{"id":2408,"date":"2013-09-21T12:52:12","date_gmt":"2013-09-21T15:52:12","guid":{"rendered":"http:\/\/espacosocialista.org\/portal\/?p=2408"},"modified":"2014-02-06T20:32:49","modified_gmt":"2014-02-06T22:32:49","slug":"mais-medicos-sao-20-centavos-queremos-mais-saude-mais-servicos-publicos-de-qualidade-e-menos-divida","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.espacosocialista.org\/portal\/2013\/09\/mais-medicos-sao-20-centavos-queremos-mais-saude-mais-servicos-publicos-de-qualidade-e-menos-divida\/","title":{"rendered":"Mais M\u00e9dicos s\u00e3o \u201c20 centavos\u201d: queremos mais sa\u00fade, mais servi\u00e7os p\u00fablicos de qualidade e menos d\u00edvida!"},"content":{"rendered":"<h3 style=\"text-align: justify;\">Pagar a d\u00edvida \u00e9 retirar da sa\u00fade<\/h3>\n<p style=\"text-align: justify;\"><a href=\"http:\/\/espacosocialista.org\/portal\/?attachment_id=2409\" rel=\"attachment wp-att-2409\"><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" class=\" wp-image-2409 alignleft\" alt=\"1002345_644623595556740_153878716_n\" src=\"http:\/\/espacosocialista.org\/portal\/wp-content\/uploads\/2013\/09\/1002345_644623595556740_153878716_n.jpg\" width=\"409\" height=\"215\" srcset=\"https:\/\/www.espacosocialista.org\/portal\/wp-content\/uploads\/2013\/09\/1002345_644623595556740_153878716_n.jpg 720w, https:\/\/www.espacosocialista.org\/portal\/wp-content\/uploads\/2013\/09\/1002345_644623595556740_153878716_n-300x157.jpg 300w\" sizes=\"(max-width: 409px) 100vw, 409px\" \/><\/a><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O programa \u201cMais M\u00e9dicos\u201d, do governo federal, que traz m\u00e9dicos estrangeiros, em boa parte cubanos, para atuar em regi\u00f5es do pa\u00eds em que faltam profissionais de sa\u00fade, tem suscitado rea\u00e7\u00f5es apaixonadas, contra e a favor. De um lado, h\u00e1 um setor que defende o programa por conta do benef\u00edcio que far\u00e1 a popula\u00e7\u00f5es que nunca receberam atendimento m\u00e9dico ou, no m\u00e1ximo, tiveram atendimento prec\u00e1rio. De outro, h\u00e1 o setor que se coloca contra o programa, por v\u00e1rios motivos, a maior parte dos quais muito problem\u00e1ticos, conforme veremos a seguir. Mas entre os que s\u00e3o contra o programa, h\u00e1 pelo menos um argumento que parece razo\u00e1vel, que precisa ser debatido, o fato de que o programa representa uma forma de precariza\u00e7\u00e3o do trabalho dos m\u00e9dicos, empregando profissionais em condi\u00e7\u00f5es muito inferiores de trabalho e remunera\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Ambas as posi\u00e7\u00f5es, tanto contra como a favor, consideram apenas o programa em si, sem situ\u00e1-lo no contexto da situa\u00e7\u00e3o pol\u00edtica nacional e da luta pelos servi\u00e7os p\u00fablicos desencadeada pelas manifesta\u00e7\u00f5es de junho. \u00c9 preciso fazer uma cr\u00edtica classista, ou seja, a partir das necessidades dos trabalhadores.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Os manifestantes come\u00e7aram exigindo a revoga\u00e7\u00e3o do aumento das passagens, mas acabaram expressando v\u00e1rias reivindica\u00e7\u00f5es, como melhorias na sa\u00fade e na educa\u00e7\u00e3o. O tamanho das manifesta\u00e7\u00f5es e a abrang\u00eancia dos temas obrigaram os governantes a tomar medidas que a princ\u00edpio n\u00e3o cogitavam, como a retirada da PEC 37 e da \u201ccura gay\u201d.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O aumento das passagens foi revogado e na \u00e1rea da sa\u00fade, o governo federal anunciou o programa Mais M\u00e9dicos. Mas assim como a revoga\u00e7\u00e3o do aumento das passagens n\u00e3o resolveu os problemas da mobilidade urbana (continua faltando transporte p\u00fablico, os \u00f4nibus, trens e metr\u00f4s seguem caros, lotados, lentos e atrasados, o tr\u00e2nsito segue ca\u00f3tico, etc), a contrata\u00e7\u00e3o de mais m\u00e9dicos n\u00e3o resolve o problema da sa\u00fade. Longe disso, pois al\u00e9m de trazer uma quantidade maior de m\u00e9dicos, seria preciso garantir-lhes condi\u00e7\u00f5es de trabalho para melhor atender a popula\u00e7\u00e3o, come\u00e7ando pelos sal\u00e1rios, mas tamb\u00e9m investindo pesadamente em equipamentos, rem\u00e9dios, hospitais, ambul\u00e2ncias, param\u00e9dicos, enfermeiros, etc. Para aumentar esse investimento, seria preciso multiplicar v\u00e1rias vezes os gastos com a sa\u00fade (hoje em m\u00edseros 4,17% do or\u00e7amento). E, para isso, assim como para os investimentos necess\u00e1rios em educa\u00e7\u00e3o, transporte, moradia, etc., seria preciso romper com a prioridade do governo federal, o pagamento da d\u00edvida p\u00fablica (uma d\u00edvida fraudulenta, j\u00e1 paga v\u00e1rias vezes), que consome absurdos 43,98% do or\u00e7amento p\u00fablico, ou cerca de R$ 898 bilh\u00f5es este ano (dados da Auditoria Cidad\u00e3 &#8211; http:\/\/www.auditoriacidada.org.br\/).<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Al\u00e9m da d\u00edvida, o or\u00e7amento p\u00fablico \u00e9 direcionado para v\u00e1rias outras formas de ajuda aos capitalistas, como obras de infraestrutura, empr\u00e9stimos a juros subsidiados, isen\u00e7\u00f5es fiscais, etc. Ou seja, para termos os servi\u00e7os p\u00fablicos de qualidade, precisamos questionar o conjunto dos gastos p\u00fablicos. Essa era a quest\u00e3o central, que poderia ter dado um direcionamento capaz de apontar para a solu\u00e7\u00e3o dos diversos problemas levantados pelos movimentos de junho, mas que n\u00e3o foi discutida em tempo pelos diversos movimentos de maneira a que pudessem ser vitoriosos. E vez disso, as \u201csolu\u00e7\u00f5es\u201d dadas pelos governos, como revogar o aumento das passagens e agora contratar mais m\u00e9dicos s\u00e3o apenas paliativos. S\u00e3o apenas 20 centavos!<\/p>\n<h3 style=\"text-align: justify;\">O programa &#8220;Mais m\u00e9dicos&#8221; n\u00e3o resolve os problemas da sa\u00fade e da falta de investimentos<\/h3>\n<p style=\"text-align: justify;\">O programa Mais M\u00e9dicos \u00e9 uma vers\u00e3o reciclada dos programas sociais adotados pelo chavismo na Venezuela, respons\u00e1veis pelas seguidas vit\u00f3rias eleitorais de Hugo Ch\u00e1vez e seus partid\u00e1rios. O chavismo n\u00e3o praticou nenhuma ruptura importante com o capitalismo na Venezuela, como a estatiza\u00e7\u00e3o total do petr\u00f3leo ou o n\u00e3o pagamento da d\u00edvida, apenas direcionou parte da renda petroleira para programas sociais, como a vinda de m\u00e9dicos cubanos para as \u00e1reas pobres do pa\u00eds, e de professores para alfabetizar a parcela da popula\u00e7\u00e3o que n\u00e3o teve educa\u00e7\u00e3o formal. Esses programas n\u00e3o est\u00e3o errados em si, mas s\u00e3o muit\u00edssimo limitados e acabam por legitimar um projeto que serve para desviar os trabalhadores e os pobres da luta por solu\u00e7\u00f5es reais e radicais para os seus problemas, uma luta que os obrigaria a se chocar com o capitalismo. Para um pa\u00eds em que apenas uma restrita minoria tinha servi\u00e7os p\u00fablicos de qualidade, esses programas pareceram \u201crevolucion\u00e1rios\u201d, mas n\u00e3o passavam de t\u00edmidas reformas no capitalismo.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O programa \u201cMais M\u00e9dicos\u201d no Brasil n\u00e3o tem nem sequer a abrang\u00eancia do seu original venezuelano, \u00e9 mais uma jogada de marketing do que uma ofensiva real no sentido de atacar os problemas da sa\u00fade p\u00fablica. N\u00e3o se pode portanto ser simplesmente a favor do programa, sem apresent\u00e1-lo como uma pseudo solu\u00e7\u00e3o muito parcial, limitada, que visa t\u00e3o somente \u201climpar a barra\u201d do governo federal, j\u00e1 bastante desgastado. E n\u00e3o se pode tamb\u00e9m ser simplesmente contra o programa, ignorando a necessidade real de imensos setores da popula\u00e7\u00e3o que nunca tiveram atendimento m\u00e9dico (e agora ao menos ter\u00e3o algum, ainda que prec\u00e1rio), mas de situ\u00e1-lo no contexto da luta por servi\u00e7os p\u00fablicos de qualidade, em que precisamos n\u00e3o apenas de mais profissionais m\u00e9dicos, mas de profissionais em muito maior quantidade, mais bem pagos, e mais equipamentos, mais rem\u00e9dios, mais hospitais, etc.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Da mesma forma que n\u00e3o precisamos apenas contratar muito mais professores, mas aumentar em muito a atual remunera\u00e7\u00e3o dos professores, melhorar muito as escolas, as condi\u00e7\u00f5es de trabalho, a liberdade de c\u00e1tedra, mudar seus objetivos e ter uma educa\u00e7\u00e3o emancipadora e n\u00e3o mera formadora de for\u00e7a de trabalho barata, etc. Em cada um dos servi\u00e7os p\u00fablicos s\u00e3o necess\u00e1rios investimentos gigantescos, que, como j\u00e1 demonstramos acima, s\u00e3o imposs\u00edveis enquanto n\u00e3o se romper com a prioridade atual do or\u00e7amento p\u00fablico, que \u00e9 desviar dinheiro dos trabalhadores para os capitalistas. Da mesma forma que os professores seriam contra a contrata\u00e7\u00e3o de uma subcategoria de profissionais da educa\u00e7\u00e3o, com sal\u00e1rios muito menores, para dar aulas em condi\u00e7\u00f5es prec\u00e1rias; e da mesma forma que os banc\u00e1rios questionam o atendimento \u00e0 popula\u00e7\u00e3o por correspondentes banc\u00e1rios, lot\u00e9ricas, supermercados, etc., que recebem sal\u00e1rios menores, trabalham sem seguran\u00e7a, etc.; para al\u00e9m de uma disputa e preconceito com os m\u00e9dicos cubanos, os m\u00e9dicos brasileiros questionam o programa por v\u00e1rias raz\u00f5es, e uma delas \u00e9 pelo fato de que ataca direitos da categoria.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Esse argumento, como dissemos no in\u00edcio, parece razo\u00e1vel. Entretanto, estamos falando de uma categoria que possui uma condi\u00e7\u00e3o diferenciada no pa\u00eds. Os m\u00e9dicos, assim como advogados, engenheiros, etc., vivem um processo de proletariza\u00e7\u00e3o e assalariamento, mas ainda enxergam a si mesmos como profissionais liberais, como \u201cclasse m\u00e9dia\u201d, ou, em termos marxistas, s\u00e3o o que se chama de pequeno-burgueses, em processo de proletariza\u00e7\u00e3o.<br \/>\nCR\u00cdTICA AO PROGRAMA \u201cMAIS M\u00c9DICOS\u201d PELA DIREITA &#8230;..<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A realidade da maioria dos m\u00e9dicos, no entanto, \u00e9 a obriga\u00e7\u00e3o de atender no servi\u00e7o p\u00fablico e em conv\u00eanios, em que a demanda \u00e9 enorme, h\u00e1 excesso de trabalho e a remunera\u00e7\u00e3o \u00e9 mais baixa. Em vez de lutar contra a precariza\u00e7\u00e3o do trabalho m\u00e9dico, a sua privatiza\u00e7\u00e3o pelos planos de sa\u00fade e conv\u00eanios privados, que querem reduzir o pagamento por consultas (obrigando os m\u00e9dicos a atender mais pacientes com menos qualidade), n\u00e3o querem autorizar os exames, tratamentos, cirurgias, etc., os m\u00e9dicos reagem protestando contra a quebra do \u201cmonop\u00f3lio\u201d do atendimento m\u00e9dico, que lhes permite (a uma minoria da categoria) cobrar muito caro por consultas particulares.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Amparados no fato de que o programa representa um ataque aos direitos um setor da categoria, notadamente os que t\u00eam melhores condi\u00e7\u00f5es de trabalho (n\u00e3o trabalham em hospitais p\u00fablicos) e os melhores sal\u00e1rios, iniciaram uma campanha, pela direita, contra a vinda de m\u00e9dicos estrangeiros, em especial os cubanos.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A vis\u00e3o que esses m\u00e9dicos t\u00eam do seu trabalho \u00e9 individualista, e da mesma forma a vis\u00e3o que t\u00eam dos problemas sociais. A ideologia predominante na categoria \u00e9 em geral bastante conservadora.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">E, por isso, os argumentos que foram levantados contra o programa Mais M\u00e9dicos n\u00e3o tratam dos elementos que apresentamos acima, que seriam necess\u00e1rios para atacar os problemas da sa\u00fade p\u00fablica. Pelo contr\u00e1rio, os argumentos manifestaram os mais rebaixados preconceitos e concep\u00e7\u00f5es reacion\u00e1rias. Os m\u00e9dicos que se posicionaram contra o programa, e a maior parte dos cr\u00edticos que embarcaram na campanha contra a chegada de m\u00e9dicos estrangeiros, em especial os cubanos, n\u00e3o o fizeram porque est\u00e3o preocupados com o atendimento \u00e0 popula\u00e7\u00e3o, mas por uma mistura de posi\u00e7\u00f5es, todas problem\u00e1ticas. Os m\u00e9dicos e os demais opositores do Mais M\u00e9dicos manifestaram o mais repugnante \u00f3dio de classe, \u00f3dio aos pobres, \u00f3dio aos trabalhadores. N\u00e3o suportam a ideia de que os pobres possam ter algum atendimento, um servi\u00e7o que pela l\u00f3gica atual \u201cdeveria\u201d estar reservado apenas aos que podem pagar muito bem.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O elitismo e o corporativismo desse setor da categoria, que n\u00e3o se soma aos demais trabalhadores e suas demandas, se mistura com um anticomunismo decr\u00e9pito, reciclado dos tempos da Guerra Fria, para vociferar contra a vinda de m\u00e9dicos cubanos. Os setores mais reacion\u00e1rios vomitam seu \u00f3dio ao \u201ccomunismo\u201d por n\u00e3o poderem aceitar que o pequeno e paup\u00e9rrimo pa\u00eds caribenho seja capaz n\u00e3o s\u00f3 de oferecer servi\u00e7os p\u00fablicos de qualidade para sua popula\u00e7\u00e3o, como esteja exportando esses servi\u00e7os para um gigante que disputa o posto de 6\u00aa ou 7\u00aa economia do mundo. Infelizmente, a vinda dos profissionais cubanos n\u00e3o se d\u00e1 num contexto de consolida\u00e7\u00e3o das conquistas sociais da revolu\u00e7\u00e3o cubana, mas de retrocesso e restaura\u00e7\u00e3o do capitalismo na ilha pelas m\u00e3os da burocracia castrista.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Cuba n\u00e3o chegou ao comunismo, nem muito menos ao socialismo (nem o fizeram a Uni\u00e3o Sovi\u00e9tica e demais pa\u00edses que seguiram o seu \u201cmodelo\u201d, pois n\u00e3o houve uma transfer\u00eancia real do poder econ\u00f4mico e pol\u00edtico diretamente para os trabalhadores, e sim a usurpa\u00e7\u00e3o desse poder por uma burocracia) e nem poderia, na condi\u00e7\u00e3o de um pa\u00eds pequeno e isolado, lutando sozinho contra o centro do imperialismo mundial, os Estados Unidos. Ainda assim, o simples fato de haver expropriado a burguesia h\u00e1 mais de 50 anos, ainda lhe d\u00e1 a capacidade de servir de padr\u00e3o de qualidade em atendimento m\u00e9dico, e esse exemplo \u00e9 algo que ainda transtorna os reacion\u00e1rios de plant\u00e3o. Da mesma forma, os reacion\u00e1rios m\u00e9dicos e de outros setores n\u00e3o suportam o fato de que a maioria dos m\u00e9dicos cubanos s\u00e3o negros. Negros atendendo negros! Onde j\u00e1 se viu?! O \u00f3dio de classe em geral tamb\u00e9m vem acompanhado de \u00f3dio racial.<\/p>\n<p>Cr\u00edtica ao programa &#8220;Mais M\u00e9dicos&#8221; pela esquerda<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Felizmente entre os m\u00e9dicos h\u00e1 um setor significativo que critica o programa do governo pela sua inefici\u00eancia e incapacidade de resolver os problemas da sa\u00fade p\u00fablica, pois ainda faltam hospitais, o SUS passa por um desmantelamento e privatiza\u00e7\u00e3o (como \u00e9 o caso da privatiza\u00e7\u00e3o dos hospitais universit\u00e1rios), os poucos hospitais p\u00fablicos que existem n\u00e3o t\u00eam nenhuma infraestrutura para os profissionais da sa\u00fade trabalharem, enfim, vir\u00e3o mais alguns m\u00e9dicos, mas eles nem t\u00eam como trabalhar adequadamente.<br \/>\nEste programa, portanto, est\u00e1 a quil\u00f4metros de dist\u00e2ncia de resolver os problemas da sa\u00fade p\u00fablica no pa\u00eds.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Assim, n\u00f3s, n\u00e3o somos contra o fato de que m\u00e9dicos sejam chamados a desempenharem suas fun\u00e7\u00f5es nas comunidades mais pobres e distantes deste pa\u00eds. Muito menos somos contra a vinda dos m\u00e9dicos cubanos que se disp\u00f5em a viverem nas regi\u00f5es mais distantes do pa\u00eds para dar assist\u00eancia \u00e0queles que precisam de cuidados m\u00e9dicos. Por outro lado, quando se trata da defesa da vida dos trabalhadores, jamais seremos a favor de que a popula\u00e7\u00e3o fique sem assist\u00eancia alguma, n\u00e3o podemos esperar a revolu\u00e7\u00e3o enquanto permitimos que nossa classe seja simplesmente massacrada.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Ao mesmo tempo, denunciamos o governo federal, a sua pol\u00edtica para a sa\u00fade p\u00fablica que a cada dia piora e tamb\u00e9m a sua rela\u00e7\u00e3o com as empresas privadas que lucram bilh\u00f5es \u00e0s custas da sa\u00fade e da vida dos trabalhadores.<\/p>\n<p>Contra esse am\u00e1lgama de preconceitos e concep\u00e7\u00f5es reacion\u00e1rias, precisamos dizer:<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong> &#8211; Bem vindos os m\u00e9dicos cubanos!<\/strong><br \/>\n<strong> &#8211; Trabalhador \u00e9 trabalhador em qualquer lugar do mundo!<\/strong><br \/>\n<strong> &#8211; Que os trabalhadores m\u00e9dicos cubanos n\u00e3o sejam considerados de segunda classe. Que possam trazer suas fam\u00edlias e requerer resid\u00eancia permanente se quiser!<\/strong><br \/>\n<strong> &#8211; Vagas para trabalhadores \u00edndios, negros, e pobres nos cursos de medicina!<\/strong><br \/>\n<strong> &#8211; Pela valoriza\u00e7\u00e3o dos diversos profissionais envolvidos na assist\u00eancia \u00e0 vida. Socorristas, t\u00e9cnicos e enfermeiros!<\/strong><br \/>\n<strong> &#8211; Que o pagamento dos sal\u00e1rios dos m\u00e9dicos cubanos seja feito diretamente a eles e n\u00e3o ao governo cubano!<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Mas contra o oportunismo do governo federal e suas pseudo solu\u00e7\u00f5es, precisamos dizer tamb\u00e9m:<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Fim dos planos de sa\u00fade! Sa\u00fade p\u00fablica, gratuita e de qualidade para todos!<\/strong><br \/>\n<strong> &#8211; N\u00e3o pagamento da d\u00edvida p\u00fablica interna e externa e investimento desse dinheiro num programa de obras e servi\u00e7os p\u00fablicos, sobre controle dos trabalhadores, para atender \u00e0s necessidades da popula\u00e7\u00e3o em sa\u00fade, educa\u00e7\u00e3o, moradia, transporte, lazer, etc.<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>\u00a0<\/strong><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Pagar a d\u00edvida \u00e9 retirar da sa\u00fade O programa \u201cMais M\u00e9dicos\u201d, do governo federal, que traz m\u00e9dicos estrangeiros, em boa<\/p>\n","protected":false},"author":3,"featured_media":2409,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[21],"tags":[],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.espacosocialista.org\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/2408"}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.espacosocialista.org\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.espacosocialista.org\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.espacosocialista.org\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/users\/3"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.espacosocialista.org\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=2408"}],"version-history":[{"count":5,"href":"https:\/\/www.espacosocialista.org\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/2408\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":2786,"href":"https:\/\/www.espacosocialista.org\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/2408\/revisions\/2786"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.espacosocialista.org\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/media\/2409"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.espacosocialista.org\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=2408"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.espacosocialista.org\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=2408"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.espacosocialista.org\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=2408"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}