{"id":228,"date":"2010-05-10T21:26:55","date_gmt":"2010-05-11T00:26:55","guid":{"rendered":"http:\/\/espacosocialista.org\/?q=node\/228"},"modified":"2013-01-19T18:27:06","modified_gmt":"2013-01-19T20:27:06","slug":"1o-de-maio","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.espacosocialista.org\/portal\/2010\/05\/1o-de-maio\/","title":{"rendered":"1\u00ba de Maio"},"content":{"rendered":"<h3 class=\"rtecenter\">\n\t1&deg; de Maio: &Eacute; hora da unidade da esquerda para enfrentar Lula e os patr&otilde;es<\/h3>\n<p>\n\t<span style=\"font-family: Times New Roman; font-size: 12pt;\">&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Na sua origem o 1&ordm; de Maio era marcado por manifesta&ccedil;&otilde;es de luta e por palavras de ordem que traziam reivindica&ccedil;&otilde;es por uma sociedade livre da explora&ccedil;&atilde;o. Mais de um s&eacute;culo depois e no Brasil o 1&ordm; de Maio se transformou no feriado do &ldquo;dia do trabalho&rdquo;, como se n&atilde;o houvesse apenas uma classe trabalhadora. E o que &eacute; pior, as entidades &ldquo;oficiais&rdquo; dos trabalhadores, como CUT, For&ccedil;a Sindical, CTB, etc., retiraram do 1&ordm; de Maio qualquer conte&uacute;do de luta contra o capitalismo, transformando-<wbr>o num dia de culto &agrave; sociedade do consumo e do espet&aacute;culo. As principais centrais sindicais do pa&iacute;s, com o patroc&iacute;nio direto das grandes empresas, sorteiam bens de consumo e promovem shows de artistas vendidos &agrave; ind&uacute;stria cultural. Passa-se assim a mensagem de que n&atilde;o h&aacute; outro modo de vida al&eacute;m do capitalismo e de que tudo que os trabalhadores podem fazer &eacute; aspirar por migalhas que sobram do banquete dos exploradores.<\/wbr><\/span><wbr><wbr><wbr><wbr><wbr><wbr><wbr><wbr><wbr><wbr><wbr><wbr><wbr><wbr><wbr><wbr><wbr><wbr><wbr><wbr><wbr><wbr><wbr><wbr><wbr><wbr><wbr><wbr><wbr><wbr><wbr><wbr><wbr><wbr><wbr><wbr><wbr><wbr><wbr><wbr><wbr><wbr><wbr><wbr><wbr><wbr><wbr><wbr><\/wbr><\/wbr><\/wbr><\/wbr><\/wbr><\/wbr><\/wbr><\/wbr><\/wbr><\/wbr><\/wbr><\/wbr><\/wbr><\/wbr><\/wbr><\/wbr><\/wbr><\/wbr><\/wbr><\/wbr><\/wbr><\/wbr><\/wbr><\/wbr><\/wbr><\/wbr><\/wbr><\/wbr><\/wbr><\/wbr><\/wbr><\/wbr><\/wbr><\/wbr><\/wbr><\/wbr><\/wbr><\/wbr><\/wbr><\/wbr><\/wbr><\/wbr><\/wbr><\/wbr><\/wbr><\/wbr><\/wbr><\/wbr><\/p>\n<p>\n\t<wbr><wbr><wbr><wbr><wbr><wbr><wbr><wbr><wbr><wbr><wbr><wbr><wbr><wbr><wbr><wbr><wbr><wbr><wbr><wbr><wbr><wbr><wbr><wbr><wbr><wbr><wbr><wbr><wbr><wbr><wbr><wbr><wbr><wbr><wbr><wbr><wbr><wbr><wbr><wbr><wbr><wbr><wbr><wbr><wbr><wbr><wbr><wbr><\/p>\n<p class=\"ecxMsoNormal\" style=\"text-align: justify;\">\n\t\t<wbr><wbr><wbr><wbr><wbr><wbr><span style=\"font-family: Times New Roman; font-size: 12pt;\">&nbsp;&nbsp; Estamos num momento hist&oacute;rico bastante grave, em que os ide&oacute;logos da burguesia querem fazer crer que a profunda crise econ&ocirc;mica internacional foi superada, sendo que foram impostos pesados sacrif&iacute;cios aos trabalhadores e usadas falsas solu&ccedil;&otilde;es que far&atilde;o com que essa mesma crise retorne agravada no futuro. Nesse meio tempo, o governo Lula e os burocratas do PT querem colher os louros da falsa supera&ccedil;&atilde;o da crise e se apresentar como &uacute;nica alternativa para os trabalhadores contra o retorno da direita do PSDB.<\/span><\/wbr><\/wbr><\/wbr><\/wbr><\/wbr><\/wbr><\/p>\n<p>\t<wbr><wbr><wbr><wbr><wbr><wbr><wbr><wbr><wbr><wbr><wbr><wbr><wbr><wbr><wbr><wbr><wbr><wbr><wbr><wbr><wbr><wbr><wbr><wbr><\/p>\n<p class=\"ecxMsoNormal rtecenter\" style=\"text-align: justify;\">\n\t\t<strong><span style=\"font-family: Times New Roman; font-size: 12pt;\">Unir a esquerda<\/span><\/strong><\/p>\n<p>\t<wbr><wbr><wbr><wbr><wbr><wbr><wbr><wbr><wbr><wbr><wbr><wbr><wbr><wbr><wbr><wbr><wbr><wbr><\/p>\n<p class=\"ecxMsoNormal\" style=\"text-align: justify;\">\n\t\t<span style=\"font-family: Times New Roman; font-size: 12pt;\"><span>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; <\/span>Entretanto, durante todo o governo Lula, o PT e seus aliados agiram como auxiliares da burguesia no ataque aos trabalhadores, garantindo altos lucros para os bancos, o agroneg&oacute;cio, as empreiteiras, etc, ao custo de demiss&otilde;es, redu&ccedil;&atilde;o de sal&aacute;rio e corte de direitos, al&eacute;m da continuidade das privatiza&ccedil;&otilde;es, da corrup&ccedil;&atilde;o, da destrui&ccedil;&atilde;o ambiental, etc. Os bra&ccedil;os do PT no movimento, como CUT, For&ccedil;a, CTB e outras centrais pelegas, n&atilde;o s&atilde;o alternativas para os trabalhadores, pois abandonaram o campo da luta e se tornaram s&oacute;cios menores da burguesia, vivendo &agrave; custa do Estado e de acordos com a patronal.<\/span><\/p>\n<p class=\"ecxMsoNormal\" style=\"text-align: justify;\">\n\t\t<span><span style=\"font-family: Times New Roman; font-size: 12pt;\">&nbsp;<\/span><\/span><span style=\"font-family: Times New Roman; font-size: 12pt;\"><span>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; <\/span>Em contraposi&ccedil;&atilde;o a essa postura da CUT, For&ccedil;a, CTB e outras centrais pelegas, reafirmamos aqui a import&acirc;ncia da constru&ccedil;&atilde;o de um p&oacute;lo combativo no movimento dos trabalhadores, que se coloque em luta contra as mazelas do capitalismo, e que tenha como horizonte a supera&ccedil;&atilde;o desse sistema. &Eacute; preciso lutar vencer a crise das alternativas socialistas, discutindo a necessidade do fim<span>&nbsp; <\/span>do capitalismo e da constru&ccedil;&atilde;o do socialismo entre os trabalhadores. Todas as lutas m&iacute;nimas, que visam preservar sal&aacute;rios, condi&ccedil;&otilde;es de trabalho e direitos se colocam cada vez mais em choque direto com a l&oacute;gica do sistema e &eacute; preciso deixar isso claro.<\/span><\/p>\n<p class=\"ecxMsoNormal\" style=\"text-align: justify;\">\n\t\t<span style=\"font-family: Times New Roman; font-size: 12pt;\"><span>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; <\/span>Na recente greve dos professores da rede estadual de S&atilde;o Paulo, a burocracia evidentemente boicotou a luta, mas mesmo os setores combativos, como Conlutas e Intersindical, n&atilde;o se engajaram de fato, para al&eacute;m das declara&ccedil;&otilde;es formais de apoio. Isso representa um erro grave, pois a luta de cada setor da classe &eacute; uma luta do conjunto da classe contra o sistema. A greve dos professores era uma greve em defesa de uma educa&ccedil;&atilde;o de qualidade para os filhos dos trabalhadores, algo que vai contra os interesses da burguesia.<\/span><\/p>\n<p class=\"ecxMsoNormal\" style=\"text-align: justify;\">\n\t\t<span style=\"font-family: Times New Roman; font-size: 12pt;\"><span>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; <\/span>Confrontado com sua crise estrutural e com a queda da taxa de lucros, o capital por sua vez exigir&aacute; cada vez mais o aumento da explora&ccedil;&atilde;o. N&atilde;o h&aacute; mais espa&ccedil;o para a administra&ccedil;&atilde;o do sistema sem conflitos mais agudos entre a burguesia e o proletariado. &Eacute; por isso que temos visto, em pleno &ldquo;governo democr&aacute;tico e popular&rdquo; de Lula (e tamb&eacute;m nos governos locais dos demais setores burgueses, claro), um aumento da repress&atilde;o, da criminaliza&ccedil;&atilde;o e da persegui&ccedil;&atilde;o aos trabalhadores. Temos visto a morte, a pris&atilde;o, a demiss&atilde;o de ativistas, a interfer&ecirc;ncia do judici&aacute;rio e da pol&iacute;cia nas ocupa&ccedil;&otilde;es e greves, a proibi&ccedil;&atilde;o &agrave;s formas de luta e manifesta&ccedil;&otilde;es dos trabalhadores e setores oprimidos, as difama&ccedil;&otilde;es e cal&uacute;nias veiculadas pela imprensa, etc. A batalha para entregar o militante italiano Cesare Batisti, preso no Brasil, ao governo neo-fascista de seu pa&iacute;s, mostra a disposi&ccedil;&atilde;o da burguesia para atacar os lutadores, o que exige uma resposta da nossa classe.<\/span><\/p>\n<p class=\"ecxMsoNormal rtecenter\" style=\"text-align: justify;\">\n\t\t<strong><span style=\"font-family: Times New Roman; font-size: 12pt;\"><span>Para al&eacute;m de uma nova central: por uma nova concep&ccedil;&atilde;o de movimento &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; <\/span><\/span><\/strong><\/p>\n<p class=\"ecxMsoNormal\" style=\"text-align: justify;\">\n\t\t<span style=\"font-family: Times New Roman; font-size: 12pt;\">Diante dessas circunst&acirc;ncias, torna-se ainda mais urgente a constru&ccedil;&atilde;o de uma refer&ecirc;ncia unit&aacute;ria dos setores combativos, que re&uacute;na as entidades e movimentos que se mantiveram no campo da luta. A defesa das nossas condi&ccedil;&otilde;es de vida (ou mesmo da nossa pr&oacute;pria vida) exigir&aacute; cada vez mais a unidade. Por isso &eacute; um problema a exist&ecirc;ncia de v&aacute;rios &ldquo;1&ordm;s de Maio&rdquo; pulverizados espalhados pela cidade, cada um se apresentando como mais revolucion&aacute;rio e combativo, mas recusando a unidade no interior da esquerda e facilitando o trabalho dos inimigos de classe, a burocracia sindical e a burguesia. Participar das festas da CUT ou For&ccedil;a &eacute; inaceit&aacute;vel, por isso fazemos um 1&ordm; de Maio separado, mas tamb&eacute;m &eacute; um erro criar divis&otilde;es entre os setores que s&atilde;o de luta por quest&otilde;es secund&aacute;rias. As diferen&ccedil;as de pensamento e de projeto podem ser positivas e devem ser discutidas democraticamente para ajudar a enriquecer o movimento, mas n&atilde;o colocadas em primeiro plano de modo a impedir a necess&aacute;ria unidade na a&ccedil;&atilde;o.<\/span><\/p>\n<p class=\"ecxMsoNormal\" style=\"text-align: justify;\">\n\t\t<span style=\"font-family: Times New Roman; font-size: 12pt;\"><span>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; <\/span>O CONCLAT convocado para 5 e 6 de junho em Santos pode ser a oportunidade para a constru&ccedil;&atilde;o de uma nova refer&ecirc;ncia organizativa unit&aacute;ria da classe. A disputa entre as correntes pelo controle da nova entidade n&atilde;o pode ser obst&aacute;culo para a constru&ccedil;&atilde;o da unidade. Participaremos da constru&ccedil;&atilde;o do CONCLAT com o objetivo de discutir com os ativistas a necessidade de uma nova concep&ccedil;&atilde;o de movimento, que resgate princ&iacute;pios como:<\/span><\/p>\n<p class=\"ecxMsoNormal\" style=\"text-align: justify;\">\n\t\t<span style=\"font-family: Times New Roman; font-size: 12pt;\"><span>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; <\/span>&#8211; independ&ecirc;ncia de classe, contra a interfer&ecirc;ncia do Estado e dos patr&otilde;es em nossas organiza&ccedil;&otilde;es;<\/span><\/p>\n<p class=\"ecxMsoNormal\" style=\"text-align: justify;\">\n\t\t<span style=\"font-family: Times New Roman; font-size: 12pt;\"><span>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; <\/span>&#8211; unidade da classe e combatividade, contra o corporativismo e o economicismo;<\/span><\/p>\n<p class=\"ecxMsoNormal\" style=\"text-align: justify;\">\n\t\t<span style=\"font-family: Times New Roman; font-size: 12pt;\"><span>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; <\/span>&#8211; luta sindical como luta anti-capitalista, que enfrente o sistema e eduque os trabalhadores para a sua supera&ccedil;&atilde;o;<\/span><\/p>\n<p class=\"ecxMsoNormal\" style=\"text-align: justify;\">\n\t\t<span style=\"font-family: Times New Roman; font-size: 12pt;\"><span>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; <\/span>&#8211; a democracia oper&aacute;ria;<\/span><\/p>\n<p class=\"ecxMsoNormal\" style=\"text-align: justify;\">\n\t\t<span style=\"font-family: Times New Roman; font-size: 12pt;\"><span>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; <\/span>&#8211; formas anti-burocr&aacute;ticas de organiza&ccedil;&atilde;o;<\/span><\/p>\n<p class=\"ecxMsoNormal\" style=\"text-align: justify;\">\n\t\t<span style=\"font-family: Times New Roman; font-size: 12pt;\"><span>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; <\/span>&#8211; transpar&ecirc;ncia na administra&ccedil;&atilde;o dos recursos das entidades;<\/span><\/p>\n<p class=\"ecxMsoNormal\" style=\"text-align: justify;\">\n\t\t<span style=\"font-family: Times New Roman; font-size: 12pt;\"><span>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; <\/span>&#8211; forma&ccedil;&atilde;o te&oacute;rica e pol&iacute;tica dos ativistas e trabalhadores;<\/span><\/p>\n<p class=\"ecxMsoNormal\" style=\"text-align: justify;\">\n\t\t<span style=\"font-family: Times New Roman; font-size: 12pt;\"><span>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; <\/span><\/span><\/p>\n<p class=\"ecxMsoNormal\" style=\"text-align: justify;\">\n\t\t<span style=\"font-family: Times New Roman; font-size: 12pt;\"><span>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; <\/span>Para al&eacute;m da simples funda&ccedil;&atilde;o de uma nova entidade, &eacute; preciso batalhar pela constru&ccedil;&atilde;o de uma nova concep&ccedil;&atilde;o de movimento. &Eacute; preciso construir um movimento pol&iacute;tico da classe, que apresente uma alternativa socialista contra o capitalismo e suas crises. Esse movimento precisa ir al&eacute;m da esfera sindical e da luta econ&ocirc;mica, colocando-se no plano mais geral como uma alternativa pol&iacute;tica e ideol&oacute;gica contra a sociedade existente, questionando capitalismo e todas as suas formas de aliena&ccedil;&atilde;o. Parte das tarefas desse movimento pol&iacute;tico &eacute; apresentar-se no debate eleitoral como uma alternativa pr&oacute;pria dos trabalhadores contra a falsa disputa entre os partidos burgueses.<\/span><\/p>\n<p class=\"ecxMsoNormal rtecenter\" style=\"text-align: justify;\">\n\t\t<strong><span style=\"font-family: Times New Roman; font-size: 12pt;\">Por um movimento pol&iacute;tico dos trabalhadores<\/span><\/strong><\/p>\n<p class=\"ecxMsoNormal\" style=\"text-align: justify;\">\n\t\t<span style=\"font-family: Times New Roman; font-size: 12pt;\"><span>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; <\/span>&Eacute; preciso combater a forma burguesa de fazer pol&iacute;tica como disputa por votos entre &ldquo;salvadores da p&aacute;tria&rdquo; e seus partidos de aluguel financiados com o dinheiro da burguesia. Para isso &eacute; preciso apresentar a pol&iacute;tica como espa&ccedil;o de delibera&ccedil;&atilde;o das quest&otilde;es vitais da sociedade com voz ativa para todos os setores da classe trabalhadora, para que possam discutir um programa que represente suas necessidades e participar da administra&ccedil;&atilde;o da sociedade por meio da democracia direta. Esse m&eacute;todo &eacute; a base para a constru&ccedil;&atilde;o de um movimento pol&iacute;tico da classe que eduque os trabalhadores para a supera&ccedil;&atilde;o do capitalismo. Um movimento que inclua a unidade nos planos sindical e eleitoral, mas que v&aacute; al&eacute;m disso, colocando-se como alternativa pol&iacute;tica e ideol&oacute;gica, construindo-<wbr>se de forma democr&aacute;tica a partir da base.<\/wbr><\/span><\/p>\n<p>\t<wbr><wbr><wbr><wbr><wbr><wbr><wbr><wbr><wbr><wbr><\/p>\n<p class=\"ecxMsoNormal\" style=\"text-align: justify;\">\n\t\t<span style=\"font-family: Times New Roman; font-size: 12pt;\"><span>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; <\/span>Infelizmente, a postura dos partidos da classe trabalhadora no debate eleitoral tem se colocado na contram&atilde;o desse movimento. Os partidos definiram internamente, em suas c&uacute;pulas, o programa e as candidaturas a serem levados para os trabalhadores e agora querem vir pedir o voto. O que &eacute; mais grave &eacute; que esses partidos, PSOL, PSTU e PCB, n&atilde;o foram capazes sequer de construir uma frente eleitoral unit&aacute;ria, como fizeram em 2006 e 2008 com todos os problemas (do PCO nem se fala, pois jamais atuou em unidade, nem eleitoral nem no movimento, tendo como prioridade atacar o restante da esquerda, a ponto de funcionar como bra&ccedil;o auxiliar da burocracia para dividir o movimento).<\/span><\/p>\n<p class=\"ecxMsoNormal\" style=\"text-align: justify;\">\n\t\t<span style=\"font-family: Times New Roman; font-size: 12pt;\"><span>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; <\/span>Uma vez que n&atilde;o houve acordo em suas c&uacute;pulas, sacrifica-se a unidade e deixa-se o campo livre para a burguesia monopolizar o debate por meio das candidaturas burguesas de Serra, Dilma e Marina. O PSOL vive uma crise interna por conta da decis&atilde;o de parte de sua c&uacute;pula de apoiar Marina. Setores do partido admitem at&eacute; mesmo receber dinheiro da burguesia na campanha, comprometendo um princ&iacute;pio fundamental que &eacute; a independ&ecirc;ncia de classe. PSTU e PCB usam o momento para tirar proveito da crise do PSOL, ao inv&eacute;s de constru&iacute;rem a unidade tamb&eacute;m entre si.<\/span><\/p>\n<p class=\"ecxMsoNormal\" style=\"text-align: justify;\">\n\t\t<span style=\"font-family: Times New Roman; font-size: 12pt;\"><span>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; <\/span>Unidos, os partidos dos trabalhadores teriam grande dificuldade de furar o cerco do falso debate entre Dilma e Serra e apresentar um discurso de defesa do socialismo; separados, essa dificuldade ser&aacute; ainda maior. Por isso fazemos mais uma vez um chamado a esses partidos para romperem com essa pol&iacute;tica cupulista e abrirem o debate com os trabalhadores para a constru&ccedil;&atilde;o de um verdadeiro movimento pol&iacute;tico da classe.<\/span><\/p>\n<p>\t<\/wbr><\/wbr><\/wbr><\/wbr><\/wbr><\/wbr><\/wbr><\/wbr><\/wbr><\/wbr><\/wbr><\/wbr><\/wbr><\/wbr><\/wbr><\/wbr><\/wbr><\/wbr><\/wbr><\/wbr><\/wbr><\/wbr><\/wbr><\/wbr><\/wbr><\/wbr><\/wbr><\/wbr><\/wbr><\/wbr><\/wbr><\/wbr><\/wbr><\/wbr><\/wbr><\/wbr><\/wbr><\/wbr><\/wbr><\/wbr><\/wbr><\/wbr><\/wbr><\/wbr><\/wbr><\/wbr><\/wbr><\/wbr><\/wbr><\/wbr><\/wbr><\/wbr><\/wbr><\/wbr><\/wbr><\/wbr><\/wbr><\/wbr><\/wbr><\/wbr><\/wbr><\/wbr><\/wbr><\/wbr><\/wbr><\/wbr><\/wbr><\/wbr><\/wbr><\/wbr><\/wbr><\/wbr><\/wbr><\/wbr><\/wbr><\/wbr><\/wbr><\/wbr><\/wbr><\/wbr><\/wbr><\/wbr><\/wbr><\/wbr><\/wbr><\/wbr><\/wbr><\/wbr><\/wbr><\/wbr><\/wbr><\/wbr><\/wbr><\/wbr><\/wbr><\/wbr><\/wbr><\/wbr><\/wbr><\/wbr><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<h3 class=\"rtecenter\">\n\t1&deg; de Maio: &Eacute; hora da unidade da esquerda para enfrentar Lula e os patr&otilde;es<\/h3>\n<p>\n\t<span style=\"font-family: Times New Roman; font-size: 12pt;\">&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Na sua origem o 1&ordm; de Maio era marcado por manifesta&ccedil;&otilde;es de luta e por palavras de ordem que traziam reivindica&ccedil;&otilde;es por uma sociedade livre da explora&ccedil;&atilde;o. Mais de um s&eacute;culo depois e no Brasil o 1&ordm; de Maio se transformou no feriado do &ldquo;dia do trabalho&rdquo;, como se n&atilde;o houvesse apenas uma classe trabalhadora. E o que &eacute; pior, as entidades &ldquo;oficiais&rdquo; dos trabalhadores, como CUT, For&ccedil;a Sindical, CTB, etc., retiraram do 1&ordm; de Maio qualquer conte&uacute;do de luta contra o capitalismo, transformando-<wbr>o num dia de culto &agrave; sociedade do consumo e do espet&aacute;culo. As principais centrais sindicais do pa&iacute;s, com o patroc&iacute;nio direto das grandes empresas, sorteiam bens de consumo e promovem shows de artistas vendidos &agrave; ind&uacute;stria cultural. Passa-se assim a mensagem de que n&atilde;o h&aacute; outro modo de vida al&eacute;m do capitalismo e de que tudo que os trabalhadores podem fazer &eacute; aspirar por migalhas que sobram do banquete dos exploradores.<\/wbr><\/span><wbr><wbr><wbr><wbr><wbr><wbr><wbr><wbr><wbr><wbr><wbr><wbr><wbr><wbr><wbr><wbr><wbr><wbr><wbr><wbr><wbr><wbr><wbr><wbr><wbr><wbr><wbr><wbr><wbr><wbr><wbr><wbr><wbr><wbr><wbr><wbr><wbr><wbr><wbr><wbr><wbr><wbr><wbr><wbr><wbr><wbr><wbr><wbr><\/wbr><\/wbr><\/wbr><\/wbr><\/wbr><\/wbr><\/wbr><\/wbr><\/wbr><\/wbr><\/wbr><\/wbr><\/wbr><\/wbr><\/wbr><\/wbr><\/wbr><\/wbr><\/wbr><\/wbr><\/wbr><\/wbr><\/wbr><\/wbr><\/wbr><\/wbr><\/wbr><\/wbr><\/wbr><\/wbr><\/wbr><\/wbr><\/wbr><\/wbr><\/wbr><\/wbr><\/wbr><\/wbr><\/wbr><\/wbr><\/wbr><\/wbr><\/wbr><\/wbr><\/wbr><\/wbr><\/wbr><\/wbr><\/p>\n<p>\n\t<wbr><wbr><wbr><wbr><wbr><wbr><wbr><wbr><wbr><wbr><wbr><wbr><wbr><wbr><wbr><wbr><wbr><wbr><wbr><wbr><wbr><wbr><wbr><wbr><wbr><wbr><wbr><wbr><wbr><wbr><wbr><wbr><wbr><wbr><wbr><wbr><wbr><wbr><wbr><wbr><wbr><wbr><wbr><wbr><wbr><wbr><wbr><wbr><\/p>\n<p class=\"ecxMsoNormal\" style=\"text-align: justify;\">\n\t\t<wbr><wbr><wbr><wbr><wbr><wbr><span style=\"font-family: Times New Roman; font-size: 12pt;\">&nbsp;&nbsp; Estamos num momento hist&oacute;rico bastante grave, em que os ide&oacute;logos da burguesia querem fazer crer que a profunda crise econ&ocirc;mica internacional foi superada, sendo que foram impostos pesados sacrif&iacute;cios aos trabalhadores e usadas falsas solu&ccedil;&otilde;es que far&atilde;o com que essa mesma crise retorne agravada no futuro. Nesse meio tempo, o governo Lula e os burocratas do PT querem colher os louros da falsa supera&ccedil;&atilde;o da crise e se apresentar como &uacute;nica alternativa para os trabalhadores contra o retorno da direita do PSDB.<\/span><\/wbr><\/wbr><\/wbr><\/wbr><\/wbr><\/wbr><\/p>\n<p>\t<wbr><wbr><wbr><wbr><wbr><wbr><wbr><wbr><wbr><wbr><wbr><wbr><wbr><wbr><wbr><wbr><wbr><wbr><wbr><wbr><wbr><wbr><wbr><wbr><\/p>\n<p class=\"ecxMsoNormal rtecenter\" style=\"text-align: justify;\">\n\t\t<strong><span style=\"font-family: Times New Roman; font-size: 12pt;\">Unir a esquerda<\/span><\/strong><\/p>\n<p>\t<wbr><wbr><wbr><wbr><wbr><wbr><wbr><wbr><wbr><wbr><wbr><wbr><wbr><wbr><wbr><wbr><wbr><wbr><\/p>\n<p class=\"ecxMsoNormal\" style=\"text-align: justify;\">\n\t\t<span style=\"font-family: Times New Roman; font-size: 12pt;\"><span>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; <\/span>Entretanto, durante todo o governo Lula, o PT e seus aliados agiram como auxiliares da burguesia no ataque aos trabalhadores, garantindo altos lucros para os bancos, o agroneg&oacute;cio, as empreiteiras, etc, ao custo de demiss&otilde;es, redu&ccedil;&atilde;o de sal&aacute;rio e corte de direitos, al&eacute;m da continuidade das privatiza&ccedil;&otilde;es, da corrup&ccedil;&atilde;o, da destrui&ccedil;&atilde;o ambiental, etc. Os bra&ccedil;os do PT no movimento, como CUT, For&ccedil;a, CTB e outras centrais pelegas, n&atilde;o s&atilde;o alternativas para os trabalhadores, pois abandonaram o campo da luta e se tornaram s&oacute;cios menores da burguesia, vivendo &agrave; custa do Estado e de acordos com a patronal.<\/span><\/p>\n<p class=\"ecxMsoNormal\" style=\"text-align: justify;\">\n\t\t<span><span style=\"font-family: Times New Roman; font-size: 12pt;\">&nbsp;<\/span><\/span><span style=\"font-family: Times New Roman; font-size: 12pt;\"><span>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; <\/span>Em contraposi&ccedil;&atilde;o a essa postura da CUT, For&ccedil;a, CTB e outras centrais pelegas, reafirmamos aqui a import&acirc;ncia da constru&ccedil;&atilde;o de um p&oacute;lo combativo no movimento dos trabalhadores, que se coloque em luta contra as mazelas do capitalismo, e que tenha como horizonte a supera&ccedil;&atilde;o desse sistema. &Eacute; preciso lutar vencer a crise das alternativas socialistas, discutindo a necessidade do fim<span>&nbsp; <\/span>do capitalismo e da constru&ccedil;&atilde;o do socialismo entre os trabalhadores. Todas as lutas m&iacute;nimas, que visam preservar sal&aacute;rios, condi&ccedil;&otilde;es de trabalho e direitos se colocam cada vez mais em choque direto com a l&oacute;gica do sistema e &eacute; preciso deixar isso claro.<\/span><\/p>\n<p class=\"ecxMsoNormal\" style=\"text-align: justify;\">\n\t\t<span style=\"font-family: Times New Roman; font-size: 12pt;\"><span>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; <\/span>Na recente greve dos professores da rede estadual de S&atilde;o Paulo, a burocracia evidentemente boicotou a luta, mas mesmo os setores combativos, como Conlutas e Intersindical, n&atilde;o se engajaram de fato, para al&eacute;m das declara&ccedil;&otilde;es formais de apoio. Isso representa um erro grave, pois a luta de cada setor da classe &eacute; uma luta do conjunto da classe contra o sistema. A greve dos professores era uma greve em defesa de uma educa&ccedil;&atilde;o de qualidade para os filhos dos trabalhadores, algo que vai contra os interesses da burguesia.<\/span><\/p>\n<p class=\"ecxMsoNormal\" style=\"text-align: justify;\">\n\t\t<span style=\"font-family: Times New Roman; font-size: 12pt;\"><span>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; <\/span>Confrontado com sua crise estrutural e com a queda da taxa de lucros, o capital por sua vez exigir&aacute; cada vez mais o aumento da explora&ccedil;&atilde;o. N&atilde;o h&aacute; mais espa&ccedil;o para a administra&ccedil;&atilde;o do sistema sem conflitos mais agudos entre a burguesia e o proletariado. &Eacute; por isso que temos visto, em pleno &ldquo;governo democr&aacute;tico e popular&rdquo; de Lula (e tamb&eacute;m nos governos locais dos demais setores burgueses, claro), um aumento da repress&atilde;o, da criminaliza&ccedil;&atilde;o e da persegui&ccedil;&atilde;o aos trabalhadores. Temos visto a morte, a pris&atilde;o, a demiss&atilde;o de ativistas, a interfer&ecirc;ncia do judici&aacute;rio e da pol&iacute;cia nas ocupa&ccedil;&otilde;es e greves, a proibi&ccedil;&atilde;o &agrave;s formas de luta e manifesta&ccedil;&otilde;es dos trabalhadores e setores oprimidos, as difama&ccedil;&otilde;es e cal&uacute;nias veiculadas pela imprensa, etc. A batalha para entregar o militante italiano Cesare Batisti, preso no Brasil, ao governo neo-fascista de seu pa&iacute;s, mostra a disposi&ccedil;&atilde;o da burguesia para atacar os lutadores, o que exige uma resposta da nossa classe.<\/span><\/p>\n<p class=\"ecxMsoNormal rtecenter\" style=\"text-align: justify;\">\n\t\t<strong><span style=\"font-family: Times New Roman; font-size: 12pt;\"><span>Para al&eacute;m de uma nova central: por uma nova concep&ccedil;&atilde;o de movimento &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; <\/span><\/span><\/strong><\/p>\n<p class=\"ecxMsoNormal\" style=\"text-align: justify;\">\n\t\t<span style=\"font-family: Times New Roman; font-size: 12pt;\">Diante dessas circunst&acirc;ncias, torna-se ainda mais urgente a constru&ccedil;&atilde;o de uma refer&ecirc;ncia unit&aacute;ria dos setores combativos, que re&uacute;na as entidades e movimentos que se mantiveram no campo da luta. A defesa das nossas condi&ccedil;&otilde;es de vida (ou mesmo da nossa pr&oacute;pria vida) exigir&aacute; cada vez mais a unidade. Por isso &eacute; um problema a exist&ecirc;ncia de v&aacute;rios &ldquo;1&ordm;s de Maio&rdquo; pulverizados espalhados pela cidade, cada um se apresentando como mais revolucion&aacute;rio e combativo, mas recusando a unidade no interior da esquerda e facilitando o trabalho dos inimigos de classe, a burocracia sindical e a burguesia. Participar das festas da CUT ou For&ccedil;a &eacute; inaceit&aacute;vel, por isso fazemos um 1&ordm; de Maio separado, mas tamb&eacute;m &eacute; um erro criar divis&otilde;es entre os setores que s&atilde;o de luta por quest&otilde;es secund&aacute;rias. As diferen&ccedil;as de pensamento e de projeto podem ser positivas e devem ser discutidas democraticamente para ajudar a enriquecer o movimento, mas n&atilde;o colocadas em primeiro plano de modo a impedir a necess&aacute;ria unidade na a&ccedil;&atilde;o.<\/span><\/p>\n<p class=\"ecxMsoNormal\" style=\"text-align: justify;\">\n\t\t<span style=\"font-family: Times New Roman; font-size: 12pt;\"><span>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; <\/span>O CONCLAT convocado para 5 e 6 de junho em Santos pode ser a oportunidade para a constru&ccedil;&atilde;o de uma nova refer&ecirc;ncia organizativa unit&aacute;ria da classe. A disputa entre as correntes pelo controle da nova entidade n&atilde;o pode ser obst&aacute;culo para a constru&ccedil;&atilde;o da unidade. Participaremos da constru&ccedil;&atilde;o do CONCLAT com o objetivo de discutir com os ativistas a necessidade de uma nova concep&ccedil;&atilde;o de movimento, que resgate princ&iacute;pios como:<\/span><\/p>\n<p class=\"ecxMsoNormal\" style=\"text-align: justify;\">\n\t\t<span style=\"font-family: Times New Roman; font-size: 12pt;\"><span>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; <\/span>&#8211; independ&ecirc;ncia de classe, contra a interfer&ecirc;ncia do Estado e dos patr&otilde;es em nossas organiza&ccedil;&otilde;es;<\/span><\/p>\n<p class=\"ecxMsoNormal\" style=\"text-align: justify;\">\n\t\t<span style=\"font-family: Times New Roman; font-size: 12pt;\"><span>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; <\/span>&#8211; unidade da classe e combatividade, contra o corporativismo e o economicismo;<\/span><\/p>\n<p class=\"ecxMsoNormal\" style=\"text-align: justify;\">\n\t\t<span style=\"font-family: Times New Roman; font-size: 12pt;\"><span>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; <\/span>&#8211; luta sindical como luta anti-capitalista, que enfrente o sistema e eduque os trabalhadores para a sua supera&ccedil;&atilde;o;<\/span><\/p>\n<p class=\"ecxMsoNormal\" style=\"text-align: justify;\">\n\t\t<span style=\"font-family: Times New Roman; font-size: 12pt;\"><span>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; <\/span>&#8211; a democracia oper&aacute;ria;<\/span><\/p>\n<p class=\"ecxMsoNormal\" style=\"text-align: justify;\">\n\t\t<span style=\"font-family: Times New Roman; font-size: 12pt;\"><span>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; <\/span>&#8211; formas anti-burocr&aacute;ticas de organiza&ccedil;&atilde;o;<\/span><\/p>\n<p class=\"ecxMsoNormal\" style=\"text-align: justify;\">\n\t\t<span style=\"font-family: Times New Roman; font-size: 12pt;\"><span>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; <\/span>&#8211; transpar&ecirc;ncia na administra&ccedil;&atilde;o dos recursos das entidades;<\/span><\/p>\n<p class=\"ecxMsoNormal\" style=\"text-align: justify;\">\n\t\t<span style=\"font-family: Times New Roman; font-size: 12pt;\"><span>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; <\/span>&#8211; forma&ccedil;&atilde;o te&oacute;rica e pol&iacute;tica dos ativistas e trabalhadores;<\/span><\/p>\n<p class=\"ecxMsoNormal\" style=\"text-align: justify;\">\n\t\t<span style=\"font-family: Times New Roman; font-size: 12pt;\"><span>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; <\/span><\/span><\/p>\n<p class=\"ecxMsoNormal\" style=\"text-align: justify;\">\n\t\t<span style=\"font-family: Times New Roman; font-size: 12pt;\"><span>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; <\/span>Para al&eacute;m da simples funda&ccedil;&atilde;o de uma nova entidade, &eacute; preciso batalhar pela constru&ccedil;&atilde;o de uma nova concep&ccedil;&atilde;o de movimento. &Eacute; preciso construir um movimento pol&iacute;tico da classe, que apresente uma alternativa socialista contra o capitalismo e suas crises. Esse movimento precisa ir al&eacute;m da esfera sindical e da luta econ&ocirc;mica, colocando-se no plano mais geral como uma alternativa pol&iacute;tica e ideol&oacute;gica contra a sociedade existente, questionando capitalismo e todas as suas formas de aliena&ccedil;&atilde;o. Parte das tarefas desse movimento pol&iacute;tico &eacute; apresentar-se no debate eleitoral como uma alternativa pr&oacute;pria dos trabalhadores contra a falsa disputa entre os partidos burgueses.<\/span><\/p>\n<p class=\"ecxMsoNormal rtecenter\" style=\"text-align: justify;\">\n\t\t<strong><span style=\"font-family: Times New Roman; font-size: 12pt;\">Por um movimento pol&iacute;tico dos trabalhadores<\/span><\/strong><\/p>\n<p class=\"ecxMsoNormal\" style=\"text-align: justify;\">\n\t\t<span style=\"font-family: Times New Roman; font-size: 12pt;\"><span>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; <\/span>&Eacute; preciso combater a forma burguesa de fazer pol&iacute;tica como disputa por votos entre &ldquo;salvadores da p&aacute;tria&rdquo; e seus partidos de aluguel financiados com o dinheiro da burguesia. Para isso &eacute; preciso apresentar a pol&iacute;tica como espa&ccedil;o de delibera&ccedil;&atilde;o das quest&otilde;es vitais da sociedade com voz ativa para todos os setores da classe trabalhadora, para que possam discutir um programa que represente suas necessidades e participar da administra&ccedil;&atilde;o da sociedade por meio da democracia direta. Esse m&eacute;todo &eacute; a base para a constru&ccedil;&atilde;o de um movimento pol&iacute;tico da classe que eduque os trabalhadores para a supera&ccedil;&atilde;o do capitalismo. Um movimento que inclua a unidade nos planos sindical e eleitoral, mas que v&aacute; al&eacute;m disso, colocando-se como alternativa pol&iacute;tica e ideol&oacute;gica, construindo-<wbr>se de forma democr&aacute;tica a partir da base.<\/wbr><\/span><\/p>\n<p>\t<wbr><wbr><wbr><wbr><wbr><wbr><wbr><wbr><wbr><wbr><\/p>\n<p class=\"ecxMsoNormal\" style=\"text-align: justify;\">\n\t\t<span style=\"font-family: Times New Roman; font-size: 12pt;\"><span>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; <\/span>Infelizmente, a postura dos partidos da classe trabalhadora no debate eleitoral tem se colocado na contram&atilde;o desse movimento. Os partidos definiram internamente, em suas c&uacute;pulas, o programa e as candidaturas a serem levados para os trabalhadores e agora querem vir pedir o voto. O que &eacute; mais grave &eacute; que esses partidos, PSOL, PSTU e PCB, n&atilde;o foram capazes sequer de construir uma frente eleitoral unit&aacute;ria, como fizeram em 2006 e 2008 com todos os problemas (do PCO nem se fala, pois jamais atuou em unidade, nem eleitoral nem no movimento, tendo como prioridade atacar o restante da esquerda, a ponto de funcionar como bra&ccedil;o auxiliar da burocracia para dividir o movimento).<\/span><\/p>\n<p class=\"ecxMsoNormal\" style=\"text-align: justify;\">\n\t\t<span style=\"font-family: Times New Roman; font-size: 12pt;\"><span>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; <\/span>Uma vez que n&atilde;o houve acordo em suas c&uacute;pulas, sacrifica-se a unidade e deixa-se o campo livre para a burguesia monopolizar o debate por meio das candidaturas burguesas de Serra, Dilma e Marina. O PSOL vive uma crise interna por conta da decis&atilde;o de parte de sua c&uacute;pula de apoiar Marina. Setores do partido admitem at&eacute; mesmo receber dinheiro da burguesia na campanha, comprometendo um princ&iacute;pio fundamental que &eacute; a independ&ecirc;ncia de classe. PSTU e PCB usam o momento para tirar proveito da crise do PSOL, ao inv&eacute;s de constru&iacute;rem a unidade tamb&eacute;m entre si.<\/span><\/p>\n<p class=\"ecxMsoNormal\" style=\"text-align: justify;\">\n\t\t<span style=\"font-family: Times New Roman; font-size: 12pt;\"><span>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; <\/span>Unidos, os partidos dos trabalhadores teriam grande dificuldade de furar o cerco do falso debate entre Dilma e Serra e apresentar um discurso de defesa do socialismo; separados, essa dificuldade ser&aacute; ainda maior. Por isso fazemos mais uma vez um chamado a esses partidos para romperem com essa pol&iacute;tica cupulista e abrirem o debate com os trabalhadores para a constru&ccedil;&atilde;o de um verdadeiro movimento pol&iacute;tico da classe.<\/span><\/p>\n<p>\t<\/wbr><\/wbr><\/wbr><\/wbr><\/wbr><\/wbr><\/wbr><\/wbr><\/wbr><\/wbr><\/wbr><\/wbr><\/wbr><\/wbr><\/wbr><\/wbr><\/wbr><\/wbr><\/wbr><\/wbr><\/wbr><\/wbr><\/wbr><\/wbr><\/wbr><\/wbr><\/wbr><\/wbr><\/wbr><\/wbr><\/wbr><\/wbr><\/wbr><\/wbr><\/wbr><\/wbr><\/wbr><\/wbr><\/wbr><\/wbr><\/wbr><\/wbr><\/wbr><\/wbr><\/wbr><\/wbr><\/wbr><\/wbr><\/wbr><\/wbr><\/wbr><\/wbr><\/wbr><\/wbr><\/wbr><\/wbr><\/wbr><\/wbr><\/wbr><\/wbr><\/wbr><\/wbr><\/wbr><\/wbr><\/wbr><\/wbr><\/wbr><\/wbr><\/wbr><\/wbr><\/wbr><\/wbr><\/wbr><\/wbr><\/wbr><\/wbr><\/wbr><\/wbr><\/wbr><\/wbr><\/wbr><\/wbr><\/wbr><\/wbr><\/wbr><\/wbr><\/wbr><\/wbr><\/wbr><\/wbr><\/wbr><\/wbr><\/wbr><\/wbr><\/wbr><\/wbr><\/wbr><\/wbr><\/wbr><\/wbr><\/p>\n","protected":false},"author":3,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[3],"tags":[],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.espacosocialista.org\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/228"}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.espacosocialista.org\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.espacosocialista.org\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.espacosocialista.org\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/users\/3"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.espacosocialista.org\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=228"}],"version-history":[{"count":2,"href":"https:\/\/www.espacosocialista.org\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/228\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":732,"href":"https:\/\/www.espacosocialista.org\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/228\/revisions\/732"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.espacosocialista.org\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=228"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.espacosocialista.org\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=228"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.espacosocialista.org\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=228"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}