{"id":1796,"date":"2013-03-24T13:13:39","date_gmt":"2013-03-24T16:13:39","guid":{"rendered":"http:\/\/espacosocialista.org\/portal\/?p=1796"},"modified":"2013-06-26T15:16:19","modified_gmt":"2013-06-26T18:16:19","slug":"uma-resposta-politica-a-carta-sobre-minha-entrada-no-pstu-e-na-lit-qi-de-rodrigo-monteiro","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.espacosocialista.org\/portal\/2013\/03\/uma-resposta-politica-a-carta-sobre-minha-entrada-no-pstu-e-na-lit-qi-de-rodrigo-monteiro\/","title":{"rendered":"Uma resposta pol\u00edtica \u00e0 carta \u201cSobre minha entrada no PSTU e na LIT-QI\u201d,  de Rodrigo Monteiro."},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: justify;\">Nesta \u00faltima semana, foi transformada em repercuss\u00e3o nacional uma Nota publicada no site do PSTU sobre a entrada de um militante (Rodrigo Monteiro, o \u201cFogo\u201d) no partido, ap\u00f3s v\u00e1rios meses de sua sa\u00edda do Espa\u00e7o Socialista (ES) (nota dispon\u00edvel\u00a0<a href=\"http:\/\/PSTU.org.br\/partido_materia.asp?id=15025&amp;ida=0\">aqui<\/a>). Imediatamente somos noticiados de que militantes do PSTU t\u00eam utilizado a mencionada carta para realizar uma rebaixada campanha de ataque ao Espa\u00e7o Socialista. Devido a isso e como a nota faz refer\u00eancia a esta organiza\u00e7\u00e3o e a posi\u00e7\u00f5es pol\u00edtico-te\u00f3ricas (de forma distorcida) que defendemos, nos julgamos no direito de recolocar alguns fatos no seu devido lugar e tamb\u00e9m para esclarecer aquilo que a nota se esfor\u00e7a para confundir.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">De imediato, dizemos que \u00e9 lament\u00e1vel que o camarada j\u00e1 inicie a sua milit\u00e2ncia neste partido se prestando (consciente ou inconsciente) a esse servi\u00e7o. Afirmamos tamb\u00e9m que nosso m\u00e9todo de discuss\u00e3o e de constru\u00e7\u00e3o n\u00e3o \u00e9 o de atacar rasteiramente qualquer que seja o partido ou mesmo o militante. Prestar-se a tal empreitada em nada contribui com o avan\u00e7o do movimento em seu conjunto, o que, por sua vez, \u00e9 ao que sempre nos prestamos. O debate pol\u00edtico qualificado e centrado na pol\u00edtica \u00e9 o que deve interessar a qualquer revolucion\u00e1rio. N\u00e3o nos interessa construir a pr\u00f3pria organiza\u00e7\u00e3o desconsiderando o pr\u00f3prio movimento: isto s\u00f3 pode resultar em mais uma trag\u00e9dia da Esquerda, como bem j\u00e1 demonstrou boa parte da experi\u00eancia da Esquerda no s\u00e9culo XX.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Uma oportunidade de fazermos um debate<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Esclarecemos tamb\u00e9m que nosso debate n\u00e3o se envereda por um julgamento da reputa\u00e7\u00e3o do companheiro, com o objetivo de desabon\u00e1-lo moralmente. N\u00e3o \u00e9 essa a nossa frente de batalha e nem \u00e9 este o nosso m\u00e9todo. Para n\u00f3s, isto \u00e9 um debate pol\u00edtico e com as posi\u00e7\u00f5es que agora o companheiro defende, o que, pelo menos para n\u00f3s, n\u00e3o nos coloca em trincheiras diferentes.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Por que o Espa\u00e7o Socialista incomoda o PSTU?<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Diante do que est\u00e1 escrito, combinado com sua repercuss\u00e3o, \u00e9 n\u00edtido que o objetivo maior da carta \u00e9 atacar o Espa\u00e7o Socialista (o PSOL aparece na carta apenas como elemento secund\u00e1rio e, pelo menos para ele, carta fora do baralho) e ao mesmo tempo exaltar o PSTU com frases for\u00e7adas que parecem ter sido escritas pela pr\u00f3pria dire\u00e7\u00e3o do partido e n\u00e3o por algu\u00e9m que inicia sua experi\u00eancia agora e ap\u00f3s ter feito tantas cr\u00edticas \u00e0 mesma em sua atua\u00e7\u00e3o quando militante do Espa\u00e7o Socialista. Uma mudan\u00e7a muito repentina de diagn\u00f3stico, diga-se de passagem.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\nDisso decorrem duas conclus\u00f5es: em primeiro lugar, a preocupa\u00e7\u00e3o do PSTU com sua pr\u00f3pria milit\u00e2ncia e ativistas pr\u00f3ximos, parte dos quais tem apresentado questionamentos crescentes ou simplesmente se afastado por falta de respostas \u00e0 altura das necessidades que a nova situa\u00e7\u00e3o da luta de classes tem colocado, principalmente no p\u00f3s-crise de 2008. De fato, tem ocorrido um desencanto cada vez maior da milit\u00e2ncia e dos ativistas com a aplica\u00e7\u00e3o pr\u00e1tica das concep\u00e7\u00f5es e dos m\u00e9todos do PSTU na realidade. Muitos quadros importantes do movimento sa\u00edram do PSTU (&#8230;e n\u00e3o vimos nenhuma carta no site&#8230;) e muitos dos que entram j\u00e1 pegam algo pr\u00e9-estabelecido.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\nNesse sentido, a entrada de um ex-militante do Espa\u00e7o Socialista no PSTU ajudaria a exaltar a dire\u00e7\u00e3o e linha do partido para seus militantes de base e demais ativistas. A mensagem que se quer passar \u00e9: \u201colha a\u00ed a entrada de companheiros que saem de outras organiza\u00e7\u00f5es, estamos no caminho certo, somos o verdadeiro partido revolucion\u00e1rio!\u201d.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\nToda esta situa\u00e7\u00e3o combinada com a interven\u00e7\u00e3o cr\u00edtica do Espa\u00e7o Socialista e outras correntes t\u00eam ajudado a puxar o v\u00e9u e demonstrar os problemas estruturais que v\u00eam se agravando na trajet\u00f3ria do PSTU e sua interven\u00e7\u00e3o, tal como se apresenta, por exemplo, na pr\u00f3pria CSP-Conlutas.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\nAssim, o Espa\u00e7o Socialista ser citado e atacado ainda que de forma indireta expressa um reconhecimento da for\u00e7a das nossas posi\u00e7\u00f5es, a ponto de come\u00e7armos a constituir um inc\u00f4modo e uma humilde alternativa aos militantes da Esquerda.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\nTal inc\u00f4modo decorre, no entanto, de uma compreens\u00e3o relacionada com um tipo especifico de organiza\u00e7\u00e3o revolucion\u00e1ria, com uma pol\u00edtica tamb\u00e9m especifica para o movimento. \u00c9 a j\u00e1 repisada pol\u00edtica de colocar a constru\u00e7\u00e3o do partido como a prioridade da interven\u00e7\u00e3o, isso a despeito, se necess\u00e1rio, da pr\u00f3pria constru\u00e7\u00e3o do movimento e da unidade da esquerda. Se for necess\u00e1rio difamar subjetiva e moralmente ou mesmo destruir qualquer grupo ou organiza\u00e7\u00e3o, isto ser\u00e1 feito para a constru\u00e7\u00e3o do partido. Nestes termos, ser uma express\u00e3o real do movimento \u00e9 algo relegado a segundo plano. \u00c9 s\u00f3 por isso que n\u00f3s &#8220;incomodamos&#8221;. E nisso, de fato, divergimos muito de boa parte das organiza\u00e7\u00f5es. Por\u00e9m, contra qualquer ilus\u00e3o que ainda queira pairar, n\u00e3o somos precisamente n\u00f3s que incomodamos, mas a pr\u00f3pria constru\u00e7\u00e3o de um movimento que pode ganhar cada vez mais espa\u00e7o: um movimento que n\u00e3o capitula ao rebaixamento da consci\u00eancia, ao governismo, sempre constru\u00eddo pela base, extremamente vivo e flex\u00edvel \u00e0 din\u00e2mica da pr\u00f3pria realidade. A prioridade do ES sempre foi e deve continuar sendo impulsionar um movimento pol\u00edtico dos trabalhadores, controlado e guiado pelos mesmos trabalhadores.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\nDefendemos a constru\u00e7\u00e3o de partido(s) revolucion\u00e1rio(s) que sejam ferramentas de impulso \u00e0 organiza\u00e7\u00e3o e luta da classe trabalhadora n\u00e3o apenas para a tomada do poder mas tamb\u00e9m para que os trabalhadores passem a assumir progressivamente todas as fun\u00e7\u00f5es de regula\u00e7\u00e3o da sociedade em suas m\u00e3os.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\nNos entendemos como parte da constru\u00e7\u00e3o de algo maior e n\u00e3o temos as ilus\u00f5es de que o partido por si s\u00f3 far\u00e1 nem salvar\u00e1 a revolu\u00e7\u00e3o (temos um bom ac\u00famulo sobre as revolu\u00e7\u00f5es do s\u00e9culo XX; nos negamos, e temos orgulho disso, a ser dogm\u00e1ticos e repetir os erros passados).<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Onde est\u00e3o as diferen\u00e7as com o PSTU ?<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Abaixo v\u00e3o algumas quest\u00f5es que a carta aponta como algo \u201cgrave e cr\u00f4nico\u201d no Espa\u00e7o Socialista e que, finalmente, a solu\u00e7\u00e3o estaria no PSTU:<\/p>\n<ul>\n<li>\u201ca de falta de bases te\u00f3ricas s\u00f3lidas&#8230;\u201d: Fez falta o companheiro dizer quais bases te\u00f3ricas n\u00e3o temos e que o PSTU tem. Uma leitura mais atenta poder\u00e1 verificar o distanciamento te\u00f3rico entre as duas organiza\u00e7\u00f5es. Do lado do PSTU, j\u00e1 se considera que se tem tudo (ou quase tudo) formulado teoricamente e que os desafios do s\u00e9culo XXI (mundializa\u00e7\u00e3o do capital, crise estrutural do capital, o momento p\u00f3s-queda do muro de Berlim, reestrutura\u00e7\u00e3o produtiva, os processos no Leste europeu, o chavismo e outros) podem ser respondidos quase t\u00e3o somente com a bagagem te\u00f3rica da primeira metade do s\u00e9culo XX, tratando o marxismo como um dogma. H\u00e1 muito recusamos essa forma de compreens\u00e3o do marxismo. Por parte do Espa\u00e7o Socialista, dizemos em alto e bom som que os conceitos de Estado oper\u00e1rio burocr\u00e1tico, crise de dire\u00e7\u00e3o, que as duas \u00fanicas (ou mais importantes) estrat\u00e9gias s\u00e3o mobilizar as massas e construir o partido n\u00e3o responderam aos desafios da luta de classes. Quando se depararam com a realidade de quase todo o s\u00e9culo XX, tais concep\u00e7\u00f5es sucumbiram, entraram em crise e jogaram milhares de militantes em uma desmoraliza\u00e7\u00e3o pol\u00edtica;<\/li>\n<\/ul>\n<ul>\n<li>o problema \u201cda centraliza\u00e7\u00e3o&#8230;\u201d: \u00e9 desleal o companheiro dizer que o Espa\u00e7o Socialista n\u00e3o tem centraliza\u00e7\u00e3o. Ele pr\u00f3prio sabe muito bem que temos. S\u00f3 que n\u00e3o \u00e9 um centralismo imposto e ainda por uma dire\u00e7\u00e3o formada em sua estrutura pelos mesmos quadros de d\u00e9cadas. Defendemos o centralismo sim, mas nos esfor\u00e7amos para que ele seja de fato democr\u00e1tico, em que todos os militantes (ou o m\u00e1ximo deles) participem das decis\u00f5es pol\u00edticas, com direito a que o militante possa sim expor as suas diferen\u00e7as&#8230; a discuss\u00e3o livre \u00e9 fundamental para o convencimento. Aqui nem nos estenderemos. Convidamos, entretanto, os companheiros a lerem o artigo \u201cRecuperar o conceito de centralismo democr\u00e1tico dos bolcheviques\u201d, dispon\u00edvel <a href=\"http:\/\/espacosocialista.org\/sites\/default\/files\/Recuperar%20o%20conceito%20de%20centralismo%20democr%C3%A1tico.pdf\">aqui<\/a>.<\/li>\n<\/ul>\n<ul>\n<li>&#8230;sobre a \u201cforma\u00e7\u00e3o de quadros\u201d&#8230;: Aqui temos certo acordo com o companheiro. Formar quadros \u00e9 uma das tarefas mais dif\u00edceis que existem hoje. Ainda mais quando \u00e9 uma organiza\u00e7\u00e3o formada por militantes trabalhadores. O PSTU sabe disso: s\u00e3o os mesmos quadros de sempre que est\u00e3o na dire\u00e7\u00e3o do partido ou da CSP-Conlutas. A grande maioria cumpre as mesmas fun\u00e7\u00f5es h\u00e1 anos.<\/li>\n<\/ul>\n<p style=\"padding-left: 30px;\">Bem sabe o companheiro que esta sempre foi e \u00e9 uma das grandes preocupa\u00e7\u00f5es que temos (repetimos: com muita dificuldade). Por\u00e9m, nos negamos decididamente tanto ao teoricismo quanto ao movimentismo. Formar um \u201cquadro\u201d exige uma rica rela\u00e7\u00e3o dial\u00e9tica de teoria e pr\u00e1tica a qual buscamos todos os dias (nossas publica\u00e7\u00f5es e textos tanto nos jornais quanto em revistas, declara\u00e7\u00f5es, teses e site demonstram isto). Mais exemplos n\u00e3o faltariam para elencar aqui, o que, entretanto, extravasaria aos limites do que \u00e9 essencial nesta pol\u00eamica.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify; padding-left: 30px;\">\n\u00c9 verdade que h\u00e1 muito a ser feito, mas temos orgulho de rejeitar a r\u00edgida hierarquia entre dirigentes e dirigidos, t\u00e3o presente na maioria das organiza\u00e7\u00f5es da esquerda, que simplesmente reproduz acriticamente a divis\u00e3o social do trabalho entre os que s\u00f3 pensam e os que s\u00f3 fazem.<\/p>\n<ul>\n<li>Sobre ser uma \u201c&#8230; organiza\u00e7\u00e3o partid\u00e1ria de fato&#8230;\u201d. Neste caso, temos aqui um claro rebaixamento do debate. \u00c9 tamb\u00e9m de conhecimento do companheiro que, para n\u00f3s, a discuss\u00e3o sobre a necessidade de constru\u00e7\u00e3o de organiza\u00e7\u00f5es revolucion\u00e1rias h\u00e1 muito est\u00e1 superada. A quest\u00e3o \u00e9 que tipo de organiza\u00e7\u00e3o faz-se necess\u00e1ria: burocr\u00e1tica ou democr\u00e1tica? Com a eterniza\u00e7\u00e3o da dire\u00e7\u00e3o ou com rod\u00edzio e controle da base? Que busque a pr\u00e1xis ou que seja simplesmente praticista? Que tenha como prioridade o desenvolvimento da consci\u00eancia da classe trabalhadora ou a disputa pelo aparato? Que se construa a despeito do movimento ou que seja uma express\u00e3o (ainda que diferenciada) do pr\u00f3prio movimento? Essa \u00e9 a discuss\u00e3o. Fazemos ent\u00e3o um convite ao PSTU: vamos fazer um debate realmente profundo sobre essa quest\u00e3o e fugir do lugar comum?<\/li>\n<\/ul>\n<ul>\n<li>Sobre os problemas que \u201c&#8230;foram rapidamente se apresentando como um grave e cr\u00f4nico problema na organiza\u00e7\u00e3o\u201d. Se o companheiro os apresentassem como fragilidades, ser\u00edamos capazes de dizer que concordamos com ele porque n\u00e3o nos vemos como A organiza\u00e7\u00e3o revolucion\u00e1ria e somos cientes das nossas fragilidades. Lutamos, por\u00e9m, todos os dias para venc\u00ea-las. Mas cabe uma pergunta ao companheiro: se ele realmente acha que entra em \u201cUma organiza\u00e7\u00e3o que erra e assimila seus erros de forma marxista\u201d (carta de entrada no PSTU) por que n\u00e3o fez refer\u00eancia aos erros deste partido?<\/li>\n<\/ul>\n<p style=\"text-align: justify; padding-left: 30px;\">Ficamos curiosos em saber a posi\u00e7\u00e3o do companheiro sobre a capitula\u00e7\u00e3o ao governismo em Bel\u00e9m, a posi\u00e7\u00e3o pol\u00edtica pelo \u201cNO\u201d na Venezuela que era a mesma posi\u00e7\u00e3o do imperialismo por ocasi\u00e3o plebiscito, a posi\u00e7\u00e3o de \u201cfrente \u00fanica\u201d (mesmo que seja os gusanos ou Yoani) com todos que est\u00e3o contra os Castros, o boicote primeiro ao comit\u00ea de luta contra o desemprego, depois ao comit\u00ea de apoio a ocupa\u00e7\u00e3o do MTST de Santo Andr\u00e9 e agora ao ato antigovernista das mulheres no ABC no \u00faltimo dia 09 de mar\u00e7o, a alian\u00e7a com militantes do PMDB na elei\u00e7\u00e3o da Apeoesp em Santo Andr\u00e9, a participa\u00e7\u00e3o na mesa do pacto social com a patronal da constru\u00e7\u00e3o civil, a recusa em adotar medidas antiburocratiza\u00e7\u00e3o na CSP- Conlutas&#8230;.Ou ser\u00e1 que tudo isso n\u00e3o \u00e9 importante?<\/p>\n<ul>\n<li>Quando ainda no ES \u201c&#8230;fui convencido a tentar uma batalha interna na busca por construir uma organiza\u00e7\u00e3o partid\u00e1ria mais s\u00f3lida. Infelizmente nem cheguei perto. Em parte, por minhas pr\u00f3prias debilidades, mas muito, por me encontrar numa organiza\u00e7\u00e3o imediatista e pouco audaciosa, que por falta de ac\u00famulo e precis\u00e3o anal\u00edtica n\u00e3o consegue romper com os limites do movimentismo e autonomismo para se construir enquanto partido marxista de fato, ou seja, enquanto partido revolucion\u00e1rio&#8230;\u201d.<\/li>\n<\/ul>\n<p style=\"text-align: justify; padding-left: 30px;\">Sabe bem o companheiro que se tivesse escolhido ser um militante do Espa\u00e7o Socialista teria toda a liberdade de dar a batalha interna por suas posi\u00e7\u00f5es. Conhece muito bem como poderia ter agido e impulsionado o debate. Um militante que se omite aos \u201cdesafios impostos pela conjuntura atual\u201d deve repensar a sua pr\u00e1xis. Os militantes do Espa\u00e7o Socialista t\u00eam liberdade de fazer as discuss\u00f5es. Sabes que n\u00e3o tolerar\u00edamos t\u00e3o somente ultrapassar a barreira de classe. O ES n\u00e3o tem, em sua trajet\u00f3ria, casos de expuls\u00e3o de camaradas que t\u00eam posi\u00e7\u00e3o pol\u00edtica diferente, ao contr\u00e1rio do PSTU (um dos \u00faltimos casos p\u00fablicos de que tivemos not\u00edcia foi a expuls\u00e3o de um militante &#8211; o \u201cSocialista Livre\u201d &#8211; que criticou o papel burocr\u00e1tico que o partido desempenhou no congresso da CSP-Conlutas).<\/p>\n<p style=\"text-align: justify; padding-left: 30px;\">N\u00e3o \u00e9 irrelevante que, em momento algum, o companheiro Fogo n\u00e3o apresente qualquer acusa\u00e7\u00e3o de que m\u00e9todos burocr\u00e1ticos o tenham impedido de apresentar suas posi\u00e7\u00f5es. Isso \u00e9 uma demonstra\u00e7\u00e3o de como funcionamos: n\u00e3o h\u00e1 persegui\u00e7\u00e3o \u00e0s posi\u00e7\u00f5es pol\u00edticas divergentes, n\u00e3o h\u00e1 manobras para n\u00e3o se fazer a discuss\u00e3o. Nesse sentido, faz-se necess\u00e1rio esclarecermos: o companheiro Fogo n\u00e3o saiu da milit\u00e2ncia do ES para entrar no PSTU, como quer passar a carta: o companheiro efetiva e progressivamente (segundo ele mesmo por problemas de ordem pessoal), primeiro, suspendeu qualquer milit\u00e2ncia de sua parte para, s\u00f3 depois de meses, sair formalmente do ES. O companheiro nos comunicou de sua sa\u00edda, por e-mail, em 05 de dezembro de 2012; portanto, 3 meses antes da sua \u201centrada\u201d no PSTU (e o congratulamos por isso, por n\u00e3o ter abandonado a milit\u00e2ncia revolucion\u00e1ria!).<\/p>\n<ul>\n<li>Sobre o movimentismo: Ou n\u00e3o sabe o que \u00e9 movimentismo, ou est\u00e1 de m\u00e1-f\u00e9, ou n\u00e3o conhece de fato o tipo de pol\u00edtica que o PSTU aplica, ou \u00e9 tudo isso junto. Ou ainda, o que \u00e9 pior, op\u00f5e \u00e0 constru\u00e7\u00e3o de um movimento pela base a constru\u00e7\u00e3o do \u201cpartido revolucion\u00e1rio\u201d, o que significaria relegar a segundo plano as pr\u00f3prias experi\u00eancias e m\u00e9todos da classe trabalhadora no processo rumo \u00e0 revolu\u00e7\u00e3o, porque, afinal, h\u00e1 um partido (claro, o PSTU) para fazer a revolu\u00e7\u00e3o.<\/li>\n<\/ul>\n<p style=\"text-align: justify;\">Assim \u00e9 e procura ser o Espa\u00e7o Socialista: sempre em constru\u00e7\u00e3o, democr\u00e1tico, centralizado, luta pela constru\u00e7\u00e3o de uma pr\u00e1xis revolucion\u00e1ria, luta pela forma\u00e7\u00e3o de militantes pensantes e cr\u00edticos, luta pela recomposi\u00e7\u00e3o te\u00f3rica do marxismo, t\u00eam pautado sua atua\u00e7\u00e3o no antigovernismo (n\u00e3o participa de chapa e nem de atos com setores governistas que n\u00e3o representem efetivas lutas do movimento), luta por um sindicalismo de base antiburocr\u00e1tico e pela constru\u00e7\u00e3o de um movimento pol\u00edtico dos trabalhadores.<br \/>\nA todos aqueles que queiram construir uma organiza\u00e7\u00e3o com essas caracter\u00edsticas, que luta para superar a mis\u00e9ria do cotidiano e da Esquerda em geral, o convite est\u00e1 feito.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Espa\u00e7o Socialista, <\/strong><br \/>\n<strong>mar\u00e7o de 2013<\/strong><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Nesta \u00faltima semana, foi transformada em repercuss\u00e3o nacional uma Nota publicada no site do PSTU sobre a entrada de um<\/p>\n","protected":false},"author":3,"featured_media":0,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[21],"tags":[],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.espacosocialista.org\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/1796"}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.espacosocialista.org\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.espacosocialista.org\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.espacosocialista.org\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/users\/3"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.espacosocialista.org\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=1796"}],"version-history":[{"count":6,"href":"https:\/\/www.espacosocialista.org\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/1796\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":1799,"href":"https:\/\/www.espacosocialista.org\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/1796\/revisions\/1799"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.espacosocialista.org\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=1796"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.espacosocialista.org\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=1796"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.espacosocialista.org\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=1796"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}