{"id":216,"date":"2010-04-25T21:50:20","date_gmt":"2010-04-26T00:50:20","guid":{"rendered":"http:\/\/espacosocialista.org\/?q=node\/216"},"modified":"2018-05-05T18:13:06","modified_gmt":"2018-05-05T21:13:06","slug":"honduras-mais-uma-prova-de-que-nao-se-deve-cofiar-em-politico-burgues","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.espacosocialista.org\/portal\/2010\/04\/honduras-mais-uma-prova-de-que-nao-se-deve-cofiar-em-politico-burgues\/","title":{"rendered":"Honduras: mais uma prova de que n\u00e3o se deve cofiar em pol\u00edtico burgu\u00eas"},"content":{"rendered":"<div>\n<p>\n\t\tjornada de trabalho, do aumento salarial, etc., ou seja, poderia surgir um movimento massivo dos trabalhadores pelos seus direitos.<\/p>\n<p>\n\t\tManuel Zelaya n&atilde;o &eacute; socialista e muito menos revolucion&aacute;rio. Foi eleito pelo partido Liberal e se caracteriza por ser um governo capitalista. Mas, por conta da press&atilde;o da crise econ&ocirc;mica e das manifesta&ccedil;&otilde;es populares passou a defender algumas medidas que, al&eacute;m de afetarem minimamente as margens de lucro da burguesia reacion&aacute;ria de Honduras, tamb&eacute;m poderiam abrir caminho para processos de luta e organiza&ccedil;&atilde;o dos trabalhadores que viessem a ultrapassar os limites desejados at&eacute; mesmo pelo pr&oacute;prio Zelaya.<\/p>\n<p>\n\t\tCaracterizamos de car&aacute;ter preventivo o golpe contra o governo Zelaya a fim de evitar que as reformas &ndash; m&iacute;nimas e insuficientes &ndash; que estavam sendo implementadas pudessem mexer no lucro da burguesia, numa demonstra&ccedil;&atilde;o bem evidente de que n&atilde;o tem disposi&ccedil;&atilde;o nenhuma de fazer ou aceitar qualquer reforma por menor que seja.<\/p>\n<p>\n\t\t&nbsp;<\/p>\n<p align=\"center\">\n\t\t<strong>S&oacute; os trabalhadores podem garantir mudan&ccedil;as<\/strong><\/p>\n<p>\n\t\tA burguesia &eacute; incapaz de defender e levar adiante as reformas. &Eacute; assim com todo tipo de governo reformista (Ch&aacute;vez, Correa, Morales, etc.) que, diante de qualquer conflito com o setor mais reacion&aacute;rio, recua, sabota e at&eacute; reprime as mobiliza&ccedil;&otilde;es mais radicalizadas.<\/p>\n<p>\n\t\tDurante todo o processo de luta contra o golpe, Zelaya e seus seguidores apostaram na &ldquo;via pac&iacute;fica&rdquo;, de negocia&ccedil;&atilde;o com os golpistas e o imperialismo com o &uacute;nico objetivo de &nbsp;retomar o seu cargo de presidente. Esse era o seu objetivo. Nada mais al&eacute;m.<\/p>\n<p>\n\t\tPodemos destacar algumas medidas pol&iacute;ticas apresentadas por Zelaya que foram contr&aacute;rias aos interesses, necessidades e at&eacute; mesmo contra os objetivos dos trabalhadores o que demonstra sua limita&ccedil;&atilde;o. Primeiro disseminando a ilus&atilde;o de que o governo dos Estados Unidos e as organiza&ccedil;&otilde;es a servi&ccedil;o do imperialismo (ONU, OEA, etc.) pudessem estar contra o golpe (afirmamos em Boletim do Espa&ccedil;o Socialista que na verdade os Estados Unidos foram um dos organizadores do golpe). Segundo, que ao optar pelas negocia&ccedil;&otilde;es, tratou de frear todo tipo de mobiliza&ccedil;&atilde;o dos jovens e trabalhadores que pudesse desestabilizar o conjunto do regime e abrisse caminho para uma a&ccedil;&atilde;o independente dos trabalhadores que fosse al&eacute;m das medidas que tinha adotado. Terceiro, terminou por legitimar o processo eleitoral organizado &ndash; e fraudado &ndash; pelos golpistas em que menos da metade dos eleitores compareceram. Pol&iacute;tica que levou &agrave; derrota o movimento contra o golpe e legitimimou-o.<\/p>\n<p>\n\t\tAs bases dessa trai&ccedil;&atilde;o s&atilde;o objetivas, pois Zelaya, como burgu&ecirc;s e propriet&aacute;rio de terras que &eacute;, <strong>n&atilde;o adotaria uma posi&ccedil;&atilde;o contra a sua classe social. <\/strong>Um processo radicalizado que avan&ccedil;asse contra a propriedade privada significava que a sua propriedade tamb&eacute;m estaria em risco. &nbsp;Zelaya , com essa pol&iacute;tica, buscava substituir a luta contra os interesses da burguesia em geral para uma luta movida unicamente pelos seus interesses, que &eacute; uma combina&ccedil;&atilde;o da luta pelo seu poder com a manuten&ccedil;&atilde;o dos interesses da burguesia.<\/p>\n<p>\n\t\tO ensinamento mais importante para os trabalhadores e principalmente para os militantes e ativistas &eacute; que <strong>n&atilde;o devemos confiar em nenhum burgu&ecirc;s e nem em seus agentes<\/strong>, pois ao primeiro sinal de que os seus interesses pol&iacute;ticos e materiais estejam em risco ir&atilde;o mostrar a sua cara e trair os trabalhadores e que tamb&eacute;m <strong>pela via de negocia&ccedil;&otilde;es com o inimigo nada se consegue.<\/strong> &Eacute; uma li&ccedil;&atilde;o da hist&oacute;ria. Desde as revolu&ccedil;&otilde;es burguesas do s&eacute;culo XIX at&eacute; as contempor&acirc;neas (Boliviana de 1952, Nicarag&uuml;ense e Iraniana de 1979, etc.) tem-se em comum a trai&ccedil;&atilde;o e a conseq&uuml;ente derrota dos trabalhadores.<\/p>\n<p>\n\t\tQuando s&atilde;o obrigados a irem al&eacute;m de suas pretens&otilde;es o fazem para n&atilde;o perderem o controle da situa&ccedil;&atilde;o, mas no primeiro momento de descuido do movimento oper&aacute;rio voltam a trair. Exce&ccedil;&atilde;o que confirma a regra.<\/p>\n<p>\n\t\tSomente os trabalhadores a partir de uma a&ccedil;&atilde;o pol&iacute;tica independente da burguesia podem levar adiante as tarefas de enfrentar as ditaduras fascistas e ao mesmo tempo se emanciparem politicamente. Somente os trabalhadores, pela rela&ccedil;&atilde;o de explorados que mant&ecirc;m com a propriedade privada, podem acabar com a propriedade privada. <strong>Nenhum burgu&ecirc;s vai lutar e garantir a democracia plena porque significaria o seu fim.<\/strong><\/p>\n<p>\n\t\t&nbsp;<\/p>\n<p align=\"center\">\n\t\t<strong>As mobiliza&ccedil;&otilde;es assustaram os golpistas e Zelaya<\/strong><\/p>\n<p>\n\t\tEm todo processo de mobiliza&ccedil;&atilde;o, principalmente quando provoca alguma instabilidade no regime pol&iacute;tico, a quest&atilde;o do poder est&aacute; colocada, seja como tarefa imediata (quando h&aacute; condi&ccedil;&otilde;es objetivas e subjetivas) ou como propaganda. As mobiliza&ccedil;&otilde;es e as greves levam os trabalhadores a refletirem sobre a sua condi&ccedil;&atilde;o de vida, sua for&ccedil;a na sociedade, a se organizarem, a vislumbrar a possibilidade de tomarem em suas m&atilde;os o seu pr&oacute;prio destino, ou seja, de que as coisas podem mudar. Por isso as mobiliza&ccedil;&otilde;es, por menores que sejam, deixam a burguesia apavorada.<\/p>\n<p>\n\t\tAp&oacute;s a ida de Zelaya para a embaixada brasileira o movimento deu um salto de qualidade, inclusive com a possibilidade de constru&ccedil;&atilde;o de uma greve geral. O enfrentamento direto era a &uacute;nica forma de obrigar os golpistas a abandonarem o poder, mas Zelaya, como todo burgu&ecirc;s reformista, se assustou com a possibilidade de que a classe trabalhadora, radicalizada, se colocasse como sujeito social e fosse mais al&eacute;m de suas t&iacute;midas medidas reformistas.<\/p>\n<p>\n\t\tTudo que Zelaya conseguiu pela via da negocia&ccedil;&atilde;o foi ser enganado pelo representante do governo dos Estados Unidos, o direito de sair do pa&iacute;s &ldquo;pelas portas da frente&rdquo;, mas na pr&aacute;tica foi obrigado a reconhecer o resultado da elei&ccedil;&atilde;o de 29 de novembro, da qual saiu vencedor Pepe Lobo &ndash; que se n&atilde;o apoiou diretamente o golpe foi um dos c&uacute;mplices mais importante. Um acordo de cavalheiros em que tudo continuou como antes.<\/p>\n<p>\n\t\tNa base do movimento essa pol&iacute;tica se expressava pela defesa, por parte dos zelaystas, de que o momento &eacute; de reconcilia&ccedil;&atilde;o nacional e as negocia&ccedil;&otilde;es e acordos visam construir as condi&ccedil;&otilde;es para que se d&ecirc; tal reconcilia&ccedil;&atilde;o. N&atilde;o falam, entretanto que essa reconcilia&ccedil;&atilde;o tem como pressuposto a aceita&ccedil;&atilde;o das condi&ccedil;&otilde;es impostas pelos golpistas: nenhuma reforma constitucional, nenhuma concess&atilde;o para os trabalhadores, que o poder fique nas m&atilde;os da burguesia e de seus lacaios (igreja, judici&aacute;rio e legislativo) e nenhuma puni&ccedil;&atilde;o aos golpistas assassinos.<\/p>\n<p>\n\t\tN&atilde;o h&aacute; nenhuma possibilidade de reconcilia&ccedil;&atilde;o com a burguesia de Honduras e nem com nenhuma outra. Reconcilia&ccedil;&atilde;o para a burguesia significa que as coisas ficam como est&atilde;o. Li&ccedil;&atilde;o fundamental que os trabalhadores hondurenhos precisar&atilde;o compreender para as pr&oacute;ximas lutas, ou seja, construir as suas pr&oacute;prias organiza&ccedil;&otilde;es pol&iacute;ticas e se colocarem como dire&ccedil;&atilde;o e for&ccedil;a pol&iacute;tica do processo em oposi&ccedil;&atilde;o a toda burguesia.<\/p>\n<\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<div>\n<p>\n\t\tjornada de trabalho, do aumento salarial, etc., ou seja, poderia surgir um movimento massivo dos trabalhadores pelos seus direitos.<\/p>\n<p>\n\t\tManuel Zelaya n&atilde;o &eacute; socialista e muito menos revolucion&aacute;rio. Foi eleito pelo partido Liberal e se caracteriza por ser um governo capitalista. Mas, por conta da press&atilde;o da crise econ&ocirc;mica e das manifesta&ccedil;&otilde;es populares passou a defender algumas medidas que, al&eacute;m de afetarem minimamente as margens de lucro da burguesia reacion&aacute;ria de Honduras, tamb&eacute;m poderiam abrir caminho para processos de luta e organiza&ccedil;&atilde;o dos trabalhadores que viessem a ultrapassar os limites desejados at&eacute; mesmo pelo pr&oacute;prio Zelaya.<\/p>\n<p>\n\t\tCaracterizamos de car&aacute;ter preventivo o golpe contra o governo Zelaya a fim de evitar que as reformas &ndash; m&iacute;nimas e insuficientes &ndash; que estavam sendo implementadas pudessem mexer no lucro da burguesia, numa demonstra&ccedil;&atilde;o bem evidente de que n&atilde;o tem disposi&ccedil;&atilde;o nenhuma de fazer ou aceitar qualquer reforma por menor que seja.<\/p>\n<p>\n\t\t&nbsp;<\/p>\n<p align=\"center\">\n\t\t<strong>S&oacute; os trabalhadores podem garantir mudan&ccedil;as<\/strong><\/p>\n<p>\n\t\tA burguesia &eacute; incapaz de defender e levar adiante as reformas. &Eacute; assim com todo tipo de governo reformista (Ch&aacute;vez, Correa, Morales, etc.) que, diante de qualquer conflito com o setor mais reacion&aacute;rio, recua, sabota e at&eacute; reprime as mobiliza&ccedil;&otilde;es mais radicalizadas.<\/p>\n<p>\n\t\tDurante todo o processo de luta contra o golpe, Zelaya e seus seguidores apostaram na &ldquo;via pac&iacute;fica&rdquo;, de negocia&ccedil;&atilde;o com os golpistas e o imperialismo com o &uacute;nico objetivo de &nbsp;retomar o seu cargo de presidente. Esse era o seu objetivo. Nada mais al&eacute;m.<\/p>\n<p>\n\t\tPodemos destacar algumas medidas pol&iacute;ticas apresentadas por Zelaya que foram contr&aacute;rias aos interesses, necessidades e at&eacute; mesmo contra os objetivos dos trabalhadores o que demonstra sua limita&ccedil;&atilde;o. Primeiro disseminando a ilus&atilde;o de que o governo dos Estados Unidos e as organiza&ccedil;&otilde;es a servi&ccedil;o do imperialismo (ONU, OEA, etc.) pudessem estar contra o golpe (afirmamos em Boletim do Espa&ccedil;o Socialista que na verdade os Estados Unidos foram um dos organizadores do golpe). Segundo, que ao optar pelas negocia&ccedil;&otilde;es, tratou de frear todo tipo de mobiliza&ccedil;&atilde;o dos jovens e trabalhadores que pudesse desestabilizar o conjunto do regime e abrisse caminho para uma a&ccedil;&atilde;o independente dos trabalhadores que fosse al&eacute;m das medidas que tinha adotado. Terceiro, terminou por legitimar o processo eleitoral organizado &ndash; e fraudado &ndash; pelos golpistas em que menos da metade dos eleitores compareceram. Pol&iacute;tica que levou &agrave; derrota o movimento contra o golpe e legitimimou-o.<\/p>\n<p>\n\t\tAs bases dessa trai&ccedil;&atilde;o s&atilde;o objetivas, pois Zelaya, como burgu&ecirc;s e propriet&aacute;rio de terras que &eacute;, <strong>n&atilde;o adotaria uma posi&ccedil;&atilde;o contra a sua classe social. <\/strong>Um processo radicalizado que avan&ccedil;asse contra a propriedade privada significava que a sua propriedade tamb&eacute;m estaria em risco. &nbsp;Zelaya , com essa pol&iacute;tica, buscava substituir a luta contra os interesses da burguesia em geral para uma luta movida unicamente pelos seus interesses, que &eacute; uma combina&ccedil;&atilde;o da luta pelo seu poder com a manuten&ccedil;&atilde;o dos interesses da burguesia.<\/p>\n<p>\n\t\tO ensinamento mais importante para os trabalhadores e principalmente para os militantes e ativistas &eacute; que <strong>n&atilde;o devemos confiar em nenhum burgu&ecirc;s e nem em seus agentes<\/strong>, pois ao primeiro sinal de que os seus interesses pol&iacute;ticos e materiais estejam em risco ir&atilde;o mostrar a sua cara e trair os trabalhadores e que tamb&eacute;m <strong>pela via de negocia&ccedil;&otilde;es com o inimigo nada se consegue.<\/strong> &Eacute; uma li&ccedil;&atilde;o da hist&oacute;ria. Desde as revolu&ccedil;&otilde;es burguesas do s&eacute;culo XIX at&eacute; as contempor&acirc;neas (Boliviana de 1952, Nicarag&uuml;ense e Iraniana de 1979, etc.) tem-se em comum a trai&ccedil;&atilde;o e a conseq&uuml;ente derrota dos trabalhadores.<\/p>\n<p>\n\t\tQuando s&atilde;o obrigados a irem al&eacute;m de suas pretens&otilde;es o fazem para n&atilde;o perderem o controle da situa&ccedil;&atilde;o, mas no primeiro momento de descuido do movimento oper&aacute;rio voltam a trair. Exce&ccedil;&atilde;o que confirma a regra.<\/p>\n<p>\n\t\tSomente os trabalhadores a partir de uma a&ccedil;&atilde;o pol&iacute;tica independente da burguesia podem levar adiante as tarefas de enfrentar as ditaduras fascistas e ao mesmo tempo se emanciparem politicamente. Somente os trabalhadores, pela rela&ccedil;&atilde;o de explorados que mant&ecirc;m com a propriedade privada, podem acabar com a propriedade privada. <strong>Nenhum burgu&ecirc;s vai lutar e garantir a democracia plena porque significaria o seu fim.<\/strong><\/p>\n<p>\n\t\t&nbsp;<\/p>\n<p align=\"center\">\n\t\t<strong>As mobiliza&ccedil;&otilde;es assustaram os golpistas e Zelaya<\/strong><\/p>\n<p>\n\t\tEm todo processo de mobiliza&ccedil;&atilde;o, principalmente quando provoca alguma instabilidade no regime pol&iacute;tico, a quest&atilde;o do poder est&aacute; colocada, seja como tarefa imediata (quando h&aacute; condi&ccedil;&otilde;es objetivas e subjetivas) ou como propaganda. As mobiliza&ccedil;&otilde;es e as greves levam os trabalhadores a refletirem sobre a sua condi&ccedil;&atilde;o de vida, sua for&ccedil;a na sociedade, a se organizarem, a vislumbrar a possibilidade de tomarem em suas m&atilde;os o seu pr&oacute;prio destino, ou seja, de que as coisas podem mudar. Por isso as mobiliza&ccedil;&otilde;es, por menores que sejam, deixam a burguesia apavorada.<\/p>\n<p>\n\t\tAp&oacute;s a ida de Zelaya para a embaixada brasileira o movimento deu um salto de qualidade, inclusive com a possibilidade de constru&ccedil;&atilde;o de uma greve geral. O enfrentamento direto era a &uacute;nica forma de obrigar os golpistas a abandonarem o poder, mas Zelaya, como todo burgu&ecirc;s reformista, se assustou com a possibilidade de que a classe trabalhadora, radicalizada, se colocasse como sujeito social e fosse mais al&eacute;m de suas t&iacute;midas medidas reformistas.<\/p>\n<p>\n\t\tTudo que Zelaya conseguiu pela via da negocia&ccedil;&atilde;o foi ser enganado pelo representante do governo dos Estados Unidos, o direito de sair do pa&iacute;s &ldquo;pelas portas da frente&rdquo;, mas na pr&aacute;tica foi obrigado a reconhecer o resultado da elei&ccedil;&atilde;o de 29 de novembro, da qual saiu vencedor Pepe Lobo &ndash; que se n&atilde;o apoiou diretamente o golpe foi um dos c&uacute;mplices mais importante. Um acordo de cavalheiros em que tudo continuou como antes.<\/p>\n<p>\n\t\tNa base do movimento essa pol&iacute;tica se expressava pela defesa, por parte dos zelaystas, de que o momento &eacute; de reconcilia&ccedil;&atilde;o nacional e as negocia&ccedil;&otilde;es e acordos visam construir as condi&ccedil;&otilde;es para que se d&ecirc; tal reconcilia&ccedil;&atilde;o. N&atilde;o falam, entretanto que essa reconcilia&ccedil;&atilde;o tem como pressuposto a aceita&ccedil;&atilde;o das condi&ccedil;&otilde;es impostas pelos golpistas: nenhuma reforma constitucional, nenhuma concess&atilde;o para os trabalhadores, que o poder fique nas m&atilde;os da burguesia e de seus lacaios (igreja, judici&aacute;rio e legislativo) e nenhuma puni&ccedil;&atilde;o aos golpistas assassinos.<\/p>\n<p>\n\t\tN&atilde;o h&aacute; nenhuma possibilidade de reconcilia&ccedil;&atilde;o com a burguesia de Honduras e nem com nenhuma outra. Reconcilia&ccedil;&atilde;o para a burguesia significa que as coisas ficam como est&atilde;o. Li&ccedil;&atilde;o fundamental que os trabalhadores hondurenhos precisar&atilde;o compreender para as pr&oacute;ximas lutas, ou seja, construir as suas pr&oacute;prias organiza&ccedil;&otilde;es pol&iacute;ticas e se colocarem como dire&ccedil;&atilde;o e for&ccedil;a pol&iacute;tica do processo em oposi&ccedil;&atilde;o a toda burguesia.<\/p>\n<\/div>\n","protected":false},"author":3,"featured_media":0,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[64],"tags":[],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.espacosocialista.org\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/216"}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.espacosocialista.org\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.espacosocialista.org\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.espacosocialista.org\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/users\/3"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.espacosocialista.org\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=216"}],"version-history":[{"count":2,"href":"https:\/\/www.espacosocialista.org\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/216\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":687,"href":"https:\/\/www.espacosocialista.org\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/216\/revisions\/687"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.espacosocialista.org\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=216"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.espacosocialista.org\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=216"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.espacosocialista.org\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=216"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}