{"id":175,"date":"2009-08-11T00:43:49","date_gmt":"2009-08-11T03:43:49","guid":{"rendered":"http:\/\/espacosocialista.org\/?q=node\/175"},"modified":"2018-05-05T17:55:26","modified_gmt":"2018-05-05T20:55:26","slug":"hip-hop-cultura-e-politica","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.espacosocialista.org\/portal\/2009\/08\/hip-hop-cultura-e-politica\/","title":{"rendered":"HIP-HOP: Cultura e Pol\u00edtica"},"content":{"rendered":"<p>O pr&oacute;prio capitalismo cria e arma os seres que corroem as estruturas deste sistema podre.<\/p>\n<p>O imperialismo americano ao invadir a Am&eacute;rica Latina corrompendo todo o cotidiano de sua vida, &agrave;s vezes atira pela culatra. A ind&uacute;stria de cultura de massa ao impor o idioma ingl&ecirc;s como refer&ecirc;ncia de comunica&ccedil;&atilde;o trouxe a reboque, uma nova linguagem altamente nociva aos seus interesses consumistas.<\/p>\n<p>Como toda linguagem de periferia &quot;que sobrevive &agrave; estat&iacute;sticas&quot; o Hip-Hop tamb&eacute;m tem seu lado violento.<\/p>\n<p>Rimando em letras incendi&aacute;rias o rap mostra sua cara e lembra &agrave; pequena popula&ccedil;&atilde;o do Shopping Center que o garoto do sem&aacute;foro tamb&eacute;m sonha, tem orgulho e n&atilde;o est&aacute; disposto a aceitar apenas centavos. Como um pesadelo para a classe m&eacute;dia (em extin&ccedil;&atilde;o) este garoto n&atilde;o est&aacute; s&oacute; e reconhece que faz parte de um ex&eacute;rcito de marginalizados mundo afora.<\/p>\n<p>Como porta-vozes da periferia, seja ela paulista (Racionais), carioca (MV Bill) ou da &quot;quebrada&quot; de Bras&iacute;lia (G.O.G.) atiram com sua metralhadora girat&oacute;ria em todos os valores burgueses, atingindo tanto o sonho do carro importado, quanto a ilus&atilde;o da representatividade pol&iacute;tica dentro do congresso ou na assembl&eacute;ia legislativa mais pr&oacute;xima.<\/p>\n<p>Exigindo tomada de posi&ccedil;&atilde;o de todos que escutam sua &quot;batida&quot;, n&atilde;o permite vacilo prova o alto custo dos cortes no or&ccedil;amento social, que toda propriedade &eacute; um roubo, j&aacute; que os &quot;manos&quot; nunca tiveram nada e s&oacute; conhecem a lei da sobreviv&ecirc;ncia.<\/p>\n<p>Dan&ccedil;ando Break e grafitando seu dia a dia, forma-se um grande &quot;tr&aacute;fico de informa&ccedil;&otilde;es&quot; estendendo seus tent&aacute;culos pelas periferias de todo continente, influenciando bandas como: Rage Against the Machinne (apoio declarado ao E. Z. L. N. e ao M. S. T.), Charlie Brown Jr e grande parte da nova gera&ccedil;&atilde;o musical contempor&acirc;nea a mesclar guitarras e batidas com letras &aacute;cidas e protestos pr&aacute;ticos, inclusive apoio &agrave; formas anti-capitalistas de participa&ccedil;&atilde;o pol&iacute;tica.<\/p>\n<p>Uma nova consci&ecirc;ncia internacionalista brota do gueto: TODOS S&Atilde;O MANOS.<\/p>\n<p align=\"right\">Marcelo Marques<\/p>\n<h2>ABC &#8211; S&atilde;o Paulo: As ra&iacute;zes do hip-hop<\/h2>\n<p>Os efeitos desse sistema excludente, que adota procedimentos obscuros, revelam-se muitas vezes criminosos, outras vezes assassinos. Nas favelas e periferias, a agressividade dessa viol&ecirc;ncia &eacute; dupla, n&atilde;o se limita a fatores de abandono. Os grupos do status quo (formado por policiais) punem &agrave;queles que faltam com seu dever. O dever de permanecer passivo na mis&eacute;ria, num sistema capitalista totalmente excludente.<\/p>\n<p>Ser&aacute; que queriam os burgueses (que s&atilde;o respons&aacute;veis por esse sistema) que todos os jovens se conformassem com os rem&eacute;dios suaves &#8211; carnaval, copa do mundo, pagode, religi&atilde;o e tantos outros anestesiantes &#8211; que s&atilde;o bondosamente doados aos miser&aacute;veis promovidos pelos meios de comunica&ccedil;&atilde;o?<\/p>\n<p>Mas por tr&aacute;s de todo esse mascaramento da realidade, desse espet&aacute;culo pregui&ccedil;osamente engolido (o qual a esquerda tradicional participa ativamente onde ela &quot;gentilmente&quot; administra o capitalismo), pesa o sofrimento humano, um sofrimento real, gravado no tempo, naquilo que tece a verdadeira hist&oacute;ria sempre ocultada. Sofrimento irrevers&iacute;vel das massas sacrificadas, quer dizer, de consci&ecirc;ncias torturadas e negadas uma por uma.<\/p>\n<p>Para os jovens que est&atilde;o destinados de antem&atilde;o &agrave; exclus&atilde;o, o desastre &eacute; sem sa&iacute;da e sem limites, nem mesmo ilus&oacute;rios. Toda uma rede rigorosamente tecida, que j&aacute; &eacute; quase uma tradi&ccedil;&atilde;o, lhes pro&iacute;be a aquisi&ccedil;&atilde;o n&atilde;o s&oacute; de meios legais de viver, mas tamb&eacute;m de qualquer raz&atilde;o homologada para faz&ecirc;-lo. Marginais pela sua condi&ccedil;&atilde;o, geograficamente definidos antes mesmo de nascer, reprovados de imediato, eles s&atilde;o os &quot;exclu&iacute;dos&quot; por excel&ecirc;ncia. Virtuoses da exclus&atilde;o! Por acaso eles n&atilde;o moram naqueles lugares concebidos para se transformar em guetos? Guetos de trabalhadores antigamente, j&aacute; que hoje a fonte de trabalho secou. Por acaso esse endere&ccedil;o em face de nossos crit&eacute;rios sociais n&atilde;o indica: &quot;terras de ningu&eacute;m&quot; ou &quot;terras dos que n&atilde;o s&atilde;o homens&quot; ou mesmo de &quot;n&atilde;o homens&quot;?<\/p>\n<p>&Eacute; imediata e flagrante aqui a situa&ccedil;&atilde;o de injusti&ccedil;a e de desigualdade, sem que os interessados sejam os respons&aacute;veis, sem que eles pr&oacute;prios tenham-se colocado nessa situa&ccedil;&atilde;o. Seus limites j&aacute; estavam fixados desde antes de nascer, por esse sistema capitalista.<\/p>\n<p>A sociedade indiferente a situa&ccedil;&atilde;o desperta assustada, escandalizada: &quot;eles n&atilde;o se integram; eles n&atilde;o aceitam tudo com a gratid&atilde;o que era de se esperar&quot; &#8211; pelo menos sem se debater, sem sobressaltos ali&aacute;s in&uacute;teis, sem infra&ccedil;&otilde;es ao sistema que os expulsa, que os encarcera na reivindica&ccedil;&atilde;o de algo que ele n&atilde;o pode lhes dar (o trabalho). Bloqueados numa segrega&ccedil;&atilde;o n&atilde;o formulada, &quot;eles&quot; t&ecirc;m a indec&ecirc;ncia de n&atilde;o se integrar!<\/p>\n<p>Mas integrar-se a qu&ecirc;? Ao desemprego, &agrave; mis&eacute;ria? &Agrave; rejei&ccedil;&atilde;o? &Agrave;s vacuidades do t&eacute;dio, ao sentimento de ser in&uacute;til, ou at&eacute; mesmo parasita? Ao futuro sem projeto? Integrar-se! Mas a que grupo rejeitado, a que grau de pobreza, a que tipos de provas, que sinais de desespero? Integrar-se a hierarquias que, de imediato, relegam ao n&iacute;vel mais humilhante sem dar jamais a possibilidade de fazer as provas? Integrar-se &agrave; ordem capitalista que, de of&iacute;cio, nega todo direito ao respeito? A essa lei impl&iacute;cita que quer que aos pobres seja concedida vida de pobre, interesse de pobre (isto &eacute;, nenhum interesse) e trabalhos de pobre (se houver trabalho)?<\/p>\n<p>&Eacute; a&iacute;, nesse vazio, nesse estado vago sem fim que destinos s&atilde;o aprisionados e desagregados, que se afogam energias, que se anulam trajet&oacute;rias. Aqueles cuja juventude, impotente, caiu na armadilha da marginalidade oficializada, t&ecirc;m consci&ecirc;ncia disso e preferem n&atilde;o demorar a enfrentar a seq&uuml;&ecirc;ncia de suas vidas.<\/p>\n<p>Mas &eacute; tamb&eacute;m a&iacute; que parte desse vazio &eacute; preenchido de forma subversiva (amea&ccedil;adora &agrave; ordem vigente). Os exclu&iacute;dos agora tem um movimento cultural que pode (tende para isso) se converter em algo desestabilizador do sistema capitalista. Algo pol&iacute;tico. Ou melhor, algo politizadamente pol&iacute;tico (tende para isso) j&aacute; que toda e qualquer forma de a&ccedil;&atilde;o &eacute; pol&iacute;tica! S&oacute; que o movimento Hip-Hop tende a ser aquela a&ccedil;&atilde;o que n&atilde;o aceita a sua exclus&atilde;o, da forma que descobrir&atilde;o que a &uacute;nica forma de se inclu&iacute;rem na sociedade &eacute; excluindo (pondo abaixo) o sistema capitalista. E assim vingando os mortos, v&iacute;timas desse sistema. Mortos muitas vezes deixados nas ruas com seus duros paralelep&iacute;pedos, mas bem mais macios que esse sistema capitalista.<\/p>\n<p>Carlos Wellington &#8211; ABC &#8211; S&atilde;o Paulo.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O pr&oacute;prio capitalismo cria e arma os seres que corroem as estruturas deste sistema podre.<\/p>\n<p>O imperialismo americano ao invadir a Am&eacute;rica Latina corrompendo todo o cotidiano de sua vida, &agrave;s vezes atira pela culatra. A ind&uacute;stria de cultura de massa ao impor o idioma ingl&ecirc;s como refer&ecirc;ncia de comunica&ccedil;&atilde;o trouxe a reboque, uma nova linguagem altamente nociva aos seus interesses consumistas.<\/p>\n<p>Como toda linguagem de periferia &quot;que sobrevive &agrave; estat&iacute;sticas&quot; o Hip-Hop tamb&eacute;m tem seu lado violento.<\/p>\n<p>Rimando em letras incendi&aacute;rias o rap mostra sua cara e lembra &agrave; pequena popula&ccedil;&atilde;o do Shopping Center que o garoto do sem&aacute;foro tamb&eacute;m sonha, tem orgulho e n&atilde;o est&aacute; disposto a aceitar apenas centavos. Como um pesadelo para a classe m&eacute;dia (em extin&ccedil;&atilde;o) este garoto n&atilde;o est&aacute; s&oacute; e reconhece que faz parte de um ex&eacute;rcito de marginalizados mundo afora.<\/p>\n<p>Como porta-vozes da periferia, seja ela paulista (Racionais), carioca (MV Bill) ou da &quot;quebrada&quot; de Bras&iacute;lia (G.O.G.) atiram com sua metralhadora girat&oacute;ria em todos os valores burgueses, atingindo tanto o sonho do carro importado, quanto a ilus&atilde;o da representatividade pol&iacute;tica dentro do congresso ou na assembl&eacute;ia legislativa mais pr&oacute;xima.<\/p>\n<p>Exigindo tomada de posi&ccedil;&atilde;o de todos que escutam sua &quot;batida&quot;, n&atilde;o permite vacilo prova o alto custo dos cortes no or&ccedil;amento social, que toda propriedade &eacute; um roubo, j&aacute; que os &quot;manos&quot; nunca tiveram nada e s&oacute; conhecem a lei da sobreviv&ecirc;ncia.<\/p>\n<p>Dan&ccedil;ando Break e grafitando seu dia a dia, forma-se um grande &quot;tr&aacute;fico de informa&ccedil;&otilde;es&quot; estendendo seus tent&aacute;culos pelas periferias de todo continente, influenciando bandas como: Rage Against the Machinne (apoio declarado ao E. Z. L. N. e ao M. S. T.), Charlie Brown Jr e grande parte da nova gera&ccedil;&atilde;o musical contempor&acirc;nea a mesclar guitarras e batidas com letras &aacute;cidas e protestos pr&aacute;ticos, inclusive apoio &agrave; formas anti-capitalistas de participa&ccedil;&atilde;o pol&iacute;tica.<\/p>\n<p>Uma nova consci&ecirc;ncia internacionalista brota do gueto: TODOS S&Atilde;O MANOS.<\/p>\n<p align=\"right\">Marcelo Marques<\/p>\n<h2>ABC &#8211; S&atilde;o Paulo: As ra&iacute;zes do hip-hop<\/h2>\n<p>Os efeitos desse sistema excludente, que adota procedimentos obscuros, revelam-se muitas vezes criminosos, outras vezes assassinos. Nas favelas e periferias, a agressividade dessa viol&ecirc;ncia &eacute; dupla, n&atilde;o se limita a fatores de abandono. Os grupos do status quo (formado por policiais) punem &agrave;queles que faltam com seu dever. O dever de permanecer passivo na mis&eacute;ria, num sistema capitalista totalmente excludente.<\/p>\n<p>Ser&aacute; que queriam os burgueses (que s&atilde;o respons&aacute;veis por esse sistema) que todos os jovens se conformassem com os rem&eacute;dios suaves &#8211; carnaval, copa do mundo, pagode, religi&atilde;o e tantos outros anestesiantes &#8211; que s&atilde;o bondosamente doados aos miser&aacute;veis promovidos pelos meios de comunica&ccedil;&atilde;o?<\/p>\n<p>Mas por tr&aacute;s de todo esse mascaramento da realidade, desse espet&aacute;culo pregui&ccedil;osamente engolido (o qual a esquerda tradicional participa ativamente onde ela &quot;gentilmente&quot; administra o capitalismo), pesa o sofrimento humano, um sofrimento real, gravado no tempo, naquilo que tece a verdadeira hist&oacute;ria sempre ocultada. Sofrimento irrevers&iacute;vel das massas sacrificadas, quer dizer, de consci&ecirc;ncias torturadas e negadas uma por uma.<\/p>\n<p>Para os jovens que est&atilde;o destinados de antem&atilde;o &agrave; exclus&atilde;o, o desastre &eacute; sem sa&iacute;da e sem limites, nem mesmo ilus&oacute;rios. Toda uma rede rigorosamente tecida, que j&aacute; &eacute; quase uma tradi&ccedil;&atilde;o, lhes pro&iacute;be a aquisi&ccedil;&atilde;o n&atilde;o s&oacute; de meios legais de viver, mas tamb&eacute;m de qualquer raz&atilde;o homologada para faz&ecirc;-lo. Marginais pela sua condi&ccedil;&atilde;o, geograficamente definidos antes mesmo de nascer, reprovados de imediato, eles s&atilde;o os &quot;exclu&iacute;dos&quot; por excel&ecirc;ncia. Virtuoses da exclus&atilde;o! Por acaso eles n&atilde;o moram naqueles lugares concebidos para se transformar em guetos? Guetos de trabalhadores antigamente, j&aacute; que hoje a fonte de trabalho secou. Por acaso esse endere&ccedil;o em face de nossos crit&eacute;rios sociais n&atilde;o indica: &quot;terras de ningu&eacute;m&quot; ou &quot;terras dos que n&atilde;o s&atilde;o homens&quot; ou mesmo de &quot;n&atilde;o homens&quot;?<\/p>\n<p>&Eacute; imediata e flagrante aqui a situa&ccedil;&atilde;o de injusti&ccedil;a e de desigualdade, sem que os interessados sejam os respons&aacute;veis, sem que eles pr&oacute;prios tenham-se colocado nessa situa&ccedil;&atilde;o. Seus limites j&aacute; estavam fixados desde antes de nascer, por esse sistema capitalista.<\/p>\n<p>A sociedade indiferente a situa&ccedil;&atilde;o desperta assustada, escandalizada: &quot;eles n&atilde;o se integram; eles n&atilde;o aceitam tudo com a gratid&atilde;o que era de se esperar&quot; &#8211; pelo menos sem se debater, sem sobressaltos ali&aacute;s in&uacute;teis, sem infra&ccedil;&otilde;es ao sistema que os expulsa, que os encarcera na reivindica&ccedil;&atilde;o de algo que ele n&atilde;o pode lhes dar (o trabalho). Bloqueados numa segrega&ccedil;&atilde;o n&atilde;o formulada, &quot;eles&quot; t&ecirc;m a indec&ecirc;ncia de n&atilde;o se integrar!<\/p>\n<p>Mas integrar-se a qu&ecirc;? Ao desemprego, &agrave; mis&eacute;ria? &Agrave; rejei&ccedil;&atilde;o? &Agrave;s vacuidades do t&eacute;dio, ao sentimento de ser in&uacute;til, ou at&eacute; mesmo parasita? Ao futuro sem projeto? Integrar-se! Mas a que grupo rejeitado, a que grau de pobreza, a que tipos de provas, que sinais de desespero? Integrar-se a hierarquias que, de imediato, relegam ao n&iacute;vel mais humilhante sem dar jamais a possibilidade de fazer as provas? Integrar-se &agrave; ordem capitalista que, de of&iacute;cio, nega todo direito ao respeito? A essa lei impl&iacute;cita que quer que aos pobres seja concedida vida de pobre, interesse de pobre (isto &eacute;, nenhum interesse) e trabalhos de pobre (se houver trabalho)?<\/p>\n<p>&Eacute; a&iacute;, nesse vazio, nesse estado vago sem fim que destinos s&atilde;o aprisionados e desagregados, que se afogam energias, que se anulam trajet&oacute;rias. Aqueles cuja juventude, impotente, caiu na armadilha da marginalidade oficializada, t&ecirc;m consci&ecirc;ncia disso e preferem n&atilde;o demorar a enfrentar a seq&uuml;&ecirc;ncia de suas vidas.<\/p>\n<p>Mas &eacute; tamb&eacute;m a&iacute; que parte desse vazio &eacute; preenchido de forma subversiva (amea&ccedil;adora &agrave; ordem vigente). Os exclu&iacute;dos agora tem um movimento cultural que pode (tende para isso) se converter em algo desestabilizador do sistema capitalista. Algo pol&iacute;tico. Ou melhor, algo politizadamente pol&iacute;tico (tende para isso) j&aacute; que toda e qualquer forma de a&ccedil;&atilde;o &eacute; pol&iacute;tica! S&oacute; que o movimento Hip-Hop tende a ser aquela a&ccedil;&atilde;o que n&atilde;o aceita a sua exclus&atilde;o, da forma que descobrir&atilde;o que a &uacute;nica forma de se inclu&iacute;rem na sociedade &eacute; excluindo (pondo abaixo) o sistema capitalista. E assim vingando os mortos, v&iacute;timas desse sistema. Mortos muitas vezes deixados nas ruas com seus duros paralelep&iacute;pedos, mas bem mais macios que esse sistema capitalista.<\/p>\n<p>Carlos Wellington &#8211; ABC &#8211; S&atilde;o Paulo.<\/p>\n","protected":false},"author":3,"featured_media":0,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[9,86],"tags":[],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.espacosocialista.org\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/175"}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.espacosocialista.org\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.espacosocialista.org\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.espacosocialista.org\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/users\/3"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.espacosocialista.org\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=175"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/www.espacosocialista.org\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/175\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":6236,"href":"https:\/\/www.espacosocialista.org\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/175\/revisions\/6236"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.espacosocialista.org\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=175"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.espacosocialista.org\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=175"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.espacosocialista.org\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=175"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}