{"id":156,"date":"2009-02-25T12:49:19","date_gmt":"2009-02-25T15:49:19","guid":{"rendered":"http:\/\/espacosocialista.org\/?q=node\/156"},"modified":"2013-01-19T17:44:31","modified_gmt":"2013-01-19T19:44:31","slug":"boletim-17-contra-o-pac-e-as-reformas-apresentar-um-projeto-socialista-alternativo","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.espacosocialista.org\/portal\/2009\/02\/boletim-17-contra-o-pac-e-as-reformas-apresentar-um-projeto-socialista-alternativo\/","title":{"rendered":"Boletim 17 &#8211; Contra o PAC e as reformas &#8211; apresentar um projeto socialista alternativo"},"content":{"rendered":"<h1>Boletim 17 &#8211; Contribui&ccedil;&atilde;o para o encontro nacional contra as reformas<\/h1>\n<h2>Contra o PAC e as Reformas, apresentar um Projeto Socialista Alternativo!<\/h2>\n<p>O governo Lula pretende realizar um grande ataque contra a classe trabalhadora, atrav&eacute;s do PAC e das reformas. A burguesia de modo geral est&aacute; de acordo quanto ao projeto das reformas, apesar de algumas diverg&ecirc;ncias quanto aos ritmos em que ser&aacute; implantado. Essas diverg&ecirc;ncias superficiais, que se manifestaram na disputa eleitoral de 2006, dizem respeito tamb&eacute;m &agrave;s fatias do bolo da corrup&ccedil;&atilde;o que caber&atilde;o a cada grupo no loteamento do poder. A burocracia do PT est&aacute; determinada a cumprir o projeto da burguesia e para isso se associa aos setores mais corruptos dos partidos burgueses, al&eacute;m de controlar de modo stalinista as principais organiza&ccedil;&otilde;es sindicais e populares para impedir a resist&ecirc;ncia. Para a classe trabalhadora a &uacute;nica alternativa capaz de barrar as reformas &eacute; organizar-se e priorizar as lutas diretas para al&eacute;m dos meios parlamentares e dos organismos burocratizados.<\/p>\n<p>Nesse sentido, a realiza&ccedil;&atilde;o de um Encontro Nacional para lan&ccedil;ar uma campanha de luta contra as reformas, unificando diversos movimentos sociais e for&ccedil;as pol&iacute;ticas, constitui um fato bastante positivo e pode fazer peso na conjuntura. A busca de unidade entre as for&ccedil;as de esquerda &eacute; uma necessidade real da classe trabalhadora e &eacute; amplamente desejada pela vanguarda e pelos ativistas.<\/p>\n<p>As tarefas centrais deste Encontro devem ser a prepara&ccedil;&atilde;o e a organiza&ccedil;&atilde;o das lutas contra o PAC e as Reformas, e a aprova&ccedil;&atilde;o de um Programa M&iacute;nimo Alternativo.<\/p>\n<h2>As mentiras e a verdade sobre as reformas<\/h2>\n<p>Os meios de comunica&ccedil;&atilde;o, TVs, jornais e revistas, pagos para divulgar os interesses da burguesia, querem convencer a popula&ccedil;&atilde;o de que o crescimento &eacute; a solu&ccedil;&atilde;o para todos os problemas do pa&iacute;s. Mas quando falam em crescimento, na verdade querem dizer aumento do lucro dos empres&aacute;rios, o que n&atilde;o tem nada a ver com a melhoria das condi&ccedil;&otilde;es de vida da maioria da popula&ccedil;&atilde;o. A Volks aumentou sua produ&ccedil;&atilde;o, teve lucros bilion&aacute;rios em 2006 e ainda assim est&aacute; demitindo milhares de oper&aacute;rios. Esse tipo de crescimento n&atilde;o interessa aos trabalhadores. Do mesmo modo, n&atilde;o nos interessam as reformas que est&atilde;o sendo propostas para alavancar o crescimento. Todos os pretextos e justificativas para essas reformas s&atilde;o mentiras inventadas para enredar os trabalhadores numa armadilha, querendo faz&ecirc;-los crer que as alternativas da burguesia s&atilde;o as &uacute;nicas poss&iacute;veis.<\/p>\n<p>Os interesses por tr&aacute;s dessas falsas justificativas precisam ser desmascarados. As reformas foram pensadas de acordo com a l&oacute;gica da burguesia e s&oacute; v&atilde;o gerar mais desemprego e mis&eacute;ria. Os trabalhadores precisam escapar da armadilha ideol&oacute;gica da burguesia e lutar por seus direitos e reivindica&ccedil;&otilde;es.<\/p>\n<h2>Lan&ccedil;ar um movimento nacional contra as reformas<\/h2>\n<p>Defendemos que este Encontro forme um amplo F&oacute;rum Nacional Contra as Reformas, que deve se propor as seguintes medidas:<\/p>\n<ul>\n<li>Multiplicar os Encontros contra as reformas em todas as regi&otilde;es do pa&iacute;s,   organizando as entidades e movimentos sociais em cada Estado e em cada   cidade.<\/li>\n<li>Publicar um boletim contra as reformas para ampla agita&ccedil;&atilde;o entre as   massas.<\/li>\n<li>Impulsionar a forma&ccedil;&atilde;o de comit&ecirc;s locais contra as reformas, por local de   trabalho, de estudo e de moradia, como forma de enraizar e estruturar o   movimento pela base.<\/li>\n<li>O papel das organiza&ccedil;&otilde;es pol&iacute;ticas que se colocam no campo da classe   trabalhadora &eacute; fundamental para impulsionar qualquer processo de luta.  Mas   a condi&ccedil;&atilde;o para o sucesso &eacute; a mobiliza&ccedil;&atilde;o das massas desde a base, de modo   que os trabalhadores possam controlar democraticamente as lutas e tornar-se   os sujeitos de sua emancipa&ccedil;&atilde;o.<\/li>\n<\/ul>\n<h2>Disputa ideol&oacute;gica e projeto estrat&eacute;gico<\/h2>\n<p>Apesar de pressentirem que as reformas da burguesia lhe ser&atilde;o prejudiciais e desejarem uma alternativa, os mais amplos setores da classe trabalhadora permanecem desmobilizados, porque n&atilde;o vislumbram outro projeto capaz de ultrapassar as restri&ccedil;&otilde;es que a ordem capitalista imp&otilde;e.<\/p>\n<p>Esse problema &eacute; realimentado todos os dias pela m&iacute;dia burguesa mas tamb&eacute;m pela a&ccedil;&atilde;o das dire&ccedil;&otilde;es burocr&aacute;ticas como a CUT, For&ccedil;a Sindical, UNE, UBES, PT, PC do B&#8230; Essas dire&ccedil;&otilde;es reproduzem  de outra forma  o mesmo discurso da burguesia de que n&atilde;o h&aacute; alternativa, portanto, temos que nos adaptar ao capitalismo.<\/p>\n<p>&Eacute; justamente essa alternativa que &eacute; preciso resgatar, para construir um movimento de luta que conhe&ccedil;a seus meios e seus fins.<\/p>\n<p>As for&ccedil;as de esquerda t&ecirc;m o dever de impulsionar a organiza&ccedil;&atilde;o da classe trabalhadora para lutar. Mas na etapa atual do capitalismo, a cada dia se torna mais dif&iacute;cil manter as conquistas existentes, que dir&aacute; obter outras. O sistema chegou a seus limites estruturais, o que n&atilde;o lhe permite  oferecer concess&otilde;es significativas aos trabalhadores. Ao contr&aacute;rio, precisa retomar os direitos  conquistados antes. Coloca-se a quest&atilde;o de superar essa sociedade. Por isso torna-se necess&aacute;rio oferecer um horizonte mais amplo do que a simples nega&ccedil;&atilde;o do projeto da burguesia. Os trabalhadores precisam compreender que devem lutar n&atilde;o apenas contra as reformas, o governo, ou um determinado patr&atilde;o, mas por uma solu&ccedil;&atilde;o abrangente e definitiva para seus problemas: o socialismo.<\/p>\n<p>Somente a retomada do projeto socialista pode oferecer a perspectiva de uma alternativa global para os problemas da classe e da humanidade. Uma sociedade em que os trabalhadores detenham a propriedade coletiva dos meios de produ&ccedil;&atilde;o, controlando todos os aspectos da economia, da pol&iacute;tica e da cultura, sendo senhores de nossas pr&oacute;prias vidas. &Eacute; esse projeto que precisa ser recolocado em discuss&atilde;o e reconstru&iacute;do na pr&aacute;tica.<\/p>\n<p>Reconstruir a perspectiva socialista requer um imenso esfor&ccedil;o e combina&ccedil;&atilde;o entre atua&ccedil;&atilde;o pr&aacute;tica e disputa ideol&oacute;gica. Infelizmente, a maioria da esquerda tem desprezado a disputa ideol&oacute;gica sobre a consci&ecirc;ncia dos trabalhadores em fun&ccedil;&atilde;o de press&otilde;es imediatistas, de sua adapta&ccedil;&atilde;o aos aparatos sindicais e ou eleitorais o que tem atrasado o desenvolvimento da consci&ecirc;ncia e da luta dos trabalhadores. &eacute; preciso corrigir essa defasagem para qualificar nossa interven&ccedil;&atilde;o junto aos trabalhadores.<\/p>\n<h2>Propostas para um programa socialista dos trabalhadores<\/h2>\n<p>Para enfrentar os ataques do governo Lula e da burguesia e combater a cat&aacute;strofe social do sistema capitalista, os trabalhadores precisam impor sua pr&oacute;pria l&oacute;gica, atrav&eacute;s da sua luta, sua organiza&ccedil;&atilde;o, sua consci&ecirc;ncia de classe e seu programa. Propomos a seguir alguns pontos de programa para superar a barb&aacute;rie capitalista que avan&ccedil;a sobre o pa&iacute;s:<\/p>\n<ul>\n<li>N&atilde;o pagamento da d&iacute;vida p&uacute;blica, interna e externa, e investimento desse   dinheiro num programa de obras e servi&ccedil;os p&uacute;blicos sob controle dos   trabalhadores, para gerar empregos e melhorar as condi&ccedil;&otilde;es imediatas de   sa&uacute;de, educa&ccedil;&atilde;o, moradia, transporte, cultura e lazer.<\/li>\n<li>Redu&ccedil;&atilde;o da jornada de trabalho para 30 horas semanais, sem redu&ccedil;&atilde;o do   sal&aacute;rio.<\/li>\n<li>Carteira de trabalho e direitos trabalhistas para todos, em todos os ramos   da economia, da cidade e do campo; fim das terceiriza&ccedil;&otilde;es e do trabalho   prec&aacute;rio.<\/li>\n<li>Sal&aacute;rio m&iacute;nimo do DIEESE (R$ 1.564,52) para toda a classe trabalhadora<\/li>\n<li>Reestatiza&ccedil;&atilde;o das empresas privatizadas, sob controle dos trabalhadores,   com reintegra&ccedil;&atilde;o dos demitidos.<\/li>\n<li>Estatiza&ccedil;&atilde;o do sistema financeiro sob controle dos trabalhadores.<\/li>\n<li>Reforma agr&aacute;ria sob controle dos trabalhadores, fim do latif&uacute;ndio, por uma   agricultura coletiva, org&acirc;nica e ecol&oacute;gica voltada para as necessidades da   classe trabalhadora.<\/li>\n<li>Por um governo socialista dos trabalhadores baseado em suas organiza&ccedil;&otilde;es de   luta.<\/li>\n<li>Por uma sociedade socialista.<\/li>\n<\/ul>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<h1>Boletim 17 &#8211; Contribui&ccedil;&atilde;o para o encontro nacional contra as reformas<\/h1>\n<h2>Contra o PAC e as Reformas, apresentar um Projeto Socialista Alternativo!<\/h2>\n<p>O governo Lula pretende realizar um grande ataque contra a classe trabalhadora, atrav&eacute;s do PAC e das reformas. A burguesia de modo geral est&aacute; de acordo quanto ao projeto das reformas, apesar de algumas diverg&ecirc;ncias quanto aos ritmos em que ser&aacute; implantado. Essas diverg&ecirc;ncias superficiais, que se manifestaram na disputa eleitoral de 2006, dizem respeito tamb&eacute;m &agrave;s fatias do bolo da corrup&ccedil;&atilde;o que caber&atilde;o a cada grupo no loteamento do poder. A burocracia do PT est&aacute; determinada a cumprir o projeto da burguesia e para isso se associa aos setores mais corruptos dos partidos burgueses, al&eacute;m de controlar de modo stalinista as principais organiza&ccedil;&otilde;es sindicais e populares para impedir a resist&ecirc;ncia. Para a classe trabalhadora a &uacute;nica alternativa capaz de barrar as reformas &eacute; organizar-se e priorizar as lutas diretas para al&eacute;m dos meios parlamentares e dos organismos burocratizados.<\/p>\n<p>Nesse sentido, a realiza&ccedil;&atilde;o de um Encontro Nacional para lan&ccedil;ar uma campanha de luta contra as reformas, unificando diversos movimentos sociais e for&ccedil;as pol&iacute;ticas, constitui um fato bastante positivo e pode fazer peso na conjuntura. A busca de unidade entre as for&ccedil;as de esquerda &eacute; uma necessidade real da classe trabalhadora e &eacute; amplamente desejada pela vanguarda e pelos ativistas.<\/p>\n<p>As tarefas centrais deste Encontro devem ser a prepara&ccedil;&atilde;o e a organiza&ccedil;&atilde;o das lutas contra o PAC e as Reformas, e a aprova&ccedil;&atilde;o de um Programa M&iacute;nimo Alternativo.<\/p>\n<h2>As mentiras e a verdade sobre as reformas<\/h2>\n<p>Os meios de comunica&ccedil;&atilde;o, TVs, jornais e revistas, pagos para divulgar os interesses da burguesia, querem convencer a popula&ccedil;&atilde;o de que o crescimento &eacute; a solu&ccedil;&atilde;o para todos os problemas do pa&iacute;s. Mas quando falam em crescimento, na verdade querem dizer aumento do lucro dos empres&aacute;rios, o que n&atilde;o tem nada a ver com a melhoria das condi&ccedil;&otilde;es de vida da maioria da popula&ccedil;&atilde;o. A Volks aumentou sua produ&ccedil;&atilde;o, teve lucros bilion&aacute;rios em 2006 e ainda assim est&aacute; demitindo milhares de oper&aacute;rios. Esse tipo de crescimento n&atilde;o interessa aos trabalhadores. Do mesmo modo, n&atilde;o nos interessam as reformas que est&atilde;o sendo propostas para alavancar o crescimento. Todos os pretextos e justificativas para essas reformas s&atilde;o mentiras inventadas para enredar os trabalhadores numa armadilha, querendo faz&ecirc;-los crer que as alternativas da burguesia s&atilde;o as &uacute;nicas poss&iacute;veis.<\/p>\n<p>Os interesses por tr&aacute;s dessas falsas justificativas precisam ser desmascarados. As reformas foram pensadas de acordo com a l&oacute;gica da burguesia e s&oacute; v&atilde;o gerar mais desemprego e mis&eacute;ria. Os trabalhadores precisam escapar da armadilha ideol&oacute;gica da burguesia e lutar por seus direitos e reivindica&ccedil;&otilde;es.<\/p>\n<h2>Lan&ccedil;ar um movimento nacional contra as reformas<\/h2>\n<p>Defendemos que este Encontro forme um amplo F&oacute;rum Nacional Contra as Reformas, que deve se propor as seguintes medidas:<\/p>\n<ul>\n<li>Multiplicar os Encontros contra as reformas em todas as regi&otilde;es do pa&iacute;s,   organizando as entidades e movimentos sociais em cada Estado e em cada   cidade.<\/li>\n<li>Publicar um boletim contra as reformas para ampla agita&ccedil;&atilde;o entre as   massas.<\/li>\n<li>Impulsionar a forma&ccedil;&atilde;o de comit&ecirc;s locais contra as reformas, por local de   trabalho, de estudo e de moradia, como forma de enraizar e estruturar o   movimento pela base.<\/li>\n<li>O papel das organiza&ccedil;&otilde;es pol&iacute;ticas que se colocam no campo da classe   trabalhadora &eacute; fundamental para impulsionar qualquer processo de luta.  Mas   a condi&ccedil;&atilde;o para o sucesso &eacute; a mobiliza&ccedil;&atilde;o das massas desde a base, de modo   que os trabalhadores possam controlar democraticamente as lutas e tornar-se   os sujeitos de sua emancipa&ccedil;&atilde;o.<\/li>\n<\/ul>\n<h2>Disputa ideol&oacute;gica e projeto estrat&eacute;gico<\/h2>\n<p>Apesar de pressentirem que as reformas da burguesia lhe ser&atilde;o prejudiciais e desejarem uma alternativa, os mais amplos setores da classe trabalhadora permanecem desmobilizados, porque n&atilde;o vislumbram outro projeto capaz de ultrapassar as restri&ccedil;&otilde;es que a ordem capitalista imp&otilde;e.<\/p>\n<p>Esse problema &eacute; realimentado todos os dias pela m&iacute;dia burguesa mas tamb&eacute;m pela a&ccedil;&atilde;o das dire&ccedil;&otilde;es burocr&aacute;ticas como a CUT, For&ccedil;a Sindical, UNE, UBES, PT, PC do B&#8230; Essas dire&ccedil;&otilde;es reproduzem  de outra forma  o mesmo discurso da burguesia de que n&atilde;o h&aacute; alternativa, portanto, temos que nos adaptar ao capitalismo.<\/p>\n<p>&Eacute; justamente essa alternativa que &eacute; preciso resgatar, para construir um movimento de luta que conhe&ccedil;a seus meios e seus fins.<\/p>\n<p>As for&ccedil;as de esquerda t&ecirc;m o dever de impulsionar a organiza&ccedil;&atilde;o da classe trabalhadora para lutar. Mas na etapa atual do capitalismo, a cada dia se torna mais dif&iacute;cil manter as conquistas existentes, que dir&aacute; obter outras. O sistema chegou a seus limites estruturais, o que n&atilde;o lhe permite  oferecer concess&otilde;es significativas aos trabalhadores. Ao contr&aacute;rio, precisa retomar os direitos  conquistados antes. Coloca-se a quest&atilde;o de superar essa sociedade. Por isso torna-se necess&aacute;rio oferecer um horizonte mais amplo do que a simples nega&ccedil;&atilde;o do projeto da burguesia. Os trabalhadores precisam compreender que devem lutar n&atilde;o apenas contra as reformas, o governo, ou um determinado patr&atilde;o, mas por uma solu&ccedil;&atilde;o abrangente e definitiva para seus problemas: o socialismo.<\/p>\n<p>Somente a retomada do projeto socialista pode oferecer a perspectiva de uma alternativa global para os problemas da classe e da humanidade. Uma sociedade em que os trabalhadores detenham a propriedade coletiva dos meios de produ&ccedil;&atilde;o, controlando todos os aspectos da economia, da pol&iacute;tica e da cultura, sendo senhores de nossas pr&oacute;prias vidas. &Eacute; esse projeto que precisa ser recolocado em discuss&atilde;o e reconstru&iacute;do na pr&aacute;tica.<\/p>\n<p>Reconstruir a perspectiva socialista requer um imenso esfor&ccedil;o e combina&ccedil;&atilde;o entre atua&ccedil;&atilde;o pr&aacute;tica e disputa ideol&oacute;gica. Infelizmente, a maioria da esquerda tem desprezado a disputa ideol&oacute;gica sobre a consci&ecirc;ncia dos trabalhadores em fun&ccedil;&atilde;o de press&otilde;es imediatistas, de sua adapta&ccedil;&atilde;o aos aparatos sindicais e ou eleitorais o que tem atrasado o desenvolvimento da consci&ecirc;ncia e da luta dos trabalhadores. &eacute; preciso corrigir essa defasagem para qualificar nossa interven&ccedil;&atilde;o junto aos trabalhadores.<\/p>\n<h2>Propostas para um programa socialista dos trabalhadores<\/h2>\n<p>Para enfrentar os ataques do governo Lula e da burguesia e combater a cat&aacute;strofe social do sistema capitalista, os trabalhadores precisam impor sua pr&oacute;pria l&oacute;gica, atrav&eacute;s da sua luta, sua organiza&ccedil;&atilde;o, sua consci&ecirc;ncia de classe e seu programa. Propomos a seguir alguns pontos de programa para superar a barb&aacute;rie capitalista que avan&ccedil;a sobre o pa&iacute;s:<\/p>\n<ul>\n<li>N&atilde;o pagamento da d&iacute;vida p&uacute;blica, interna e externa, e investimento desse   dinheiro num programa de obras e servi&ccedil;os p&uacute;blicos sob controle dos   trabalhadores, para gerar empregos e melhorar as condi&ccedil;&otilde;es imediatas de   sa&uacute;de, educa&ccedil;&atilde;o, moradia, transporte, cultura e lazer.<\/li>\n<li>Redu&ccedil;&atilde;o da jornada de trabalho para 30 horas semanais, sem redu&ccedil;&atilde;o do   sal&aacute;rio.<\/li>\n<li>Carteira de trabalho e direitos trabalhistas para todos, em todos os ramos   da economia, da cidade e do campo; fim das terceiriza&ccedil;&otilde;es e do trabalho   prec&aacute;rio.<\/li>\n<li>Sal&aacute;rio m&iacute;nimo do DIEESE (R$ 1.564,52) para toda a classe trabalhadora<\/li>\n<li>Reestatiza&ccedil;&atilde;o das empresas privatizadas, sob controle dos trabalhadores,   com reintegra&ccedil;&atilde;o dos demitidos.<\/li>\n<li>Estatiza&ccedil;&atilde;o do sistema financeiro sob controle dos trabalhadores.<\/li>\n<li>Reforma agr&aacute;ria sob controle dos trabalhadores, fim do latif&uacute;ndio, por uma   agricultura coletiva, org&acirc;nica e ecol&oacute;gica voltada para as necessidades da   classe trabalhadora.<\/li>\n<li>Por um governo socialista dos trabalhadores baseado em suas organiza&ccedil;&otilde;es de   luta.<\/li>\n<li>Por uma sociedade socialista.<\/li>\n<\/ul>\n","protected":false},"author":3,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[3],"tags":[],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.espacosocialista.org\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/156"}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.espacosocialista.org\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.espacosocialista.org\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.espacosocialista.org\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/users\/3"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.espacosocialista.org\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=156"}],"version-history":[{"count":4,"href":"https:\/\/www.espacosocialista.org\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/156\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":622,"href":"https:\/\/www.espacosocialista.org\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/156\/revisions\/622"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.espacosocialista.org\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=156"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.espacosocialista.org\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=156"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.espacosocialista.org\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=156"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}