{"id":2262,"date":"2013-08-27T14:29:27","date_gmt":"2013-08-27T17:29:27","guid":{"rendered":"http:\/\/espacosocialista.org\/portal\/?p=2262"},"modified":"2013-08-27T14:29:27","modified_gmt":"2013-08-27T17:29:27","slug":"os-atos-de-junho-e-as-lutas-de-julho-no-brasil-e-no-rio-de-janeiro","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.espacosocialista.org\/portal\/2013\/08\/os-atos-de-junho-e-as-lutas-de-julho-no-brasil-e-no-rio-de-janeiro\/","title":{"rendered":"Os atos de junho e as lutas de julho no Brasil e no Rio de Janeiro"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: justify;\"><b><b>Este texto \u00e9 uma contribui\u00e7\u00e3o do Coletivo L\u00eanin e n\u00e3o necessariamente expressa a opini\u00e3o da organiza\u00e7\u00e3o, por este motivo se apresenta assinado.<\/b><\/b><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Em Junho de 2013 constru\u00edmos e vivenciamos o ascenso de massas que teve como estopim o aumento das passagens de \u00f4nibus em todas as principais cidade e capitais do pa\u00eds, e que de certa maneira modificou o cen\u00e1rio pol\u00edtico nacional da luta de classes no Brasil. No entanto essas manifesta\u00e7\u00f5es n\u00e3o foram plenamente avaliados pelas diferentes organiza\u00e7\u00f5es do movimento dos trabalhadores no Brasil.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Esse processo de lutas ainda n\u00e3o acabou, pois as mobiliza\u00e7\u00f5es continuaram durante o m\u00eas de Julho em algumas cidades como no Rio de Janeiro, onde elas conseguiram se manter como um movimento de massas de esquerda contra o Governo do Estado e a viol\u00eancia da PM, atrav\u00e9s de passeatas constantes e ocupa\u00e7\u00f5es, e dever\u00e3o perdurar at\u00e9 proximidade dos mega-eventos. Assim atrav\u00e9s de um breve balan\u00e7o desse per\u00edodo, devemos definir as tarefas diante delas se n\u00e3o quisermos perder uma oportunidade hist\u00f3rica.<\/p>\n<h3 style=\"text-align: justify;\">&#8220;Jornadas de Junho&#8221;?<\/h3>\n<p style=\"text-align: justify;\">Pra come\u00e7ar, temos que entender as causas da insatisfa\u00e7\u00e3o popular que permitiram que centenas de milhares de pessoas fossem \u00e0s ruas.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\nA crise internacional, que come\u00e7ou em 2008, e que ainda n\u00e3o mostra sinais de que vai se resolver, est\u00e1, \u00e9 claro, no pano de fundo dos atos, mas n\u00e3o diretamente. Diferente de pa\u00edses como a Gr\u00e9cia ou a Espanha, em que algumas cidades contam com 30% de desempregados e o governo imp\u00f4s at\u00e9 mesmo redu\u00e7\u00f5es de sal\u00e1rios, a crise no Brasil tem tido efeitos mais indiretos, com o recente aumento dos pre\u00e7os e dos juros em 2012 e 2013. Tudo isso reflete as contradi\u00e7\u00f5es do subimperialismo brasileiro, que ainda n\u00e3o est\u00e1 esgotado, apesar dos sinais de crise do modelo atual de gest\u00e3o capitalista com o alto endividamento do povo, resultado direto do per\u00edodo anterior, entre 2009 a 2012, com crescimento baseado no est\u00edmulo de consumo atrav\u00e9s da expans\u00e3o de cr\u00e9dito para os trabalhadores (expans\u00e3o da constru\u00e7\u00e3o civil , autom\u00f3veis, eletrodom\u00e9sticos e servi\u00e7os) e da redu\u00e7\u00e3o de tarifas e impostos sobre produtos nacionais, como a pol\u00edtica central do governo para absorver a produ\u00e7\u00e3o e atrasar os efeitos da crise internacional no Brasil.<br \/>\nEsses aumentos se combinaram, em algumas cidades, com todo o ataque \u00e0s condi\u00e7\u00f5es de vida provocados pela prepara\u00e7\u00e3o dos megaeventos. Remo\u00e7\u00f5es, especula\u00e7\u00e3o causando aumento absurdo do valor dos im\u00f3veis e alugu\u00e9is, viol\u00eancia policial cada vez maior contra os moradores de favelas e periferias, tudo isso ficou ainda mais presente no dia-a-dia das cidades que ser\u00e3o sedes da Copa. O Rio de Janeiro, onde vai ser as Olimp\u00edadas, foi o local dos atos maiores e mais radicalizados.<br \/>\nA luta contra a remo\u00e7\u00e3o da Aldeia Maracan\u00e3, em Janeiro de 2012, foi o come\u00e7o do fim da estabilidade do governo S\u00e9rgio Cabral (PMDB-PT). Toda a frustra\u00e7\u00e3o com a remo\u00e7\u00e3o da Aldeia foi canalizada em Junho e Julho, quando aconteceram os atos contra o aumento que, no Rio, foram resultado da influ\u00eancia da luta em S\u00e3o Paulo, dirigida pelo MPL, ao mesmo tempo que as organiza\u00e7\u00f5es de esquerda do Rio j\u00e1 vinham se organizando no F\u00f3rum de Lutas Contra o Aumento das Passagens desde Janeiro e Junho de 2012 nos aumentos dos \u00f4nibus, barcas e metr\u00f4. Aqui, no in\u00edcio de Junho de 2013 n\u00f3s conseguimos fazer uma passeata com cerca de 5 mil pessoas, depois de outras violentamente reprimidas pela pol\u00edcia, no mesmo dia em que a pol\u00edcia atirou at\u00e9 mesmo em rep\u00f3rteres em S\u00e3o Paulo.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\nFoi a rejei\u00e7\u00e3o da popula\u00e7\u00e3o contra a viol\u00eancia desproporcional da pol\u00edcia e o apoio \u00e0 luta justa contra os aumentos que permitiu na semana do dia 17\/06 o ato do Rio tivesse mais de cem mil pessoas, e mais de sessenta mil em S\u00e3o Paulo. Nesse dia no Rio cerca de 20 mil dos manifestantes foi pra Assembleia Legislativa (ALERJ), onde tomaram a escadaria tentando tomar a Assembl\u00e9ia e enfrentaram a PM, fazendo ela recuar v\u00e1rios quarteir\u00f5es e ainda alguns policiais se esconderem dentro da Assembl\u00e9ia montando barricadas contra os manifestantes enquanto esses tentavam tomar a casa. Foi esse enfrentamento que fez os governos recuarem, e revogarem o aumento na ter\u00e7a.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\nA\u00ed tudo ficou muito mais complexo: diferente da ilus\u00e3o espontane\u00edsta e distorcida de grande parte da extrema-esquerda (o maior exemplo \u00e9 o PSTU), infelizmente as multid\u00f5es que foram \u00e0s ruas no dia 18 (SP) e 20 (RJ), assim como os atos espalhados por todo o pa\u00eds, foram as ruas com um conte\u00fado pol\u00edtico difuso, majoritariamente atrasado, e de forma nenhuma foi uma explos\u00e3o popular progressiva.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\nO PIG (Partido da Imprensa Golpista), atrav\u00e9s da Globo, da Record e da Veja, viram que n\u00e3o adiantava mais queimar as manifesta\u00e7\u00f5es dizendo que eram todos &#8220;v\u00e2ndalos&#8221;. Ent\u00e3o, eles tiveram que mudar a sua t\u00e1tica, o que foi representado pela &#8220;autocr\u00edtica&#8221; do &#8220;intelectual&#8221; Arnaldo Jabour, que passou a &#8220;apoiar&#8221; a luta. Como eles mudaram? F\u00e1cil, dando um conte\u00fado nacionalista, &#8220;contra a corrup\u00e7\u00e3o&#8221;, despolitizado e levantando bandeiras da direita para os atos, assim esvaziando e expulsando o conte\u00fado de esquerda com a hegemoniza\u00e7\u00e3o do discurso ufanista na massa atrasada.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\nO ato de S\u00e3o Paulo, em que a FIESP fez proje\u00e7\u00e3o da imagem da bandeira verde-amarela da Casa de Orleans e Bragan\u00e7a nos pr\u00e9dios, e a agress\u00e3o de elementos da extrema-direita (sob o apoio da maioria da massa) contra os militantes de esquerda, mostraram que de forma nenhuma nessa semana se tratava de uma rebeli\u00e3o popular. Infelizmente foi uma massa despolitizada, numa etapa hist\u00f3rica ainda marcada pelo fim da URSS e pelo discurso da &#8220;morte do socialismo&#8221; que ent\u00e3o gerou a crise de consci\u00eancia e falta de alternativa da nossa classe trabalhadora. Foi nesse contexto, com os partidos de esquerda adaptados \u00e0 democracia burguesa, deslocados da classe trabalhadora e minorit\u00e1rios, que ent\u00e3o a maioria dos que foram as ruas acabaram servindo de massa de manobra do discurso moralista, ufanista nacionalista da direita.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\nIsso \u00e9 o que \u00e9 minimizado pelo PSTU, MRS, LER etc, quando tratam as agress\u00f5es anticomunistas como se fossem um problema \u00fanico de grupos fascistas isolados. As organiza\u00e7\u00f5es que n\u00e3o entendem que a direita tradicional tem sim uma estrat\u00e9gia para voltar ao governo, e que isso passa por desgastar e atacar o governo do PT, n\u00e3o s\u00e3o capazes de analisar e nem de se orientarem na realidade pol\u00edtica nacional.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\nAlguns setores da direita certamente pensaram em um golpe &#8220;c\u00edvico&#8221;, no modelo do Paraguai e de Honduras, naqueles dias. Mas foram derrotados pelo setor majorit\u00e1rio da burguesia, que prefere, no momento, a estabilidade proporcionada pelo governo do PT na obten\u00e7\u00e3o dos lucros, inclusive os que ainda est\u00e3o por vir com os mega-eventos, ainda mais quando uma parte das massas, principalmente os setores de &#8220;classe m\u00e9dia&#8221; defendem uma pauta ainda mais reacion\u00e1ria que a pr\u00f3pria Globo, pela pena de morte, redu\u00e7\u00e3o da maioridade penal, e com muitas simpatias pela ditadura militar.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\nN\u00f3s avaliamos erradamente que o golpe era a possibilidade principal mas, logo depois, fizemos autocr\u00edtica, mas sempre nos distanciando da ilus\u00e3o espontane\u00edsta que v\u00ea um ascenso de massas nas manifesta\u00e7\u00f5es amorfas influenciadas pela m\u00eddia empresarial durante a semana dos dias 18 e 20 de Junho.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\nPor\u00e9m nesse mesmo ato do dia 20 de julho foi o \u00e1pice da viol\u00eancia da PM do Rio nas manifesta\u00e7\u00f5es, com a a\u00e7\u00e3o do Choque e o BOPE por todo o centro do Rio de Janeiro atacando qualquer agrupamento de pessoas ap\u00f3s os confrontos na prefeitura. Nesse dia at\u00e9 a &#8220;classe m\u00e9dia&#8221; mais pacifista, que inchou o ato com a manobra da m\u00eddia burguesa de direita, sentiu na pele o terror e a viol\u00eancia da PM nas favelas. Muitos grupos de esquerda enfrentaram a PM em v\u00e1rios focos para atrasar a a\u00e7\u00e3o desta contra todo o ato, e depois disso a PM ficou ainda mais queimada, mesmo entre alguns setores da pr\u00f3pria burguesia.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\nAp\u00f3s ver que estava perdendo o controle da situa\u00e7\u00e3o, e ap\u00f3s conseguir arrancar fortes concess\u00f5es do Governo Dilma\/PT, a direita tirou as massas manipuladas das ruas, o que melhorou bastante a qualidade pol\u00edtica das manifesta\u00e7\u00f5es. Isso ficou bem claro depois, quando na Plen\u00e1ria do F\u00f3rum de Lutas do Rio estiveram presentes cerca de 2 mil pessoas, e mais ainda nos atos na final da Copa das Confedera\u00e7\u00f5es.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\nAssim no Rio, depois de ver o estrago que a direita fez nos atos de massa e tamb\u00e9m a escalada da viol\u00eancia policial, o F\u00f3rum de Lutas, com o conjunto da esquerda socialista e anarquista, organizou mais tr\u00eas atos onde o conte\u00fado pol\u00edtico voltou a ser progressivo e anti-capitalista, contra a viol\u00eancia da PM e do governo e contra a privatiza\u00e7\u00e3o do Maracan\u00e3 e as remo\u00e7\u00f5es. Depois de um momento de indefini\u00e7\u00e3o, as lutas foram retomadas a partir da visita do Papa Francisco, j\u00e1 unificadas pela palavra de ordem de Fora Cabral, que coroa todas as lutas parciais contra a pol\u00edtica do governo.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\nJ\u00e1 n\u00e3o eram manifesta\u00e7\u00f5es de dezenas de milhares, geralmente eram de duas a quatro mil pessoas. Mas, mesmo assim, s\u00e3o a express\u00e3o de uma tend\u00eancia muito positiva para o ascenso. A imprensa, novamente, votou a criminalizar os movimentos, agora escolhendo como bola da vez o Black Block.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\n<h3 style=\"text-align: justify;\">Em Julho, luta contra o governo Cabral e a viol\u00eancia policial<\/h3>\n<p style=\"text-align: justify;\">\n<p style=\"text-align: justify;\">O movimento que tem tido mais visibilidade tem sido o Ocupa Cabral, na rua em que ele mora, no Leblon. Fica uma ocupa\u00e7\u00e3o pequena estrategicamente na rua, e varios atos acontecem, atualmente com um apoio muito grande por parte da popula\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\nAl\u00e9m disso, as comunidades t\u00eam aproveitado a situa\u00e7\u00e3o favor\u00e1vel para lutarem contra a viol\u00eancia policial e a farsa das UPPs, organizando manifesta\u00e7\u00f5es contra a opress\u00e3o policial e polarizando ainda mais a luta contra governo como uma luta de classes. Primeiro, foi a Mar\u00e9, que conseguiu expulsar o Caveir\u00e3o da favela depois de uma chacina em que morreram onze pessoas, e em que a pr\u00f3pria PM reconheceu que tr\u00eas deles eram trabalhadores. Depois na Rocinha, o caso do Amarildo, que continua desaparecido, numa situa\u00e7\u00e3o em que a responsabilidade da pol\u00edcia e as desculpas incompetentes t\u00eam ficado \u00e0s claras. Pela primeira vez um o desaparecimento de um trabalhador negro morador de uma comunidade teve visibilidade e solidariedade nacional e internacional, com manifesta\u00e7\u00f5es da comunidade e atos em Rio de Janeiro e S\u00e3o Paulo contra a viol\u00eancia das UPPs nas favelas, sendo mais um tapa-na-cara do governo de S\u00e9rgio Cabral, com o movimento atacando diretamente o seu projeto de militariza\u00e7\u00e3o das favelas e comunidades prolet\u00e1rias do Rio.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\nPor causa dessas lutas, a bandeira de desmilitariza\u00e7\u00e3o da PM, que era minorit\u00e1ria at\u00e9 mesmo dentro da vanguarda, se transformou numa campanha com visibilidade internacional. Outra coisa que desmoralizou a pol\u00edcia ainda mais foi o uso de P2 nas manifesta\u00e7\u00f5es, que foi amplamente comprovado por filmagens da M\u00eddia NINJA e de manifestantes, que inclusive flagraram os P2 agredindo pessoas e quebrando lojas.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\nNo dia 07\/08, como express\u00e3o da fraqueza do governo Cabral, que passou a recuar em uma s\u00e9rie de pol\u00edticas que beneficiam as construtoras em detrimento dos trabalhadores, e da nova conjuntura na cidade de forte clima de luta e resist\u00eancia, a Aldeia Maracan\u00e3 foi reocupada pelos \u00edndios apoiados pelo movimento, dessa vez com condi\u00e7\u00f5es bem melhores de resistir!<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\nEm todos esses movimentos, vemos que existe um recuo muito grande da esquerda institucional. O PSOL tem apostado tudo na realiza\u00e7\u00e3o da CPI dos \u00d4nibus, jogando ilus\u00f5es de que a ALERJ vai punir os milicianos e corruptos que beneficiam as empresas de transporte. O PSTU tem tido uma linha t\u00e3o recuada nos atos desde Junho, muitas vezes fugindo antes do enfrentamento, que a nota que eles escreveram criticando o Black Block criou uma repulsa muito grande na vanguarda que est\u00e1 se manifestando.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\nApesar das nossas diverg\u00eancias com os mao\u00edstas do MEPR e com a Unidade Vermelha, temos estado junto com eles em muitos enfrentamentos importantes, quando o PSTU e a maioria do PSOL fogem.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\nAo mesmo tempo, os setores pseudo-anarquistas e despolitizados t\u00eam crescido um pouco. Eles t\u00eam criado v\u00e1rios problemas nas plen\u00e1ria do F\u00f3rum de Lutas , tentando implodir as reuni\u00f5es e fazendo pol\u00eamicas imbecis contra a exist\u00eancia de mesa nas reuni\u00f5es (!) e outras coisas do tipo que em nada contribuem para o m\u00e9todo de organiza\u00e7\u00e3o do F\u00f3rum de Lutas.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\nO que vai definir uma sa\u00edda progressiva na luta pelo Fora Cabral \u00e9 a interven\u00e7\u00e3o organizada dos trabalhadores nas lutas. No dia 11 de julho, o ato convocado pelas burocracias sindicais foi grande, mas as centrais n\u00e3o organizaram as suas bases para participarem em massa e, muitas vezes, fizeram o mesmo discurso da Globo, criminalizando os setores mais radicalizados. Parece que as coisas est\u00e3o come\u00e7ando a mudar, agora, com a greve dos professores municipais e estaduais, no meio da luta pelo Fora Cabral.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\nA nossa atua\u00e7\u00e3o principal tem sido no movimento estudantil e de trabalhadores da UFRJ e da PUC, intervindo e construindo as Plen\u00e1rias do F\u00f3rum de Lutas do Rio, que tem sempre se aliado com a FIST, a Aldeia Maracan\u00e3 e os outros movimentos populares da cidade. No Rio a necessidade agora \u00e9 enraizar comit\u00eas regionais por locais de estudo, moradia e trabalho, preparando a nossa atua\u00e7\u00e3o no dia 30 de agosto e manter polariza\u00e7\u00e3o contra a viol\u00eancia da PM e do governo.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\nN\u00f3s do Coletivo Lenin estamos concretizando essa pol\u00edtica atuando taticamente em conjunto com os companheiros da Oposi\u00e7\u00e3o Oper\u00e1ria e de setores de base independente do PSOL, para que a luta ultrapasse as barreiras burocr\u00e1ticas das dire\u00e7\u00f5es das centrais e coloque na ordem do dia:<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\n<strong>\u00b7 derrubada do governo Cabral;<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\n<strong>\u00b7 pelo fim da PM;<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\n<strong>\u00b7 tarifa zero atrav\u00e9s da estatiza\u00e7\u00e3o dos transportes p\u00fablicos;<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\n<strong>\u00b7 contra a precariza\u00e7\u00e3o do trabalho e a marginaliza\u00e7\u00e3o e a exclus\u00e3o social que antecede os mega-eventos;<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong><\/strong><strong>\u00b7 redu\u00e7\u00e3o da jornada para 30 horas sem redu\u00e7\u00e3o de sal\u00e1rio e com reajuste salarial mensal acima da infla\u00e7\u00e3o!<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\n<p style=\"text-align: justify;\">\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Coletivo L\u00eanin, Agosto de 2013<\/strong><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Este texto \u00e9 uma contribui\u00e7\u00e3o do Coletivo L\u00eanin e n\u00e3o necessariamente expressa a opini\u00e3o da organiza\u00e7\u00e3o, por este motivo se<\/p>\n","protected":false},"author":3,"featured_media":0,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[28],"tags":[],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.espacosocialista.org\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/2262"}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.espacosocialista.org\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.espacosocialista.org\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.espacosocialista.org\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/users\/3"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.espacosocialista.org\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=2262"}],"version-history":[{"count":2,"href":"https:\/\/www.espacosocialista.org\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/2262\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":2264,"href":"https:\/\/www.espacosocialista.org\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/2262\/revisions\/2264"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.espacosocialista.org\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=2262"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.espacosocialista.org\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=2262"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.espacosocialista.org\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=2262"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}