{"id":212,"date":"2010-04-25T21:50:20","date_gmt":"2010-04-25T21:50:20","guid":{"rendered":"http:\/\/espacosocialista.org\/?q=node\/212"},"modified":"2018-05-05T18:11:12","modified_gmt":"2018-05-05T21:11:12","slug":"a-cupula-de-copenhagen-so-encenacao","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.espacosocialista.org\/portal\/2010\/04\/a-cupula-de-copenhagen-so-encenacao\/","title":{"rendered":"A c\u00fapula de Copenhagen: s\u00f3 encena\u00e7\u00e3o"},"content":{"rendered":"<div>\n<p>Entre 7 e 18 de Dezembro de 2009 realizou-se em Copenhagen, capital da Dinamarca, a C\u00fapula das Na\u00e7\u00f5es Unidas sobre Mudan\u00e7a Clim\u00e1tica, tamb\u00e9m chamada de COP15. O objetivo da c\u00fapula era discutir a implanta\u00e7\u00e3o da chamada \u201cConven\u00e7\u00e3o Marco de Mudan\u00e7a Clim\u00e1tica\u201d, chegando a um compromisso global capaz de obrigar todos os governos a estabelecer metas de redu\u00e7\u00e3o da emiss\u00e3o de gases de efeito estufa.<\/p>\n<p>Essa discuss\u00e3o se imp\u00f4s na pauta dos dirigentes globais depois que o Painel Intergovernamental da ONU sobre Mudan\u00e7as Clim\u00e1ticas (IPCC) publicado em 2007 exp\u00f4s a rela\u00e7\u00e3o entre a emiss\u00e3o de gases (principalmente o CO2 &#8211; di\u00f3xido de carbono &#8211; derivado da queima de combust\u00edveis f\u00f3sseis) e as altera\u00e7\u00f5es clim\u00e1ticas pelas quais o planeta tem passado, em especial a eleva\u00e7\u00e3o da temperatura m\u00e9dia global (com conseq\u00fc\u00eancias como o derretimento de geleiras e calotas polares, o aumento do n\u00edvel dos mares, a maior incid\u00eancia de tempestades, furac\u00f5es, etc.). Nem mesmo um \u00f3rg\u00e3o da burguesia como a ONU p\u00f4de esconder a discuss\u00e3o sobre esse aspecto dos desequil\u00edbrios ambientais, tal a gravidade da situa\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Ainda restam muitos problemas por discutir, como a falta de saneamento b\u00e1sico e a profus\u00e3o de doen\u00e7as que da\u00ed decorrem, o ac\u00famulo de lixo, a polui\u00e7\u00e3o, o desmatamento, a desertifica\u00e7\u00e3o, a extin\u00e7\u00e3o em massa de esp\u00e9cies vegetais e animais, etc., problemas ambientais que afetam popula\u00e7\u00f5es do mundo inteiro e n\u00e3o respeitam fronteiras nacionais. No capitalismo plenamente mundializado, o planeta inteiro se transformou em cen\u00e1rio da produ\u00e7\u00e3o de mercadorias, da qual apenas uma pequena fra\u00e7\u00e3o da popula\u00e7\u00e3o, a burguesia, se beneficia, ao passo que todo o restante sofre as conseq\u00fc\u00eancias desse modo de produ\u00e7\u00e3o (80% das emiss\u00f5es de gases s\u00e3o produzidas pelas ind\u00fastrias, usinas el\u00e9tricas, monocultura agr\u00edcola e pecu\u00e1ria intensiva dos pa\u00edses imperialistas, que concentram 20% da popula\u00e7\u00e3o \u2013 n\u00fameros de ALAI, 16\/11\/2009). A mundializa\u00e7\u00e3o do capital mundializou tamb\u00e9m a contradi\u00e7\u00e3o entre produ\u00e7\u00e3o coletiva e apropria\u00e7\u00e3o privada. Os efeitos delet\u00e9rios da degrada\u00e7\u00e3o ambiental atingem principalmente as popula\u00e7\u00f5es socialmente mais vulner\u00e1veis, ou seja, os setores mais pobres e mais explorados da classe trabalhadora mundial.<\/p>\n<p>O fato de que os dirigentes do Estado tenham colocado em pauta a discuss\u00e3o sobre metas de redu\u00e7\u00e3o de CO2 n\u00e3o significa que tenham condi\u00e7\u00f5es de encaminh\u00e1-la satisfatoriamente. O debate foi conduzido de forma anti-democr\u00e1tica, ao estilo das \u00faltimas grandes reuni\u00f5es de c\u00fapula globais, cercadas por pesado aparato de seguran\u00e7a para manter afastados os manifestantes e representantes de concep\u00e7\u00f5es alternativas. De qualquer forma, a press\u00e3o de ONGs e grupos ambientalistas \u00e9 pateticamente insuficiente para lidar com a escala dos problemas envolvidos, pois trata-se de limites do pr\u00f3prio capitalismo. Sem adotar uma perspectiva classista claramente socialista, os movimentos ambientalistas e partidos verdes se convertem em alas inofensivas da esquerda pequeno-burguesa.<\/p>\n<p>Desde o in\u00edcio da COP15 tornou-se clara a clivagem entre as principais pot\u00eancias imperialistas e os pa\u00edses perif\u00e9ricos e semicoloniais. Os dois grupos lutaram para empurrar um sobre o outro o custo das mudan\u00e7as necess\u00e1rias para reverter o atual estado de degrada\u00e7\u00e3o do meio ambiente planet\u00e1rio. Como conseq\u00fc\u00eancia desse desacordo, a COP15 terminou sem encontrar um substituto para o Protocolo de Kyoto (firmado em 1997 e jamais ratificado pelos Estados Unidos), que saiu de cena sem qualquer resultado palp\u00e1vel em redu\u00e7\u00e3o de emiss\u00f5es. O mecanismo por meio do qual as grandes corpora\u00e7\u00f5es compravam o direito de poluir financiando projetos \u201cverdes\u201d foi apenas um disfarce para a manuten\u00e7\u00e3o do padr\u00e3o de consumo destrutivo dos pa\u00edses imperialistas.<\/p>\n<p>O relat\u00f3rio do IPCC apontava a necessidade de um corte nas emiss\u00f5es de 25 a 40% at\u00e9 2020 em rela\u00e7\u00e3o aos n\u00edveis de 1990 e de 50 a 80% at\u00e9 2050, o que foi desconsiderado. Os documentos finais da Confer\u00eancia n\u00e3o passaram de vagas declara\u00e7\u00f5es de inten\u00e7\u00f5es que n\u00e3o puderam esconder as profundas diverg\u00eancias entre os v\u00e1rios grupos de pa\u00edses. Nem as pot\u00eancias imperialistas puderam chegar a um acordo entre si por conta das suas rivalidades, nem apresentaram qualquer compensa\u00e7\u00e3o aos pa\u00edses perif\u00e9ricos por conta do receio com o crescimento dos BRICs. A maior parte dos pa\u00edses, incluindo os maiores emissores per capita, os Estados Unidos, e em n\u00fameros absolutos, a China, assumiram metas de redu\u00e7\u00e3o muito mais modestas e referentes aos n\u00edveis de 2005, mas sem compromissos jur\u00eddicos e formas de verifica\u00e7\u00e3o do cumprimento das metas. Em termos de ajuda aos pa\u00edses mais pobres para sua transi\u00e7\u00e3o a tecnologias mais limpas, os resultados da COP15 foram igualmente p\u00edfios.<\/p>\n<p>A impossibilidade dos dirigentes pol\u00edticos do Estado burgu\u00eas de resolver os problemas ambientais e de chegar a um acordo s\u00f3lido sobre qualquer quest\u00e3o relevante decorre do fato de que cada governo representa os interesses da sua fra\u00e7\u00e3o nacional da burguesia, em luta contra as outras burguesias pelo controle do mercado mundial. Por isso cada governo luta para impor sobre os outros pa\u00edses os custos das mudan\u00e7as e esse esquivam de compromissos que possam prejudicar os neg\u00f3cios da burguesia nacional.<\/p>\n<p>Para manter os lucros das respectivas burguesias os governos despejaram quantias imensas de dinheiro no mercado financeiro por conta da crise econ\u00f4mica ao longo de 2008\/2009 (U$ 23 trilh\u00f5es segundo algumas estimativas), mas s\u00e3o incapazes de realizar os investimentos necess\u00e1rios para mudar a atual matriz energ\u00e9tica, que representam um volume de gastos muito menor, calculados em cerca de U$ 500 bilh\u00f5es anuais, ou ainda, para aliviar a situa\u00e7\u00e3o dos pa\u00edses insulares e costeiros em face da eleva\u00e7\u00e3o do n\u00edvel dos mares, com custos estimados em U$ 100 bilh\u00f5es (segundo o Banco Mundial). O controle do Estado pelo setor financeiro e petrol\u00edfero impede os governos capitalistas de adotar as medidas que a popula\u00e7\u00e3o trabalhadora e o meio ambiente planet\u00e1rio requerem com urg\u00eancia.<\/p>\n<p>A op\u00e7\u00e3o do Estado pelo salvamento do mercado financeiro e sua recusa a dar sequer os passos iniciais para combater o aquecimento global n\u00e3o s\u00e3o meros equ\u00edvocos dos governantes de turno, mas evid\u00eancias do papel de classe do Estado como garantidor da ordem capitalista e suas iniq\u00fcidades. Num contexto de grave crise econ\u00f4mica, o car\u00e1ter de classe do Estado se acentua ainda mais, pois todas as suas medidas, n\u00e3o apenas no plano ambiental, v\u00e3o no sentido de recuperar os lucros da burguesia atrav\u00e9s do aumento da explora\u00e7\u00e3o sobre os trabalhadores. Inversamente, a solu\u00e7\u00e3o dos graves problemas ambientais atuais \u00e9 insepar\u00e1vel da luta pela supera\u00e7\u00e3o do modo de produ\u00e7\u00e3o capitalista como um todo, em dire\u00e7\u00e3o ao socialismo, no qual a coopera\u00e7\u00e3o da classe trabalhadora internacional ser\u00e1 capaz de tomar as medidas necess\u00e1rias para direcionar a produ\u00e7\u00e3o para as necessidades humanas e reverter os danos causados pelo capitalismo, restaurando o equil\u00edbrio do ecossistema global.<\/p>\n<\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<div>\n<p>\n\t\tEntre 7 e 18 de Dezembro de 2009 realizou-se em Copenhagen, capital da Dinamarca, a C&uacute;pula das Na&ccedil;&otilde;es Unidas sobre Mudan&ccedil;a Clim&aacute;tica, tamb&eacute;m chamada de COP15. O objetivo da c&uacute;pula era discutir a implanta&ccedil;&atilde;o da chamada &ldquo;Conven&ccedil;&atilde;o Marco de Mudan&ccedil;a Clim&aacute;tica&rdquo;, chegando a um compromisso global capaz de obrigar todos os governos a estabelecer metas de redu&ccedil;&atilde;o da emiss&atilde;o de gases de efeito estufa.<\/p>\n<p>\n\t\tEssa discuss&atilde;o se imp&ocirc;s na pauta dos dirigentes globais depois que o Painel Intergovernamental da ONU sobre Mudan&ccedil;as Clim&aacute;ticas (IPCC) publicado em 2007 exp&ocirc;s a rela&ccedil;&atilde;o entre a emiss&atilde;o de gases (principalmente o CO2 &#8211; di&oacute;xido de carbono &#8211; derivado da queima de combust&iacute;veis f&oacute;sseis) e as altera&ccedil;&otilde;es clim&aacute;ticas pelas quais o planeta tem passado, em especial a eleva&ccedil;&atilde;o da temperatura m&eacute;dia global (com conseq&uuml;&ecirc;ncias como o derretimento de geleiras e calotas polares, o aumento do n&iacute;vel dos mares, a maior incid&ecirc;ncia de tempestades, furac&otilde;es, etc.). Nem mesmo um &oacute;rg&atilde;o da burguesia como a ONU p&ocirc;de esconder a discuss&atilde;o sobre esse aspecto dos desequil&iacute;brios ambientais, tal a gravidade da situa&ccedil;&atilde;o.<\/p>\n<p>\n\t\tAinda restam muitos problemas por discutir, como a falta de saneamento b&aacute;sico e a profus&atilde;o de doen&ccedil;as que da&iacute; decorrem, o ac&uacute;mulo de lixo, a polui&ccedil;&atilde;o, o desmatamento, a desertifica&ccedil;&atilde;o, a extin&ccedil;&atilde;o em massa de esp&eacute;cies vegetais e animais, etc., problemas ambientais que afetam popula&ccedil;&otilde;es do mundo inteiro e n&atilde;o respeitam fronteiras nacionais. No capitalismo plenamente mundializado, o planeta inteiro se transformou em cen&aacute;rio da produ&ccedil;&atilde;o de mercadorias, da qual apenas uma pequena fra&ccedil;&atilde;o da popula&ccedil;&atilde;o, a burguesia, se beneficia, ao passo que todo o restante sofre as conseq&uuml;&ecirc;ncias desse modo de produ&ccedil;&atilde;o (80% das emiss&otilde;es de gases s&atilde;o produzidas pelas ind&uacute;strias, usinas el&eacute;tricas, monocultura agr&iacute;cola e pecu&aacute;ria intensiva dos pa&iacute;ses imperialistas, que concentram 20% da popula&ccedil;&atilde;o &ndash; n&uacute;meros de ALAI, 16\/11\/2009). A mundializa&ccedil;&atilde;o do capital mundializou tamb&eacute;m a contradi&ccedil;&atilde;o entre produ&ccedil;&atilde;o coletiva e apropria&ccedil;&atilde;o privada. 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Sem adotar uma perspectiva classista claramente socialista, os movimentos ambientalistas e partidos verdes se convertem em alas inofensivas da esquerda pequeno-burguesa.<\/p>\n<p>\n\t\tDesde o in&iacute;cio da COP15 tornou-se clara a clivagem entre as principais pot&ecirc;ncias imperialistas e os pa&iacute;ses perif&eacute;ricos e semicoloniais. Os dois grupos lutaram para empurrar um sobre o outro o custo das mudan&ccedil;as necess&aacute;rias para reverter o atual estado de degrada&ccedil;&atilde;o do meio ambiente planet&aacute;rio. Como conseq&uuml;&ecirc;ncia desse desacordo, a COP15 terminou sem encontrar um substituto para o Protocolo de Kyoto (firmado em 1997 e jamais ratificado pelos Estados Unidos), que saiu de cena sem qualquer resultado palp&aacute;vel em redu&ccedil;&atilde;o de emiss&otilde;es. O mecanismo por meio do qual as grandes corpora&ccedil;&otilde;es compravam o direito de poluir financiando projetos &ldquo;verdes&rdquo; foi apenas um disfarce para a manuten&ccedil;&atilde;o do padr&atilde;o de consumo destrutivo dos pa&iacute;ses imperialistas.<\/p>\n<p>\n\t\tO relat&oacute;rio do IPCC apontava a necessidade de um corte nas emiss&otilde;es de 25 a 40% at&eacute; 2020 em rela&ccedil;&atilde;o aos n&iacute;veis de 1990 e de 50 a 80% at&eacute; 2050, o que foi desconsiderado. Os documentos finais da Confer&ecirc;ncia n&atilde;o passaram de vagas declara&ccedil;&otilde;es de inten&ccedil;&otilde;es que n&atilde;o puderam esconder as profundas diverg&ecirc;ncias entre os v&aacute;rios grupos de pa&iacute;ses. Nem as pot&ecirc;ncias imperialistas puderam chegar a um acordo entre si por conta das suas rivalidades, nem apresentaram qualquer compensa&ccedil;&atilde;o aos pa&iacute;ses perif&eacute;ricos por conta do receio com o crescimento dos BRICs. A maior parte dos pa&iacute;ses, incluindo os maiores emissores per capita, os Estados Unidos, e em n&uacute;meros absolutos, a China, assumiram metas de redu&ccedil;&atilde;o muito mais modestas e referentes aos n&iacute;veis de 2005, mas sem compromissos jur&iacute;dicos e formas de verifica&ccedil;&atilde;o do cumprimento das metas. Em termos de ajuda aos pa&iacute;ses mais pobres para sua transi&ccedil;&atilde;o a tecnologias mais limpas, os resultados da COP15 foram igualmente p&iacute;fios.<\/p>\n<p>\n\t\tA impossibilidade dos dirigentes pol&iacute;ticos do Estado burgu&ecirc;s de resolver os problemas ambientais e de chegar a um acordo s&oacute;lido sobre qualquer quest&atilde;o relevante decorre do fato de que cada governo representa os interesses da sua fra&ccedil;&atilde;o nacional da burguesia, em luta contra as outras burguesias pelo controle do mercado mundial. Por isso cada governo luta para impor sobre os outros pa&iacute;ses os custos das mudan&ccedil;as e esse esquivam de compromissos que possam prejudicar os neg&oacute;cios da burguesia nacional.<\/p>\n<p>\n\t\tPara manter os lucros das respectivas burguesias os governos despejaram quantias imensas de dinheiro no mercado financeiro por conta da crise econ&ocirc;mica ao longo de 2008\/2009 (U$ 23 trilh&otilde;es segundo algumas estimativas), mas s&atilde;o incapazes de realizar os investimentos necess&aacute;rios para mudar a atual matriz energ&eacute;tica, que representam um volume de gastos muito menor, calculados em cerca de U$ 500 bilh&otilde;es anuais, ou ainda, para aliviar a situa&ccedil;&atilde;o dos pa&iacute;ses insulares e costeiros em face da eleva&ccedil;&atilde;o do n&iacute;vel dos mares, com custos estimados em U$ 100 bilh&otilde;es (segundo o Banco Mundial). O controle do Estado pelo setor financeiro e petrol&iacute;fero impede os governos capitalistas de adotar as medidas que a popula&ccedil;&atilde;o trabalhadora e o meio ambiente planet&aacute;rio requerem com urg&ecirc;ncia.<\/p>\n<p>\n\t\tA op&ccedil;&atilde;o do Estado pelo salvamento do mercado financeiro e sua recusa a dar sequer os passos iniciais para combater o aquecimento global n&atilde;o s&atilde;o meros equ&iacute;vocos dos governantes de turno, mas evid&ecirc;ncias do papel de classe do Estado como garantidor da ordem capitalista e suas iniq&uuml;idades. Num contexto de grave crise econ&ocirc;mica, o car&aacute;ter de classe do Estado se acentua ainda mais, pois todas as suas medidas, n&atilde;o apenas no plano ambiental, v&atilde;o no sentido de recuperar os lucros da burguesia atrav&eacute;s do aumento da explora&ccedil;&atilde;o sobre os trabalhadores. Inversamente, a solu&ccedil;&atilde;o dos graves problemas ambientais atuais &eacute; insepar&aacute;vel da luta pela supera&ccedil;&atilde;o do modo de produ&ccedil;&atilde;o capitalista como um todo, em dire&ccedil;&atilde;o ao socialismo, no qual a coopera&ccedil;&atilde;o da classe trabalhadora internacional ser&aacute; capaz de tomar as medidas necess&aacute;rias para direcionar a produ&ccedil;&atilde;o para as necessidades humanas e reverter os danos causados pelo capitalismo, restaurando o equil&iacute;brio do ecossistema global.<\/p>\n<\/div>\n","protected":false},"author":3,"featured_media":0,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[64],"tags":[],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.espacosocialista.org\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/212"}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.espacosocialista.org\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.espacosocialista.org\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.espacosocialista.org\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/users\/3"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.espacosocialista.org\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=212"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/www.espacosocialista.org\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/212\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":6270,"href":"https:\/\/www.espacosocialista.org\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/212\/revisions\/6270"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.espacosocialista.org\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=212"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.espacosocialista.org\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=212"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.espacosocialista.org\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=212"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}