{"id":181,"date":"2010-04-25T21:50:24","date_gmt":"2010-04-26T00:50:24","guid":{"rendered":"http:\/\/espacosocialista.org\/?q=node\/181"},"modified":"2018-05-05T17:51:15","modified_gmt":"2018-05-05T20:51:15","slug":"em-quem-voce-vai-votar","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.espacosocialista.org\/portal\/2010\/04\/em-quem-voce-vai-votar\/","title":{"rendered":"Em quem voc\u00ea vai votar?"},"content":{"rendered":"<p>Chega este tempo de elei\u00e7\u00f5es e uma das principais quest\u00f5es que envolvem a maioria das pessoas que gravita a orbita da esquerda, seja ela a tradicional (PT, PCdoB)\u00a0 ou a &#8220;oficialmente&#8221; revolucion\u00e1ria (PSTU, PCO)\u00a0 \u00e9 justamente a quest\u00e3o de em quem se vai votar, que tem chances de se eleger, quem compor\u00e1 chapa com quem, etc. Do lado da esquerda parlamentar oficial, esta quest\u00e3o \u00e9 de &#8220;vida ou morte&#8221; literalmente, pois ela dirige seus esfor\u00e7os para este fim em si, que s\u00e3o as elei\u00e7\u00f5es, uma vez que ela depende do parlamento para sobreviver. J\u00e1 a esquerda dita revolucion\u00e1ria faz malabarismo te\u00f3ricos e escol\u00e1sticos, evocando os &#8220;ensinamentos&#8221; (sic) de Lenin, contidos no &#8220;Esquerdismo : doen\u00e7a infantil do comunismo&#8221; e outros escritos &#8220;sagrados&#8221; para justificar a sua eterna submiss\u00e3o ao calend\u00e1rio eleitoral. De outro, h\u00e1 uma s\u00e9rie de ex-militantes de diversos partidos e grupos de esquerda que frente a atual situa\u00e7\u00e3o de apatia do movimento de massas e da ofensiva pol\u00edtica da direita, embarcam na quest\u00e3o de que tem-se que votar no mal menor, no caso no reformismo do PT, pois este partido pode fazer administra\u00e7\u00f5es melhores que a da direita, minorar o sofrimento dos marginalizados, etc. O que fazer ?<\/p>\n<p class=\"MsoNormal\" style=\"text-align: center;\" align=\"center\">\n<p class=\"MsoNormal\" style=\"text-align: center;\" align=\"center\"><b><span style=\"font-size: 18pt;\">VOTAR NO PT?<\/span><\/b><\/p>\n<p class=\"MsoNormal\" style=\"text-align: center;\" align=\"center\">\n<p class=\"MsoNormal\" style=\"text-align: justify;\">\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 Do ponto de vista do regime democr\u00e1tico burgu\u00eas, o voto \u00e9 um dos pilares em que se baseia a &#8220;pretensa&#8221; legitimidade dos governantes. Neste sentido a farsa (transformada em festa) eleitoral tem como fundamento as campanhas milion\u00e1rias para ludibriar os trabalhadores em geral e manter a domina\u00e7\u00e3o da minoria privilegiada sobre a maioria explorada. As elei\u00e7\u00f5es s\u00e3o parte de um mecanismo profundamente complexo de domina\u00e7\u00e3o no qual o resultado j\u00e1 se sabe a priori quem ser\u00e1 o vencedor, no caso a burguesia, independente de que partido venha ocupar o poder.<\/p>\n<p class=\"MsoNormal\" style=\"text-align: justify;\">\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 Mesmo se o PT, por exemplo, vier a ganhar as elei\u00e7\u00f5es em tal ou qual cidade, seu governo ser\u00e1 igual, em ess\u00eancia, ao de qualquer partido burgu\u00eas, talvez com menos den\u00fancias de corrup\u00e7\u00e3o aqui e algumas a\u00e7\u00f5es no campo filantr\u00f3pico ali. Qualquer administra\u00e7\u00e3o est\u00e1 subordinada primeiro as domina\u00e7\u00e3o da burguesia e em segundo \u00e0s conjunturas econ\u00f4micas que lhes permitam fazer tal ou qual obra e o PT n\u00e3o foge desta regra. Se compararmos por exemplo, a administra\u00e7\u00e3o do PT em Santo Andr\u00e9 e do PSDB em S\u00e3o Bernardo, n\u00e3o se nota diferen\u00e7a alguma, seja no quesito de obras, seja na rela\u00e7\u00e3o com os trabalhadores do funcionalismo, seja na organiza\u00e7\u00e3o dos trabalhadores. Tanto uma como outra fizeram obras que privilegiaram a classe m\u00e9dia e a burguesia, focaram esfor\u00e7os em reduzir os custos da m\u00e1quina administrativa para pagar as d\u00edvidas com os banqueiros, reprimiram e arrocharam o sal\u00e1rio do funcionalismo e estiveram a todo o momento contra a auto organiza\u00e7\u00e3o dos trabalhadores e suas lutas. \u00c9 \u00f3bvio que n\u00e3o poderia esperar outra coisa tanto do PSDB como do PT, aquele por ser um partido burgu\u00eas declarado e de n\u00e3o ter d\u00favidas de que lado est\u00e1 na luta de classes. Ao PT, que dizem Ter uma base &#8220;oper\u00e1ria&#8221;, a muito tempo \u00e9 um partido social democrata t\u00edpico, inimigo da auto organiza\u00e7\u00e3o dos trabalhadores e do socialismo, com profundas rela\u00e7\u00f5es com setores da burguesia, apesar d0esta nutrir uma certa desconfian\u00e7a em rela\u00e7\u00e3o a esse partido.<\/p>\n<p class=\"MsoNormal\" style=\"text-align: justify;\">\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 Neste sentido, votar no PT \u00e9 hoje uma escolha ilus\u00f3ria dentro da ilus\u00e3o que s\u00e3o as elei\u00e7\u00f5es. Se este partido vai ou n\u00e3o fazer\u00a0 obras ou combater a corrup\u00e7\u00e3o, se ganhar as elei\u00e7\u00f5es, n\u00e3o depende da vontade partid\u00e1ria e sim da sua rela\u00e7\u00e3o com os interesses da burguesia. E o fato de fazer obras, que tem sido observado, n\u00e3o torna este partido melhor que os outros uma vez que estas obras primeiro tiverem como objetivo melhorar a infra estrutura das cidades para o desenvolvimento dos neg\u00f3cios capitalistas e em segundo lugar, aquelas pequenas obras populistas que foram feitas junto aos setores marginalizados, tiveram como objetivo a constru\u00e7\u00e3o de currais eleitorais e de impedir a auto organiza\u00e7\u00e3o dos trabalhadores.<\/p>\n<p class=\"MsoNormal\" style=\"text-align: justify;\">\n<p><b><span style=\"font-size: 15pt; font-family: Garamond;\">\u00a0<\/span><\/b><\/p>\n<h1>A ESQUERDA REVOLUCION\u00c1RIA OFICIAL E AS ELEI\u00c7\u00d5ES<\/h1>\n<p class=\"MsoNormal\" style=\"text-align: justify;\">\n<p class=\"MsoNormal\" style=\"text-align: justify;\">\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 Do lado da ultra esquerda oficial, a quest\u00e3o \u00e9 aparentemente mais complexa. Aparente porque o objetivo de concorrer na elei\u00e7\u00f5es \u00e9 o mesmo que de qualquer partido : <b>eleger<\/b>. Como n\u00e3o tem chances de chegar a cargos executivos, foca toda sua a\u00e7\u00e3o nas elei\u00e7\u00f5es para vereador e deputado. Esta op\u00e7\u00e3o pela necessidade desesperada para eleger de pelo menos um vereador est\u00e1 ligada a uma quest\u00e3o tamb\u00e9m de vida ou morte para estas organiza\u00e7\u00f5es que \u00e9 manter, com o dinheiro do parlamento os in\u00fameros profissionais partid\u00e1rios que segundo a pseudo tradi\u00e7\u00e3o leninista, devem se dedicar integralmente a revolu\u00e7\u00e3o. Como o n\u00famero de militantes dispostos a sustentar burocratas vem diminuindo, cada vez mais estas organiza\u00e7\u00f5es giram em fun\u00e7\u00e3o do calend\u00e1rio eleitoral, seja das elei\u00e7\u00f5es normais ou para as dire\u00e7\u00f5es sindicais, outra fonte de renda para estes partidos.<\/p>\n<p class=\"MsoNormal\" style=\"text-align: justify; text-indent: 35.4pt;\">E o mais incr\u00edvel s\u00e3o os argumentos apresentados para esconder esta realidade e justificar a eterna participa\u00e7\u00e3o nas elei\u00e7\u00f5es. Nas discuss\u00e3o preparat\u00f3rias, s\u00e3o feitos textos e textos com centenas de cita\u00e7\u00f5es de Lenin sobre participar das elei\u00e7\u00f5es, como participar, que \u00e9 um crime n\u00e3o participar, que na elei\u00e7\u00f5es esta a oportunidade de ouro de fazer pol\u00edtica, etc ,etc,\u00a0 etc.<\/p>\n<p class=\"MsoNormal\" style=\"text-align: justify; text-indent: 35.4pt;\">Mas surge a quest\u00e3o: mesmo assim, por que n\u00e3o votar nos candidatos da esquerda revolucion\u00e1ria ? por que n\u00e3o fortalecer um &#8220;polo revolucion\u00e1rio de esquerda e dos trabalhadores&#8221; frente ao reformismo do PT e frente aos partidos burgueses?<\/p>\n<p class=\"MsoNormal\" style=\"text-align: justify; text-indent: 35.4pt;\">Por simples raz\u00e3o: <b>atrav\u00e9s das elei\u00e7\u00f5es n\u00e3o \u00e9 poss\u00edvel formar p\u00f3lo revolucion\u00e1rio algum<\/b>. As elei\u00e7\u00f5es, como foi dito anteriormente, s\u00e3o uma farsa sobre o controle da burguesia. Nelas se concentram toda a mentira, a hipocrisia e a desilus\u00e3o com a pol\u00edtica em geral. Isto n\u00e3o \u00e9 sem raz\u00e3o uma vez que para a burguesia quanto menos discuss\u00e3o, projetos, id\u00e9ias forem debatidas, melhor. N\u00e3o \u00e9 a toa que as campanhas eleitorais s\u00e3o um circo. Acreditar que se pode discutir com os trabalhadores nesta \u00e9poca \u00e9 um duplo engano. Primeiro que n\u00e3o s\u00f3 deve procurar os trabalhadores neste \u00e9poca, como fazem os outro partidos; segundo que muitos trabalhadores est\u00e3o cheios de serem enganados pelos mesmos partidos.<\/p>\n<p class=\"MsoNormal\" style=\"text-align: center; text-indent: 35.4pt;\" align=\"center\">\n<p class=\"MsoNormal\" style=\"text-align: center; text-indent: 35.4pt;\" align=\"center\"><b><span style=\"font-size: 18pt;\">O FAZER NAS ELEI\u00c7\u00d5ES?<\/span><\/b><\/p>\n<p class=\"MsoNormal\" style=\"text-align: center; text-indent: 35.4pt;\" align=\"center\">\n<p class=\"MsoNormal\" style=\"text-align: justify; text-indent: 35.4pt;\">Neste marco fica a pergunta: o que fazer frente as elei\u00e7\u00f5es uma vez que a maioria de uma forma ou de outra vai ou fazer campanha ou votar?<\/p>\n<p class=\"MsoNormal\" style=\"text-align: justify; text-indent: 35.4pt;\">Como fica claro do nosso ponto de vista as elei\u00e7\u00f5es s\u00e3o um engodo e que independente em quem se vote, a vida continuar\u00e1 a mesma para os explorados. Por outro lado h\u00e1 a necessidade de que os revolucion\u00e1rios procurem cavar no meio desta situa\u00e7\u00e3o dif\u00edcil do movimento de massas em espa\u00e7o para que suas id\u00e9ias cheguem aos mais explorados da sociedade, pois s\u00e3o eles quem acabar\u00e3o com a explora\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p class=\"MsoNormal\" style=\"text-align: justify; text-indent: 35.4pt;\">A primeira quest\u00e3o que salta aos olhos como necessidade para uma genu\u00edna a\u00e7\u00e3o revolucion\u00e1ria \u00e9 romper com a passividade dos movimento de massas e dos mais destacados ativistas. \u00c9 romper com as formas alienadas de milit\u00e2ncia e de a\u00e7\u00e3o, de subordina\u00e7\u00e3o pol\u00edtica e sindical. Para isso o papel dos revolucion\u00e1rios \u00e9 se inserir nas estruturas sociais dos explorados principalmente os bairros populares e nas estruturas sociais (escola, trabalho, etc) para a realiza\u00e7\u00e3o de um trabalho de conscientiza\u00e7\u00e3o e de organiza\u00e7\u00e3o, interessada somente em que estes trabalhadores tomem em suas m\u00e3os suas lutas.<\/p>\n<p class=\"MsoNormal\" style=\"text-align: justify; text-indent: 35.4pt;\">A Segunda quest\u00e3o \u00e9 a den\u00fancia sistem\u00e1tica e em todos os momentos das estruturas de poder. Um trabalho pedag\u00f3gico est\u00e1 por ser feito uma vez que pouco tem sido feito neste campo e h\u00e1 espa\u00e7o para isso pois muitos\u00a0 trabalhadores e jovens est\u00e3o desiludidos com as elei\u00e7\u00f5es e partidos. Canalizar este descontentamento para forma progressivas de organiza\u00e7\u00e3o e consci\u00eancia \u00e9 um dever em primeira inst\u00e2ncia para os revolucion\u00e1rios.<\/p>\n<p class=\"MsoNormal\" style=\"text-align: justify; text-indent: 35.4pt;\">E em terceiro lugar realizar uma <b>CAMPANHA PELO VOTO NULO <\/b>como forma de materializar a den\u00fancia do regime democr\u00e1tico burgu\u00eas e dos partidos em geral. Uma campanha que esteja centrada em levar as setores de massa as nossas id\u00e9ias sobre o sistema, regime e governo, rompendo com a passividade e aliena\u00e7\u00e3o que significam as elei\u00e7\u00f5es. Podemos fazer plen\u00e1rias, palestra, pixa\u00e7\u00f5es, panfletos, sobre o tema. Podemos fazer uma verdadeira campanha contra as elei\u00e7\u00f5es. Cabe aos revolucion\u00e1rios empunhar esta bandeira.<\/p>\n<p class=\"MsoNormal\" style=\"text-align: justify; text-indent: 35.4pt;\">\n<p class=\"MsoBodyText\"><i><span style=\"font-size: 12pt; font-weight: normal;\">\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 <\/span><\/i><\/p>\n<p class=\"MsoNormal\" style=\"text-align: justify; text-indent: 35.4pt;\">\n<p><b><span style=\"font-size: 10pt; font-family: Garamond;\">\u00a0<\/span><\/b><\/p>\n<p class=\"MsoBodyTextIndent\" style=\"margin-right: 0cm;\"><b><span style=\"font-size: 10pt;\">Recebemos esta carta da dire\u00e7\u00e3o do PSTU do MS e a publicamos, conforme o pedido, na integra. O companheiro Marcio Cabral n\u00e3o quis responder, pois acredita que a carta \u00e9, na verdade, a confirma\u00e7\u00e3o do que foi dito na mat\u00e9ria publicada no jornal anterior sob o t\u00edtulo \u201cZeca do PT (do PSDB,&#8230;)<\/span><\/b><\/p>\n<p class=\"MsoNormal\">\n<p class=\"MsoBodyText\">Esclarecimentos- PSTU- Regional Campo Grande\/MS<\/p>\n<p class=\"MsoNormal\" style=\"text-align: right;\" align=\"right\">Campo Grande (MS), 12 de Maio de 2000.<\/p>\n<p class=\"MsoNormal\" style=\"text-align: justify; text-indent: 14.2pt;\">Prezados Companheiros do &#8220;Espa\u00e7o Socialista&#8221;,<\/p>\n<p class=\"MsoNormal\" style=\"text-align: justify;\">Solicitamos aos companheiros a publica\u00e7\u00e3o no pr\u00f3ximo n\u00famero do Jornal &#8220;Espa\u00e7o Socialista&#8221; da mat\u00e9ria abaixo lan\u00e7ada, mat\u00e9ria esta concernente a esclarecimentos quanto \u00e0 opini\u00e3o formulada por M\u00e1rcio Cabral, constante no n\u00ba 1 de abril\/2000 respectivo:<\/p>\n<p class=\"MsoNormal\" style=\"text-align: justify; text-indent: 14.2pt;\">Com rela\u00e7\u00e3o ao artigo <b>Zeca do PT (do PSDB, do PFL, do PPB, do PTB, das construtoras&#8230;)<\/b>, escrito por M\u00e1rcio Cabral, oportunidade em que foi feita alus\u00e3o ao papel do PSTU de Mato Grosso do Sul quanto \u00e0 campanha eleitoral do candidato, \u00e0 \u00e9poca, Zeca do PT (elei\u00e7\u00f5es de 98), dito artigo merece os esclarecimentos seguintes:<\/p>\n<p class=\"MsoNormal\" style=\"text-align: justify;\">No Estado n\u00f3s n\u00e3o coligamos com quaisquer Frentes e\/ou Partidos, tendo lan\u00e7ado, portanto, nossos candidatos em legenda \u00fanica, tanto para o cargo majorit\u00e1rio de Senador, quanto para os proporcionais, quais sejam, Deputado Federal e Deputados Estaduais.<\/p>\n<p class=\"MsoNormal\" style=\"text-align: justify; text-indent: 14.2pt;\">No que concerne ao Cargo de Governador, n\u00e3o tendo sido lan\u00e7ado candidato para o mesmo, o PSTU, <b>ap\u00f3s ampla e democr\u00e1tica discuss\u00e3o em sua base<\/b>, deliberou pelo chamado &#8220;Voto Cr\u00edtico&#8221; ao candidato da Frente Popular, com exig\u00eancias e den\u00fancias diretas para que este (Zeca do PT) rompesse com os Partidos Burgueses. Portanto, n\u00e3o houve apoio &#8220;de fora&#8221; \u00e0quela Frente.<\/p>\n<p class=\"MsoBodyTextIndent2\"><span style=\"font-size: 12pt;\">O programa do PSTU se diferenciou sim da Frente Popular supramencionada, tendo em vista ter destacado com amplitude as caracteriza\u00e7\u00f5es das candidaturas lan\u00e7adas pela direita, o ataque aos trabalhadores do Governo de FHC e as mazelas do neoliberalismo com a pol\u00edtica do FMI (&#8230;), mesmo o programa ter sido bancado pelo PT.<\/span><\/p>\n<p class=\"MsoBodyTextIndent2\"><span style=\"font-size: 12pt;\">Denunciamos com veem\u00eancia, atrav\u00e9s de farto material de campanha distribu\u00eddo em escolas p\u00fablicas, em Universidades e nos locais de trabalho de seus militantes, o car\u00e1ter burgu\u00eas de dita Frente Popular.<\/span><\/p>\n<p class=\"MsoNormal\" style=\"text-align: justify;\">Ap\u00f3s a elei\u00e7\u00e3o de 98, n\u00e3o houve tal crise total, n\u00e3o perdendo v\u00e1rios de seus filiados diretamente para o aparato do Governo. O que houve, isto sim, foram afastamentos de tr\u00eas militantes por raz\u00f5es diversas que n\u00e3o crise pol\u00edtica e, inclusive, o afastamento do pr\u00f3prio companheiro M\u00e1rcio, sendo que os filiados democr\u00e1ticos s\u00e3o os que est\u00e3o no Governo..<\/p>\n<p class=\"MsoNormal\" style=\"text-align: justify; text-indent: 14.2pt;\">Mesmo com a ironia do companheiro M\u00e1rcio, de fato o PSTU chama o PT e o Pc do B (e tamb\u00e9m o PCB) para compor uma frente classista (&#8220;vala comum&#8221;), pois os considera <b>Partidos Oper\u00e1rios<\/b>, at\u00e9 porque suas fileiras s\u00e3o formadas pela grande massa trabalhadora e estudantil. Dessa forma, \u00e9 quest\u00e3o de vis\u00e3o pol\u00edtica e estrat\u00e9gica quanto \u00e0 forma\u00e7\u00e3o de uma frente classista. Se o comp. M\u00e1rcio n\u00e3o mais comunga dessa id\u00e9ia &#8230;<\/p>\n<p class=\"MsoNormal\" style=\"text-align: justify;\">E mais&#8230; o que muito nos estranha hoje na mat\u00e9ria citada \u00e9 que o &#8220;camarada&#8221; M\u00e1rcio (ainda o consideramos integrante do campo revolucion\u00e1rio) se esquece o que \u00e9 t\u00e1tica, estrat\u00e9gia e, at\u00e9 mesmo, como diferenciar um partido revolucion\u00e1rio do &#8220;ponto conspirativo&#8221; (para jog\u00e1-lo na vala comum) da institucionalidade burguesa do partido legal exigido por sua via eleitoral a qual somos obrigados a participar com toda essa compreens\u00e3o que temos (do que fazermos quando l\u00e1 porventura chegarmos).<\/p>\n<p class=\"MsoBodyTextIndent2\"><span style=\"font-size: 12pt;\">Entendemos que esta \u00e9 a discuss\u00e3o mais correta e coerente a ser feita entre revolucion\u00e1rios.<\/span><\/p>\n<p class=\"MsoNormal\" style=\"text-align: justify;\">Por fim, n\u00e3o h\u00e1 quaisquer militantes do PSTU exercendo cargos no Governo Popular encabe\u00e7ado pelo PT.<\/p>\n<p class=\"MsoNormal\" style=\"text-align: right;\" align=\"right\">PSTU &#8211; Regional Campo Grande\/MS<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Chega este tempo de elei&ccedil;&otilde;es e uma das principais quest&otilde;es que envolvem a maioria das pessoas que gravita a orbita da esquerda, seja ela a tradicional (PT, PCdoB)<span style=\"\">&nbsp; <\/span>ou a &quot;oficialmente&quot; revolucion&aacute;ria (PSTU, PCO)<span style=\"\">&nbsp; <\/span>&eacute; justamente a quest&atilde;o de em quem se vai votar, que tem chances de se eleger, quem compor&aacute; chapa com quem, etc. Do lado da esquerda parlamentar oficial, esta quest&atilde;o &eacute; de &quot;vida ou morte&quot; literalmente, pois ela dirige seus esfor&ccedil;os para este fim em si, que s&atilde;o as elei&ccedil;&otilde;es, uma vez que ela depende do parlamento para sobreviver. J&aacute; a esquerda dita revolucion&aacute;ria faz malabarismo te&oacute;ricos e escol&aacute;sticos, evocando os &quot;ensinamentos&quot; (sic) de Lenin, contidos no &quot;Esquerdismo : doen&ccedil;a infantil do comunismo&quot; e outros escritos &quot;sagrados&quot; para justificar a sua eterna submiss&atilde;o ao calend&aacute;rio eleitoral. De outro, h&aacute; uma s&eacute;rie de ex-militantes de diversos partidos e grupos de esquerda que frente a atual situa&ccedil;&atilde;o de apatia do movimento de massas e da ofensiva pol&iacute;tica da direita, embarcam na quest&atilde;o de que tem-se que votar no mal menor, no caso no reformismo do PT, pois este partido pode fazer administra&ccedil;&otilde;es melhores que a da direita, minorar o sofrimento dos marginalizados, etc. O que fazer ?<\/p>\n<p align=\"center\" style=\"text-align: center;\" class=\"MsoNormal\">&nbsp;<\/p>\n<p align=\"center\" style=\"text-align: center;\" class=\"MsoNormal\"><b><span style=\"font-size: 18pt;\">VOTAR NO PT?<o:p><\/o:p><\/span><\/b><\/p>\n<p align=\"center\" style=\"text-align: center;\" class=\"MsoNormal\">&nbsp;<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\" class=\"MsoNormal\"><span style=\"\">&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; <\/span>Do ponto de vista do regime democr&aacute;tico burgu&ecirc;s, o voto &eacute; um dos pilares em que se baseia a &quot;pretensa&quot; legitimidade dos governantes. Neste sentido a farsa (transformada em festa) eleitoral tem como fundamento as campanhas milion&aacute;rias para ludibriar os trabalhadores em geral e manter a domina&ccedil;&atilde;o da minoria privilegiada sobre a maioria explorada. As elei&ccedil;&otilde;es s&atilde;o parte de um mecanismo profundamente complexo de domina&ccedil;&atilde;o no qual o resultado j&aacute; se sabe a priori quem ser&aacute; o vencedor, no caso a burguesia, independente de que partido venha ocupar o poder.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\" class=\"MsoNormal\"><span style=\"\">&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; <\/span>Mesmo se o PT, por exemplo, vier a ganhar as elei&ccedil;&otilde;es em tal ou qual cidade, seu governo ser&aacute; igual, em ess&ecirc;ncia, ao de qualquer partido burgu&ecirc;s, talvez com menos den&uacute;ncias de corrup&ccedil;&atilde;o aqui e algumas a&ccedil;&otilde;es no campo filantr&oacute;pico ali. Qualquer administra&ccedil;&atilde;o est&aacute; subordinada primeiro as domina&ccedil;&atilde;o da burguesia e em segundo &agrave;s conjunturas econ&ocirc;micas que lhes permitam fazer tal ou qual obra e o PT n&atilde;o foge desta regra. Se compararmos por exemplo, a administra&ccedil;&atilde;o do PT em Santo Andr&eacute; e do PSDB em S&atilde;o Bernardo, n&atilde;o se nota diferen&ccedil;a alguma, seja no quesito de obras, seja na rela&ccedil;&atilde;o com os trabalhadores do funcionalismo, seja na organiza&ccedil;&atilde;o dos trabalhadores. Tanto uma como outra fizeram obras que privilegiaram a classe m&eacute;dia e a burguesia, focaram esfor&ccedil;os em reduzir os custos da m&aacute;quina administrativa para pagar as d&iacute;vidas com os banqueiros, reprimiram e arrocharam o sal&aacute;rio do funcionalismo e estiveram a todo o momento contra a auto organiza&ccedil;&atilde;o dos trabalhadores e suas lutas. &Eacute; &oacute;bvio que n&atilde;o poderia esperar outra coisa tanto do PSDB como do PT, aquele por ser um partido burgu&ecirc;s declarado e de n&atilde;o ter d&uacute;vidas de que lado est&aacute; na luta de classes. Ao PT, que dizem Ter uma base &quot;oper&aacute;ria&quot;, a muito tempo &eacute; um partido social democrata t&iacute;pico, inimigo da auto organiza&ccedil;&atilde;o dos trabalhadores e do socialismo, com profundas rela&ccedil;&otilde;es com setores da burguesia, apesar d0esta nutrir uma certa desconfian&ccedil;a em rela&ccedil;&atilde;o a esse partido.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\" class=\"MsoNormal\"><span style=\"\">&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; <\/span>Neste sentido, votar no PT &eacute; hoje uma escolha ilus&oacute;ria dentro da ilus&atilde;o que s&atilde;o as elei&ccedil;&otilde;es. Se este partido vai ou n&atilde;o fazer<span style=\"\">&nbsp; <\/span>obras ou combater a corrup&ccedil;&atilde;o, se ganhar as elei&ccedil;&otilde;es, n&atilde;o depende da vontade partid&aacute;ria e sim da sua rela&ccedil;&atilde;o com os interesses da burguesia. E o fato de fazer obras, que tem sido observado, n&atilde;o torna este partido melhor que os outros uma vez que estas obras primeiro tiverem como objetivo melhorar a infra estrutura das cidades para o desenvolvimento dos neg&oacute;cios capitalistas e em segundo lugar, aquelas pequenas obras populistas que foram feitas junto aos setores marginalizados, tiveram como objetivo a constru&ccedil;&atilde;o de currais eleitorais e de impedir a auto organiza&ccedil;&atilde;o dos trabalhadores.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\" class=\"MsoNormal\">&nbsp;<\/p>\n<p><b><span style=\"font-size: 15pt; font-family: Garamond;\"><br clear=\"all\" style=\"page-break-before: always;\" \/><br \/>\n<\/span><\/b><\/p>\n<h1>A ESQUERDA REVOLUCION&Aacute;RIA OFICIAL E AS ELEI&Ccedil;&Otilde;ES<\/h1>\n<p style=\"text-align: justify;\" class=\"MsoNormal\">&nbsp;<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\" class=\"MsoNormal\"><span style=\"\">&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; <\/span>Do lado da ultra esquerda oficial, a quest&atilde;o &eacute; aparentemente mais complexa. Aparente porque o objetivo de concorrer na elei&ccedil;&otilde;es &eacute; o mesmo que de qualquer partido : <b>eleger<\/b>. Como n&atilde;o tem chances de chegar a cargos executivos, foca toda sua a&ccedil;&atilde;o nas elei&ccedil;&otilde;es para vereador e deputado. Esta op&ccedil;&atilde;o pela necessidade desesperada para eleger de pelo menos um vereador est&aacute; ligada a uma quest&atilde;o tamb&eacute;m de vida ou morte para estas organiza&ccedil;&otilde;es que &eacute; manter, com o dinheiro do parlamento os in&uacute;meros profissionais partid&aacute;rios que segundo a pseudo tradi&ccedil;&atilde;o leninista, devem se dedicar integralmente a revolu&ccedil;&atilde;o. Como o n&uacute;mero de militantes dispostos a sustentar burocratas vem diminuindo, cada vez mais estas organiza&ccedil;&otilde;es giram em fun&ccedil;&atilde;o do calend&aacute;rio eleitoral, seja das elei&ccedil;&otilde;es normais ou para as dire&ccedil;&otilde;es sindicais, outra fonte de renda para estes partidos.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify; text-indent: 35.4pt;\" class=\"MsoNormal\">E o mais incr&iacute;vel s&atilde;o os argumentos apresentados para esconder esta realidade e justificar a eterna participa&ccedil;&atilde;o nas elei&ccedil;&otilde;es. Nas discuss&atilde;o preparat&oacute;rias, s&atilde;o feitos textos e textos com centenas de cita&ccedil;&otilde;es de Lenin sobre participar das elei&ccedil;&otilde;es, como participar, que &eacute; um crime n&atilde;o participar, que na elei&ccedil;&otilde;es esta a oportunidade de ouro de fazer pol&iacute;tica, etc ,etc,<span style=\"\">&nbsp; <\/span>etc.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify; text-indent: 35.4pt;\" class=\"MsoNormal\">Mas surge a quest&atilde;o: mesmo assim, por que n&atilde;o votar nos candidatos da esquerda revolucion&aacute;ria ? por que n&atilde;o fortalecer um &quot;polo revolucion&aacute;rio de esquerda e dos trabalhadores&quot; frente ao reformismo do PT e frente aos partidos burgueses?<\/p>\n<p style=\"text-align: justify; text-indent: 35.4pt;\" class=\"MsoNormal\">Por simples raz&atilde;o: <b>atrav&eacute;s das elei&ccedil;&otilde;es n&atilde;o &eacute; poss&iacute;vel formar p&oacute;lo revolucion&aacute;rio algum<\/b>. As elei&ccedil;&otilde;es, como foi dito anteriormente, s&atilde;o uma farsa sobre o controle da burguesia. Nelas se concentram toda a mentira, a hipocrisia e a desilus&atilde;o com a pol&iacute;tica em geral. Isto n&atilde;o &eacute; sem raz&atilde;o uma vez que para a burguesia quanto menos discuss&atilde;o, projetos, id&eacute;ias forem debatidas, melhor. N&atilde;o &eacute; a toa que as campanhas eleitorais s&atilde;o um circo. Acreditar que se pode discutir com os trabalhadores nesta &eacute;poca &eacute; um duplo engano. Primeiro que n&atilde;o s&oacute; deve procurar os trabalhadores neste &eacute;poca, como fazem os outro partidos; segundo que muitos trabalhadores est&atilde;o cheios de serem enganados pelos mesmos partidos.<\/p>\n<p align=\"center\" style=\"text-align: center; text-indent: 35.4pt;\" class=\"MsoNormal\">&nbsp;<\/p>\n<p align=\"center\" style=\"text-align: center; text-indent: 35.4pt;\" class=\"MsoNormal\"><b><span style=\"font-size: 18pt;\">O FAZER NAS ELEI&Ccedil;&Otilde;ES?<o:p><\/o:p><\/span><\/b><\/p>\n<p align=\"center\" style=\"text-align: center; text-indent: 35.4pt;\" class=\"MsoNormal\">&nbsp;<\/p>\n<p style=\"text-align: justify; text-indent: 35.4pt;\" class=\"MsoNormal\">Neste marco fica a pergunta: o que fazer frente as elei&ccedil;&otilde;es uma vez que a maioria de uma forma ou de outra vai ou fazer campanha ou votar?<\/p>\n<p style=\"text-align: justify; text-indent: 35.4pt;\" class=\"MsoNormal\">Como fica claro do nosso ponto de vista as elei&ccedil;&otilde;es s&atilde;o um engodo e que independente em quem se vote, a vida continuar&aacute; a mesma para os explorados. Por outro lado h&aacute; a necessidade de que os revolucion&aacute;rios procurem cavar no meio desta situa&ccedil;&atilde;o dif&iacute;cil do movimento de massas em espa&ccedil;o para que suas id&eacute;ias cheguem aos mais explorados da sociedade, pois s&atilde;o eles quem acabar&atilde;o com a explora&ccedil;&atilde;o.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify; text-indent: 35.4pt;\" class=\"MsoNormal\">A primeira quest&atilde;o que salta aos olhos como necessidade para uma genu&iacute;na a&ccedil;&atilde;o revolucion&aacute;ria &eacute; romper com a passividade dos movimento de massas e dos mais destacados ativistas. &Eacute; romper com as formas alienadas de milit&acirc;ncia e de a&ccedil;&atilde;o, de subordina&ccedil;&atilde;o pol&iacute;tica e sindical. Para isso o papel dos revolucion&aacute;rios &eacute; se inserir nas estruturas sociais dos explorados principalmente os bairros populares e nas estruturas sociais (escola, trabalho, etc) para a realiza&ccedil;&atilde;o de um trabalho de conscientiza&ccedil;&atilde;o e de organiza&ccedil;&atilde;o, interessada somente em que estes trabalhadores tomem em suas m&atilde;os suas lutas.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify; text-indent: 35.4pt;\" class=\"MsoNormal\">A Segunda quest&atilde;o &eacute; a den&uacute;ncia sistem&aacute;tica e em todos os momentos das estruturas de poder. Um trabalho pedag&oacute;gico est&aacute; por ser feito uma vez que pouco tem sido feito neste campo e h&aacute; espa&ccedil;o para isso pois muitos<span style=\"\">&nbsp; <\/span>trabalhadores e jovens est&atilde;o desiludidos com as elei&ccedil;&otilde;es e partidos. Canalizar este descontentamento para forma progressivas de organiza&ccedil;&atilde;o e consci&ecirc;ncia &eacute; um dever em primeira inst&acirc;ncia para os revolucion&aacute;rios.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify; text-indent: 35.4pt;\" class=\"MsoNormal\">E em terceiro lugar realizar uma <b>CAMPANHA PELO VOTO NULO <\/b>como forma de materializar a den&uacute;ncia do regime democr&aacute;tico burgu&ecirc;s e dos partidos em geral. Uma campanha que esteja centrada em levar as setores de massa as nossas id&eacute;ias sobre o sistema, regime e governo, rompendo com a passividade e aliena&ccedil;&atilde;o que significam as elei&ccedil;&otilde;es. Podemos fazer plen&aacute;rias, palestra, pixa&ccedil;&otilde;es, panfletos, sobre o tema. Podemos fazer uma verdadeira campanha contra as elei&ccedil;&otilde;es. Cabe aos revolucion&aacute;rios empunhar esta bandeira.<span style=\"\">&nbsp; <\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify; text-indent: 35.4pt;\" class=\"MsoNormal\">&nbsp;<\/p>\n<p class=\"MsoBodyText\"><i><span style=\"font-size: 12pt; font-weight: normal;\"><span style=\"\">&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; <\/span><o:p><\/o:p><\/span><\/i><\/p>\n<p style=\"text-align: justify; text-indent: 35.4pt;\" class=\"MsoNormal\">&nbsp;<\/p>\n<p><b><span style=\"font-size: 10pt; font-family: Garamond;\"><br clear=\"all\" style=\"page-break-before: always;\" \/><br \/>\n<\/span><\/b><\/p>\n<p style=\"margin-right: 0cm;\" class=\"MsoBodyTextIndent\"><b><span style=\"font-size: 10pt;\">Recebemos esta carta da dire&ccedil;&atilde;o do PSTU do MS e a publicamos, conforme o pedido, na integra. O companheiro Marcio Cabral n&atilde;o quis responder, pois acredita que a carta &eacute;, na verdade, a confirma&ccedil;&atilde;o do que foi dito na mat&eacute;ria publicada no jornal anterior sob o t&iacute;tulo &ldquo;Zeca do PT (do PSDB,&#8230;)<o:p><\/o:p><\/span><\/b><\/p>\n<p class=\"MsoNormal\">&nbsp;<\/p>\n<p class=\"MsoBodyText\">Esclarecimentos- PSTU- Regional Campo Grande\/MS<br style=\"\" \/>\n<\/p>\n<p align=\"right\" style=\"text-align: right;\" class=\"MsoNormal\">Campo Grande (MS), 12 de Maio de 2000.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify; text-indent: 14.2pt;\" class=\"MsoNormal\">Prezados Companheiros do &quot;Espa&ccedil;o Socialista&quot;,<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\" class=\"MsoNormal\">Solicitamos aos companheiros a publica&ccedil;&atilde;o no pr&oacute;ximo n&uacute;mero do Jornal &quot;Espa&ccedil;o Socialista&quot; da mat&eacute;ria abaixo lan&ccedil;ada, mat&eacute;ria esta concernente a esclarecimentos quanto &agrave; opini&atilde;o formulada por M&aacute;rcio Cabral, constante no n&ordm; 1 de abril\/2000 respectivo:<\/p>\n<p style=\"text-align: justify; text-indent: 14.2pt;\" class=\"MsoNormal\">Com rela&ccedil;&atilde;o ao artigo <b>Zeca do PT (do PSDB, do PFL, do PPB, do PTB, das construtoras&#8230;)<\/b>, escrito por M&aacute;rcio Cabral, oportunidade em que foi feita alus&atilde;o ao papel do PSTU de Mato Grosso do Sul quanto &agrave; campanha eleitoral do candidato, &agrave; &eacute;poca, Zeca do PT (elei&ccedil;&otilde;es de 98), dito artigo merece os esclarecimentos seguintes:<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\" class=\"MsoNormal\">No Estado n&oacute;s n&atilde;o coligamos com quaisquer Frentes e\/ou Partidos, tendo lan&ccedil;ado, portanto, nossos candidatos em legenda &uacute;nica, tanto para o cargo majorit&aacute;rio de Senador, quanto para os proporcionais, quais sejam, Deputado Federal e Deputados Estaduais.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify; text-indent: 14.2pt;\" class=\"MsoNormal\">No que concerne ao Cargo de Governador, n&atilde;o tendo sido lan&ccedil;ado candidato para o mesmo, o PSTU, <b>ap&oacute;s ampla e democr&aacute;tica discuss&atilde;o em sua base<\/b>, deliberou pelo chamado &quot;Voto Cr&iacute;tico&quot; ao candidato da Frente Popular, com exig&ecirc;ncias e den&uacute;ncias diretas para que este (Zeca do PT) rompesse com os Partidos Burgueses. Portanto, n&atilde;o houve apoio &quot;de fora&quot; &agrave;quela Frente.<\/p>\n<p class=\"MsoBodyTextIndent2\"><span style=\"font-size: 12pt;\">O programa do PSTU se diferenciou sim da Frente Popular supramencionada, tendo em vista ter destacado com amplitude as caracteriza&ccedil;&otilde;es das candidaturas lan&ccedil;adas pela direita, o ataque aos trabalhadores do Governo de FHC e as mazelas do neoliberalismo com a pol&iacute;tica do FMI (&#8230;), mesmo o programa ter sido bancado pelo PT.<o:p><\/o:p><\/span><\/p>\n<p class=\"MsoBodyTextIndent2\"><span style=\"font-size: 12pt;\">Denunciamos com veem&ecirc;ncia, atrav&eacute;s de farto material de campanha distribu&iacute;do em escolas p&uacute;blicas, em Universidades e nos locais de trabalho de seus militantes, o car&aacute;ter burgu&ecirc;s de dita Frente Popular.<o:p><\/o:p><\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\" class=\"MsoNormal\">Ap&oacute;s a elei&ccedil;&atilde;o de 98, n&atilde;o houve tal crise total, n&atilde;o perdendo v&aacute;rios de seus filiados diretamente para o aparato do Governo. O que houve, isto sim, foram afastamentos de tr&ecirc;s militantes por raz&otilde;es diversas que n&atilde;o crise pol&iacute;tica e, inclusive, o afastamento do pr&oacute;prio companheiro M&aacute;rcio, sendo que os filiados democr&aacute;ticos s&atilde;o os que est&atilde;o no Governo..<\/p>\n<p style=\"text-align: justify; text-indent: 14.2pt;\" class=\"MsoNormal\">Mesmo com a ironia do companheiro M&aacute;rcio, de fato o PSTU chama o PT e o Pc do B (e tamb&eacute;m o PCB) para compor uma frente classista (&quot;vala comum&quot;), pois os considera <b>Partidos Oper&aacute;rios<\/b>, at&eacute; porque suas fileiras s&atilde;o formadas pela grande massa trabalhadora e estudantil. Dessa forma, &eacute; quest&atilde;o de vis&atilde;o pol&iacute;tica e estrat&eacute;gica quanto &agrave; forma&ccedil;&atilde;o de uma frente classista. Se o comp. M&aacute;rcio n&atilde;o mais comunga dessa id&eacute;ia &#8230;<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\" class=\"MsoNormal\">E mais&#8230; o que muito nos estranha hoje na mat&eacute;ria citada &eacute; que o &quot;camarada&quot; M&aacute;rcio (ainda o consideramos integrante do campo revolucion&aacute;rio) se esquece o que &eacute; t&aacute;tica, estrat&eacute;gia e, at&eacute; mesmo, como diferenciar um partido revolucion&aacute;rio do &quot;ponto conspirativo&quot; (para jog&aacute;-lo na vala comum) da institucionalidade burguesa do partido legal exigido por sua via eleitoral a qual somos obrigados a participar com toda essa compreens&atilde;o que temos (do que fazermos quando l&aacute; porventura chegarmos).<\/p>\n<p class=\"MsoBodyTextIndent2\"><span style=\"font-size: 12pt;\">Entendemos que esta &eacute; a discuss&atilde;o mais correta e coerente a ser feita entre revolucion&aacute;rios.<o:p><\/o:p><\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\" class=\"MsoNormal\">Por fim, n&atilde;o h&aacute; quaisquer militantes do PSTU exercendo cargos no Governo Popular encabe&ccedil;ado pelo PT.<\/p>\n<p align=\"right\" style=\"text-align: right;\" class=\"MsoNormal\">PSTU &#8211; Regional Campo Grande\/MS<\/p>\n","protected":false},"author":3,"featured_media":0,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[86],"tags":[84],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.espacosocialista.org\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/181"}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.espacosocialista.org\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.espacosocialista.org\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.espacosocialista.org\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/users\/3"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.espacosocialista.org\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=181"}],"version-history":[{"count":3,"href":"https:\/\/www.espacosocialista.org\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/181\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":6214,"href":"https:\/\/www.espacosocialista.org\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/181\/revisions\/6214"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.espacosocialista.org\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=181"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.espacosocialista.org\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=181"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.espacosocialista.org\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=181"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}