{"id":180,"date":"2010-04-25T21:50:24","date_gmt":"2010-04-26T00:50:24","guid":{"rendered":"http:\/\/espacosocialista.org\/?q=node\/180"},"modified":"2018-06-01T15:34:12","modified_gmt":"2018-06-01T18:34:12","slug":"jornal-02-agosto-de-2000","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.espacosocialista.org\/portal\/2010\/04\/jornal-02-agosto-de-2000\/","title":{"rendered":"Jornal 02: Agosto de 2000"},"content":{"rendered":"<p><a name=\"indice\"><\/a><\/p>\n<ul>\n<li><a href=\"http:\/\/espacosocialista.org\/portal\/?p=180#titulo1\">Em quem voc\u00ea vai votar?<\/a><\/li>\n<li><a href=\"http:\/\/espacosocialista.org\/portal\/?p=180#titulo2\">Construindo o novo internacionalismo<\/a><\/li>\n<li><a href=\"http:\/\/espacosocialista.org\/portal\/?p=180#titulo3\">Sobre o crit\u00e9rio de partido<\/a><\/li>\n<li><a href=\"http:\/\/espacosocialista.org\/portal\/?p=180#titulo4\">Movimento &#8220;Basta&#8221;: paz para a burguesia<\/a><\/li>\n<li><a href=\"http:\/\/espacosocialista.org\/portal\/?p=180#titulo5\">Luta de categoria ou luta unit\u00e1ria dos explorados?<\/a><\/li>\n<li><a href=\"http:\/\/espacosocialista.org\/portal\/?p=180#titulo6\">A contra-revolu\u00e7\u00e3o que foi longe demais<\/a><\/li>\n<li><a href=\"http:\/\/espacosocialista.org\/portal\/?p=180#titulo7\">Mulheres!<\/a><\/li>\n<li><a href=\"http:\/\/espacosocialista.org\/portal\/?p=180#titulo8\">Mumia: continua a campanha pela sua liberta\u00e7\u00e3o<\/a><\/li>\n<li><a href=\"http:\/\/espacosocialista.org\/portal\/?p=180#titulo9\">A Internacional<\/a><\/li>\n<\/ul>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><a name=\"titulo1\"><\/a><\/p>\n<h1>Em quem voc\u00ea vai votar?<\/h1>\n<div>\n<p>Chega este tempo de elei\u00e7\u00f5es e uma das principais quest\u00f5es que envolvem a maioria das pessoas que gravita a orbita da esquerda, seja ela a tradicional (PT, PCdoB)\u00a0\u00a0ou a &#8220;oficialmente&#8221; revolucion\u00e1ria (PSTU, PCO)\u00a0\u00a0\u00e9 justamente a quest\u00e3o de em quem se vai votar, que tem chances de se eleger, quem compor\u00e1 chapa com quem, etc. Do lado da esquerda parlamentar oficial, esta quest\u00e3o \u00e9 de &#8220;vida ou morte&#8221; literalmente, pois ela dirige seus esfor\u00e7os para este fim em si, que s\u00e3o as elei\u00e7\u00f5es, uma vez que ela depende do parlamento para sobreviver. J\u00e1 a esquerda dita revolucion\u00e1ria faz malabarismo te\u00f3ricos e escol\u00e1sticos, evocando os &#8220;ensinamentos&#8221; (sic) de Lenin, contidos no &#8220;Esquerdismo : doen\u00e7a infantil do comunismo&#8221; e outros escritos &#8220;sagrados&#8221; para justificar a sua eterna submiss\u00e3o ao calend\u00e1rio eleitoral. De outro, h\u00e1 uma s\u00e9rie de ex-militantes de diversos partidos e grupos de esquerda que frente a atual situa\u00e7\u00e3o de apatia do movimento de massas e da ofensiva pol\u00edtica da direita, embarcam na quest\u00e3o de que tem-se que votar no mal menor, no caso no reformismo do PT, pois este partido pode fazer administra\u00e7\u00f5es melhores que a da direita, minorar o sofrimento dos marginalizados, etc. O que fazer ?<\/p>\n<p align=\"center\"><b>VOTAR NO PT?<\/b><\/p>\n<p>\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0Do ponto de vista do regime democr\u00e1tico burgu\u00eas, o voto \u00e9 um dos pilares em que se baseia a &#8220;pretensa&#8221; legitimidade dos governantes. Neste sentido a farsa (transformada em festa) eleitoral tem como fundamento as campanhas milion\u00e1rias para ludibriar os trabalhadores em geral e manter a domina\u00e7\u00e3o da minoria privilegiada sobre a maioria explorada. As elei\u00e7\u00f5es s\u00e3o parte de um mecanismo profundamente complexo de domina\u00e7\u00e3o no qual o resultado j\u00e1 se sabe a priori quem ser\u00e1 o vencedor, no caso a burguesia, independente de que partido venha ocupar o poder.<\/p>\n<p>Mesmo se o PT, por exemplo, vier a ganhar as elei\u00e7\u00f5es em tal ou qual cidade, seu governo ser\u00e1 igual, em ess\u00eancia, ao de qualquer partido burgu\u00eas, talvez com menos den\u00fancias de corrup\u00e7\u00e3o aqui e algumas a\u00e7\u00f5es no campo filantr\u00f3pico ali. Qualquer administra\u00e7\u00e3o est\u00e1 subordinada primeiro as domina\u00e7\u00e3o da burguesia e em segundo \u00e0s conjunturas econ\u00f4micas que lhes permitam fazer tal ou qual obra e o PT n\u00e3o foge desta regra. Se compararmos por exemplo, a administra\u00e7\u00e3o do PT em Santo Andr\u00e9 e do PSDB em S\u00e3o Bernardo, n\u00e3o se nota diferen\u00e7a alguma, seja no quesito de obras, seja na rela\u00e7\u00e3o com os trabalhadores do funcionalismo, seja na organiza\u00e7\u00e3o dos trabalhadores. Tanto uma como outra fizeram obras que privilegiaram a classe m\u00e9dia e a burguesia, focaram esfor\u00e7os em reduzir os custos da m\u00e1quina administrativa para pagar as d\u00edvidas com os banqueiros, reprimiram e arrocharam o sal\u00e1rio do funcionalismo e estiveram a todo o momento contra a auto organiza\u00e7\u00e3o dos trabalhadores e suas lutas. \u00c9 \u00f3bvio que n\u00e3o poderia esperar outra coisa tanto do PSDB como do PT, aquele por ser um partido burgu\u00eas declarado e de n\u00e3o ter d\u00favidas de que lado est\u00e1 na luta de classes. Ao PT, que dizem Ter uma base &#8220;oper\u00e1ria&#8221;, a muito tempo \u00e9 um partido social democrata t\u00edpico, inimigo da auto organiza\u00e7\u00e3o dos trabalhadores e do socialismo, com profundas rela\u00e7\u00f5es com setores da burguesia, apesar d0esta nutrir uma certa desconfian\u00e7a em rela\u00e7\u00e3o a esse partido.<\/p>\n<p>Neste sentido, votar no PT \u00e9 hoje uma escolha ilus\u00f3ria dentro da ilus\u00e3o que s\u00e3o as elei\u00e7\u00f5es. Se este partido vai ou n\u00e3o fazer\u00a0\u00a0obras ou combater a corrup\u00e7\u00e3o, se ganhar as elei\u00e7\u00f5es, n\u00e3o depende da vontade partid\u00e1ria e sim da sua rela\u00e7\u00e3o com os interesses da burguesia. E o fato de fazer obras, que tem sido observado, n\u00e3o torna este partido melhor que os outros uma vez que estas obras primeiro tiverem como objetivo melhorar a infra estrutura das cidades para o desenvolvimento dos neg\u00f3cios capitalistas e em segundo lugar, aquelas pequenas obras populistas que foram feitas junto aos setores marginalizados, tiveram como objetivo a constru\u00e7\u00e3o de currais eleitorais e de impedir a auto organiza\u00e7\u00e3o dos trabalhadores.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<h2>A ESQUERDA REVOLUCION\u00c1RIA OFICIAL E AS ELEI\u00c7\u00d5ES<\/h2>\n<p>Do lado da ultra esquerda oficial, a quest\u00e3o \u00e9 aparentemente mais complexa. Aparente porque o objetivo de concorrer na elei\u00e7\u00f5es \u00e9 o mesmo que de qualquer partido :\u00a0<b>eleger<\/b>. Como n\u00e3o tem chances de chegar a cargos executivos, foca toda sua a\u00e7\u00e3o nas elei\u00e7\u00f5es para vereador e deputado. Esta op\u00e7\u00e3o pela necessidade desesperada para eleger de pelo menos um vereador est\u00e1 ligada a uma quest\u00e3o tamb\u00e9m de vida ou morte para estas organiza\u00e7\u00f5es que \u00e9 manter, com o dinheiro do parlamento os in\u00fameros profissionais partid\u00e1rios que segundo a pseudo tradi\u00e7\u00e3o leninista, devem se dedicar integralmente a revolu\u00e7\u00e3o. Como o n\u00famero de militantes dispostos a sustentar burocratas vem diminuindo, cada vez mais estas organiza\u00e7\u00f5es giram em fun\u00e7\u00e3o do calend\u00e1rio eleitoral, seja das elei\u00e7\u00f5es normais ou para as dire\u00e7\u00f5es sindicais, outra fonte de renda para estes partidos.<\/p>\n<p>E o mais incr\u00edvel s\u00e3o os argumentos apresentados para esconder esta realidade e justificar a eterna participa\u00e7\u00e3o nas elei\u00e7\u00f5es. Nas discuss\u00e3o preparat\u00f3rias, s\u00e3o feitos textos e textos com centenas de cita\u00e7\u00f5es de Lenin sobre participar das elei\u00e7\u00f5es, como participar, que \u00e9 um crime n\u00e3o participar, que na elei\u00e7\u00f5es esta a oportunidade de ouro de fazer pol\u00edtica, etc ,etc,\u00a0\u00a0etc.<\/p>\n<p>Mas surge a quest\u00e3o: mesmo assim, por que n\u00e3o votar nos candidatos da esquerda revolucion\u00e1ria ? por que n\u00e3o fortalecer um &#8220;polo revolucion\u00e1rio de esquerda e dos trabalhadores&#8221; frente ao reformismo do PT e frente aos partidos burgueses?<\/p>\n<p>Por simples raz\u00e3o:\u00a0<b>atrav\u00e9s das elei\u00e7\u00f5es n\u00e3o \u00e9 poss\u00edvel formar p\u00f3lo revolucion\u00e1rio algum<\/b>. As elei\u00e7\u00f5es, como foi dito anteriormente, s\u00e3o uma farsa sobre o controle da burguesia. Nelas se concentram toda a mentira, a hipocrisia e a desilus\u00e3o com a pol\u00edtica em geral. Isto n\u00e3o \u00e9 sem raz\u00e3o uma vez que para a burguesia quanto menos discuss\u00e3o, projetos, id\u00e9ias forem debatidas, melhor. N\u00e3o \u00e9 a toa que as campanhas eleitorais s\u00e3o um circo. Acreditar que se pode discutir com os trabalhadores nesta \u00e9poca \u00e9 um duplo engano. Primeiro que n\u00e3o s\u00f3 deve procurar os trabalhadores neste \u00e9poca, como fazem os outro partidos; segundo que muitos trabalhadores est\u00e3o cheios de serem enganados pelos mesmos partidos.<\/p>\n<p align=\"center\"><b>O FAZER NAS ELEI\u00c7\u00d5ES?<\/b><\/p>\n<p>Neste marco fica a pergunta: o que fazer frente as elei\u00e7\u00f5es uma vez que a maioria de uma forma ou de outra vai ou fazer campanha ou votar?<\/p>\n<p>Como fica claro do nosso ponto de vista as elei\u00e7\u00f5es s\u00e3o um engodo e que independente em quem se vote, a vida continuar\u00e1 a mesma para os explorados. Por outro lado h\u00e1 a necessidade de que os revolucion\u00e1rios procurem cavar no meio desta situa\u00e7\u00e3o dif\u00edcil do movimento de massas em espa\u00e7o para que suas id\u00e9ias cheguem aos mais explorados da sociedade, pois s\u00e3o eles quem acabar\u00e3o com a explora\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>A primeira quest\u00e3o que salta aos olhos como necessidade para uma genu\u00edna a\u00e7\u00e3o revolucion\u00e1ria \u00e9 romper com a passividade dos movimento de massas e dos mais destacados ativistas. \u00c9 romper com as formas alienadas de milit\u00e2ncia e de a\u00e7\u00e3o, de subordina\u00e7\u00e3o pol\u00edtica e sindical. Para isso o papel dos revolucion\u00e1rios \u00e9 se inserir nas estruturas sociais dos explorados principalmente os bairros populares e nas estruturas sociais (escola, trabalho, etc) para a realiza\u00e7\u00e3o de um trabalho de conscientiza\u00e7\u00e3o e de organiza\u00e7\u00e3o, interessada somente em que estes trabalhadores tomem em suas m\u00e3os suas lutas.<\/p>\n<p>A Segunda quest\u00e3o \u00e9 a den\u00fancia sistem\u00e1tica e em todos os momentos das estruturas de poder. Um trabalho pedag\u00f3gico est\u00e1 por ser feito uma vez que pouco tem sido feito neste campo e h\u00e1 espa\u00e7o para isso pois muitos\u00a0trabalhadores e jovens est\u00e3o desiludidos com as elei\u00e7\u00f5es e partidos. Canalizar este descontentamento para forma progressivas de organiza\u00e7\u00e3o e consci\u00eancia \u00e9 um dever em primeira inst\u00e2ncia para os revolucion\u00e1rios.<\/p>\n<p>E em terceiro lugar realizar uma\u00a0<b>CAMPANHA PELO VOTO NULO\u00a0<\/b>como forma de materializar a den\u00fancia do regime democr\u00e1tico burgu\u00eas e dos partidos em geral. Uma campanha que esteja centrada em levar as setores de massa as nossas id\u00e9ias sobre o sistema, regime e governo, rompendo com a passividade e aliena\u00e7\u00e3o que significam as elei\u00e7\u00f5es. Podemos fazer plen\u00e1rias, palestra, pixa\u00e7\u00f5es, panfletos, sobre o tema. Podemos fazer uma verdadeira campanha contra as elei\u00e7\u00f5es. Cabe aos revolucion\u00e1rios empunhar esta bandeira.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><b>Recebemos esta carta da dire\u00e7\u00e3o do PSTU do MS e a publicamos, conforme o pedido, na integra. O companheiro Marcio Cabral n\u00e3o quis responder, pois acredita que a carta \u00e9, na verdade, a confirma\u00e7\u00e3o do que foi dito na mat\u00e9ria publicada no jornal anterior sob o t\u00edtulo \u201cZeca do PT (do PSDB&#8230;):<\/b><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Esclarecimentos- PSTU- Regional Campo Grande\/MS<\/p>\n<p align=\"right\">Campo Grande (MS), 12 de Maio de 2000.<\/p>\n<p>Prezados Companheiros do &#8220;Espa\u00e7o Socialista&#8221;,<\/p>\n<p>Solicitamos aos companheiros a publica\u00e7\u00e3o no pr\u00f3ximo n\u00famero do Jornal &#8220;Espa\u00e7o Socialista&#8221; da mat\u00e9ria abaixo lan\u00e7ada, mat\u00e9ria esta concernente a esclarecimentos quanto \u00e0 opini\u00e3o formulada por M\u00e1rcio Cabral, constante no n\u00ba 1 de abril\/2000 respectivo:<\/p>\n<p>Com rela\u00e7\u00e3o ao artigo\u00a0<b>Zeca do PT (do PSDB, do PFL, do PPB, do PTB, das construtoras&#8230;)<\/b>, escrito por M\u00e1rcio Cabral, oportunidade em que foi feita alus\u00e3o ao papel do PSTU de Mato Grosso do Sul quanto \u00e0 campanha eleitoral do candidato, \u00e0 \u00e9poca, Zeca do PT (elei\u00e7\u00f5es de 98), dito artigo merece os esclarecimentos seguintes:<\/p>\n<p>No Estado n\u00f3s n\u00e3o coligamos com quaisquer Frentes e\/ou Partidos, tendo lan\u00e7ado, portanto, nossos candidatos em legenda \u00fanica, tanto para o cargo majorit\u00e1rio de Senador, quanto para os proporcionais, quais sejam, Deputado Federal e Deputados Estaduais.<\/p>\n<p>No que concerne ao Cargo de Governador, n\u00e3o tendo sido lan\u00e7ado candidato para o mesmo, o PSTU,\u00a0<b>ap\u00f3s ampla e democr\u00e1tica discuss\u00e3o em sua base<\/b>, deliberou pelo chamado &#8220;Voto Cr\u00edtico&#8221; ao candidato da Frente Popular, com exig\u00eancias e den\u00fancias diretas para que este (Zeca do PT) rompesse com os Partidos Burgueses. Portanto, n\u00e3o houve apoio &#8220;de fora&#8221; \u00e0quela Frente.<\/p>\n<p>O programa do PSTU se diferenciou sim da Frente Popular supramencionada, tendo em vista ter destacado com amplitude as caracteriza\u00e7\u00f5es das candidaturas lan\u00e7adas pela direita, o ataque aos trabalhadores do Governo de FHC e as mazelas do neoliberalismo com a pol\u00edtica do FMI (&#8230;), mesmo o programa ter sido bancado pelo PT.<\/p>\n<p>Denunciamos com veem\u00eancia, atrav\u00e9s de farto material de campanha distribu\u00eddo em escolas p\u00fablicas, em Universidades e nos locais de trabalho de seus militantes, o car\u00e1ter burgu\u00eas de dita Frente Popular.<\/p>\n<p>Ap\u00f3s a elei\u00e7\u00e3o de 98, n\u00e3o houve tal crise total, n\u00e3o perdendo v\u00e1rios de seus filiados diretamente para o aparato do Governo. O que houve, isto sim, foram afastamentos de tr\u00eas militantes por raz\u00f5es diversas que n\u00e3o crise pol\u00edtica e, inclusive, o afastamento do pr\u00f3prio companheiro M\u00e1rcio, sendo que os filiados democr\u00e1ticos s\u00e3o os que est\u00e3o no Governo..<\/p>\n<p>Mesmo com a ironia do companheiro M\u00e1rcio, de fato o PSTU chama o PT e o Pc do B (e tamb\u00e9m o PCB) para compor uma frente classista (&#8220;vala comum&#8221;), pois os considera\u00a0<b>Partidos Oper\u00e1rios<\/b>, at\u00e9 porque suas fileiras s\u00e3o formadas pela grande massa trabalhadora e estudantil. Dessa forma, \u00e9 quest\u00e3o de vis\u00e3o pol\u00edtica e estrat\u00e9gica quanto \u00e0 forma\u00e7\u00e3o de uma frente classista. Se o comp. M\u00e1rcio n\u00e3o mais comunga dessa id\u00e9ia &#8230;<\/p>\n<p>E mais&#8230; o que muito nos estranha hoje na mat\u00e9ria citada \u00e9 que o &#8220;camarada&#8221; M\u00e1rcio (ainda o consideramos integrante do campo revolucion\u00e1rio) se esquece o que \u00e9 t\u00e1tica, estrat\u00e9gia e, at\u00e9 mesmo, como diferenciar um partido revolucion\u00e1rio do &#8220;ponto conspirativo&#8221; (para jog\u00e1-lo na vala comum) da institucionalidade burguesa do partido legal exigido por sua via eleitoral a qual somos obrigados a participar com toda essa compreens\u00e3o que temos (do que fazermos quando l\u00e1 porventura chegarmos).<\/p>\n<p>Entendemos que esta \u00e9 a discuss\u00e3o mais correta e coerente a ser feita entre revolucion\u00e1rios.<\/p>\n<p>Por fim, n\u00e3o h\u00e1 quaisquer militantes do PSTU exercendo cargos no Governo Popular encabe\u00e7ado pelo PT.<\/p>\n<p align=\"right\">PSTU &#8211; Regional Campo Grande\/MS<\/p>\n<p style=\"text-align: left;\" align=\"right\"><a href=\"http:\/\/espacosocialista.org\/portal\/?p=180#indice\">\u25b2 voltar ao \u00edndice<\/a><\/p>\n<p style=\"text-align: left;\" align=\"right\">\n<\/div>\n<p><a name=\"titulo2\"><\/a><\/p>\n<h1>Construindo o novo internacionalismo<\/h1>\n<p style=\"text-align: right;\">\u00a0Andr\u00e9 Vasconcelos &#8211; membro do coletivo contraacorrente.<\/p>\n<div>\n<p>Vivemos uma \u00e9poca dominada pela produ\u00e7\u00e3o de mercadorias.\u00a0<i>A acumula\u00e7\u00e3o capitalista acontece em escala mundial, a uma velocidade crescente, controlada pelas corpora\u00e7\u00f5es e os investidores transnacionais.<\/i><\/p>\n<p>A a\u00e7\u00e3o dessas corpora\u00e7\u00f5es monopolistas mundializadas visa elevar a lucratividade desse setor do capital, procurando responder \u00e0 crise que se abateu de modo persistente sobre esse sistema desde os anos 70. Para tanto, contam\u00a0<i>com a ajuda de ag\u00eancias internacionais como a Organiza\u00e7\u00e3o Mundial do Com\u00e9rcio (OMC), o Fundo Monet\u00e1rio Internacional (FMI) e o Banco Mundial (BM)<\/i>, cuja atividade junto aos Estados Nacionais tem levado \u00e0 ado\u00e7\u00e3o de medidas que tem o objetivo de dar maior liberdade ao grande capital, para transitar por onde lhe interesse, explorando pessoas e recursos naturais de forma ainda mais intensa.<\/p>\n<p><i>Os efeitos da mundializa\u00e7\u00e3o econ\u00f4mica se expandem pelo tecido de sociedades e comunidades do mundo e integram seus povos em um gigantesco sistema \u00fanico, voltado \u00e0 extra\u00e7\u00e3o do lucro e ao controle dos povos e da natureza.<\/i>\u00a0O movimento hierarquizado do capital tem retirado o acesso \u00e0 produ\u00e7\u00e3o dos meios de vida de amplas camadas populacionais, inclusive nos pa\u00edses ditos desenvolvidos, criando situa\u00e7\u00f5es onde a conviv\u00eancia entre as elites e os setores sociais desprivilegiados tem se dado pela media\u00e7\u00e3o crescente da repress\u00e3o policial, tornando a vida cotidiana um fardo muitas vezes insuport\u00e1vel.<\/p>\n<p>Mas \u00e9 de nossa resist\u00eancia que queremos tratar. Neste aspecto, \u00e9 necess\u00e1rio criar situa\u00e7\u00f5es reais de confronto com as rela\u00e7\u00f5es de mercado<i>, baseadas na coopera\u00e7\u00e3o e na solidariedade em lugar da competi\u00e7\u00e3o e do lucro.<\/i>\u00a0Na pr\u00e1tica, significa constituir diferentes formas de organiza\u00e7\u00e3o, fundamentadas na democracia direta, capazes de responder aos problemas do cotidiano.<\/p>\n<p><i>Estas novas formas de organiza\u00e7\u00e3o aut\u00f4noma dever\u00e3o emergir de e se enraizar em comunidades locais, enquanto ao mesmo tempo pratica a solidariedade internacional,<\/i>\u00a0pois na medida em que o capital reafirma seu car\u00e1ter mundial, temos que responder-lhe \u00e0 altura.<\/p>\n<p>\u00c9 preciso unidade entre as diferentes formas aut\u00f4nomas de organiza\u00e7\u00e3o dos povos, a fim de conformar as resist\u00eancias locais no \u00e2mbito de um movimento total para a supera\u00e7\u00e3o do capitalismo em n\u00edvel mundial. A A\u00e7\u00e3o Global dos Povos \u00e9, neste sentido, um dos momentos da necess\u00e1ria conex\u00e3o entre os movimentos de base. Mas n\u00e3o pode ser o \u00fanico. Na verdade, devem ser infinitos os momentos de interliga\u00e7\u00e3o horizontal desses diversos movimentos populares, de acordo com os objetivos comuns a que se proponham.<\/p>\n<p>Nesse espa\u00e7o de intera\u00e7\u00e3o n\u00e3o h\u00e1 lugar para o sectarismo, pois n\u00e3o se trata de levar \u00e0s \u00faltimas conseq\u00fc\u00eancias a defesa de um programa fechado que levar\u00e1 a humanidade ao \u201cmundo novo\u201d. Mas trata-se de buscar o entendimento a partir da diferen\u00e7a. Abrir espa\u00e7o para a diversidade cultural e nela encontrar a melhor maneira de gerir a vida, livre do mercado e do Estado.<\/p>\n<p>Se queremos construir rela\u00e7\u00f5es diretas entre as pessoas, livres da domina\u00e7\u00e3o do dinheiro, a hora \u00e9 agora. N\u00e3o podemos esperar que uma guerra civil nos coloque o poder nas m\u00e3os. O poder do povo n\u00e3o est\u00e1 acima, mas entre n\u00f3s. Sendo assim, nossa revolu\u00e7\u00e3o j\u00e1 est\u00e1 em curso; resta-nos propagar essa mudan\u00e7a de atitude.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>(*) Os trechos em it\u00e1lico foram extra\u00eddos do manifesto da AGP, aprovado na sua\u00a02\u00aa Confer\u00eancia Mundial, realizada em agosto de 99, em Karnataka, \u00cdndia.<\/p>\n<\/div>\n<p><a href=\"http:\/\/espacosocialista.org\/portal\/?p=180#indice\">\u25b2 voltar ao \u00edndice<\/a><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><a name=\"titulo3\"><\/a><\/p>\n<h1>\u00a0Sobre o crit\u00e9rio de partido<\/h1>\n<div>\n<div>\n<p style=\"text-align: justify;\">Como os leitores que nos acompanha devem ter percebido no \u00faltimo n\u00famero havia um artigo por\u00a0\u00a0escrito em que colocava sobre o governo PTista aqui do MS este artigo provocou por parte dos companheiros do PSTU uma resposta que tamb\u00e9m esta sendo publicada neste n\u00famero. O artigo dos companheiros tenta explicar porque os companheiros apoiaram e continuam a apoiar a id\u00e9ia da frente dos trabalhadores para as elei\u00e7\u00f5es, digo continuam a apoiar porque acabaram de fechar um acordo eleitoral com o PT\u00a0\u00a0para as elei\u00e7\u00f5es municipais que agora\u00a0\u00a0se aproxima tal\u00a0\u00a0pol\u00edtica \u00e9 ainda pior o que demonstra o grau e adapta\u00e7\u00e3o a democracia burguesa que este partido vem sofrendo pior porque se em 1998 o PT podia cumprir um papel de oposi\u00e7\u00e3o as oligarquias e as elites papel esse mesmo na \u00e9poca j\u00e1 question\u00e1vel agora \u00e9 indefens\u00e1vel ainda mais com os partidos coligados que vai\u00a0\u00a0inclusive a direita sua desculpa agora \u00e9 que na \u201dcoliga\u00e7\u00e3o proporcional\u201d\u00a0\u00a0n\u00e3o esta presente os partidos burgueses.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\" align=\"left\">Da\u00ed come\u00e7amos a perguntar como se caracteriza um partido burgu\u00eas ou oper\u00e1rio???? Gostar\u00edamos de perguntar aos companheiros qual \u00e9 o crit\u00e9rio\u00a0\u00a0que se caracteriza o PT como partido oper\u00e1rio ? Segundo algumas defini\u00e7\u00f5es cl\u00e1ssicas o PT j\u00e1 n\u00e3o \u00e9 a muito tempo um partido oper\u00e1rio . Vejamos como definir um partido oper\u00e1rio se sua dire\u00e7\u00e3o \u00e9 uma dire\u00e7\u00e3o burocr\u00e1tica que funciona como um colch\u00e3o entre o movimento e o capital basta lembrar-mos da greve da Petrobr\u00e1s onde Lula o m\u00e1ximo dirigente do partido agiu literalmente como um fura greve, sua pol\u00edtica de defesa do capital n\u00e3o se pode chamar de socialista ou oper\u00e1ria \u00e9 na melhor das hip\u00f3teses e com muitas boa vontade uma pol\u00edtica de desenvolvimento do capital, ou seja , uma ideologia burguesa reacion\u00e1ria que n\u00e3o \u00e9 poss\u00edvel de realizar\u00a0\u00a0na atual etapa de desenvolvimento do capital. A base desse partido e aqui \u00e9 bom lembrar que n\u00e3o \u00e9 s\u00f3 o PT mais tamb\u00e9m os chamados partidos da esquerda com media\u00e7\u00f5es \u00e9 cada vez menos operaria e popular e cada vez mais de funcion\u00e1rios do aparato sindical e agora diretamente\u00a0\u00a0do estado burgu\u00eas. Chegamos a uma encruzilhada para caracterizar tais partidos como oper\u00e1rio para justificar sua pol\u00edtica\u00a0\u00a0o\u00a0\u00a0PSTU\u00a0\u00a0chega a brilhante\u00a0\u00a0caracteriza\u00e7\u00e3o de que o PT e n\u00e3o s\u00f3 o\u00a0\u00a0PT\u00a0\u00a0mais inclusive o PC do B\u00a0\u00a0s\u00e3o partidos oper\u00e1rios porque as\u00a0\u00a0massas tem confian\u00e7a, continuam seguindo-os e votando nesses partidos a perguntamos em nosso pais o Getulismo teve muito mais base social no movimento oper\u00e1rio e nem por isso o caracterizamos com sendo um movimento oper\u00e1rio , Mussoline \u00eddem , se ter a confian\u00e7a das massas \u00e9 um crit\u00e9rio temos que dizer que todos esses populista\u00a0\u00a0tamb\u00e9m s\u00e3o representantes da classe oper\u00e1ria.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u00a0O que esta em jogo na verdade \u00e9 a esquerda tradicional e ai\u00a0\u00a0tamb\u00e9m incluso a ultra esquerda esta empreeguinado de desvios eleitorais e no fundo est\u00e3o preocupados em eleger vereadores e parlamentares e em alguns casos em n\u00e3o se enfrentar com a burocracia . Ao definir sua pol\u00edtica como de exig\u00eancias se denuncias na verdade fica somente na exig\u00eancia nua e crua.<\/p>\n<\/div>\n<\/div>\n<p><a href=\"http:\/\/espacosocialista.org\/portal\/?p=180#indice\">\u25b2 voltar ao \u00edndice<\/a><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><a name=\"titulo4\"><\/a><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<h1>Movimento &#8220;basta&#8221;: paz para a burguesia<\/h1>\n<div>\n<p align=\"right\"><i>\u201cN\u00e3o nos falta nada, minha mulher,<\/i><\/p>\n<p align=\"right\"><i>\u00a0meu filho, para sermos livres como os<\/i><\/p>\n<p align=\"right\"><i>p\u00e1ssaros; nada, a n\u00e3o ser o tempo!\u201d<\/i><\/p>\n<p align=\"right\">(Dehmel, citado por Rosa Luxemburgo)<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\" align=\"left\">A grande imprensa tem alardeado uma dita campanha pela paz, que se intitula como o \u201cBasta\u201d. Esse movimento \u00e9 composto e liderado pela pr\u00f3pria imprensa, por empres\u00e1rios, artistas, profissionais liberais, pela&#8230;(pasmem!) pol\u00edcia militar e outros setores, na imensa maioria ligados a \u00f3rg\u00e3os governamentais e empresariais, com raras exce\u00e7\u00f5es.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Logo surgem algumas perguntas: Quem realmente quer a paz? O que explica a viol\u00eancia em que boa parte do mundo est\u00e1 atolado? Como acabar com a viol\u00eancia e principalmente quem e como se pode conseguir uma paz duradoura?<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u00c9 evidente que n\u00e3o se trata aqui de fazer um estudo aprofundado dessas quest\u00f5es, mas sim de procurar entender minimamente os objetivos dessa campanha e abrir essa discuss\u00e3o sobre o significado da viol\u00eancia, que \u00e9 fundamental para entendermos a nossa realidade.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A primeira quest\u00e3o que deve ser destacado \u00e9 que a viol\u00eancia est\u00e1 localizada centralmente nas grandes concentra\u00e7\u00f5es oper\u00e1rias e na periferia e que s\u00e3o os trabalhadores e pobres que s\u00e3o as principais v\u00edtimas. \u00c9 a\u00ed que aconteceram as chacinas(s\u00f3 na grande SP foram 47 com 169 mortos at\u00e9 julho desse ano), \u00e9 a\u00ed que est\u00e3o os traficantes encastelados e sob a prote\u00e7\u00e3o da pol\u00edcia, \u00e9 ai que milh\u00f5es de jovens se entregam \u00e0s drogas por pura falta de perspectiva de vida e por falta de lazer, \u00e9 ai que a educa\u00e7\u00e3o burguesa tem como\u00a0\u00a0pedagogia oficial colocar o jovem para fora da escola e n\u00e3o atra\u00ed-lo.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A burguesia e a dita \u201cclasse m\u00e9dia alta\u201d n\u00e3o conhecem a viol\u00eancia, pois seus bairros s\u00e3o bem protegidos pela pol\u00edcia e por seguran\u00e7as e guardas particulares. O grande problema, para eles, \u00e9 que tamb\u00e9m t\u00eam que sair para \u201cmundo real\u201d e a\u00ed se deparam com a viol\u00eancia contra os seus bens, fundamentalmente nas esquinas e far\u00f3is. Essa campanha, para o burgu\u00eas, \u00e9 preventiva, \u00e9 para evitar que a viol\u00eancia chegue aos bairros \u201cnobres\u201d. Porque n\u00e3o fizeram campanha contra as chacinas e assassinatos que a pol\u00edcia comete diariamente contra os pobres e explorados? Porque n\u00e3o se rebelaram contra as chacinas da candel\u00e1ria, do Carandir\u00fa\u00a0\u00a0e de Eldorado dos Caraj\u00e1s? Porque se calam diante da viol\u00eancia da pol\u00edcia nas desocupa\u00e7\u00f5es e destrui\u00e7\u00e3o de bairros inteiros da periferia (s\u00f3 para atender aos especuladores imobili\u00e1rios)?<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A quest\u00e3o da viol\u00eancia na sociedade moderna (o Brasil \u00e9 s\u00f3 uma parte dessa realidade) est\u00e1 diretamente relacionada com a manuten\u00e7\u00e3o da ordem econ\u00f4mica e pol\u00edtica do capitalismo. A viol\u00eancia na atualidade tem cada vez mais a cara do capitalismo contempor\u00e2neo, se estruturou de tal maneira que adquiriu caracter\u00edsticas de um Estado.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Quando falo de Estado, me refiro exatamente como um poder estruturado, pois possuem parlamentares (fam\u00edlia Farias de AL, Hildebrando do Acre, etc), ju\u00edzes (com a tarefa de expedir os \u201chabeas corpus\u201d, relaxar a pris\u00e3o e outros mecanismos processuais), policiais e carcereiros (para facilitar as fugas, proteger o local do tr\u00e1fico, etc), oficiais das for\u00e7as armadas (lembram dos oficiais da aeron\u00e1utica?) e, como todo Estado, \u00e9 fortemente armado. Enfim h\u00e1 toda uma rede de sustenta\u00e7\u00e3o do crime e da viol\u00eancia que se institucionalizou e que al\u00e9m do conhecimento das \u201cautoridades\u201d tamb\u00e9m tem a prote\u00e7\u00e3o das institui\u00e7\u00f5es oficiais. Atuam com a coniv\u00eancia do Estado oficial, pois cumprem um papel fundamental para a manuten\u00e7\u00e3o do capitalismo: o controle dos trabalhadores e dos explorados. Basta ver que nos grandes centros n\u00e3o existe mais o bate papo entre vizinhos e amigos seja nos \u201cbotecos\u201d ou nas pra\u00e7as, todos se recolhem cedo (se n\u00e3o tem conversa n\u00e3o tem troca de experi\u00eancia e questionamento coletivo da econ\u00f4mica, do governo, da pol\u00edcia). Nestes locais \u00e9 proibido se reunir \u00e0 noite e qualquer organiza\u00e7\u00e3o popular deve ter o consentimento dos chefes do crime organizado.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Nos morros, favelas e periferia est\u00e3o \u201cescondidos\u201d (todo mundo sabe onde est\u00e3o, at\u00e9 a pol\u00edcia&#8230;) os traficantes (lembram do Fernandinho Beira Mar?) e\u00a0\u00a0que literalmente controlam essas regi\u00f5es, imp\u00f5em toque de recolher, decretam a\u00a0\u00a0necessidade de autoriza\u00e7\u00e3o para entrar e para sair, realizam julgamentos e execu\u00e7\u00f5es sum\u00e1rias daqueles que ousam desafi\u00e1-los, ou seja, o que a ditadura fazia agora \u00e9 este Estado paralelo que faz.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">H\u00e1 uma divis\u00e3o de tarefas, onde o Estado oficial cuida da entrega das estatais, de gerir os neg\u00f3cios da burguesia e dos aspectos legais da repress\u00e3o (os processos \u201clegais\u201d, as pris\u00f5es pol\u00edticas \u201cdentro da lei\u201d, etc.). O Estado paralelo tem como principal tarefa o controle dos trabalhadores e do povo oprimido, podemos dizer que temos um \u201cEstado Democr\u00e1tico de Direito\u201d, representando o oficial e um \u201cEstado Ditatorial\u201d que \u00e9 o paralelo, mas os dois t\u00eam o mesmo objetivo.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">N\u00e3o pensem que esta organiza\u00e7\u00e3o paralela atua s\u00f3 com a for\u00e7a, pois tamb\u00e9m tem seu lado \u201cdemocr\u00e1tico\u201d quando realizam fun\u00e7\u00f5es sociais como a distribui\u00e7\u00e3o de cestas b\u00e1sicas, ajuda para enterro, planos m\u00e9dicos, creches e at\u00e9 empr\u00e9stimo de dinheiro (claro que deve ser pago&#8230;). Protegem a comunidade, conversam e ouvem os problemas dos moradores, enfim um papel digno das institui\u00e7\u00f5es do Estado oficial.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><b><span style=\"text-decoration: underline;\">\u00a0<\/span><\/b><\/p>\n<h2 style=\"text-align: justify;\">DA SEGURAN\u00c7A PARTICULAR AOS GRUPOS PARAMILITARES<\/h2>\n<p style=\"text-align: justify;\">Outra quest\u00e3o que deve ser analisada \u00e9 o armamento privado que \u00e9 cada vez mais presente. Al\u00e9m do armamento das quadrilhas e do tr\u00e1fico, no campo h\u00e1 anos temos a UDR e os fazendeiros com seus jagun\u00e7os que desde 1995 j\u00e1 assassinaram 214 trabalhadores sem terra em processos de luta pela terra e n\u00e3o houve nenhuma condena\u00e7\u00e3o. Nas grandes cidades os empres\u00e1rios est\u00e3o formando um verdadeiro ex\u00e9rcito particular. As empresas de seguran\u00e7a particular (quase sempre de propriedade da oficialidade da policia e que v\u00e1rios policiais fazem \u201cbico\u201d), tanto nas cidades como no campo, v\u00e3o se constituindo como uma base real e objetiva para forma\u00e7\u00e3o de grupos paramilitares e que diante de qualquer amea\u00e7a \u00e0 propriedade privada executam sem nenhum constrangimento.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Essa quest\u00e3o do armamento particular dos capitalistas \u00e9 de fundamental import\u00e2ncia entendermos, pois a Col\u00f4mbia e seus grupos paramilitares, os paramilitares das ditaduras do Cone Sul e mesmo aqui no campo brasileiro com a UDR e seus jagun\u00e7os\u00a0\u00a0se originaram a partir de seguran\u00e7as particulares dos fazendeiros e grandes latifundi\u00e1rios.<\/p>\n<h2 style=\"text-align: justify;\">QUE PAZ QUEREMOS?<\/h2>\n<p style=\"text-align: justify;\">Estou contra essa campanha c\u00ednica\u00a0\u00a0porque ela n\u00e3o tem como preocupa\u00e7\u00e3o central a paz para todos, mas sim para os ricos. Est\u00e3o preocupados com os seus Rolls Royce, Mercedes, seus importados e rel\u00f3gios \u201crolex\u201d. N\u00e3o pensam nos jovens da periferia nem nos sem terra, nos desempregados, nos favelados. N\u00e3o se referem \u00e0s medidas necess\u00e1rias para p\u00f4r fim \u00e0 viol\u00eancia, pois teriam que discutir solu\u00e7\u00f5es para o desemprego, o lazer, a educa\u00e7\u00e3o, a reforma agr\u00e1ria o que levaria a colocar em xeque a pr\u00f3pria exist\u00eancia da domina\u00e7\u00e3o capitalista.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A paz plena s\u00f3 ser\u00e1 alcan\u00e7ada quando conseguirmos construir uma sociedade que n\u00e3o tenha como a explora\u00e7\u00e3o do homem pelo homem, quando a vida for mais importante que o dinheiro e os bens materiais,\u00a0\u00a0quando a realidade for t\u00e3o maravilhosa que n\u00e3o se precise de drogas para \u201cfugir da realidade\u201d, quando, como disse Trotsky,\u00a0\u00a0livrarmos a vida de todo o mal e possamos desfrut\u00e1-la plenamente. S\u00f3 conseguiremos a paz quando a humanidade extirpar\u00a0\u00a0o mal capitalista e os \u201cfalsos socialismos\u201d . S\u00f3 o socialismo verdadeiro, democr\u00e1tico, livre de toda e qualquer burocracia, pode nos dar a paz., ou seja, s\u00f3 quando existir uma sociedade sem explorados e exploradores, onde a coletividade auto-organizada, exer\u00e7a diretamente o poder, sem qualquer intermedia\u00e7\u00e3o ou \u201crepresentante\u201d.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">E essa tarefa s\u00f3 os trabalhadores e aos explorados podem realiz\u00e1-la. Os capitalistas n\u00e3o tem paz para nos oferecer.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A campanha do \u201cBasta\u201d jamais conseguir\u00e1 a paz , pois ela n\u00e3o ataca o principal sustent\u00e1culo da viol\u00eancia que \u00e9 o capitalismo. S\u00f3 colocando fim ao capitalismo \u00e9 que teremos paz, pois a viol\u00eancia \u00e9 inerente ao capitalismo.<\/p>\n<p style=\"text-align: left;\" align=\"right\"><a href=\"http:\/\/espacosocialista.org\/portal\/?p=180#indice\">\u25b2 voltar ao \u00edndice<\/a><\/p>\n<p style=\"text-align: left;\" align=\"right\"><a name=\"titulo5\"><\/a><\/p>\n<h1>Luta de categoria ou luta unit\u00e1ria dos explorados?<\/h1>\n<p style=\"text-align: right;\"><i>Iri, Alex, Neu e Re &#8211; ( ABC- SP )<\/i><\/p>\n<div>\n<p>\u00a0<b><i>( considera\u00e7\u00f5es sobre a greve dos professores de S\u00e3o Paulo)<\/i><\/b><\/p>\n<p>A greve dos profissionais da educa\u00e7\u00e3o da rede estadual por 43 dias, que ocorreu no mesmo per\u00edodo que a greve dos trabalhadores da sa\u00fade, universidades, ETE\u00b4s e paralisa\u00e7\u00e3o dos metrovi\u00e1rios, foi\u00a0\u00a0marcada por uma dura realidade:<b>a fal\u00eancia do padr\u00e3o de lutas de categoria corporativas e centradas na reivindica\u00e7\u00e3o salarial ou na melhoria da carreira<\/b>.<\/p>\n<p>Torna-se imposs\u00edvel saber com certeza qual foi a ades\u00e3o ao movimento, tanto pela sua oscila\u00e7\u00e3o constante, quanto pela utiliza\u00e7\u00e3o manipulat\u00f3ria \u2013 pelo governo e pelo sindicato (APEOESP) &#8211; dos n\u00fameros da paralisa\u00e7\u00e3o. As estimativas em momentos de crescimento falavam de 50% com muita desigualdade, principalmente entre o interior do estado, onde a ades\u00e3o foi maior, e a regi\u00e3o da capital e ABCD em que a greve foi um fiasco.<\/p>\n<p>Nos \u00faltimos 10 dias as assembl\u00e9ias regionais e at\u00e9 a estadual j\u00e1 expressavam o fim da greve com o esvaziamento quase total e o retorno ao trabalho de quase todos os professores.<\/p>\n<p>A intransig\u00eancia do governo Covas &#8211; ao se recusar a negociar com os professores, ao colocar a tropa de choque para impedir ou intimidar as assembl\u00e9ias, nas diversas provoca\u00e7\u00f5es ao movimento e, depois da greve, em descontar os dias parados e impor um calend\u00e1rio de reposi\u00e7\u00e3o &#8211; expressa o interesse em preservar acima de tudo a garantia da manuten\u00e7\u00e3o das remessas de juros da d\u00edvida externa e a necessidade de manter as escolas como instrumento de conten\u00e7\u00e3o social.<\/p>\n<p>Essa intransig\u00eancia do governo de S\u00e3o Paulo, que tamb\u00e9m se demonstrou na desocupa\u00e7\u00e3o em Guaianazes, se enquadra numa ofensiva nacional (pris\u00e3o e assassinato de sem-terras) e at\u00e9 mundial de repress\u00e3o aos movimentos sociais. Essa repress\u00e3o se imp\u00f5e com mais facilidade sobre os movimentos isolados, ao n\u00e3o serem capazes de despertar as energias dos imensos contingentes de prolet\u00e1rios, cuja participa\u00e7\u00e3o poderia mudar totalmente o rumo dos acontecimentos.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p align=\"center\"><b>A DECAD\u00caNCIA DO ENSINO P\u00daBLICO E DO MOVIMENTO SINDICAL&#8230;<\/b><\/p>\n<p><b><i>\u00a0<\/i><\/b>Nas escolas enfrentamos desde os problemas com a falta de materiais pedag\u00f3gicos, passando pelo despreparo e desmoraliza\u00e7\u00e3o de muitos profissionais at\u00e9 a acomoda\u00e7\u00e3o com a crescente viol\u00eancia instalada ao nosso redor, o des\u00e2nimo,\u00a0\u00a0o baixo n\u00edvel de ensino e falta de perspectiva e de interesse aos estudos de nossos jovens.<\/p>\n<p>Nos \u00faltimos quatro anos foram demitidos mais de 60 mil professores e aumentou a fragmenta\u00e7\u00e3o da categoria (efetivos, est\u00e1veis, ACT\u2019s, substitutos, eventuais, monitores, etc). Milhares de novas demiss\u00f5es est\u00e3o previstas para o pr\u00f3ximo ano com a Reforma do Ensino M\u00e9dio. Desenvolve-se uma campanha permanente de incentivo \u00e0 competi\u00e7\u00e3o entre escolas e professores, sobre quem pesa, al\u00e9m de tudo, o mecanismo da avalia\u00e7\u00e3o anual de desempenho.<\/p>\n<p><b>O desemprego e a fragmenta\u00e7\u00e3o das categorias, a mundializa\u00e7\u00e3o da produ\u00e7\u00e3o e dos movimentos de capitais financeiros s\u00e3o os fatores objetivos que levaram as lutas de categoria \u00e0 decad\u00eancia<\/b>. Foram rea\u00e7\u00f5es dos empres\u00e1rios e governos de diversos pa\u00edses no sentido de aumentar a explora\u00e7\u00e3o e a domina\u00e7\u00e3o sobre os trabalhadores, dificultando sua resist\u00eancia.<\/p>\n<p>Mas, n\u00e3o podemos nos esquecer da a\u00e7\u00e3o e da ideologia desenvolvidas pelas dire\u00e7\u00f5es sindicais que foi de aceitar e at\u00e9 implementar junto com\u00a0\u00a0os empres\u00e1rios e o governo\u00a0\u00a0suas principais pol\u00edticas.<\/p>\n<p>A perda de refer\u00eancias e alternativas geradas por essas mudan\u00e7as enfraqueceram as antigas formas de luta. Acentuaram-se ent\u00e3o o individualismo e a ideologia de que s\u00f3 resta nos submeter e aceitar, \u201cse n\u00e3o, \u00e9 pior\u201d.<\/p>\n<p><b>O padr\u00e3o anterior, de lutas de categoria, que se desenvolveu nos anos 70 e 80, tamb\u00e9m teve como problemas a adapta\u00e7\u00e3o e depend\u00eancia frente ao poder de Estado<\/b>. Os sindicatos foram criados \u00e0 imagem e semelhan\u00e7a do estado e neles predominam rela\u00e7\u00f5es centralizadoras, burocr\u00e1ticas e corrompidas.<\/p>\n<p>Mesmo que esse tipo de movimento e de estrutura, com todos os problemas, tenham obtido conquistas nas d\u00e9cadas anteriores, mostram-se completamente ultrapassados e impr\u00f3prios para enfrentar os desafios atuais.<\/p>\n<p>No caso dos professores e do funcionalismo p\u00fablico, tamb\u00e9m foi reproduzida a rela\u00e7\u00e3o impositiva com os alunos e pais. Isso tudo se expressa quando uma greve \u00e9 decretada e conduzida de cima para baixo, n\u00e3o considerando os diretamente afetados (professores, pais e alunos).<\/p>\n<p>Ao insistir na quest\u00e3o salarial, como eixo da pauta,\u00a0\u00a0ao inv\u00e9s das condi\u00e7\u00f5es de ensino, mesmo depois de perder essa vota\u00e7\u00e3o em assembl\u00e9ia, a dire\u00e7\u00e3o do sindicato e parte da \u201coposi\u00e7\u00e3o\u201d prejudicaram nosso movimento em tr\u00eas aspectos: deram ao governo e \u00e0 imprensa burguesa o argumento para limitarem nossa luta \u00e0\u00a0\u00a0reposi\u00e7\u00e3o dos 54%; jogaram parte da popula\u00e7\u00e3o contra o movimento e contrariaram os professores, que entraram em greve visando centralmente a luta contra o corte de aulas (Reforma do Ensino M\u00e9dio) e a precariza\u00e7\u00e3o geral do ensino.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p align=\"center\"><b>BUSCANDO NOVOS CAMINHOS&#8230;<\/b><\/p>\n<p>\u00a0Com tudo isso, hoje os problemas que nos afligem s\u00e3o muito maiores do que o sal\u00e1rio.\u00a0<b>A luta a ser travada necessita romper com as fronteiras da\u00a0<i>luta de categoria<\/i>\u00a0\u00a0colocando-se como l<i>uta da classe trabalhadora,\u00a0<\/i>tendo como primeiro passo a uni\u00e3o das comunidades (professores, alunos, pais e demais trabalhadores).<\/b><\/p>\n<p>A total degrada\u00e7\u00e3o do ensino p\u00fablico, que \u00e9 tamb\u00e9m da sa\u00fade p\u00fablica, do transporte e da moradia que atendem aos trabalhadores, desempregados e seus filhos nos empurram aos guetos e ao aprofundamento da mis\u00e9ria na periferia.<\/p>\n<p><b>\u00c9 necess\u00e1rio um novo padr\u00e3o de luta e organiza\u00e7\u00e3o que permita e desenvolva as iniciativas de romper com a passividade e a representatividade em cada escola e bairro<\/b>.<\/p>\n<p>A uni\u00e3o de professores, alunos e pais numa luta pela ocupa\u00e7\u00e3o democr\u00e1tica do espa\u00e7o da escola, tanto no cotidiano das aulas como nos finais de semana; as iniciativas de auto-organiza\u00e7\u00e3o como oficinas de Hip-Hop (rap, grafite, street dance) teatro, capoeira, etc s\u00e3o importantes para desenvolver o senso de solidariedade e consci\u00eancia de classe em nossas comunidades.<\/p>\n<p>O desenvolvimento dessas e de outras pr\u00e1ticas comunit\u00e1rias e solid\u00e1rias pode se constituir como ponto de apoio para novas lutas contra a degrada\u00e7\u00e3o do ensino p\u00fablico, pelo aumento das verbas e\u00a0\u00a0pelo direito de decidirmos coletivamente sobre o seu uso.<\/p>\n<p>Com a extens\u00e3o desse movimento se desenvolver\u00e3o novas formas de interc\u00e2mbio e coordena\u00e7\u00e3o entre as comunidades e com outros movimentos sociais.<\/p>\n<p>Assim, estaremos ao mesmo tempo lutando contra o capitalismo e buscando construir os germes de uma nova sociedade.<\/p>\n<\/div>\n<p style=\"text-align: left;\" align=\"right\"><a href=\"http:\/\/espacosocialista.org\/portal\/?p=180#indice\">\u25b2<\/a><a href=\"http:\/\/espacosocialista.org\/portal\/?p=180#indice\">voltar ao \u00edndice<\/a><\/p>\n<p style=\"text-align: left;\" align=\"right\"><a name=\"titulo6\"><\/a><\/p>\n<h1>A contra-revolu\u00e7\u00e3o que foi longe demais<\/h1>\n<p style=\"text-align: right;\">Ney \u2013 militante do Coletivo Bandeira Vermelha &#8211; Rio de Janeiro, 03\/07\/2000.<\/p>\n<div>\n<p>A poeira do muro derrubado em 89 vai baixando lentamente, podemos ent\u00e3o come\u00e7ar a distinguir algumas correntes do\u00a0pensamento marxista em meio aos escombros da crise pol\u00edtica desencadeada pelos acontecimentos na\u00a0\u00a0antiga Uni\u00e3o Sovi\u00e9tica e leste europeu.<\/p>\n<p>As interpreta\u00e7\u00f5es do processo s\u00e3o as mais variadas, n\u00e3o \u00e9 nossa inten\u00e7\u00e3o nos deter sobre elas, mas buscando entender os novos posicionamentos que surgem na vanguarda militante temos que discutir o significado do que desencadeou tanta pol\u00eamica e novas elabora\u00e7\u00f5es.<\/p>\n<p>A contra-revolu\u00e7\u00e3o\u00a0\u00a0consumada no final dos anos vinte na Uni\u00e3o Sovi\u00e9tica pela burocracia stalinista, resultou em seis d\u00e9cadas de opress\u00e3o. Ao se apropriar das vantagens da planifica\u00e7\u00e3o econ\u00f4mica, que tirou do atraso secular o povo russo, essa burocracia conseguiu estabilizar o seu regime pol\u00edtico, apoiada ainda num sistema repressivo brutal\u00a0\u00a0contra qualquer tentativa de organiza\u00e7\u00e3o oper\u00e1ria independente ou oposi\u00e7\u00e3o pol\u00edtica.<\/p>\n<p>As conseq\u00fc\u00eancias para o proletariado sovi\u00e9tico de um per\u00edodo t\u00e3o longo de domina\u00e7\u00e3o burocr\u00e1tica\u00a0\u00a0n\u00e3o poderiam ser mais nefastas. Foram duas gera\u00e7\u00f5es cultivadas no mais completo obscurantismo pol\u00edtico e ideol\u00f3gico, na total aus\u00eancia de iniciativa e organiza\u00e7\u00e3o pol\u00edtica independente. A contra-revolu\u00e7\u00e3o s\u00f3 se sentiria segura quando aniquilasse a consci\u00eancia revolucion\u00e1ria e de classe do proletariado russo.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<h2>DERROTA NA VIT\u00d3RIA<\/h2>\n<p style=\"text-align: justify;\" align=\"center\">Por mais que tenha se estendido ao longo do tempo, ( em parte tamb\u00e9m devido a her\u00f3ica resist\u00eancia e posterior vit\u00f3ria do povo sovi\u00e9tico contra o nazismo que trouxeram enorme prest\u00edgio para o PC) o regime da burocracia contra-revolucion\u00e1ria s\u00f3 poderia ser transit\u00f3rio, sua vit\u00f3ria final tamb\u00e9m seria sua derrota, seu desaparecimento enquanto intermedi\u00e1rio do capitalismo. A aus\u00eancia de uma alternativa revolucion\u00e1ria frente a derrocada desse regime obscurantista s\u00f3 pode ser compreendida dessa forma: como um proletariado derrotado, desorganizado, poderia ser o dirigente pol\u00edtico das mobiliza\u00e7\u00f5es anti-burocr\u00e1ticas\u00a0\u00a0levantando o programa da revolu\u00e7\u00e3o socialista? Seria um verdadeiro milagre.<\/p>\n<p>Um aspecto ainda mais grave dos acontecimentos sovi\u00e9ticos, \u00e9 que a contra-revolu\u00e7\u00e3o estendeu sua influ\u00eancia ao movimento revolucion\u00e1rio no mundo. Primeiro nos partidos comunistas que permaneceram atrelados a III Internacional, e mesmo as organiza\u00e7\u00f5es marxistas que buscavam se contrapor ao stalinismo n\u00e3o escaparam da influ\u00eancia dos novos m\u00e9todos dos vitoriosos.<\/p>\n<p>Foi assim que o centralismo democr\u00e1tico, ferramenta das mais potentes para levar adiante o combate da classe trabalhadora contra o imperialismo, foi transformado em centralismo burocr\u00e1tico, em mandonismo, em cupulismo, em dirigismo e etc. O partido revolucion\u00e1rio, entidade de liberta\u00e7\u00e3o dos trabalhadores, dos subalternos, a verdadeira universidade oper\u00e1ria, exerc\u00edcio de democracia mais aut\u00eantica, constru\u00eddo na estrat\u00e9gia de fomentar o fim da diferen\u00e7a entre dirigentes e dirigidos, se transforma em aparato, em superestrutura pol\u00edtica, onde a divis\u00e3o de tarefas se consolida entre os guias geniais, e os simples executores. Muito distante do partido sonhado por Gramsci, que assim o definia em um artigo do L\u00b4Ordine Nuovo de 1920, \u201c<i>O Partido Comunista \u00e9 o instrumento e a forma hist\u00f3rica do processo de \u00edntima liberta\u00e7\u00e3o pela qual o oper\u00e1rio passa de executor a iniciador, passa de massa a dirigente e guia, passa de bra\u00e7o a c\u00e9rebro e vontade; na forma\u00e7\u00e3o do Partido Comunista pode-se colher o germe de liberdade que ter\u00e1 o seu desenvolvimento e a sua plena expans\u00e3o quando o Estado Oper\u00e1rio tiver organizado as condi\u00e7\u00f5es materiais necess\u00e1rias.\u201d<\/i><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<h2 style=\"text-align: left;\" align=\"center\">UM RESGATE NECESS\u00c1RIO<\/h2>\n<p style=\"text-align: justify;\" align=\"center\">Se tomamos essas mudan\u00e7as no movimento marxista mundial, como resultado hist\u00f3rico da vit\u00f3ria da contra-revolu\u00e7\u00e3o, conclu\u00edmos que o resgate do Partido e do seu m\u00e9todo, o centralismo democr\u00e1tico,\u00a0\u00a0s\u00e3o decisivos para recolocar o proletariado no centro da luta mundial contra o capitalismo. Mais ainda, considerando o atual est\u00e1gio de centraliza\u00e7ao e militariza\u00e7\u00e3o do imperialismo, e a crescente degenera\u00e7\u00e3o capitalista com a violenta exclus\u00e3o social, podemos prever um endurecimento cada vez maior dos embates, e a necessidade de uma verdadeira disciplina fundada na rela\u00e7\u00e3o de confian\u00e7a entre revolucion\u00e1rios. Os que imaginam arranhar o poder do capital com manifesta\u00e7\u00f5es que atrasam em algumas horas encontros de organismos financeiros internacionais, s\u00e3o coerentes ao defender \u201corganiza\u00e7\u00f5es horizontais\u201d, e que \u201ca for\u00e7a do movimento\u00a0\u00a0independe de quem esteja em sua dire\u00e7\u00e3o\u201d.<\/p>\n<p>N\u00e3o se pode falar de socialismo, de revolu\u00e7\u00e3o e luta de classes, sem discutir organiza\u00e7\u00e3o a s\u00e9rio. N\u00e3o temos nenhuma pretens\u00e3o a descobridores ou inventores de novas teorias,\u00a0\u00a0o marxismo-leninismo nos legou um arsenal suficiente, como seus disc\u00edpulos nos cabe desenvolve-lo e impulsiona-lo. Em \u201c<i>Um Passo\u00a0\u00a0em Frente, Dois Passos Atr\u00e1s<\/i>\u201d, Lenin apontou os elementos fundamentais da organiza\u00e7\u00e3o que seria a dirigente do processo revolucion\u00e1rio de 1917 na R\u00fassia. Esclarece confus\u00f5es que v\u00eam a tona hoje em dia, com a roupagem moderna das rela\u00e7\u00f5es horizontais com a classe, quando definia que \u201c<i>Se considerarmos membros do partido apenas os aderentes \u00e0s organiza\u00e7\u00f5es que reconhecemos como organiza\u00e7\u00f5es do partido, ent\u00e3o as pessoas que n\u00e3o possam entrar diretamente em nenhuma organiza\u00e7\u00e3o do partido podem, no entanto, militar numa organiza\u00e7\u00e3o que n\u00e3o seja do partido, mas que esteja em contato com ele. Por conseq\u00fc\u00eancia, n\u00e3o se trata de modo algum de deitar pela borda fora ningu\u00e9m, isto \u00e9, afastar do trabalho, da participa\u00e7\u00e3o no movimento. Pelo contr\u00e1rio, quanto mais fortes forem as nossas organiza\u00e7\u00f5es do partido, englobando verdadeiros comunistas, quanto menos hesita\u00e7\u00e3o e instabilidade houver no interior do partido, mais larga, mais variada, mais rica e mais fecunda ser\u00e1 a influ\u00eancia do partido sobre os elementos das massas oper\u00e1rias que o rodeiam e por ele s\u00e3o dirigidos. Com efeito, n\u00e3o se pode confundir o partido, como destacamento de vanguarda da classe oper\u00e1ria, com toda a classe.\u201d<\/i><\/p>\n<p>O movimento extremamente progressivo\u00a0\u00a0de nega\u00e7\u00e3o das pr\u00e1ticas esp\u00farias do stalinismo e da influ\u00eancia que exerceu no movimento oper\u00e1rio, n\u00e3o pode nos levar ao exagero ou ao invencionismo, mesmo porque os acontecimentos de 89 na antiga Uni\u00e3o Sovi\u00e9tica demonstraram de forma cabal a fal\u00eancia do modelo fundado pela contra-revolu\u00e7\u00e3o, parteira da restaura\u00e7\u00e3o capitalista em curso, abrindo um novo tempo para o movimento oper\u00e1rio, um tempo de reafirma\u00e7\u00e3o de nossos princ\u00edpios, confirmados pelo passado e pelo presente.<\/p>\n<\/div>\n<p style=\"text-align: left;\" align=\"right\"><a href=\"http:\/\/espacosocialista.org\/portal\/?p=180#indice\">\u25b2 voltar ao \u00edndice<\/a><\/p>\n<p style=\"text-align: left;\" align=\"right\"><a name=\"titulo7\"><\/a><\/p>\n<h1 id=\"page-title\">Mulheres!<\/h1>\n<p style=\"text-align: right;\">Geraldo e Lucidelma \u2013 Assis\/SP<\/p>\n<div id=\"node-187\">\n<p>No sistema capitalista voc\u00eas s\u00e3o as que mais trabalham e menos recebem.<br \/>\n\u00c9 claro que existe muito Homens que trabalham mais do que voc\u00eas, mas o\u00a0m\u00ednimo, mesmo que seja o m\u00ednimo do m\u00ednimo, eles recebem.<br \/>\nEsse sistema necessita, constantemente, de reciclar o seu ac\u00famulo de\u00a0produ\u00e7\u00e3o, isto \u00e9, ter e explorar cada vez mais trabalhadores novos e com\u00a0total energia potencial.<\/p>\n<p>Entretanto, nesta sociedade, quem cria, quem educa, alimenta, veste,\u00a0orienta e at\u00e9 sustenta as fam\u00edlias, hoje, cada vez mais, al\u00e9m de ser a base\u00a0da reprodu\u00e7\u00e3o; N\u00e3o s\u00e3o voc\u00eas, Mulheres???<\/p>\n<p>O que voc\u00eas recebem para procriar?<\/p>\n<p>O que voc\u00eas recebem para amamentar?<\/p>\n<p>Nada! Muito menos o principal que deveriam receber em troca dessas\u00a0a\u00e7\u00f5es, que \u00e9 o aval social de que seus filhos ser\u00e3o respeitados como\u00a0seres humanos e ter\u00e3o o direito \u00fanico, que dessas a\u00e7\u00f5es voc\u00eas poderiam\u00a0cobrar: O DIREITO DE VIVER E N\u00c3O O DE SE VENDER.<\/p>\n<p>Na maioria das vezes sem receber nada em troca, a n\u00e3o ser a Morte que ainda\u00a0\u00e9 universal \u00e0 todos.\u00a0Por isso, Mulheres, REBELEM-SE!<br \/>\nN\u00e3o sustentem um sistema t\u00e3o nocivo \u00e0 Vida como \u00e9 o CAPITALISMO.\u00a0IMPONHAM-SE COMO SUJEITO, DOMINANTE DE SI MESMO!<\/p>\n<p>Diminuam a quantidade de gravidez!<\/p>\n<p>Imponham o uso da camisinha e de outros meios!<\/p>\n<p>Se poss\u00edvel, nesta atual sociedade, n\u00e3o tenham filhos! Mostrem que voc\u00eas\u00a0n\u00e3o s\u00e3o objetos , exclusivos, muito menos para esse fim, em uma sociedade\u00a0t\u00e3o deplor\u00e1vel como esta.<\/p>\n<p>Voc\u00eas, n\u00f3s, seres humanos, fomos iludidos, embriagados atrav\u00e9s de &#8220;hist\u00f3rinhas&#8221; , valores \u00e9ticos e morais, incompat\u00edveis com o nosso verdadeiro\u00a0valor em si, o valor de ser, e n\u00e3o o de Ter-que se vender.<\/p>\n<p>Sejamos solid\u00e1rios uns com os outros; E ent\u00e3o, encontraremos um eixo de\u00a0harmonia em nossas rela\u00e7\u00f5es sociais.<\/p>\n<p>Sejamos solid\u00e1rios porque gostamos e necessitamos um dos outros, e n\u00e3o\u00a0porque queremos TER algo \u00e0 mais de outrem;<\/p>\n<p>Mais do que Mulheres, voc\u00eas s\u00e3o Seres, e como todos dessa Natureza t\u00e3o\u00a0bela, mas t\u00e3o maltrada, merecem respeito.<\/p>\n<p>E principalmente, porque s\u00e3o pessoas, seres humanos e n\u00e3o Coisas.<\/p>\n<p>IRM\u00c3S! VOC\u00caS S\u00c3O MUITO!!!<br \/>\nMERECEM MUITO!<br \/>\nESSA LUTA \u00c9 DE TODOS N\u00d3S!<\/p>\n<p><a href=\"http:\/\/espacosocialista.org\/portal\/?p=180#indice\">\u25b2 voltar ao \u00edndice<\/a><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<\/div>\n<p style=\"text-align: left;\" align=\"right\"><a name=\"titulo8\"><\/a><\/p>\n<h1>Mumia: continua a campanha pela sua liberta\u00e7\u00e3o<\/h1>\n<div>\n<div>\n<p>Mumia Abu-Jamal \u00e9 um importante ativista e militante de esquerda americano. Foi um dos principais dirigentes dos \u201cPanteras Negras\u201d dos EUA.<\/p>\n<p>Com um processo cheio de falhas e extremamente viciado que tem como objetivo puni-lo por ser negro e principalmente por ser \u201ccontra o sistema\u201d, por ser um militante anti-capitalista.<\/p>\n<p>Esta preso h\u00e1 17 anos e j\u00e1 esteve perto da execu\u00e7\u00e3o por duas vezes, sendo salvo gra\u00e7as a campanha internacional pela suspens\u00e3o da pena de morte e para sua liberta\u00e7\u00e3o imediata.<\/p>\n<p>N\u00e3o h\u00e1 nenhum pronunciamento oficial da justi\u00e7a (?) americana sobre o pedido para um novo julgamento para apresentar as provas e evid\u00eancias que o juiz at\u00e9 agora se recusou a analis\u00e1-las.<\/p>\n<p>Mas sabemos que s\u00f3 a campanha e solidariedade de todos os trabalhadores e dos lutadores em particular pode obrigar aos racistas americanos a recuarem e o colocarem em liberdade imediatamente.<\/p>\n<p>No dia 13 de Maio foram realizadas diversas a\u00e7\u00f5es por todo o mundo, inclusive aqui no Brasil.<\/p>\n<p>S\/P aconteceu um ato na Pra\u00e7a Ramos com mais de 80 pessoas. Em Cubat\u00e3o 70 Bras\u00edlia\u00a0\u00a0houve um ato\/show com 500 pessoas. Tamb\u00e9m aconteceram atos em Ribeir\u00e3o Preto, Salvador e Rio de Janeiro.<\/p>\n<p>Em dezenas de cidades e Estados americanos tamb\u00e9m houve manifesta\u00e7\u00f5es, inclusive\u00a0\u00a0em S\u00e3o Francisco (Calif\u00f3rnia) teve a\u00a0\u00a0presen\u00e7a de militantes Panteras Negras como Angela Davis, Ger\u00f4nimo ji Jega e muitos outros.<\/p>\n<p>Na Fran\u00e7a houve atos em v\u00e1ria cidades reunindo no total mais de 3000 pessoas, tamb\u00e9m na Espanha (Madri, Barcelona, Bilbao, Ast\u00farias, etc.), Austr\u00e1lia, Chile, Togo, Canad\u00e1, Argentina, enfim em v\u00e1rias partes do mundo aconteceram manifesta\u00e7\u00f5es reunindo dezenas de milhares de pessoas.<\/p>\n<p>Nesta fase da luta \u00e9 muito importante que em todas as lutas seja divulgado essa campanha, principalmente nos atos do S26.<\/p>\n<p>Veja onde voc\u00ea pode obter informa\u00e7\u00f5es sobre a campanha:<\/p>\n<p><a href=\"http:\/\/www.mumia.org\/\">www.mumia.org<\/a>\u00a0\u00a0&#8211;<a href=\"http:\/\/www.freemumia.org\/\">www.freemumia.org<\/a>\u00a0\u00a0&#8211;<a href=\"http:\/\/www.blackradicalcongress.org\/\">www.blackradicalcongress.org\/<\/a>\u00a0(em ingl\u00eas);<\/p>\n<p><a href=\"http:\/\/www.ainfos.ca\/\">www.ainfos.ca<\/a>\u00a0&#8211;<a href=\"http:\/\/www.pangea.org\/ellokal\/mumia\/\">www.pangea.org\/ellokal\/mumia\/<\/a>\u00a0&#8211;<a href=\"http:\/\/www.sindominio.net\/rbronka\">www.sindominio.net\/rbronka<\/a>\u00a0&#8211;<a href=\"http:\/\/www.radioklara.org\/\">www.radioklara.org<\/a>\u00a0( em espanhol e em portugu\u00eas).<\/p>\n<p>Ou ent\u00e3o mande uma mensagem de solidariedade para Mumia:\u00a0<a href=\"mailto:mumia@aol.com\">mumia@aol.com<\/a><\/p>\n<\/div>\n<\/div>\n<p style=\"text-align: left;\" align=\"right\"><a href=\"http:\/\/espacosocialista.org\/portal\/?p=180#indice\">\u25b2 voltar ao \u00edndice<\/a><\/p>\n<\/div>\n<p><a name=\"titulo9\"><\/a><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<h1>A Internacional<\/h1>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<div>\n<div>\n<p align=\"center\">De p\u00e9, \u00f3 v\u00edtimas da fome!<br \/>\nDe p\u00e9, fam\u00e9licos da terra!<br \/>\nDa id\u00e9ia a chama j\u00e1 consome<br \/>\nA crosta bruta que a soterra.<br \/>\nCortai o mal bem pelo fundo!<br \/>\nDe p\u00e9, de p\u00e9, n\u00e3o mais senhores!<br \/>\nSe nada somos neste mundo,<br \/>\nSejamos tudo, oh produtores!<\/p>\n<p align=\"center\"><b>Refr\u00e3o (bis)<\/b><\/p>\n<p align=\"center\">Bem unidos fa\u00e7amos,<br \/>\nNesta luta final,<br \/>\nUma terra sem amos<br \/>\nA Internacional.<\/p>\n<p align=\"center\">Messias, Deus, chefes supremos,<br \/>\nNada esperemos de nenhum!<br \/>\nSejamos n\u00f3s quem conquistemos<br \/>\nA Terra- M\u00e3e livre e comum!<br \/>\nPara n\u00e3o ter protestos v\u00e3os,<br \/>\nPara sair deste antro estreito,<br \/>\nFa\u00e7amos n\u00f3s por nossas m\u00e3os<br \/>\nTudo o que a n\u00f3s diz respeito!<\/p>\n<p align=\"center\"><b>Refr\u00e3o (bis)<\/b><\/p>\n<p align=\"center\">Crime de rico a lei o cobre,<br \/>\nO Estado esmaga o oprimido.<br \/>\nN\u00e3o h\u00e1 direitos para o pobre,<br \/>\nAo rico tudo \u00e9 permitido.<br \/>\n\u00c0 opress\u00e3o n\u00e3o mais sujeitos!<br \/>\nSomos iguais todos os seres.<br \/>\nN\u00e3o mais deveres sem direitos,<br \/>\nN\u00e3o mais direitos sem deveres!<\/p>\n<p align=\"center\"><b>Refr\u00e3o (bis)<\/b><\/p>\n<p align=\"center\">Abomin\u00e1veis na grandeza,<br \/>\nOs reis da mina e da fornalha<br \/>\nEdificaram a riqueza<br \/>\nSobre o suor de quem trabalha!<br \/>\nTodo o produto de quem sua<br \/>\nA corja rica o recolheu.<br \/>\nQuerendo que ela o restitua,<br \/>\nO povo s\u00f3 quer o que \u00e9 seu!<\/p>\n<p align=\"center\"><b>Refr\u00e3o (bis)<\/b><\/p>\n<p align=\"center\">Fomos de fumo embriagados,<br \/>\nPaz entre n\u00f3s, guerra aos senhores!<br \/>\nFa\u00e7amos greve de soldados!<br \/>\nSomos irm\u00e3os, trabalhadores!<br \/>\nSe a ra\u00e7a vil, cheia de galas,<br \/>\nNos quer \u00e0 for\u00e7a canibais,<br \/>\nLogo ver\u00e1 que as nossas balas<br \/>\nS\u00e3o para os nossos generais!<\/p>\n<p align=\"center\"><b>Refr\u00e3o (bis)<\/b><\/p>\n<p align=\"center\">Somos o povo dos ativos<br \/>\nTrabalhador forte e fecundo.<br \/>\nPertence a Terra aos produtivos;<br \/>\n\u00d3 parasitas, deixai o mundo!<br \/>\n\u00d3 parasita que te nutres<br \/>\nDo nosso sangue a gotejar,<br \/>\nSe nos faltarem os abutres<br \/>\nN\u00e3o deixa o sol de fulgurar!<\/p>\n<\/div>\n<\/div>\n<p><a href=\"http:\/\/espacosocialista.org\/portal\/?p=180#indice\">\u25b2 voltar ao \u00edndice<\/a><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Em quem voc\u00ea vai votar? 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