{"id":249,"date":"2010-06-17T21:59:22","date_gmt":"2010-06-17T21:59:22","guid":{"rendered":"http:\/\/espacosocialista.org\/?q=node\/249"},"modified":"2013-01-19T18:33:53","modified_gmt":"2013-01-19T20:33:53","slug":"o-que-devemos-defender-para-minimizar-o-sofrimento-da-mulher-trabalhadora","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.espacosocialista.org\/portal\/2010\/06\/o-que-devemos-defender-para-minimizar-o-sofrimento-da-mulher-trabalhadora\/","title":{"rendered":"O que devemos defender para minimizar o sofrimento da mulher trabalhadora"},"content":{"rendered":"<h3>O que devemos defender para minimizar o sofrimento da mulher trabalhadora<\/h3>\n<h4><strong>Jornada de trabalho: Por mais tempo livre dos trabalhos dom\u00e9sticos!<\/strong><\/h4>\n<ol>\n<li>Redu\u00e7\u00e3o da jornada de trabalho, sem redu\u00e7\u00e3o do sal\u00e1rio, sem a dupla jornada e com cotas proporcionais para as mulheres negras;<\/li>\n<li>Divis\u00e3o das tarefas dom\u00e9sticas entre todos os membros da casa;<\/li>\n<li>Creches p\u00fablicas, gratuitas e com alta qualidade de ensino com funcionamento 24 horas, nos fins-de-semana e inclusive nos locais de trabalho e estudo.<\/li>\n<li>Enquanto as creches n\u00e3o estiverem prontas devemos exigir o <i>Aux\u00edlio Bab\u00e1<\/i> em que a pessoa respons\u00e1vel pela crian\u00e7a de at\u00e9 12 anos recebe um sal\u00e1rio m\u00e9dio para contratar uma pessoa de confian\u00e7a que cuidar\u00e1 de seu agregado.<\/li>\n<li>As organiza\u00e7\u00f5es pol\u00edticas e sindicatos devem criar condi\u00e7\u00f5es (contratar bab\u00e1 ou creche), durante as atividades militantes, para a participa\u00e7\u00e3o de m\u00e3es trabalhadoras e pais com a guarda dos filhos;<\/li>\n<li>Lavanderias p\u00fablicas, gratuitas e com qualidade em todos os bairros;<\/li>\n<\/ol>\n<h4><strong>Viol\u00eancia contra a mulher: Por uma vida digna e justa para a nossa classe!<\/strong><\/h4>\n<ol>\n<li>Fim da escravid\u00e3o dom\u00e9stica;<\/li>\n<li>Investimento, do Estado, em uma campanha massiva de orienta\u00e7\u00e3o sexual, preven\u00e7\u00e3o contraceptiva e preven\u00e7\u00e3o \u00e0 AIDS e outras DST&#8217;s nas escolas, bairros, postos de sa\u00fade, sindicatos, televis\u00e3o, r\u00e1dio, etc;<\/li>\n<li>Distribui\u00e7\u00e3o gratuita e sistem\u00e1tica de preservativos masculinos e femininos, p\u00edlulas e inje\u00e7\u00f5es anticoncepcionais e do dia seguinte nos postos dos SUS e nos planos de sa\u00fade;<\/li>\n<li>Pela descriminaliza\u00e7\u00e3o e legaliza\u00e7\u00e3o do aborto. Pela obrigatoriedade do atendimento pelo SUS e planos de sa\u00fade. N\u00e3o podemos entender o aborto como um m\u00e9todo contraceptivo. Mas ele \u00e9 um fato. Ao contr\u00e1rio do que dizem o aborto, bem assistido, \u00e9 uma defesa da vida da mulher e <b>n\u00e3o<\/b> faz mais mal para o corpo da mulher do que o parto. O atendimento p\u00fablico, com qualidade, \u00e9 necess\u00e1rio para as mulheres da classe trabalhadora que n\u00e3o conseguem pagar uma cl\u00ednica. A lei existente hoje prev\u00ea pris\u00e3o de 01 a 03 anos para a mulher e para quem o realiza. O suposto pai sequer \u00e9 mencionado. Para deixar de ser crime um dos projetos de lei em tramita\u00e7\u00e3o no Congresso Nacional (majoritariamente composto por homens da direita) poder\u00e1 ser aprovado. Ele prop\u00f5e a permiss\u00e3o da interrup\u00e7\u00e3o da gravidez de at\u00e9 12 semanas em qualquer circunst\u00e2ncia, de at\u00e9 20 semanas em caso de estupro e em qualquer tempo nos casos de m\u00e1-forma\u00e7\u00e3o do feto ou risco \u00e0 sa\u00fade da mulher. Prev\u00ea a utiliza\u00e7\u00e3o dos SUS e dos planos de sa\u00fade para tais pr\u00e1ticas.<\/li>\n<li>A mulher deve decidir sobre o seu pr\u00f3prio corpo, em todos os sentidos;<\/li>\n<li>As rela\u00e7\u00f5es de companheirismo e fraternidade devem prevalecer entre as mulheres para resistirem e trazerem todos os camaradas em seus locais de trabalho, estudo e milit\u00e2ncia contra os Ass\u00e9dios moral e sexual;<\/li>\n<li>Apoio psicol\u00f3gico e pol\u00edticas de inclus\u00e3o ou recoloca\u00e7\u00e3o no mercado de trabalho para as mulheres v\u00edtimas de viol\u00eancia dom\u00e9stica, al\u00e9m das medidas de assist\u00eancia social. A nova legisla\u00e7\u00e3o (Lei Maria da Penha 11.340\/06) avan\u00e7a quando trata da viol\u00eancia contra a mulher e por trazer a possibilidade de que todo boletim de ocorr\u00eancia de viol\u00eancia dom\u00e9stica se transforme em inqu\u00e9rito policial. Al\u00e9m de uma condena\u00e7\u00e3o penal de at\u00e9 tr\u00eas anos de pris\u00e3o, o agressor ainda pode ter decretada a separa\u00e7\u00e3o, condena\u00e7\u00e3o em alimentos, perda da guarda dos filhos al\u00e9m de outras medidas como afastamento do lar, perda do porte de armas, determina\u00e7\u00e3o de que se mantenha distanciado da v\u00edtima e at\u00e9 o direito de a mulher reaver seus bens e cancelar procura\u00e7\u00f5es em nome do agressor. No entanto n\u00e3o aponta nada quanto \u00e0 situa\u00e7\u00e3o, existente em muitos casos, da depend\u00eancia financeira da mulher e quanto a um dos principais fatores associado a atos de viol\u00eancia dom\u00e9stica, que \u00e9 o alcoolismo;<\/li>\n<li>Que o Estado reconhe\u00e7a o alcoolismo e a depend\u00eancia qu\u00edmica como problemas de sa\u00fade p\u00fablica e garanta para a nossa classe o tratamento pelo SUS e planos de sa\u00fade;<\/li>\n<li>Combate \u00e0 prostitui\u00e7\u00e3o de crian\u00e7as e adolescentes atacando as verdadeiras ra\u00edzes &#8211; a pobreza, a viol\u00eancia e o tr\u00e1fico de drogas &#8211; que levam crian\u00e7as e adolescentes \u00e0 situa\u00e7\u00e3o de explora\u00e7\u00e3o sexual-comercial. Com a redu\u00e7\u00e3o da jornada de trabalho com emprego para todos, a qualidade de ensino nas escolas p\u00fablicas, o lazer, o esporte, etc;<\/li>\n<li>Combate ao tr\u00e1fico de seres humanos. O Brasil, de acordo com a Organiza\u00e7\u00e3o Internacional para Migra\u00e7\u00f5es, OIM, \u00e9 o pa\u00eds sul-americano com o maior n\u00famero de casos de tr\u00e1fico humano. O tr\u00e1fico internacional de mulheres, crian\u00e7as e adolescentes movimenta anualmente entre US$ 7 e US$ 9 bilh\u00f5es, tornando-se uma das atividades mais lucrativas do crime organizado transnacional. Estima-se que o lucro das redes com cada ser humano transportado ilegalmente de um pa\u00eds para outro chegue a US$ 30mil. Apesar de ser poss\u00edvel constatar aumento dos casos, poucos traficantes de fato s\u00e3o presos. N\u00e3o podemos fechar os olhos para essa situa\u00e7\u00e3o. A mulher, que desesperadamente quer sobreviver, n\u00e3o pode continuar sendo mercadoria do tr\u00e1fico internacional de seres humanos para prostitui\u00e7\u00e3o e trabalho escravo;<\/li>\n<li>N\u00e3o aceitamos que a teoria do criacionismo (que coloca a mulher em posi\u00e7\u00e3o de submiss\u00e3o e humilha\u00e7\u00e3o) seja parte dos conte\u00fados ensinados nas escolas;<\/li>\n<li>Pela aboli\u00e7\u00e3o do padr\u00e3o est\u00e9tico bul\u00edmico e anor\u00e9xico, que busca valorizar a mulher trabalhadora atribuindo-lhe a auto-estima da mulher burguesa, o que tem contribu\u00eddo, entre outras coisas, na supress\u00e3o de mulheres gordas ou negras do acirrado mercado de trabalho, por exemplo, em shopping centers; Devemos estar atentas a todo o malabarismo feito pela imprensa burguesa e j\u00e1 assumido por alguns sindicatos de impor o estelionato dermatol\u00f3gico.<\/li>\n<li>Que sejam abolidas as formas subjetivas de contrata\u00e7\u00e3o em processos seletivos ou concursos p\u00fablicos com tais como: foto, din\u00e2mica de grupo, etc;<\/li>\n<li>Contra todo tipo de preconceito e discrimina\u00e7\u00e3o. Estudos da esquerda sobre homossexualismo pouco contribuem em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 mulher homossexual. A luta contra o preconceito e a discrimina\u00e7\u00e3o deve considerar, inclusive, a dificuldade, da mulher homossexual, de manter sexo seguro;<\/li>\n<li>Reconhecemos a uni\u00e3o civil homossexual, inclusive com direitos \u00e0 ado\u00e7\u00e3o;<\/li>\n<li>Por uma sexualidade livre dos preconceitos religiosos, de ra\u00e7a, de orienta\u00e7\u00e3o sexual e n\u00e3o submetida \u00e0s imposi\u00e7\u00f5es do capital.<\/li>\n<\/ol>\n<h4><strong>Emprego: Pela n\u00e3o depend\u00eancia financeira que humilha e maltrata!<\/strong><\/h4>\n<ol>\n<li>Redu\u00e7\u00e3o da Jornada de trabalho com sal\u00e1rio m\u00ednimo do Dieese para todas as m\u00e3es do campo e da cidade que trabalham fora com cotas proporcionais para as mulheres negras;<\/li>\n<li>Carteira assinada e com todos os direitos trabalhistas a todas mulheres que trabalham em situa\u00e7\u00f5es prec\u00e1rias e terceirizadas. Exemplo: estagi\u00e1rias, operadoras de telemarketing, empregadas dom\u00e9sticas, trabalhadoras do campo, etc;<\/li>\n<li>Contra a revista \u00edntima no emprego;<\/li>\n<li>N\u00e3o a discrimina\u00e7\u00e3o da mulher negra. Nesse mercado de trabalho injusto e racista \u00e9 o que vemos o tempo todo. N\u00e3o podemos aceitar que se torne natural a qualifica\u00e7\u00e3o da mulher negra apenas para atividades dom\u00e9sticas, cujas origens adv\u00eam da nossa heran\u00e7a escravista patriarcal;<\/li>\n<li>Pela diminui\u00e7\u00e3o da idade de aposentaria para a mulher que trabalha fora ou dentro de casa. A mulher da nossa classe trabalha a vida inteira. O tempo de contribui\u00e7\u00e3o n\u00e3o pode ser um impedimento para a sua aposentadoria. Se a mulher est\u00e1 vivendo mais, certamente est\u00e1 trabalhando mais;<\/li>\n<li>Licen\u00e7a Gestante de 6 meses, tempo ideal para a amamenta\u00e7\u00e3o exclusiva, com redu\u00e7\u00e3o da jornada ap\u00f3s a volta ao trabalho (entrar uma hora mais tarde e sair uma hora mais cedo) para complementar com o leite materno a alimenta\u00e7\u00e3o da crian\u00e7a at\u00e9 completar dois anos e meio. A mulher trabalhadora tem direito de amamentar! Pesquisas cient\u00edficas comprovam a necessidade da amamenta\u00e7\u00e3o.<\/li>\n<li>Doen\u00e7as al\u00e9rgicas, algumas do sistema imunol\u00f3gico, alguns tipos de c\u00e2nceres, obesidade, diabete e doen\u00e7as cardiovasculares podem ser associadas \u00e0 falta de amamenta\u00e7\u00e3o ou \u00e0 amamenta\u00e7\u00e3o irregular. O sistema capitalista exige filhos, mas n\u00e3o quer permitir \u00e0 mulher trabalhadora a possibilidade de t\u00ea-los sem grande sofrimento.<\/li>\n<\/ol>\n<h4><strong>Sa\u00fade: Por qualidade de vida e por vida!<\/strong><\/h4>\n<ol>\n<li>A nossa luta deve ser, cada vez mais, por hospitais p\u00fablicos e com qualidade. Existe tecnologia para isso. A quantidade de valor que \u00e9 retirado dos trabalhadores tamb\u00e9m possibilita isso. A nossa classe, que trabalha muito, merece ser bem tratada.<\/li>\n<li>N\u00e3o aceitamos a ditadura do parto normal e at\u00e9 do f\u00f3rceps na rede p\u00fablica e do parto cesariana nos hospitais particulares. A mulher deve ser bem instru\u00edda para decidir com seguran\u00e7a sobre o tipo de parto e ter boa assist\u00eancia;<\/li>\n<li>Orienta\u00e7\u00e3o e diagn\u00f3sticos precisos para que a mulher decida se realiza ou n\u00e3o a cirurgia para retirada do \u00fatero, que tem servido, para muitos m\u00e9dicos, como instrumento de esteriliza\u00e7\u00e3o das mulheres trabalhadoras;<\/li>\n<li>A nossa classe deve se mobilizar contra o descaso aos portadores de c\u00e2ncer. A falta de medicamentos e tratamentos adequados est\u00e1 reduzindo o tempo de vida dos trabalhadores portadores de doen\u00e7as causadas pelo tipo de vida imposta pelo capitalismo;<\/li>\n<li>Por um programa espec\u00edfico para a sa\u00fade da mulher negra, incluindo no SUS diagn\u00f3sticos r\u00e1pidos e tratamento de doen\u00e7as espec\u00edficas da popula\u00e7\u00e3o negra, como a anemia falciforme e outras.<\/li>\n<li>Inclus\u00e3o da disciplina de orienta\u00e7\u00e3o sexual no curr\u00edculo das escolas.<\/li>\n<\/ol>\n<h4><strong>Forma\u00e7\u00e3o: Para a transforma\u00e7\u00e3o e pela transforma\u00e7\u00e3o<\/strong><\/h4>\n<ol>\n<li>Devemos estar atentas e buscar impulsionar, com os demais trabalhadores, uma pol\u00edtica de forma\u00e7\u00e3o que busque a participa\u00e7\u00e3o ativa e efetiva da mulher na transforma\u00e7\u00e3o da sociedade, respeitando suas caracter\u00edsticas;<\/li>\n<li>As mulheres da classe trabalhadora podem aprender a observar os elementos contradit\u00f3rios que apresenta o sistema do capital e obter uma forma\u00e7\u00e3o marxista-socialista;<\/li>\n<li>Devem ter amplo acesso a materiais e cursos tamb\u00e9m da hist\u00f3ria do movimento oper\u00e1rio, das lutas ou revolu\u00e7\u00f5es, que abordem e destaque as lutadoras;<\/li>\n<li>Da mesma forma, devem poder conhecer o movimento sindical e estudantil at\u00e9 o seu significado hoje, com enfoque na mulher militante na organiza\u00e7\u00e3o da classe;<\/li>\n<li>Realizar estudos sobre as pr\u00f3prias categorias onde est\u00e3o inseridas;<\/li>\n<li>Conhecer legisla\u00e7\u00e3o, estatuto ou regimento das organiza\u00e7\u00f5es em que atuam;<\/li>\n<li>Incentivo a falar em p\u00fablico, escrever e assumir tarefas;<\/li>\n<li>Prepara\u00e7\u00e3o para assumir tarefas de dire\u00e7\u00e3o;<\/li>\n<li>Cotas proporcionais, ao n\u00famero de mulheres nas categorias ou organiza\u00e7\u00f5es, nos \u00f3rg\u00e3os de dire\u00e7\u00e3o com cuidados (tempo, situa\u00e7\u00e3o financeira) que facilitem a participa\u00e7\u00e3o;<\/li>\n<li>Pelo fim da discrimina\u00e7\u00e3o \u00e0 mulher nos livros did\u00e1ticos.<\/li>\n<\/ol>\n<hr \/>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<h3>\n\tO que devemos defender para minimizar o sofrimento da mulher trabalhadora<\/h3>\n<h4>\n\t<strong>Jornada de trabalho: Por mais tempo livre dos trabalhos dom&eacute;sticos!<\/strong><\/h4>\n<ol>\n<li>\n\t\tRedu&ccedil;&atilde;o da jornada de trabalho, sem redu&ccedil;&atilde;o do sal&aacute;rio, sem a dupla jornada e com cotas proporcionais para as mulheres negras;<\/li>\n<li>\n\t\tDivis&atilde;o das tarefas dom&eacute;sticas entre todos os membros da casa;<\/li>\n<li>\n\t\tCreches p&uacute;blicas, gratuitas e com alta qualidade de ensino com funcionamento 24 horas, nos fins-de-semana e inclusive nos locais de trabalho e estudo.<\/li>\n<li>\n\t\tEnquanto as creches n&atilde;o estiverem prontas devemos exigir o <i>Aux&iacute;lio Bab&aacute;<\/i> em que a pessoa respons&aacute;vel pela crian&ccedil;a de at&eacute; 12 anos recebe um sal&aacute;rio m&eacute;dio para contratar uma pessoa de confian&ccedil;a que cuidar&aacute; de seu agregado.<\/li>\n<li>\n\t\tAs organiza&ccedil;&otilde;es pol&iacute;ticas e sindicatos devem criar condi&ccedil;&otilde;es (contratar bab&aacute; ou creche), durante as atividades militantes, para a participa&ccedil;&atilde;o de m&atilde;es trabalhadoras e pais com a guarda dos filhos;<\/li>\n<li>\n\t\tLavanderias p&uacute;blicas, gratuitas e com qualidade em todos os bairros;<\/li>\n<\/ol>\n<h4>\n\t<strong>Viol&ecirc;ncia contra a mulher: Por uma vida digna e justa para a nossa classe!<\/strong><\/h4>\n<ol>\n<li>\n\t\tFim da escravid&atilde;o dom&eacute;stica;<\/li>\n<li>\n\t\tInvestimento, do Estado, em uma campanha massiva de orienta&ccedil;&atilde;o sexual, preven&ccedil;&atilde;o contraceptiva e preven&ccedil;&atilde;o &agrave; AIDS e outras DST&#39;s nas escolas, bairros, postos de sa&uacute;de, sindicatos, televis&atilde;o, r&aacute;dio, etc;<\/li>\n<li>\n\t\tDistribui&ccedil;&atilde;o gratuita e sistem&aacute;tica de preservativos masculinos e femininos, p&iacute;lulas e inje&ccedil;&otilde;es anticoncepcionais e do dia seguinte nos postos dos SUS e nos planos de sa&uacute;de;<\/li>\n<li>\n\t\tPela descriminaliza&ccedil;&atilde;o e legaliza&ccedil;&atilde;o do aborto. 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A luta contra o preconceito e a discrimina&ccedil;&atilde;o deve considerar, inclusive, a dificuldade, da mulher homossexual, de manter sexo seguro;<\/li>\n<li>\n\t\tReconhecemos a uni&atilde;o civil homossexual, inclusive com direitos &agrave; ado&ccedil;&atilde;o;<\/li>\n<li>\n\t\tPor uma sexualidade livre dos preconceitos religiosos, de ra&ccedil;a, de orienta&ccedil;&atilde;o sexual e n&atilde;o submetida &agrave;s imposi&ccedil;&otilde;es do capital.<\/li>\n<\/ol>\n<h4>\n\t<strong>Emprego: Pela n&atilde;o depend&ecirc;ncia financeira que humilha e maltrata!<\/strong><\/h4>\n<ol>\n<li>\n\t\tRedu&ccedil;&atilde;o da Jornada de trabalho com sal&aacute;rio m&iacute;nimo do Dieese para todas as m&atilde;es do campo e da cidade que trabalham fora com cotas proporcionais para as mulheres negras;<\/li>\n<li>\n\t\tCarteira assinada e com todos os direitos trabalhistas a todas mulheres que trabalham em situa&ccedil;&otilde;es prec&aacute;rias e terceirizadas. Exemplo: estagi&aacute;rias, operadoras de telemarketing, empregadas dom&eacute;sticas, trabalhadoras do campo, etc;<\/li>\n<li>\n\t\tContra a revista &iacute;ntima no emprego;<\/li>\n<li>\n\t\tN&atilde;o a discrimina&ccedil;&atilde;o da mulher negra. Nesse mercado de trabalho injusto e racista &eacute; o que vemos o tempo todo. N&atilde;o podemos aceitar que se torne natural a qualifica&ccedil;&atilde;o da mulher negra apenas para atividades dom&eacute;sticas, cujas origens adv&ecirc;m da nossa heran&ccedil;a escravista patriarcal;<\/li>\n<li>\n\t\tPela diminui&ccedil;&atilde;o da idade de aposentaria para a mulher que trabalha fora ou dentro de casa. A mulher da nossa classe trabalha a vida inteira. O tempo de contribui&ccedil;&atilde;o n&atilde;o pode ser um impedimento para a sua aposentadoria. Se a mulher est&aacute; vivendo mais, certamente est&aacute; trabalhando mais;<\/li>\n<li>\n\t\tLicen&ccedil;a Gestante de 6 meses, tempo ideal para a amamenta&ccedil;&atilde;o exclusiva, com redu&ccedil;&atilde;o da jornada ap&oacute;s a volta ao trabalho (entrar uma hora mais tarde e sair uma hora mais cedo) para complementar com o leite materno a alimenta&ccedil;&atilde;o da crian&ccedil;a at&eacute; completar dois anos e meio. A mulher trabalhadora tem direito de amamentar! Pesquisas cient&iacute;ficas comprovam a necessidade da amamenta&ccedil;&atilde;o.<\/li>\n<li>\n\t\tDoen&ccedil;as al&eacute;rgicas, algumas do sistema imunol&oacute;gico, alguns tipos de c&acirc;nceres, obesidade, diabete e doen&ccedil;as cardiovasculares podem ser associadas &agrave; falta de amamenta&ccedil;&atilde;o ou &agrave; amamenta&ccedil;&atilde;o irregular. O sistema capitalista exige filhos, mas n&atilde;o quer permitir &agrave; mulher trabalhadora a possibilidade de t&ecirc;-los sem grande sofrimento.<\/li>\n<\/ol>\n<h4>\n\t<strong>Sa&uacute;de: Por qualidade de vida e por vida!<\/strong><\/h4>\n<ol>\n<li>\n\t\tA nossa luta deve ser, cada vez mais, por hospitais p&uacute;blicos e com qualidade. Existe tecnologia para isso. A quantidade de valor que &eacute; retirado dos trabalhadores tamb&eacute;m possibilita isso. A nossa classe, que trabalha muito, merece ser bem tratada.<\/li>\n<li>\n\t\tN&atilde;o aceitamos a ditadura do parto normal e at&eacute; do f&oacute;rceps na rede p&uacute;blica e do parto cesariana nos hospitais particulares. A mulher deve ser bem instru&iacute;da para decidir com seguran&ccedil;a sobre o tipo de parto e ter boa assist&ecirc;ncia;<\/li>\n<li>\n\t\tOrienta&ccedil;&atilde;o e diagn&oacute;sticos precisos para que a mulher decida se realiza ou n&atilde;o a cirurgia para retirada do &uacute;tero, que tem servido, para muitos m&eacute;dicos, como instrumento de esteriliza&ccedil;&atilde;o das mulheres trabalhadoras;<\/li>\n<li>\n\t\tA nossa classe deve se mobilizar contra o descaso aos portadores de c&acirc;ncer. A falta de medicamentos e tratamentos adequados est&aacute; reduzindo o tempo de vida dos trabalhadores portadores de doen&ccedil;as causadas pelo tipo de vida imposta pelo capitalismo;<\/li>\n<li>\n\t\tPor um programa espec&iacute;fico para a sa&uacute;de da mulher negra, incluindo no SUS diagn&oacute;sticos r&aacute;pidos e tratamento de doen&ccedil;as espec&iacute;ficas da popula&ccedil;&atilde;o negra, como a anemia falciforme e outras.<\/li>\n<li>\n\t\tInclus&atilde;o da disciplina de orienta&ccedil;&atilde;o sexual no curr&iacute;culo das escolas.<\/li>\n<\/ol>\n<h4>\n\t<strong>Forma&ccedil;&atilde;o: Para a transforma&ccedil;&atilde;o e pela transforma&ccedil;&atilde;o<\/strong><\/h4>\n<ol>\n<li>\n\t\tDevemos estar atentas e buscar impulsionar, com os demais trabalhadores, uma pol&iacute;tica de forma&ccedil;&atilde;o que busque a participa&ccedil;&atilde;o ativa e efetiva da mulher na transforma&ccedil;&atilde;o da sociedade, respeitando suas caracter&iacute;sticas;<\/li>\n<li>\n\t\tAs mulheres da classe trabalhadora podem aprender a observar os elementos contradit&oacute;rios que apresenta o sistema do capital e obter uma forma&ccedil;&atilde;o marxista-socialista;<\/li>\n<li>\n\t\tDevem ter amplo acesso a materiais e cursos tamb&eacute;m da hist&oacute;ria do movimento oper&aacute;rio, das lutas ou revolu&ccedil;&otilde;es, que abordem e destaque as lutadoras;<\/li>\n<li>\n\t\tDa mesma forma, devem poder conhecer o movimento sindical e estudantil at&eacute; o seu significado hoje, com enfoque na mulher militante na organiza&ccedil;&atilde;o da classe;<\/li>\n<li>\n\t\tRealizar estudos sobre as pr&oacute;prias categorias onde est&atilde;o inseridas;<\/li>\n<li>\n\t\tConhecer legisla&ccedil;&atilde;o, estatuto ou regimento das organiza&ccedil;&otilde;es em que atuam;<\/li>\n<li>\n\t\tIncentivo a falar em p&uacute;blico, escrever e assumir tarefas;<\/li>\n<li>\n\t\tPrepara&ccedil;&atilde;o para assumir tarefas de dire&ccedil;&atilde;o;<\/li>\n<li>\n\t\tCotas proporcionais, ao n&uacute;mero de mulheres nas categorias ou organiza&ccedil;&otilde;es, nos &oacute;rg&atilde;os de dire&ccedil;&atilde;o com cuidados (tempo, situa&ccedil;&atilde;o financeira) que facilitem a participa&ccedil;&atilde;o;<\/li>\n<li>\n\t\tPelo fim da discrimina&ccedil;&atilde;o &agrave; mulher nos livros did&aacute;ticos.<\/li>\n<\/ol>\n<hr \/>\n","protected":false},"author":3,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[5,14],"tags":[],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.espacosocialista.org\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/249"}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.espacosocialista.org\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.espacosocialista.org\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.espacosocialista.org\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/users\/3"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.espacosocialista.org\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=249"}],"version-history":[{"count":2,"href":"https:\/\/www.espacosocialista.org\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/249\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":770,"href":"https:\/\/www.espacosocialista.org\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/249\/revisions\/770"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.espacosocialista.org\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=249"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.espacosocialista.org\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=249"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.espacosocialista.org\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=249"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}