{"id":245,"date":"2010-06-17T11:12:01","date_gmt":"2010-06-17T11:12:01","guid":{"rendered":"http:\/\/espacosocialista.org\/?q=node\/245"},"modified":"2018-05-05T17:28:59","modified_gmt":"2018-05-05T20:28:59","slug":"os-limites-da-discussao-de-homossexualidade-na-esquerda","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.espacosocialista.org\/portal\/2010\/06\/os-limites-da-discussao-de-homossexualidade-na-esquerda\/","title":{"rendered":"Os limites da discuss\u00e3o de homossexualidade na esquerda"},"content":{"rendered":"<p>Homossexualidade n\u00e3o \u00e9 obra do Satan\u00e1s, n\u00e3o \u00e9 doen\u00e7a e tamb\u00e9m n\u00e3o \u00e9 uma op\u00e7\u00e3o, (como sabemos ningu\u00e9m escolhe ser homem, bem como n\u00e3o escolhe ser mulher), mas ent\u00e3o o que \u00e9 homossexualidade?<\/p>\n<p>Essa \u00e9 uma quest\u00e3o sobre a qual, independente do que pensamos ou achamos, devemos promover e encarar um debate franco e fraterno se quisermos extirpar de nossas fileiras a homofobia, sob pena de n\u00e3o a combatermos na sociedade, pois propor &#8211; isso quando \u00e9 proposto &#8211; o fim da homofobia na sociedade quando n\u00e3o a combatemos em nossas fileiras, \u00e9 ret\u00f3rica pura simples.<\/p>\n<p>Porque homossexuais devem viver nas sombras ou na marginalidade, mesmo quando participam de organiza\u00e7\u00f5es pol\u00edticas, mesmo as mais revolucion\u00e1rias como essa NOVA CENTRAL que estamos em vias de construir?<\/p>\n<h2>A discuss\u00e3o LGBTT: Breve hist\u00f3rico<\/h2>\n<p>Do fim do s\u00e9culo XIX at\u00e9 o in\u00edcio do s\u00e9culo XX a liberdade sexual era uma das bandeiras do socialismo. Na Revolu\u00e7\u00e3o Russa, logo ap\u00f3s a tomada do poder pelo Partido bolchevique e durante a vig\u00eancia dos sovietes, a homossexualidade era aceita, considerada como parte da liberdade sexual, algo pr\u00f3prio e inerente ao ser humano. A criminaliza\u00e7\u00e3o e discrimina\u00e7\u00e3o eram combatidas. Com a chegada de Stalin ao poder a liberdade sexual e a discuss\u00e3o homossexual se tornam crime.<\/p>\n<p>Dessa mesma forma, na Alemanha nazista, a liberdade deixa de existir no momento em que se proclama a pureza da ra\u00e7a, a estrutura familiar e sua moral como papel regulador e pequeno bra\u00e7o do Estado para o controle social, necess\u00e1rias para o bom funcionamento da sociedade capitalista, fragilizada pela recente investida socialista. Para melhor perseguir os homossexuais dizia-se que rela\u00e7\u00e3o sexual entre pessoas do mesmo sexo era &#8220;pr\u00e1tica bolchevique&#8221;.<\/p>\n<p>Nesse per\u00edodo os homossexuais n\u00e3o se reconheciam publicamente e viviam em plena escurid\u00e3o em suas casas, bares gays clandestinos e banheiros p\u00fablicos. A comunica\u00e7\u00e3o se dava atrav\u00e9s de uma linguagem de c\u00f3digos, para que n\u00e3o fossem reconhecidos.<\/p>\n<p>Ap\u00f3s o conturbado per\u00edodo das duas grandes guerras e com a polariza\u00e7\u00e3o da Guerra Fria, o Brasil vive o Golpe Militar, que abafa e erradica a possibilidade de lutas sociais e questionamentos. Com a discuss\u00e3o atrasada e marginalizada a homossexualidade passa a ser tratada como doen\u00e7a mental.<\/p>\n<h2>Hist\u00f3rico do movimento LGBTT na esquerda brasileira.<\/h2>\n<p>Na d\u00e9cada de 1970, com as mobiliza\u00e7\u00f5es pol\u00edticas contra o Golpe e a ditadura militar, os homossexuais come\u00e7am a se organizar enquanto movimento social pela liberdade sexual e pol\u00edtica. Esse movimento organizou-se a partir do jornal Lampi\u00e3o de Esquina, com o objetivo de discutir a homossexualidade e todo tipo de opress\u00e3o.<\/p>\n<p>No entanto, em 1978, no ciclo de debates da &#8220;Semana do Movimento da Converg\u00eancia Socialista&#8221;, com o objetivo de organizar um partido socialista, o grupo do Lampi\u00e3o de Esquina n\u00e3o foi convidado a participar pois eles ainda n\u00e3o tinham nenhuma identifica\u00e7\u00e3o com a luta de classes. Isso gerou v\u00e1rios questionamentos sobre a necessidade da esquerda discutir a homossexualidade.<\/p>\n<p>Na d\u00e9cada de 1980 o movimento homossexual j\u00e1 est\u00e1 mais organizado com o grupo SOMOS e participa ativamente de atividades pol\u00edticas com outros setores oprimidos. Organiza o I Encontro Nacional para discutir a homossexualidade e a interven\u00e7\u00e3o com outros setores oprimidos e explorados na sociedade. Ap\u00f3s esse Encontro um grupo de homossexuais participa do 1\u00ba de maio de 1988 no ABC paulista e reafirma que a luta dos trabalhadores \u00e9 tamb\u00e9m uma luta dos homossexuais.<\/p>\n<h2>PT + CUT = exterm\u00ednio do movimento LGBTT.<\/h2>\n<p>O PT e a CUT, em sua funda\u00e7\u00e3o, discutem a liberdade sexual, o direito \u00e0 uni\u00e3o civil de pessoas do mesmo sexo, a criminaliza\u00e7\u00e3o da homofobia e outros. No entanto, muitas propostas foram engavetadas e substitu\u00eddas por um plano neoliberal, mais importante para sustentar o governo.<\/p>\n<p>Al\u00e9m disso, o governo Lula, para garantir coliga\u00e7\u00f5es e acordos partid\u00e1rios para chegar ao poder, aproxima-se do PP e do PL, ligados \u00e0 igreja evang\u00e9lica, que condena o movimento homossexual e considera a homossexualidade um dist\u00farbio mental, ou pior, obra do dem\u00f4nio e n\u00e3o algo natural.<\/p>\n<p>Outro exemplo \u00e9 o vice-presidente da Rep\u00fablica, Jos\u00e9 Alencar, um crist\u00e3o que s\u00f3 aceitou a parceria com o governo do PT com o engavetamento de todos os projetos contr\u00e1rios aos &#8220;princ\u00edpios crist\u00e3os&#8221;.<\/p>\n<p>A CUT, que deveria estar do lado dos trabalhadores, na pr\u00e1tica se op\u00f5e ao movimento LGBTT, ao permitir que sejam demitidos, por justa causa, trabalhadores que assumem a homossexualidade, em seus locais de servi\u00e7o.<\/p>\n<h2>PSTU + CONLUTAS + PSOL + INTERSINDICAL + ANEL = Quase n\u00e3o h\u00e1 discuss\u00e3o sobre homossexualidade<\/h2>\n<p>O PSTU, que surge de uma das principais tend\u00eancias do movimento oper\u00e1rio, que integrou a Converg\u00eancia Socialista, que levantava a discuss\u00e3o sobre a homossexualidade, parece ter esquecido o seu passado. N\u00e3o privilegia a discuss\u00e3o. Na CONLUTAS ocorre o mesmo e a discuss\u00e3o sequer \u00e9 fomentada. N\u00e3o se tem orienta\u00e7\u00e3o pol\u00edtica e encaminhamentos nas categorias e entidades.<\/p>\n<p>Com a unifica\u00e7\u00e3o da CONLUTAS e Intersindical esse forte instrumento de luta n\u00e3o apresenta nenhuma discuss\u00e3o sobre a situa\u00e7\u00e3o do movimento LGBTT, muito menos sobre o dia a dia opressivo para esse trabalhador.<\/p>\n<p>A Pastoral Oper\u00e1ria que tamb\u00e9m constr\u00f3i o CONCLAT e que tem como fundamento os princ\u00edpios crist\u00e3os e tem como l\u00edder Maximo o PAPA Bento XVI, pronuncia &#8220;que a exist\u00eancia da pedofilia na igreja \u00e9 culpa da homossexualidade&#8221;. Gostar\u00edamos de saber como a Pastoral Operaria far\u00e1 a discuss\u00e3o de homossexualidade no CONCLAT j\u00e1 que a igreja condena tais pr\u00e1ticas sexuais.<\/p>\n<p>A ANEL, que poderia ser uma organiza\u00e7\u00e3o combativa de estudantes, tratou com descaso a quest\u00e3o da homossexualidade. O Congresso de Estudantes de 2009, que tinha 20 GT&#8217;s, possu\u00eda apenas um para a discuss\u00e3o das opress\u00f5es. Em sua plen\u00e1ria final, ao inv\u00e9s de discutir planos de lutas que fortalecessem a a\u00e7\u00e3o de todos os oprimidos, s\u00f3 se preocupou em fundar uma nova entidade estudantil, passando por cima de quem levantasse outras preocupa\u00e7\u00f5es.<\/p>\n<p>Percebemos que a trajet\u00f3ria da esquerda n\u00e3o favorece a aproxima\u00e7\u00e3o dos homossexuais combativos e ainda os distancia quanto \u00e0 necessidade da organiza\u00e7\u00e3o para atua\u00e7\u00e3o conjunta. N\u00f3s chamamos a todos para fazermos discuss\u00f5es sobre o movimento LGBTT. Reivindicamos a unidade de todas as correntes e partidos de esquerda para discutirmos o movimento LGBTT e pol\u00edticas para o desenvolvimento livre da sexualidade.<\/p>\n<p>1\u00ba Por uma campanha nacional organizada pelos movimentos sociais e sindicatos em defesa dos direitos dos GLBTT\u00b4s.<\/p>\n<p>2\u00ba Que a luta contra a opress\u00e3o homossexual e o fim do capitalismo seja unificada;<\/p>\n<p>3\u00ba Pela equipara\u00e7\u00e3o dos direitos e benef\u00edcios civis e trabalhistas para os homossexuais;<\/p>\n<p>4\u00ba Pela garantia total aos GLBTT\u00b4s dos direitos civis, humanos e sociais reconhecidos aos heterossexuais!<\/p>\n<p>5\u00ba Aprova\u00e7\u00e3o j\u00e1 do PL 112\/06 que criminaliza a homofobia;<\/p>\n<p>6\u00ba Pela livre manifesta\u00e7\u00e3o afetivo-sexual dos GLBTT\u00b4s!<\/p>\n<p>7\u00ba Liberdade aos setores oprimidos &#8211; mulheres, negros e homossexuais;<\/p>\n<p>8\u00ba Educa\u00e7\u00e3o de qualidade que conscientize e liberte;<\/p>\n<p>9\u00ba Pela transforma\u00e7\u00e3o das Paradas em manifesta\u00e7\u00f5es de luta! Contra a mercantiliza\u00e7\u00e3o da Parada!<\/p>\n<p>10\u00ba Fim da explora\u00e7\u00e3o do homem pelo homem!<\/p>\n<p>Karen e Tarc\u00edsio.<\/p>\n<h1>Opress\u00e3o racial um cap\u00edtulo a parte!<\/h1>\n<p>O racismo no Brasil \u00e9 algo muito perverso, pois tem como uma de suas principais caracter\u00edstica, transformar suas v\u00edtimas em criminosos. Isso pode ser percebido facilmente quando observamos as discuss\u00f5es sobre as cotas raciais universit\u00e1rias.<\/p>\n<p>O movimento sindical, sob a fal\u00e1cia de que somos todos iguais e de que negros e brancos amargam a escravid\u00e3o dos baixos sal\u00e1rios e p\u00e9ssimas condi\u00e7\u00f5es trabalho (em que pese o fundo de verdade), nega-se a encarar o problema e discutir as especificidades do povo negro.<\/p>\n<p>A CUT levou mais de dez anos ap\u00f3s sua funda\u00e7\u00e3o para incluir em sua agenda a tem\u00e1tica racial.<\/p>\n<p>A CONLUTAS o fez em seu Congresso de Funda\u00e7\u00e3o, mas isso n\u00e3o garantiu que o problema fosse enfrentado como se deve.<\/p>\n<p>O CONCLAT n\u00e3o tem essa discuss\u00e3o em sua agenda, nosso movimento n\u00e3o \u00e9 de minorias, mas de minorizados pela burguesia, e, infelizmente pelo movimento sindical tamb\u00e9m!<\/p>\n<p>Eduardo Rosas<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>\n\tHomossexualidade n&atilde;o &eacute; obra do Satan&aacute;s, n&atilde;o &eacute; doen&ccedil;a e tamb&eacute;m n&atilde;o &eacute; uma op&ccedil;&atilde;o, (como sabemos ningu&eacute;m escolhe ser homem, bem como n&atilde;o escolhe ser mulher), mas ent&atilde;o o que &eacute; homossexualidade?<\/p>\n<p>\n\tEssa &eacute; uma quest&atilde;o sobre a qual, independente do que pensamos ou achamos, devemos promover e encarar um debate franco e fraterno se quisermos extirpar de nossas fileiras a homofobia, sob pena de n&atilde;o a combatermos na sociedade, pois propor &#8211; isso quando &eacute; proposto &#8211; o fim da homofobia na sociedade quando n&atilde;o a combatemos em nossas fileiras, &eacute; ret&oacute;rica pura simples.<\/p>\n<p>\n\tPorque homossexuais devem viver nas sombras ou na marginalidade, mesmo quando participam de organiza&ccedil;&otilde;es pol&iacute;ticas, mesmo as mais revolucion&aacute;rias como essa NOVA CENTRAL que estamos em vias de construir?<\/p>\n<h2>\n\tA discuss&atilde;o LGBTT: Breve hist&oacute;rico<\/h2>\n<p>\n\tDo fim do s&eacute;culo XIX at&eacute; o in&iacute;cio do s&eacute;culo XX a liberdade sexual era uma das bandeiras do socialismo. Na Revolu&ccedil;&atilde;o Russa, logo ap&oacute;s a tomada do poder pelo Partido bolchevique e durante a vig&ecirc;ncia dos sovietes, a homossexualidade era aceita, considerada como parte da liberdade sexual, algo pr&oacute;prio e inerente ao ser humano. A criminaliza&ccedil;&atilde;o e discrimina&ccedil;&atilde;o eram combatidas. Com a chegada de Stalin ao poder a liberdade sexual e a discuss&atilde;o homossexual se tornam crime.<\/p>\n<p>\n\tDessa mesma forma, na Alemanha nazista, a liberdade deixa de existir no momento em que se proclama a pureza da ra&ccedil;a, a estrutura familiar e sua moral como papel regulador e pequeno bra&ccedil;o do Estado para o controle social, necess&aacute;rias para o bom funcionamento da sociedade capitalista, fragilizada pela recente investida socialista. 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Com a discuss&atilde;o atrasada e marginalizada a homossexualidade passa a ser tratada como doen&ccedil;a mental.<\/p>\n<h2>\n\tHist&oacute;rico do movimento LGBTT na esquerda brasileira.<\/h2>\n<p>\n\tNa d&eacute;cada de 1970, com as mobiliza&ccedil;&otilde;es pol&iacute;ticas contra o Golpe e a ditadura militar, os homossexuais come&ccedil;am a se organizar enquanto movimento social pela liberdade sexual e pol&iacute;tica. Esse movimento organizou-se a partir do jornal Lampi&atilde;o de Esquina, com o objetivo de discutir a homossexualidade e todo tipo de opress&atilde;o.<\/p>\n<p>\n\tNo entanto, em 1978, no ciclo de debates da &quot;Semana do Movimento da Converg&ecirc;ncia Socialista&quot;, com o objetivo de organizar um partido socialista, o grupo do Lampi&atilde;o de Esquina n&atilde;o foi convidado a participar pois eles ainda n&atilde;o tinham nenhuma identifica&ccedil;&atilde;o com a luta de classes. Isso gerou v&aacute;rios questionamentos sobre a necessidade da esquerda discutir a homossexualidade.<\/p>\n<p>\n\tNa d&eacute;cada de 1980 o movimento homossexual j&aacute; est&aacute; mais organizado com o grupo SOMOS e participa ativamente de atividades pol&iacute;ticas com outros setores oprimidos. Organiza o I Encontro Nacional para discutir a homossexualidade e a interven&ccedil;&atilde;o com outros setores oprimidos e explorados na sociedade. Ap&oacute;s esse Encontro um grupo de homossexuais participa do 1&ordm; de maio de 1988 no ABC paulista e reafirma que a luta dos trabalhadores &eacute; tamb&eacute;m uma luta dos homossexuais.<\/p>\n<h2>\n\tPT + CUT = exterm&iacute;nio do movimento LGBTT.<\/h2>\n<p>\n\tO PT e a CUT, em sua funda&ccedil;&atilde;o, discutem a liberdade sexual, o direito &agrave; uni&atilde;o civil de pessoas do mesmo sexo, a criminaliza&ccedil;&atilde;o da homofobia e outros. No entanto, muitas propostas foram engavetadas e substitu&iacute;das por um plano neoliberal, mais importante para sustentar o governo.<\/p>\n<p>\n\tAl&eacute;m disso, o governo Lula, para garantir coliga&ccedil;&otilde;es e acordos partid&aacute;rios para chegar ao poder, aproxima-se do PP e do PL, ligados &agrave; igreja evang&eacute;lica, que condena o movimento homossexual e considera a homossexualidade um dist&uacute;rbio mental, ou pior, obra do dem&ocirc;nio e n&atilde;o algo natural.<\/p>\n<p>\n\tOutro exemplo &eacute; o vice-presidente da Rep&uacute;blica, Jos&eacute; Alencar, um crist&atilde;o que s&oacute; aceitou a parceria com o governo do PT com o engavetamento de todos os projetos contr&aacute;rios aos &quot;princ&iacute;pios crist&atilde;os&quot;.<\/p>\n<p>\n\tA CUT, que deveria estar do lado dos trabalhadores, na pr&aacute;tica se op&otilde;e ao movimento LGBTT, ao permitir que sejam demitidos, por justa causa, trabalhadores que assumem a homossexualidade, em seus locais de servi&ccedil;o.<\/p>\n<h2>\n\tPSTU + CONLUTAS + PSOL + INTERSINDICAL + ANEL = Quase n&atilde;o h&aacute; discuss&atilde;o sobre homossexualidade<\/h2>\n<p>\n\tO PSTU, que surge de uma das principais tend&ecirc;ncias do movimento oper&aacute;rio, que integrou a Converg&ecirc;ncia Socialista, que levantava a discuss&atilde;o sobre a homossexualidade, parece ter esquecido o seu passado. N&atilde;o privilegia a discuss&atilde;o. Na CONLUTAS ocorre o mesmo e a discuss&atilde;o sequer &eacute; fomentada. N&atilde;o se tem orienta&ccedil;&atilde;o pol&iacute;tica e encaminhamentos nas categorias e entidades.<\/p>\n<p>\n\tCom a unifica&ccedil;&atilde;o da CONLUTAS e Intersindical esse forte instrumento de luta n&atilde;o apresenta nenhuma discuss&atilde;o sobre a situa&ccedil;&atilde;o do movimento LGBTT, muito menos sobre o dia a dia opressivo para esse trabalhador.<\/p>\n<p>\n\tA Pastoral Oper&aacute;ria que tamb&eacute;m constr&oacute;i o CONCLAT e que tem como fundamento os princ&iacute;pios crist&atilde;os e tem como l&iacute;der Maximo o PAPA Bento XVI, pronuncia &quot;que a exist&ecirc;ncia da pedofilia na igreja &eacute; culpa da homossexualidade&quot;. Gostar&iacute;amos de saber como a Pastoral Operaria far&aacute; a discuss&atilde;o de homossexualidade no CONCLAT j&aacute; que a igreja condena tais pr&aacute;ticas sexuais.<\/p>\n<p>\n\tA ANEL, que poderia ser uma organiza&ccedil;&atilde;o combativa de estudantes, tratou com descaso a quest&atilde;o da homossexualidade. O Congresso de Estudantes de 2009, que tinha 20 GT&#39;s, possu&iacute;a apenas um para a discuss&atilde;o das opress&otilde;es. Em sua plen&aacute;ria final, ao inv&eacute;s de discutir planos de lutas que fortalecessem a a&ccedil;&atilde;o de todos os oprimidos, s&oacute; se preocupou em fundar uma nova entidade estudantil, passando por cima de quem levantasse outras preocupa&ccedil;&otilde;es.<\/p>\n<p>\n\tPercebemos que a trajet&oacute;ria da esquerda n&atilde;o favorece a aproxima&ccedil;&atilde;o dos homossexuais combativos e ainda os distancia quanto &agrave; necessidade da organiza&ccedil;&atilde;o para atua&ccedil;&atilde;o conjunta. N&oacute;s chamamos a todos para fazermos discuss&otilde;es sobre o movimento LGBTT. Reivindicamos a unidade de todas as correntes e partidos de esquerda para discutirmos o movimento LGBTT e pol&iacute;ticas para o desenvolvimento livre da sexualidade.<\/p>\n<p>\n\t1&ordm; Por uma campanha nacional organizada pelos movimentos sociais e sindicatos em defesa dos direitos dos GLBTT&acute;s.<\/p>\n<p>\n\t2&ordm; Que a luta contra a opress&atilde;o homossexual e o fim do capitalismo seja unificada;<\/p>\n<p>\n\t3&ordm; Pela equipara&ccedil;&atilde;o dos direitos e benef&iacute;cios civis e trabalhistas para os homossexuais;<\/p>\n<p>\n\t4&ordm; Pela garantia total aos GLBTT&acute;s dos direitos civis, humanos e sociais reconhecidos aos heterossexuais!<\/p>\n<p>\n\t5&ordm; Aprova&ccedil;&atilde;o j&aacute; do PL 112\/06 que criminaliza a homofobia;<\/p>\n<p>\n\t6&ordm; Pela livre manifesta&ccedil;&atilde;o afetivo-sexual dos GLBTT&acute;s!<\/p>\n<p>\n\t7&ordm; Liberdade aos setores oprimidos &#8211; mulheres, negros e homossexuais;<\/p>\n<p>\n\t8&ordm; Educa&ccedil;&atilde;o de qualidade que conscientize e liberte;<\/p>\n<p>\n\t9&ordm; Pela transforma&ccedil;&atilde;o das Paradas em manifesta&ccedil;&otilde;es de luta! Contra a mercantiliza&ccedil;&atilde;o da Parada!<\/p>\n<p>\n\t10&ordm; Fim da explora&ccedil;&atilde;o do homem pelo homem!<\/p>\n<p>\n\tKaren e Tarc&iacute;sio.<\/p>\n<h1>\n\tOpress&atilde;o racial um cap&iacute;tulo a parte!<\/h1>\n<p>\n\tO racismo no Brasil &eacute; algo muito perverso, pois tem como uma de suas principais caracter&iacute;stica, transformar suas v&iacute;timas em criminosos. Isso pode ser percebido facilmente quando observamos as discuss&otilde;es sobre as cotas raciais universit&aacute;rias.<\/p>\n<p>\n\tO movimento sindical, sob a fal&aacute;cia de que somos todos iguais e de que negros e brancos amargam a escravid&atilde;o dos baixos sal&aacute;rios e p&eacute;ssimas condi&ccedil;&otilde;es trabalho (em que pese o fundo de verdade), nega-se a encarar o problema e discutir as especificidades do povo negro.<\/p>\n<p>\n\tA CUT levou mais de dez anos ap&oacute;s sua funda&ccedil;&atilde;o para incluir em sua agenda a tem&aacute;tica racial.<\/p>\n<p>\n\tA CONLUTAS o fez em seu Congresso de Funda&ccedil;&atilde;o, mas isso n&atilde;o garantiu que o problema fosse enfrentado como se deve.<\/p>\n<p>\n\tO CONCLAT n&atilde;o tem essa discuss&atilde;o em sua agenda, nosso movimento n&atilde;o &eacute; de minorias, mas de minorizados pela burguesia, e, infelizmente pelo movimento sindical tamb&eacute;m!<\/p>\n<p>\n\tEduardo Rosas<\/p>\n","protected":false},"author":3,"featured_media":0,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[11,17],"tags":[],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.espacosocialista.org\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/245"}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.espacosocialista.org\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.espacosocialista.org\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.espacosocialista.org\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/users\/3"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.espacosocialista.org\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=245"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/www.espacosocialista.org\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/245\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":6186,"href":"https:\/\/www.espacosocialista.org\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/245\/revisions\/6186"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.espacosocialista.org\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=245"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.espacosocialista.org\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=245"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.espacosocialista.org\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=245"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}