/span> e sect&aacute;rias, fazendo com que os trabalhadores permane&ccedil;am sem uma refer&ecirc;ncia maior, capaz de organizar, pelo menos, a resist&ecirc;ncia aos ataques do capital.<o:p><\/o:p><\/span><\/p>\n<p none=\"\" class=\"style='text-align:justify;layout-grid-mode:char;mso-layout-grid-align:\"><span style=\"font-family: Arial;\">Todas as iniciativas de reorganiza&ccedil;&atilde;o devem ser apoiadas, mas ao mesmo tempo &eacute; preciso humildade, pois nenhum setor teve ainda sua pol&iacute;tica provada e confirmada na luta de classes a ponto de poder afirmar que j&aacute; tem todas as respostas certas. A pol&iacute;tica de unidade, em base &agrave; democracia dos trabalhadores &eacute; central nessa etapa em que estamos, se queremos nos preservar e crescer enquanto esquerda socialista.<o:p><\/o:p><\/span><\/p>\n<p none=\"\" class=\"style='text-align:justify;layout-grid-mode:char;mso-layout-grid-align:\"><span style=\"font-family: Arial;\">O governo deve antecipar partes da Reforma Trabalhista j&aacute;, para este ano. N&oacute;s vamos ficar olhando e fazendo apenas campanha eleitoral? Como v&atilde;o ficar as campanhas salariais de setembro? E a nova rodada de Reformas pretendidas pelo capital em 2007? Vamos deixar para come&ccedil;ar a den&uacute;ncia e a mobiliza&ccedil;&atilde;o em cima da hora?<o:p><\/o:p><\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-size: 12pt; font-family: Arial;\"><br clear=\"all\" style=\"page-break-before: auto;\" \/><br \/>\n<\/span><\/p>\n<p none=\"\" class=\"style='text-align:justify;layout-grid-mode:char;mso-layout-grid-align:\"><span style=\"font-family: Arial;\"><o:p>&nbsp;<\/o:p><\/span><\/p>\n<p none=\"\" class=\"style='text-align:justify;layout-grid-mode:char;mso-layout-grid-align:\"><span style=\"font-family: Arial;\"><o:p>&nbsp;<\/o:p><\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: center;\" class=\"align=center\"><b style=\"\"><span style=\"font-size: 14pt; font-family: Arial;\">DEFENDA CONOSCO UMA PLEN&Aacute;RIA CLASSISTA E SOCIALISTA<o:p><\/o:p><\/span><\/b><\/p>\n<p none=\"\" class=\"style='text-align:justify;layout-grid-mode:char;mso-layout-grid-align:\"><span style=\"font-family: Arial;\">N&oacute;s do Espa&ccedil;o Socialista chamamos a todos os ativistas a lutarem em todos os F&oacute;runs do movimento, especialmente no CONAT, (05, 06 e 07 de maio) para que seja <span class=\"GramE\">aprovada uma Plen&aacute;ria ou Encontro Nacional Classista e Socialista no m&aacute;ximo<\/span> para o in&iacute;cio do 2&deg; semestre. Essa Plen&aacute;ria ou Encontro seria uma forma concreta e democr&aacute;tica de aprovar um Programa M&iacute;nimo Socialista e um Calend&aacute;rio Unificado de Lutas pelos interesses imediatos e gerais da classe trabalhadora. Podem ser realizadas discuss&otilde;es preparat&oacute;rias nos sindicatos, associa&ccedil;&otilde;es, DCE&rsquo;s, Gr&ecirc;mios, etc. <o:p><\/o:p><\/span><\/p>\n<p none=\"\" class=\"style='text-align:justify;layout-grid-mode:char;mso-layout-grid-align:\"><span style=\"font-family: Arial;\">Como sugest&atilde;o para o debate, apresentamos uma proposta de Programa M&iacute;nimo a ser aprovado por essa Plen&aacute;ria Classista e Socialista e apresentado aos trabalhadores.<o:p><\/o:p><\/span><\/p>\n<p none=\"\" class=\"style='text-align:justify;layout-grid-mode:char;mso-layout-grid-align:\"><span style=\"font-family: Arial;\">&#8211; Combater as reformas <span class=\"GramE\">sindical e trabalhista, apresentando nesse momento um Programa que represente uma sa&iacute;da para a situa&ccedil;&atilde;o do conjunto dos trabalhadores<\/span> &ndash; inclusive os que j&aacute; n&atilde;o possuem direitos nem v&iacute;nculos formais e os que est&atilde;o desempregados:<o:p><\/o:p><\/span><\/p>\n<p none=\"\" class=\"style='text-align:justify;layout-grid-mode:char;mso-layout-grid-align:\"><span style=\"font-family: Arial;\">&#8211; Fim da informalidade: Carteira assinada para todos; Redu&ccedil;&atilde;o da jornada de trabalho sem redu&ccedil;&atilde;o dos sal&aacute;rios (por exemplo: para 36 h semanais ou menos), at&eacute; dividir o trabalho entre todos. Sal&aacute;rio m&iacute;nimo do DIEESE; Campanha unificada de reposi&ccedil;&atilde;o das perdas salariais;<o:p><\/o:p><\/span><\/p>\n<p none=\"\" class=\"style='text-align:justify;layout-grid-mode:char;mso-layout-grid-align:\"><span style=\"font-family: Arial;\">&#8211; N&atilde;o pagamento das D&iacute;vidas Externa e Interna e aplica&ccedil;&atilde;o desse dinheiro num Plano de Obras e Servi&ccedil;os P&uacute;blicos decididos pelos trabalhadores, gerando empregos e melhorando a sa&uacute;de e <span class=\"GramE\">educa&ccedil;&atilde;o p&uacute;blicas<\/span>;<o:p><\/o:p><\/span><\/p>\n<p none=\"\" class=\"style='text-align:justify;layout-grid-mode:char;mso-layout-grid-align:\"><span style=\"font-family: Arial;\">&#8211; Estatiza&ccedil;&atilde;o, sob controle dos trabalhadores, de todo o sistema financeiro, com redu&ccedil;&atilde;o dr&aacute;stica das taxas de juros; <span class=\"SpellE\">Reestatiza&ccedil;&atilde;o<\/span> de todas as empresas privatizadas, sob gest&atilde;o dos trabalhadores e imediata readmiss&atilde;o de todos os que foram demitidos;<o:p><\/o:p><\/span><\/p>\n<p none=\"\" class=\"style='text-align:justify;layout-grid-mode:char;mso-layout-grid-align:\"><span style=\"font-family: Arial;\">&#8211; Reforma agr&aacute;ria radical sob o controle dos trabalhadores; Que o agro-neg&oacute;cio seja transformado em propriedade coletiva sob gest&atilde;o dos trabalhadores;<o:p><\/o:p><\/span><\/p>\n<p none=\"\" class=\"style='text-align:justify;layout-grid-mode:char;mso-layout-grid-align:\"><span style=\"font-family: Arial;\">&#8211; Reforma urbana com a desapropria&ccedil;&atilde;o de todas as &aacute;reas ociosas e grandes propriedades para a constru&ccedil;&atilde;o de moradias para os trabalhadores sem-teto;<o:p><\/o:p><\/span><\/p>\n<p none=\"\" class=\"style='text-align:justify;layout-grid-mode:char;mso-layout-grid-align:\"><span style=\"font-family: Arial;\">&#8211; Universidade P&uacute;blica e Gratuita para os trabalhadores; Por um governo dos trabalhadores subordinado aos seus organismos de base;<o:p><\/o:p><\/span><\/p>\n<p none=\"\" class=\"style='text-align:justify;layout-grid-mode:char;mso-layout-grid-align:\"><span style=\"font-family: Arial;\">&#8211; Transforma&ccedil;&atilde;o dos meios de produ&ccedil;&atilde;o da riqueza social em propriedade coletiva e sob o controle e a gest&atilde;o dos trabalhadores; Por uma sociedade socialista.<o:p><\/o:p><\/span><\/p>\n<p none=\"\" class=\"style='text-align:justify;layout-grid-mode:char;mso-layout-grid-align:\"><span style=\"font-family: Arial;\"><o:p>&nbsp;<\/o:p><\/span><\/p>\n<p><b style=\"\"><i style=\"\"><span style=\"font-family: Arial;\">Espa&ccedil;o Socialista, maio de 2006.<\/span><\/i><\/b><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<h1 align=\"right\" style=\"text-align: right;\"><span style=\"font-size: 16pt; font-weight: normal;\">Boletim N&ordm; 10 &#8211; Maio de 2006.<o:p><\/o:p><\/span><\/h1>\n<p class=\"style='layout-grid-mode:char;mso-layout-grid-align:none'\"><b style=\"\"><span style=\"font-size: 20pt; font-family: Arial;\"><o:p>&nbsp;<\/o:p><\/span><\/b><\/p>\n<p style=\"text-align: center;\" class=\"align=center\"><b style=\"\"><span style=\"font-size: 20pt; font-family: Arial;\">UNIDADE DA ESQUERDA&#8230; S&Oacute; NO 1&ordm; DE MAIO??!<o:p><\/o:p><\/span><\/b><\/p>\n<p none=\"\" class=\"style='text-align:justify;layout-grid-mode:char;mso-layout-grid-align:\"><span style=\"font-family: Arial;\"><o:p>&nbsp;<\/o:p><\/span><\/p>\n<p>Ganhe Lula ou Alckmin, o projeto pol&iacute;tico-econ&ocirc;mico imperialista da burguesia <span class=\"SpellE\">brasileira\/internacional<\/span> ser&aacute; mantido. Desde a implanta&ccedil;&atilde;o do Plano Real a cat&aacute;strofe social se ampliou. Em 2007, novos ataques vir&atilde;o: <span class=\"GramE\">Reformas Sindical e Trabalhista, 3&ordf; Reforma<\/span> da Previd&ecirc;ncia, aumento da taxa de juros, desemprego, etc.<\/p>\n<p>&Eacute; urgente o m&aacute;ximo de esfor&ccedil;os para a unifica&ccedil;&atilde;o da esquerda a fim de apresentar aos trabalhadores uma alternativa UNIT&Aacute;RIA, pelo menos nos pontos em que todos dizem ter acordo, como: unifica&ccedil;&atilde;o das lutas, programa m&iacute;nimo <span class=\"SpellE\">anticapitalista<\/span>, um calend&aacute;rio de lutas e uma Frente nas Elei&ccedil;&otilde;es. S&atilde;o pr&eacute;-requisitos &oacute;bvios para que os explorados e oprimidos possam bancar uma resist&ecirc;ncia eficaz e, possivelmente, uma reviravolta na situa&ccedil;&atilde;o. Sem um bloco unit&aacute;rio da vanguarda e das massas, at&eacute; mesmo movimentos explosivos tendem a se dispersar. Essa &eacute; a principal li&ccedil;&atilde;o das rebeli&otilde;es sociais ocorridas nos &uacute;ltimos anos na Am&eacute;rica Latina.<\/p>\n<p>Infelizmente, esse &eacute; o limite das correntes tradicionais da esquerda. Todas as organiza&ccedil;&otilde;es defendem formalmente a bandeira da unidade, mas na <span class=\"GramE\">pr&aacute;tica o<\/span> que vemos &eacute; bem diferente. O fato de encararem a <i>sua constru&ccedil;&atilde;o<\/i> e as disputas pelos aparatos eleitorais ou sindicais como fins em si mesmos, cria uma contradi&ccedil;&atilde;o entre os interesses dessas organiza&ccedil;&otilde;es e os do movimento de conjunto, impedindo a unidade t&atilde;o necess&aacute;ria.<\/p>\n<p><span style=\"font-size: 12pt; font-family: Arial;\"><br clear=\"all\" style=\"page-break-before: auto;\" \/><br \/>\n<\/span><\/p>\n<p none=\"\" class=\"style='text-align:justify;layout-grid-mode:char;mso-layout-grid-align:\"><span style=\"font-family: Arial;\"><o:p>&nbsp;<\/o:p><\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: center;\" class=\"align=center\"><b style=\"\"><span style=\"font-size: 14pt; font-family: Arial;\">AMBI&Ccedil;&Otilde;ES ELEITORAIS DO PSOL MINAM FRENTE <span class=\"SpellE\">CLASSISTA\/SOCIALISTA<\/span> NAS ELEI&Ccedil;&Otilde;ES<o:p><\/o:p><\/span><\/b><\/p>\n<p><span style=\"font-size: 14pt; font-family: Arial;\"><br clear=\"all\" style=\"page-break-before: auto;\" \/><br \/>\n<\/span><\/p>\n<p>De um lado temos o PSOL com a candidata Heloisa Helena &agrave; presid&ecirc;ncia, embriagados com os 6% das inten&ccedil;&otilde;es de voto. Este partido teria a maior responsabilidade de impulsionar uma Frente Classista e Socialista nas Lutas e nas Elei&ccedil;&otilde;es.<\/p>\n<p none=\"\" class=\"style='text-align:justify;layout-grid-mode:char;mso-layout-grid-align:\"><span style=\"font-family: Arial;\">Do ponto de vista do movimento, ter&iacute;amos um avan&ccedil;o na consci&ecirc;ncia, unidade e organiza&ccedil;&atilde;o de um setor da classe e da vanguarda visando os enfrentamentos de agora (campanhas salariais, etc) e de 2007, o que significaria sem d&uacute;vida um salto de qualidade.<o:p><\/o:p><\/span><\/p>\n<p none=\"\" class=\"style='text-align:justify;layout-grid-mode:char;mso-layout-grid-align:\"><span style=\"font-family: Arial;\">Mas o PSOL priorizou as negocia&ccedil;&otilde;es com partidos burgueses como o PDT, PSB, PV que naufragaram devido <span class=\"GramE\">&agrave;<\/span> <span class=\"SpellE\">Verticaliza&ccedil;&atilde;o<\/span> que obriga uma pol&iacute;tica &uacute;nica de alian&ccedil;as em todo o pa&iacute;s.<o:p><\/o:p><\/span><\/p>\n<p none=\"\" class=\"style='text-align:justify;layout-grid-mode:char;mso-layout-grid-align:\"><span style=\"font-family: Arial;\">Apesar de in&uacute;meros chamados do PSTU e outras organiza&ccedil;&otilde;es, o PSOL se negou a apresentar, uma proposta democr&aacute;tica para a forma&ccedil;&atilde;o dessa Frente. Ao contr&aacute;rio, agiu de forma unilateral em todas as defini&ccedil;&otilde;es da campanha, como o programa e a escolha dos candidatos. A gota d&rsquo;&aacute;gua, que parece complicar de vez a Frente, foi <span class=\"GramE\">a<\/span> escolha unilateral pelo PSOL do candidato a vice-presidente, C&eacute;sar Benjamin <o:p><\/o:p><\/span><\/p>\n<p none=\"\" class=\"style='text-align:justify;layout-grid-mode:char;mso-layout-grid-align:\"><span style=\"font-family: Arial;\">O PSOL defende <span class=\"GramE\">um programa nacional-desenvolvimentista, restrito aos marcos do capitalismo e da democracia burguesa<\/span>. Para a estrat&eacute;gia do PSOL, uma frente com o PSTU e demais agrupamentos socialistas e revolucion&aacute;rios significaria um perfil mais radical de campanha, o que poderia levar a uma diminui&ccedil;&atilde;o dos votos e prejudicar sua pr&oacute;pria constru&ccedil;&atilde;o. <o:p><\/o:p><\/span><\/p>\n<p none=\"\" class=\"style='text-align:justify;layout-grid-mode:char;mso-layout-grid-align:\"><span style=\"font-family: Arial;\">Se esse curso n&atilde;o for revertido, o PSOL se tornar&aacute; o principal respons&aacute;vel pela n&atilde;o exist&ecirc;ncia de uma Frente Classista e Socialista nestas Elei&ccedil;&otilde;es de 2006.<o:p><\/o:p><\/span><\/p>\n<p none=\"\" class=\"style='text-align:justify;layout-grid-mode:char;mso-layout-grid-align:\"><span style=\"font-family: Arial;\">&Eacute; lament&aacute;vel que um <span class=\"GramE\">partido que desperta simpatia<\/span> em setores da vanguarda esteja impregnado por essa adapta&ccedil;&atilde;o &agrave; l&oacute;gica dos resultados eleitorais, mesmo depois de tudo o que aconteceu na trajet&oacute;ria do PT. <o:p><\/o:p><\/span><\/p>\n<p none=\"\" class=\"style='text-align:justify;layout-grid-mode:char;mso-layout-grid-align:\"><span style=\"font-family: Arial;\">Uma participa&ccedil;&atilde;o socialista nas elei&ccedil;&otilde;es nunca deveria significar adapta&ccedil;&atilde;o &agrave; l&oacute;gica da democracia burguesa, de eleger mais candidatos &agrave;s custas do rebaixamento do programa e das alian&ccedil;as. Ao contr&aacute;rio, participar das elei&ccedil;&otilde;es s&oacute; tem sentido se servir para impulsionar as lutas, denunciar que as elei&ccedil;&otilde;es burguesas n&atilde;o v&atilde;o resolver os problemas dos trabalhadores e apresentar um programa socialista. <o:p><\/o:p><\/span><\/p>\n<p none=\"\" class=\"style='text-align:justify;layout-grid-mode:char;mso-layout-grid-align:\"><span style=\"font-family: Arial;\">Outro fato que demonstra que o PSOL continua preso &agrave; &ldquo;cultura petista&rdquo; &eacute; que sua dire&ccedil;&atilde;o resolveu alterar, mesmo contra protestos dos grupos de oposi&ccedil;&atilde;o e de base, o car&aacute;ter de seu Congresso a ser realizado no primeiro semestre e que <span class=\"SpellE\">iria<\/span> discutir Programa e Concep&ccedil;&atilde;o do Partido. Agora haver&aacute; uma Confer&ecirc;ncia, onde ser&atilde;o discutidos apenas os eixos da campanha eleitoral, as alian&ccedil;as e a campanha de 2006. As discuss&otilde;es de concep&ccedil;&atilde;o n&atilde;o ser&atilde;o feitas.<o:p><\/o:p><\/span><\/p>\n<p none=\"\" class=\"style='text-align:justify;layout-grid-mode:char;mso-layout-grid-align:\"><span style=\"font-family: Arial;\">&Eacute; verdade que, quando houve o lan&ccedil;amento do PSOL, o PSTU chamou sua milit&acirc;ncia e ativistas pr&oacute;ximos a n&atilde;o assinarem as listas para a legaliza&ccedil;&atilde;o do PSOL, uma atitude claramente sect&aacute;ria. Independente das diverg&ecirc;ncias, tratava-se de um partido de trabalhadores e de esquerda lutando para se legalizar, contra as exig&ecirc;ncias de um estado burgu&ecirc;s. Era uma quest&atilde;o democr&aacute;tica que o PSTU levou para o lado do revanchismo. Mas isso n&atilde;o justifica que a dire&ccedil;&atilde;o do PSOL queira usar desse fato para incitar sua milit&acirc;ncia contra uma Frente com o PSTU. Os interesses particulares das organiza&ccedil;&otilde;es n&atilde;o podem se sobrepor ao interesse geral do movimento. <o:p><\/o:p><\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-size: 12pt; font-family: Arial;\"><br clear=\"all\" style=\"page-break-before: auto;\" \/><br \/>\n<\/span><\/p>\n<p none=\"\" class=\"style='text-align:justify;layout-grid-mode:char;mso-layout-grid-align:\"><span style=\"font-family: Arial;\"><o:p>&nbsp;<\/o:p><\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: center;\" class=\"align=center\"><b style=\"\"><span style=\"font-size: 14pt; font-family: Arial;\">POL&Iacute;TICA &ldquo;CAPENGA&rdquo; DO PSTU TAMB&Eacute;M DIFICULTA UNIDADE NAS LUTAS<o:p><\/o:p><\/span><\/b><\/p>\n<p none=\"\" class=\"style='text-align:justify;layout-grid-mode:char;mso-layout-grid-align:\"><span style=\"font-family: Arial;\"><span style=\"\">&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; <\/span>No terreno das lutas concretas e da reorganiza&ccedil;&atilde;o sindical, tampouco a situa&ccedil;&atilde;o de fragmenta&ccedil;&atilde;o &eacute; diferente. Prevalece a disputa de projetos particulares sem que haja uma proposta de unidade m&iacute;nima.<o:p><\/o:p><\/span><\/p>\n<p none=\"\" class=\"style='text-align:justify;layout-grid-mode:char;mso-layout-grid-align:\"><span style=\"font-family: Arial;\">Vimos acima que o PSTU apareceu como um dos maiores defensores da Frente Classista e Socialista nas Lutas e nas Elei&ccedil;&otilde;es, propondo inclusive uma Conven&ccedil;&atilde;o para deliberar o programa e as candidaturas da Frente.<o:p><\/o:p><\/span><\/p>\n<p none=\"\" class=\"style='text-align:justify;layout-grid-mode:char;mso-layout-grid-align:\"><span style=\"font-family: Arial;\">No entanto, quando passamos para o terreno das lutas e da reorganiza&ccedil;&atilde;o sindical, estudantil e popular, a preocupa&ccedil;&atilde;o do PSTU com a unidade revela-se bastante parcial, pois at&eacute; agora <span class=\"GramE\">recusa-se<\/span> a qualquer proposta de um f&oacute;rum maior, que busque uma unidade m&iacute;nima entre a CONLUTAS, Assembl&eacute;ia Popular e demais grupos ativistas. Sem essa unidade m&iacute;nima dos v&aacute;rios setores, todos ficamos enfraquecidos para levar adiante as campanhas salariais, a luta contra o desemprego, pelo sal&aacute;rio m&iacute;nimo do DIEESE, pelo n&atilde;o pagamento das d&iacute;vidas <span class=\"SpellE\">externa\/interna<\/span>, etc.<o:p><\/o:p><\/span><\/p>\n<p none=\"\" class=\"style='text-align:justify;layout-grid-mode:char;mso-layout-grid-align:\"><span style=\"font-family: Arial;\">A pr&eacute;-condi&ccedil;&atilde;o colocada pelo PSTU &agrave;s demais organiza&ccedil;&otilde;es e aos sindicatos para que haja a unidade tem sido a ruptura com a CUT e o ingresso na CONLUTAS&#8230;Mas essa pr&eacute;-condi&ccedil;&atilde;o n&atilde;o pode ser colocada no caso de uma unidade m&iacute;nima no terreno das lutas! Temos ent&atilde;o uma pol&iacute;tica capenga, correta no aspecto das elei&ccedil;&otilde;es, <span class=\"SpellE\">autoproclamat&oacute;ria<\/span> no terreno das lutas sindicais e dos movimentos sociais.<o:p><\/o:p><\/span><\/p>\n<p none=\"\" class=\"style='text-align:justify;layout-grid-mode:char;mso-layout-grid-align:\"><span style=\"font-family: Arial;\">Salientamos esse problema n&atilde;o porque sejamos contra a constru&ccedil;&atilde;o da CONLUTAS, pelo contr&aacute;rio. Nos dias 5, 6, e 7 de maio estaremos em Sumar&eacute; participando do CONAT, pois &eacute; um m&eacute;rito que a CONLUTAS tenha se consolidado como o p&oacute;lo mais din&acirc;mico de alternativa &agrave; CUT. <o:p><\/o:p><\/span><\/p>\n<p none=\"\" class=\"style='text-align:justify;layout-grid-mode:char;mso-layout-grid-align:\"><span style=\"font-family: Arial;\">No entanto, n&atilde;o podemos negar o fato de que a constru&ccedil;&atilde;o da CONLUTAS ainda abarca um setor minorit&aacute;rio de trabalhadores e lutadores. <span class=\"GramE\">A maioria dos sindicatos ainda est&aacute; filiado &agrave; CUT<\/span>; alguns j&aacute; se <span class=\"SpellE\">desfiliaram<\/span>, mas tampouco j&aacute; entraram na CONLUTAS.<o:p><\/o:p><\/span><\/p>\n<p none=\"\" class=\"style='text-align:justify;layout-grid-mode:char;mso-layout-grid-align:\"><span style=\"font-family: Arial;\">Nesse sentido, &eacute; de fundamental import&acirc;ncia &#8211; at&eacute; para ganhar a confian&ccedil;a dos setores que ainda est&atilde;o na CONLUTAS &#8211; que esta tenha uma pol&iacute;tica de unidade maior entre os lutadores que n&atilde;o se renderam <span class=\"GramE\">&agrave;<\/span> coopta&ccedil;&atilde;o governista e aos ditames do capital, sem impor a condi&ccedil;&atilde;o sect&aacute;ria e artificial de que j&aacute; tenham rompido com a CUT e estejam na CONLUTAS.<o:p><\/o:p><\/span><\/p>\n<p none=\"\" class=\"style='text-align:justify;layout-grid-mode:char;mso-layout-grid-align:\"><span style=\"font-family: Arial;\">Temos que entender que o processo de ruptura com o PT e a CUT e de <span class=\"SpellE\">recomposi&ccedil;&atilde;o\/reorganiza&ccedil;&atilde;o<\/span> do movimento dos trabalhadores possui um ritmo lento e desigual pelo fato de ainda n&atilde;o ter ocorrido um <span class=\"SpellE\">ascenso<\/span> como nos anos 70 e 80. N&atilde;o levar esse poderoso fator objetivo em conta provoca atitudes <span class=\"SpellE\">autoproclamat&oacute;rias<\/span> e sect&aacute;rias, fazendo com que os trabalhadores permane&ccedil;am sem uma refer&ecirc;ncia maior, capaz de organizar, pelo menos, a resist&ecirc;ncia aos ataques do capital.<o:p><\/o:p><\/span><\/p>\n<p none=\"\" class=\"style='text-align:justify;layout-grid-mode:char;mso-layout-grid-align:\"><span style=\"font-family: Arial;\">Todas as iniciativas de reorganiza&ccedil;&atilde;o devem ser apoiadas, mas ao mesmo tempo &eacute; preciso humildade, pois nenhum setor teve ainda sua pol&iacute;tica provada e confirmada na luta de classes a ponto de poder afirmar que j&aacute; tem todas as respostas certas. A pol&iacute;tica de unidade, em base &agrave; democracia dos trabalhadores &eacute; central nessa etapa em que estamos, se queremos nos preservar e crescer enquanto esquerda socialista.<o:p><\/o:p><\/span><\/p>\n<p none=\"\" class=\"style='text-align:justify;layout-grid-mode:char;mso-layout-grid-align:\"><span style=\"font-family: Arial;\">O governo deve antecipar partes da Reforma Trabalhista j&aacute;, para este ano. N&oacute;s vamos ficar olhando e fazendo apenas campanha eleitoral? Como v&atilde;o ficar as campanhas salariais de setembro? E a nova rodada de Reformas pretendidas pelo capital em 2007? Vamos deixar para come&ccedil;ar a den&uacute;ncia e a mobiliza&ccedil;&atilde;o em cima da hora?<o:p><\/o:p><\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-size: 12pt; font-family: Arial;\"><br clear=\"all\" style=\"page-break-before: auto;\" \/><br \/>\n<\/span><\/p>\n<p none=\"\" class=\"style='text-align:justify;layout-grid-mode:char;mso-layout-grid-align:\"><span style=\"font-family: Arial;\"><o:p>&nbsp;<\/o:p><\/span><\/p>\n<p none=\"\" class=\"style='text-align:justify;layout-grid-mode:char;mso-layout-grid-align:\"><span style=\"font-family: Arial;\"><o:p>&nbsp;<\/o:p><\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: center;\" class=\"align=center\"><b style=\"\"><span style=\"font-size: 14pt; font-family: Arial;\">DEFENDA CONOSCO UMA PLEN&Aacute;RIA CLASSISTA E SOCIALISTA<o:p><\/o:p><\/span><\/b><\/p>\n<p none=\"\" class=\"style='text-align:justify;layout-grid-mode:char;mso-layout-grid-align:\"><span style=\"font-family: Arial;\">N&oacute;s do Espa&ccedil;o Socialista chamamos a todos os ativistas a lutarem em todos os F&oacute;runs do movimento, especialmente no CONAT, (05, 06 e 07 de maio) para que seja <span class=\"GramE\">aprovada uma Plen&aacute;ria ou Encontro Nacional Classista e Socialista no m&aacute;ximo<\/span> para o in&iacute;cio do 2&deg; semestre. Essa Plen&aacute;ria ou Encontro seria uma forma concreta e democr&aacute;tica de aprovar um Programa M&iacute;nimo Socialista e um Calend&aacute;rio Unificado de Lutas pelos interesses imediatos e gerais da classe trabalhadora. Podem ser realizadas discuss&otilde;es preparat&oacute;rias nos sindicatos, associa&ccedil;&otilde;es, DCE&rsquo;s, Gr&ecirc;mios, etc. <o:p><\/o:p><\/span><\/p>\n<p none=\"\" class=\"style='text-align:justify;layout-grid-mode:char;mso-layout-grid-align:\"><span style=\"font-family: Arial;\">Como sugest&atilde;o para o debate, apresentamos uma proposta de Programa M&iacute;nimo a ser aprovado por essa Plen&aacute;ria Classista e Socialista e apresentado aos trabalhadores.<o:p><\/o:p><\/span><\/p>\n<p none=\"\" class=\"style='text-align:justify;layout-grid-mode:char;mso-layout-grid-align:\"><span style=\"font-family: Arial;\">&#8211; Combater as reformas <span class=\"GramE\">sindical e trabalhista, apresentando nesse momento um Programa que represente uma sa&iacute;da para a situa&ccedil;&atilde;o do conjunto dos trabalhadores<\/span> &ndash; inclusive os que j&aacute; n&atilde;o possuem direitos nem v&iacute;nculos formais e os que est&atilde;o desempregados:<o:p><\/o:p><\/span><\/p>\n<p none=\"\" class=\"style='text-align:justify;layout-grid-mode:char;mso-layout-grid-align:\"><span style=\"font-family: Arial;\">&#8211; Fim da informalidade: Carteira assinada para todos; Redu&ccedil;&atilde;o da jornada de trabalho sem redu&ccedil;&atilde;o dos sal&aacute;rios (por exemplo: para 36 h semanais ou menos), at&eacute; dividir o trabalho entre todos. Sal&aacute;rio m&iacute;nimo do DIEESE; Campanha unificada de reposi&ccedil;&atilde;o das perdas salariais;<o:p><\/o:p><\/span><\/p>\n<p none=\"\" class=\"style='text-align:justify;layout-grid-mode:char;mso-layout-grid-align:\"><span style=\"font-family: Arial;\">&#8211; N&atilde;o pagamento das D&iacute;vidas Externa e Interna e aplica&ccedil;&atilde;o desse dinheiro num Plano de Obras e Servi&ccedil;os P&uacute;blicos decididos pelos trabalhadores, gerando empregos e melhorando a sa&uacute;de e <span class=\"GramE\">educa&ccedil;&atilde;o p&uacute;blicas<\/span>;<o:p><\/o:p><\/span><\/p>\n<p none=\"\" class=\"style='text-align:justify;layout-grid-mode:char;mso-layout-grid-align:\"><span style=\"font-family: Arial;\">&#8211; Estatiza&ccedil;&atilde;o, sob controle dos trabalhadores, de todo o sistema financeiro, com redu&ccedil;&atilde;o dr&aacute;stica das taxas de juros; <span class=\"SpellE\">Reestatiza&ccedil;&atilde;o<\/span> de todas as empresas privatizadas, sob gest&atilde;o dos trabalhadores e imediata readmiss&atilde;o de todos os que foram demitidos;<o:p><\/o:p><\/span><\/p>\n<p none=\"\" class=\"style='text-align:justify;layout-grid-mode:char;mso-layout-grid-align:\"><span style=\"font-family: Arial;\">&#8211; Reforma agr&aacute;ria radical sob o controle dos trabalhadores; Que o agro-neg&oacute;cio seja transformado em propriedade coletiva sob gest&atilde;o dos trabalhadores;<o:p><\/o:p><\/span><\/p>\n<p none=\"\" class=\"style='text-align:justify;layout-grid-mode:char;mso-layout-grid-align:\"><span style=\"font-family: Arial;\">&#8211; Reforma urbana com a desapropria&ccedil;&atilde;o de todas as &aacute;reas ociosas e grandes propriedades para a constru&ccedil;&atilde;o de moradias para os trabalhadores sem-teto;<o:p><\/o:p><\/span><\/p>\n<p none=\"\" class=\"style='text-align:justify;layout-grid-mode:char;mso-layout-grid-align:\"><span style=\"font-family: Arial;\">&#8211; Universidade P&uacute;blica e Gratuita para os trabalhadores; Por um governo dos trabalhadores subordinado aos seus organismos de base;<o:p><\/o:p><\/span><\/p>\n<p none=\"\" class=\"style='text-align:justify;layout-grid-mode:char;mso-layout-grid-align:\"><span style=\"font-family: Arial;\">&#8211; Transforma&ccedil;&atilde;o dos meios de produ&ccedil;&atilde;o da riqueza social em propriedade coletiva e sob o controle e a gest&atilde;o dos trabalhadores; Por uma sociedade socialista.<o:p><\/o:p><\/span><\/p>\n<p none=\"\" class=\"style='text-align:justify;layout-grid-mode:char;mso-layout-grid-align:\"><span style=\"font-family: Arial;\"><o:p>&nbsp;<\/o:p><\/span><\/p>\n<p><b style=\"\"><i style=\"\"><span style=\"font-family: Arial;\">Espa&ccedil;o Socialista, maio de 2006.<\/span><\/i><\/b><\/p>\n","protected":false},"author":3,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[3],"tags":[],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.espacosocialista.org\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/151"}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.espacosocialista.org\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.espacosocialista.org\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.espacosocialista.org\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/users\/3"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.espacosocialista.org\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=151"}],"version-history":[{"count":4,"href":"https:\/\/www.espacosocialista.org\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/151\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":628,"href":"https:\/\/www.espacosocialista.org\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/151\/revisions\/628"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.espacosocialista.org\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=151"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.espacosocialista.org\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=151"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.espacosocialista.org\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=151"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}