{"id":191,"date":"2010-04-25T21:50:22","date_gmt":"2010-04-25T21:50:22","guid":{"rendered":"http:\/\/espacosocialista.org\/?q=node\/191"},"modified":"2010-04-25T21:50:22","modified_gmt":"2010-04-25T21:50:22","slug":"inicio","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.espacosocialista.org\/portal\/2010\/04\/inicio\/","title":{"rendered":"In\u00edcio"},"content":{"rendered":"<h2 class=\"rtecenter\"><strong><u><\/p>\n<div style=\"margin: 0cm 0cm 10pt; line-height: normal\">\n<div style=\"margin: 0cm 0cm 10pt; line-height: normal\">DECLARA&Ccedil;&Atilde;O DO ESPA&Ccedil;O SOCIALISTA<\/div>\n<\/div>\n<p><\/u><\/strong><\/h2>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<h3 class=\"rtecenter\"><strong>SOLIDARIEDADE REAL AO POVO HAITIANO E N&Atilde;O &Agrave; OCUPA&Ccedil;&Atilde;O !!! <\/strong><\/h3>\n<address>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Apesar do terremoto que atingiu o Haiti ter sido um acontecimento da natureza, a gravidade das suas consequ&ecirc;ncias &eacute; resultado da situa&ccedil;&atilde;o de mis&eacute;ria que assola a grande maioria de sua popula&ccedil;&atilde;o. A dificuldade di&aacute;ria de se conseguir alimento e &aacute;gua, a precariedade das constru&ccedil;&otilde;es, a falta de uma rede de servi&ccedil;os sociais, s&atilde;o problemas que agravam muito o que j&aacute; seria tr&aacute;gico, aumentando assim as dimens&otilde;es da cat&aacute;strofe. Terremotos com a mesma intensidade ocorreram em outros pa&iacute;ses &ndash;como o Jap&atilde;o &ndash;, sem que o impacto fosse t&atilde;o devastador. Da mesma forma, no Brasil, a imprensa atribui a causa das enchentes e deslizamentos ao excesso das chuvas. Com isso tentam encobrir o fato de que &eacute; a l&oacute;gica capitalista que gera as condi&ccedil;&otilde;es prec&aacute;rias de moradia nas periferias e que os governos priorizam obras em favor dos empres&aacute;rios ao inv&eacute;s de outras que permitam melhores condi&ccedil;&otilde;es de escoamento da &aacute;gua nos bairros populares. A mesma quantidade de chuva cai no Morumbi e nos Jardins, mas n&atilde;o ouvimos falar de enchentes nos bairros onde mora a burguesia&#8230; No caso do Haiti, com seus 9 milh&otilde;es de habitantes, trata-se do pa&iacute;s mais pobre do hemisf&eacute;rio ocidental &ndash; 146&ordm; lugar entre 177 pa&iacute;ses avaliados pelo &Iacute;ndice de Desenvolvimento Humano (IDH) &ndash;, onde mais da metade da popula&ccedil;&atilde;o vive com menos de 1 d&oacute;lar por dia, e cerca de 78% com menos de 2 d&oacute;lares. A taxa de mortalidade infantil &eacute; alt&iacute;ssima: 60 em cada 1.000 nascimentos. Essa mis&eacute;ria n&atilde;o &eacute; natural, &eacute; a conseq&uuml;&ecirc;ncia das sucessivas ocupa&ccedil;&otilde;es e coloniza&ccedil;&atilde;o das pot&ecirc;ncias imperialistas sobre o pa&iacute;s.<\/address>\n<address>&nbsp;&nbsp;<\/address>\n<h3 class=\"rtecenter\">O TERREMOTO &Eacute; NATURAL, MAS AS CONSEQ&Uuml;&Ecirc;NCIAS N&Atilde;O S&Atilde;O<\/h3>\n<address>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; A mis&eacute;ria do Haiti n&atilde;o &eacute; um produto do acaso, e muito menos uma voca&ccedil;&atilde;o desse povo. Ao contr&aacute;rio, o povo negro do Haiti protagonizou lutas gloriosas contra inimigos muito mais fortes. Prova disso, &eacute; que ele foi o primeiro pa&iacute;s das Am&eacute;ricas a se tornar livre, na Revolu&ccedil;&atilde;o liderada pelos &ldquo;Jacobinos Negros&rdquo;: &ldquo;Em 1803, a bandeira dos homens livres levantou-se sobre as ru&iacute;nas. Mas a terra haitiana fora devastada pela monocultura do a&ccedil;&uacute;car e arrasada pelas calamidades da guerra contra a Fran&ccedil;a, e um ter&ccedil;o da popula&ccedil;&atilde;o havia ca&iacute;do no combate. Ent&atilde;o come&ccedil;ou o bloqueio. Ningu&eacute;m comprava do Haiti, ningu&eacute;m vendia, ningu&eacute;m reconhecia a nova na&ccedil;&atilde;o&#8230;&rdquo; Fruto de seu isolamento e do pouco desenvolvimento de suas for&ccedil;as produtivas &ldquo;&#8230;o Haiti acabou caindo nas m&atilde;os de ditaduras militares carniceiras, que destinavam os fam&eacute;licos recursos do pa&iacute;s ao pagamento da d&iacute;vida francesa. A Europa havia imposto ao Haiti a obriga&ccedil;&atilde;o de pagar &agrave; Fran&ccedil;a uma indeniza&ccedil;&atilde;o gigantesca, a modo de perda por haver cometido o delito da dignidade.&rdquo;(Eduardo Galeano &ndash; Os pecados do Haiti, em www.resistir.info.net). De l&aacute; para c&aacute;, o povo haitiano novamente esteve submetido ao saque e &agrave; domina&ccedil;&atilde;o dos pa&iacute;ses imperialistas. Em 1915 foram os EUA que invadiram o pa&iacute;s, governando-o at&eacute; 1934, e s&oacute; saindo ap&oacute;s conseguir cobrar as d&iacute;vidas do Haiti com o Citibank e modificar o artigo constitucional que proibia a venda de terras a estrangeiros. Desde ent&atilde;o, a Casa Branca exerce uma esp&eacute;cie de protetorado no pa&iacute;s. Portanto, essas pot&ecirc;ncias mantiveram o Haiti como seu fornecedor barato de mat&eacute;rias-primas como a&ccedil;&uacute;car, banana, manga, milho, batata-doce, legumes, tub&eacute;rculos e outros mais. Hoje, aliado ao peso majorit&aacute;rio da agricultura, surgiu um setor de produ&ccedil;&atilde;o voltado para a exporta&ccedil;&atilde;o e que superexplora os trabalhadores.<\/address>\n<address>&nbsp;<\/address>\n<h3 class=\"rtecenter\">ONU, EUA E BRASIL NO HAITI: ARMAS E REPRESS&Atilde;O PARA MANTER O POVO HAITIANO NA MIS&Eacute;RIA<\/h3>\n<address>&nbsp;<\/address>\n<address>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Recentemente, em 2004, o Brasil passou a comandar a Minustah (miss&atilde;o de ocupa&ccedil;&atilde;o da ONU). Desde ent&atilde;o, sempre que h&aacute; revoltas ou manifesta&ccedil;&otilde;es contra a mis&eacute;ria e os baixos sal&aacute;rios, entram em a&ccedil;&atilde;o as &ldquo;Tropas de Paz&rdquo; para reprimir duramente. O argumento da reconstru&ccedil;&atilde;o da institucionalidade do pa&iacute;s n&atilde;o se sustenta. Os problemas sociais n&atilde;o foram resolvidos e, ao contr&aacute;rio, agravaram-se. Em janeiro de 2006, o general Urano Teixeira Bacellar, que estava no comando da Minustah h&aacute; poucos meses &ndash; desde setembro de 2005 -, se suicidou ap&oacute;s ter alertado que os problemas no Haiti n&atilde;o demandavam tropas e sim justi&ccedil;a social. Atualmente, a lideran&ccedil;a do Brasil na Minustah tamb&eacute;m serve de treinamento para os militares brasileiros conterem rebeli&otilde;es nas favelas brasileiras, que tendem a se agravar &agrave; medida em que o capital exclui de cada vez mais pessoas dos direitos m&iacute;nimos a uma vida digna. Uma simples compara&ccedil;&atilde;o de valores exp&otilde;e o descaso da ONU e dos pa&iacute;ses dominantes diante da situa&ccedil;&atilde;o do Haiti: desde a irrup&ccedil;&atilde;o da crise econ&ocirc;mica, os governos destinaram para as grandes empresas e o sistema financeiro mais de US$ 15 trilh&otilde;es (http:\/\/oglobo.globo.com\/economia\/mat\/2009\/02\/11), enquanto que para socorrer as v&iacute;timas do Haiti, a ONU pediu aos pa&iacute;ses membros US$ 562 milh&otilde;es, um valor absolutamente irris&oacute;rio diante da magnitude da cat&aacute;strofe. Mesmo assim, at&eacute; agora s&oacute; foram enviados US$ 207 milh&otilde;es, 36,1% do prometido. Neste valor ainda est&atilde;o inclu&iacute;dos os gastos militares, como deslocamento, manuten&ccedil;&atilde;o das tropas etc. J&aacute; o governo Lula dedicou aos empres&aacute;rios o equivalente a R$ 475 bilh&otilde;es desde quando eclodiu a crise no Brasil (http:\/\/economia.uol.com.br\/ultnot\/bbc\/2009\/04\/03\/ult2283u1708.jhtm). Mas para a ajuda humanit&aacute;ria ao Haiti &ndash; excluindo-se a manuten&ccedil;&atilde;o das tropas -, at&eacute; agora foram enviados apenas R$ 15 milh&otilde;es. Por outro lado, a manuten&ccedil;&atilde;o das tropas no Haiti j&aacute; tem um custo de mais de R$ 703 milh&otilde;es desde 2004, segundo dados do Minist&eacute;rio da Defesa (www.agenciabrasil.gov.br). Isto &eacute; mais de 120 vezes a ajuda humanit&aacute;ria at&eacute; agora destinada ao Haiti pelo governo brasileiro. E agora, como se n&atilde;o bastasse, Lula prop&ocirc;s e o Congresso aprovou o envio de at&eacute; mais 1.300 militares, duplicando o efetivo atual no pa&iacute;s.<\/address>\n<address>&nbsp;<\/address>\n<address>&nbsp;<\/address>\n<h3 class=\"rtecenter\">ESTADOS UNIDOS, MAIS UMA VEZ, MOSTRA A SUA CARA<\/h3>\n<address>&nbsp;<\/address>\n<address>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Os EUAse aproveitam para, de fato, ocupar o pa&iacute;s com cerca de 20 mil soldados &ndash; o dobro do efetivo total da ONU &ndash;, assumindo o comando do espa&ccedil;o a&eacute;reo, portos e estradas do pa&iacute;s caribenho.( ww1.folha.uol.com.br\/folha\/mundo\/ult94u683605.shtml) .Assim, ao todo s&atilde;o 30 mil militares em um pa&iacute;s de apenas 9 milh&otilde;es de habitantes! Ao contr&aacute;rio do que &eacute; dito pela ONU, EUA, Lula, e a grande m&iacute;dia, as tropas n&atilde;o t&ecirc;m fun&ccedil;&atilde;o humanit&aacute;ria, nem de reconstru&ccedil;&atilde;o, mas sim de manter os trabalhadores haitianos numa situa&ccedil;&atilde;o de submiss&atilde;o, recebendo sal&aacute;rios miser&aacute;veis e assumindo jornadas subumanas de trabalho para as empresas prestadoras de servi&ccedil;os de grandes transnacionais. Os principais argumentos dos que defendem a manuten&ccedil;&atilde;o e o envio de mais soldados para o Haiti s&atilde;o os mesmos dos que sempre defenderam a ocupa&ccedil;&atilde;o e submiss&atilde;o do pa&iacute;s: argumentam que a popula&ccedil;&atilde;o trabalhadora n&atilde;o &eacute; capaz de se organizar e de coordenar a ajuda internacional e reconstruir sua economia. Mas a hist&oacute;ria deste povo mostra o contr&aacute;rio, como vimos acima. Al&eacute;m disso, a realidade tamb&eacute;m mostra que a popula&ccedil;&atilde;o haitiana possui uma rede de organiza&ccedil;&otilde;es de base como sindicatos, organiza&ccedil;&otilde;es populares, estudantis e de bairros. S&atilde;o essas organiza&ccedil;&otilde;es que de fato est&atilde;o fazendo de tudo para manter um m&iacute;nimo de servi&ccedil;os essenciais como alimenta&ccedil;&atilde;o, sa&uacute;de e seguran&ccedil;a. O verdadeiro receio dos EUA e da ONU &eacute; justamente de que essa popula&ccedil;&atilde;o &ndash; cuja imensa maioria &eacute; de trabalhadores e pobres &ndash; venha a assumir o controle do seu destino, em outras palavras, que seja deflagrada uma rebeli&atilde;o social ou um processo revolucion&aacute;rio, com impacto em toda a Am&eacute;rica. Al&eacute;m de tentarem prevenir um poss&iacute;vel processo insurrecional no Haiti, os EUA aproveitam para buscar refor&ccedil;ar seu controle militar na regi&atilde;o e impor limites ao papel que o Brasil vem tentando ocupar no terreno internacional. As bases militares na Col&ocirc;mbia e a reativa&ccedil;&atilde;o da Quarta Frota, encarregada de patrulhar o Atl&acirc;ntico Sul, tamb&eacute;m fazem parte dessa estrat&eacute;gia. As metralhadoras e baionetas no peito dos soldados mostram o verdadeiro objetivo das for&ccedil;as militares do Brasil, dos Estados Unidos e da ONU.<\/address>\n<address>&nbsp;<\/address>\n<h3 class=\"rtecenter\">&Eacute; PRECISO SOLIDARIEDADE REAL E N&Atilde;O OCUPA&Ccedil;&Atilde;O MILITAR!<\/h3>\n<address>&nbsp;<\/address>\n<address>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Defendemos uma campanha internacional de solidariedade aos trabalhadores do Haiti. Mas a solidariedade que defendemos &eacute; a solidariedade a servi&ccedil;o da luta e n&atilde;o se confunde com o assistencialismo propagado pelos governos e a m&iacute;dia burguesa. A ONU, Lula, e os EUA t&ecirc;m a inten&ccedil;&atilde;o de usar a &ldquo;ajuda humanit&aacute;ria&rdquo; para com isso levar as pessoas &agrave; passividade e a aceitarem a ocupa&ccedil;&atilde;o no Haiti. J&aacute; a nossa solidariedade deve ter um conte&uacute;do diametralmente oposto. Deve estar a servi&ccedil;o da luta pela retirada das tropas e para que os governos respons&aacute;veis pela trag&eacute;dia social do Haiti venham a ressarcir a d&iacute;vida que t&ecirc;m com aquele pa&iacute;s. Em primeiro lugar, temos que denunciar e exigir a imediata retirada de todas as Tropas de Ocupa&ccedil;&atilde;o e que o dinheiro desperdi&ccedil;ado para manter essas tropas seja direcionado para a ajuda humanit&aacute;ria e a reconstru&ccedil;&atilde;o do pa&iacute;s! Tamb&eacute;m &eacute; preciso exigir ajuda internacional compat&iacute;vel ao tamanho da cat&aacute;strofe e n&atilde;o apenas as migalhas doadas at&eacute; agora e sem nenhuma garantia de que chegar&atilde;o, pois os governos burgueses fazem demagogia at&eacute; com a vida das pessoas. A cobran&ccedil;a deve ser maior para as pot&ecirc;ncias que sempre exploraram a economia haitiana, como EUA, Fran&ccedil;a e Inglaterra. Al&eacute;m disso, &eacute; preciso que toda a ajuda recolhida seja entregue &agrave;s organiza&ccedil;&otilde;es de luta dos trabalhadores e estudantes do Haiti, e n&atilde;o nas m&atilde;os da ONU, dos EUA ou das tropas brasileiras, que usam o mote da ajuda humanit&aacute;ria para disfar&ccedil;ar e legitimar a ocupa&ccedil;&atilde;o. S&oacute; as organiza&ccedil;&otilde;es de luta dos trabalhadores podem garantir que os recursos arrecadados sejam usados para reconstruir a luta contra a ocupa&ccedil;&atilde;o, a explora&ccedil;&atilde;o e a domina&ccedil;&atilde;o do seu pa&iacute;s, na perspectiva socialista, de um governo dos trabalhadores no Haiti.<\/address>\n<address>&nbsp;<\/address>\n<address>\n<table cellspacing=\"1\" cellpadding=\"1\" width=\"200\" border=\"3\">\n<tbody>\n<tr>\n<td>\n<p><strong>N&atilde;o h&aacute; vagas<\/strong><\/p>\n<address>O pre&ccedil;o do feij&atilde;o<br \/>\n            n&atilde;o cabe no poema.<\/address>\n<address>O pre&ccedil;o do arroz<br \/>\n            n&atilde;o cabe no poema.<br \/>\n            N&atilde;o cabem no poema<\/address>\n<address>o g&aacute;s<br \/>\n            a luz o telefone<br \/>\n            a sonega&ccedil;&atilde;o<br \/>\n            do leite<br \/>\n            da carne<br \/>\n            do a&ccedil;&uacute;car<br \/>\n            do p&atilde;o.<\/address>\n<address>\n            O funcion&aacute;rio p&uacute;blico<br \/>\n            n&atilde;o cabe no poema<br \/>\n            com seu sal&aacute;rio de fome<br \/>\n            sua vida fechada<br \/>\n            em arquivos.<br \/>\n            Como n&atilde;o cabe no poema<br \/>\n            o oper&aacute;rio<br \/>\n            que esmerila seu dia de a&ccedil;o<br \/>\n            e carv&atilde;o<br \/>\n            nas oficinas escuras<\/address>\n<address>&#8211; porque o poema, senhores,<br \/>\n            est&aacute; fechado: &quot;n&atilde;o h&aacute; vagas&quot;<br \/>\n            S&oacute; cabe no poema<br \/>\n            o homem sem est&ocirc;mago<br \/>\n            a mulher de nuvens<br \/>\n            a fruta sem pre&ccedil;o<\/address>\n<address>\n            O poema, senhores,<br \/>\n            n&atilde;o fede<br \/>\n            nem cheira.<\/address>\n<address>\n            (Ferreira Gullar)<br \/>\n            &nbsp;<\/address>\n<\/td>\n<\/tr>\n<\/tbody>\n<\/table>\n<\/address>\n<address>&nbsp;<\/address>\n<address>\n<hr align=\"center\" width=\"100%\" size=\"2\" \/>\n&nbsp;&nbsp;<\/address>\n<h3>Nota do Espa&ccedil;o Socialista sobre o golpe militar em Honduras<\/h3>\n<h4>\nAbaixo o golpe militar em Honduras!<br \/>\nAmpliar a mobiliza&ccedil;&atilde;o para derrotar os golpistas!<br \/>\nSolidariedade ao proletariado hondurenho!<\/h4>\n<address class=\"rtecenter\">\nDia 29 de Junho ocorreu mais um golpe militar na Am&eacute;rica Latina. Desta vez contra o governo de Manuel Zelaya, presidente de Honduras. Os agentes s&atilde;o os mesmos: a direita burguesa que controla as institui&ccedil;&otilde;es do Estado burgu&ecirc;s: o legislativo, o judici&aacute;rio e as for&ccedil;as armadas.<br \/>\nO principal motivo que deu causa ao golpe &eacute; o &oacute;dio da burguesia contra&nbsp; o direito do povo decidir at&eacute; mesmo um aspecto m&iacute;nimo e limitado de seu destino. O governo, contra a vontade dos principais setores da burguesia&nbsp; e seus agentes nas institui&ccedil;&otilde;es do Estado hondurenho,&nbsp; estava realizando uma consulta &agrave; popula&ccedil;&atilde;o sobre a possibilidade de colocar mais uma pergunta (a chamada 4&ordf; urna) no referendo de novembro tratando de uma reforma constitucional. Ou seja, uma pergunta que n&atilde;o afeta nenhuma rela&ccedil;&atilde;o de poder ou a propriedade privada no pa&iacute;s.<br \/>\nA argumenta&ccedil;&atilde;o dos golpistas n&atilde;o poderia ser mais c&iacute;nica. Dizem defender a democracia! Na verdade temiam que caso fosse aprovada a mudan&ccedil;a da Constitui&ccedil;&atilde;o (que tamb&eacute;m passaria por Referendo) haveria a possibilidade da reelei&ccedil;&atilde;o de Zelaya.<br \/>\nNo entanto, n&atilde;o se deve esquecer que na Col&ocirc;mbia cujo governo Uribe -de direita e pr&oacute; imperialista- aprovou o direito &agrave; reelei&ccedil;&atilde;o em um Congresso corrupto, sem qualquer consulta popular, n&atilde;o houve nenhuma rea&ccedil;&atilde;o violenta por parte da burguesia colombiana e nem do imperialismo. Ou seja, dois pesos e duas medidas.&nbsp;<\/address>\n<address class=\"rtecenter\">&nbsp;<\/address>\n<p>\n<a href=\"http:\/\/www.espacosocialista.org\/node\/170\">Leia o restante do boletim aqui.<\/a><br \/>\n&nbsp;<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<h3 class=\"rtecenter\">Todo apoio &agrave; luta dos trabalhadores da USP!<\/h3>\n<h3 class=\"rtecenter\">06\/2009<\/h3>\n<p>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Desde o dia 5 de maio os servidores t&eacute;cnico-administrativos da USP, categoria que re&uacute;ne 15 mil trabalhadores, est&atilde;o em greve. A greve faz parte da campanha salarial da categoria, que reivindica um reajuste de 17% referente a perdas acumuladas, mas que inclui outros itens como a defesa da universidade p&uacute;blica e da livre organiza&ccedil;&atilde;o dos trabalhadores. Todas as reivindica&ccedil;&otilde;es s&atilde;o para garantir uma educa&ccedil;&atilde;o p&uacute;blica de qualidade PARA TODA A POPULA&Ccedil;&Atilde;O:<\/p>\n<p>&bull;&nbsp;Fim da UNIVESP (Universidade Virtual do Estado de S&atilde;o Paulo), projeto de educa&ccedil;&atilde;o &agrave; dist&acirc;ncia com o conte&uacute;do sendo transmitido via internet, que ter&aacute; como consequ&ecirc;ncias o rebaixamento da qualidade do ensino. O projeto tamb&eacute;m ataca a carreira dos professores da Universidade, pois desobriga o Estado de contratar professores na quantidade necess&aacute;ria para prover um ensino de qualidade.<br \/>\n&bull;&nbsp;Aumento das verbas destinadas &agrave; manuten&ccedil;&atilde;o da Universidade: ( 33% da receita total de impostos, incluindo 11,6% do ICMS para as universidades estaduais e 2,1% do ICMS para o Centro Paula Souza). Os governos estadual e federal t&ecirc;m reduzido as verbas destinadas &agrave; educa&ccedil;&atilde;o, para desviar o dinheiro p&uacute;blico para as grandes empresas atingidas pela crise mundial.<br \/>\n&bull;&nbsp;Fim da tentativa da reitoria da USP de demitir cerca de 5 mil funcion&aacute;rios (um ter&ccedil;o do total), obrigando-os a prestar novo concurso, sob amea&ccedil;a de demiss&atilde;o. Muitos dos servidores amea&ccedil;ados j&aacute; est&atilde;o na Universidade h&aacute; mais de vinte anos.<br \/>\n&bull;&nbsp;Fim dos processos judiciais e multas contra o Sintusp e o DCE (Diret&oacute;rio Central dos Estudantes), readmiss&atilde;o de Claudionor Brand&atilde;o e fim dos 50 processos administrativos e sindic&acirc;ncias contra servidores e alunos. Essas medidas repressivas s&atilde;o uma repres&aacute;lia ao movimento de 2007, que reverteu os projetos que retiravam a autonomia financeira e administrativa da Universidade.<\/p>\n<p>\n<a href=\"http:\/\/www.espacosocialista.org\/node\/169\">Leia o boletim na &iacute;ntegra, clicando aqui.<\/a><br \/>\n<a href=\"http:\/\/www.espacosocialista.org\/sites\/default\/files\/USP062009.pdf\">Baixe a vers&atilde;o PDF deste boletim clicando aqui <\/a>(88.21 kB).<br \/>\n<a href=\"http:\/\/www.espacosocialista.org\/sites\/default\/files\/cartazuspfinal.jpg\">Baixe o folder vers&atilde;o grande, aqui <\/a>(1.07 MB).<br \/>\n&nbsp;<\/p>\n<hr align=\"center\" width=\"100%\" size=\"2\" \/>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>&nbsp;<u> <\/u><b><span style=\"font-size: 18pt\">Novos textos de forma&ccedil;&atilde;o<\/span><\/b><\/p>\n<div style=\"margin: 0cm 0cm 10pt; line-height: normal\"><span style=\"font-size: 12pt\">Na se&ccedil;&atilde;o <a title=\"Forma&ccedil;&atilde;o te&oacute;rica\" href=\"http:\/\/www.espacosocialista.org\/node\/8\"><span style=\"color: blue\">Forma&ccedil;&atilde;o te&oacute;rica<\/span><\/a>, foram adicionados novos textos de forma&ccedil;&atilde;o sobre dial&eacute;tica e marxismo em geral. S&atilde;o eles:<\/span><\/div>\n<div style=\"margin: 0cm 0cm 0pt 36pt; line-height: normal\">&nbsp;<\/div>\n<ul type=\"disc\">\n<li style=\"margin: 0cm 0cm 10pt; line-height: normal\"><span style=\"font-size: 12pt\"><a href=\"http:\/\/www.espacosocialista.org\/sites\/default\/files\/introducao_ao_capital_de_Karl_Marx-Alex_Callinicos.pdf\"><span style=\"color: blue\">Introdu&ccedil;&atilde;o ao Capital de Karl Marx<\/span><\/a> (Alex Callinicos)<\/span><\/li>\n<li style=\"margin: 0cm 0cm 10pt; line-height: normal\"><span style=\"font-size: 12pt\"><a href=\"http:\/\/www.espacosocialista.org\/sites\/default\/files\/o_logico_e_o_historico-Gentil_Corazza.pdf\"><span style=\"color: blue\">O l&oacute;gico e o hist&oacute;rico<\/span><\/a> (Gentil Corazza)<\/span><\/li>\n<li style=\"margin: 0cm 0cm 10pt; line-height: normal\"><span style=\"font-size: 12pt\"><a href=\"http:\/\/www.espacosocialista.org\/sites\/default\/files\/dialetica-Friederich_Engels-capitulo_do_livro_Do_socialisto_utopico_ao_socialismo_cientifico.pdf\"><span style=\"color: blue\">Dial&eacute;tica (cap&iacute;tulo do livro &quot;Do socialismo ut&oacute;pico ao socialismo cient&iacute;fico&quot;)<\/span><\/a> (Friederich Engels)<\/span><\/li>\n<li style=\"margin: 0cm 0cm 10pt; line-height: normal\"><span style=\"font-size: 12pt\"><a href=\"http:\/\/www.espacosocialista.org\/sites\/default\/files\/o_que_e_dialetica-Leandro_Konder.pdf\"><span style=\"color: blue\">O que &eacute; dial&eacute;tica (cole&ccedil;&atilde;o Primeiros Passos)<\/span><\/a> (Leandro Konder)<\/span><\/li>\n<li style=\"margin: 0cm 0cm 10pt; line-height: normal\"><span style=\"font-size: 12pt\"><a href=\"http:\/\/www.espacosocialista.org\/sites\/default\/files\/o_materialismo_dialetico-Ernest_Mandel.pdf\"><span style=\"color: blue\">O materialismo dial&eacute;tico<\/span><\/a> (Ernest Mandel)<\/span><\/li>\n<li style=\"margin: 0cm 0cm 10pt; line-height: normal\"><span style=\"font-size: 12pt\"><a href=\"http:\/\/www.espacosocialista.org\/sites\/default\/files\/conceitos_basicos_do_materialismo_historico-Nahuel_Moreno.pdf\"><span style=\"color: blue\">Conceitos B&aacute;sicos do Materialismo Hist&oacute;rico<\/span><\/a> (Nahuel Moreno)<\/span><\/li>\n<\/ul>\n<div style=\"margin: 0cm 0cm 10pt; line-height: normal\"><span style=\"font-size: 12pt\">Para verificar outros textos, basta visitar a p&aacute;gina <a title=\"Forma&ccedil;&atilde;o te&oacute;rica\" href=\"http:\/\/www.espacosocialista.org\/node\/8\"><span style=\"color: blue\">Forma&ccedil;&atilde;o te&oacute;rica<\/span><\/a>.<\/span><\/div>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<div style=\"line-height: normal\" align=\"center\"><span style=\"font-size: 12pt\"><\/p>\n<hr align=\"center\" width=\"100%\" size=\"2\" \/>\n<\/span><\/div>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<div style=\"margin: 0cm 0cm 10pt; line-height: normal\"><span style=\"font-size: 12pt\">&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Apresentamos o jornal n&ordm; 30 do Espa&ccedil;o Socialista. Essa edi&ccedil;&atilde;o dedica-se essencialmente&nbsp;&agrave;s quest&otilde;es colocadas pela situa&ccedil;&atilde;o pol&iacute;tica nacional e internacional,&nbsp;marcada pela crise econ&ocirc;mica global que envolve&nbsp;o sistema&nbsp; capitalista.<br \/>\nNesse momento temos insistido na necessidade de que os trabalhadores se coloquem como alternativa pol&iacute;tica e ideol&oacute;gica de reorganiza&ccedil;&atilde;o da vida social, &uacute;nica garantia de mantermos os nossos direitos. Historicamente, as crises capitalistas tem resultado em mais mis&eacute;ria para a humanidade&nbsp;e isso decorre da l&oacute;gica desse sistema, na qual a destrui&ccedil;&atilde;o das for&ccedil;as produtivas (leia-se guerra) &eacute; uma condi&ccedil;&atilde;o para a recupera&ccedil;&atilde;o da economia. Ou seja, &eacute; preciso matar milh&otilde;es de seres humanos para que haja uma recupera&ccedil;&atilde;o da economia capitalista. &nbsp;Por isso defendemos&nbsp;o socialismo como o &uacute;nico sistema capaz de construir um mundo sem crises e sem&nbsp;destrui&ccedil;&atilde;o. E o socialismo s&oacute; pode ser constru&iacute;do por meio da mobiliza&ccedil;&atilde;o revolucion&aacute;ria da classe trabalhadora,&nbsp;com um programa tamb&eacute;m revolucion&aacute;rio.<br \/>\nPor fim, a a&ccedil;&atilde;o dos revolucion&aacute;rios deve &quot;extrapolar&quot; o economicismo, com uma luta ideol&oacute;gica que consiga abranger a totalidade da vida social. Essa &eacute; a raz&atilde;o de sempre publicarmos textos que reflitam a posi&ccedil;&atilde;o dos marxistas sobre outras esferas da vida. Nessa edi&ccedil;&atilde;o h&aacute; o artigo dedicado&nbsp;&agrave; reflex&atilde;o sobre&nbsp;o evolucionismo e o criacionismo.&nbsp;<\/span><\/div>\n<div style=\"margin: 0cm 0cm 10pt; line-height: normal\"><span style=\"font-size: 12pt\">Baixe tamb&eacute;m o jornal em PDF <a href=\"http:\/\/www.espacosocialista.org\/sites\/default\/files\/jornal_30.pdf\"><span style=\"color: blue\">clicando aqui<\/span><\/a> (776 kB).<\/span><\/div>\n<div style=\"margin: 0cm 0cm 10pt; line-height: normal\"><b>&nbsp;<\/b><\/div>\n<div style=\"margin: 0cm 0cm 10pt; line-height: normal\"><b><span style=\"font-size: 13.5pt\">Conte&uacute;do<\/span><\/b><\/div>\n<ul type=\"disc\">\n<li style=\"margin: 0cm 0cm 10pt; line-height: normal; text-align: justify\"><span style=\"font-size: 12pt\"><a href=\"http:\/\/www.espacosocialista.org\/node\/161\"><span style=\"color: blue\">Como lutar contra a crise e o desemprego?<\/span><\/a><\/span><\/li>\n<li style=\"margin: 0cm 0cm 10pt; line-height: normal; text-align: justify\"><span style=\"font-size: 12pt\"><a href=\"http:\/\/www.espacosocialista.org\/node\/162\"><span style=\"color: blue\">Derrota na Embraer mostrou os limites de um sindicalismo imediatista<\/span><\/a><\/span><\/li>\n<li style=\"margin: 0cm 0cm 10pt; line-height: normal; text-align: justify\"><span style=\"font-size: 12pt\"><a href=\"http:\/\/www.espacosocialista.org\/node\/163\"><span style=\"color: blue\">Encontro no ABC discute unidade da esquerda e luta contra a crise econ&ocirc;mica<\/span><\/a><\/span><\/li>\n<li style=\"margin: 0cm 0cm 10pt; line-height: normal; text-align: justify\"><span style=\"font-size: 12pt\"><a href=\"http:\/\/www.espacosocialista.org\/node\/164\"><span style=\"color: blue\">O que est&aacute; por tr&aacute;s do discurso sobre qualidade do ensino p&uacute;blico no estado de S&atilde;o Paulo<\/span><\/a><\/span><\/li>\n<li style=\"margin: 0cm 0cm 10pt; line-height: normal; text-align: justify\"><span style=\"font-size: 12pt\"><a href=\"http:\/\/www.espacosocialista.org\/node\/165\"><span style=\"color: blue\">Diplomacia e guerra: dois instrumentos de domina&ccedil;&atilde;o do imperialismo<\/span><\/a><\/span><\/li>\n<li style=\"margin: 0cm 0cm 10pt; line-height: normal; text-align: justify\"><span style=\"font-size: 12pt\"><a href=\"http:\/\/www.espacosocialista.org\/node\/166\"><span style=\"color: blue\">Crise exp&otilde;e barb&aacute;rie capitalista: avan&ccedil;o da xenofobia<\/span><\/a><\/span><\/li>\n<li style=\"margin: 0cm 0cm 10pt; line-height: normal; text-align: justify\"><span style=\"font-size: 12pt\"><a href=\"http:\/\/www.espacosocialista.org\/node\/167\"><span style=\"color: blue\">150 anos do Darwinismo: a evolu&ccedil;&atilde;o entre o mito e a ci&ecirc;ncia<\/span><\/a><\/span><\/li>\n<\/ul>\n<p>&nbsp;<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<h2 class=\"rtecenter\"><strong><u><\/p>\n<div style=\"margin: 0cm 0cm 10pt; line-height: normal\">\n<div style=\"margin: 0cm 0cm 10pt; line-height: normal\">DECLARA&Ccedil;&Atilde;O DO ESPA&Ccedil;O SOCIALISTA<\/div>\n<\/div>\n<p><\/u><\/strong><\/h2>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<h3 class=\"rtecenter\"><strong>SOLIDARIEDADE REAL AO POVO HAITIANO E N&Atilde;O &Agrave; OCUPA&Ccedil;&Atilde;O !!! <\/strong><\/h3>\n<address>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Apesar do terremoto que atingiu o Haiti ter sido um acontecimento da natureza, a gravidade das suas consequ&ecirc;ncias &eacute; resultado da situa&ccedil;&atilde;o de mis&eacute;ria que assola a grande maioria de sua popula&ccedil;&atilde;o. A dificuldade di&aacute;ria de se conseguir alimento e &aacute;gua, a precariedade das constru&ccedil;&otilde;es, a falta de uma rede de servi&ccedil;os sociais, s&atilde;o problemas que agravam muito o que j&aacute; seria tr&aacute;gico, aumentando assim as dimens&otilde;es da cat&aacute;strofe. Terremotos com a mesma intensidade ocorreram em outros pa&iacute;ses &ndash;como o Jap&atilde;o &ndash;, sem que o impacto fosse t&atilde;o devastador. Da mesma forma, no Brasil, a imprensa atribui a causa das enchentes e deslizamentos ao excesso das chuvas. Com isso tentam encobrir o fato de que &eacute; a l&oacute;gica capitalista que gera as condi&ccedil;&otilde;es prec&aacute;rias de moradia nas periferias e que os governos priorizam obras em favor dos empres&aacute;rios ao inv&eacute;s de outras que permitam melhores condi&ccedil;&otilde;es de escoamento da &aacute;gua nos bairros populares. A mesma quantidade de chuva cai no Morumbi e nos Jardins, mas n&atilde;o ouvimos falar de enchentes nos bairros onde mora a burguesia&#8230; No caso do Haiti, com seus 9 milh&otilde;es de habitantes, trata-se do pa&iacute;s mais pobre do hemisf&eacute;rio ocidental &ndash; 146&ordm; lugar entre 177 pa&iacute;ses avaliados pelo &Iacute;ndice de Desenvolvimento Humano (IDH) &ndash;, onde mais da metade da popula&ccedil;&atilde;o vive com menos de 1 d&oacute;lar por dia, e cerca de 78% com menos de 2 d&oacute;lares. A taxa de mortalidade infantil &eacute; alt&iacute;ssima: 60 em cada 1.000 nascimentos. Essa mis&eacute;ria n&atilde;o &eacute; natural, &eacute; a conseq&uuml;&ecirc;ncia das sucessivas ocupa&ccedil;&otilde;es e coloniza&ccedil;&atilde;o das pot&ecirc;ncias imperialistas sobre o pa&iacute;s.<\/address>\n<address>&nbsp;&nbsp;<\/address>\n<h3 class=\"rtecenter\">O TERREMOTO &Eacute; NATURAL, MAS AS CONSEQ&Uuml;&Ecirc;NCIAS N&Atilde;O S&Atilde;O<\/h3>\n<address>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; A mis&eacute;ria do Haiti n&atilde;o &eacute; um produto do acaso, e muito menos uma voca&ccedil;&atilde;o desse povo. Ao contr&aacute;rio, o povo negro do Haiti protagonizou lutas gloriosas contra inimigos muito mais fortes. Prova disso, &eacute; que ele foi o primeiro pa&iacute;s das Am&eacute;ricas a se tornar livre, na Revolu&ccedil;&atilde;o liderada pelos &ldquo;Jacobinos Negros&rdquo;: &ldquo;Em 1803, a bandeira dos homens livres levantou-se sobre as ru&iacute;nas. Mas a terra haitiana fora devastada pela monocultura do a&ccedil;&uacute;car e arrasada pelas calamidades da guerra contra a Fran&ccedil;a, e um ter&ccedil;o da popula&ccedil;&atilde;o havia ca&iacute;do no combate. Ent&atilde;o come&ccedil;ou o bloqueio. Ningu&eacute;m comprava do Haiti, ningu&eacute;m vendia, ningu&eacute;m reconhecia a nova na&ccedil;&atilde;o&#8230;&rdquo; Fruto de seu isolamento e do pouco desenvolvimento de suas for&ccedil;as produtivas &ldquo;&#8230;o Haiti acabou caindo nas m&atilde;os de ditaduras militares carniceiras, que destinavam os fam&eacute;licos recursos do pa&iacute;s ao pagamento da d&iacute;vida francesa. A Europa havia imposto ao Haiti a obriga&ccedil;&atilde;o de pagar &agrave; Fran&ccedil;a uma indeniza&ccedil;&atilde;o gigantesca, a modo de perda por haver cometido o delito da dignidade.&rdquo;(Eduardo Galeano &ndash; Os pecados do Haiti, em www.resistir.info.net). De l&aacute; para c&aacute;, o povo haitiano novamente esteve submetido ao saque e &agrave; domina&ccedil;&atilde;o dos pa&iacute;ses imperialistas. Em 1915 foram os EUA que invadiram o pa&iacute;s, governando-o at&eacute; 1934, e s&oacute; saindo ap&oacute;s conseguir cobrar as d&iacute;vidas do Haiti com o Citibank e modificar o artigo constitucional que proibia a venda de terras a estrangeiros. Desde ent&atilde;o, a Casa Branca exerce uma esp&eacute;cie de protetorado no pa&iacute;s. Portanto, essas pot&ecirc;ncias mantiveram o Haiti como seu fornecedor barato de mat&eacute;rias-primas como a&ccedil;&uacute;car, banana, manga, milho, batata-doce, legumes, tub&eacute;rculos e outros mais. Hoje, aliado ao peso majorit&aacute;rio da agricultura, surgiu um setor de produ&ccedil;&atilde;o voltado para a exporta&ccedil;&atilde;o e que superexplora os trabalhadores.<\/address>\n<address>&nbsp;<\/address>\n<h3 class=\"rtecenter\">ONU, EUA E BRASIL NO HAITI: ARMAS E REPRESS&Atilde;O PARA MANTER O POVO HAITIANO NA MIS&Eacute;RIA<\/h3>\n<address>&nbsp;<\/address>\n<address>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Recentemente, em 2004, o Brasil passou a comandar a Minustah (miss&atilde;o de ocupa&ccedil;&atilde;o da ONU). Desde ent&atilde;o, sempre que h&aacute; revoltas ou manifesta&ccedil;&otilde;es contra a mis&eacute;ria e os baixos sal&aacute;rios, entram em a&ccedil;&atilde;o as &ldquo;Tropas de Paz&rdquo; para reprimir duramente. O argumento da reconstru&ccedil;&atilde;o da institucionalidade do pa&iacute;s n&atilde;o se sustenta. Os problemas sociais n&atilde;o foram resolvidos e, ao contr&aacute;rio, agravaram-se. Em janeiro de 2006, o general Urano Teixeira Bacellar, que estava no comando da Minustah h&aacute; poucos meses &ndash; desde setembro de 2005 -, se suicidou ap&oacute;s ter alertado que os problemas no Haiti n&atilde;o demandavam tropas e sim justi&ccedil;a social. Atualmente, a lideran&ccedil;a do Brasil na Minustah tamb&eacute;m serve de treinamento para os militares brasileiros conterem rebeli&otilde;es nas favelas brasileiras, que tendem a se agravar &agrave; medida em que o capital exclui de cada vez mais pessoas dos direitos m&iacute;nimos a uma vida digna. Uma simples compara&ccedil;&atilde;o de valores exp&otilde;e o descaso da ONU e dos pa&iacute;ses dominantes diante da situa&ccedil;&atilde;o do Haiti: desde a irrup&ccedil;&atilde;o da crise econ&ocirc;mica, os governos destinaram para as grandes empresas e o sistema financeiro mais de US$ 15 trilh&otilde;es (http:\/\/oglobo.globo.com\/economia\/mat\/2009\/02\/11), enquanto que para socorrer as v&iacute;timas do Haiti, a ONU pediu aos pa&iacute;ses membros US$ 562 milh&otilde;es, um valor absolutamente irris&oacute;rio diante da magnitude da cat&aacute;strofe. Mesmo assim, at&eacute; agora s&oacute; foram enviados US$ 207 milh&otilde;es, 36,1% do prometido. Neste valor ainda est&atilde;o inclu&iacute;dos os gastos militares, como deslocamento, manuten&ccedil;&atilde;o das tropas etc. J&aacute; o governo Lula dedicou aos empres&aacute;rios o equivalente a R$ 475 bilh&otilde;es desde quando eclodiu a crise no Brasil (http:\/\/economia.uol.com.br\/ultnot\/bbc\/2009\/04\/03\/ult2283u1708.jhtm). Mas para a ajuda humanit&aacute;ria ao Haiti &ndash; excluindo-se a manuten&ccedil;&atilde;o das tropas -, at&eacute; agora foram enviados apenas R$ 15 milh&otilde;es. Por outro lado, a manuten&ccedil;&atilde;o das tropas no Haiti j&aacute; tem um custo de mais de R$ 703 milh&otilde;es desde 2004, segundo dados do Minist&eacute;rio da Defesa (www.agenciabrasil.gov.br). Isto &eacute; mais de 120 vezes a ajuda humanit&aacute;ria at&eacute; agora destinada ao Haiti pelo governo brasileiro. E agora, como se n&atilde;o bastasse, Lula prop&ocirc;s e o Congresso aprovou o envio de at&eacute; mais 1.300 militares, duplicando o efetivo atual no pa&iacute;s.<\/address>\n<address>&nbsp;<\/address>\n<address>&nbsp;<\/address>\n<h3 class=\"rtecenter\">ESTADOS UNIDOS, MAIS UMA VEZ, MOSTRA A SUA CARA<\/h3>\n<address>&nbsp;<\/address>\n<address>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Os EUAse aproveitam para, de fato, ocupar o pa&iacute;s com cerca de 20 mil soldados &ndash; o dobro do efetivo total da ONU &ndash;, assumindo o comando do espa&ccedil;o a&eacute;reo, portos e estradas do pa&iacute;s caribenho.( ww1.folha.uol.com.br\/folha\/mundo\/ult94u683605.shtml) .Assim, ao todo s&atilde;o 30 mil militares em um pa&iacute;s de apenas 9 milh&otilde;es de habitantes! Ao contr&aacute;rio do que &eacute; dito pela ONU, EUA, Lula, e a grande m&iacute;dia, as tropas n&atilde;o t&ecirc;m fun&ccedil;&atilde;o humanit&aacute;ria, nem de reconstru&ccedil;&atilde;o, mas sim de manter os trabalhadores haitianos numa situa&ccedil;&atilde;o de submiss&atilde;o, recebendo sal&aacute;rios miser&aacute;veis e assumindo jornadas subumanas de trabalho para as empresas prestadoras de servi&ccedil;os de grandes transnacionais. Os principais argumentos dos que defendem a manuten&ccedil;&atilde;o e o envio de mais soldados para o Haiti s&atilde;o os mesmos dos que sempre defenderam a ocupa&ccedil;&atilde;o e submiss&atilde;o do pa&iacute;s: argumentam que a popula&ccedil;&atilde;o trabalhadora n&atilde;o &eacute; capaz de se organizar e de coordenar a ajuda internacional e reconstruir sua economia. Mas a hist&oacute;ria deste povo mostra o contr&aacute;rio, como vimos acima. Al&eacute;m disso, a realidade tamb&eacute;m mostra que a popula&ccedil;&atilde;o haitiana possui uma rede de organiza&ccedil;&otilde;es de base como sindicatos, organiza&ccedil;&otilde;es populares, estudantis e de bairros. S&atilde;o essas organiza&ccedil;&otilde;es que de fato est&atilde;o fazendo de tudo para manter um m&iacute;nimo de servi&ccedil;os essenciais como alimenta&ccedil;&atilde;o, sa&uacute;de e seguran&ccedil;a. O verdadeiro receio dos EUA e da ONU &eacute; justamente de que essa popula&ccedil;&atilde;o &ndash; cuja imensa maioria &eacute; de trabalhadores e pobres &ndash; venha a assumir o controle do seu destino, em outras palavras, que seja deflagrada uma rebeli&atilde;o social ou um processo revolucion&aacute;rio, com impacto em toda a Am&eacute;rica. Al&eacute;m de tentarem prevenir um poss&iacute;vel processo insurrecional no Haiti, os EUA aproveitam para buscar refor&ccedil;ar seu controle militar na regi&atilde;o e impor limites ao papel que o Brasil vem tentando ocupar no terreno internacional. As bases militares na Col&ocirc;mbia e a reativa&ccedil;&atilde;o da Quarta Frota, encarregada de patrulhar o Atl&acirc;ntico Sul, tamb&eacute;m fazem parte dessa estrat&eacute;gia. As metralhadoras e baionetas no peito dos soldados mostram o verdadeiro objetivo das for&ccedil;as militares do Brasil, dos Estados Unidos e da ONU.<\/address>\n<address>&nbsp;<\/address>\n<h3 class=\"rtecenter\">&Eacute; PRECISO SOLIDARIEDADE REAL E N&Atilde;O OCUPA&Ccedil;&Atilde;O MILITAR!<\/h3>\n<address>&nbsp;<\/address>\n<address>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Defendemos uma campanha internacional de solidariedade aos trabalhadores do Haiti. Mas a solidariedade que defendemos &eacute; a solidariedade a servi&ccedil;o da luta e n&atilde;o se confunde com o assistencialismo propagado pelos governos e a m&iacute;dia burguesa. A ONU, Lula, e os EUA t&ecirc;m a inten&ccedil;&atilde;o de usar a &ldquo;ajuda humanit&aacute;ria&rdquo; para com isso levar as pessoas &agrave; passividade e a aceitarem a ocupa&ccedil;&atilde;o no Haiti. J&aacute; a nossa solidariedade deve ter um conte&uacute;do diametralmente oposto. Deve estar a servi&ccedil;o da luta pela retirada das tropas e para que os governos respons&aacute;veis pela trag&eacute;dia social do Haiti venham a ressarcir a d&iacute;vida que t&ecirc;m com aquele pa&iacute;s. Em primeiro lugar, temos que denunciar e exigir a imediata retirada de todas as Tropas de Ocupa&ccedil;&atilde;o e que o dinheiro desperdi&ccedil;ado para manter essas tropas seja direcionado para a ajuda humanit&aacute;ria e a reconstru&ccedil;&atilde;o do pa&iacute;s! Tamb&eacute;m &eacute; preciso exigir ajuda internacional compat&iacute;vel ao tamanho da cat&aacute;strofe e n&atilde;o apenas as migalhas doadas at&eacute; agora e sem nenhuma garantia de que chegar&atilde;o, pois os governos burgueses fazem demagogia at&eacute; com a vida das pessoas. A cobran&ccedil;a deve ser maior para as pot&ecirc;ncias que sempre exploraram a economia haitiana, como EUA, Fran&ccedil;a e Inglaterra. Al&eacute;m disso, &eacute; preciso que toda a ajuda recolhida seja entregue &agrave;s organiza&ccedil;&otilde;es de luta dos trabalhadores e estudantes do Haiti, e n&atilde;o nas m&atilde;os da ONU, dos EUA ou das tropas brasileiras, que usam o mote da ajuda humanit&aacute;ria para disfar&ccedil;ar e legitimar a ocupa&ccedil;&atilde;o. S&oacute; as organiza&ccedil;&otilde;es de luta dos trabalhadores podem garantir que os recursos arrecadados sejam usados para reconstruir a luta contra a ocupa&ccedil;&atilde;o, a explora&ccedil;&atilde;o e a domina&ccedil;&atilde;o do seu pa&iacute;s, na perspectiva socialista, de um governo dos trabalhadores no Haiti.<\/address>\n<address>&nbsp;<\/address>\n<address>\n<table cellspacing=\"1\" cellpadding=\"1\" width=\"200\" border=\"3\">\n<tbody>\n<tr>\n<td>\n<p><strong>N&atilde;o h&aacute; vagas<\/strong><\/p>\n<address>O pre&ccedil;o do feij&atilde;o<br \/>\n            n&atilde;o cabe no poema.<\/address>\n<address>O pre&ccedil;o do arroz<br \/>\n            n&atilde;o cabe no poema.<br \/>\n            N&atilde;o cabem no poema<\/address>\n<address>o g&aacute;s<br \/>\n            a luz o telefone<br \/>\n            a sonega&ccedil;&atilde;o<br \/>\n            do leite<br \/>\n            da carne<br \/>\n            do a&ccedil;&uacute;car<br \/>\n            do p&atilde;o.<\/address>\n<address>\n            O funcion&aacute;rio p&uacute;blico<br \/>\n            n&atilde;o cabe no poema<br \/>\n            com seu sal&aacute;rio de fome<br \/>\n            sua vida fechada<br \/>\n            em arquivos.<br \/>\n            Como n&atilde;o cabe no poema<br \/>\n            o oper&aacute;rio<br \/>\n            que esmerila seu dia de a&ccedil;o<br \/>\n            e carv&atilde;o<br \/>\n            nas oficinas escuras<\/address>\n<address>&#8211; porque o poema, senhores,<br \/>\n            est&aacute; fechado: &quot;n&atilde;o h&aacute; vagas&quot;<br \/>\n            S&oacute; cabe no poema<br \/>\n            o homem sem est&ocirc;mago<br \/>\n            a mulher de nuvens<br \/>\n            a fruta sem pre&ccedil;o<\/address>\n<address>\n            O poema, senhores,<br \/>\n            n&atilde;o fede<br \/>\n            nem cheira.<\/address>\n<address>\n            (Ferreira Gullar)<br \/>\n            &nbsp;<\/address>\n<\/td>\n<\/tr>\n<\/tbody>\n<\/table>\n<\/address>\n<address>&nbsp;<\/address>\n<address>\n<hr align=\"center\" width=\"100%\" size=\"2\" \/>\n&nbsp;&nbsp;<\/address>\n<h3>Nota do Espa&ccedil;o Socialista sobre o golpe militar em Honduras<\/h3>\n<h4>\nAbaixo o golpe militar em Honduras!<br \/>\nAmpliar a mobiliza&ccedil;&atilde;o para derrotar os golpistas!<br \/>\nSolidariedade ao proletariado hondurenho!<\/h4>\n<address class=\"rtecenter\">\nDia 29 de Junho ocorreu mais um golpe militar na Am&eacute;rica Latina. Desta vez contra o governo de Manuel Zelaya, presidente de Honduras. Os agentes s&atilde;o os mesmos: a direita burguesa que controla as institui&ccedil;&otilde;es do Estado burgu&ecirc;s: o legislativo, o judici&aacute;rio e as for&ccedil;as armadas.<br \/>\nO principal motivo que deu causa ao golpe &eacute; o &oacute;dio da burguesia contra&nbsp; o direito do povo decidir at&eacute; mesmo um aspecto m&iacute;nimo e limitado de seu destino. O governo, contra a vontade dos principais setores da burguesia&nbsp; e seus agentes nas institui&ccedil;&otilde;es do Estado hondurenho,&nbsp; estava realizando uma consulta &agrave; popula&ccedil;&atilde;o sobre a possibilidade de colocar mais uma pergunta (a chamada 4&ordf; urna) no referendo de novembro tratando de uma reforma constitucional. Ou seja, uma pergunta que n&atilde;o afeta nenhuma rela&ccedil;&atilde;o de poder ou a propriedade privada no pa&iacute;s.<br \/>\nA argumenta&ccedil;&atilde;o dos golpistas n&atilde;o poderia ser mais c&iacute;nica. Dizem defender a democracia! Na verdade temiam que caso fosse aprovada a mudan&ccedil;a da Constitui&ccedil;&atilde;o (que tamb&eacute;m passaria por Referendo) haveria a possibilidade da reelei&ccedil;&atilde;o de Zelaya.<br \/>\nNo entanto, n&atilde;o se deve esquecer que na Col&ocirc;mbia cujo governo Uribe -de direita e pr&oacute; imperialista- aprovou o direito &agrave; reelei&ccedil;&atilde;o em um Congresso corrupto, sem qualquer consulta popular, n&atilde;o houve nenhuma rea&ccedil;&atilde;o violenta por parte da burguesia colombiana e nem do imperialismo. Ou seja, dois pesos e duas medidas.&nbsp;<\/address>\n<address class=\"rtecenter\">&nbsp;<\/address>\n<p>\n<a href=\"http:\/\/www.espacosocialista.org\/node\/170\">Leia o restante do boletim aqui.<\/a><br \/>\n&nbsp;<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<h3 class=\"rtecenter\">Todo apoio &agrave; luta dos trabalhadores da USP!<\/h3>\n<h3 class=\"rtecenter\">06\/2009<\/h3>\n<p>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Desde o dia 5 de maio os servidores t&eacute;cnico-administrativos da USP, categoria que re&uacute;ne 15 mil trabalhadores, est&atilde;o em greve. A greve faz parte da campanha salarial da categoria, que reivindica um reajuste de 17% referente a perdas acumuladas, mas que inclui outros itens como a defesa da universidade p&uacute;blica e da livre organiza&ccedil;&atilde;o dos trabalhadores. Todas as reivindica&ccedil;&otilde;es s&atilde;o para garantir uma educa&ccedil;&atilde;o p&uacute;blica de qualidade PARA TODA A POPULA&Ccedil;&Atilde;O:<\/p>\n<p>&bull;&nbsp;Fim da UNIVESP (Universidade Virtual do Estado de S&atilde;o Paulo), projeto de educa&ccedil;&atilde;o &agrave; dist&acirc;ncia com o conte&uacute;do sendo transmitido via internet, que ter&aacute; como consequ&ecirc;ncias o rebaixamento da qualidade do ensino. O projeto tamb&eacute;m ataca a carreira dos professores da Universidade, pois desobriga o Estado de contratar professores na quantidade necess&aacute;ria para prover um ensino de qualidade.<br \/>\n&bull;&nbsp;Aumento das verbas destinadas &agrave; manuten&ccedil;&atilde;o da Universidade: ( 33% da receita total de impostos, incluindo 11,6% do ICMS para as universidades estaduais e 2,1% do ICMS para o Centro Paula Souza). Os governos estadual e federal t&ecirc;m reduzido as verbas destinadas &agrave; educa&ccedil;&atilde;o, para desviar o dinheiro p&uacute;blico para as grandes empresas atingidas pela crise mundial.<br \/>\n&bull;&nbsp;Fim da tentativa da reitoria da USP de demitir cerca de 5 mil funcion&aacute;rios (um ter&ccedil;o do total), obrigando-os a prestar novo concurso, sob amea&ccedil;a de demiss&atilde;o. Muitos dos servidores amea&ccedil;ados j&aacute; est&atilde;o na Universidade h&aacute; mais de vinte anos.<br \/>\n&bull;&nbsp;Fim dos processos judiciais e multas contra o Sintusp e o DCE (Diret&oacute;rio Central dos Estudantes), readmiss&atilde;o de Claudionor Brand&atilde;o e fim dos 50 processos administrativos e sindic&acirc;ncias contra servidores e alunos. Essas medidas repressivas s&atilde;o uma repres&aacute;lia ao movimento de 2007, que reverteu os projetos que retiravam a autonomia financeira e administrativa da Universidade.<\/p>\n<p>\n<a href=\"http:\/\/www.espacosocialista.org\/node\/169\">Leia o boletim na &iacute;ntegra, clicando aqui.<\/a><br \/>\n<a href=\"http:\/\/www.espacosocialista.org\/sites\/default\/files\/USP062009.pdf\">Baixe a vers&atilde;o PDF deste boletim clicando aqui <\/a>(88.21 kB).<br \/>\n<a href=\"http:\/\/www.espacosocialista.org\/sites\/default\/files\/cartazuspfinal.jpg\">Baixe o folder vers&atilde;o grande, aqui <\/a>(1.07 MB).<br \/>\n&nbsp;<\/p>\n<hr align=\"center\" width=\"100%\" size=\"2\" \/>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>&nbsp;<u> <\/u><b><span style=\"font-size: 18pt\">Novos textos de forma&ccedil;&atilde;o<\/span><\/b><\/p>\n<div style=\"margin: 0cm 0cm 10pt; line-height: normal\"><span style=\"font-size: 12pt\">Na se&ccedil;&atilde;o <a title=\"Forma&ccedil;&atilde;o te&oacute;rica\" href=\"http:\/\/www.espacosocialista.org\/node\/8\"><span style=\"color: blue\">Forma&ccedil;&atilde;o te&oacute;rica<\/span><\/a>, foram adicionados novos textos de forma&ccedil;&atilde;o sobre dial&eacute;tica e marxismo em geral. S&atilde;o eles:<\/span><\/div>\n<div style=\"margin: 0cm 0cm 0pt 36pt; line-height: normal\">&nbsp;<\/div>\n<ul type=\"disc\">\n<li style=\"margin: 0cm 0cm 10pt; line-height: normal\"><span style=\"font-size: 12pt\"><a href=\"http:\/\/www.espacosocialista.org\/sites\/default\/files\/introducao_ao_capital_de_Karl_Marx-Alex_Callinicos.pdf\"><span style=\"color: blue\">Introdu&ccedil;&atilde;o ao Capital de Karl Marx<\/span><\/a> (Alex Callinicos)<\/span><\/li>\n<li style=\"margin: 0cm 0cm 10pt; line-height: normal\"><span style=\"font-size: 12pt\"><a href=\"http:\/\/www.espacosocialista.org\/sites\/default\/files\/o_logico_e_o_historico-Gentil_Corazza.pdf\"><span style=\"color: blue\">O l&oacute;gico e o hist&oacute;rico<\/span><\/a> (Gentil Corazza)<\/span><\/li>\n<li style=\"margin: 0cm 0cm 10pt; line-height: normal\"><span style=\"font-size: 12pt\"><a href=\"http:\/\/www.espacosocialista.org\/sites\/default\/files\/dialetica-Friederich_Engels-capitulo_do_livro_Do_socialisto_utopico_ao_socialismo_cientifico.pdf\"><span style=\"color: blue\">Dial&eacute;tica (cap&iacute;tulo do livro &quot;Do socialismo ut&oacute;pico ao socialismo cient&iacute;fico&quot;)<\/span><\/a> (Friederich Engels)<\/span><\/li>\n<li style=\"margin: 0cm 0cm 10pt; line-height: normal\"><span style=\"font-size: 12pt\"><a href=\"http:\/\/www.espacosocialista.org\/sites\/default\/files\/o_que_e_dialetica-Leandro_Konder.pdf\"><span style=\"color: blue\">O que &eacute; dial&eacute;tica (cole&ccedil;&atilde;o Primeiros Passos)<\/span><\/a> (Leandro Konder)<\/span><\/li>\n<li style=\"margin: 0cm 0cm 10pt; line-height: normal\"><span style=\"font-size: 12pt\"><a href=\"http:\/\/www.espacosocialista.org\/sites\/default\/files\/o_materialismo_dialetico-Ernest_Mandel.pdf\"><span style=\"color: blue\">O materialismo dial&eacute;tico<\/span><\/a> (Ernest Mandel)<\/span><\/li>\n<li style=\"margin: 0cm 0cm 10pt; line-height: normal\"><span style=\"font-size: 12pt\"><a href=\"http:\/\/www.espacosocialista.org\/sites\/default\/files\/conceitos_basicos_do_materialismo_historico-Nahuel_Moreno.pdf\"><span style=\"color: blue\">Conceitos B&aacute;sicos do Materialismo Hist&oacute;rico<\/span><\/a> (Nahuel Moreno)<\/span><\/li>\n<\/ul>\n<div style=\"margin: 0cm 0cm 10pt; line-height: normal\"><span style=\"font-size: 12pt\">Para verificar outros textos, basta visitar a p&aacute;gina <a title=\"Forma&ccedil;&atilde;o te&oacute;rica\" href=\"http:\/\/www.espacosocialista.org\/node\/8\"><span style=\"color: blue\">Forma&ccedil;&atilde;o te&oacute;rica<\/span><\/a>.<\/span><\/div>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<div style=\"line-height: normal\" align=\"center\"><span style=\"font-size: 12pt\"><\/p>\n<hr align=\"center\" width=\"100%\" size=\"2\" \/>\n<\/span><\/div>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<div style=\"margin: 0cm 0cm 10pt; line-height: normal\"><span style=\"font-size: 12pt\">&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Apresentamos o jornal n&ordm; 30 do Espa&ccedil;o Socialista. Essa edi&ccedil;&atilde;o dedica-se essencialmente&nbsp;&agrave;s quest&otilde;es colocadas pela situa&ccedil;&atilde;o pol&iacute;tica nacional e internacional,&nbsp;marcada pela crise econ&ocirc;mica global que envolve&nbsp;o sistema&nbsp; capitalista.<br \/>\nNesse momento temos insistido na necessidade de que os trabalhadores se coloquem como alternativa pol&iacute;tica e ideol&oacute;gica de reorganiza&ccedil;&atilde;o da vida social, &uacute;nica garantia de mantermos os nossos direitos. Historicamente, as crises capitalistas tem resultado em mais mis&eacute;ria para a humanidade&nbsp;e isso decorre da l&oacute;gica desse sistema, na qual a destrui&ccedil;&atilde;o das for&ccedil;as produtivas (leia-se guerra) &eacute; uma condi&ccedil;&atilde;o para a recupera&ccedil;&atilde;o da economia. Ou seja, &eacute; preciso matar milh&otilde;es de seres humanos para que haja uma recupera&ccedil;&atilde;o da economia capitalista. &nbsp;Por isso defendemos&nbsp;o socialismo como o &uacute;nico sistema capaz de construir um mundo sem crises e sem&nbsp;destrui&ccedil;&atilde;o. E o socialismo s&oacute; pode ser constru&iacute;do por meio da mobiliza&ccedil;&atilde;o revolucion&aacute;ria da classe trabalhadora,&nbsp;com um programa tamb&eacute;m revolucion&aacute;rio.<br \/>\nPor fim, a a&ccedil;&atilde;o dos revolucion&aacute;rios deve &quot;extrapolar&quot; o economicismo, com uma luta ideol&oacute;gica que consiga abranger a totalidade da vida social. Essa &eacute; a raz&atilde;o de sempre publicarmos textos que reflitam a posi&ccedil;&atilde;o dos marxistas sobre outras esferas da vida. Nessa edi&ccedil;&atilde;o h&aacute; o artigo dedicado&nbsp;&agrave; reflex&atilde;o sobre&nbsp;o evolucionismo e o criacionismo.&nbsp;<\/span><\/div>\n<div style=\"margin: 0cm 0cm 10pt; line-height: normal\"><span style=\"font-size: 12pt\">Baixe tamb&eacute;m o jornal em PDF <a href=\"http:\/\/www.espacosocialista.org\/sites\/default\/files\/jornal_30.pdf\"><span style=\"color: blue\">clicando aqui<\/span><\/a> (776 kB).<\/span><\/div>\n<div style=\"margin: 0cm 0cm 10pt; line-height: normal\"><b>&nbsp;<\/b><\/div>\n<div style=\"margin: 0cm 0cm 10pt; line-height: normal\"><b><span style=\"font-size: 13.5pt\">Conte&uacute;do<\/span><\/b><\/div>\n<ul type=\"disc\">\n<li style=\"margin: 0cm 0cm 10pt; line-height: normal; text-align: justify\"><span style=\"font-size: 12pt\"><a href=\"http:\/\/www.espacosocialista.org\/node\/161\"><span style=\"color: blue\">Como lutar contra a crise e o desemprego?<\/span><\/a><\/span><\/li>\n<li style=\"margin: 0cm 0cm 10pt; line-height: normal; text-align: justify\"><span style=\"font-size: 12pt\"><a href=\"http:\/\/www.espacosocialista.org\/node\/162\"><span style=\"color: blue\">Derrota na Embraer mostrou os limites de um sindicalismo imediatista<\/span><\/a><\/span><\/li>\n<li style=\"margin: 0cm 0cm 10pt; line-height: normal; text-align: justify\"><span style=\"font-size: 12pt\"><a href=\"http:\/\/www.espacosocialista.org\/node\/163\"><span style=\"color: blue\">Encontro no ABC discute unidade da esquerda e luta contra a crise econ&ocirc;mica<\/span><\/a><\/span><\/li>\n<li style=\"margin: 0cm 0cm 10pt; line-height: normal; text-align: justify\"><span style=\"font-size: 12pt\"><a href=\"http:\/\/www.espacosocialista.org\/node\/164\"><span style=\"color: blue\">O que est&aacute; por tr&aacute;s do discurso sobre qualidade do ensino p&uacute;blico no estado de S&atilde;o Paulo<\/span><\/a><\/span><\/li>\n<li style=\"margin: 0cm 0cm 10pt; line-height: normal; text-align: justify\"><span style=\"font-size: 12pt\"><a href=\"http:\/\/www.espacosocialista.org\/node\/165\"><span style=\"color: blue\">Diplomacia e guerra: dois instrumentos de domina&ccedil;&atilde;o do imperialismo<\/span><\/a><\/span><\/li>\n<li style=\"margin: 0cm 0cm 10pt; line-height: normal; text-align: justify\"><span style=\"font-size: 12pt\"><a href=\"http:\/\/www.espacosocialista.org\/node\/166\"><span style=\"color: blue\">Crise exp&otilde;e barb&aacute;rie capitalista: avan&ccedil;o da xenofobia<\/span><\/a><\/span><\/li>\n<li style=\"margin: 0cm 0cm 10pt; line-height: normal; text-align: justify\"><span style=\"font-size: 12pt\"><a href=\"http:\/\/www.espacosocialista.org\/node\/167\"><span style=\"color: blue\">150 anos do Darwinismo: a evolu&ccedil;&atilde;o entre o mito e a ci&ecirc;ncia<\/span><\/a><\/span><\/li>\n<\/ul>\n<p>&nbsp;<\/p>\n","protected":false},"author":3,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[],"tags":[],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.espacosocialista.org\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/191"}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.espacosocialista.org\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.espacosocialista.org\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.espacosocialista.org\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/users\/3"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.espacosocialista.org\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=191"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/www.espacosocialista.org\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/191\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":718,"href":"https:\/\/www.espacosocialista.org\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/191\/revisions\/718"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.espacosocialista.org\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=191"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.espacosocialista.org\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=191"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.espacosocialista.org\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=191"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}