{"id":170,"date":"2009-07-04T01:16:18","date_gmt":"2009-07-04T04:16:18","guid":{"rendered":"http:\/\/espacosocialista.org\/?q=node\/170"},"modified":"2013-01-26T21:17:41","modified_gmt":"2013-01-26T23:17:41","slug":"nota-do-espaco-socialista-sobre-o-golpe-militar-em-honduras","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.espacosocialista.org\/portal\/2009\/07\/nota-do-espaco-socialista-sobre-o-golpe-militar-em-honduras\/","title":{"rendered":"Nota do Espa\u00e7o Socialista sobre o golpe militar em Honduras"},"content":{"rendered":"<div style=\"text-align: justify;\">\n<h2>Abaixo o golpe militar em Honduras!<\/h2>\n<h2>Ampliar a mobiliza&ccedil;&atilde;o para derrotar os golpistas!<\/h2>\n<h2>Solidariedade ao proletariado hondurenho!<\/h2>\n<p>Dia 29 de Junho ocorreu mais um golpe militar na Am&eacute;rica Latina. Desta vez contra o governo de Manuel Zelaya, presidente de Honduras. Os agentes s&atilde;o os mesmos: a direita burguesa que controla as institui&ccedil;&otilde;es do Estado burgu&ecirc;s: o legislativo, o judici&aacute;rio e as for&ccedil;as armadas.<\/p>\n<p>O principal motivo que deu causa ao golpe &eacute; o &oacute;dio da burguesia contra&nbsp; o direito do povo decidir at&eacute; mesmo um aspecto m&iacute;nimo e limitado de seu destino. O governo, contra a vontade dos principais setores da burguesia&nbsp; e seus agentes nas institui&ccedil;&otilde;es do Estado hondurenho,&nbsp; estava realizando uma consulta &agrave; popula&ccedil;&atilde;o sobre a possibilidade de colocar mais uma pergunta (a chamada 4&ordf; urna) no referendo de novembro tratando de uma reforma constitucional. Ou seja, uma pergunta que n&atilde;o afeta nenhuma rela&ccedil;&atilde;o de poder ou a propriedade privada no pa&iacute;s.<\/p>\n<p>A argumenta&ccedil;&atilde;o dos golpistas n&atilde;o poderia ser mais c&iacute;nica. Dizem defender a democracia! Na verdade temiam que caso fosse aprovada a mudan&ccedil;a da Constitui&ccedil;&atilde;o (que tamb&eacute;m passaria por Referendo) haveria a possibilidade da reelei&ccedil;&atilde;o de Zelaya.<\/p>\n<p>No entanto, n&atilde;o se deve esquecer que na Col&ocirc;mbia cujo governo Uribe -de direita e pr&oacute; imperialista- aprovou o direito &agrave; reelei&ccedil;&atilde;o em um Congresso corrupto, sem qualquer consulta popular, n&atilde;o houve nenhuma rea&ccedil;&atilde;o violenta por parte da burguesia colombiana e nem do imperialismo. Ou seja, dois pesos e duas medidas.&nbsp;&nbsp;&nbsp;<\/p>\n<p>Na verdade, o problema da 4&ordf; quest&atilde;o era sobre se deveria ou n&atilde;o haver a Reforma Constitucional de Honduras o que, entre outras coisas poderia abrir toda uma discuss&atilde;o e mobiliza&ccedil;&atilde;o dos trabalhadores e do povo pobre pelo direito soberano aos recursos naturais do pa&iacute;s, pela Reforma Agr&aacute;ria, por condi&ccedil;&otilde;es de trabalho dignas, direitos sociais e trabalhistas, quest&otilde;es totalmente negligenciados em Honduras e que a burguesia n&atilde;o quer nem ouvir falar!<\/p>\n<p>Manuel Zelaya n&atilde;o &eacute; socialista e muito menos revolucion&aacute;rio. Foi eleito pelo partido Liberal e se caracteriza por ser um governo capitalista. Todas as suas medidas tem sido para preservar o capital e a ordem econ&ocirc;mica e social burguesa. &Eacute;, portanto um governo que n&atilde;o apoiamos politicamente. Mas &eacute; um governo que foi escolhido pelo voto popular ao contr&aacute;rio dos militares que agora tentam se impor seu lugar pela for&ccedil;a e repress&atilde;o.&nbsp;&nbsp;&nbsp;<\/p>\n<p>A quest&atilde;o &eacute; que, por press&atilde;o da crise econ&ocirc;mica e das manifesta&ccedil;&otilde;es populares passou a defender algumas medidas m&iacute;nimas que, al&eacute;m de afetar minimamente as margens de lucro da burguesia reacion&aacute;ria de Honduras, tamb&eacute;m poderia abrir caminho a processos&nbsp; de luta e organiza&ccedil;&atilde;o dos trabalhadores que viessem a ultrapassar os limites desejados at&eacute; mesmo pelo pr&oacute;prio Zelaya.<\/p>\n<p>O golpe &eacute; uma express&atilde;o de como age a burguesia, pois qualquer possibilidade, por menor que seja, de que as coisas escapem de seu controle apelam ao golpismo, rejeitando inclusive o governo (Zelaya) anterior eleito com seu apoio. A democracia para a burguesia n&atilde;o &eacute; nenhuma quest&atilde;o de princ&iacute;pio, mas apenas um mecanismo &uacute;til enquanto lhe permitir melhor dominar. No momento em que n&atilde;o cumpre com esses objetivos ela mesma rompe at&eacute; mesmo as limitadas margens da democracia burguesa, atrav&eacute;s do golpe de Estado.<\/p>\n<p>Outra demonstra&ccedil;&atilde;o do significado das institui&ccedil;&otilde;es burguesas &eacute; o papel do judici&aacute;rio, que se colocou expressa e abertamente ao lado dos golpistas, inclusive com a expedi&ccedil;&atilde;o de ordem de pris&atilde;o para Zelaya. &Eacute; Importante esse destaque porque h&aacute; muitos trabalhadores &ndash;at&eacute; militantes- que t&ecirc;m ilus&atilde;o no judici&aacute;rio como se ele fosse neutro. O judici&aacute;rio, no Estado burgu&ecirc;s, est&aacute; a servi&ccedil;o dos interesses burgueses. S&atilde;o agentes diretos da burguesia.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<h3>O imperialimo estadunidense est&aacute; por tr&aacute;s do golpe<\/h3>\n<p>\nA aproxima&ccedil;&atilde;o de Zelaya com Ch&aacute;vez estava descontentando v&aacute;rios setores da burguesia hondurenha e o imperialismo dos Estados Unidos que n&atilde;o queria ver no seu quintal&nbsp; nenhuma oposi&ccedil;&atilde;o ligada ao chavismo.<\/p>\n<p>Os Estados Unidos j&aacute; sabiam do golpe, pois as for&ccedil;as armadas de Honduras s&atilde;o historicamente ligadas e submissas &agrave;s for&ccedil;as armadas do imperialismo americano e n&atilde;o fazem nada sem se submeter ao comando das tropas americanas em solo hondurenho. A presen&ccedil;a de uma base americana em Honduras &eacute; s&oacute; mais uma evid&ecirc;ncia do controle que os Estados Unidos tem sobre as for&ccedil;as armadas de Honduras V&aacute;rios generais foram formados pelo servi&ccedil;o secreto estadunidense na chama &ldquo;Escola da Am&eacute;rica&rdquo; que se dedica h&aacute; d&eacute;cadas &agrave; tarefa de treinar &ndash;e pagar- militares dos pa&iacute;ses para que apliquem a pol&iacute;tica do imperialismo em seus pa&iacute;ses. Golpe de Estado &eacute; uma das principais disciplinas. Outra &ldquo;prova&rdquo; &eacute; a demora de Obama em &ldquo;condenar&rdquo; a destitui&ccedil;&atilde;o do presidente (sequer falou em golpe de Estado) e s&oacute; o fez depois que a maioria dos pa&iacute;ses j&aacute; tinham condenado o golpe.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;<\/p>\n<p>O pr&oacute;prio discurso da secret&aacute;ria de Estado Hillary Clinton&nbsp; tamb&eacute;m apontava para uma tentativa de tamb&eacute;m condenar a proximidade de Zelaya com Ch&aacute;vez e for&ccedil;ando um acordo com os golpistas.<\/p>\n<h3>&nbsp; <br \/>\nDerrotar a direita<\/h3>\n<p>O golpe militar em Honduras &eacute; mais uma tentativa da direita da Am&eacute;rica Latina em impor o seu projeto. A tentativa de golpe na Venezuela em 2002 e da burguesia branca na Bol&iacute;via em 2008, as persegui&ccedil;&otilde;es&nbsp; aos militantes do movimento social no Brasil e os assassinatos no campo, a ofensiva &ndash;com apoio das for&ccedil;as armadas dos Estados Unidos- na Col&ocirc;mbia contra a guerrilha s&atilde;o parte de um movimento mais geral da direita no continente. Mais uma raz&atilde;o para a esquerda colocar como fundamental a derrota do golpe em curso em Honduras.<\/p>\n<p>N&atilde;o defendemos a democracia burguesa como um regime justo para os trabalhadores &ndash; como o faz o PT &#8211; mas tamb&eacute;m sabemos que um regime ditatorial de persegui&ccedil;&atilde;o aos trabalhadores &eacute; um obst&aacute;culo &agrave; luta pelo socialismo. A exist&ecirc;ncia de garantias democr&aacute;ticas &eacute; uma conquista dos trabalhadores e n&atilde;o uma concess&atilde;o da burguesia que na verdade n&atilde;o tem nenhuma simpatia pela democracia, mas apenas a tolera.<\/p>\n<p>O que est&aacute; acontecendo em Honduras demonstra os limites da democracia sob o poder da burguesia, que se rompe a qualquer sinal de que as coisas podem ficar fora do seu controle. S&oacute; os trabalhadores podem apresentar um projeto de democracia efetiva e est&aacute;vel, a medida que instaurem um outro poder organizado pela base, em que as decis&otilde;es sejam realmente coletivas e em que os meios de produ&ccedil;&atilde;o da riqueza social (f&aacute;bricas, terras, bancos, mercados) estejam sob controle dos trabalhadores e suas organiza&ccedil;&otilde;es de luta.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;<\/p>\n<p>A vit&oacute;ria dos golpistas sem d&uacute;vida fortalece as for&ccedil;as reacion&aacute;rias. Por isso, derrotar esse golpe &eacute; fazer com que a direita em todo o continente recue. Assim &eacute; fundamental a mais ampla unidade das for&ccedil;as de esquerda para constru&iacute;mos um forte movimento de resist&ecirc;ncia ao golpismo.<\/p>\n<p>A posi&ccedil;&atilde;o do governo brasileiro de n&atilde;o reconhecer o golpe foi correta, mas insuficiente e inclusive contradit&oacute;ria com o papel que cumpre no Haiti, onde o Brasil possui tropas e comanda a interven&ccedil;&atilde;o e repress&atilde;o contra a popula&ccedil;&atilde;o pobre daquele pa&iacute;s.<\/p>\n<p>Al&eacute;m disso, &eacute; preciso muito mais que palavras na condena&ccedil;&atilde;o ao golpe. O Estado brasileiro tem condi&ccedil;&otilde;es e deveria colocar toda ajuda, inclusive militar, &agrave; disposi&ccedil;&atilde;o dos trabalhadores hondurenhos para derrotar o golpe. Tamb&eacute;m &eacute; preciso exigir a puni&ccedil;&atilde;o e pris&atilde;o dos golpistas com exig&ecirc;ncias bem precisas ao governo dos Estados Unidos e demais pa&iacute;ses do mundo para que fa&ccedil;am o mesmo.<\/p>\n<p>O Espa&ccedil;o Socialista repudia e se soma &agrave;s j&aacute; v&aacute;rias manifesta&ccedil;&otilde;es contra o golpe de Estado em Honduras, se colocando &agrave; disposi&ccedil;&atilde;o para as tarefas necess&aacute;rias para derrotar o golpe.<\/p>\n<ul>\n<li>Abaixo o golpe em Honduras. Pris&atilde;o de todos os golpistas! Destitui&ccedil;&atilde;o do Judici&aacute;rio e do Legislativo que ap&oacute;iam o golpe!<\/li>\n<li>Solidariedade ao proletariado hondurenho em luta!<\/li>\n<li>Democratiza&ccedil;&atilde;o das for&ccedil;as armadas com elei&ccedil;&atilde;o direta para a oficialidade&nbsp; como &uacute;nica forma de extirpar os golpistas das for&ccedil;as armadas!<\/li>\n<li>Como forma de se livrar do imperialismo estadunidense fim imediato da base americana em territ&oacute;rio hondurenho!<\/li>\n<\/ul>\n<p>Espa&ccedil;o Socialista<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<div style=\"text-align: justify;\">\n<h2>Abaixo o golpe militar em Honduras!<\/h2>\n<h2>Ampliar a mobiliza&ccedil;&atilde;o para derrotar os golpistas!<\/h2>\n<h2>Solidariedade ao proletariado hondurenho!<\/h2>\n<p>Dia 29 de Junho ocorreu mais um golpe militar na Am&eacute;rica Latina. Desta vez contra o governo de Manuel Zelaya, presidente de Honduras. Os agentes s&atilde;o os mesmos: a direita burguesa que controla as institui&ccedil;&otilde;es do Estado burgu&ecirc;s: o legislativo, o judici&aacute;rio e as for&ccedil;as armadas.<\/p>\n<p>O principal motivo que deu causa ao golpe &eacute; o &oacute;dio da burguesia contra&nbsp; o direito do povo decidir at&eacute; mesmo um aspecto m&iacute;nimo e limitado de seu destino. O governo, contra a vontade dos principais setores da burguesia&nbsp; e seus agentes nas institui&ccedil;&otilde;es do Estado hondurenho,&nbsp; estava realizando uma consulta &agrave; popula&ccedil;&atilde;o sobre a possibilidade de colocar mais uma pergunta (a chamada 4&ordf; urna) no referendo de novembro tratando de uma reforma constitucional. Ou seja, uma pergunta que n&atilde;o afeta nenhuma rela&ccedil;&atilde;o de poder ou a propriedade privada no pa&iacute;s.<\/p>\n<p>A argumenta&ccedil;&atilde;o dos golpistas n&atilde;o poderia ser mais c&iacute;nica. Dizem defender a democracia! Na verdade temiam que caso fosse aprovada a mudan&ccedil;a da Constitui&ccedil;&atilde;o (que tamb&eacute;m passaria por Referendo) haveria a possibilidade da reelei&ccedil;&atilde;o de Zelaya.<\/p>\n<p>No entanto, n&atilde;o se deve esquecer que na Col&ocirc;mbia cujo governo Uribe -de direita e pr&oacute; imperialista- aprovou o direito &agrave; reelei&ccedil;&atilde;o em um Congresso corrupto, sem qualquer consulta popular, n&atilde;o houve nenhuma rea&ccedil;&atilde;o violenta por parte da burguesia colombiana e nem do imperialismo. Ou seja, dois pesos e duas medidas.&nbsp;&nbsp;&nbsp;<\/p>\n<p>Na verdade, o problema da 4&ordf; quest&atilde;o era sobre se deveria ou n&atilde;o haver a Reforma Constitucional de Honduras o que, entre outras coisas poderia abrir toda uma discuss&atilde;o e mobiliza&ccedil;&atilde;o dos trabalhadores e do povo pobre pelo direito soberano aos recursos naturais do pa&iacute;s, pela Reforma Agr&aacute;ria, por condi&ccedil;&otilde;es de trabalho dignas, direitos sociais e trabalhistas, quest&otilde;es totalmente negligenciados em Honduras e que a burguesia n&atilde;o quer nem ouvir falar!<\/p>\n<p>Manuel Zelaya n&atilde;o &eacute; socialista e muito menos revolucion&aacute;rio. Foi eleito pelo partido Liberal e se caracteriza por ser um governo capitalista. Todas as suas medidas tem sido para preservar o capital e a ordem econ&ocirc;mica e social burguesa. &Eacute;, portanto um governo que n&atilde;o apoiamos politicamente. Mas &eacute; um governo que foi escolhido pelo voto popular ao contr&aacute;rio dos militares que agora tentam se impor seu lugar pela for&ccedil;a e repress&atilde;o.&nbsp;&nbsp;&nbsp;<\/p>\n<p>A quest&atilde;o &eacute; que, por press&atilde;o da crise econ&ocirc;mica e das manifesta&ccedil;&otilde;es populares passou a defender algumas medidas m&iacute;nimas que, al&eacute;m de afetar minimamente as margens de lucro da burguesia reacion&aacute;ria de Honduras, tamb&eacute;m poderia abrir caminho a processos&nbsp; de luta e organiza&ccedil;&atilde;o dos trabalhadores que viessem a ultrapassar os limites desejados at&eacute; mesmo pelo pr&oacute;prio Zelaya.<\/p>\n<p>O golpe &eacute; uma express&atilde;o de como age a burguesia, pois qualquer possibilidade, por menor que seja, de que as coisas escapem de seu controle apelam ao golpismo, rejeitando inclusive o governo (Zelaya) anterior eleito com seu apoio. A democracia para a burguesia n&atilde;o &eacute; nenhuma quest&atilde;o de princ&iacute;pio, mas apenas um mecanismo &uacute;til enquanto lhe permitir melhor dominar. No momento em que n&atilde;o cumpre com esses objetivos ela mesma rompe at&eacute; mesmo as limitadas margens da democracia burguesa, atrav&eacute;s do golpe de Estado.<\/p>\n<p>Outra demonstra&ccedil;&atilde;o do significado das institui&ccedil;&otilde;es burguesas &eacute; o papel do judici&aacute;rio, que se colocou expressa e abertamente ao lado dos golpistas, inclusive com a expedi&ccedil;&atilde;o de ordem de pris&atilde;o para Zelaya. &Eacute; Importante esse destaque porque h&aacute; muitos trabalhadores &ndash;at&eacute; militantes- que t&ecirc;m ilus&atilde;o no judici&aacute;rio como se ele fosse neutro. O judici&aacute;rio, no Estado burgu&ecirc;s, est&aacute; a servi&ccedil;o dos interesses burgueses. S&atilde;o agentes diretos da burguesia.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<h3>O imperialimo estadunidense est&aacute; por tr&aacute;s do golpe<\/h3>\n<p>\nA aproxima&ccedil;&atilde;o de Zelaya com Ch&aacute;vez estava descontentando v&aacute;rios setores da burguesia hondurenha e o imperialismo dos Estados Unidos que n&atilde;o queria ver no seu quintal&nbsp; nenhuma oposi&ccedil;&atilde;o ligada ao chavismo.<\/p>\n<p>Os Estados Unidos j&aacute; sabiam do golpe, pois as for&ccedil;as armadas de Honduras s&atilde;o historicamente ligadas e submissas &agrave;s for&ccedil;as armadas do imperialismo americano e n&atilde;o fazem nada sem se submeter ao comando das tropas americanas em solo hondurenho. A presen&ccedil;a de uma base americana em Honduras &eacute; s&oacute; mais uma evid&ecirc;ncia do controle que os Estados Unidos tem sobre as for&ccedil;as armadas de Honduras V&aacute;rios generais foram formados pelo servi&ccedil;o secreto estadunidense na chama &ldquo;Escola da Am&eacute;rica&rdquo; que se dedica h&aacute; d&eacute;cadas &agrave; tarefa de treinar &ndash;e pagar- militares dos pa&iacute;ses para que apliquem a pol&iacute;tica do imperialismo em seus pa&iacute;ses. Golpe de Estado &eacute; uma das principais disciplinas. Outra &ldquo;prova&rdquo; &eacute; a demora de Obama em &ldquo;condenar&rdquo; a destitui&ccedil;&atilde;o do presidente (sequer falou em golpe de Estado) e s&oacute; o fez depois que a maioria dos pa&iacute;ses j&aacute; tinham condenado o golpe.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;<\/p>\n<p>O pr&oacute;prio discurso da secret&aacute;ria de Estado Hillary Clinton&nbsp; tamb&eacute;m apontava para uma tentativa de tamb&eacute;m condenar a proximidade de Zelaya com Ch&aacute;vez e for&ccedil;ando um acordo com os golpistas.<\/p>\n<h3>&nbsp; <br \/>\nDerrotar a direita<\/h3>\n<p>O golpe militar em Honduras &eacute; mais uma tentativa da direita da Am&eacute;rica Latina em impor o seu projeto. A tentativa de golpe na Venezuela em 2002 e da burguesia branca na Bol&iacute;via em 2008, as persegui&ccedil;&otilde;es&nbsp; aos militantes do movimento social no Brasil e os assassinatos no campo, a ofensiva &ndash;com apoio das for&ccedil;as armadas dos Estados Unidos- na Col&ocirc;mbia contra a guerrilha s&atilde;o parte de um movimento mais geral da direita no continente. Mais uma raz&atilde;o para a esquerda colocar como fundamental a derrota do golpe em curso em Honduras.<\/p>\n<p>N&atilde;o defendemos a democracia burguesa como um regime justo para os trabalhadores &ndash; como o faz o PT &#8211; mas tamb&eacute;m sabemos que um regime ditatorial de persegui&ccedil;&atilde;o aos trabalhadores &eacute; um obst&aacute;culo &agrave; luta pelo socialismo. A exist&ecirc;ncia de garantias democr&aacute;ticas &eacute; uma conquista dos trabalhadores e n&atilde;o uma concess&atilde;o da burguesia que na verdade n&atilde;o tem nenhuma simpatia pela democracia, mas apenas a tolera.<\/p>\n<p>O que est&aacute; acontecendo em Honduras demonstra os limites da democracia sob o poder da burguesia, que se rompe a qualquer sinal de que as coisas podem ficar fora do seu controle. S&oacute; os trabalhadores podem apresentar um projeto de democracia efetiva e est&aacute;vel, a medida que instaurem um outro poder organizado pela base, em que as decis&otilde;es sejam realmente coletivas e em que os meios de produ&ccedil;&atilde;o da riqueza social (f&aacute;bricas, terras, bancos, mercados) estejam sob controle dos trabalhadores e suas organiza&ccedil;&otilde;es de luta.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;<\/p>\n<p>A vit&oacute;ria dos golpistas sem d&uacute;vida fortalece as for&ccedil;as reacion&aacute;rias. Por isso, derrotar esse golpe &eacute; fazer com que a direita em todo o continente recue. Assim &eacute; fundamental a mais ampla unidade das for&ccedil;as de esquerda para constru&iacute;mos um forte movimento de resist&ecirc;ncia ao golpismo.<\/p>\n<p>A posi&ccedil;&atilde;o do governo brasileiro de n&atilde;o reconhecer o golpe foi correta, mas insuficiente e inclusive contradit&oacute;ria com o papel que cumpre no Haiti, onde o Brasil possui tropas e comanda a interven&ccedil;&atilde;o e repress&atilde;o contra a popula&ccedil;&atilde;o pobre daquele pa&iacute;s.<\/p>\n<p>Al&eacute;m disso, &eacute; preciso muito mais que palavras na condena&ccedil;&atilde;o ao golpe. O Estado brasileiro tem condi&ccedil;&otilde;es e deveria colocar toda ajuda, inclusive militar, &agrave; disposi&ccedil;&atilde;o dos trabalhadores hondurenhos para derrotar o golpe. Tamb&eacute;m &eacute; preciso exigir a puni&ccedil;&atilde;o e pris&atilde;o dos golpistas com exig&ecirc;ncias bem precisas ao governo dos Estados Unidos e demais pa&iacute;ses do mundo para que fa&ccedil;am o mesmo.<\/p>\n<p>O Espa&ccedil;o Socialista repudia e se soma &agrave;s j&aacute; v&aacute;rias manifesta&ccedil;&otilde;es contra o golpe de Estado em Honduras, se colocando &agrave; disposi&ccedil;&atilde;o para as tarefas necess&aacute;rias para derrotar o golpe.<\/p>\n<ul>\n<li>Abaixo o golpe em Honduras. Pris&atilde;o de todos os golpistas! 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