{"id":233,"date":"2010-05-12T23:49:17","date_gmt":"2010-05-13T02:49:17","guid":{"rendered":"http:\/\/espacosocialista.org\/?q=node\/233"},"modified":"2018-05-05T17:29:57","modified_gmt":"2018-05-05T20:29:57","slug":"o-que-esta-por-tras-da-politica-educacional","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.espacosocialista.org\/portal\/2010\/05\/o-que-esta-por-tras-da-politica-educacional\/","title":{"rendered":"O que est\u00e1 por tr\u00e1s da pol\u00edtica educacional?"},"content":{"rendered":"<p class=\"rteright\">\n\tCl&aacute;udio Alves<\/p>\n<p>\n\t&Eacute; importante compreendermos, desvendarmos e denunciarmos o papel e a fun&ccedil;&atilde;o que a escola cumpre e dever&aacute; cumprir, do ponto de vista dos governos capitalistas em todas as suas esferas de administra&ccedil;&atilde;o (municipal\/estadual \/ federal) , a fim de lutarmos por um outro tipo de sociedade e, conseq&uuml;entemente, de escola. A Educa&ccedil;&atilde;o p&uacute;blica torna-se a cada dia um mecanismo de controle social e distancia-se cada vez mais da possibilidade de provedora da emancipa&ccedil;&atilde;o humana. Dessa forma, tem sido necess&aacute;rio alienar e reprimir o professor, impondo-lhe a l&oacute;gica da atividade produtiva para colocar em pr&aacute;tica o projeto estatal burgu&ecirc;s.<\/p>\n<h2>\n\tA educa&ccedil;&atilde;o como mecanismo de controle social e ideol&oacute;gico<\/h2>\n<p>\n\tA escola p&uacute;blica desde sempre tem sido o lugar de reprodu&ccedil;&atilde;o da cultura dominante. No entanto, procurava-se encobrir esse papel social e ideol&oacute;gico. Atualmente, mais do que nunca, se defende abertamente esse papel como se a cultura dominante fosse natural &quot;correta, universal e todas que se afastam de seus padr&otilde;es s&atilde;o inferiores, primitivas, desprez&iacute;veis e deficientes&quot;. Dessa forma faz-se necess&aacute;rio, do ponto de vista dos governos, abolir livros did&aacute;ticos que seguem uma linha mais cr&iacute;tica, satanizar autores marxistas e fornecer assinaturas de revistas (Nova Escola) que defendem abertamente a pol&iacute;tica dominante e sobretudo a &quot;adapta&ccedil;&atilde;o&quot; do professor.<\/p>\n<p>\n\tOs cursos de &quot;forma&ccedil;&atilde;o de professores&quot; e suas terminologias servem para refor&ccedil;ar a ideologia dominante e n&atilde;o levam a lugar algum na em rela&ccedil;&atilde;o &agrave; qualidade da educa&ccedil;&atilde;o estatal. Ali&aacute;s, conforme M. H. S. Patto (Fala Professora) os ternos usados dizem muito. Veja: &quot;recilar, reciclagem designam, na F&iacute;sica, um conjunto de transforma&ccedil;&otilde;es que levam um sistema a um estado final igual ao inicial; treinar, treinamento s&atilde;o frequentemente usadas como sin&ocirc;nimos de adestramentos de homens e animais em alguma habilidade mec&acirc;nica; aperfei&ccedil;oar, aperfei&ccedil;oamento trazem estampada a ideia de perfei&ccedil;&atilde;o e de emendar os pr&oacute;prios defeitos, tarefa humanamente imposs&iacute;vel, sobretudo nas condi&ccedil;&otilde;es de vida e de trabalho do professor numa realidade social como a nossa&quot;.<\/p>\n<p>\n\t&Eacute; tentando implementar esse tipo de &quot;forma&ccedil;&atilde;o&quot; que a burguesia paulista e o governo buscam conciliar dois de seus objetivos fundamentais: dominar as mentes e sangrar os cofres p&uacute;blicos.<\/p>\n<h2>\n\tA tentativa de fazer o professor se enquadrar e a sua condi&ccedil;&atilde;o oper&aacute;ria<\/h2>\n<p>\n\tA tentativa de enquadrar o professor para que reproduza uma ideologia que n&atilde;o &eacute; sua e para conter os problemas dentro das escolas se d&aacute; atrav&eacute;s em conjunto com a retirada de direitos, responsabiliza&ccedil;&atilde; o do professor pelo fracasso escolar, com o achatamento salarial e pela repress&atilde;o pol&iacute;tica (ofensiva do governo contra professores sindicalizados e controle de sua pr&aacute;tica cotidiana).<\/p>\n<p>\n\tAproximando a condi&ccedil;&atilde;o do professor ao do oper&aacute;rio do s&eacute;culo XIX podemos entender a an&aacute;lise de Marx (Manuscritos Econ&ocirc;micos e Filos&oacute;ficos) quanto ao processo de aliena&ccedil;&atilde;o: &quot;um sentimento de sofrimento em vez de bem estar, n&atilde;o desenvolve suas energias mentais e f&iacute;sicas, ficando fisicamente exausto e mentalmente deprimido&quot;. Dessa forma, assistimos a proletariza&ccedil;&atilde;o do professor com a falta de realiza&ccedil;&atilde;o em seu trabalho, com o excesso de trabalho, , com a desmotiva&ccedil;&atilde;o, com a perda da autonomia de c&aacute;tedra e consequentemente uma esp&eacute;cie de bloqueio sobre a atividade criativa do pensamento.<\/p>\n<p>\n\tEssa rela&ccedil;&atilde;o entre o regime cansativo de trabalho, falta de perspectiva, o achatamento salarial e a falta de autonomia identificada com a tragicidade descrita por Paulo Freire &quot;&eacute; marcada pela desesperan&ccedil;a que se instala no momento em se perde a hip&oacute;tese do amanh&atilde; em que o amanh&atilde; n&atilde;o &eacute; mais que repeti&ccedil;&atilde;o, ced&ecirc;ncia talvez diferente, mais sempre repeti&ccedil;&atilde;o, de um presente terr&iacute;vel, cuja raz&atilde;o de ser mais profunda n&atilde;o &eacute; apreendida&quot;.<\/p>\n<p>\n\tA tentativa de desmoralizar o professor da rede p&uacute;blica fundamenta-se nesses pilares para atingir os servi&ccedil;os p&uacute;blicos e todo o funcionalismo al&eacute;m de buscar isola-lo de toda atividade pol&iacute;tica.<\/p>\n<h2>\n\tO isolamento do professor<\/h2>\n<p>\n\tUm outro aspecto importante que retrata a situa&ccedil;&atilde;o do professor da rede p&uacute;blica &#8211; que o afasta da participa&ccedil;&atilde;o dos sindicatos, das lutas pol&iacute;ticas por melhores condi&ccedil;&otilde;es de trabalho e por quest&otilde;es salariais &#8211; &eacute; o seu isolamento nas escolas e em suas salas de aulas. Esse isolamento reduz sua rela&ccedil;&atilde;o com os professores da pr&oacute;pria escola e alunos de modo que as sa&iacute;das para os problemas passam a ser buscadas individualmente ou no &acirc;mbito da pr&oacute;pria escola. Ou seja, os problemas e as solu&ccedil;&otilde;es deixam de ser tratadas coletivamente.<\/p>\n<p>\n\tO professor observa essa din&acirc;mica, depara-se com publica&ccedil;&otilde;es que rendem fortunas &agrave; iniciativa privada e envergonham, mas ainda n&atilde;o consegue romper a barreira do isolamento. Um exemplo disso foi a falta de rea&ccedil;&atilde;o em rela&ccedil;&atilde;o aos Projetos de Lei 19 e 20 encaminhados pelo governador &agrave; Assembl&eacute;ia Legislativa que objetivam acabar com a estabilidade e estabelecem as condi&ccedil;&otilde;es de &quot;frente de trabalho&quot; na Educa&ccedil;&atilde;o. Outro exemplo pode ser a proposta de reforma do Ensino M&eacute;dio em que o governo federal contribui para aumentar o desemprego no setor e reduzir ainda mais a qualidade da aprendizagem.<\/p>\n<p>\n\tUm processo de reorganiza&ccedil;&atilde;o das lutas no setor da Educa&ccedil;&atilde;o precisa romper a barreira do munic&iacute;pio, estado e uni&atilde;o. Somente a unidade dos professores juntamente com a comunidade escolar poder&aacute; garantir um outro objetivo para a Educa&ccedil;&atilde;o no pa&iacute;s. Al&eacute;m disso, &eacute; fundamental redobrar os esfor&ccedil;os para envolver todos os trabalhadores na luta por uma Educa&ccedil;&atilde;o de qualidade para os nossos filhos superando as lutas sindicais e imediatistas.<\/p>\n<p>\n\t&Eacute; necess&aacute;rio que n&oacute;s trabalhadores tratemos a Educa&ccedil;&atilde;o em todos os n&iacute;veis, como um bem coletivo e um dos instrumentos de transforma&ccedil;&atilde;o social e espa&ccedil;o de produ&ccedil;&atilde;o de conhecimento e desenvolvimento humano.<\/p>\n<p>\n\tPara isso, a luta por uma Educa&ccedil;&atilde;o p&uacute;blica de qualidade sob o controle dos trabalhadores deve ser combinada com a luta pela transforma&ccedil;&atilde;o da sociedade.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p class=\"rteright\">\n\tCl&aacute;udio Alves<\/p>\n<p>\n\t&Eacute; importante compreendermos, desvendarmos e denunciarmos o papel e a fun&ccedil;&atilde;o que a escola cumpre e dever&aacute; cumprir, do ponto de vista dos governos capitalistas em todas as suas esferas de administra&ccedil;&atilde;o (municipal\/estadual \/ federal) , a fim de lutarmos por um outro tipo de sociedade e, conseq&uuml;entemente, de escola. A Educa&ccedil;&atilde;o p&uacute;blica torna-se a cada dia um mecanismo de controle social e distancia-se cada vez mais da possibilidade de provedora da emancipa&ccedil;&atilde;o humana. Dessa forma, tem sido necess&aacute;rio alienar e reprimir o professor, impondo-lhe a l&oacute;gica da atividade produtiva para colocar em pr&aacute;tica o projeto estatal burgu&ecirc;s.<\/p>\n<h2>\n\tA educa&ccedil;&atilde;o como mecanismo de controle social e ideol&oacute;gico<\/h2>\n<p>\n\tA escola p&uacute;blica desde sempre tem sido o lugar de reprodu&ccedil;&atilde;o da cultura dominante. No entanto, procurava-se encobrir esse papel social e ideol&oacute;gico. Atualmente, mais do que nunca, se defende abertamente esse papel como se a cultura dominante fosse natural &quot;correta, universal e todas que se afastam de seus padr&otilde;es s&atilde;o inferiores, primitivas, desprez&iacute;veis e deficientes&quot;. Dessa forma faz-se necess&aacute;rio, do ponto de vista dos governos, abolir livros did&aacute;ticos que seguem uma linha mais cr&iacute;tica, satanizar autores marxistas e fornecer assinaturas de revistas (Nova Escola) que defendem abertamente a pol&iacute;tica dominante e sobretudo a &quot;adapta&ccedil;&atilde;o&quot; do professor.<\/p>\n<p>\n\tOs cursos de &quot;forma&ccedil;&atilde;o de professores&quot; e suas terminologias servem para refor&ccedil;ar a ideologia dominante e n&atilde;o levam a lugar algum na em rela&ccedil;&atilde;o &agrave; qualidade da educa&ccedil;&atilde;o estatal. Ali&aacute;s, conforme M. H. S. Patto (Fala Professora) os ternos usados dizem muito. Veja: &quot;recilar, reciclagem designam, na F&iacute;sica, um conjunto de transforma&ccedil;&otilde;es que levam um sistema a um estado final igual ao inicial; treinar, treinamento s&atilde;o frequentemente usadas como sin&ocirc;nimos de adestramentos de homens e animais em alguma habilidade mec&acirc;nica; aperfei&ccedil;oar, aperfei&ccedil;oamento trazem estampada a ideia de perfei&ccedil;&atilde;o e de emendar os pr&oacute;prios defeitos, tarefa humanamente imposs&iacute;vel, sobretudo nas condi&ccedil;&otilde;es de vida e de trabalho do professor numa realidade social como a nossa&quot;.<\/p>\n<p>\n\t&Eacute; tentando implementar esse tipo de &quot;forma&ccedil;&atilde;o&quot; que a burguesia paulista e o governo buscam conciliar dois de seus objetivos fundamentais: dominar as mentes e sangrar os cofres p&uacute;blicos.<\/p>\n<h2>\n\tA tentativa de fazer o professor se enquadrar e a sua condi&ccedil;&atilde;o oper&aacute;ria<\/h2>\n<p>\n\tA tentativa de enquadrar o professor para que reproduza uma ideologia que n&atilde;o &eacute; sua e para conter os problemas dentro das escolas se d&aacute; atrav&eacute;s em conjunto com a retirada de direitos, responsabiliza&ccedil;&atilde; o do professor pelo fracasso escolar, com o achatamento salarial e pela repress&atilde;o pol&iacute;tica (ofensiva do governo contra professores sindicalizados e controle de sua pr&aacute;tica cotidiana).<\/p>\n<p>\n\tAproximando a condi&ccedil;&atilde;o do professor ao do oper&aacute;rio do s&eacute;culo XIX podemos entender a an&aacute;lise de Marx (Manuscritos Econ&ocirc;micos e Filos&oacute;ficos) quanto ao processo de aliena&ccedil;&atilde;o: &quot;um sentimento de sofrimento em vez de bem estar, n&atilde;o desenvolve suas energias mentais e f&iacute;sicas, ficando fisicamente exausto e mentalmente deprimido&quot;. Dessa forma, assistimos a proletariza&ccedil;&atilde;o do professor com a falta de realiza&ccedil;&atilde;o em seu trabalho, com o excesso de trabalho, , com a desmotiva&ccedil;&atilde;o, com a perda da autonomia de c&aacute;tedra e consequentemente uma esp&eacute;cie de bloqueio sobre a atividade criativa do pensamento.<\/p>\n<p>\n\tEssa rela&ccedil;&atilde;o entre o regime cansativo de trabalho, falta de perspectiva, o achatamento salarial e a falta de autonomia identificada com a tragicidade descrita por Paulo Freire &quot;&eacute; marcada pela desesperan&ccedil;a que se instala no momento em se perde a hip&oacute;tese do amanh&atilde; em que o amanh&atilde; n&atilde;o &eacute; mais que repeti&ccedil;&atilde;o, ced&ecirc;ncia talvez diferente, mais sempre repeti&ccedil;&atilde;o, de um presente terr&iacute;vel, cuja raz&atilde;o de ser mais profunda n&atilde;o &eacute; apreendida&quot;.<\/p>\n<p>\n\tA tentativa de desmoralizar o professor da rede p&uacute;blica fundamenta-se nesses pilares para atingir os servi&ccedil;os p&uacute;blicos e todo o funcionalismo al&eacute;m de buscar isola-lo de toda atividade pol&iacute;tica.<\/p>\n<h2>\n\tO isolamento do professor<\/h2>\n<p>\n\tUm outro aspecto importante que retrata a situa&ccedil;&atilde;o do professor da rede p&uacute;blica &#8211; que o afasta da participa&ccedil;&atilde;o dos sindicatos, das lutas pol&iacute;ticas por melhores condi&ccedil;&otilde;es de trabalho e por quest&otilde;es salariais &#8211; &eacute; o seu isolamento nas escolas e em suas salas de aulas. Esse isolamento reduz sua rela&ccedil;&atilde;o com os professores da pr&oacute;pria escola e alunos de modo que as sa&iacute;das para os problemas passam a ser buscadas individualmente ou no &acirc;mbito da pr&oacute;pria escola. Ou seja, os problemas e as solu&ccedil;&otilde;es deixam de ser tratadas coletivamente.<\/p>\n<p>\n\tO professor observa essa din&acirc;mica, depara-se com publica&ccedil;&otilde;es que rendem fortunas &agrave; iniciativa privada e envergonham, mas ainda n&atilde;o consegue romper a barreira do isolamento. Um exemplo disso foi a falta de rea&ccedil;&atilde;o em rela&ccedil;&atilde;o aos Projetos de Lei 19 e 20 encaminhados pelo governador &agrave; Assembl&eacute;ia Legislativa que objetivam acabar com a estabilidade e estabelecem as condi&ccedil;&otilde;es de &quot;frente de trabalho&quot; na Educa&ccedil;&atilde;o. Outro exemplo pode ser a proposta de reforma do Ensino M&eacute;dio em que o governo federal contribui para aumentar o desemprego no setor e reduzir ainda mais a qualidade da aprendizagem.<\/p>\n<p>\n\tUm processo de reorganiza&ccedil;&atilde;o das lutas no setor da Educa&ccedil;&atilde;o precisa romper a barreira do munic&iacute;pio, estado e uni&atilde;o. Somente a unidade dos professores juntamente com a comunidade escolar poder&aacute; garantir um outro objetivo para a Educa&ccedil;&atilde;o no pa&iacute;s. Al&eacute;m disso, &eacute; fundamental redobrar os esfor&ccedil;os para envolver todos os trabalhadores na luta por uma Educa&ccedil;&atilde;o de qualidade para os nossos filhos superando as lutas sindicais e imediatistas.<\/p>\n<p>\n\t&Eacute; necess&aacute;rio que n&oacute;s trabalhadores tratemos a Educa&ccedil;&atilde;o em todos os n&iacute;veis, como um bem coletivo e um dos instrumentos de transforma&ccedil;&atilde;o social e espa&ccedil;o de produ&ccedil;&atilde;o de conhecimento e desenvolvimento humano.<\/p>\n<p>\n\tPara isso, a luta por uma Educa&ccedil;&atilde;o p&uacute;blica de qualidade sob o controle dos trabalhadores deve ser combinada com a luta pela transforma&ccedil;&atilde;o da sociedade.<\/p>\n","protected":false},"author":3,"featured_media":0,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[29],"tags":[],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.espacosocialista.org\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/233"}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.espacosocialista.org\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.espacosocialista.org\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.espacosocialista.org\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/users\/3"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.espacosocialista.org\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=233"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/www.espacosocialista.org\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/233\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":6190,"href":"https:\/\/www.espacosocialista.org\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/233\/revisions\/6190"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.espacosocialista.org\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=233"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.espacosocialista.org\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=233"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.espacosocialista.org\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=233"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}