{"id":232,"date":"2010-05-12T23:48:36","date_gmt":"2010-05-13T02:48:36","guid":{"rendered":"http:\/\/espacosocialista.org\/?q=node\/232"},"modified":"2013-01-19T18:26:02","modified_gmt":"2013-01-19T20:26:02","slug":"bancarios-por-um-encontro-nacional-que-reorganize-o-polo-combativo-da-oposicao","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.espacosocialista.org\/portal\/2010\/05\/bancarios-por-um-encontro-nacional-que-reorganize-o-polo-combativo-da-oposicao\/","title":{"rendered":"Banc\u00e1rios &#8211; Por um encontro nacional que reorganize o polo combativo da oposi\u00e7\u00e3o"},"content":{"rendered":"<p>\n\tO Movimento Nacional de Oposi&ccedil;&atilde;o Banc&aacute;ria (MNOB) surgiu da hist&oacute;rica greve nacional de 30 dias em 2004, como um p&oacute;lo aglutinador da vanguarda do movimento grevista, sendo composto por lutadores, piqueteiros, l&iacute;deres que ajudaram na mobiliza&ccedil;&atilde;o at&eacute; o &uacute;ltimo dia de greve.<\/p>\n<p>\n\tInicialmente, o MNOB abrangia todos os setores que eram contra os banqueiros e contra o governo Lula. Como puni&ccedil;&atilde;o aos grevistas, foi &quot;institu&iacute;do&quot; desde ent&atilde;o o desconto dos dias parados nos bancos federais. Isso deixou claro de que lado estavam Lula e o PT.<\/p>\n<p>\n\tDe 2004 em diante, o MNOB sofreu um progressivo esvaziamento, como reflexo do pr&oacute;prio esvaziamento das greves e das lutas da categoria desde ent&atilde;o. Al&eacute;m disso, muitos companheiros independentes, integrantes de correntes pol&iacute;ticas minorit&aacute;rias ou de coletivos locais tamb&eacute;m se afastaram, devido &agrave; discord&acirc;ncia com a forma como a corrente pol&iacute;tica majorit&aacute;ria do MNOB (PSTU) conduzia o movimento. De modo geral, a linha pol&iacute;tica j&aacute; vinha &quot;pronta&quot;, tendo sido decidida pelo partido em seus f&oacute;runs internos e trazida ao movimento para ser executada pelos demais. Os panfletos, por exemplo, j&aacute; surgem escritos, cabendo aos demais apenas distribu&iacute;-los.<\/p>\n<p>\n\tOutro fator que contribuiu para o esvaziamento do movimento foi a falta de organicidade da Oposi&ccedil;&atilde;o. As reuni&otilde;es s&oacute; ocorriam quando o PSTU decidia que poderiam ocorrer (houve inclusive casos de reuni&otilde;es desmarcadas sem aviso aos demais integrantes que n&atilde;o eram do partido).<\/p>\n<p>\n\tAl&eacute;m de se enfrentar com os banqueiros, o governo e a Articula&ccedil;&atilde;o na dire&ccedil;&atilde;o oficial do movimento, a categoria teve que lidar tamb&eacute;m com os problemas internos de organiza&ccedil;&atilde;o da Oposi&ccedil;&atilde;o, que apesar de lutas her&oacute;icas, n&atilde;o conseguiu reverter os ataques que a categoria vem sofrendo em seus v&aacute;rios seguimentos.<\/p>\n<p>\n\tNuma crise econ&ocirc;mica como a atual, os patr&otilde;es e os governos est&atilde;o cada vez mais unidos para jogar nas costas dos trabalhadores o &ocirc;nus da bancarrota capitalista. O atual est&aacute;gio de esfacelamento da Oposi&ccedil;&atilde;o, numa conjuntura de crise como essa, recoloca na ordem do dia a unidade dos lutadores. Nesse sentido, &eacute; necess&aacute;rio organizar um Encontro Nacional da Oposi&ccedil;&atilde;o Banc&aacute;ria, aberto &agrave; participa&ccedil;&atilde;o de todos os banc&aacute;rios que tenham claro que os nossos inimigos s&atilde;o os governos, a Articula&ccedil;&atilde;o e os banqueiros.<\/p>\n<p>\n\tA unidade a ser constru&iacute;da precisa se pautar por uma nova metodologia, que corrija os problemas que causaram o esvaziamento do MNOB ao longo dos anos. &Eacute; preciso que haja democracia na defini&ccedil;&atilde;o da pol&iacute;tica, uma Coordena&ccedil;&atilde;o eleita com mandato e tarefas definidas, organicidade nas atividades, presta&ccedil;&atilde;o de contas regulares, etc. &Eacute; preciso que os f&oacute;runs do movimento sejam respeitados e que o MNOB n&atilde;o seja propriedade deste ou daquele partido.<\/p>\n<h2>\n\tProposta de encontro do PSTU: mais do mesmo<\/h2>\n<p>\n\tA discuss&atilde;o sobre o Encontro est&aacute; ocorrendo nos f&oacute;runs do MNOB, tendo sido indicado o in&iacute;cio do m&ecirc;s de julho como data prov&aacute;vel de sua realiza&ccedil;&atilde;o. No &uacute;ltimo period, o PSTU tem defendido um Encontro de dois dias. No primeiro dia seriam discutidas a&ccedil;&otilde;es conjuntas com as v&aacute;rias oposi&ccedil;&otilde;es. No segundo, haveria uma discuss&atilde;o apenas com os setores que atualmente se identificam como MNOB, para tratar de sua reorganiza&ccedil;&atilde;o interna. O problema &eacute; que o MNOB se reduziu praticamente a militantes do PSTU, de forma que uma reorganiza&ccedil;&atilde;o do MNOB nesses moldes continuaria aqu&eacute;m das necessidades da categoria. Os banc&aacute;rios precisam da unidade das oposi&ccedil;&otilde;es para ter condi&ccedil;&otilde;es de lutar contra o controle da Articula&ccedil;&atilde;o sobre as campanhas salariais. Por isso, &eacute; preciso reorganizar uma Oposi&ccedil;&atilde;o Nacional que agrupe todos os coletivos e militantes independentes que tenham atua&ccedil;&atilde;o combativa na categoria e que se coloquem como oposi&ccedil;&atilde;o aos banqueiros, ao governo e &agrave; Articula&ccedil;&atilde;o.<\/p>\n<p>\n\tN&oacute;s, do Espa&ccedil;o Socialista, defendemos um Encontro de car&aacute;ter aberto, democr&aacute;tico e que sirva para construir uma Nova Oposi&ccedil;&atilde;o, uma Frente Nacional de todas as for&ccedil;as de oposi&ccedil;&atilde;o, de car&aacute;ter mais plural e de base, como foi um dia o MNOB na sua funda&ccedil;&atilde;o em Caet&eacute;s-MG 2004.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>\n\tO Movimento Nacional de Oposi&ccedil;&atilde;o Banc&aacute;ria (MNOB) surgiu da hist&oacute;rica greve nacional de 30 dias em 2004, como um p&oacute;lo aglutinador da vanguarda do movimento grevista, sendo composto por lutadores, piqueteiros, l&iacute;deres que ajudaram na mobiliza&ccedil;&atilde;o at&eacute; o &uacute;ltimo dia de greve.<\/p>\n<p>\n\tInicialmente, o MNOB abrangia todos os setores que eram contra os banqueiros e contra o governo Lula. Como puni&ccedil;&atilde;o aos grevistas, foi &quot;institu&iacute;do&quot; desde ent&atilde;o o desconto dos dias parados nos bancos federais. Isso deixou claro de que lado estavam Lula e o PT.<\/p>\n<p>\n\tDe 2004 em diante, o MNOB sofreu um progressivo esvaziamento, como reflexo do pr&oacute;prio esvaziamento das greves e das lutas da categoria desde ent&atilde;o. Al&eacute;m disso, muitos companheiros independentes, integrantes de correntes pol&iacute;ticas minorit&aacute;rias ou de coletivos locais tamb&eacute;m se afastaram, devido &agrave; discord&acirc;ncia com a forma como a corrente pol&iacute;tica majorit&aacute;ria do MNOB (PSTU) conduzia o movimento. De modo geral, a linha pol&iacute;tica j&aacute; vinha &quot;pronta&quot;, tendo sido decidida pelo partido em seus f&oacute;runs internos e trazida ao movimento para ser executada pelos demais. Os panfletos, por exemplo, j&aacute; surgem escritos, cabendo aos demais apenas distribu&iacute;-los.<\/p>\n<p>\n\tOutro fator que contribuiu para o esvaziamento do movimento foi a falta de organicidade da Oposi&ccedil;&atilde;o. As reuni&otilde;es s&oacute; ocorriam quando o PSTU decidia que poderiam ocorrer (houve inclusive casos de reuni&otilde;es desmarcadas sem aviso aos demais integrantes que n&atilde;o eram do partido).<\/p>\n<p>\n\tAl&eacute;m de se enfrentar com os banqueiros, o governo e a Articula&ccedil;&atilde;o na dire&ccedil;&atilde;o oficial do movimento, a categoria teve que lidar tamb&eacute;m com os problemas internos de organiza&ccedil;&atilde;o da Oposi&ccedil;&atilde;o, que apesar de lutas her&oacute;icas, n&atilde;o conseguiu reverter os ataques que a categoria vem sofrendo em seus v&aacute;rios seguimentos.<\/p>\n<p>\n\tNuma crise econ&ocirc;mica como a atual, os patr&otilde;es e os governos est&atilde;o cada vez mais unidos para jogar nas costas dos trabalhadores o &ocirc;nus da bancarrota capitalista. O atual est&aacute;gio de esfacelamento da Oposi&ccedil;&atilde;o, numa conjuntura de crise como essa, recoloca na ordem do dia a unidade dos lutadores. Nesse sentido, &eacute; necess&aacute;rio organizar um Encontro Nacional da Oposi&ccedil;&atilde;o Banc&aacute;ria, aberto &agrave; participa&ccedil;&atilde;o de todos os banc&aacute;rios que tenham claro que os nossos inimigos s&atilde;o os governos, a Articula&ccedil;&atilde;o e os banqueiros.<\/p>\n<p>\n\tA unidade a ser constru&iacute;da precisa se pautar por uma nova metodologia, que corrija os problemas que causaram o esvaziamento do MNOB ao longo dos anos. &Eacute; preciso que haja democracia na defini&ccedil;&atilde;o da pol&iacute;tica, uma Coordena&ccedil;&atilde;o eleita com mandato e tarefas definidas, organicidade nas atividades, presta&ccedil;&atilde;o de contas regulares, etc. &Eacute; preciso que os f&oacute;runs do movimento sejam respeitados e que o MNOB n&atilde;o seja propriedade deste ou daquele partido.<\/p>\n<h2>\n\tProposta de encontro do PSTU: mais do mesmo<\/h2>\n<p>\n\tA discuss&atilde;o sobre o Encontro est&aacute; ocorrendo nos f&oacute;runs do MNOB, tendo sido indicado o in&iacute;cio do m&ecirc;s de julho como data prov&aacute;vel de sua realiza&ccedil;&atilde;o. No &uacute;ltimo period, o PSTU tem defendido um Encontro de dois dias. No primeiro dia seriam discutidas a&ccedil;&otilde;es conjuntas com as v&aacute;rias oposi&ccedil;&otilde;es. No segundo, haveria uma discuss&atilde;o apenas com os setores que atualmente se identificam como MNOB, para tratar de sua reorganiza&ccedil;&atilde;o interna. O problema &eacute; que o MNOB se reduziu praticamente a militantes do PSTU, de forma que uma reorganiza&ccedil;&atilde;o do MNOB nesses moldes continuaria aqu&eacute;m das necessidades da categoria. Os banc&aacute;rios precisam da unidade das oposi&ccedil;&otilde;es para ter condi&ccedil;&otilde;es de lutar contra o controle da Articula&ccedil;&atilde;o sobre as campanhas salariais. Por isso, &eacute; preciso reorganizar uma Oposi&ccedil;&atilde;o Nacional que agrupe todos os coletivos e militantes independentes que tenham atua&ccedil;&atilde;o combativa na categoria e que se coloquem como oposi&ccedil;&atilde;o aos banqueiros, ao governo e &agrave; Articula&ccedil;&atilde;o.<\/p>\n<p>\n\tN&oacute;s, do Espa&ccedil;o Socialista, defendemos um Encontro de car&aacute;ter aberto, democr&aacute;tico e que sirva para construir uma Nova Oposi&ccedil;&atilde;o, uma Frente Nacional de todas as for&ccedil;as de oposi&ccedil;&atilde;o, de car&aacute;ter mais plural e de base, como foi um dia o MNOB na sua funda&ccedil;&atilde;o em Caet&eacute;s-MG 2004.<\/p>\n","protected":false},"author":3,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[3],"tags":[],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.espacosocialista.org\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/232"}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.espacosocialista.org\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.espacosocialista.org\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.espacosocialista.org\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/users\/3"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.espacosocialista.org\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=232"}],"version-history":[{"count":2,"href":"https:\/\/www.espacosocialista.org\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/232\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":786,"href":"https:\/\/www.espacosocialista.org\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/232\/revisions\/786"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.espacosocialista.org\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=232"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.espacosocialista.org\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=232"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.espacosocialista.org\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=232"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}