{"id":246,"date":"2010-06-17T11:16:13","date_gmt":"2010-06-17T14:16:13","guid":{"rendered":"http:\/\/espacosocialista.org\/?q=node\/246"},"modified":"2013-01-26T21:21:21","modified_gmt":"2013-01-26T23:21:21","slug":"manifesto","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.espacosocialista.org\/portal\/2010\/06\/manifesto\/","title":{"rendered":"Manifesto &#8211; Reconstruir o movimento dos trabalhadores numa perspectiva revolucion\u00e1ria e socialista"},"content":{"rendered":"<h2>Reconstruir o movimento dos trabalhadores numa perspectiva revolucion\u00e1ria e socialista<\/h2>\n<p>Estamos diante de um momento hist\u00f3rico em que a besta capitalista luta para sobreviver, mesmo que com isso leve o mundo \u00e0 destrui\u00e7\u00e3o. O velho est\u00e1 morrendo e o novo luta para nascer. Diante da crise e instabilidade crescentes, os revolucion\u00e1rios e os trabalhadores conscientes tem a miss\u00e3o de ajudarem a classe trabalhadora a construir uma alternativa revolucion\u00e1ria \u00e0 sociedade capitalista exploradora e opressora.<\/p>\n<p>Todos s\u00e3o a favor da unidade, falam em unidade, mas ent\u00e3o por qu\u00ea \u00e9 t\u00e3o dif\u00edcil concretiz\u00e1-la? Diante dos imensos ataques que a classe trabalhadora vem sofrendo e outros maiores que ainda vir\u00e3o, diante da fragmenta\u00e7\u00e3o e do retrocesso da consci\u00eancia, a unidade da classe trabalhadora e do movimento de todos os explorados e oprimidos \u00e9 uma quest\u00e3o central, que vai al\u00e9m da luta de resist\u00eancia. Ela deve ser constru\u00edda a partir da exist\u00eancia de interesses de classe comuns na luta contra um inimigo comum. A unidade \u00e9 fundamental para reconstituir a consci\u00eancia de classe. O centro de toda atividade revolucion\u00e1ria consciente \u00e9 impulsionar a reconstru\u00e7\u00e3o do movimento na luta contra a explora\u00e7\u00e3o e a opress\u00e3o, combatendo os governos capitalistas de turno e o regime democr\u00e1tico burgu\u00eas, e apontando uma perspectiva socialista.<\/p>\n<p>As organiza\u00e7\u00f5es de esquerda chamam a unidade, mas o que prevalece \u00e9 a disputa pela &#8220;dire\u00e7\u00e3o do movimento&#8221; que se d\u00e1 nas t\u00e1ticas conjunturais e n\u00e3o na ess\u00eancia pol\u00edtica. Todos querem a unidade, mas a &#8220;sua&#8221; unidade, para com isso construir a sua organiza\u00e7\u00e3o &#8211; mas n\u00e3o h\u00e1 nenhuma constru\u00e7\u00e3o de organiza\u00e7\u00f5es\/partidos revolucion\u00e1rios se a classe n\u00e3o se reconstruir enquanto tal. Portanto n\u00e3o ser\u00e3o os acordos por cima que forjar\u00e3o a unidade, mas o debate pol\u00edtico no movimento e a din\u00e2mica concreta da luta de classes.<\/p>\n<p>Todos s\u00e3o a favor da democracia oper\u00e1ria, mas desde que prevale\u00e7am &#8220;as suas posi\u00e7\u00f5es revolucion\u00e1rias&#8221;. A democracia oper\u00e1ria n\u00e3o \u00e9 simplesmente o direito de express\u00e3o de todas as correntes de pensamento comprometidas com a luta prolet\u00e1ria no interior do movimento, num debate fechado que termina em uma vota\u00e7\u00e3o, mas um processo que se constr\u00f3i no sentido de que a classe trabalhadora possa, diante das pol\u00eamicas, ir aumentando sua compreens\u00e3o da realidade e sua consci\u00eancia, e em \u00faltima inst\u00e2ncia, chegar ao que \u00e9 fundamental: a classe \u00e9 quem deve decidir sobre tudo, inclusive sobre o seu pr\u00f3prio destino.<\/p>\n<p>O exerc\u00edcio da democracia n\u00e3o \u00e9 um fim em si mesmo, \u00e9 o exerc\u00edcio da constru\u00e7\u00e3o de uma nova sociedade, e que as organiza\u00e7\u00f5es de esquerda deveriam expressar, n\u00e3o simplesmente em seus discursos\/programas, mas incorporando permanentemente em sua pr\u00e1xis pol\u00edtica.<\/p>\n<p>Todos s\u00e3o contra a burocratiza\u00e7\u00e3o, mas n\u00e3o basta exorcizar o dem\u00f4nio. Para combat\u00ea-lo precisamos descobrir e entender suas ra\u00edzes pol\u00edticas e sociais. O isolamento e a marginalidade pol\u00edtico-social a que as organiza\u00e7\u00f5es de esquerda estiveram submetidas, fizeram com que buscassem atalhos na busca da dire\u00e7\u00e3o da classe trabalhadora, desvinculado-se de uma rela\u00e7\u00e3o real com o movimento e organiza\u00e7\u00e3o real dos trabalhadores. A conquista dos aparatos sindicais, dos cargos parlamentares e mesmo da legaliza\u00e7\u00e3o partid\u00e1ria e sua manuten\u00e7\u00e3o, transformaram-se em uma necessidade imperiosa em si mesma. O longo per\u00edodo de estabilidade da democracia burguesa provocou a adapta\u00e7\u00e3o \u00e0 rotina e privil\u00e9gios dos aparatos, com conseq\u00fc\u00eancias desastrosas na consci\u00eancia e a\u00e7\u00e3o. Junto com isso, o baixo n\u00edvel de forma\u00e7\u00e3o pol\u00edtica\/te\u00f3rica dos ativistas e militantes, a incapacidade de fazer um debate s\u00e9rio frente aos elementos novos da realidade, a concep\u00e7\u00e3o messi\u00e2nica de ser transmissor da verdade revolucion\u00e1ria, tudo isso d\u00e1 origem a uma pr\u00e1tica em que prevalece a imposi\u00e7\u00e3o das posi\u00e7\u00f5es a qualquer pre\u00e7o e fundamentalmente o distanciamento das bases do movimento e de sua disputa pol\u00edtica, ideol\u00f3gica e organizativa. Portanto, \u00e9 necess\u00e1rio tomar medidas radicais de combate \u00e0 burocratiza\u00e7\u00e3o, que n\u00e3o podem ser um fim em si, mas parte de uma revolu\u00e7\u00e3o na rela\u00e7\u00e3o com movimento dos trabalhadores e na a\u00e7\u00e3o sindical e pol\u00edtica.<\/p>\n<p>A Nova Central que vai surgir, fruto da conflu\u00eancia de for\u00e7as que n\u00e3o passaram para o lado da ordem burguesa e permaneceram no terreno da luta dos trabalhadores, n\u00e3o pode ser uma soma de correntes organizadas. Apesar de todas a suas contradi\u00e7\u00f5es, tem que ser uma s\u00edntese que rompa com a estrutura sindical estatista vigente, que nesta etapa de ac\u00famulo de for\u00e7as, permita a\u00e7\u00f5es unit\u00e1rias e se construa como refer\u00eancia para que, quando o movimento de acenso explodir, tenha condi\u00e7\u00f5es de se postular enquanto dire\u00e7\u00e3o. Para isso, tem que romper com o imediatismo e a adapta\u00e7\u00e3o ao calend\u00e1rio das campanhas salariais e eleitorais; tem que encaminhar a luta contra o sucateamento do servi\u00e7o p\u00fablico, a precariza\u00e7\u00e3o do trabalho seja formal ou informal, o rebaixamento do n\u00edvel de vida, lutar pela estabilidade no emprego, numa a\u00e7\u00e3o permanente de agita\u00e7\u00e3o, propaganda e organiza\u00e7\u00e3o na base.<\/p>\n<p>Diante do processo eleitoral em que a classe dominante usa de todos os art\u00edficios para iludir a classe trabalhadora, apresentando uma falsa polariza\u00e7\u00e3o de projetos, que apesar de diferen\u00e7as pontuais, representam a mesma ess\u00eancia de manuten\u00e7\u00e3o da ordem capitalista; diante do discurso de que trata-se de eleger o administrador mais competente e assim tudo ir\u00e1 melhorar; e ainda com os mecanismos da burguesia para manter a classe passiva diante da explora\u00e7\u00e3o e da opress\u00e3o; diante disso tudo a falta de disposi\u00e7\u00e3o pol\u00edtica, apesar de todos os discursos em contr\u00e1rio, de construir uma frente de esquerda, que a partir da base do movimento, denunciasse a falsidade da democracia burguesa e apresentasse uma alternativa de classe \u00e9 extremamente equivocada. Este debate n\u00e3o deve ficar restrito \u00e0s dire\u00e7\u00f5es dos partidos, mas ser feito pelo conjunto do movimento, devem ser chamadas plen\u00e1rias de base que possibilitem, mantendo a autonomia dos partidos, um posicionar-se sobre o encaminhamento de uma campanha eleitoral onde a classe n\u00e3o se depare com a divis\u00e3o e disputa dentro do campo socialista.<\/p>\n<p>As organiza\u00e7\u00f5es da esquerda socialista t\u00eam sido incapazes de romper com o esquematismo, com o voluntarismo inconseq\u00fcente e com a capitula\u00e7\u00e3o reformista ao atraso da consci\u00eancia das massas. Por outro lado, a dispers\u00e3o dos grupos de esquerda e ativistas revolucion\u00e1rios e socialistas cr\u00edticos, impossibilita o avan\u00e7o do debate e a constru\u00e7\u00e3o de uma alternativa que n\u00e3o se baseie num amontoado de palavras de ordem\/reivindica\u00e7\u00f5es &#8220;principistas&#8221; e sim numa compreens\u00e3o comum da realidade e dos desafios colocados que permita sair de uma atua\u00e7\u00e3o limitada e do discurso abstrato para uma a\u00e7\u00e3o pol\u00edtica revolucion\u00e1ria concreta.<\/p>\n<p>Diante disto, \u00e9 urgente ter a iniciativa de constru\u00e7\u00e3o de um bloco que re\u00fana os que compartilhem desse entendimento, de modo a potencializar a for\u00e7a de interven\u00e7\u00e3o e avan\u00e7ar a partir da experi\u00eancia, debate e conflu\u00eancia pol\u00edticas na constru\u00e7\u00e3o de um movimento socialista e revolucion\u00e1rio que intervenha no processo vivo da luta de classes.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<h2>\n\tReconstruir o movimento dos trabalhadores numa perspectiva revolucion&aacute;ria e socialista<\/h2>\n<p>\n\tEstamos diante de um momento hist&oacute;rico em que a besta capitalista luta para sobreviver, mesmo que com isso leve o mundo &agrave; destrui&ccedil;&atilde;o. O velho est&aacute; morrendo e o novo luta para nascer. Diante da crise e instabilidade crescentes, os revolucion&aacute;rios e os trabalhadores conscientes tem a miss&atilde;o de ajudarem a classe trabalhadora a construir uma alternativa revolucion&aacute;ria &agrave; sociedade capitalista exploradora e opressora.<\/p>\n<p>\n\tTodos s&atilde;o a favor da unidade, falam em unidade, mas ent&atilde;o por qu&ecirc; &eacute; t&atilde;o dif&iacute;cil concretiz&aacute;-la? Diante dos imensos ataques que a classe trabalhadora vem sofrendo e outros maiores que ainda vir&atilde;o, diante da fragmenta&ccedil;&atilde;o e do retrocesso da consci&ecirc;ncia, a unidade da classe trabalhadora e do movimento de todos os explorados e oprimidos &eacute; uma quest&atilde;o central, que vai al&eacute;m da luta de resist&ecirc;ncia. Ela deve ser constru&iacute;da a partir da exist&ecirc;ncia de interesses de classe comuns na luta contra um inimigo comum. 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