{"id":210,"date":"2010-04-25T21:50:20","date_gmt":"2010-04-25T21:50:20","guid":{"rendered":"http:\/\/espacosocialista.org\/?q=node\/210"},"modified":"2018-04-20T12:06:08","modified_gmt":"2018-04-20T15:06:08","slug":"o-capitalismo-agrava-os-desastres-da-natureza","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.espacosocialista.org\/portal\/2010\/04\/o-capitalismo-agrava-os-desastres-da-natureza\/","title":{"rendered":"O capitalismo agrava os desastres da natureza"},"content":{"rendered":"<div>\n<p>A destrui\u00e7\u00e3o da natureza n\u00e3o se explica pela a\u00e7\u00e3o do homem abstrato e gen\u00e9rico, deslocado do processo real de produ\u00e7\u00e3o. A burguesia, para se livrar da responsabilidade, tamb\u00e9m propaga a id\u00e9ia de que \u201co homem\u201d \u00e9 o destruidor da natureza, como se isso fizesse parte do seu pr\u00f3prio ser. Sem uma consci\u00eancia que se op\u00f5e ao modo de produ\u00e7\u00e3o, a a\u00e7\u00e3o do homem no mundo reflete as id\u00e9ias da classe dominante, e \u00e9 esse homem feito \u00e0 imagem e semelhan\u00e7a da burguesia que, no seu produzir, domina a natureza e a destr\u00f3i. O homem no mundo capitalista tem a caracter\u00edstica de ao mesmo tempo viver na e contra a natureza.<\/p>\n<p>Claro que h\u00e1 um mundo natural em constante transforma\u00e7\u00e3o, em forma\u00e7\u00e3o e em movimento permanente, mas o que presenciamos atualmente n\u00e3o \u00e9 um \u201cmovimento natural\u201d e sim as conseq\u00fc\u00eancias destrutivas da forma capitalista de produ\u00e7\u00e3o. \u00c9 no processo de maximiza\u00e7\u00e3o da mais valia que a burguesia intensifica a explora\u00e7\u00e3o sem limites da natureza e leva a esse processo de destrui\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p align=\"center\"><strong>Alguns desastres s\u00e3o naturais, mas as consequ\u00eancias n\u00e3o s\u00e3o<\/strong><\/p>\n<p>Como j\u00e1 foi dito, h\u00e1 na natureza movimentos naturais &#8211; como \u00e9 o caso do terremoto no Haiti, mas as conseq\u00fc\u00eancias que esses fen\u00f4menos provocam n\u00e3o s\u00e3o naturais. \u00c9 sabido que h\u00e1 tecnologia para minimizar ou mesmo evitar os impactos de desastres naturais (terremoto, tsunami), mas como essas tecnologias est\u00e3o sob o controle do capital, elas s\u00e3o utilizadas somente nos pa\u00edses ricos. Ou seja, a condi\u00e7\u00e3o do pa\u00eds no mercado mundial influi at\u00e9 mesmo na utiliza\u00e7\u00e3o de mecanismos de prote\u00e7\u00e3o e garantia de vida das pessoas.<\/p>\n<p>No caso do Haiti, o fator determinante para o alto grau de destrui\u00e7\u00e3o e o alto n\u00famero de mortes \u00e9 sua condi\u00e7\u00e3o de col\u00f4nia do imperialismo, pois decorre da\u00ed a sua pobreza. A grande concentra\u00e7\u00e3o da popula\u00e7\u00e3o pobre na periferia das cidades, as casas sem nenhuma estrutura, a inexist\u00eancia de um sistema p\u00fablico de sa\u00fade (hospitais, forma\u00e7\u00e3o de m\u00e9dicos, enfermeiros, etc) e at\u00e9 de defesa civil; s\u00e3o causas quantitativas e qualitativas da trag\u00e9dia humana que se seguiu ao terremoto. N\u00e3o \u00e9 por sorte que as mans\u00f5es de Porto Pr\u00edncipe n\u00e3o sofreram quase nenhum dano. Se um terremoto desse porte acontecesse em um pa\u00eds rico sem d\u00favida as conseq\u00fc\u00eancias seriam muito menores.<\/p>\n<p>Tanto l\u00e1 como c\u00e1 as causas e conseq\u00fc\u00eancias (como uma rela\u00e7\u00e3o dial\u00e9tica e n\u00e3o mec\u00e2nica) t\u00eam a mesma explica\u00e7\u00e3o. As recentes trag\u00e9dias no Brasil, como as do Rio de Janeiro ou as Zonas Sul e Leste de S\u00e3o Paulo tem tudo a ver com a destrui\u00e7\u00e3o causada pela produ\u00e7\u00e3o capitalista. Em primeiro lugar, o aumento do volume das chuvas \u00e9 uma conseq\u00fc\u00eancia das altera\u00e7\u00f5es clim\u00e1ticas. Em segundo, as v\u00edtimas s\u00e3o em sua maioria os moradores das \u00e1reas pobres, que por conta da especula\u00e7\u00e3o imobili\u00e1ria s\u00e3o jogadas para as regi\u00f5es pantanosas e para os morros, \u00e1reas sabiamente mais fr\u00e1geis. Essa mesma especula\u00e7\u00e3o imobili\u00e1ria est\u00e1 na raiz de outros tantos problemas ecol\u00f3gicos, como \u00e9 o caso da contamina\u00e7\u00e3o das \u00e1reas de mananciais. Em terceiro lugar, n\u00e3o h\u00e1 por parte dos governos nenhum plano de habita\u00e7\u00e3o que permita e garanta que os trabalhadores saiam dessas \u00e1reas. Pelo contr\u00e1rio, h\u00e1 uma pol\u00edtica de \u201cjogar\u201d ainda mais pessoas nessas regi\u00f5es para que outras \u00e1reas pr\u00f3prias para moradia possam se valorizar e garantir o lucro dos especuladores.<\/p>\n<p>Alguns tentam explicar o sofrimento das pessoas vitimadas pelas enchentes como se fosse por conta da escolha que fizeram de morar nessas \u00e1reas. Como se as pessoas morassem em \u00e1reas alag\u00e1veis e em favelas porque gostam e como se fosse uma quest\u00e3o de escolha. N\u00e3o v\u00eaem (ou n\u00e3o querem ver) que a urbaniza\u00e7\u00e3o desordenada das grandes capitais, principalmente no sudeste, \u00e9 produto do \u00eaxodo rural dos anos 60 e 70, e que a \u201cescolha\u201d de morar em favelas \u00e9 a \u00fanica que restou a esses trabalhadores por conta do sal\u00e1rio miser\u00e1vel a que est\u00e3o submetidos.<\/p>\n<p align=\"center\"><strong>Por uma pol\u00edtica revolucion\u00e1ria<\/strong><\/p>\n<p>Nos \u00faltimos anos temos presenciado o surgimento de uma consci\u00eancia ecol\u00f3gica e de diversas organiza\u00e7\u00f5es que militam no \u201cmovimento ecol\u00f3gico\u201d. Algumas at\u00e9 tem um car\u00e1ter \u201cprogressista\u201d (como os ecosocialistas), mas o limite da maioria desse movimento est\u00e1 exatamente no fato de serem policlassistas e de n\u00e3o verem o necess\u00e1rio car\u00e1ter classista e revolucion\u00e1rio da luta ecol\u00f3gica.<\/p>\n<p>Entre as maiores organiza\u00e7\u00f5es est\u00e3o o Greenpeace e o WWF. Esse \u00faltimo luta \u201cpara harmonizar o homem e a natureza\u201d, frase oca que na verdade esconde uma utopia reacion\u00e1ria, uma vez que tamb\u00e9m defendem que as \u201cParcerias com o setor privado s\u00e3o pe\u00e7as chave para o trabalho de conserva\u00e7\u00e3o da natureza e uso sustent\u00e1vel dos recursos naturais desenvolvido pelo WWF-Brasil. Para n\u00f3s, os neg\u00f3cios s\u00e3o parte central do bem-estar da sociedade e do planeta\u201d (<a href=\"http:\/\/www.wwf.org.br\/empresas_meio_ambiente\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">http:\/\/www.wwf.org.br\/empresas_meio_ambiente\/<\/a>). J\u00e1 o Greenpeace, mesmo declarando que n\u00e3o aceita ajuda de empresas, tamb\u00e9m se caracteriza por ser \u201cuma organiza\u00e7\u00e3o (&#8230;) que atua para defender o meio ambiente e promover a paz, inspirando as pessoas a mudarem atitudes e comportamentos (&#8230;) desafiamos os tomadores de decis\u00e3o a reverem suas posi\u00e7\u00f5es e mudarem seus conceitos. Tamb\u00e9m defendemos solu\u00e7\u00f5es economicamente vi\u00e1veis e socialmente justas\u201d (<a href=\"http:\/\/www.greenpeace.org\/brasil\/quemsomos\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">http:\/\/www.greenpeace.org\/brasil\/quemsomos\/<\/a>).<\/p>\n<p>O que as une \u00e9 a cren\u00e7a e a ilus\u00e3o de que \u00e9 poss\u00edvel salvar o planeta mesmo sob o capitalismo, apenas \u201cmudando a atitude das pessoas em rela\u00e7\u00e3o ao meio ambiente\u201d. Por outro lado estamos em uma situa\u00e7\u00e3o em que o proletariado e suas organiza\u00e7\u00f5es ainda n\u00e3o conseguiram encontrar mecanismos que sejam capazes de enfrentar esse problema com propostas e pr\u00e1tica revolucion\u00e1rias. Trata-se de um problema novo para o qual devem ser dadas respostas tamb\u00e9m novas.<\/p>\n<p>Enfrentar a crise ambiental do ponto de vista do legado do marxismo (rela\u00e7\u00e3o homem-natureza) \u00e9 nesse momento pensar que a revolu\u00e7\u00e3o socialista deve necessariamente ser marcada pela supera\u00e7\u00e3o da totalidade das formas de aliena\u00e7\u00e3o, se apresentando para a solu\u00e7\u00e3o da problem\u00e1tica econ\u00f4mica, mas tamb\u00e9m ambiental (e tamb\u00e9m cultural, sexual, etc). Um mundo equilibrado ambientalmente s\u00f3 ser\u00e1 poss\u00edvel quando, homens e mulheres, abolirem a propriedade privada e consigam avan\u00e7ar para o dom\u00ednio consciente da natureza. Mudar o mundo para salvar o planeta!<\/p>\n<\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<div>\n<p>\n\t\tA destrui&ccedil;&atilde;o da natureza n&atilde;o se explica pela a&ccedil;&atilde;o do homem abstrato e gen&eacute;rico, deslocado do processo real de produ&ccedil;&atilde;o. A burguesia, para se livrar da responsabilidade, tamb&eacute;m propaga a id&eacute;ia de que &ldquo;o homem&rdquo; &eacute; o destruidor da natureza, como se isso fizesse parte do seu pr&oacute;prio ser. Sem uma consci&ecirc;ncia que se op&otilde;e ao modo de produ&ccedil;&atilde;o, a a&ccedil;&atilde;o do homem no mundo reflete as id&eacute;ias da classe dominante, e &eacute; esse homem feito &agrave; imagem e semelhan&ccedil;a da burguesia que, no seu produzir, domina a natureza e a destr&oacute;i. O homem no mundo capitalista tem a caracter&iacute;stica de ao mesmo tempo viver na e contra a natureza.<\/p>\n<p>\n\t\tClaro que h&aacute; um mundo natural em constante transforma&ccedil;&atilde;o, em forma&ccedil;&atilde;o e em movimento permanente, mas o que presenciamos atualmente n&atilde;o &eacute; um &ldquo;movimento natural&rdquo; e sim as conseq&uuml;&ecirc;ncias destrutivas da forma capitalista de produ&ccedil;&atilde;o. &Eacute; no processo de maximiza&ccedil;&atilde;o da mais valia que a burguesia intensifica a explora&ccedil;&atilde;o sem limites da natureza e leva a esse processo de destrui&ccedil;&atilde;o.<\/p>\n<p>\n\t\t&nbsp;<\/p>\n<p align=\"center\">\n\t\t<strong>Alguns desastres s&atilde;o naturais, mas as consequ&ecirc;ncias n&atilde;o s&atilde;o<\/strong><\/p>\n<p>\n\t\tComo j&aacute; foi dito, h&aacute; na natureza movimentos naturais &#8211; como &eacute; o caso do terremoto no Haiti, mas as conseq&uuml;&ecirc;ncias que esses fen&ocirc;menos provocam n&atilde;o s&atilde;o naturais. &Eacute; sabido que h&aacute; tecnologia para minimizar ou mesmo evitar os impactos de desastres naturais (terremoto, tsunami), mas como essas tecnologias est&atilde;o sob o controle do capital, elas s&atilde;o utilizadas somente nos pa&iacute;ses ricos. Ou seja, a condi&ccedil;&atilde;o do pa&iacute;s no mercado mundial influi at&eacute; mesmo na utiliza&ccedil;&atilde;o de mecanismos de prote&ccedil;&atilde;o e garantia de vida das pessoas.<\/p>\n<p>\n\t\tNo caso do Haiti, o fator determinante para o alto grau de destrui&ccedil;&atilde;o e o alto n&uacute;mero de mortes &eacute; sua condi&ccedil;&atilde;o de col&ocirc;nia do imperialismo, pois decorre da&iacute; a sua pobreza. A grande concentra&ccedil;&atilde;o da popula&ccedil;&atilde;o pobre na periferia das cidades, as casas sem nenhuma estrutura, a inexist&ecirc;ncia de um sistema p&uacute;blico de sa&uacute;de (hospitais, forma&ccedil;&atilde;o de m&eacute;dicos, enfermeiros, etc) e at&eacute; de defesa civil; s&atilde;o causas quantitativas e qualitativas da trag&eacute;dia humana que se seguiu ao terremoto. N&atilde;o &eacute; por sorte que as mans&otilde;es de Porto Pr&iacute;ncipe n&atilde;o sofreram quase nenhum dano. Se um terremoto desse porte acontecesse em um pa&iacute;s rico sem d&uacute;vida as conseq&uuml;&ecirc;ncias seriam muito menores.<\/p>\n<p>\n\t\tTanto l&aacute; como c&aacute; as causas e conseq&uuml;&ecirc;ncias (como uma rela&ccedil;&atilde;o dial&eacute;tica e n&atilde;o mec&acirc;nica) t&ecirc;m a mesma explica&ccedil;&atilde;o. As recentes trag&eacute;dias no Brasil, como as do Rio de Janeiro ou as Zonas Sul e Leste de S&atilde;o Paulo tem tudo a ver com a destrui&ccedil;&atilde;o causada pela produ&ccedil;&atilde;o capitalista. Em primeiro lugar, o aumento do volume das chuvas &eacute; uma conseq&uuml;&ecirc;ncia das altera&ccedil;&otilde;es clim&aacute;ticas. Em segundo, as v&iacute;timas s&atilde;o em sua maioria os moradores das &aacute;reas pobres, que por conta da especula&ccedil;&atilde;o imobili&aacute;ria s&atilde;o jogadas para as regi&otilde;es pantanosas e para os morros, &aacute;reas sabiamente mais fr&aacute;geis. 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N&atilde;o v&ecirc;em (ou n&atilde;o querem ver) que a urbaniza&ccedil;&atilde;o desordenada das grandes capitais, principalmente no sudeste, &eacute; produto do &ecirc;xodo rural dos anos 60 e 70, e que a &ldquo;escolha&rdquo; de morar em favelas &eacute; a &uacute;nica que restou a esses trabalhadores por conta do sal&aacute;rio miser&aacute;vel a que est&atilde;o submetidos.<\/p>\n<p align=\"center\">\n\t\t<strong>Por uma pol&iacute;tica revolucion&aacute;ria<\/strong><\/p>\n<p>\n\t\tNos &uacute;ltimos anos temos presenciado o surgimento de uma consci&ecirc;ncia ecol&oacute;gica e de diversas organiza&ccedil;&otilde;es que militam no &ldquo;movimento ecol&oacute;gico&rdquo;. Algumas at&eacute; tem um car&aacute;ter &ldquo;progressista&rdquo; (como os ecosocialistas), mas o limite da maioria desse movimento est&aacute; exatamente no fato de serem policlassistas e de n&atilde;o verem o necess&aacute;rio car&aacute;ter classista e revolucion&aacute;rio da luta ecol&oacute;gica.<\/p>\n<p>\n\t\tEntre as maiores organiza&ccedil;&otilde;es est&atilde;o o Greenpeace e o WWF. Esse &uacute;ltimo luta &ldquo;para harmonizar o homem e a natureza&rdquo;, frase oca que na verdade esconde uma utopia reacion&aacute;ria, uma vez que tamb&eacute;m defendem que as &ldquo;Parcerias com o setor privado s&atilde;o pe&ccedil;as chave para o trabalho de conserva&ccedil;&atilde;o da natureza e uso sustent&aacute;vel dos recursos naturais desenvolvido pelo WWF-Brasil. Para n&oacute;s, os neg&oacute;cios s&atilde;o parte central do bem-estar da sociedade e do planeta&rdquo; (<a href=\"http:\/\/www.wwf.org.br\/empresas_meio_ambiente\/\" target=\"_blank\">http:\/\/www.wwf.org.br\/empresas_meio_ambiente\/<\/a>). J&aacute; o Greenpeace, mesmo declarando que n&atilde;o aceita ajuda de empresas, tamb&eacute;m se caracteriza por ser &ldquo;uma organiza&ccedil;&atilde;o (&#8230;) que atua para defender o meio ambiente e promover a paz, inspirando as pessoas a mudarem atitudes e comportamentos (&#8230;) desafiamos os tomadores de decis&atilde;o a reverem suas posi&ccedil;&otilde;es e mudarem seus conceitos. Tamb&eacute;m defendemos solu&ccedil;&otilde;es economicamente vi&aacute;veis e socialmente justas&rdquo; (<a href=\"http:\/\/www.greenpeace.org\/brasil\/quemsomos\/\" target=\"_blank\">http:\/\/www.greenpeace.org\/brasil\/quemsomos\/<\/a>).<\/p>\n<p>\n\t\tO que as une &eacute; a cren&ccedil;a e a ilus&atilde;o de que &eacute; poss&iacute;vel salvar o planeta mesmo sob o capitalismo, apenas &ldquo;mudando a atitude das pessoas em rela&ccedil;&atilde;o ao meio ambiente&rdquo;. Por outro lado estamos em uma situa&ccedil;&atilde;o em que o proletariado e suas organiza&ccedil;&otilde;es ainda n&atilde;o conseguiram encontrar mecanismos que sejam capazes de enfrentar esse problema com propostas e pr&aacute;tica revolucion&aacute;rias. Trata-se de um problema novo para o qual devem ser dadas respostas tamb&eacute;m novas.<\/p>\n<p>\n\t\tEnfrentar a crise ambiental do ponto de vista do legado do marxismo (rela&ccedil;&atilde;o homem-natureza) &eacute; nesse momento pensar que a revolu&ccedil;&atilde;o socialista deve necessariamente ser marcada pela supera&ccedil;&atilde;o da totalidade das formas de aliena&ccedil;&atilde;o, se apresentando para a solu&ccedil;&atilde;o da problem&aacute;tica econ&ocirc;mica, mas tamb&eacute;m ambiental (e tamb&eacute;m cultural, sexual, etc). Um mundo equilibrado ambientalmente s&oacute; ser&aacute; poss&iacute;vel quando, homens e mulheres, abolirem a propriedade privada e consigam avan&ccedil;ar para o dom&iacute;nio consciente da natureza. 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