{"id":196,"date":"2010-04-25T21:50:22","date_gmt":"2010-04-25T21:50:22","guid":{"rendered":"http:\/\/espacosocialista.org\/?q=node\/196"},"modified":"2013-01-19T18:20:20","modified_gmt":"2013-01-19T20:20:20","slug":"boletim-congresso-nacional-de-estudantes-junho-2009","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.espacosocialista.org\/portal\/2010\/04\/boletim-congresso-nacional-de-estudantes-junho-2009\/","title":{"rendered":"Boletim Congresso Nacional de Estudantes &#8211; Junho 2009"},"content":{"rendered":"<p>Congresso Nacional de Estudantes \u2013 Junho\/2009<\/p>\n<p>ESTUDANTES E TRABALHADORES UNIDOS<br \/>\nNA LUTA PELO SOCIALISMO<\/p>\n<p>CONJUNTURA<br \/>\nO 2\u00ba semestre de 2008 trouxe \u00e0 tona a crise estrutural do capital que est\u00e1 em curso h\u00e1 quase quatro d\u00e9cadas e que se tornou evidente com o encerramento do \u00faltimo ciclo peri\u00f3dico da economia. Esse fen\u00f4meno recebeu o nome de \u201ccrise financeira\u201d e vem sendo tratado pela imprensa burguesa e pela esquerda reformista como uma simples recess\u00e3o, da qual o capitalismo sair\u00e1 em pouco tempo e apenas levemente avariado.<br \/>\nPara os marxistas revolucion\u00e1rios, trata-se de uma crise mais s\u00e9ria, que exp\u00f5e os limites do modelo de acumula\u00e7\u00e3o flex\u00edvel, da forma\u00e7\u00e3o do mercado mundial de for\u00e7a de trabalho (e sua conseq\u00fcente precariza\u00e7\u00e3o), da mundializa\u00e7\u00e3o neoliberal, da desregulamenta\u00e7\u00e3o financeira; mecanismos que o capital tem utilizado nas \u00faltimas d\u00e9cadas para deslocar suas contradi\u00e7\u00f5es.<br \/>\nA chamada crise financeira \u00e9 apenas uma manifesta\u00e7\u00e3o superficial do acirramento das contradi\u00e7\u00f5es em n\u00edvel estrutural, o qual produz tamb\u00e9m a crise ambiental, energ\u00e9tica, alimentar, pol\u00edtico-ideol\u00f3gica, cultural, etc. Ou seja, trata-se de uma verdadeira crise civilizacional, que coloca para a humanidade a necessidade de reconstruir a alternativa socialista.<\/p>\n<p>AS RESPOSTAS DA BURGUESIA<br \/>\nA superprodu\u00e7\u00e3o de mercadorias e de capital (inclusive capital fict\u00edcio) chegou a um limite que obriga a burguesia a encontrar formas de destruir o capital excedente para desbloquear o processo de realiza\u00e7\u00e3o do valor. Historicamente isso \u00e9 feito por meio da guerra e do rebaixamento geral das condi\u00e7\u00f5es de vida da classe trabalhadora.<br \/>\nA burguesia mundial reagiu ao primeiro surto da crise atrav\u00e9s do endividamento do Estado, cujos recursos foram usados para salvar o capital financeiro e evitar uma derrocada geral acelerada. Entretanto, os desequil\u00edbrios n\u00e3o foram corrigidos, pois n\u00e3o podem s\u00ea-lo sem a aboli\u00e7\u00e3o do capitalismo.<br \/>\nA situa\u00e7\u00e3o atual \u00e9 de um impasse, no qual a burguesia tem conseguido administrar a crise apesar dos n\u00fameros alarmantes do desemprego e da crise social que avan\u00e7a nos pa\u00edses centrais. Para continuar socializando os custos da crise e transferindo recursos para o grande capital, o Estado precisar\u00e1 cortar ainda mais os gastos sociais, entre os quais se encontram os investimentos em educa\u00e7\u00e3o p\u00fablica.<\/p>\n<p>A EDUCA\u00c7\u00c3O BRASILEIRA NO CONTEXTO DE CRISE<br \/>\nNo Brasil o governo Lula manteve o projeto neoliberal de sucateamento da educa\u00e7\u00e3o p\u00fablica, por meio do Prouni, que desvia dinheiro p\u00fablico para os empres\u00e1rios da educa\u00e7\u00e3o privada; e do Reuni, que precariza as universidades p\u00fablicas. O projeto neoliberal prev\u00ea uma educa\u00e7\u00e3o de baixa qualidade para formar uma m\u00e3o de obra abundante, barata e despolitizada, ao mesmo tempo que seq\u00fcestra a universidade p\u00fablica para trabalhar diretamente a servi\u00e7o das empresas por meio de funda\u00e7\u00f5es e \u201cparcerias\u201d que a privatizam por dentro.<\/p>\n<p>O CASO DA USP<br \/>\nAgora em meados de 2009, o movimento dos trabalhadores da USP se colocou frontalmente contra a pol\u00edtica de Serra e Lula de destrui\u00e7\u00e3o da educa\u00e7\u00e3o p\u00fablica, parte da pol\u00edtica geral de sucateamento dos servi\u00e7os p\u00fablicos, arrocho salarial dos servidores, etc. Essa pol\u00edtica \u00e9 central para o PSDB e o PT, pois trata-se de dar seguimento ao projeto da burguesia brasileira e mundial de desviar os recursos p\u00fablicos para o socorro ao capital, seriamente amea\u00e7ado pela crise estrutural.<br \/>\nIsso explica a trucul\u00eancia da repress\u00e3o que se abateu sobre os trabalhadores da USP, com a PM invadindo ilegalmente o campus e reprimindo o direito leg\u00edtimo de greve e manifesta\u00e7\u00e3o. Em resposta \u00e0 viol\u00eancia da repress\u00e3o, estudantes e professores entraram tamb\u00e9m em greve am apoio aos funcion\u00e1rios.<br \/>\nA greve geral da USP \u00e9 a principal luta em curso no pa\u00eds neste momento e precisa do apoio de todos os setores combativos do movimento estudantil, popular e dos trabalhadores. Uma vit\u00f3ria na USP pode ser um marco para a resposta contra a ofensiva da burguesia.<\/p>\n<p>O CONGRESSO E AS FORMAS DE ORGANIZA\u00c7\u00c3O DOS ESTUDANTES<br \/>\nO projeto neoliberal de destrui\u00e7\u00e3o da educa\u00e7\u00e3o p\u00fablica, intensificado pela eclos\u00e3o da atual crise, vem sendo combatido por um renovado movimento estudantil, que protagonizou um importante ciclo de lutas, expresso pelo movimento das ocupa\u00e7\u00f5es de reitoria iniciado em 2007, que teve seus maiores exemplos na USP, na UNB e na Funda\u00e7\u00e3o Santo Andr\u00e9.<br \/>\nO Congresso Nacional de Estudantes de 2009 re\u00fane uma vanguarda identificada com esse novo ciclo de luta e precisa ser aproveitado para\u00a0 refundar os m\u00e9todos de a\u00e7\u00e3o do movimento estudantil. \u00c9 preciso retomar o trabalho estrutural, a organiza\u00e7\u00e3o de base, a comunica\u00e7\u00e3o com a grande massa dos estudantes, a disputa ideol\u00f3gica, a rela\u00e7\u00e3o com os movimentos sociais e dos trabalhadores.<br \/>\nPor isso, somos contra que este Congresso\u00a0 encaminhe a funda\u00e7\u00e3o de uma nova entidade neste momento e defendemos o retorno dessa discuss\u00e3o para as entidades de base, DAs e gr\u00eamios em cada faculdade e col\u00e9gio, para que os estudantes se coloquem como protagonistas do processo.<br \/>\n\u00c9 preciso ainda superar formas equivocadas de organiza\u00e7\u00e3o como a deste Congresso, em que a maior parte do tempo foi dispendido entre pain\u00e9is e mesas, em preju\u00edzo da discuss\u00e3o pol\u00edtica nos grupos. Ironicamente, num Congresso de estudantes, foram os professores que falaram.<br \/>\nReproduziu-se uma estrutura hier\u00e1rquica, em que o conhecimento vem pronto de cima para baixo e cabe aos estudantes apenas receb\u00ea-lo passivamente. A an\u00e1lise da conjuntura, as caracteriza\u00e7\u00f5es sobre as tend\u00eancias da realidade e as linhas pol\u00edticas j\u00e1 vieram todas prontas apenas para serem referendadas.<br \/>\nDefendemos ao inv\u00e9s disso uma forma de organiza\u00e7\u00e3o em que os estudantes tenham de fato voz ativa e se possam discutir as diversas teses e id\u00e9ias pol\u00edticas, onde haja espa\u00e7o para a novidade e a criatividade.<\/p>\n<p>A NECESSIDADE DE UNIDADE COM OS TRABALHADORES<br \/>\nOs estudantes n\u00e3o s\u00e3o uma classe social, mas uma categoria transit\u00f3ria, e como tais n\u00e3o tem um projeto social pr\u00f3prio. O interesse dos estudantes \u00e9 obter os conhecimentos necess\u00e1rios para sua inser\u00e7\u00e3o social posterior. Entretanto, esse interesse se choca com o da burguesia, classe dominante do sistema capitalista, que precisa se apropriar privadamente do conhecimento coletivo da humanidade para garantir o lucro dos seus empreendimentos.<br \/>\nO monop\u00f3lio e a mercantiliza\u00e7\u00e3o do conhecimento pela burguesia se chocam tamb\u00e9m com os interesses da classe trabalhadora, que \u00e9 portadora de um projeto social alternativo, o socialismo, no qual os conhecimentos e for\u00e7as produtivas s\u00e3o propriedade coletiva. S\u00f3 o socialismo pode colocar o conhecimento e a tecnologia a servi\u00e7o das necessidades humanas, dividindo equitativamente as responsabilidades e os resultados do trabalho coletivo, de modo que haja tempo livre para o exerc\u00edcio dos potenciais criativos de todos e ainda de forma que os recursos naturais sejam aproveitados de forma renov\u00e1vel.<br \/>\nOs interesses dos estudantes e dos trabalhadores coincidem na necessidade de lutar contra o sistema capitalista. \u00c9 preciso retomar a alian\u00e7a estrat\u00e9gica entre trabalhadores, estudantes e setores oprimidos, pela destrui\u00e7\u00e3o do capitalismo e pela constru\u00e7\u00e3o do socialismo, \u00fanica alternativa contra as crises, as guerras, a mis\u00e9ria, a fome e a ignor\u00e2ncia.<\/p>\n<p>&#8211; POR UMA EDUCA\u00c7\u00c3O P\u00daBLICA, GRATUITA E DE QUALIDADE PARA TODOS!<br \/>\n&#8211; ABAIXO A REPRESS\u00c3O! TODO APOIO \u00c0 GREVE DA USP!<br \/>\n&#8211; TODO APOIO AS LUTAS DOS TRABALHADORES!<br \/>\n&#8211; POR UMA SOCIEDADE SOCIALISTA!<\/p>\n<p>QUEM SOMOS<br \/>\nO Espa\u00e7o Socialista \u00e9 uma organiza\u00e7\u00e3o formada por trabalhadores para a interven\u00e7\u00e3o na luta de classes e tem como objetivo a constru\u00e7\u00e3o do socialismo. Entendemos que a luta contra o capitalismo \u00e9 uma tarefa n\u00e3o apenas das organiza\u00e7\u00f5es de esquerda, mas do conjunto da classe, pois \u201ca emancipa\u00e7\u00e3o dos trabalhadores ser\u00e1 obra dos pr\u00f3prios trabalhadores\u201d(Marx). Por isso, defendemos a necessidade de elevar a consci\u00eancia dos trabalhadores, lutando para resgatar os m\u00e9todos da democracia oper\u00e1ria, garantir a participa\u00e7\u00e3o das bases, retomar a forma\u00e7\u00e3o te\u00f3rica e pol\u00edtica, e combater a burocratiza\u00e7\u00e3o dos sindicatos e outros organismos de luta da classe.\u00a0\u00a0\u00a0 Para conhecer nossas id\u00e9ias, visite www.espacosocialista.org ou entre em contato com espacosocialista@hotmail.com. Venha conosco construir uma sociedade socialista! Venha construir o Espa\u00e7o Socialista!<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>\n\t<br \/>\n\tCongresso Nacional de Estudantes &ndash; Junho\/2009<\/p>\n<p>\tESTUDANTES E TRABALHADORES UNIDOS<br \/>\n\tNA LUTA PELO SOCIALISMO<\/p>\n<p>\n\t&nbsp;&nbsp;&nbsp; CONJUNTURA<br \/>\n\t&nbsp;&nbsp;&nbsp; O 2&ordm; semestre de 2008 trouxe &agrave; tona a crise estrutural do capital que est&aacute; em curso h&aacute; quase quatro d&eacute;cadas e que se tornou evidente com o encerramento do &uacute;ltimo ciclo peri&oacute;dico da economia. 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Uma vit&oacute;ria na USP pode ser um marco para a resposta contra a ofensiva da burguesia.<\/p>\n<p>\t&nbsp;&nbsp;&nbsp; O CONGRESSO E AS FORMAS DE ORGANIZA&Ccedil;&Atilde;O DOS ESTUDANTES<br \/>\n\t&nbsp;&nbsp;&nbsp; O projeto neoliberal de destrui&ccedil;&atilde;o da educa&ccedil;&atilde;o p&uacute;blica, intensificado pela eclos&atilde;o da atual crise, vem sendo combatido por um renovado movimento estudantil, que protagonizou um importante ciclo de lutas, expresso pelo movimento das ocupa&ccedil;&otilde;es de reitoria iniciado em 2007, que teve seus maiores exemplos na USP, na UNB e na Funda&ccedil;&atilde;o Santo Andr&eacute;.<br \/>\n\t&nbsp;&nbsp;&nbsp; O Congresso Nacional de Estudantes de 2009 re&uacute;ne uma vanguarda identificada com esse novo ciclo de luta e precisa ser aproveitado para&nbsp; refundar os m&eacute;todos de a&ccedil;&atilde;o do movimento estudantil. &Eacute; preciso retomar o trabalho estrutural, a organiza&ccedil;&atilde;o de base, a comunica&ccedil;&atilde;o com a grande massa dos estudantes, a disputa ideol&oacute;gica, a rela&ccedil;&atilde;o com os movimentos sociais e dos trabalhadores.<br \/>\n\t&nbsp;&nbsp;&nbsp; Por isso, somos contra que este Congresso&nbsp; encaminhe a funda&ccedil;&atilde;o de uma nova entidade neste momento e defendemos o retorno dessa discuss&atilde;o para as entidades de base, DAs e gr&ecirc;mios em cada faculdade e col&eacute;gio, para que os estudantes se coloquem como protagonistas do processo.<br \/>\n\t&nbsp;&nbsp;&nbsp; &Eacute; preciso ainda superar formas equivocadas de organiza&ccedil;&atilde;o como a deste Congresso, em que a maior parte do tempo foi dispendido entre pain&eacute;is e mesas, em preju&iacute;zo da discuss&atilde;o pol&iacute;tica nos grupos. 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