{"id":185,"date":"2010-04-25T21:50:23","date_gmt":"2010-04-26T00:50:23","guid":{"rendered":"http:\/\/espacosocialista.org\/?q=node\/185"},"modified":"2018-05-05T17:52:17","modified_gmt":"2018-05-05T20:52:17","slug":"luta-de-categoria-ou-luta-unitaria-dos-explorados","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.espacosocialista.org\/portal\/2010\/04\/luta-de-categoria-ou-luta-unitaria-dos-explorados\/","title":{"rendered":"Luta de categoria ou luta unit\u00e1ria dos explorados?"},"content":{"rendered":"<p>&nbsp;<\/p>\n<p align=\"right\" class=\"MsoNormal\" style=\"text-align: right; text-indent: 1cm;\"><b><i>( considera&ccedil;&otilde;es sobre a greve dos professores de S&atilde;o Paulo)<o:p><\/o:p><\/i><\/b><\/p>\n<p class=\"MsoNormal\" style=\"text-align: justify; text-indent: 1cm;\"><span style=\"font-size: 10pt;\"><\/span><\/p>\n<p class=\"MsoNormal\" style=\"text-align: justify; text-indent: 1cm;\">A greve dos profissionais da educa&ccedil;&atilde;o da rede estadual por 43 dias, que ocorreu no mesmo per&iacute;odo que a greve dos trabalhadores da sa&uacute;de, universidades, ETE&acute;s e paralisa&ccedil;&atilde;o dos metrovi&aacute;rios, foi<span style=\"\">&nbsp; <\/span>marcada por uma dura realidade: <b>a fal&ecirc;ncia do padr&atilde;o de lutas de categoria corporativas e centradas na reivindica&ccedil;&atilde;o salarial ou na melhoria da carreira<\/b>.<\/p>\n<p class=\"MsoNormal\" style=\"text-align: justify; text-indent: 1cm;\">Torna-se imposs&iacute;vel saber com certeza qual foi a ades&atilde;o ao movimento, tanto pela sua oscila&ccedil;&atilde;o constante, quanto pela utiliza&ccedil;&atilde;o manipulat&oacute;ria &ndash; pelo governo e pelo sindicato (APEOESP) &#8211; dos n&uacute;meros da paralisa&ccedil;&atilde;o. As estimativas em momentos de crescimento falavam de 50% com muita desigualdade, principalmente entre o interior do estado, onde a ades&atilde;o foi maior, e a regi&atilde;o da capital e ABCD em que a greve foi um fiasco.<\/p>\n<p class=\"MsoNormal\" style=\"text-align: justify; text-indent: 1cm;\">Nos &uacute;ltimos 10 dias as assembl&eacute;ias regionais e at&eacute; a estadual j&aacute; expressavam o fim da greve com o esvaziamento quase total e o retorno ao trabalho de quase todos os professores.<\/p>\n<p class=\"MsoNormal\" style=\"text-align: justify; text-indent: 1cm;\">A intransig&ecirc;ncia do governo Covas &#8211; ao se recusar a negociar com os professores, ao colocar a tropa de choque para impedir ou intimidar as assembl&eacute;ias, nas diversas provoca&ccedil;&otilde;es ao movimento e, depois da greve, em descontar os dias parados e impor um calend&aacute;rio de reposi&ccedil;&atilde;o &#8211; expressa o interesse em preservar acima de tudo a garantia da manuten&ccedil;&atilde;o das remessas de juros da d&iacute;vida externa e a necessidade de manter as escolas como instrumento de conten&ccedil;&atilde;o social.<\/p>\n<p class=\"MsoNormal\" style=\"text-align: justify; text-indent: 1cm;\">Essa intransig&ecirc;ncia do governo de S&atilde;o Paulo, que tamb&eacute;m se demonstrou na desocupa&ccedil;&atilde;o em Guaianazes, se enquadra numa ofensiva nacional (pris&atilde;o e assassinato de sem-terras) e at&eacute; mundial de repress&atilde;o aos movimentos sociais. Essa repress&atilde;o se imp&otilde;e com mais facilidade sobre os movimentos isolados, ao n&atilde;o serem capazes de despertar as energias dos imensos contingentes de prolet&aacute;rios, cuja participa&ccedil;&atilde;o poderia mudar totalmente o rumo dos acontecimentos.<\/p>\n<p class=\"MsoNormal\" style=\"text-align: justify; text-indent: 1cm;\">\n<p align=\"center\" class=\"MsoNormal\" style=\"text-align: center;\"><b><span style=\"font-size: 14pt;\">A DECAD&Ecirc;NCIA DO ENSINO P&Uacute;BLICO E DO MOVIMENTO SINDICAL&#8230;<o:p><\/o:p><\/span><\/b><\/p>\n<p class=\"MsoNormal\" style=\"text-align: justify; text-indent: 1cm;\"><b><i><span style=\"\">&nbsp;<\/span><\/i><\/b><b><i><span style=\"font-size: 10pt;\"><o:p><\/o:p><\/span><\/i><\/b><\/p>\n<p class=\"MsoNormal\" style=\"text-align: justify; text-indent: 1cm;\">Nas escolas enfrentamos desde os problemas com a falta de materiais pedag&oacute;gicos, passando pelo despreparo e desmoraliza&ccedil;&atilde;o de muitos profissionais at&eacute; a acomoda&ccedil;&atilde;o com a crescente viol&ecirc;ncia instalada ao nosso redor, o des&acirc;nimo,<span style=\"\">&nbsp; <\/span>o baixo n&iacute;vel de ensino e falta de perspectiva e de interesse aos estudos de nossos jovens.<\/p>\n<p class=\"MsoNormal\" style=\"text-align: justify; text-indent: 1cm;\">Nos &uacute;ltimos quatro anos foram demitidos mais de 60 mil professores e aumentou a fragmenta&ccedil;&atilde;o da categoria (efetivos, est&aacute;veis, ACT&rsquo;s, substitutos, eventuais, monitores, etc). Milhares de novas demiss&otilde;es est&atilde;o previstas para o pr&oacute;ximo ano com a Reforma do Ensino M&eacute;dio. Desenvolve-se uma campanha permanente de incentivo &agrave; competi&ccedil;&atilde;o entre escolas e professores, sobre quem pesa, al&eacute;m de tudo, o mecanismo da avalia&ccedil;&atilde;o anual de desempenho.<span style=\"\">&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; <\/span><\/p>\n<p class=\"MsoNormal\" style=\"text-align: justify; text-indent: 1cm;\"><b>O desemprego e a fragmenta&ccedil;&atilde;o das categorias, a mundializa&ccedil;&atilde;o da produ&ccedil;&atilde;o e dos movimentos de capitais financeiros s&atilde;o os fatores objetivos que levaram as lutas de categoria &agrave; decad&ecirc;ncia<\/b>. Foram rea&ccedil;&otilde;es dos empres&aacute;rios e governos de diversos pa&iacute;ses no sentido de aumentar a explora&ccedil;&atilde;o e a domina&ccedil;&atilde;o sobre os trabalhadores, dificultando sua resist&ecirc;ncia.<\/p>\n<p class=\"MsoNormal\" style=\"text-align: justify; text-indent: 1cm;\">Mas, n&atilde;o podemos nos esquecer da a&ccedil;&atilde;o e da ideologia desenvolvidas pelas dire&ccedil;&otilde;es sindicais que foi de aceitar e at&eacute; implementar junto com<span style=\"\">&nbsp; <\/span>os empres&aacute;rios e o governo<span style=\"\">&nbsp; <\/span>suas principais pol&iacute;ticas.<\/p>\n<p class=\"MsoNormal\" style=\"text-align: justify; text-indent: 1cm;\">A perda de refer&ecirc;ncias e alternativas geradas por essas mudan&ccedil;as enfraqueceram as antigas formas de luta. Acentuaram-se ent&atilde;o o individualismo e a ideologia de que s&oacute; resta nos submeter e aceitar, &ldquo;se n&atilde;o, &eacute; pior&rdquo;.<\/p>\n<p class=\"MsoNormal\" style=\"text-align: justify; text-indent: 1cm;\"><b>O padr&atilde;o anterior, de lutas de categoria, que se desenvolveu nos anos 70 e 80, tamb&eacute;m teve como problemas a adapta&ccedil;&atilde;o e depend&ecirc;ncia frente ao poder de Estado<\/b>. Os sindicatos foram criados &agrave; imagem e semelhan&ccedil;a do estado e neles predominam rela&ccedil;&otilde;es centralizadoras, burocr&aacute;ticas e corrompidas.<\/p>\n<p class=\"MsoNormal\" style=\"text-align: justify; text-indent: 1cm;\">Mesmo que esse tipo de movimento e de estrutura, com todos os problemas, tenham obtido conquistas nas d&eacute;cadas anteriores, mostram-se completamente ultrapassados e impr&oacute;prios para enfrentar os desafios atuais.<\/p>\n<p class=\"MsoNormal\" style=\"text-align: justify; text-indent: 1cm;\">No caso dos professores e do funcionalismo p&uacute;blico, tamb&eacute;m foi reproduzida a rela&ccedil;&atilde;o impositiva com os alunos e pais. Isso tudo se expressa quando uma greve &eacute; decretada e conduzida de cima para baixo, n&atilde;o considerando os diretamente afetados (professores, pais e alunos).<\/p>\n<p class=\"MsoNormal\" style=\"text-align: justify; text-indent: 1cm;\">Ao insistir na quest&atilde;o salarial, como eixo da pauta,<span style=\"\">&nbsp; <\/span>ao inv&eacute;s das condi&ccedil;&otilde;es de ensino, mesmo depois de perder essa vota&ccedil;&atilde;o em assembl&eacute;ia, a dire&ccedil;&atilde;o do sindicato e parte da &ldquo;oposi&ccedil;&atilde;o&rdquo; prejudicaram nosso movimento em tr&ecirc;s aspectos: deram ao governo e &agrave; imprensa burguesa o argumento para limitarem nossa luta &agrave;<span style=\"\">&nbsp; <\/span>reposi&ccedil;&atilde;o dos 54%; jogaram parte da popula&ccedil;&atilde;o contra o movimento e contrariaram os professores, que entraram em greve visando centralmente a luta contra o corte de aulas (Reforma do Ensino M&eacute;dio) e a precariza&ccedil;&atilde;o geral do ensino.<\/p>\n<p class=\"MsoNormal\" style=\"text-align: justify; text-indent: 1cm;\">\n<p align=\"center\" class=\"MsoNormal\" style=\"text-align: center;\"><b><span style=\"font-size: 18pt;\">BUSCANDO NOVOS CAMINHOS&#8230;<o:p><\/o:p><\/span><\/b><\/p>\n<p class=\"MsoNormal\" style=\"margin-left: 141.6pt; text-align: justify; text-indent: 35.4pt;\"><span style=\"font-size: 10pt;\"><\/span><\/p>\n<p class=\"MsoNormal\" style=\"text-align: justify; text-indent: 1cm;\">Com tudo isso, hoje os problemas que nos afligem s&atilde;o muito maiores do que o sal&aacute;rio. <b>A luta a ser travada necessita romper com as fronteiras da <i>luta de categoria<\/i><span style=\"\">&nbsp; <\/span>colocando-se como l<i>uta da classe trabalhadora, <\/i>tendo como primeiro passo a uni&atilde;o das comunidades (professores, alunos, pais e demais trabalhadores).<\/b><span style=\"\">&nbsp; <\/span><\/p>\n<p class=\"MsoNormal\" style=\"text-align: justify; text-indent: 1cm;\">A total degrada&ccedil;&atilde;o do ensino p&uacute;blico, que &eacute; tamb&eacute;m da sa&uacute;de p&uacute;blica, do transporte e da moradia que atendem aos trabalhadores, desempregados e seus filhos nos empurram aos guetos e ao aprofundamento da mis&eacute;ria na periferia.<\/p>\n<p class=\"MsoNormal\" style=\"text-align: justify; text-indent: 1cm;\"><b>&Eacute; necess&aacute;rio um novo padr&atilde;o de luta e organiza&ccedil;&atilde;o que permita e desenvolva as iniciativas de romper com a passividade e a representatividade em cada escola e bairro<\/b>.<span style=\"\">&nbsp; <\/span><\/p>\n<p class=\"MsoNormal\" style=\"text-align: justify; text-indent: 1cm;\">A uni&atilde;o de professores, alunos e pais numa luta pela ocupa&ccedil;&atilde;o democr&aacute;tica do espa&ccedil;o da escola, tanto no cotidiano das aulas como nos finais de semana; as iniciativas de auto-organiza&ccedil;&atilde;o como oficinas de Hip-Hop (rap, grafite, street dance) teatro, capoeira, etc s&atilde;o importantes para desenvolver o senso de solidariedade e consci&ecirc;ncia de classe em nossas comunidades.<\/p>\n<p class=\"MsoNormal\" style=\"text-align: justify; text-indent: 1cm;\">O desenvolvimento dessas e de outras pr&aacute;ticas comunit&aacute;rias e solid&aacute;rias pode se constituir como ponto de apoio para novas lutas contra a degrada&ccedil;&atilde;o do ensino p&uacute;blico, pelo aumento das verbas e<span style=\"\">&nbsp; <\/span>pelo direito de decidirmos coletivamente sobre o seu uso.<span style=\"\">&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; <\/span><\/p>\n<p class=\"MsoNormal\" style=\"text-align: justify; text-indent: 1cm;\">Com a extens&atilde;o desse movimento se desenvolver&atilde;o novas formas de interc&acirc;mbio e coordena&ccedil;&atilde;o entre as comunidades e com outros movimentos sociais. <span style=\"\">&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;<\/span><\/p>\n<p class=\"MsoNormal\" style=\"text-align: justify; text-indent: 1cm;\">Assim, estaremos ao mesmo tempo lutando contra o capitalismo e buscando construir os germes de uma nova sociedade.<\/p>\n<p class=\"MsoNormal\" style=\"text-align: justify; text-indent: 1cm;\"><span style=\"\">&nbsp; <\/span><\/p>\n<p><i>Iri, Alex, Neu e Re &#8211; ( ABC- SP )<\/i><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>&nbsp;<\/p>\n<p align=\"right\" class=\"MsoNormal\" style=\"text-align: right; text-indent: 1cm;\"><b><i>( considera&ccedil;&otilde;es sobre a greve dos professores de S&atilde;o Paulo)<o:p><\/o:p><\/i><\/b><\/p>\n<p class=\"MsoNormal\" style=\"text-align: justify; text-indent: 1cm;\"><span style=\"font-size: 10pt;\"><\/span><\/p>\n<p class=\"MsoNormal\" style=\"text-align: justify; text-indent: 1cm;\">A greve dos profissionais da educa&ccedil;&atilde;o da rede estadual por 43 dias, que ocorreu no mesmo per&iacute;odo que a greve dos trabalhadores da sa&uacute;de, universidades, ETE&acute;s e paralisa&ccedil;&atilde;o dos metrovi&aacute;rios, foi<span style=\"\">&nbsp; <\/span>marcada por uma dura realidade: <b>a fal&ecirc;ncia do padr&atilde;o de lutas de categoria corporativas e centradas na reivindica&ccedil;&atilde;o salarial ou na melhoria da carreira<\/b>.<\/p>\n<p class=\"MsoNormal\" style=\"text-align: justify; text-indent: 1cm;\">Torna-se imposs&iacute;vel saber com certeza qual foi a ades&atilde;o ao movimento, tanto pela sua oscila&ccedil;&atilde;o constante, quanto pela utiliza&ccedil;&atilde;o manipulat&oacute;ria &ndash; pelo governo e pelo sindicato (APEOESP) &#8211; dos n&uacute;meros da paralisa&ccedil;&atilde;o. As estimativas em momentos de crescimento falavam de 50% com muita desigualdade, principalmente entre o interior do estado, onde a ades&atilde;o foi maior, e a regi&atilde;o da capital e ABCD em que a greve foi um fiasco.<\/p>\n<p class=\"MsoNormal\" style=\"text-align: justify; text-indent: 1cm;\">Nos &uacute;ltimos 10 dias as assembl&eacute;ias regionais e at&eacute; a estadual j&aacute; expressavam o fim da greve com o esvaziamento quase total e o retorno ao trabalho de quase todos os professores.<\/p>\n<p class=\"MsoNormal\" style=\"text-align: justify; text-indent: 1cm;\">A intransig&ecirc;ncia do governo Covas &#8211; ao se recusar a negociar com os professores, ao colocar a tropa de choque para impedir ou intimidar as assembl&eacute;ias, nas diversas provoca&ccedil;&otilde;es ao movimento e, depois da greve, em descontar os dias parados e impor um calend&aacute;rio de reposi&ccedil;&atilde;o &#8211; expressa o interesse em preservar acima de tudo a garantia da manuten&ccedil;&atilde;o das remessas de juros da d&iacute;vida externa e a necessidade de manter as escolas como instrumento de conten&ccedil;&atilde;o social.<\/p>\n<p class=\"MsoNormal\" style=\"text-align: justify; text-indent: 1cm;\">Essa intransig&ecirc;ncia do governo de S&atilde;o Paulo, que tamb&eacute;m se demonstrou na desocupa&ccedil;&atilde;o em Guaianazes, se enquadra numa ofensiva nacional (pris&atilde;o e assassinato de sem-terras) e at&eacute; mundial de repress&atilde;o aos movimentos sociais. Essa repress&atilde;o se imp&otilde;e com mais facilidade sobre os movimentos isolados, ao n&atilde;o serem capazes de despertar as energias dos imensos contingentes de prolet&aacute;rios, cuja participa&ccedil;&atilde;o poderia mudar totalmente o rumo dos acontecimentos.<\/p>\n<p class=\"MsoNormal\" style=\"text-align: justify; text-indent: 1cm;\">\n<p align=\"center\" class=\"MsoNormal\" style=\"text-align: center;\"><b><span style=\"font-size: 14pt;\">A DECAD&Ecirc;NCIA DO ENSINO P&Uacute;BLICO E DO MOVIMENTO SINDICAL&#8230;<o:p><\/o:p><\/span><\/b><\/p>\n<p class=\"MsoNormal\" style=\"text-align: justify; text-indent: 1cm;\"><b><i><span style=\"\">&nbsp;<\/span><\/i><\/b><b><i><span style=\"font-size: 10pt;\"><o:p><\/o:p><\/span><\/i><\/b><\/p>\n<p class=\"MsoNormal\" style=\"text-align: justify; text-indent: 1cm;\">Nas escolas enfrentamos desde os problemas com a falta de materiais pedag&oacute;gicos, passando pelo despreparo e desmoraliza&ccedil;&atilde;o de muitos profissionais at&eacute; a acomoda&ccedil;&atilde;o com a crescente viol&ecirc;ncia instalada ao nosso redor, o des&acirc;nimo,<span style=\"\">&nbsp; <\/span>o baixo n&iacute;vel de ensino e falta de perspectiva e de interesse aos estudos de nossos jovens.<\/p>\n<p class=\"MsoNormal\" style=\"text-align: justify; text-indent: 1cm;\">Nos &uacute;ltimos quatro anos foram demitidos mais de 60 mil professores e aumentou a fragmenta&ccedil;&atilde;o da categoria (efetivos, est&aacute;veis, ACT&rsquo;s, substitutos, eventuais, monitores, etc). Milhares de novas demiss&otilde;es est&atilde;o previstas para o pr&oacute;ximo ano com a Reforma do Ensino M&eacute;dio. Desenvolve-se uma campanha permanente de incentivo &agrave; competi&ccedil;&atilde;o entre escolas e professores, sobre quem pesa, al&eacute;m de tudo, o mecanismo da avalia&ccedil;&atilde;o anual de desempenho.<span style=\"\">&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; <\/span><\/p>\n<p class=\"MsoNormal\" style=\"text-align: justify; text-indent: 1cm;\"><b>O desemprego e a fragmenta&ccedil;&atilde;o das categorias, a mundializa&ccedil;&atilde;o da produ&ccedil;&atilde;o e dos movimentos de capitais financeiros s&atilde;o os fatores objetivos que levaram as lutas de categoria &agrave; decad&ecirc;ncia<\/b>. Foram rea&ccedil;&otilde;es dos empres&aacute;rios e governos de diversos pa&iacute;ses no sentido de aumentar a explora&ccedil;&atilde;o e a domina&ccedil;&atilde;o sobre os trabalhadores, dificultando sua resist&ecirc;ncia.<\/p>\n<p class=\"MsoNormal\" style=\"text-align: justify; text-indent: 1cm;\">Mas, n&atilde;o podemos nos esquecer da a&ccedil;&atilde;o e da ideologia desenvolvidas pelas dire&ccedil;&otilde;es sindicais que foi de aceitar e at&eacute; implementar junto com<span style=\"\">&nbsp; <\/span>os empres&aacute;rios e o governo<span style=\"\">&nbsp; <\/span>suas principais pol&iacute;ticas.<\/p>\n<p class=\"MsoNormal\" style=\"text-align: justify; text-indent: 1cm;\">A perda de refer&ecirc;ncias e alternativas geradas por essas mudan&ccedil;as enfraqueceram as antigas formas de luta. Acentuaram-se ent&atilde;o o individualismo e a ideologia de que s&oacute; resta nos submeter e aceitar, &ldquo;se n&atilde;o, &eacute; pior&rdquo;.<\/p>\n<p class=\"MsoNormal\" style=\"text-align: justify; text-indent: 1cm;\"><b>O padr&atilde;o anterior, de lutas de categoria, que se desenvolveu nos anos 70 e 80, tamb&eacute;m teve como problemas a adapta&ccedil;&atilde;o e depend&ecirc;ncia frente ao poder de Estado<\/b>. Os sindicatos foram criados &agrave; imagem e semelhan&ccedil;a do estado e neles predominam rela&ccedil;&otilde;es centralizadoras, burocr&aacute;ticas e corrompidas.<\/p>\n<p class=\"MsoNormal\" style=\"text-align: justify; text-indent: 1cm;\">Mesmo que esse tipo de movimento e de estrutura, com todos os problemas, tenham obtido conquistas nas d&eacute;cadas anteriores, mostram-se completamente ultrapassados e impr&oacute;prios para enfrentar os desafios atuais.<\/p>\n<p class=\"MsoNormal\" style=\"text-align: justify; text-indent: 1cm;\">No caso dos professores e do funcionalismo p&uacute;blico, tamb&eacute;m foi reproduzida a rela&ccedil;&atilde;o impositiva com os alunos e pais. Isso tudo se expressa quando uma greve &eacute; decretada e conduzida de cima para baixo, n&atilde;o considerando os diretamente afetados (professores, pais e alunos).<\/p>\n<p class=\"MsoNormal\" style=\"text-align: justify; text-indent: 1cm;\">Ao insistir na quest&atilde;o salarial, como eixo da pauta,<span style=\"\">&nbsp; <\/span>ao inv&eacute;s das condi&ccedil;&otilde;es de ensino, mesmo depois de perder essa vota&ccedil;&atilde;o em assembl&eacute;ia, a dire&ccedil;&atilde;o do sindicato e parte da &ldquo;oposi&ccedil;&atilde;o&rdquo; prejudicaram nosso movimento em tr&ecirc;s aspectos: deram ao governo e &agrave; imprensa burguesa o argumento para limitarem nossa luta &agrave;<span style=\"\">&nbsp; <\/span>reposi&ccedil;&atilde;o dos 54%; jogaram parte da popula&ccedil;&atilde;o contra o movimento e contrariaram os professores, que entraram em greve visando centralmente a luta contra o corte de aulas (Reforma do Ensino M&eacute;dio) e a precariza&ccedil;&atilde;o geral do ensino.<\/p>\n<p class=\"MsoNormal\" style=\"text-align: justify; 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