{"id":254,"date":"2010-10-22T19:58:53","date_gmt":"2010-10-22T21:58:53","guid":{"rendered":"http:\/\/espacosocialista.org\/?q=node\/254"},"modified":"2013-01-19T18:45:59","modified_gmt":"2013-01-19T20:45:59","slug":"serra-e-dilma-a-servico-do-capital-e-contra-os","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.espacosocialista.org\/portal\/2010\/10\/serra-e-dilma-a-servico-do-capital-e-contra-os\/","title":{"rendered":"Serra e Dilma: a servi\u00e7o do capital e contra os"},"content":{"rendered":"<p class=\"rtecenter\">\n\t<strong>Serra e Dilma: a servi&ccedil;o do capital e contra os <\/strong><strong>trabalhadores<\/strong><\/p>\n<p class=\"rtejustify\">\n\tN&atilde;o vemos nem em Dilma e nem na oposi&ccedil;&atilde;o burguesa qualquer possibilidade de melhora das condi&ccedil;&otilde;es de vida da classe trabalhadora porque os projetos de ambos t&ecirc;m conte&uacute;dos id&ecirc;nticos, ou seja, atendem &uacute;nica e exclusivamente os interesses da burguesia.<\/p>\n<p class=\"rtejustify\">\n\tA pr&oacute;pria gest&atilde;o do governo Lula foi na verdade a continuidade do governo FHC, mantendo integralmente todas as pol&iacute;ticas desse governo.<\/p>\n<p class=\"rtejustify\">\n\tUma poss&iacute;vel diferen&ccedil;a entre Serra e Dilma est&aacute; no fato de que o PT defende um projeto capitalista com um pouco mais de controle do Estado do que o PSDB. Mas essa diferen&ccedil;a s&oacute; ocorre porque a burocracia petista necessita mais do Estado para sobreviver economicamente, pois &eacute; da m&aacute;quina do Estado que aufere seus rendimentos e privil&eacute;gios, com participa&ccedil;&otilde;es nos gordos fundos de pens&otilde;es, altos sal&aacute;rios nos cargos de confian&ccedil;a nas estatais, privil&eacute;gios parlamentares e privil&eacute;gios sindicais.<\/p>\n<p class=\"rtejustify\">\n\tPor&eacute;m, em que pesem as diverg&ecirc;ncias pontuais do PT com o PSDB, ambos t&ecirc;m acordo no projeto estrat&eacute;gico de tornar o Brasil um pa&iacute;s vi&aacute;vel para o capital, o que significa necessariamente a ajuda &agrave;s empresas e o aumento dos ataques aos trabalhadores, particularmente com a possibilidade do agravamento da crise econ&ocirc;mica nos pa&iacute;ses centrais.<\/p>\n<p class=\"rtejustify\">\n\tEm rela&ccedil;&atilde;o ao apoio da burguesia e do imperialismo para Dilma ou para Serra, o que tem sido explicitado &eacute; que tanto Serra quanto Dilma agradam a burguesia e o imperialismo. Se o PSDB tem fortes liga&ccedil;&otilde;es com o empresariado paulista e com o capital financeiro, o PT tem como caracter&iacute;stica principal n&atilde;o responder a nenhum setor espec&iacute;fico do capital, mas sim preocupar-se com a movimenta&ccedil;&atilde;o do capital de conjunto que opera no Brasil, o que lhe d&aacute; a condi&ccedil;&atilde;o de tr&acirc;nsito entre os v&aacute;rios setores da burguesia. Outra quest&atilde;o importante para a burguesia &eacute; a integra&ccedil;&atilde;o de v&aacute;rias entidades (CUT, UNE, MST) ao Estado &ndash; conv&ecirc;nios com minist&eacute;rios, verbas para as centrais sindicais e estudantis, recursos para assentamentos, etc -, o que serviu para impedir que o movimento social radicalizasse as lutas.<\/p>\n<p class=\"rtejustify\">\n\tSobre o significado dos votos, nos parece que o PT consolidou uma tend&ecirc;ncia das &uacute;ltimas elei&ccedil;&otilde;es que &eacute; a sua sustenta&ccedil;&atilde;o nos setores mais pauperizados do Brasil, situa&ccedil;&atilde;o que conseguiu com a implementa&ccedil;&atilde;o principalmente do &ldquo;bolsa fam&iacute;lia&rdquo;, um programa que n&atilde;o resolve a situa&ccedil;&atilde;o de mis&eacute;ria dos trabalhadores e tem se mostrado capaz de angariar muitos votos. Os votos do PSDB tiveram mais presen&ccedil;a nos principais centros urbanos do pa&iacute;s, onde se localiza uma classe m&eacute;dia mais conservadora. Podemos at&eacute; fazer uma analogia com a Venezuela e Bol&iacute;via, em que os partidos &ldquo;ditos de esquerda&rdquo; controlam as regi&otilde;es mais pobres do pa&iacute;s, e os de direita t&ecirc;m mais presen&ccedil;a nas grandes cidades.<\/p>\n<p class=\"rtejustify\">\n\tJ&aacute; Marina conseguiu ganhar um outro segmento da classe m&eacute;dia, sobretudo onde setores do funcionalismo t&ecirc;m grande peso como &eacute; o caso do Distrito Federal e do Rio de Janeiro. N&atilde;o vemos esses votos como de esquerda ou algo parecido, mas que expressaram um certo desgaste tanto do PT quanto do PSDB, principalmente por conta dos seguidos esc&acirc;ndalos protagonizados por esses dois partidos.<\/p>\n<p class=\"rtejustify\">\n\tContudo, Marina ainda n&atilde;o tem base de sustenta&ccedil;&atilde;o para levar adiante o projeto que a burguesia tem para o Brasil. A ida de Dilma e Serra para o segundo turno tamb&eacute;m representa a vit&oacute;ria nas elei&ccedil;&otilde;es do projeto da burguesia, que hoje &eacute; administrado por Lula. A burguesia, atrav&eacute;s dos tr&ecirc;s principais candidatos, conseguiu impor as suas propostas e ter no segundo turno dois candidatos que representam &ldquo;mais do mesmo&rdquo;.<\/p>\n<p class=\"rtejustify\">\n\tAbaixo elencamos alguns fatos que ao nosso ver expressam a semelhan&ccedil;a das propostas de Serra e Dilma.<\/p>\n<p class=\"rtejustify\">\n\t&nbsp;<\/p>\n<p class=\"rtejustify\">\n\t<strong>N<\/strong><strong>A CRISE<\/strong><strong>, PSDB <\/strong><strong>E <\/strong><strong>PT <\/strong><strong>SOCORREM OS CAPITALISTAS<\/strong><\/p>\n<p class=\"rtejustify\">\n\tNo auge da crise econ&ocirc;mica, os governos Lula e Serra foram bastante generosos com os capitalistas, com uma s&eacute;rie de concess&otilde;es de isen&ccedil;&otilde;es tribut&aacute;rias &#8211; IPI, ICMS, etc -, linhas de cr&eacute;dito com juros muito abaixo do mercado, adiamento da data de recolhimento de impostos &#8211; mais tempo para a burguesia trabalhar com o dinheiro -, totalizando por volta de R$ 300 bilh&otilde;es para os capitalistas.<\/p>\n<p class=\"rtejustify\">\n\tSe por um lado Lula\/PT liberou bilh&otilde;es para a burguesia, por outro, as dire&ccedil;&otilde;es sindicais ligadas ao PT &ndash; CUT &#8211; e &agrave;s demais que o ap&oacute;iam &ndash; For&ccedil;a Sindical, CGT, etc &#8211; come&ccedil;aram a fazer uma s&eacute;rie de acordos com a patronal que permitiram a redu&ccedil;&atilde;o de sal&aacute;rios e direitos trabalhistas. Na Embraer, onde o governo tem assento no conselho deliberativo, aconteceram 4200 demiss&otilde;es e mais uma vez Lula e as dire&ccedil;&otilde;es sindicais da CUT foram coniventes.<\/p>\n<p class=\"rtejustify\">\n\tMostrando que os dois governos t&ecirc;m o mesmo projeto &ndash; o de defender a burguesia -, Serra n&atilde;o ficou atr&aacute;s e, em fevereiro de 2009, liberou um pacote que totalizou R$ 20,6 bilh&otilde;es com desonera&ccedil;&atilde;o de investimento, linhas de cr&eacute;ditos com taxas de juros reduzidas, etc. A contrapartida para o funcionalismo p&uacute;blico do Estado foi um reajuste de 0% em 2010.<\/p>\n<p class=\"rtejustify\">\n\tOs Governo Lula e Serra adotaram todas as medidas poss&iacute;veis para proteger o capital, tratando a burguesia com muito carinho e jogando para os trabalhadores a conta da crise. Essa &eacute; a l&oacute;gica dessas &ldquo;ajudas&rdquo; dos dois governos: retirar dos trabalhadores para dar aos capitalistas.<\/p>\n<p class=\"rtejustify\">\n\t&nbsp;<\/p>\n<p class=\"rtejustify\">\n\t<strong>R<\/strong><strong>EFORMA DA PREVID&Ecirc;NCIA<\/strong><strong>: FHC <\/strong><strong>COME&Ccedil;OU E <\/strong><strong>LULA <\/strong><strong>CONTINOU<\/strong><\/p>\n<p class=\"rtejustify\">\n\tDilma j&aacute; declarou que vai precisar fazer outra reforma da previd&ecirc;ncia para mudar a idade m&iacute;nima e tempo de contribui&ccedil;&atilde;o para aposentaria, inclusive Nelson Barbosa, cotado para assumir o Minist&eacute;rio da Fazenda no governo Dilma, &eacute; o respons&aacute;vel para elaborar a proposta da nova reforma da previd&ecirc;ncia.<\/p>\n<p class=\"rtejustify\">\n\tA primeira reforma da previd&ecirc;ncia foi no governo FHC, em 1998, que estabeleceu entre as principais mudan&ccedil;as idade m&iacute;nima para aposentadoria e tempo de perman&ecirc;ncia no servi&ccedil;o p&uacute;blico &#8211; 10 anos no servi&ccedil;o p&uacute;blico e cinco no cargo -, e no setor privado, em vez de tempo de trabalho passou a considerar somente o tempo de contribui&ccedil;&atilde;o &ndash; o que para muitos significou a perda de anos de trabalho, pois em muitos casos, mesmo o trabalhador fazendo a sua contribui&ccedil;&atilde;o, as empresas n&atilde;o recolhiam a contribui&ccedil;&atilde;o e esse tempo deixou de ser contado para a aposentadoria. Em 2003, o governo Lula, dando sequ&ecirc;ncia ao governo FHC\/PSDB, imp&ocirc;s contra os trabalhadores a continuidade da reforma previdenci&aacute;ria que FHC n&atilde;o tinha conseguido fazer. Por essa reforma, que atingiu principalmente os servidores p&uacute;blicos, findou-se o pagamento integral do sal&aacute;rio ao servidor que se aposentasse &ndash; este passou a n&atilde;o mais receber o sal&aacute;rio que ganhava quando estava na ativa -, houve um limite de recebimento de R$2.400,00 e tamb&eacute;m um desconto de 11% dos vencimentos dos aposentados.<\/p>\n<p class=\"rtejustify\">\n\tQuer dizer, o dinheiro foi retirado dos trabalhadores para ser dado aos banqueiros, e neste ponto tamb&eacute;m os governos do PT e do PSDB s&atilde;o muito semelhantes.<\/p>\n<p class=\"rtejustify\">\n\t&nbsp;<\/p>\n<p class=\"rtejustify\">\n\t<strong>PSDB <\/strong><strong>E <\/strong><strong>PT <\/strong><strong>PRIVATIZANDO A SA&Uacute;DE<\/strong><\/p>\n<p class=\"rtejustify\">\n\tUm dos grandes projetos do Serra na sa&uacute;de em S&atilde;o Paulo foi a transfer&ecirc;ncia da gest&atilde;o de hospitais p&uacute;blicos para as chamadas &ldquo;organiza&ccedil;&otilde;es sociais&rdquo;, que na verdade s&atilde;o empresas privadas de sa&uacute;de. Essas organiza&ccedil;&otilde;es sociais recebem por isso a quantia de 10% do total de verbas destinadas ao hospital, ou seja, repasse de dinheiro p&uacute;blico para a iniciativa privada. Nessa mesma pol&iacute;tica tamb&eacute;m permitiu que os hospitais p&uacute;blicos pudessem atender &#8211; com reserva de 25% do total de vagas &#8211; conv&ecirc;nios particulares com mais lucros para essas &ldquo;organiza&ccedil;&otilde;es sociais&rdquo;. Ou seja, estamos diante da privatiza&ccedil;&atilde;o do sistema p&uacute;blico de sa&uacute;de.<\/p>\n<p class=\"rtejustify\">\n\tAssim, h&aacute; uma destina&ccedil;&atilde;o das (j&aacute; poucas) vagas, antes destinadas &agrave;queles que necessitavam do servi&ccedil;o p&uacute;blico de sa&uacute;de, para a iniciativa privada. &Eacute; o mesmo modelo do antigo PAS aplicado por Maluf e Pitta no sistema municipal de sa&uacute;de da cidade de S&atilde;o Paulo.<\/p>\n<p class=\"rtejustify\">\n\tEsse &eacute; o mesmo modelo adotado pelo governo Lula no Instituto Nacional do C&acirc;ncer (INCA), em que pela proposta do governo federal passaria a ser administrado por entidade privada. A primeira tentativa de Lula de contrata&ccedil;&atilde;o (sem licita&ccedil;&atilde;o) das &ldquo;organiza&ccedil;&otilde;es sociais&rdquo; tamb&eacute;m aconteceu, mas foi derrotada pelos trabalhadores. Depois, o governo volta &agrave; tona com a proposta de um tal &ldquo;Servi&ccedil;o Social Aut&ocirc;nomo&rdquo;, que &eacute; outra vers&atilde;o de empresa privada para gerir recurso p&uacute;blico, e as consequ&ecirc;ncias s&atilde;o as mesmas que as da pol&iacute;tica do governo Serra, ou seja, terceiriza&ccedil;&atilde;o e precariza&ccedil;&atilde;o da m&atilde;o-de-obra. O mecanismo jur&iacute;dico para a privatiza&ccedil;&atilde;o, tanto do PSDB quanto do PT, &eacute; a cria&ccedil;&atilde;o das funda&ccedil;&otilde;es de direito privado, uma manobra para se apropriarem de dinheiro p&uacute;blico de &ldquo;forma legal&rdquo;.<\/p>\n<p class=\"rtejustify\">\n\tO SUS &#8211; Sistema &Uacute;nico de Sa&uacute;de -, que tem 95% dos servi&ccedil;os especializados prestados por empresas privadas, tamb&eacute;m tem sofrido constantes ataques ao seu car&aacute;ter p&uacute;blico, a ponto de o presidente do Conselho Nacional de Sa&uacute;de (CNS), &oacute;rg&atilde;o vinculado ao Minist&eacute;rio da Sa&uacute;de, Francisco Batista J&uacute;nior, ter declarado que &ldquo;essa l&oacute;gica (da privatiza&ccedil;&atilde;o) vem se aprofundando.<\/p>\n<p class=\"rtejustify\">\n\tPrivatizaram as a&ccedil;&otilde;es, depois a for&ccedil;a de trabalho e agora a gest&atilde;o (&#8230;) privatiza&ccedil;&atilde;o do SUS o inviabiliza, n&atilde;o tem sistema no mundo que resista&rdquo; (portal terra 23\/ 08\/2010). Para n&atilde;o dizer que s&atilde;o casos isolados, o prefeito petista de Osasco\/SP, Em&iacute;dio de Souza, tamb&eacute;m aplicou o mesmo projeto de transfer&ecirc;ncia do gerenciamento da sa&uacute;de p&uacute;blica para a iniciativa privada.<\/p>\n<p class=\"rtejustify\">\n\t&nbsp;<\/p>\n<p class=\"rtejustify\">\n\t<strong>P<\/strong><strong>AGAMENTO DA D&Iacute;VIDA EXTERNA<\/strong><strong>: PSDB <\/strong><strong>E <\/strong><strong>PT <\/strong><strong>ENGORDAM OS AGIOTAS<\/strong><\/p>\n<p class=\"rtejustify\">\n\t<strong>No ano de 2009, <\/strong>o pa&iacute;s torrou R$ 380 bilh&otilde;es para pagamento de servi&ccedil;os da d&iacute;vida. Somando-se o pagamento dos juros, amortiza&ccedil;&otilde;es e a rolagem da d&iacute;vida, este valor chega a quase 50% do or&ccedil;amento do pa&iacute;s, ou seja, metade do que o governo arrecadou foi parar nas contas dos agiotas nacionais e internacionais. Esse dado &eacute; a continuidade da pol&iacute;tica dos anos anteriores, <strong>pois em 2008<\/strong>, gastou-se mais R$ 282 bilh&otilde;es que correspondem a 30,5% de tudo que foi arrecadado, e se considerarmos a rolagem da d&iacute;vida &ndash; a emiss&atilde;o de t&iacute;tulos p&uacute;blicos para empurrar a d&iacute;vida pra frente -, chega-se a 48% de todo o or&ccedil;amento. <strong>Em 2007<\/strong>, segundo dados da &ldquo;auditoria cidad&atilde; da d&iacute;vida&rdquo;, foram destinados 53,2% &#8211; R$ 237 bilh&otilde;es &#8211; do or&ccedil;amento da Uni&atilde;o para pagamento dos servi&ccedil;os da d&iacute;vida, enquanto para a sa&uacute;de o investimento foi de R$ 40 bilh&otilde;es e para a educa&ccedil;&atilde;o, 20 bilh&otilde;es. Em 2011, a previs&atilde;o &eacute; que cerca de R$ 678 bilh&otilde;es, num or&ccedil;amento de R$ 2,05 trilh&otilde;es, ser&atilde;o utilizados para refinanciar a d&iacute;vida p&uacute;blica.<\/p>\n<p class=\"rtejustify\">\n\tPara comprovar que essa &eacute; uma pol&iacute;tica tanto do PT quanto do PSDB, basta verificarmos pelos dados da CPI da d&iacute;vida que, entre 1995 e 2008 &#8211; mandatos de FHC e Lula &#8211; foram pagos R$ 1,8 trilh&atilde;o em juros e amortiza&ccedil;&otilde;es. Nesse mesmo per&iacute;odo a d&iacute;vida interna cresceu de R$ 61 bilh&otilde;es para R$ 1,68 trilh&atilde;o. O governo FHC decuplicou a d&iacute;vida at&eacute; 2002 e o governo Lula acrescentou um trilh&atilde;o a esse montante. Nem Serra e nem Dilma v&atilde;o romper com esse modelo.<\/p>\n<p class=\"rtejustify\">\n\t&nbsp;<\/p>\n<p class=\"rtejustify\">\n\t<strong>E<\/strong><strong>DUCA&Ccedil;&Atilde;O<\/strong><strong>: A P<\/strong><strong>RECARIZA&Ccedil;&Atilde;O COMO CONTINUIDADE<\/strong><\/p>\n<p class=\"rtejustify\">\n\tNa educa&ccedil;&atilde;o, por mais que tente se apresentar como algo diferente, os fatos mostram que o governo do PT seguiu e at&eacute; aprofundou a pol&iacute;tica estabelecida por FHC de cortes de verbas, precariza&ccedil;&atilde;o do ensino p&uacute;bico e dos v&iacute;nculos de contrata&ccedil;&atilde;o e de culpabiliza&ccedil;&atilde;o dos professores pelos baixos &iacute;ndices de desempenho. Assim, criou o PDE (Plano de Desenvolvimento da Educa&ccedil;&atilde;o) formulado partir das diretrizes do Compromisso Todos Pela Educa&ccedil;&atilde;o que, na verdade, expressa os interesses dos setores empresariais de transformar a grande maioria dos jovens em uma m&atilde;o de obra prec&aacute;ria e flex&iacute;vel que se adapte &agrave; nova realidade do mercado de trabalho, desprovida de qualquer senso cr&iacute;tico na sua rela&ccedil;&atilde;o com o conhecimento.<\/p>\n<p class=\"rtejustify\">\n\tTamb&eacute;m, logo no in&iacute;cio de seu governo, Lula expandiu o FUNDEF (criado por FHC) transformando-o em FUNDEB (Fundo de Desenvolvimento da Educa&ccedil;&atilde;o B&aacute;sica). Esse mecanismo aprofundou a municipaliza&ccedil;&atilde;o do Ensino, pois permite que os prefeitos recebam uma verba anual por aluno que o munic&iacute;pio absorver, verba essa que podem manusear livremente, abrindo espa&ccedil;o para a corrup&ccedil;&atilde;o. Em v&aacute;rias cidades a gest&atilde;o do PT firmou conv&ecirc;nio com o governo estadual de Serra municipalizando o ensino, como em Diadema, Guarulhos e mantendo a municipaliza&ccedil;&atilde;o em v&aacute;rias outras cidades, como em SBC. Neste ano, enquanto os professores do Estado estavam em greve contra a pol&iacute;tica de meritocracia do governo Serra, foram surpreendidos pelo governo Lula com o decreto federal <strong>n&ordm; <\/strong>7.133, de 19\/03\/2010<strong>, <\/strong>que estabelece crit&eacute;rios e procedimentos para a&nbsp; realiza&ccedil;&atilde;o das avalia&ccedil;&otilde;es de desempenho individual e institucional e o pagamento das gratifica&ccedil;&otilde;es por m&eacute;rito. Ou seja, a mesma pol&iacute;tica individualista de Serra e do PSDB!<\/p>\n<p class=\"rtejustify\">\n\tEncerrada a greve que tamb&eacute;m lutava contra o mecanismo das provas para os professores tempor&aacute;rios, mecanismo esse que visa culpar os professores pela crise na educa&ccedil;&atilde;o e ao mesmo tempo justificar o desemprego, o governo federal publicou no dia 24\/05\/2010 a portaria em que formalizou a mesma prova em n&iacute;vel federal para os professores tempor&aacute;rios!<\/p>\n<p class=\"rtejustify\">\n\tAgora, durante sua campanha, Dilma deu entrevistas defendendo a cria&ccedil;&atilde;o do Prom&eacute;dio, um programa que pretende direcionar recursos p&uacute;blicos para redes de ensino privadas, ao inv&eacute;s de investir na melhoria da qualidade da educa&ccedil;&atilde;o p&uacute;blica. Os empres&aacute;rios do ensino particular agradecem!<\/p>\n<p class=\"rtejustify\">\n\tAssim, para al&eacute;m das declara&ccedil;&otilde;es, n&atilde;o h&aacute; nenhuma medida de impacto que possa diferenciar o governo do PT do PSDB quanto &agrave;s pol&iacute;ticas na Educa&ccedil;&atilde;o. No fundo tanto PT e seu bloco de sustenta&ccedil;&atilde;o (PMDB, PSB, etc) quanto o PSDB, DEM e agora o PV tratam de seguir as mesmas diretrizes do Banco Mundial e do FMI, &oacute;rg&atilde;os gestores dos interesses do capitalismo e dos mercados financeiros na educa&ccedil;&atilde;o.<\/p>\n<p class=\"rtejustify\">\n\t&nbsp;<\/p>\n<p class=\"rtejustify\">\n\t<strong>Q<\/strong><strong>UE FUTURO NOS ESPERA<\/strong><strong>?<\/strong><\/p>\n<p class=\"rtejustify\">\n\tGanhe quem ganhar no pr&oacute;ximo governo, os trabalhadores precisam se preparar para um per&iacute;odo de ataques aos nossos direitos. Esses ataques v&atilde;o ocorrer pela necessidade objetiva do capital em responder &agrave; crise econ&ocirc;mica que ocorre nos pa&iacute;ses centrais e que, mais cedo ou mais tarde, vai chegar ao Brasil. Outra quest&atilde;o importante &eacute; a &ldquo;tradi&ccedil;&atilde;o&rdquo; dos partidos burgueses brasileiros em agirem preventivamente com medidas que preservem o lucro dos capitalistas.<\/p>\n<p class=\"rtejustify\">\n\tUm elemento que at&eacute; poder&aacute; servir de balizamento para o apoio da burguesia &agrave; Dilma &eacute; o resultado eleitoral para o Congresso Nacional, que coloca o bloco liderado pelo PT em uma situa&ccedil;&atilde;o muito c&ocirc;moda: o n&uacute;mero de deputados e senadores eleitos garantem maioria inclusive para o qu&oacute;rum de reformas constitucionais. E n&atilde;o &eacute; de hoje que o Lula e o PT t&ecirc;m falado sobre a necessidade de reformas estruturais: as reformas para garantir sustenta&ccedil;&atilde;o aos ganhos do capital e ataque aos trabalhadores.<\/p>\n<p class=\"rtejustify\">\n\tPor outro lado, se Serra ganhar, o PT e seus aliados n&atilde;o devem se opor a um ajuste encaminhado por Serra. O que deve acontecer &eacute; que utilizem o peso eleitoral para negociar alguns pontos dessas reformas sem, no entanto, impedir que elas aconte&ccedil;am. Assim, o mais prov&aacute;vel &eacute; que utilizem essa presen&ccedil;a no parlamento para, desde o come&ccedil;o do ano que vem, iniciar o ataque contra os trabalhadores.<\/p>\n<p class=\"rtejustify\">\n\tA &uacute;nica possibilidade de os trabalhadores assegurarem as poucas conquistas que nos restam &eacute; nos organizarmos para construir um processo de lutas e podermos avan&ccedil;ar em outras conquistas. Se depender de Serra ou Dilma, os ataques aos direitos dos trabalhadores v&atilde;o continuar porque eles v&atilde;o governar para a burguesia.<\/p>\n<p class=\"rtejustify\">\n\tComo se n&atilde;o bastasse o papel que o pr&oacute;ximo governo vai desempenhar, h&aacute; ainda o fato de que a dire&ccedil;&atilde;o majorit&aacute;ria do movimento sindical est&aacute; incorporada ao Estado. Dizemos incorporada ao Estado porque a CUT j&aacute; deu um salto de qualidade, e n&atilde;o s&oacute; ap&oacute;ia o governo Lula, mas a gest&atilde;o do capital que &eacute; mais amplo que o governo.<\/p>\n<p class=\"rtejustify\">\n\tIsso se expressa tamb&eacute;m no que fazem nos sindicatos que atuam como parceiros das empresas. Isso n&atilde;o quer dizer que apoiar&atilde;o o governo numa eventual vit&oacute;ria do PSDB, mas que a oposi&ccedil;&atilde;o ser&aacute; muito mais branda e atuar&atilde;o tamb&eacute;m como parceiros desse governo.<\/p>\n<p class=\"rtejustify\">\n\t&nbsp;<\/p>\n<p class=\"rtejustify\">\n\t<strong>A <\/strong><strong>CAMPANHA DA ESQUERDA<\/strong><\/p>\n<p class=\"rtejustify\">\n\tA primeira coisa que nos chama a aten&ccedil;&atilde;o &eacute; o fato de que o que vimos no processo eleitoral n&atilde;o foi um projeto de esquerda, mas candidaturas separadas, que inclusive disputavam entre si. Outra caracter&iacute;stica da campanha dos partidos de esquerda &eacute; que fizeram campanha para ganhar, como se isso fosse poss&iacute;vel em uma elei&ccedil;&atilde;o controlada pela burguesia. Com essa postura, abrem m&atilde;o de fazer a disputa ideol&oacute;gica com a burguesia. Ao nosso ver, a campanha da esquerda n&atilde;o pode ter como centro da pol&iacute;tica ganhar votos, mas apresentar aos trabalhadores um projeto ideol&oacute;gico, com den&uacute;ncias das mazelas do capitalismo, da democracia burguesa e acima de tudo colocar para os trabalhadores quais s&atilde;o as propostas da esquerda socialista para o pa&iacute;s, ou seja, falar do n&atilde;o pagamento da d&iacute;vida externa, da reforma agr&aacute;ria e urbana, do socialismo e da democracia oper&aacute;ria como oposi&ccedil;&atilde;o &agrave; democracia burguesa.<\/p>\n<p class=\"rtejustify\">\n\tNo entanto, o que vimos no geral foi uma propaganda fragmentada e parcial em rela&ccedil;&atilde;o ao programa. O PCB, em que pese ter uma campanha mais program&aacute;tica, deixou de responder aos aspectos imediatos e conjunturais; o PSTU, mesmo apoiando as lutas, fez o contr&aacute;rio e se pautou em den&uacute;ncias parciais e imediatas da realidade, deixando de lado, por exemplo, a den&uacute;ncia da democracia burguesa. O PCO seguiu a mesma linha do PSTU, fazendo a campanha a partir de dois eixos program&aacute;ticos. O PSOL, com os seus problemas de identidade de classe &#8211; apoio a Paim no RS, acordo com PTB no Amap&aacute; e outros -, n&atilde;o poderia cumprir o papel que os demais partidos n&atilde;o cumpriram.<\/p>\n<p class=\"rtejustify\">\n\t&Eacute; evidente que houve aspectos positivos, como a discuss&atilde;o sobre a homossexualidade, o apoio &agrave;s lutas em curso, etc, mas o problema &eacute; que estavam limitadas pelo fato de as propostas estarem descoladas de um programa mais geral de luta contra o capitalismo.<\/p>\n<p class=\"rtejustify\">\n\t&nbsp;<\/p>\n<p class=\"rtejustify\">\n\t<strong>P<\/strong><strong>ELA UNIDADE DA ESQUERDA<\/strong><\/p>\n<p class=\"rtejustify\">\n\tMais uma vez se coloca com urg&ecirc;ncia a necessidade de que a esquerda se uma para construir um projeto, que represente os interesses e as necessidades da classe trabalhadora, para enfrentar de maneira mais sistem&aacute;tica o projeto da burguesia que est&aacute; em curso e foi vitorioso nas elei&ccedil;&otilde;es.<\/p>\n<p class=\"rtejustify\">\n\tDesde muito antes da campanha eleitoral temos insistido de que &eacute; necess&aacute;ria &#8211; e poss&iacute;vel &#8211; a constru&ccedil;&atilde;o de um Movimento Pol&iacute;tico dos Trabalhadores, de forma a criar as condi&ccedil;&otilde;es para a interven&ccedil;&atilde;o da classe trabalhadora de conjunto no processo pol&iacute;tico, inclusive no &acirc;mbito eleitoral.<\/p>\n<p class=\"rtejustify\">\n\tPara n&oacute;s, esse movimento primeiro tem que ser unit&aacute;rio e onde se incorpore a esquerda socialista; segundo, o programa desse movimento deve ser formulado num processo amplo de discuss&atilde;o com militantes e ativistas nas f&aacute;bricas, escolas, bairros, etc. Partimos do pressuposto de que, se a esquerda n&atilde;o se unir, ser&aacute; muito dif&iacute;cil enfrentar a burguesia tanto no pr&oacute;ximo per&iacute;odo como nos pr&oacute;ximos anos em que a crise estrutural do capital deve se manifestar de maneira mais dram&aacute;tica para a classe trabalhadora.<\/p>\n<p class=\"rtejustify\">\n\t&nbsp;<\/p>\n<p class=\"rtejustify\">\n\t<strong>N<\/strong><strong>EM <\/strong><strong>S<\/strong><strong>ERRA E NEM <\/strong><strong>D<\/strong><strong>ILMA<\/strong><strong>: VOTO NULO<\/strong><\/p>\n<p class=\"rtejustify\">\n\tO segundo turno deve ser marcado por uma forte polariza&ccedil;&atilde;o entre Dilma e Serra, expressando a disputa que est&aacute; em jogo que &eacute; quem vai aplicar o projeto burgu&ecirc;s em curso no Brasil. Conforme demonstramos acima, as duas candidaturas est&atilde;o no campo da burguesia, t&ecirc;m um programa burgu&ecirc;s e se prop&otilde;em a administrar o Estado para a burguesia.<\/p>\n<p class=\"rtejustify\">\n\tE para n&oacute;s, a participa&ccedil;&atilde;o no processo eleitoral deve se pautar em primeiro lugar pela independ&ecirc;ncia de classe, e por um programa que expresse essa independ&ecirc;ncia. Esse foi o crit&eacute;rio que utilizamos para apoiar o PSTU no primeiro turno. E no segundo turno, n&atilde;o temos mais nenhuma candidatura que sequer se aproxime de um programa dos trabalhadores, pelo contr&aacute;rio, as duas candidaturas s&atilde;o do campo inimigo, ou seja, s&atilde;o candidaturas burguesas com um programa burgu&ecirc;s contra os trabalhadores. Por isso, a nossa campanha no segundo turno &eacute; pelo voto nulo, e junto com ela pensamos que &eacute; muito importante continuarmos a defender um programa de ruptura com o capitalismo e explicar pacientemente para os trabalhadores que a &uacute;nica sa&iacute;da &eacute; a organiza&ccedil;&atilde;o dos trabalhadores e a luta pelo socialismo.<\/p>\n<p class=\"rtejustify\">\n\t&nbsp;<\/p>\n<p class=\"rtejustify\">\n\tMarina &eacute; parte do mesmo projeto de explora&ccedil;&atilde;o<\/p>\n<p class=\"rtejustify\">\n\t&nbsp;<\/p>\n<p class=\"rtejustify\">\n\tA burguesia e o imperialismo na verdade tinha tr&ecirc;s candidatos nas elei&ccedil;&otilde;es: Dilma, Serra e Marina. Isso fica bem evidente nos debates em que nenhum desses candidatos fez qualquer cr&iacute;tica ao governo Lula, pelo contr&aacute;rio, disseram que iam continuar o mesmo projeto.<\/p>\n<p class=\"rtejustify\">\n\tMuitos trabalhadores, para se oporem a Dilma e Serra, terminaram votando em Marina. Para n&oacute;s, ela sempre foi parte do mesmo projeto que tanto Dilma &#8211; PT quanto Serra &#8211; PSDB defendem e aplicam onde s&atilde;o governos.Vejamos o que significa a candidatura Marina e o seu partido.<\/p>\n<p class=\"rtejustify\">\n\t&diams;Participou e apoiou o governo Lula, inclusive quando da aprova&ccedil;&atilde;o da permiss&atilde;o do uso dos transg&ecirc;nicos na agricultura. O desmatamento tamb&eacute;m correu solto bob a sua gest&atilde;o no Minist&eacute;rio do meio ambiente.<\/p>\n<p class=\"rtejustify\">\n\t&diams;N&atilde;o escondeu de ningu&eacute;m que manteria de p&eacute; a pol&iacute;tica econ&ocirc;mica do governo &#8211; pagamento das d&iacute;vidas externa e interna, socorro aos patr&otilde;es, altas taxas de juros, controle de gastos p&uacute;blicos na sa&uacute;de, educa&ccedil;&atilde;o, etc;<\/p>\n<p class=\"rtejustify\">\n\t&diams; Seu vice, Guilherme Leal, &eacute; um dos maiores burgueses do pa&iacute;s, que construiu sua fortuna explorando o trabalho prec&aacute;rio &#8211; sem registro em carteira e direitos trabalhistas &#8211; de vendas de casa em casa;<\/p>\n<p class=\"rtejustify\">\n\t&diams; Zequinha Sarney &eacute; uma das principais lideran&ccedil;as do PV, partido de Marina. Esse mesmo partido se coligou com o PSDB para o governo do Rio de Janeiro.<\/p>\n<p class=\"rtejustify\">\n\tN&atilde;o dizemos que as candidaturas e os seus programas s&atilde;o id&ecirc;nticos porque h&aacute; algumas diferen&ccedil;as pol&iacute;ticas, <strong>mas s&atilde;o diferen&ccedil;as apenas na forma de aplica&ccedil;&atilde;o do projeto do capital. No conte&uacute;do praticamente n&atilde;o h&aacute; diferen&ccedil;a<\/strong>. Ou seja, o que est&aacute; em disputa &eacute; quem vai ser o gerente do capital pelos pr&oacute;ximos quatro anos.<\/p>\n<p class=\"rtejustify\">\n\tEm rela&ccedil;&atilde;o ao meio ambiente, Marina, defendendo um &ldquo;modelo sustent&aacute;vel&rdquo;, n&atilde;o se diferencia do modelo capitalista, e nesse sistema n&atilde;o &eacute; poss&iacute;vel produzir sem destruir a natureza. A proposta de desenvolvimento sustent&aacute;vel &eacute; na verdade uma utopia reacion&aacute;ria, uma vez que &eacute; imposs&iacute;vel existir no capitalismo qualquer produ&ccedil;&atilde;o que n&atilde;o signifique a destrui&ccedil;&atilde;o da natureza.<\/p>\n<p class=\"rtejustify\">\n\tN&atilde;o &eacute; poss&iacute;vel defender o meio ambiente e a produ&ccedil;&atilde;o capitalista ao mesmo tempo. S&oacute; uma sociedade socialista poder&aacute; ter uma forma de produzir que preserve o meio ambiente e o homem.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p class=\"rtecenter\">\n\t<strong>Serra e Dilma: a servi&ccedil;o do capital e contra os <\/strong><strong>trabalhadores<\/strong><\/p>\n<p class=\"rtejustify\">\n\tN&atilde;o vemos nem em Dilma e nem na oposi&ccedil;&atilde;o burguesa qualquer possibilidade de melhora das condi&ccedil;&otilde;es de vida da classe trabalhadora porque os projetos de ambos t&ecirc;m conte&uacute;dos id&ecirc;nticos, ou seja, atendem &uacute;nica e exclusivamente os interesses da burguesia.<\/p>\n<p class=\"rtejustify\">\n\tA pr&oacute;pria gest&atilde;o do governo Lula foi na verdade a continuidade do governo FHC, mantendo integralmente todas as pol&iacute;ticas desse governo.<\/p>\n<p class=\"rtejustify\">\n\tUma poss&iacute;vel diferen&ccedil;a entre Serra e Dilma est&aacute; no fato de que o PT defende um projeto capitalista com um pouco mais de controle do Estado do que o PSDB. Mas essa diferen&ccedil;a s&oacute; ocorre porque a burocracia petista necessita mais do Estado para sobreviver economicamente, pois &eacute; da m&aacute;quina do Estado que aufere seus rendimentos e privil&eacute;gios, com participa&ccedil;&otilde;es nos gordos fundos de pens&otilde;es, altos sal&aacute;rios nos cargos de confian&ccedil;a nas estatais, privil&eacute;gios parlamentares e privil&eacute;gios sindicais.<\/p>\n<p class=\"rtejustify\">\n\tPor&eacute;m, em que pesem as diverg&ecirc;ncias pontuais do PT com o PSDB, ambos t&ecirc;m acordo no projeto estrat&eacute;gico de tornar o Brasil um pa&iacute;s vi&aacute;vel para o capital, o que significa necessariamente a ajuda &agrave;s empresas e o aumento dos ataques aos trabalhadores, particularmente com a possibilidade do agravamento da crise econ&ocirc;mica nos pa&iacute;ses centrais.<\/p>\n<p class=\"rtejustify\">\n\tEm rela&ccedil;&atilde;o ao apoio da burguesia e do imperialismo para Dilma ou para Serra, o que tem sido explicitado &eacute; que tanto Serra quanto Dilma agradam a burguesia e o imperialismo. Se o PSDB tem fortes liga&ccedil;&otilde;es com o empresariado paulista e com o capital financeiro, o PT tem como caracter&iacute;stica principal n&atilde;o responder a nenhum setor espec&iacute;fico do capital, mas sim preocupar-se com a movimenta&ccedil;&atilde;o do capital de conjunto que opera no Brasil, o que lhe d&aacute; a condi&ccedil;&atilde;o de tr&acirc;nsito entre os v&aacute;rios setores da burguesia. Outra quest&atilde;o importante para a burguesia &eacute; a integra&ccedil;&atilde;o de v&aacute;rias entidades (CUT, UNE, MST) ao Estado &ndash; conv&ecirc;nios com minist&eacute;rios, verbas para as centrais sindicais e estudantis, recursos para assentamentos, etc -, o que serviu para impedir que o movimento social radicalizasse as lutas.<\/p>\n<p class=\"rtejustify\">\n\tSobre o significado dos votos, nos parece que o PT consolidou uma tend&ecirc;ncia das &uacute;ltimas elei&ccedil;&otilde;es que &eacute; a sua sustenta&ccedil;&atilde;o nos setores mais pauperizados do Brasil, situa&ccedil;&atilde;o que conseguiu com a implementa&ccedil;&atilde;o principalmente do &ldquo;bolsa fam&iacute;lia&rdquo;, um programa que n&atilde;o resolve a situa&ccedil;&atilde;o de mis&eacute;ria dos trabalhadores e tem se mostrado capaz de angariar muitos votos. Os votos do PSDB tiveram mais presen&ccedil;a nos principais centros urbanos do pa&iacute;s, onde se localiza uma classe m&eacute;dia mais conservadora. Podemos at&eacute; fazer uma analogia com a Venezuela e Bol&iacute;via, em que os partidos &ldquo;ditos de esquerda&rdquo; controlam as regi&otilde;es mais pobres do pa&iacute;s, e os de direita t&ecirc;m mais presen&ccedil;a nas grandes cidades.<\/p>\n<p class=\"rtejustify\">\n\tJ&aacute; Marina conseguiu ganhar um outro segmento da classe m&eacute;dia, sobretudo onde setores do funcionalismo t&ecirc;m grande peso como &eacute; o caso do Distrito Federal e do Rio de Janeiro. N&atilde;o vemos esses votos como de esquerda ou algo parecido, mas que expressaram um certo desgaste tanto do PT quanto do PSDB, principalmente por conta dos seguidos esc&acirc;ndalos protagonizados por esses dois partidos.<\/p>\n<p class=\"rtejustify\">\n\tContudo, Marina ainda n&atilde;o tem base de sustenta&ccedil;&atilde;o para levar adiante o projeto que a burguesia tem para o Brasil. A ida de Dilma e Serra para o segundo turno tamb&eacute;m representa a vit&oacute;ria nas elei&ccedil;&otilde;es do projeto da burguesia, que hoje &eacute; administrado por Lula. A burguesia, atrav&eacute;s dos tr&ecirc;s principais candidatos, conseguiu impor as suas propostas e ter no segundo turno dois candidatos que representam &ldquo;mais do mesmo&rdquo;.<\/p>\n<p class=\"rtejustify\">\n\tAbaixo elencamos alguns fatos que ao nosso ver expressam a semelhan&ccedil;a das propostas de Serra e Dilma.<\/p>\n<p class=\"rtejustify\">\n\t&nbsp;<\/p>\n<p class=\"rtejustify\">\n\t<strong>N<\/strong><strong>A CRISE<\/strong><strong>, PSDB <\/strong><strong>E <\/strong><strong>PT <\/strong><strong>SOCORREM OS CAPITALISTAS<\/strong><\/p>\n<p class=\"rtejustify\">\n\tNo auge da crise econ&ocirc;mica, os governos Lula e Serra foram bastante generosos com os capitalistas, com uma s&eacute;rie de concess&otilde;es de isen&ccedil;&otilde;es tribut&aacute;rias &#8211; IPI, ICMS, etc -, linhas de cr&eacute;dito com juros muito abaixo do mercado, adiamento da data de recolhimento de impostos &#8211; mais tempo para a burguesia trabalhar com o dinheiro -, totalizando por volta de R$ 300 bilh&otilde;es para os capitalistas.<\/p>\n<p class=\"rtejustify\">\n\tSe por um lado Lula\/PT liberou bilh&otilde;es para a burguesia, por outro, as dire&ccedil;&otilde;es sindicais ligadas ao PT &ndash; CUT &#8211; e &agrave;s demais que o ap&oacute;iam &ndash; For&ccedil;a Sindical, CGT, etc &#8211; come&ccedil;aram a fazer uma s&eacute;rie de acordos com a patronal que permitiram a redu&ccedil;&atilde;o de sal&aacute;rios e direitos trabalhistas. Na Embraer, onde o governo tem assento no conselho deliberativo, aconteceram 4200 demiss&otilde;es e mais uma vez Lula e as dire&ccedil;&otilde;es sindicais da CUT foram coniventes.<\/p>\n<p class=\"rtejustify\">\n\tMostrando que os dois governos t&ecirc;m o mesmo projeto &ndash; o de defender a burguesia -, Serra n&atilde;o ficou atr&aacute;s e, em fevereiro de 2009, liberou um pacote que totalizou R$ 20,6 bilh&otilde;es com desonera&ccedil;&atilde;o de investimento, linhas de cr&eacute;ditos com taxas de juros reduzidas, etc. A contrapartida para o funcionalismo p&uacute;blico do Estado foi um reajuste de 0% em 2010.<\/p>\n<p class=\"rtejustify\">\n\tOs Governo Lula e Serra adotaram todas as medidas poss&iacute;veis para proteger o capital, tratando a burguesia com muito carinho e jogando para os trabalhadores a conta da crise. Essa &eacute; a l&oacute;gica dessas &ldquo;ajudas&rdquo; dos dois governos: retirar dos trabalhadores para dar aos capitalistas.<\/p>\n<p class=\"rtejustify\">\n\t&nbsp;<\/p>\n<p class=\"rtejustify\">\n\t<strong>R<\/strong><strong>EFORMA DA PREVID&Ecirc;NCIA<\/strong><strong>: FHC <\/strong><strong>COME&Ccedil;OU E <\/strong><strong>LULA <\/strong><strong>CONTINOU<\/strong><\/p>\n<p class=\"rtejustify\">\n\tDilma j&aacute; declarou que vai precisar fazer outra reforma da previd&ecirc;ncia para mudar a idade m&iacute;nima e tempo de contribui&ccedil;&atilde;o para aposentaria, inclusive Nelson Barbosa, cotado para assumir o Minist&eacute;rio da Fazenda no governo Dilma, &eacute; o respons&aacute;vel para elaborar a proposta da nova reforma da previd&ecirc;ncia.<\/p>\n<p class=\"rtejustify\">\n\tA primeira reforma da previd&ecirc;ncia foi no governo FHC, em 1998, que estabeleceu entre as principais mudan&ccedil;as idade m&iacute;nima para aposentadoria e tempo de perman&ecirc;ncia no servi&ccedil;o p&uacute;blico &#8211; 10 anos no servi&ccedil;o p&uacute;blico e cinco no cargo -, e no setor privado, em vez de tempo de trabalho passou a considerar somente o tempo de contribui&ccedil;&atilde;o &ndash; o que para muitos significou a perda de anos de trabalho, pois em muitos casos, mesmo o trabalhador fazendo a sua contribui&ccedil;&atilde;o, as empresas n&atilde;o recolhiam a contribui&ccedil;&atilde;o e esse tempo deixou de ser contado para a aposentadoria. Em 2003, o governo Lula, dando sequ&ecirc;ncia ao governo FHC\/PSDB, imp&ocirc;s contra os trabalhadores a continuidade da reforma previdenci&aacute;ria que FHC n&atilde;o tinha conseguido fazer. Por essa reforma, que atingiu principalmente os servidores p&uacute;blicos, findou-se o pagamento integral do sal&aacute;rio ao servidor que se aposentasse &ndash; este passou a n&atilde;o mais receber o sal&aacute;rio que ganhava quando estava na ativa -, houve um limite de recebimento de R$2.400,00 e tamb&eacute;m um desconto de 11% dos vencimentos dos aposentados.<\/p>\n<p class=\"rtejustify\">\n\tQuer dizer, o dinheiro foi retirado dos trabalhadores para ser dado aos banqueiros, e neste ponto tamb&eacute;m os governos do PT e do PSDB s&atilde;o muito semelhantes.<\/p>\n<p class=\"rtejustify\">\n\t&nbsp;<\/p>\n<p class=\"rtejustify\">\n\t<strong>PSDB <\/strong><strong>E <\/strong><strong>PT <\/strong><strong>PRIVATIZANDO A SA&Uacute;DE<\/strong><\/p>\n<p class=\"rtejustify\">\n\tUm dos grandes projetos do Serra na sa&uacute;de em S&atilde;o Paulo foi a transfer&ecirc;ncia da gest&atilde;o de hospitais p&uacute;blicos para as chamadas &ldquo;organiza&ccedil;&otilde;es sociais&rdquo;, que na verdade s&atilde;o empresas privadas de sa&uacute;de. Essas organiza&ccedil;&otilde;es sociais recebem por isso a quantia de 10% do total de verbas destinadas ao hospital, ou seja, repasse de dinheiro p&uacute;blico para a iniciativa privada. Nessa mesma pol&iacute;tica tamb&eacute;m permitiu que os hospitais p&uacute;blicos pudessem atender &#8211; com reserva de 25% do total de vagas &#8211; conv&ecirc;nios particulares com mais lucros para essas &ldquo;organiza&ccedil;&otilde;es sociais&rdquo;. Ou seja, estamos diante da privatiza&ccedil;&atilde;o do sistema p&uacute;blico de sa&uacute;de.<\/p>\n<p class=\"rtejustify\">\n\tAssim, h&aacute; uma destina&ccedil;&atilde;o das (j&aacute; poucas) vagas, antes destinadas &agrave;queles que necessitavam do servi&ccedil;o p&uacute;blico de sa&uacute;de, para a iniciativa privada. &Eacute; o mesmo modelo do antigo PAS aplicado por Maluf e Pitta no sistema municipal de sa&uacute;de da cidade de S&atilde;o Paulo.<\/p>\n<p class=\"rtejustify\">\n\tEsse &eacute; o mesmo modelo adotado pelo governo Lula no Instituto Nacional do C&acirc;ncer (INCA), em que pela proposta do governo federal passaria a ser administrado por entidade privada. A primeira tentativa de Lula de contrata&ccedil;&atilde;o (sem licita&ccedil;&atilde;o) das &ldquo;organiza&ccedil;&otilde;es sociais&rdquo; tamb&eacute;m aconteceu, mas foi derrotada pelos trabalhadores. Depois, o governo volta &agrave; tona com a proposta de um tal &ldquo;Servi&ccedil;o Social Aut&ocirc;nomo&rdquo;, que &eacute; outra vers&atilde;o de empresa privada para gerir recurso p&uacute;blico, e as consequ&ecirc;ncias s&atilde;o as mesmas que as da pol&iacute;tica do governo Serra, ou seja, terceiriza&ccedil;&atilde;o e precariza&ccedil;&atilde;o da m&atilde;o-de-obra. O mecanismo jur&iacute;dico para a privatiza&ccedil;&atilde;o, tanto do PSDB quanto do PT, &eacute; a cria&ccedil;&atilde;o das funda&ccedil;&otilde;es de direito privado, uma manobra para se apropriarem de dinheiro p&uacute;blico de &ldquo;forma legal&rdquo;.<\/p>\n<p class=\"rtejustify\">\n\tO SUS &#8211; Sistema &Uacute;nico de Sa&uacute;de -, que tem 95% dos servi&ccedil;os especializados prestados por empresas privadas, tamb&eacute;m tem sofrido constantes ataques ao seu car&aacute;ter p&uacute;blico, a ponto de o presidente do Conselho Nacional de Sa&uacute;de (CNS), &oacute;rg&atilde;o vinculado ao Minist&eacute;rio da Sa&uacute;de, Francisco Batista J&uacute;nior, ter declarado que &ldquo;essa l&oacute;gica (da privatiza&ccedil;&atilde;o) vem se aprofundando.<\/p>\n<p class=\"rtejustify\">\n\tPrivatizaram as a&ccedil;&otilde;es, depois a for&ccedil;a de trabalho e agora a gest&atilde;o (&#8230;) privatiza&ccedil;&atilde;o do SUS o inviabiliza, n&atilde;o tem sistema no mundo que resista&rdquo; (portal terra 23\/ 08\/2010). Para n&atilde;o dizer que s&atilde;o casos isolados, o prefeito petista de Osasco\/SP, Em&iacute;dio de Souza, tamb&eacute;m aplicou o mesmo projeto de transfer&ecirc;ncia do gerenciamento da sa&uacute;de p&uacute;blica para a iniciativa privada.<\/p>\n<p class=\"rtejustify\">\n\t&nbsp;<\/p>\n<p class=\"rtejustify\">\n\t<strong>P<\/strong><strong>AGAMENTO DA D&Iacute;VIDA EXTERNA<\/strong><strong>: PSDB <\/strong><strong>E <\/strong><strong>PT <\/strong><strong>ENGORDAM OS AGIOTAS<\/strong><\/p>\n<p class=\"rtejustify\">\n\t<strong>No ano de 2009, <\/strong>o pa&iacute;s torrou R$ 380 bilh&otilde;es para pagamento de servi&ccedil;os da d&iacute;vida. Somando-se o pagamento dos juros, amortiza&ccedil;&otilde;es e a rolagem da d&iacute;vida, este valor chega a quase 50% do or&ccedil;amento do pa&iacute;s, ou seja, metade do que o governo arrecadou foi parar nas contas dos agiotas nacionais e internacionais. Esse dado &eacute; a continuidade da pol&iacute;tica dos anos anteriores, <strong>pois em 2008<\/strong>, gastou-se mais R$ 282 bilh&otilde;es que correspondem a 30,5% de tudo que foi arrecadado, e se considerarmos a rolagem da d&iacute;vida &ndash; a emiss&atilde;o de t&iacute;tulos p&uacute;blicos para empurrar a d&iacute;vida pra frente -, chega-se a 48% de todo o or&ccedil;amento. <strong>Em 2007<\/strong>, segundo dados da &ldquo;auditoria cidad&atilde; da d&iacute;vida&rdquo;, foram destinados 53,2% &#8211; R$ 237 bilh&otilde;es &#8211; do or&ccedil;amento da Uni&atilde;o para pagamento dos servi&ccedil;os da d&iacute;vida, enquanto para a sa&uacute;de o investimento foi de R$ 40 bilh&otilde;es e para a educa&ccedil;&atilde;o, 20 bilh&otilde;es. Em 2011, a previs&atilde;o &eacute; que cerca de R$ 678 bilh&otilde;es, num or&ccedil;amento de R$ 2,05 trilh&otilde;es, ser&atilde;o utilizados para refinanciar a d&iacute;vida p&uacute;blica.<\/p>\n<p class=\"rtejustify\">\n\tPara comprovar que essa &eacute; uma pol&iacute;tica tanto do PT quanto do PSDB, basta verificarmos pelos dados da CPI da d&iacute;vida que, entre 1995 e 2008 &#8211; mandatos de FHC e Lula &#8211; foram pagos R$ 1,8 trilh&atilde;o em juros e amortiza&ccedil;&otilde;es. Nesse mesmo per&iacute;odo a d&iacute;vida interna cresceu de R$ 61 bilh&otilde;es para R$ 1,68 trilh&atilde;o. O governo FHC decuplicou a d&iacute;vida at&eacute; 2002 e o governo Lula acrescentou um trilh&atilde;o a esse montante. Nem Serra e nem Dilma v&atilde;o romper com esse modelo.<\/p>\n<p class=\"rtejustify\">\n\t&nbsp;<\/p>\n<p class=\"rtejustify\">\n\t<strong>E<\/strong><strong>DUCA&Ccedil;&Atilde;O<\/strong><strong>: A P<\/strong><strong>RECARIZA&Ccedil;&Atilde;O COMO CONTINUIDADE<\/strong><\/p>\n<p class=\"rtejustify\">\n\tNa educa&ccedil;&atilde;o, por mais que tente se apresentar como algo diferente, os fatos mostram que o governo do PT seguiu e at&eacute; aprofundou a pol&iacute;tica estabelecida por FHC de cortes de verbas, precariza&ccedil;&atilde;o do ensino p&uacute;bico e dos v&iacute;nculos de contrata&ccedil;&atilde;o e de culpabiliza&ccedil;&atilde;o dos professores pelos baixos &iacute;ndices de desempenho. Assim, criou o PDE (Plano de Desenvolvimento da Educa&ccedil;&atilde;o) formulado partir das diretrizes do Compromisso Todos Pela Educa&ccedil;&atilde;o que, na verdade, expressa os interesses dos setores empresariais de transformar a grande maioria dos jovens em uma m&atilde;o de obra prec&aacute;ria e flex&iacute;vel que se adapte &agrave; nova realidade do mercado de trabalho, desprovida de qualquer senso cr&iacute;tico na sua rela&ccedil;&atilde;o com o conhecimento.<\/p>\n<p class=\"rtejustify\">\n\tTamb&eacute;m, logo no in&iacute;cio de seu governo, Lula expandiu o FUNDEF (criado por FHC) transformando-o em FUNDEB (Fundo de Desenvolvimento da Educa&ccedil;&atilde;o B&aacute;sica). Esse mecanismo aprofundou a municipaliza&ccedil;&atilde;o do Ensino, pois permite que os prefeitos recebam uma verba anual por aluno que o munic&iacute;pio absorver, verba essa que podem manusear livremente, abrindo espa&ccedil;o para a corrup&ccedil;&atilde;o. Em v&aacute;rias cidades a gest&atilde;o do PT firmou conv&ecirc;nio com o governo estadual de Serra municipalizando o ensino, como em Diadema, Guarulhos e mantendo a municipaliza&ccedil;&atilde;o em v&aacute;rias outras cidades, como em SBC. Neste ano, enquanto os professores do Estado estavam em greve contra a pol&iacute;tica de meritocracia do governo Serra, foram surpreendidos pelo governo Lula com o decreto federal <strong>n&ordm; <\/strong>7.133, de 19\/03\/2010<strong>, <\/strong>que estabelece crit&eacute;rios e procedimentos para a&nbsp; realiza&ccedil;&atilde;o das avalia&ccedil;&otilde;es de desempenho individual e institucional e o pagamento das gratifica&ccedil;&otilde;es por m&eacute;rito. Ou seja, a mesma pol&iacute;tica individualista de Serra e do PSDB!<\/p>\n<p class=\"rtejustify\">\n\tEncerrada a greve que tamb&eacute;m lutava contra o mecanismo das provas para os professores tempor&aacute;rios, mecanismo esse que visa culpar os professores pela crise na educa&ccedil;&atilde;o e ao mesmo tempo justificar o desemprego, o governo federal publicou no dia 24\/05\/2010 a portaria em que formalizou a mesma prova em n&iacute;vel federal para os professores tempor&aacute;rios!<\/p>\n<p class=\"rtejustify\">\n\tAgora, durante sua campanha, Dilma deu entrevistas defendendo a cria&ccedil;&atilde;o do Prom&eacute;dio, um programa que pretende direcionar recursos p&uacute;blicos para redes de ensino privadas, ao inv&eacute;s de investir na melhoria da qualidade da educa&ccedil;&atilde;o p&uacute;blica. Os empres&aacute;rios do ensino particular agradecem!<\/p>\n<p class=\"rtejustify\">\n\tAssim, para al&eacute;m das declara&ccedil;&otilde;es, n&atilde;o h&aacute; nenhuma medida de impacto que possa diferenciar o governo do PT do PSDB quanto &agrave;s pol&iacute;ticas na Educa&ccedil;&atilde;o. No fundo tanto PT e seu bloco de sustenta&ccedil;&atilde;o (PMDB, PSB, etc) quanto o PSDB, DEM e agora o PV tratam de seguir as mesmas diretrizes do Banco Mundial e do FMI, &oacute;rg&atilde;os gestores dos interesses do capitalismo e dos mercados financeiros na educa&ccedil;&atilde;o.<\/p>\n<p class=\"rtejustify\">\n\t&nbsp;<\/p>\n<p class=\"rtejustify\">\n\t<strong>Q<\/strong><strong>UE FUTURO NOS ESPERA<\/strong><strong>?<\/strong><\/p>\n<p class=\"rtejustify\">\n\tGanhe quem ganhar no pr&oacute;ximo governo, os trabalhadores precisam se preparar para um per&iacute;odo de ataques aos nossos direitos. Esses ataques v&atilde;o ocorrer pela necessidade objetiva do capital em responder &agrave; crise econ&ocirc;mica que ocorre nos pa&iacute;ses centrais e que, mais cedo ou mais tarde, vai chegar ao Brasil. Outra quest&atilde;o importante &eacute; a &ldquo;tradi&ccedil;&atilde;o&rdquo; dos partidos burgueses brasileiros em agirem preventivamente com medidas que preservem o lucro dos capitalistas.<\/p>\n<p class=\"rtejustify\">\n\tUm elemento que at&eacute; poder&aacute; servir de balizamento para o apoio da burguesia &agrave; Dilma &eacute; o resultado eleitoral para o Congresso Nacional, que coloca o bloco liderado pelo PT em uma situa&ccedil;&atilde;o muito c&ocirc;moda: o n&uacute;mero de deputados e senadores eleitos garantem maioria inclusive para o qu&oacute;rum de reformas constitucionais. E n&atilde;o &eacute; de hoje que o Lula e o PT t&ecirc;m falado sobre a necessidade de reformas estruturais: as reformas para garantir sustenta&ccedil;&atilde;o aos ganhos do capital e ataque aos trabalhadores.<\/p>\n<p class=\"rtejustify\">\n\tPor outro lado, se Serra ganhar, o PT e seus aliados n&atilde;o devem se opor a um ajuste encaminhado por Serra. O que deve acontecer &eacute; que utilizem o peso eleitoral para negociar alguns pontos dessas reformas sem, no entanto, impedir que elas aconte&ccedil;am. Assim, o mais prov&aacute;vel &eacute; que utilizem essa presen&ccedil;a no parlamento para, desde o come&ccedil;o do ano que vem, iniciar o ataque contra os trabalhadores.<\/p>\n<p class=\"rtejustify\">\n\tA &uacute;nica possibilidade de os trabalhadores assegurarem as poucas conquistas que nos restam &eacute; nos organizarmos para construir um processo de lutas e podermos avan&ccedil;ar em outras conquistas. Se depender de Serra ou Dilma, os ataques aos direitos dos trabalhadores v&atilde;o continuar porque eles v&atilde;o governar para a burguesia.<\/p>\n<p class=\"rtejustify\">\n\tComo se n&atilde;o bastasse o papel que o pr&oacute;ximo governo vai desempenhar, h&aacute; ainda o fato de que a dire&ccedil;&atilde;o majorit&aacute;ria do movimento sindical est&aacute; incorporada ao Estado. Dizemos incorporada ao Estado porque a CUT j&aacute; deu um salto de qualidade, e n&atilde;o s&oacute; ap&oacute;ia o governo Lula, mas a gest&atilde;o do capital que &eacute; mais amplo que o governo.<\/p>\n<p class=\"rtejustify\">\n\tIsso se expressa tamb&eacute;m no que fazem nos sindicatos que atuam como parceiros das empresas. Isso n&atilde;o quer dizer que apoiar&atilde;o o governo numa eventual vit&oacute;ria do PSDB, mas que a oposi&ccedil;&atilde;o ser&aacute; muito mais branda e atuar&atilde;o tamb&eacute;m como parceiros desse governo.<\/p>\n<p class=\"rtejustify\">\n\t&nbsp;<\/p>\n<p class=\"rtejustify\">\n\t<strong>A <\/strong><strong>CAMPANHA DA ESQUERDA<\/strong><\/p>\n<p class=\"rtejustify\">\n\tA primeira coisa que nos chama a aten&ccedil;&atilde;o &eacute; o fato de que o que vimos no processo eleitoral n&atilde;o foi um projeto de esquerda, mas candidaturas separadas, que inclusive disputavam entre si. Outra caracter&iacute;stica da campanha dos partidos de esquerda &eacute; que fizeram campanha para ganhar, como se isso fosse poss&iacute;vel em uma elei&ccedil;&atilde;o controlada pela burguesia. Com essa postura, abrem m&atilde;o de fazer a disputa ideol&oacute;gica com a burguesia. Ao nosso ver, a campanha da esquerda n&atilde;o pode ter como centro da pol&iacute;tica ganhar votos, mas apresentar aos trabalhadores um projeto ideol&oacute;gico, com den&uacute;ncias das mazelas do capitalismo, da democracia burguesa e acima de tudo colocar para os trabalhadores quais s&atilde;o as propostas da esquerda socialista para o pa&iacute;s, ou seja, falar do n&atilde;o pagamento da d&iacute;vida externa, da reforma agr&aacute;ria e urbana, do socialismo e da democracia oper&aacute;ria como oposi&ccedil;&atilde;o &agrave; democracia burguesa.<\/p>\n<p class=\"rtejustify\">\n\tNo entanto, o que vimos no geral foi uma propaganda fragmentada e parcial em rela&ccedil;&atilde;o ao programa. O PCB, em que pese ter uma campanha mais program&aacute;tica, deixou de responder aos aspectos imediatos e conjunturais; o PSTU, mesmo apoiando as lutas, fez o contr&aacute;rio e se pautou em den&uacute;ncias parciais e imediatas da realidade, deixando de lado, por exemplo, a den&uacute;ncia da democracia burguesa. O PCO seguiu a mesma linha do PSTU, fazendo a campanha a partir de dois eixos program&aacute;ticos. O PSOL, com os seus problemas de identidade de classe &#8211; apoio a Paim no RS, acordo com PTB no Amap&aacute; e outros -, n&atilde;o poderia cumprir o papel que os demais partidos n&atilde;o cumpriram.<\/p>\n<p class=\"rtejustify\">\n\t&Eacute; evidente que houve aspectos positivos, como a discuss&atilde;o sobre a homossexualidade, o apoio &agrave;s lutas em curso, etc, mas o problema &eacute; que estavam limitadas pelo fato de as propostas estarem descoladas de um programa mais geral de luta contra o capitalismo.<\/p>\n<p class=\"rtejustify\">\n\t&nbsp;<\/p>\n<p class=\"rtejustify\">\n\t<strong>P<\/strong><strong>ELA UNIDADE DA ESQUERDA<\/strong><\/p>\n<p class=\"rtejustify\">\n\tMais uma vez se coloca com urg&ecirc;ncia a necessidade de que a esquerda se uma para construir um projeto, que represente os interesses e as necessidades da classe trabalhadora, para enfrentar de maneira mais sistem&aacute;tica o projeto da burguesia que est&aacute; em curso e foi vitorioso nas elei&ccedil;&otilde;es.<\/p>\n<p class=\"rtejustify\">\n\tDesde muito antes da campanha eleitoral temos insistido de que &eacute; necess&aacute;ria &#8211; e poss&iacute;vel &#8211; a constru&ccedil;&atilde;o de um Movimento Pol&iacute;tico dos Trabalhadores, de forma a criar as condi&ccedil;&otilde;es para a interven&ccedil;&atilde;o da classe trabalhadora de conjunto no processo pol&iacute;tico, inclusive no &acirc;mbito eleitoral.<\/p>\n<p class=\"rtejustify\">\n\tPara n&oacute;s, esse movimento primeiro tem que ser unit&aacute;rio e onde se incorpore a esquerda socialista; segundo, o programa desse movimento deve ser formulado num processo amplo de discuss&atilde;o com militantes e ativistas nas f&aacute;bricas, escolas, bairros, etc. Partimos do pressuposto de que, se a esquerda n&atilde;o se unir, ser&aacute; muito dif&iacute;cil enfrentar a burguesia tanto no pr&oacute;ximo per&iacute;odo como nos pr&oacute;ximos anos em que a crise estrutural do capital deve se manifestar de maneira mais dram&aacute;tica para a classe trabalhadora.<\/p>\n<p class=\"rtejustify\">\n\t&nbsp;<\/p>\n<p class=\"rtejustify\">\n\t<strong>N<\/strong><strong>EM <\/strong><strong>S<\/strong><strong>ERRA E NEM <\/strong><strong>D<\/strong><strong>ILMA<\/strong><strong>: VOTO NULO<\/strong><\/p>\n<p class=\"rtejustify\">\n\tO segundo turno deve ser marcado por uma forte polariza&ccedil;&atilde;o entre Dilma e Serra, expressando a disputa que est&aacute; em jogo que &eacute; quem vai aplicar o projeto burgu&ecirc;s em curso no Brasil. Conforme demonstramos acima, as duas candidaturas est&atilde;o no campo da burguesia, t&ecirc;m um programa burgu&ecirc;s e se prop&otilde;em a administrar o Estado para a burguesia.<\/p>\n<p class=\"rtejustify\">\n\tE para n&oacute;s, a participa&ccedil;&atilde;o no processo eleitoral deve se pautar em primeiro lugar pela independ&ecirc;ncia de classe, e por um programa que expresse essa independ&ecirc;ncia. Esse foi o crit&eacute;rio que utilizamos para apoiar o PSTU no primeiro turno. E no segundo turno, n&atilde;o temos mais nenhuma candidatura que sequer se aproxime de um programa dos trabalhadores, pelo contr&aacute;rio, as duas candidaturas s&atilde;o do campo inimigo, ou seja, s&atilde;o candidaturas burguesas com um programa burgu&ecirc;s contra os trabalhadores. Por isso, a nossa campanha no segundo turno &eacute; pelo voto nulo, e junto com ela pensamos que &eacute; muito importante continuarmos a defender um programa de ruptura com o capitalismo e explicar pacientemente para os trabalhadores que a &uacute;nica sa&iacute;da &eacute; a organiza&ccedil;&atilde;o dos trabalhadores e a luta pelo socialismo.<\/p>\n<p class=\"rtejustify\">\n\t&nbsp;<\/p>\n<p class=\"rtejustify\">\n\tMarina &eacute; parte do mesmo projeto de explora&ccedil;&atilde;o<\/p>\n<p class=\"rtejustify\">\n\t&nbsp;<\/p>\n<p class=\"rtejustify\">\n\tA burguesia e o imperialismo na verdade tinha tr&ecirc;s candidatos nas elei&ccedil;&otilde;es: Dilma, Serra e Marina. Isso fica bem evidente nos debates em que nenhum desses candidatos fez qualquer cr&iacute;tica ao governo Lula, pelo contr&aacute;rio, disseram que iam continuar o mesmo projeto.<\/p>\n<p class=\"rtejustify\">\n\tMuitos trabalhadores, para se oporem a Dilma e Serra, terminaram votando em Marina. Para n&oacute;s, ela sempre foi parte do mesmo projeto que tanto Dilma &#8211; PT quanto Serra &#8211; PSDB defendem e aplicam onde s&atilde;o governos.Vejamos o que significa a candidatura Marina e o seu partido.<\/p>\n<p class=\"rtejustify\">\n\t&diams;Participou e apoiou o governo Lula, inclusive quando da aprova&ccedil;&atilde;o da permiss&atilde;o do uso dos transg&ecirc;nicos na agricultura. O desmatamento tamb&eacute;m correu solto bob a sua gest&atilde;o no Minist&eacute;rio do meio ambiente.<\/p>\n<p class=\"rtejustify\">\n\t&diams;N&atilde;o escondeu de ningu&eacute;m que manteria de p&eacute; a pol&iacute;tica econ&ocirc;mica do governo &#8211; pagamento das d&iacute;vidas externa e interna, socorro aos patr&otilde;es, altas taxas de juros, controle de gastos p&uacute;blicos na sa&uacute;de, educa&ccedil;&atilde;o, etc;<\/p>\n<p class=\"rtejustify\">\n\t&diams; Seu vice, Guilherme Leal, &eacute; um dos maiores burgueses do pa&iacute;s, que construiu sua fortuna explorando o trabalho prec&aacute;rio &#8211; sem registro em carteira e direitos trabalhistas &#8211; de vendas de casa em casa;<\/p>\n<p class=\"rtejustify\">\n\t&diams; Zequinha Sarney &eacute; uma das principais lideran&ccedil;as do PV, partido de Marina. Esse mesmo partido se coligou com o PSDB para o governo do Rio de Janeiro.<\/p>\n<p class=\"rtejustify\">\n\tN&atilde;o dizemos que as candidaturas e os seus programas s&atilde;o id&ecirc;nticos porque h&aacute; algumas diferen&ccedil;as pol&iacute;ticas, <strong>mas s&atilde;o diferen&ccedil;as apenas na forma de aplica&ccedil;&atilde;o do projeto do capital. No conte&uacute;do praticamente n&atilde;o h&aacute; diferen&ccedil;a<\/strong>. Ou seja, o que est&aacute; em disputa &eacute; quem vai ser o gerente do capital pelos pr&oacute;ximos quatro anos.<\/p>\n<p class=\"rtejustify\">\n\tEm rela&ccedil;&atilde;o ao meio ambiente, Marina, defendendo um &ldquo;modelo sustent&aacute;vel&rdquo;, n&atilde;o se diferencia do modelo capitalista, e nesse sistema n&atilde;o &eacute; poss&iacute;vel produzir sem destruir a natureza. A proposta de desenvolvimento sustent&aacute;vel &eacute; na verdade uma utopia reacion&aacute;ria, uma vez que &eacute; imposs&iacute;vel existir no capitalismo qualquer produ&ccedil;&atilde;o que n&atilde;o signifique a destrui&ccedil;&atilde;o da natureza.<\/p>\n<p class=\"rtejustify\">\n\tN&atilde;o &eacute; poss&iacute;vel defender o meio ambiente e a produ&ccedil;&atilde;o capitalista ao mesmo tempo. S&oacute; uma sociedade socialista poder&aacute; ter uma forma de produzir que preserve o meio ambiente e o homem.<\/p>\n","protected":false},"author":3,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[3],"tags":[],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.espacosocialista.org\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/254"}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.espacosocialista.org\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.espacosocialista.org\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.espacosocialista.org\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/users\/3"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.espacosocialista.org\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=254"}],"version-history":[{"count":2,"href":"https:\/\/www.espacosocialista.org\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/254\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":803,"href":"https:\/\/www.espacosocialista.org\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/254\/revisions\/803"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.espacosocialista.org\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=254"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.espacosocialista.org\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=254"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.espacosocialista.org\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=254"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}