{"id":259,"date":"2010-11-17T22:01:14","date_gmt":"2010-11-18T00:01:14","guid":{"rendered":"http:\/\/espacosocialista.org\/?q=node\/259"},"modified":"2013-01-19T18:52:32","modified_gmt":"2013-01-19T20:52:32","slug":"para-acabar-com-o-racismo-e-preciso-superar-o-capitalismo","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.espacosocialista.org\/portal\/2010\/11\/para-acabar-com-o-racismo-e-preciso-superar-o-capitalismo\/","title":{"rendered":"Para acabar com o racismo \u00e9 preciso superar o capitalismo"},"content":{"rendered":"<h2>\n\tPara acabar com o racismo &eacute; preciso superar o capitalismo<\/h2>\n<p>\n\tO racismo &eacute; um problema social e hist&oacute;rico. Ele n&atilde;o existe porque os negros possuam qualquer &quot;caracter&iacute;stica de inferioridade&quot; ou os brancos sejam &quot;naturalmente&quot; opressores.<\/p>\n<p>\n\tO racismo est&aacute; ligado &agrave; explora&ccedil;&atilde;o. As classes dominantes sempre buscaram aproveitar-se das diferen&ccedil;as de cor, g&ecirc;nero, nacionalidade, regi&atilde;o, etc, para construir assim uma hierarquia na explora&ccedil;&atilde;o. Essa hierarquia ao mesmo tempo divide os explorados em n&iacute;veis diferentes de explora&ccedil;&atilde;o (mais e menos explorados) e tamb&eacute;m justifica que uns sejam mais explorados por&#8230; serem negros.<\/p>\n<p>\n\tNo Brasil, conforme o capitalismo se estabelecia como sistema econ&ocirc;mico, o racismo do per&iacute;odo escravista foi assimilado, pois isso permitia aos empres&aacute;rios aplicar n&iacute;veis mais intensos de explora&ccedil;&atilde;o sobre os negros e as mulheres negras em particular, embora desde o inicio tivesse havido in&uacute;meras formas de resist&ecirc;ncia. No topo dessa hierarquia de explora&ccedil;&atilde;o encontram-se a burguesia e seus agentes: o Estado, a m&iacute;dia, a Igreja, setores da classe mais alta que incorporam os interesses da burguesia.<\/p>\n<p>\n\tAssim, a conclus&atilde;o mais importante que tiramos, mas que n&atilde;o &eacute; de forma alguma un&acirc;nime, &eacute; que para acabar de vez com o racismo &eacute; preciso acabar tamb&eacute;m com o capitalismo e com toda forma de explora&ccedil;&atilde;o do homem pelo homem.<\/p>\n<p>\n\tAs lutas por mudan&ccedil;as m&iacute;nimas, mesmo dentro do capitalismo, no sentido de questionar e enfrentar o racismo e incorporar a popula&ccedil;&atilde;o negra s&atilde;o fundamentais, mas devem ser sempre consideradas como paliativos, que ainda n&atilde;o s&atilde;o a sa&iacute;da para o problema do racismo. A luta pela liberta&ccedil;&atilde;o real do povo negro &eacute; parte fundamental da luta da classe trabalhadora contra a explora&ccedil;&atilde;o capitalista, e portanto o racismo deve ser considerado um problema a ser discutido e enfrentado por todos os trabalhadores, no sentido de unificar a nossa classe, com as suas caracter&iacute;sticas e diversidades, contra a burguesia que, por sua vez, tamb&eacute;m tem negros em seu meio.<\/p>\n<p>\n\tMuitas correntes pol&iacute;ticas ou acad&ecirc;micas, ao terem um enfoque apenas limitado &agrave; quest&atilde;o racial, sem um conte&uacute;do de classe, sem abord&aacute;-la como parte da luta geral dos trabalhadores, acabam caindo no jogo da burguesia, que muitas vezes real&ccedil;a a opress&atilde;o de ra&ccedil;a apenas para silenciar sobre a domina&ccedil;&atilde;o de classe, deixando a estrutura social capitalista livre do combate pr&aacute;tico-cr&iacute;tico e livre para aprofundar a desigualdade e a explora&ccedil;&atilde;o.<\/p>\n<p>\n\tDe fato, nos dias atuais &eacute; ainda mais dif&iacute;cil concebermos um movimento de liberta&ccedil;&atilde;o real do povo negro do racismo, sem que se enfrentem os limites do sistema capitalista &#8211; a l&oacute;gica do lucro.<\/p>\n<p>\n\tO sistema capitalista, que sobrevive cada vez mais da ajuda externa do estado, n&atilde;o reserva possibilidades de melhorias efetivas e sustent&aacute;veis para a maioria da popula&ccedil;&atilde;o negra. O m&aacute;ximo poss&iacute;vel dentro dos limites da lucratividade do capital &eacute; a ascens&atilde;o de uma pequena elite negra, ao mesmo tempo em que a grande maioria permanece exatamente como estava antes.<\/p>\n<h3>\n\tUnir trabalhadores negros e brancos pela emancipa&ccedil;&atilde;o geral<\/h3>\n<p>\n\tImpor um conjunto de pol&iacute;ticas efetivas de repara&ccedil;&atilde;o para os negros requer, portanto, esfor&ccedil;os para ligar a luta hist&oacute;rica dos negros no Brasil como parte da luta do proletariado por sua emancipa&ccedil;&atilde;o, pois o negro de hoje est&aacute; tamb&eacute;m inserido no mercado de trabalho, e justamente em posi&ccedil;&otilde;es mais exploradas. Assim, a luta racial deve assumir tamb&eacute;m um car&aacute;ter de classe e ter como preocupa&ccedil;&atilde;o a identifica&ccedil;&atilde;o dos verdadeiros aliados e inimigos.<\/p>\n<p>\n\tN&atilde;o partir do referencial de luta anticapitalista &eacute; o principal limite ao qual est&atilde;o presos aqueles setores que hoje se acomodam e aplaudem as pol&iacute;ticas governamentais, ao mesmo tempo se calando para o fato de que, este mesmo governo que pede paci&ecirc;ncia aos negros &eacute; tamb&eacute;m o que cede bilh&otilde;es aos banqueiros e empres&aacute;rios todos os anos, mantendo justamente a exclus&atilde;o da maioria.<\/p>\n<p>\n\tPol&iacute;ticas eficazes de repara&ccedil;&atilde;o do racismo s&oacute; poder&atilde;o ser conquistadas enfrentando-se os patr&otilde;es e seus agentes: os governos de plant&atilde;o.<\/p>\n<p>\n\tA bandeira das cotas proporcionais deve ser levantada, juntamente com outras pol&iacute;ticas de repara&ccedil;&atilde;o, e com a luta dos demais trabalhadores por um programa geral que responda n&atilde;o apenas &agrave; quest&atilde;o de ra&ccedil;a, mas tamb&eacute;m &agrave; quest&atilde;o de classe. Esse programa unit&aacute;rio de trabalhadores negros e brancos deve apontar para a ruptura com a l&oacute;gica do capital e para que os explorados &#8211; brancos e negros &#8211; se unam para estabelecer uma forma de poder da classe trabalhadora, voltada para enfrentar os grandes problemas sociais.<\/p>\n<p>\n\tEssa unidade t&atilde;o necess&aacute;ria entre trabalhadores negros e brancos em sua diversidade &#8211; e que n&atilde;o ser&aacute; facilmente alcan&ccedil;ada, por todos os preconceitos e modelos que nos foram impostos no decorrer de s&eacute;culos &#8211; &eacute; um desafio que temos que ser capazes de realizar na pr&aacute;tica das lutas e de um programa global.<\/p>\n<p>\n\tNesse sentido, a proposta de cotas deve estar inserida numa proposta mais geral de lutas do conjunto da classe trabalhadora por emprego, moradia, sa&uacute;de, educa&ccedil;&atilde;o digna e de qualidade. Que essas quest&otilde;es imediatas sejam impostas mediante a luta direta da classe como um todo. Que os resultados obtidos possam ser estabelecidos a partir de cotas que reconhe&ccedil;am as desigualdades hoje existentes e, ao mesmo tempo, lutem para super&aacute;-las. &Eacute; preciso que a alian&ccedil;a entre os trabalhadores negros e brancos preserve os direitos espec&iacute;ficos de cada setor, para que possamos enfrentar e vencer o capital e todas as formas de explora&ccedil;&atilde;o e opress&atilde;o da humanidade.<\/p>\n<p>\n\tAssim, por exemplo, a reivindica&ccedil;&atilde;o de que os empregos gerados pela luta sejam divididos em cotas proporcionais, deve vir combinada com a luta pela redu&ccedil;&atilde;o da jornada de trabalho sem redu&ccedil;&atilde;o salarial, de modo que todos os trabalhadores se beneficiem desta mudan&ccedil;a, atrav&eacute;s da gera&ccedil;&atilde;o dos milh&otilde;es de empregos necess&aacute;rios. Nas universidades p&uacute;blicas, do mesmo modo, a luta pelas cotas deve se juntar &agrave; luta por mais vagas para que todos possam estudar.<\/p>\n<p>\n\t&Eacute; evidente que tudo isso s&oacute; poder&aacute; ser imposto mediante a luta contra os interesses capitalistas e, em &uacute;ltima inst&acirc;ncia, levar&aacute; a uma ruptura do pr&oacute;prio sistema, ao questionar qual classe deve ter o poder na sociedade, se os trabalhadores (negros e brancos) ou a burguesia.<\/p>\n<p>\n\tSomente uma sociedade socialista no profundo sentido da palavra &#8211; de socializar os meios de produ&ccedil;&atilde;o sob o controle e a servi&ccedil;o dos trabalhadores e da humanidade &#8211; &eacute; que pode colocar um fim &agrave; explora&ccedil;&atilde;o e &agrave; desigualdade social entre os seres humanos, inaugurando um novo per&iacute;odo na hist&oacute;ria humana onde tudo seja decidido democraticamente, respeitando-se as diferen&ccedil;as de g&ecirc;nero e ra&ccedil;a, como diferen&ccedil;as f&iacute;sicas e n&atilde;o sociais.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<h2>\n\tPara acabar com o racismo &eacute; preciso superar o capitalismo<\/h2>\n<p>\n\tO racismo &eacute; um problema social e hist&oacute;rico. Ele n&atilde;o existe porque os negros possuam qualquer &quot;caracter&iacute;stica de inferioridade&quot; ou os brancos sejam &quot;naturalmente&quot; opressores.<\/p>\n<p>\n\tO racismo est&aacute; ligado &agrave; explora&ccedil;&atilde;o. As classes dominantes sempre buscaram aproveitar-se das diferen&ccedil;as de cor, g&ecirc;nero, nacionalidade, regi&atilde;o, etc, para construir assim uma hierarquia na explora&ccedil;&atilde;o. Essa hierarquia ao mesmo tempo divide os explorados em n&iacute;veis diferentes de explora&ccedil;&atilde;o (mais e menos explorados) e tamb&eacute;m justifica que uns sejam mais explorados por&#8230; serem negros.<\/p>\n<p>\n\tNo Brasil, conforme o capitalismo se estabelecia como sistema econ&ocirc;mico, o racismo do per&iacute;odo escravista foi assimilado, pois isso permitia aos empres&aacute;rios aplicar n&iacute;veis mais intensos de explora&ccedil;&atilde;o sobre os negros e as mulheres negras em particular, embora desde o inicio tivesse havido in&uacute;meras formas de resist&ecirc;ncia. No topo dessa hierarquia de explora&ccedil;&atilde;o encontram-se a burguesia e seus agentes: o Estado, a m&iacute;dia, a Igreja, setores da classe mais alta que incorporam os interesses da burguesia.<\/p>\n<p>\n\tAssim, a conclus&atilde;o mais importante que tiramos, mas que n&atilde;o &eacute; de forma alguma un&acirc;nime, &eacute; que para acabar de vez com o racismo &eacute; preciso acabar tamb&eacute;m com o capitalismo e com toda forma de explora&ccedil;&atilde;o do homem pelo homem.<\/p>\n<p>\n\tAs lutas por mudan&ccedil;as m&iacute;nimas, mesmo dentro do capitalismo, no sentido de questionar e enfrentar o racismo e incorporar a popula&ccedil;&atilde;o negra s&atilde;o fundamentais, mas devem ser sempre consideradas como paliativos, que ainda n&atilde;o s&atilde;o a sa&iacute;da para o problema do racismo. A luta pela liberta&ccedil;&atilde;o real do povo negro &eacute; parte fundamental da luta da classe trabalhadora contra a explora&ccedil;&atilde;o capitalista, e portanto o racismo deve ser considerado um problema a ser discutido e enfrentado por todos os trabalhadores, no sentido de unificar a nossa classe, com as suas caracter&iacute;sticas e diversidades, contra a burguesia que, por sua vez, tamb&eacute;m tem negros em seu meio.<\/p>\n<p>\n\tMuitas correntes pol&iacute;ticas ou acad&ecirc;micas, ao terem um enfoque apenas limitado &agrave; quest&atilde;o racial, sem um conte&uacute;do de classe, sem abord&aacute;-la como parte da luta geral dos trabalhadores, acabam caindo no jogo da burguesia, que muitas vezes real&ccedil;a a opress&atilde;o de ra&ccedil;a apenas para silenciar sobre a domina&ccedil;&atilde;o de classe, deixando a estrutura social capitalista livre do combate pr&aacute;tico-cr&iacute;tico e livre para aprofundar a desigualdade e a explora&ccedil;&atilde;o.<\/p>\n<p>\n\tDe fato, nos dias atuais &eacute; ainda mais dif&iacute;cil concebermos um movimento de liberta&ccedil;&atilde;o real do povo negro do racismo, sem que se enfrentem os limites do sistema capitalista &#8211; a l&oacute;gica do lucro.<\/p>\n<p>\n\tO sistema capitalista, que sobrevive cada vez mais da ajuda externa do estado, n&atilde;o reserva possibilidades de melhorias efetivas e sustent&aacute;veis para a maioria da popula&ccedil;&atilde;o negra. O m&aacute;ximo poss&iacute;vel dentro dos limites da lucratividade do capital &eacute; a ascens&atilde;o de uma pequena elite negra, ao mesmo tempo em que a grande maioria permanece exatamente como estava antes.<\/p>\n<h3>\n\tUnir trabalhadores negros e brancos pela emancipa&ccedil;&atilde;o geral<\/h3>\n<p>\n\tImpor um conjunto de pol&iacute;ticas efetivas de repara&ccedil;&atilde;o para os negros requer, portanto, esfor&ccedil;os para ligar a luta hist&oacute;rica dos negros no Brasil como parte da luta do proletariado por sua emancipa&ccedil;&atilde;o, pois o negro de hoje est&aacute; tamb&eacute;m inserido no mercado de trabalho, e justamente em posi&ccedil;&otilde;es mais exploradas. Assim, a luta racial deve assumir tamb&eacute;m um car&aacute;ter de classe e ter como preocupa&ccedil;&atilde;o a identifica&ccedil;&atilde;o dos verdadeiros aliados e inimigos.<\/p>\n<p>\n\tN&atilde;o partir do referencial de luta anticapitalista &eacute; o principal limite ao qual est&atilde;o presos aqueles setores que hoje se acomodam e aplaudem as pol&iacute;ticas governamentais, ao mesmo tempo se calando para o fato de que, este mesmo governo que pede paci&ecirc;ncia aos negros &eacute; tamb&eacute;m o que cede bilh&otilde;es aos banqueiros e empres&aacute;rios todos os anos, mantendo justamente a exclus&atilde;o da maioria.<\/p>\n<p>\n\tPol&iacute;ticas eficazes de repara&ccedil;&atilde;o do racismo s&oacute; poder&atilde;o ser conquistadas enfrentando-se os patr&otilde;es e seus agentes: os governos de plant&atilde;o.<\/p>\n<p>\n\tA bandeira das cotas proporcionais deve ser levantada, juntamente com outras pol&iacute;ticas de repara&ccedil;&atilde;o, e com a luta dos demais trabalhadores por um programa geral que responda n&atilde;o apenas &agrave; quest&atilde;o de ra&ccedil;a, mas tamb&eacute;m &agrave; quest&atilde;o de classe. Esse programa unit&aacute;rio de trabalhadores negros e brancos deve apontar para a ruptura com a l&oacute;gica do capital e para que os explorados &#8211; brancos e negros &#8211; se unam para estabelecer uma forma de poder da classe trabalhadora, voltada para enfrentar os grandes problemas sociais.<\/p>\n<p>\n\tEssa unidade t&atilde;o necess&aacute;ria entre trabalhadores negros e brancos em sua diversidade &#8211; e que n&atilde;o ser&aacute; facilmente alcan&ccedil;ada, por todos os preconceitos e modelos que nos foram impostos no decorrer de s&eacute;culos &#8211; &eacute; um desafio que temos que ser capazes de realizar na pr&aacute;tica das lutas e de um programa global.<\/p>\n<p>\n\tNesse sentido, a proposta de cotas deve estar inserida numa proposta mais geral de lutas do conjunto da classe trabalhadora por emprego, moradia, sa&uacute;de, educa&ccedil;&atilde;o digna e de qualidade. Que essas quest&otilde;es imediatas sejam impostas mediante a luta direta da classe como um todo. Que os resultados obtidos possam ser estabelecidos a partir de cotas que reconhe&ccedil;am as desigualdades hoje existentes e, ao mesmo tempo, lutem para super&aacute;-las. &Eacute; preciso que a alian&ccedil;a entre os trabalhadores negros e brancos preserve os direitos espec&iacute;ficos de cada setor, para que possamos enfrentar e vencer o capital e todas as formas de explora&ccedil;&atilde;o e opress&atilde;o da humanidade.<\/p>\n<p>\n\tAssim, por exemplo, a reivindica&ccedil;&atilde;o de que os empregos gerados pela luta sejam divididos em cotas proporcionais, deve vir combinada com a luta pela redu&ccedil;&atilde;o da jornada de trabalho sem redu&ccedil;&atilde;o salarial, de modo que todos os trabalhadores se beneficiem desta mudan&ccedil;a, atrav&eacute;s da gera&ccedil;&atilde;o dos milh&otilde;es de empregos necess&aacute;rios. Nas universidades p&uacute;blicas, do mesmo modo, a luta pelas cotas deve se juntar &agrave; luta por mais vagas para que todos possam estudar.<\/p>\n<p>\n\t&Eacute; evidente que tudo isso s&oacute; poder&aacute; ser imposto mediante a luta contra os interesses capitalistas e, em &uacute;ltima inst&acirc;ncia, levar&aacute; a uma ruptura do pr&oacute;prio sistema, ao questionar qual classe deve ter o poder na sociedade, se os trabalhadores (negros e brancos) ou a burguesia.<\/p>\n<p>\n\tSomente uma sociedade socialista no profundo sentido da palavra &#8211; de socializar os meios de produ&ccedil;&atilde;o sob o controle e a servi&ccedil;o dos trabalhadores e da humanidade &#8211; &eacute; que pode colocar um fim &agrave; explora&ccedil;&atilde;o e &agrave; desigualdade social entre os seres humanos, inaugurando um novo per&iacute;odo na hist&oacute;ria humana onde tudo seja decidido democraticamente, respeitando-se as diferen&ccedil;as de g&ecirc;nero e ra&ccedil;a, como diferen&ccedil;as f&iacute;sicas e n&atilde;o sociais.<\/p>\n","protected":false},"author":3,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[13],"tags":[],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.espacosocialista.org\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/259"}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.espacosocialista.org\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.espacosocialista.org\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.espacosocialista.org\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/users\/3"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.espacosocialista.org\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=259"}],"version-history":[{"count":2,"href":"https:\/\/www.espacosocialista.org\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/259\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":829,"href":"https:\/\/www.espacosocialista.org\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/259\/revisions\/829"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.espacosocialista.org\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=259"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.espacosocialista.org\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=259"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.espacosocialista.org\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=259"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}