{"id":281,"date":"2011-06-23T00:52:01","date_gmt":"2011-06-23T03:52:01","guid":{"rendered":"http:\/\/espacosocialista.org\/?q=node\/281"},"modified":"2013-01-19T19:09:46","modified_gmt":"2013-01-19T21:09:46","slug":"contribuicao-do-espaco-socialista-para-o-congresso-da-anel-2011","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.espacosocialista.org\/portal\/2011\/06\/contribuicao-do-espaco-socialista-para-o-congresso-da-anel-2011\/","title":{"rendered":"Contribui\u00e7\u00e3o do Espa\u00e7o Socialista para o Congresso da ANEL -2011"},"content":{"rendered":"<p class=\"rtecenter\"><strong style=\"border-top-width: 0px; border-right-width: 0px; border-bottom-width: 0px; border-left-width: 0px; border-style: initial; border-color: initial; font-size: 14px; margin-top: 0px; margin-right: 0px; margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; padding-top: 0px; padding-right: 0px; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; vertical-align: baseline; background-image: initial; background-attachment: initial; background-origin: initial; background-clip: initial; background-color: transparent; font-weight: bold; background-position: initial initial; background-repeat: initial initial; \">Contribui&ccedil;&atilde;o do Espa&ccedil;o Socialista para o Congresso da ANEL -2011<\/strong><\/p>\n<h2 style=\"border-top-width: 0px; border-right-width: 0px; border-bottom-width: 0px; border-left-width: 0px; border-style: initial; border-color: initial; font-size: 2em; margin-top: 0px; margin-right: 0px; margin-bottom: 0.75em; margin-left: 0px; padding-top: 0px; padding-right: 0px; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; vertical-align: baseline; background-image: initial; background-attachment: initial; background-origin: initial; background-clip: initial; background-color: transparent; color: rgb(17, 17, 17); font-weight: normal; background-position: initial initial; background-repeat: initial initial; \" class=\"rtecenter\"><strong style=\"border-top-width: 0px; border-right-width: 0px; border-bottom-width: 0px; border-left-width: 0px; border-style: initial; border-color: initial; font-size: 28px; margin-top: 0px; margin-right: 0px; margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; padding-top: 0px; padding-right: 0px; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; vertical-align: baseline; background-image: initial; background-attachment: initial; background-origin: initial; background-clip: initial; background-color: transparent; font-weight: bold; background-position: initial initial; background-repeat: initial initial; \">Construir a ANEL pela Base e ao Lado dos Trabalhadores<\/strong><\/h2>\n<p><span style=\"mso-tab-count:1\">&nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp;<\/span>No Congresso Nacional de Estudantes em 2009, onde surgiria o projeto da ANEL, levamos uma tese que trazia um s&eacute;rio balan&ccedil;o da realidade da educa&ccedil;&atilde;o e a inser&ccedil;&atilde;o desta nos marcos da crise econ&ocirc;mica mundial que ent&atilde;o se iniciava.<\/p>\n<p class=\"MsoNormal\" style=\"text-align:justify\"><span style=\"font-size:12.0pt;\nline-height:115%\"><span style=\"mso-tab-count:1\">&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; <\/span>Discutimos o papel do movimento estudantil na realidade sob o impacto da ent&atilde;o inicial crise econ&ocirc;mica mundial e a necessidade de se construir o movimento com amplo debate nas escolas e universidades e que caminhasse para a unidade com os movimentos dos trabalhadores. <span style=\"mso-spacerun:yes\">&nbsp;<\/span>De cara colocamos como problem&aacute;tica a funda&ccedil;&atilde;o de uma nova entidade sem antes fazer uma profunda discuss&atilde;o e balan&ccedil;o com a base estudantil. E na luta por uma ANEL realmente constru&iacute;da pela base &eacute; que fazemos algumas contribui&ccedil;&otilde;es.<o:p><\/o:p><\/span><\/p>\n<p class=\"MsoNormal\" style=\"text-align:justify\"><span style=\"font-size:12.0pt;\nline-height:115%\"><span style=\"mso-tab-count:1\">&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; <\/span>Como hoje entendemos que os efeitos da crise continuam a se espalhar pelo mundo e no Brasil, apesar do discurso da &ldquo;marolinha&rdquo;, sabemos que o setor da educa&ccedil;&atilde;o p&uacute;blica tem sido e continuar&aacute; cada vez mais a ser precarizado, como uma das medidas necess&aacute;rias<span style=\"mso-spacerun:yes\">&nbsp; <\/span>para a retomada dos lucros dos capitalistas. Desta forma, boa parte de nossa tese de 2010, mant&ecirc;m-se atual, j&aacute; que a crise est&aacute; ainda presente e as necessidades b&aacute;sicas dos trabalhadores continuam crescentes.<o:p><\/o:p><\/span><\/p>\n<p class=\"MsoNormal\" style=\"text-align:justify\"><b style=\"mso-bidi-font-weight:\nnormal\"><u><span style=\"font-size:12.0pt;line-height:115%\">A crise e suas conseq&uuml;&ecirc;ncias no Brasil e no mundo<o:p><\/o:p><\/span><\/u><\/b><\/p>\n<p class=\"MsoNormal\" style=\"text-align:justify\"><span style=\"font-size:12.0pt;\nline-height:115%\"><span style=\"mso-tab-count:1\">&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; <\/span>A crise econ&ocirc;mica mundial que deu seus primeiros tra&ccedil;os ainda em 2008 &eacute; uma crise de reprodu&ccedil;&atilde;o do capital e tem suas ra&iacute;zes j&aacute; nos anos 70, quando a tend&ecirc;ncia de queda da taxa de lucro e a crise de superprodu&ccedil;&atilde;o nos pa&iacute;ses da Europa e nos EUA for&ccedil;aram uma forte interven&ccedil;&atilde;o estatal e um majestoso incentivo ao consumo das massas, visando assim garantir novo ascenso<span style=\"mso-spacerun:yes\">&nbsp; <\/span>de lucratividade e expans&atilde;o do sistema. Com efeito, a crise iniciada em 2008 nada mais &eacute; do que um dos elementos de uma crise muito maior, a saber, crise sist&ecirc;mica e social do capital.<o:p><\/o:p><\/span><\/p>\n<p class=\"MsoNormal\" style=\"text-align:justify\"><span style=\"font-size:12.0pt;\nline-height:115%\"><span style=\"mso-tab-count:1\">&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; <\/span>A liberaliza&ccedil;&atilde;o econ&ocirc;mica iniciada por Ronald Reagan nos EUA e Margaret Tatcher, na Inglaterra e que alcan&ccedil;ou o Brasil com Collor, desenvolvendo-se nos governos de FHC e Lula, mostrou seus limites econ&ocirc;micos e pol&iacute;ticos mais uma vez, na fal&ecirc;ncia do atual modelo de cr&eacute;dito precipitado pelo estouro da bolha imobili&aacute;ria estadunidense.<o:p><\/o:p><\/span><\/p>\n<p class=\"MsoNormal\" style=\"text-align:justify\"><span style=\"font-size:12.0pt;\nline-height:115%;mso-fareast-font-family:&quot;Times New Roman&quot;;mso-fareast-language:\nPT-BR\"><span style=\"mso-tab-count:1\">&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; <\/span>Outro elemento da atual crise econ&ocirc;mica &eacute; que esta apresenta-se como consequ&ecirc;ncia da aplica&ccedil;&atilde;o da tecnologia &agrave; produ&ccedil;&atilde;o e a forma&ccedil;&atilde;o de um mercado mundial globalizado e realmente integrado. Dessa forma a capacidade de produ&ccedil;&atilde;o foi multiplicada e o desemprego deixou de ser reserva de m&atilde;o de obra para se tornar estrutural. Pela primeira vez na hist&oacute;ria da humanidade todos os pa&iacute;ses do globo est&atilde;o interligados na cadeia de produ&ccedil;&atilde;o e consumo do sistema capitalista. N&atilde;o h&aacute; mais novos mercados a conquistar, n&atilde;o h&aacute; mais novos ex&eacute;rcitos de m&atilde;o de obra a serem anexados, n&atilde;o h&aacute; mais mercados consumidores a serem integrados. Mas a pior caracter&iacute;stica da atual fase do capitalismo &eacute; que mesmo que houvesse novos mercados de m&atilde;o de obra, mat&eacute;ria prima ou consumo, n&atilde;o h&aacute; como manter os n&iacute;veis de consumo nos padr&otilde;es estadunidenses sem comprometer a reprodu&ccedil;&atilde;o material das esp&eacute;cies vivas de nosso planeta.<\/span><span style=\"font-size:12.0pt;line-height:115%\"><o:p><\/o:p><\/span><\/p>\n<p class=\"MsoNormal\" style=\"text-align:justify\"><span style=\"font-size:12.0pt;\nline-height:115%\"><span style=\"mso-tab-count:1\">&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; <\/span>Hoje os efeitos da crise se mostram cada dia mais aparentes e colocam para a burguesia a necessidade de repassar a conta da crise aos trabalhadores, por meio de cortes e do conseq&uuml;ente rebaixamento das condi&ccedil;&otilde;es de vida de nossa classe. Buscam, assim, construir novas bases para um novo ciclo de acumula&ccedil;&atilde;o.<o:p><\/o:p><\/span><\/p>\n<p class=\"MsoNormal\" style=\"text-align:justify\"><span style=\"font-size:12.0pt;\nline-height:115%\"><span style=\"mso-tab-count:1\">&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; <\/span>Outro fator importante do desenrolar da crise &eacute; o fato de a classe trabalhadora e o movimento estudantil voltarem &agrave; cena para responder a estes ataques em v&aacute;rios pa&iacute;ses. <o:p><\/o:p><\/span><\/p>\n<p class=\"MsoNormal\" style=\"text-align:justify\"><span style=\"font-size:12.0pt;\nline-height:115%\"><span style=\"mso-tab-count:1\">&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; <\/span>Desde o inicio da crise assistimos em praticamente todos os cantos do planeta levantes contra os ataques, Fran&ccedil;a, Gr&eacute;cia, Espanha, Egito, Tun&iacute;sia, entre muitos outros, revelam que os trabalhadores e estudantes do mundo n&atilde;o ficar&atilde;o parados, e mais, revelam a necessidade de reconstruir pela base a alternativa socialista. <o:p><\/o:p><\/span><\/p>\n<p class=\"MsoNormal\" style=\"text-align:justify\"><span style=\"font-size:12.0pt;\nline-height:115%\"><span style=\"mso-tab-count:1\">&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; <\/span>O Brasil entra neste contexto e dos trabalhadores e estudantes exige-se uma unidade em perfeita simbiose, capaz de superar os limites das demandas mais imediatas e de recolocar no plano atual a alternativa socialista como condi&ccedil;&atilde;o necess&aacute;ria &agrave; supera&ccedil;&atilde;o dos limites impostos pelo sistema do capital.<o:p><\/o:p><\/span><\/p>\n<p class=\"MsoNormal\" style=\"text-align:justify\"><u><span style=\"font-size:12.0pt;\nline-height:115%\">A situa&ccedil;&atilde;o do ensino no Brasil e as tarefas do movimento estudantil <o:p><\/o:p><\/span><\/u><\/p>\n<p class=\"MsoNormal\" style=\"text-align:justify\"><span style=\"font-size:12.0pt;\nline-height:115%\"><span style=\"mso-tab-count:1\">&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; <\/span>Apesar dos discursos oficiais que t&ecirc;m ecoado por todos os cantos do pa&iacute;s, carregados de frases vazias como &ldquo;educa&ccedil;&atilde;o &eacute; a prioridade das prioridades&rdquo;, na pr&aacute;tica professores e estudantes sabem que a realidade demonstra prioridades outras, tais como o pagamento de amortiza&ccedil;&otilde;es da d&iacute;vida p&uacute;blica.<o:p><\/o:p><\/span><\/p>\n<p class=\"MsoNormal\" style=\"text-align:justify\"><span style=\"font-size:12.0pt;\nline-height:115%\"><span style=\"mso-tab-count:1\">&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; <\/span>Atualmente o Brasil <span style=\"mso-spacerun:yes\">&nbsp;<\/span>ocupa o 88&deg; lugar no &Iacute;ndice de desenvolvimento da educa&ccedil;&atilde;o (IDE\/2010), em pen&uacute;ltimo lugar na Am&eacute;rica do Sul, &agrave; frente apenas do Suriname. 14,1 milh&otilde;es de brasileiros s&atilde;o analfabetos, representando 9,7% da popula&ccedil;&atilde;o com idade superior a 15 anos. (Fonte: Caros Amigos\/n&deg;53)<o:p><\/o:p><\/span><\/p>\n<p class=\"MsoNormal\" style=\"text-align:justify\"><span style=\"font-size:12.0pt;\nline-height:115%\"><span style=\"mso-tab-count:1\">&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; <\/span>No ensino fundamental e m&eacute;dio professores deparam-se com salas aula superlotadas, na m&eacute;dia 27 alunos por sala (MEC), mas quando andamos pelas escolas da periferias facilmente encontramos salas com 40, 50 alunos. <o:p><\/o:p><\/span><\/p>\n<p class=\"MsoNormal\" style=\"text-align:justify\"><span style=\"font-size:12.0pt;\nline-height:115%\"><span style=\"mso-tab-count:1\">&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; <\/span>A situa&ccedil;&atilde;o n&atilde;o &eacute; diferente quando falamos de ensino superior para os trabalhadores. Segundo dados do IBGE de 2009 apenas 13,9% dos jovens brasileiros conseguem matricular-se em um curso universit&aacute;rio, e dos matriculados 73,31% est&atilde;o no ensino privado (MEC).<o:p><\/o:p><\/span><\/p>\n<p class=\"MsoNormal\" style=\"text-align:justify\"><span style=\"font-size:12.0pt;\nline-height:115%\"><span style=\"mso-tab-count:1\">&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; <\/span>Fica ainda mais esvaziado o discurso de &ldquo;prioridade das prioridades&rdquo; quando analisados os investimentos do governo federal na educa&ccedil;&atilde;o nos &uacute;ltimos 10 anos. Atualmente apenas 4% do PIB &eacute; destinado &agrave; educa&ccedil;&atilde;o, sendo que boa parte deste montante est&aacute; a servi&ccedil;o da cria&ccedil;&atilde;o de bolsas de estudos em universidades privadas, por meio da transfer&ecirc;ncia de renda p&uacute;blica aos cofres de investidores do ensino.<o:p><\/o:p><\/span><\/p>\n<p class=\"MsoNormal\" style=\"text-align:justify\"><span style=\"font-size:12.0pt;\nline-height:115%\"><span style=\"mso-tab-count:1\">&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; <\/span>Programas como o PROUNI, FIES, e agora com Dilma, PRONATEC e PROM&Eacute;DIO, apenas mostram que, longe de pensar em educa&ccedil;&atilde;o, o governo tem priorizado garantir os lucros do ensino privado. S&oacute; para termos uma ideia, este setor sofria com o n&atilde;o preenchimento de vagas e as altas taxas de inadimpl&ecirc;ncia que antes do PROUNI beiravam um percentual de 40%. <o:p><\/o:p><\/span><\/p>\n<p class=\"MsoNormal\" style=\"text-align:justify\"><span style=\"font-size:12.0pt;\nline-height:115%\"><span style=\"mso-tab-count:1\">&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; <\/span>Para piorar 30% das universidades privadas que aderiram ao PROUNI n&atilde;o mant&eacute;m sequer um aluno bolsista em sala de aula.<o:p><\/o:p><\/span><\/p>\n<p class=\"MsoNormal\" style=\"text-align:justify\"><span style=\"font-size:12.0pt;\nline-height:115%\"><span style=\"mso-tab-count:1\">&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; <\/span>Pouco mais da metade das bolsas anunciadas pelo governo foram realmente ocupadas, sendo que entre 2005\/2008 das 610 mil bolsas ofertadas apenas 385 mil foram preenchidas, fora o fato do peso das bolsas ser irris&oacute;rio quando tratamos de cursos mais elitizados, como medicina onde o peso das bolsas do PROUNI representam apenas 0,7%.<o:p><\/o:p><\/span><\/p>\n<p class=\"MsoNormal\" style=\"text-align:justify\"><span style=\"font-size:12.0pt;\nline-height:115%\"><span style=\"mso-tab-count:1\">&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; <\/span>Hoje as discuss&otilde;es quanto aos investimentos na educa&ccedil;&atilde;o voltaram &agrave; tona com o novo Plano Nacional de Educa&ccedil;&atilde;o (PNE), que estipula metas para um per&iacute;odo de dez anos. O novo PNE apresentado pelo governo federal apresenta como percentual de investimento na educa&ccedil;&atilde;o apenas 7% do PIB, percentual este que fora aprovado dez anos atr&aacute;s no congresso e que foi vetado por FHC e mantido por Lula. Agora dez anos depois prop&otilde;em implementar os 7%, completamente defasados pelos anos de infla&ccedil;&atilde;o.<o:p><\/o:p><\/span><\/p>\n<p class=\"MsoNormal\" style=\"text-align:justify\"><span style=\"font-size:12.0pt;\nline-height:115%\"><span style=\"mso-tab-count:1\">&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; <\/span>Entendemos o Movimento Estudantil (ME) como um movimento importante na luta frente aos ataques dos governos contra o direito dos trabalhadores a uma educa&ccedil;&atilde;o de qualidade e acess&iacute;vel, por&eacute;m o ME s&oacute; pode de fato ser um movimento transformador se superar os limites das lutas imediatas, colocando suas demandas ao lado das demandas dos trabalhadores e dando assim um salto rumo ao socialismo, respeitando ainda assim a evolu&ccedil;&atilde;o rumo ao socialismo do pensamento dos estudantes trabalhadores em rela&ccedil;&atilde;o &agrave;s quest&otilde;es que a luta os coloca.<o:p><\/o:p><\/span><\/p>\n<p class=\"MsoNormal\" style=\"text-align:justify\"><span style=\"font-size:12.0pt;\nline-height:115%\"><span style=\"mso-tab-count:1\">&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; <\/span>&Eacute; na atual conjuntura de crise estrutural do capital que devemos nos localizar para iniciar uma discuss&atilde;o a respeito do que interessa ao ME. A educa&ccedil;&atilde;o, como qualquer outra esfera da vida no capitalismo, assume cada vez mais o sentido de mercadoria. A lucratividade na educa&ccedil;&atilde;o privada, aliada &agrave; redu&ccedil;&atilde;o de custos em todos os n&iacute;veis no ensino p&uacute;blico, d&atilde;o a t&ocirc;nica das pol&iacute;ticas aplicadas ao setor.<o:p><\/o:p><\/span><\/p>\n<p class=\"MsoNormal\" style=\"text-align:justify\"><span style=\"font-size:12.0pt;\nline-height:115%\"><span style=\"mso-tab-count:1\">&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; <\/span>&Eacute; esse pano de fundo que justifica que os gestores do Estado, de um lado, d&ecirc;em condi&ccedil;&otilde;es para que a educa&ccedil;&atilde;o se torne cada vez mais uma mercadoria lucrativa, e de outro, se combine a possibilidade de aplicar a produ&ccedil;&atilde;o cient&iacute;fica gerada nos centros p&uacute;blicos de excel&ecirc;ncia para desenvolver novos produtos. Al&eacute;m disso vemos o Estado se utilizar da escola nas periferias como forma de conter a revolta dos jovens que ser&atilde;o parte do ex&eacute;rcito de desempregados estruturais e que somente encontrar&atilde;o atividades precarizadas e de baixa renda como forma de sobreviv&ecirc;ncia. Nessa miss&atilde;o, o Estado conta com a participa&ccedil;&atilde;o das entidades estudantis oficiais (UNE, UBES), com o financiamento de &oacute;rg&atilde;os internacionais e com diversas ONG&rsquo;s que fazem propaganda dos limites da vida na periferia como &uacute;nico espa&ccedil;o de sociabilidade vi&aacute;vel e desejada, contribuindo para que os horizontes da juventude da periferia nunca alcancem os equipamentos culturais diversificados que somente existem no centro, como museus, teatro, cinemas, pra&ccedil;as p&uacute;blicas e as praias das cidades litor&acirc;neas.<o:p><\/o:p><\/span><\/p>\n<p class=\"MsoNormal\" style=\"text-align:justify\"><span style=\"font-size:12.0pt;\nline-height:115%\"><span style=\"mso-tab-count:1\">&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; <\/span>Precisamos contrapor ao projeto burgu&ecirc;s, de uma classe que vive da extra&ccedil;&atilde;o da riqueza, um projeto da classe que produz a riqueza, um projeto da classe trabalhadora. Pois, com a crise econ&ocirc;mica capitalista, a tend&ecirc;ncia &eacute; que se aprofundem os ataques &agrave; educa&ccedil;&atilde;o, com cortes de verbas e mais precariza&ccedil;&atilde;o das escolas\/universidades, o que coloca para n&oacute;s a necessidade de apresentarmos um programa que responda a essa crise e tamb&eacute;m coloque para os estudantes que s&oacute; poderemos ter uma educa&ccedil;&atilde;o de qualidade e a servi&ccedil;o da humanidade com o socialismo.<span style=\"mso-spacerun:yes\">&nbsp;&nbsp; <\/span><o:p><\/o:p><\/span><\/p>\n<p class=\"MsoNormal\" style=\"text-align:justify\"><span style=\"font-size:12.0pt;\nline-height:115%\"><span style=\"mso-tab-count:1\">&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; <\/span>A crise da educa&ccedil;&atilde;o &eacute;, portanto, o reflexo da crise da sociedade capitalista. N&atilde;o &eacute; mais poss&iacute;vel construir um ME que n&atilde;o responda a esses problemas estruturais. Necessitamos de um ME que lute pelas quest&otilde;es especificas da educa&ccedil;&atilde;o, mas que, necessariamente, fa&ccedil;a delas uma ponte para a luta pelo socialismo.<o:p><\/o:p><\/span><\/p>\n<p class=\"MsoNormal\" style=\"text-align:justify\"><b style=\"mso-bidi-font-weight:\nnormal\"><u><span style=\"font-size:12.0pt;line-height:115%\">O Movimento Estudantil e trabalhadores: Uma alian&ccedil;a estrat&eacute;gica<o:p><\/o:p><\/span><\/u><\/b><\/p>\n<p class=\"MsoNormal\" style=\"text-align:justify\"><span style=\"font-size:12.0pt;\nline-height:115%\"><span style=\"mso-tab-count:1\">&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; <\/span>Um projeto dessa magnitude precisar&aacute; mobilizar amplos setores da sociedade, pois qualquer projeto alternativo aos interesses da burguesia ir&aacute; enfrentar a oposi&ccedil;&atilde;o organizada dessa classe, isso, portanto, inviabiliza a possibilidade desse projeto ser elaborado somente pelos acad&ecirc;micos ou mesmo pelos intelectuais org&acirc;nicos da classe trabalhadora ou ainda por um ou outro partido ou organiza&ccedil;&atilde;o. A constru&ccedil;&atilde;o de um projeto de educa&ccedil;&atilde;o a servi&ccedil;o das necessidades humanas somente ser&aacute; poss&iacute;vel na converg&ecirc;ncia dos esfor&ccedil;os de todos os setores envolvidos com a educa&ccedil;&atilde;o e das organiza&ccedil;&otilde;es dos trabalhadores que se mobilizar&atilde;o na defesa de melhores condi&ccedil;&otilde;es de trabalho, sal&aacute;rio e emprego para fazer frente aos ataques dos mais diversos governos e patr&otilde;es.<o:p><\/o:p><\/span><\/p>\n<p class=\"MsoNormal\" style=\"text-align:justify\"><span style=\"font-size:12.0pt;\nline-height:115%\"><span style=\"mso-tab-count:1\">&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; <\/span>Somente a articula&ccedil;&atilde;o das camadas que ainda n&atilde;o tiveram acesso ao ensino de qualidade, dos trabalhadores e profissionais da educa&ccedil;&atilde;o, dos estudantes e suas ferramentas de luta (gr&ecirc;mios, C.As, D.A&rsquo;s, D.C.E&rsquo;s) bem como da comunidade que utiliza as escolas e universidades poder&aacute; apontar uma a&ccedil;&atilde;o eficaz contra a l&oacute;gica do capital de seguir transformando a educa&ccedil;&atilde;o em mercadoria e a escola de periferia em dep&oacute;sito de desempregados estruturais.<o:p><\/o:p><\/span><\/p>\n<p class=\"MsoNormal\" style=\"text-align:justify\"><span style=\"font-size:12.0pt;\nline-height:115%\"><o:p>&nbsp;<\/o:p><\/span><\/p>\n<p class=\"MsoNormal\" style=\"text-align:justify\"><b style=\"mso-bidi-font-weight:\nnormal\"><u><span style=\"font-size:12.0pt;line-height:115%\">Propostas para unir o Movimento Estudantil &agrave; lutas gerais e espec&iacute;ficas dos Trabalhadores<o:p><\/o:p><\/span><\/u><\/b><\/p>\n<p class=\"MsoNormal\" style=\"text-align:justify\"><b style=\"mso-bidi-font-weight:\nnormal\"><u><span style=\"font-size:12.0pt;line-height:115%\"><o:p><span style=\"text-decoration:none\">&nbsp;<\/span><\/o:p><\/span><\/u><\/b><\/p>\n<ol style=\"margin-top:0cm\" start=\"1\" type=\"1\">\n<li class=\"MsoNormal\" style=\"text-align:justify;mso-list:l0 level1 lfo1\"><i style=\"mso-bidi-font-style:normal\"><span style=\"font-size:12.0pt;\n    line-height:115%\">10% do PIB para a educa&ccedil;&atilde;o j&aacute;!!!!<o:p><\/o:p><\/span><\/i><\/li>\n<li class=\"MsoNormal\" style=\"text-align:justify;mso-list:l0 level1 lfo1\"><i style=\"mso-bidi-font-style:normal\"><span style=\"font-size:12.0pt;\n    line-height:115%\">Proporcionalidade nos processos seletivos, que os      trabalhadores e seus filhos ocupem em todos os n&iacute;veis de educa&ccedil;&atilde;o a mesma      propor&ccedil;&atilde;o que existe na sociedade;<o:p><\/o:p><\/span><\/i><\/li>\n<li class=\"MsoNormal\" style=\"text-align:justify;mso-list:l0 level1 lfo1\"><i style=\"mso-bidi-font-style:normal\"><span style=\"font-size:12.0pt;\n    line-height:115%\">Cotas proporcionais para negros e ind&iacute;genas em todas as      esferas da educa&ccedil;&atilde;o;<o:p><\/o:p><\/span><\/i><\/li>\n<li class=\"MsoNormal\" style=\"text-align:justify;mso-list:l0 level1 lfo1\"><i style=\"mso-bidi-font-style:normal\"><span style=\"font-size:12.0pt;\n    line-height:115%\">Educa&ccedil;&atilde;o em per&iacute;odo integral (8h), com investimento      financeiro que propicie um ensino e equipamentos de qualidade, combinado      com atividades culturais e de lazer;<o:p><\/o:p><\/span><\/i><\/li>\n<li class=\"MsoNormal\" style=\"text-align:justify;mso-list:l0 level1 lfo1\"><i style=\"mso-bidi-font-style:normal\"><span style=\"font-size:12.0pt;\n    line-height:115%\">Gest&atilde;o parit&aacute;ria. Que os alunos tenham possibilidade      real de interferir na constru&ccedil;&atilde;o do conte&uacute;do que estudam nas escolas e      faculdades;<o:p><\/o:p><\/span><\/i><\/li>\n<li class=\"MsoNormal\" style=\"text-align:justify;mso-list:l0 level1 lfo1\"><i style=\"mso-bidi-font-style:normal\"><span style=\"font-size:12.0pt;\n    line-height:115%\">Defesa da qualidade de ensino nos seus tr&ecirc;s n&iacute;veis.      Melhores sal&aacute;rios e condi&ccedil;&otilde;es de trabalho para os professores e      funcion&aacute;rios das escolas e universidades , melhores instala&ccedil;&otilde;es e recursos      materiais (laborat&oacute;rios, bibliotecas, material did&aacute;tico, etc.). No ensino      fundamental e m&eacute;dio: fim da progress&atilde;o autom&aacute;tica, fim do ensino      religioso, inclus&atilde;o obrigat&oacute;ria das disciplinas de educa&ccedil;&atilde;o sexual,      filosofia, sociologia, psicologia, hist&oacute;ria e cultura da &Aacute;frica e da      Am&eacute;rica Latina;<o:p><\/o:p><\/span><\/i><\/li>\n<\/ol>\n<p class=\"MsoNormal\" style=\"text-align:justify\"><i style=\"mso-bidi-font-style:\nnormal\"><span style=\"font-size:12.0pt;line-height:115%\"><o:p>&nbsp;<\/o:p><\/span><\/i><\/p>\n<ol style=\"margin-top:0cm\" start=\"7\" type=\"1\">\n<li class=\"MsoNormal\" style=\"text-align:justify;mso-list:l0 level1 lfo1\"><i style=\"mso-bidi-font-style:normal\"><span style=\"font-size:12.0pt;\n    line-height:115%\">Redu&ccedil;&atilde;o da jornada de trabalho do jovem para 06      horas\/di&aacute;rias;<o:p><\/o:p><\/span><\/i><\/li>\n<\/ol>\n<p class=\"MsoNormal\" style=\"text-align:justify\"><i style=\"mso-bidi-font-style:\nnormal\"><span style=\"font-size:12.0pt;line-height:115%\"><o:p>&nbsp;<\/o:p><\/span><\/i><\/p>\n<ol style=\"margin-top:0cm\" start=\"8\" type=\"1\">\n<li class=\"MsoNormal\" style=\"text-align:justify;mso-list:l0 level1 lfo1\"><i style=\"mso-bidi-font-style:normal\"><span style=\"font-size:12.0pt;\n    line-height:115%\">Que os est&aacute;gios deixem de ser forma de precarizar o      trabalho do jovem. Direito trabalhista para o estagi&aacute;rio;<o:p><\/o:p><\/span><\/i><\/li>\n<\/ol>\n<p class=\"MsoNormal\" style=\"text-align:justify\"><i style=\"mso-bidi-font-style:\nnormal\"><span style=\"font-size:12.0pt;line-height:115%\"><o:p>&nbsp;<\/o:p><\/span><\/i><\/p>\n<ol style=\"margin-top:0cm\" start=\"9\" type=\"1\">\n<li class=\"MsoNormal\" style=\"text-align:justify;mso-list:l0 level1 lfo1\"><i style=\"mso-bidi-font-style:normal\"><span style=\"font-size:12.0pt;\n    line-height:115%\">Fiscaliza&ccedil;&atilde;o dos est&aacute;gios por organismos de base do      movimento estudantil;<o:p><\/o:p><\/span><\/i><\/li>\n<\/ol>\n<p class=\"MsoNormal\" style=\"text-align:justify\"><i style=\"mso-bidi-font-style:\nnormal\"><span style=\"font-size:12.0pt;line-height:115%\"><o:p>&nbsp;<\/o:p><\/span><\/i><\/p>\n<ol style=\"margin-top:0cm\" start=\"10\" type=\"1\">\n<li class=\"MsoNormal\" style=\"text-align:justify;mso-list:l0 level1 lfo1\"><i style=\"mso-bidi-font-style:normal\"><span style=\"font-size:12.0pt;\n    line-height:115%\">M&iacute;nimo do Dieese como refer&ecirc;ncia salarial a ser aplicado      ao c&aacute;lculo da remunera&ccedil;&atilde;o proporcional dos est&aacute;gios;<o:p><\/o:p><\/span><\/i><\/li>\n<\/ol>\n<p class=\"MsoNormal\" style=\"text-align:justify\"><i style=\"mso-bidi-font-style:\nnormal\"><span style=\"font-size:12.0pt;line-height:115%\"><o:p>&nbsp;<\/o:p><\/span><\/i><\/p>\n<ol style=\"margin-top:0cm\" start=\"11\" type=\"1\">\n<li class=\"MsoNormal\" style=\"text-align:justify;mso-list:l0 level1 lfo1\"><i style=\"mso-bidi-font-style:normal\"><span style=\"font-size:12.0pt;\n    line-height:115%\">Creches p&uacute;blicas, gratuitas, com qualidade educacional nos      locais de trabalho e estudo;<o:p><\/o:p><\/span><\/i><\/li>\n<\/ol>\n<p class=\"MsoNormal\" style=\"text-align:justify\"><i style=\"mso-bidi-font-style:\nnormal\"><span style=\"font-size:12.0pt;line-height:115%\"><o:p>&nbsp;<\/o:p><\/span><\/i><\/p>\n<ol style=\"margin-top:0cm\" start=\"12\" type=\"1\">\n<li class=\"MsoNormal\" style=\"text-align:justify;mso-list:l0 level1 lfo1\"><i style=\"mso-bidi-font-style:normal\"><span style=\"font-size:12.0pt;\n    line-height:115%\">Fim do pagamento da d&iacute;vida externa. Que se invista as riquezas      produzidas pelo povo brasileiro para resolver os problemas do povo      brasileiro.<o:p><\/o:p><\/span><\/i><\/li>\n<\/ol>\n<p class=\"MsoListParagraph\" style=\"text-align:justify\"><i style=\"mso-bidi-font-style:\nnormal\"><span style=\"font-size:12.0pt;line-height:115%\"><o:p>&nbsp;<\/o:p><\/span><\/i><\/p>\n<ol style=\"margin-top:0cm\" start=\"13\" type=\"1\">\n<li class=\"MsoNormal\" style=\"text-align:justify;mso-list:l0 level1 lfo1\"><i style=\"mso-bidi-font-style:normal\"><span style=\"font-size:12.0pt;\n    line-height:115%\">Fim do PROUNI, FIES, PROM&Eacute;DIO, PRONATEC, que os valores      das bolsas sejam investidos imediatamente na abertura de mais vagas e      escolas p&uacute;blicas.<o:p><\/o:p><\/span><\/i><\/li>\n<\/ol>\n<p class=\"MsoListParagraph\" style=\"text-align:justify\"><i style=\"mso-bidi-font-style:\nnormal\"><span style=\"font-size:12.0pt;line-height:115%\"><o:p>&nbsp;<\/o:p><\/span><\/i><\/p>\n<ol style=\"margin-top:0cm\" start=\"14\" type=\"1\">\n<li class=\"MsoNormal\" style=\"text-align:justify;mso-list:l0 level1 lfo1\"><i style=\"mso-bidi-font-style:normal\"><span style=\"font-size:12.0pt;\n    line-height:115%\">Fim das terceiriza&ccedil;&otilde;es e incorpora&ccedil;&atilde;o imediata dos      terceirizados.<o:p><\/o:p><\/span><\/i><\/li>\n<\/ol>\n<p class=\"MsoListParagraph\"><i style=\"mso-bidi-font-style:normal\"><span style=\"font-size:12.0pt;line-height:115%\"><o:p>&nbsp;<\/o:p><\/span><\/i><\/p>\n<ol style=\"margin-top:0cm\" start=\"15\" type=\"1\">\n<li class=\"MsoNormal\" style=\"text-align:justify;mso-list:l0 level1 lfo1\"><i style=\"mso-bidi-font-style:normal\"><span style=\"font-size:12.0pt;\n    line-height:115%\">Fim da criminaliza&ccedil;&atilde;o dos movimentos sociais, pelo      direito de livre organiza&ccedil;&atilde;o, mobiliza&ccedil;&atilde;o e greve!!!<o:p><\/o:p><\/span><\/i><\/li>\n<\/ol>\n<p class=\"MsoNormal\" style=\"text-align:justify\"><i style=\"mso-bidi-font-style:\nnormal\"><span style=\"font-size:12.0pt;line-height:115%\"><o:p>&nbsp;<\/o:p><\/span><\/i><\/p>\n<p class=\"MsoNormal\" style=\"text-align:justify\"><span style=\"font-size:12.0pt;\nline-height:115%\"><o:p>&nbsp;Espa&ccedil;o Socialista, Junho de 2011.<\/o:p><\/span><\/p>\n<p class=\"MsoNormal\" style=\"text-align:justify\"><span style=\"font-size:12.0pt;\nline-height:115%\"><o:p>&nbsp;<\/o:p><\/span><\/p>\n<p class=\"MsoNormal\" style=\"text-align:justify\"><span style=\"font-size:12.0pt;\nline-height:115%\"><o:p>&nbsp;<\/o:p><\/span><\/p>\n<p class=\"MsoNormal\" style=\"text-align:justify\"><span style=\"font-size:12.0pt;\nline-height:115%\"><o:p>&nbsp;<\/o:p><\/span><\/p>\n<p class=\"MsoNormal\" style=\"text-align:justify\"><span style=\"font-size:12.0pt;\nline-height:115%\"><o:p>&nbsp;<\/o:p><\/span><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p class=\"rtecenter\"><strong style=\"border-top-width: 0px; border-right-width: 0px; border-bottom-width: 0px; border-left-width: 0px; border-style: initial; border-color: initial; font-size: 14px; margin-top: 0px; margin-right: 0px; margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; padding-top: 0px; padding-right: 0px; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; vertical-align: baseline; background-image: initial; background-attachment: initial; background-origin: initial; background-clip: initial; background-color: transparent; font-weight: bold; background-position: initial initial; background-repeat: initial initial; \">Contribui&ccedil;&atilde;o do Espa&ccedil;o Socialista para o Congresso da ANEL -2011<\/strong><\/p>\n<h2 style=\"border-top-width: 0px; border-right-width: 0px; border-bottom-width: 0px; border-left-width: 0px; border-style: initial; border-color: initial; font-size: 2em; margin-top: 0px; margin-right: 0px; margin-bottom: 0.75em; margin-left: 0px; padding-top: 0px; padding-right: 0px; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; vertical-align: baseline; background-image: initial; background-attachment: initial; background-origin: initial; background-clip: initial; background-color: transparent; color: rgb(17, 17, 17); font-weight: normal; background-position: initial initial; background-repeat: initial initial; \" class=\"rtecenter\"><strong style=\"border-top-width: 0px; border-right-width: 0px; border-bottom-width: 0px; border-left-width: 0px; border-style: initial; border-color: initial; font-size: 28px; margin-top: 0px; margin-right: 0px; margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; padding-top: 0px; padding-right: 0px; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; vertical-align: baseline; background-image: initial; background-attachment: initial; background-origin: initial; background-clip: initial; background-color: transparent; font-weight: bold; background-position: initial initial; background-repeat: initial initial; \">Construir a ANEL pela Base e ao Lado dos Trabalhadores<\/strong><\/h2>\n<p><span style=\"mso-tab-count:1\">&nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp;<\/span>No Congresso Nacional de Estudantes em 2009, onde surgiria o projeto da ANEL, levamos uma tese que trazia um s&eacute;rio balan&ccedil;o da realidade da educa&ccedil;&atilde;o e a inser&ccedil;&atilde;o desta nos marcos da crise econ&ocirc;mica mundial que ent&atilde;o se iniciava.<\/p>\n<p class=\"MsoNormal\" style=\"text-align:justify\"><span style=\"font-size:12.0pt;\nline-height:115%\"><span style=\"mso-tab-count:1\">&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; <\/span>Discutimos o papel do movimento estudantil na realidade sob o impacto da ent&atilde;o inicial crise econ&ocirc;mica mundial e a necessidade de se construir o movimento com amplo debate nas escolas e universidades e que caminhasse para a unidade com os movimentos dos trabalhadores. <span style=\"mso-spacerun:yes\">&nbsp;<\/span>De cara colocamos como problem&aacute;tica a funda&ccedil;&atilde;o de uma nova entidade sem antes fazer uma profunda discuss&atilde;o e balan&ccedil;o com a base estudantil. E na luta por uma ANEL realmente constru&iacute;da pela base &eacute; que fazemos algumas contribui&ccedil;&otilde;es.<o:p><\/o:p><\/span><\/p>\n<p class=\"MsoNormal\" style=\"text-align:justify\"><span style=\"font-size:12.0pt;\nline-height:115%\"><span style=\"mso-tab-count:1\">&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; <\/span>Como hoje entendemos que os efeitos da crise continuam a se espalhar pelo mundo e no Brasil, apesar do discurso da &ldquo;marolinha&rdquo;, sabemos que o setor da educa&ccedil;&atilde;o p&uacute;blica tem sido e continuar&aacute; cada vez mais a ser precarizado, como uma das medidas necess&aacute;rias<span style=\"mso-spacerun:yes\">&nbsp; <\/span>para a retomada dos lucros dos capitalistas. Desta forma, boa parte de nossa tese de 2010, mant&ecirc;m-se atual, j&aacute; que a crise est&aacute; ainda presente e as necessidades b&aacute;sicas dos trabalhadores continuam crescentes.<o:p><\/o:p><\/span><\/p>\n<p class=\"MsoNormal\" style=\"text-align:justify\"><b style=\"mso-bidi-font-weight:\nnormal\"><u><span style=\"font-size:12.0pt;line-height:115%\">A crise e suas conseq&uuml;&ecirc;ncias no Brasil e no mundo<o:p><\/o:p><\/span><\/u><\/b><\/p>\n<p class=\"MsoNormal\" style=\"text-align:justify\"><span style=\"font-size:12.0pt;\nline-height:115%\"><span style=\"mso-tab-count:1\">&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; <\/span>A crise econ&ocirc;mica mundial que deu seus primeiros tra&ccedil;os ainda em 2008 &eacute; uma crise de reprodu&ccedil;&atilde;o do capital e tem suas ra&iacute;zes j&aacute; nos anos 70, quando a tend&ecirc;ncia de queda da taxa de lucro e a crise de superprodu&ccedil;&atilde;o nos pa&iacute;ses da Europa e nos EUA for&ccedil;aram uma forte interven&ccedil;&atilde;o estatal e um majestoso incentivo ao consumo das massas, visando assim garantir novo ascenso<span style=\"mso-spacerun:yes\">&nbsp; <\/span>de lucratividade e expans&atilde;o do sistema. Com efeito, a crise iniciada em 2008 nada mais &eacute; do que um dos elementos de uma crise muito maior, a saber, crise sist&ecirc;mica e social do capital.<o:p><\/o:p><\/span><\/p>\n<p class=\"MsoNormal\" style=\"text-align:justify\"><span style=\"font-size:12.0pt;\nline-height:115%\"><span style=\"mso-tab-count:1\">&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; <\/span>A liberaliza&ccedil;&atilde;o econ&ocirc;mica iniciada por Ronald Reagan nos EUA e Margaret Tatcher, na Inglaterra e que alcan&ccedil;ou o Brasil com Collor, desenvolvendo-se nos governos de FHC e Lula, mostrou seus limites econ&ocirc;micos e pol&iacute;ticos mais uma vez, na fal&ecirc;ncia do atual modelo de cr&eacute;dito precipitado pelo estouro da bolha imobili&aacute;ria estadunidense.<o:p><\/o:p><\/span><\/p>\n<p class=\"MsoNormal\" style=\"text-align:justify\"><span style=\"font-size:12.0pt;\nline-height:115%;mso-fareast-font-family:&quot;Times New Roman&quot;;mso-fareast-language:\nPT-BR\"><span style=\"mso-tab-count:1\">&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; <\/span>Outro elemento da atual crise econ&ocirc;mica &eacute; que esta apresenta-se como consequ&ecirc;ncia da aplica&ccedil;&atilde;o da tecnologia &agrave; produ&ccedil;&atilde;o e a forma&ccedil;&atilde;o de um mercado mundial globalizado e realmente integrado. Dessa forma a capacidade de produ&ccedil;&atilde;o foi multiplicada e o desemprego deixou de ser reserva de m&atilde;o de obra para se tornar estrutural. Pela primeira vez na hist&oacute;ria da humanidade todos os pa&iacute;ses do globo est&atilde;o interligados na cadeia de produ&ccedil;&atilde;o e consumo do sistema capitalista. N&atilde;o h&aacute; mais novos mercados a conquistar, n&atilde;o h&aacute; mais novos ex&eacute;rcitos de m&atilde;o de obra a serem anexados, n&atilde;o h&aacute; mais mercados consumidores a serem integrados. Mas a pior caracter&iacute;stica da atual fase do capitalismo &eacute; que mesmo que houvesse novos mercados de m&atilde;o de obra, mat&eacute;ria prima ou consumo, n&atilde;o h&aacute; como manter os n&iacute;veis de consumo nos padr&otilde;es estadunidenses sem comprometer a reprodu&ccedil;&atilde;o material das esp&eacute;cies vivas de nosso planeta.<\/span><span style=\"font-size:12.0pt;line-height:115%\"><o:p><\/o:p><\/span><\/p>\n<p class=\"MsoNormal\" style=\"text-align:justify\"><span style=\"font-size:12.0pt;\nline-height:115%\"><span style=\"mso-tab-count:1\">&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; <\/span>Hoje os efeitos da crise se mostram cada dia mais aparentes e colocam para a burguesia a necessidade de repassar a conta da crise aos trabalhadores, por meio de cortes e do conseq&uuml;ente rebaixamento das condi&ccedil;&otilde;es de vida de nossa classe. Buscam, assim, construir novas bases para um novo ciclo de acumula&ccedil;&atilde;o.<o:p><\/o:p><\/span><\/p>\n<p class=\"MsoNormal\" style=\"text-align:justify\"><span style=\"font-size:12.0pt;\nline-height:115%\"><span style=\"mso-tab-count:1\">&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; <\/span>Outro fator importante do desenrolar da crise &eacute; o fato de a classe trabalhadora e o movimento estudantil voltarem &agrave; cena para responder a estes ataques em v&aacute;rios pa&iacute;ses. <o:p><\/o:p><\/span><\/p>\n<p class=\"MsoNormal\" style=\"text-align:justify\"><span style=\"font-size:12.0pt;\nline-height:115%\"><span style=\"mso-tab-count:1\">&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; <\/span>Desde o inicio da crise assistimos em praticamente todos os cantos do planeta levantes contra os ataques, Fran&ccedil;a, Gr&eacute;cia, Espanha, Egito, Tun&iacute;sia, entre muitos outros, revelam que os trabalhadores e estudantes do mundo n&atilde;o ficar&atilde;o parados, e mais, revelam a necessidade de reconstruir pela base a alternativa socialista. <o:p><\/o:p><\/span><\/p>\n<p class=\"MsoNormal\" style=\"text-align:justify\"><span style=\"font-size:12.0pt;\nline-height:115%\"><span style=\"mso-tab-count:1\">&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; <\/span>O Brasil entra neste contexto e dos trabalhadores e estudantes exige-se uma unidade em perfeita simbiose, capaz de superar os limites das demandas mais imediatas e de recolocar no plano atual a alternativa socialista como condi&ccedil;&atilde;o necess&aacute;ria &agrave; supera&ccedil;&atilde;o dos limites impostos pelo sistema do capital.<o:p><\/o:p><\/span><\/p>\n<p class=\"MsoNormal\" style=\"text-align:justify\"><u><span style=\"font-size:12.0pt;\nline-height:115%\">A situa&ccedil;&atilde;o do ensino no Brasil e as tarefas do movimento estudantil <o:p><\/o:p><\/span><\/u><\/p>\n<p class=\"MsoNormal\" style=\"text-align:justify\"><span style=\"font-size:12.0pt;\nline-height:115%\"><span style=\"mso-tab-count:1\">&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; <\/span>Apesar dos discursos oficiais que t&ecirc;m ecoado por todos os cantos do pa&iacute;s, carregados de frases vazias como &ldquo;educa&ccedil;&atilde;o &eacute; a prioridade das prioridades&rdquo;, na pr&aacute;tica professores e estudantes sabem que a realidade demonstra prioridades outras, tais como o pagamento de amortiza&ccedil;&otilde;es da d&iacute;vida p&uacute;blica.<o:p><\/o:p><\/span><\/p>\n<p class=\"MsoNormal\" style=\"text-align:justify\"><span style=\"font-size:12.0pt;\nline-height:115%\"><span style=\"mso-tab-count:1\">&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; <\/span>Atualmente o Brasil <span style=\"mso-spacerun:yes\">&nbsp;<\/span>ocupa o 88&deg; lugar no &Iacute;ndice de desenvolvimento da educa&ccedil;&atilde;o (IDE\/2010), em pen&uacute;ltimo lugar na Am&eacute;rica do Sul, &agrave; frente apenas do Suriname. 14,1 milh&otilde;es de brasileiros s&atilde;o analfabetos, representando 9,7% da popula&ccedil;&atilde;o com idade superior a 15 anos. (Fonte: Caros Amigos\/n&deg;53)<o:p><\/o:p><\/span><\/p>\n<p class=\"MsoNormal\" style=\"text-align:justify\"><span style=\"font-size:12.0pt;\nline-height:115%\"><span style=\"mso-tab-count:1\">&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; <\/span>No ensino fundamental e m&eacute;dio professores deparam-se com salas aula superlotadas, na m&eacute;dia 27 alunos por sala (MEC), mas quando andamos pelas escolas da periferias facilmente encontramos salas com 40, 50 alunos. <o:p><\/o:p><\/span><\/p>\n<p class=\"MsoNormal\" style=\"text-align:justify\"><span style=\"font-size:12.0pt;\nline-height:115%\"><span style=\"mso-tab-count:1\">&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; <\/span>A situa&ccedil;&atilde;o n&atilde;o &eacute; diferente quando falamos de ensino superior para os trabalhadores. Segundo dados do IBGE de 2009 apenas 13,9% dos jovens brasileiros conseguem matricular-se em um curso universit&aacute;rio, e dos matriculados 73,31% est&atilde;o no ensino privado (MEC).<o:p><\/o:p><\/span><\/p>\n<p class=\"MsoNormal\" style=\"text-align:justify\"><span style=\"font-size:12.0pt;\nline-height:115%\"><span style=\"mso-tab-count:1\">&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; <\/span>Fica ainda mais esvaziado o discurso de &ldquo;prioridade das prioridades&rdquo; quando analisados os investimentos do governo federal na educa&ccedil;&atilde;o nos &uacute;ltimos 10 anos. Atualmente apenas 4% do PIB &eacute; destinado &agrave; educa&ccedil;&atilde;o, sendo que boa parte deste montante est&aacute; a servi&ccedil;o da cria&ccedil;&atilde;o de bolsas de estudos em universidades privadas, por meio da transfer&ecirc;ncia de renda p&uacute;blica aos cofres de investidores do ensino.<o:p><\/o:p><\/span><\/p>\n<p class=\"MsoNormal\" style=\"text-align:justify\"><span style=\"font-size:12.0pt;\nline-height:115%\"><span style=\"mso-tab-count:1\">&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; <\/span>Programas como o PROUNI, FIES, e agora com Dilma, PRONATEC e PROM&Eacute;DIO, apenas mostram que, longe de pensar em educa&ccedil;&atilde;o, o governo tem priorizado garantir os lucros do ensino privado. S&oacute; para termos uma ideia, este setor sofria com o n&atilde;o preenchimento de vagas e as altas taxas de inadimpl&ecirc;ncia que antes do PROUNI beiravam um percentual de 40%. <o:p><\/o:p><\/span><\/p>\n<p class=\"MsoNormal\" style=\"text-align:justify\"><span style=\"font-size:12.0pt;\nline-height:115%\"><span style=\"mso-tab-count:1\">&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; <\/span>Para piorar 30% das universidades privadas que aderiram ao PROUNI n&atilde;o mant&eacute;m sequer um aluno bolsista em sala de aula.<o:p><\/o:p><\/span><\/p>\n<p class=\"MsoNormal\" style=\"text-align:justify\"><span style=\"font-size:12.0pt;\nline-height:115%\"><span style=\"mso-tab-count:1\">&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; <\/span>Pouco mais da metade das bolsas anunciadas pelo governo foram realmente ocupadas, sendo que entre 2005\/2008 das 610 mil bolsas ofertadas apenas 385 mil foram preenchidas, fora o fato do peso das bolsas ser irris&oacute;rio quando tratamos de cursos mais elitizados, como medicina onde o peso das bolsas do PROUNI representam apenas 0,7%.<o:p><\/o:p><\/span><\/p>\n<p class=\"MsoNormal\" style=\"text-align:justify\"><span style=\"font-size:12.0pt;\nline-height:115%\"><span style=\"mso-tab-count:1\">&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; <\/span>Hoje as discuss&otilde;es quanto aos investimentos na educa&ccedil;&atilde;o voltaram &agrave; tona com o novo Plano Nacional de Educa&ccedil;&atilde;o (PNE), que estipula metas para um per&iacute;odo de dez anos. O novo PNE apresentado pelo governo federal apresenta como percentual de investimento na educa&ccedil;&atilde;o apenas 7% do PIB, percentual este que fora aprovado dez anos atr&aacute;s no congresso e que foi vetado por FHC e mantido por Lula. Agora dez anos depois prop&otilde;em implementar os 7%, completamente defasados pelos anos de infla&ccedil;&atilde;o.<o:p><\/o:p><\/span><\/p>\n<p class=\"MsoNormal\" style=\"text-align:justify\"><span style=\"font-size:12.0pt;\nline-height:115%\"><span style=\"mso-tab-count:1\">&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; <\/span>Entendemos o Movimento Estudantil (ME) como um movimento importante na luta frente aos ataques dos governos contra o direito dos trabalhadores a uma educa&ccedil;&atilde;o de qualidade e acess&iacute;vel, por&eacute;m o ME s&oacute; pode de fato ser um movimento transformador se superar os limites das lutas imediatas, colocando suas demandas ao lado das demandas dos trabalhadores e dando assim um salto rumo ao socialismo, respeitando ainda assim a evolu&ccedil;&atilde;o rumo ao socialismo do pensamento dos estudantes trabalhadores em rela&ccedil;&atilde;o &agrave;s quest&otilde;es que a luta os coloca.<o:p><\/o:p><\/span><\/p>\n<p class=\"MsoNormal\" style=\"text-align:justify\"><span style=\"font-size:12.0pt;\nline-height:115%\"><span style=\"mso-tab-count:1\">&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; <\/span>&Eacute; na atual conjuntura de crise estrutural do capital que devemos nos localizar para iniciar uma discuss&atilde;o a respeito do que interessa ao ME. A educa&ccedil;&atilde;o, como qualquer outra esfera da vida no capitalismo, assume cada vez mais o sentido de mercadoria. A lucratividade na educa&ccedil;&atilde;o privada, aliada &agrave; redu&ccedil;&atilde;o de custos em todos os n&iacute;veis no ensino p&uacute;blico, d&atilde;o a t&ocirc;nica das pol&iacute;ticas aplicadas ao setor.<o:p><\/o:p><\/span><\/p>\n<p class=\"MsoNormal\" style=\"text-align:justify\"><span style=\"font-size:12.0pt;\nline-height:115%\"><span style=\"mso-tab-count:1\">&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; <\/span>&Eacute; esse pano de fundo que justifica que os gestores do Estado, de um lado, d&ecirc;em condi&ccedil;&otilde;es para que a educa&ccedil;&atilde;o se torne cada vez mais uma mercadoria lucrativa, e de outro, se combine a possibilidade de aplicar a produ&ccedil;&atilde;o cient&iacute;fica gerada nos centros p&uacute;blicos de excel&ecirc;ncia para desenvolver novos produtos. Al&eacute;m disso vemos o Estado se utilizar da escola nas periferias como forma de conter a revolta dos jovens que ser&atilde;o parte do ex&eacute;rcito de desempregados estruturais e que somente encontrar&atilde;o atividades precarizadas e de baixa renda como forma de sobreviv&ecirc;ncia. Nessa miss&atilde;o, o Estado conta com a participa&ccedil;&atilde;o das entidades estudantis oficiais (UNE, UBES), com o financiamento de &oacute;rg&atilde;os internacionais e com diversas ONG&rsquo;s que fazem propaganda dos limites da vida na periferia como &uacute;nico espa&ccedil;o de sociabilidade vi&aacute;vel e desejada, contribuindo para que os horizontes da juventude da periferia nunca alcancem os equipamentos culturais diversificados que somente existem no centro, como museus, teatro, cinemas, pra&ccedil;as p&uacute;blicas e as praias das cidades litor&acirc;neas.<o:p><\/o:p><\/span><\/p>\n<p class=\"MsoNormal\" style=\"text-align:justify\"><span style=\"font-size:12.0pt;\nline-height:115%\"><span style=\"mso-tab-count:1\">&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; <\/span>Precisamos contrapor ao projeto burgu&ecirc;s, de uma classe que vive da extra&ccedil;&atilde;o da riqueza, um projeto da classe que produz a riqueza, um projeto da classe trabalhadora. Pois, com a crise econ&ocirc;mica capitalista, a tend&ecirc;ncia &eacute; que se aprofundem os ataques &agrave; educa&ccedil;&atilde;o, com cortes de verbas e mais precariza&ccedil;&atilde;o das escolas\/universidades, o que coloca para n&oacute;s a necessidade de apresentarmos um programa que responda a essa crise e tamb&eacute;m coloque para os estudantes que s&oacute; poderemos ter uma educa&ccedil;&atilde;o de qualidade e a servi&ccedil;o da humanidade com o socialismo.<span style=\"mso-spacerun:yes\">&nbsp;&nbsp; <\/span><o:p><\/o:p><\/span><\/p>\n<p class=\"MsoNormal\" style=\"text-align:justify\"><span style=\"font-size:12.0pt;\nline-height:115%\"><span style=\"mso-tab-count:1\">&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; <\/span>A crise da educa&ccedil;&atilde;o &eacute;, portanto, o reflexo da crise da sociedade capitalista. N&atilde;o &eacute; mais poss&iacute;vel construir um ME que n&atilde;o responda a esses problemas estruturais. Necessitamos de um ME que lute pelas quest&otilde;es especificas da educa&ccedil;&atilde;o, mas que, necessariamente, fa&ccedil;a delas uma ponte para a luta pelo socialismo.<o:p><\/o:p><\/span><\/p>\n<p class=\"MsoNormal\" style=\"text-align:justify\"><b style=\"mso-bidi-font-weight:\nnormal\"><u><span style=\"font-size:12.0pt;line-height:115%\">O Movimento Estudantil e trabalhadores: Uma alian&ccedil;a estrat&eacute;gica<o:p><\/o:p><\/span><\/u><\/b><\/p>\n<p class=\"MsoNormal\" style=\"text-align:justify\"><span style=\"font-size:12.0pt;\nline-height:115%\"><span style=\"mso-tab-count:1\">&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; <\/span>Um projeto dessa magnitude precisar&aacute; mobilizar amplos setores da sociedade, pois qualquer projeto alternativo aos interesses da burguesia ir&aacute; enfrentar a oposi&ccedil;&atilde;o organizada dessa classe, isso, portanto, inviabiliza a possibilidade desse projeto ser elaborado somente pelos acad&ecirc;micos ou mesmo pelos intelectuais org&acirc;nicos da classe trabalhadora ou ainda por um ou outro partido ou organiza&ccedil;&atilde;o. A constru&ccedil;&atilde;o de um projeto de educa&ccedil;&atilde;o a servi&ccedil;o das necessidades humanas somente ser&aacute; poss&iacute;vel na converg&ecirc;ncia dos esfor&ccedil;os de todos os setores envolvidos com a educa&ccedil;&atilde;o e das organiza&ccedil;&otilde;es dos trabalhadores que se mobilizar&atilde;o na defesa de melhores condi&ccedil;&otilde;es de trabalho, sal&aacute;rio e emprego para fazer frente aos ataques dos mais diversos governos e patr&otilde;es.<o:p><\/o:p><\/span><\/p>\n<p class=\"MsoNormal\" style=\"text-align:justify\"><span style=\"font-size:12.0pt;\nline-height:115%\"><span style=\"mso-tab-count:1\">&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; <\/span>Somente a articula&ccedil;&atilde;o das camadas que ainda n&atilde;o tiveram acesso ao ensino de qualidade, dos trabalhadores e profissionais da educa&ccedil;&atilde;o, dos estudantes e suas ferramentas de luta (gr&ecirc;mios, C.As, D.A&rsquo;s, D.C.E&rsquo;s) bem como da comunidade que utiliza as escolas e universidades poder&aacute; apontar uma a&ccedil;&atilde;o eficaz contra a l&oacute;gica do capital de seguir transformando a educa&ccedil;&atilde;o em mercadoria e a escola de periferia em dep&oacute;sito de desempregados estruturais.<o:p><\/o:p><\/span><\/p>\n<p class=\"MsoNormal\" style=\"text-align:justify\"><span style=\"font-size:12.0pt;\nline-height:115%\"><o:p>&nbsp;<\/o:p><\/span><\/p>\n<p class=\"MsoNormal\" style=\"text-align:justify\"><b style=\"mso-bidi-font-weight:\nnormal\"><u><span style=\"font-size:12.0pt;line-height:115%\">Propostas para unir o Movimento Estudantil &agrave; lutas gerais e espec&iacute;ficas dos Trabalhadores<o:p><\/o:p><\/span><\/u><\/b><\/p>\n<p class=\"MsoNormal\" style=\"text-align:justify\"><b style=\"mso-bidi-font-weight:\nnormal\"><u><span style=\"font-size:12.0pt;line-height:115%\"><o:p><span style=\"text-decoration:none\">&nbsp;<\/span><\/o:p><\/span><\/u><\/b><\/p>\n<ol style=\"margin-top:0cm\" start=\"1\" type=\"1\">\n<li class=\"MsoNormal\" style=\"text-align:justify;mso-list:l0 level1 lfo1\"><i style=\"mso-bidi-font-style:normal\"><span style=\"font-size:12.0pt;\n    line-height:115%\">10% do PIB para a educa&ccedil;&atilde;o j&aacute;!!!!<o:p><\/o:p><\/span><\/i><\/li>\n<li class=\"MsoNormal\" style=\"text-align:justify;mso-list:l0 level1 lfo1\"><i style=\"mso-bidi-font-style:normal\"><span style=\"font-size:12.0pt;\n    line-height:115%\">Proporcionalidade nos processos seletivos, que os      trabalhadores e seus filhos ocupem em todos os n&iacute;veis de educa&ccedil;&atilde;o a mesma      propor&ccedil;&atilde;o que existe na sociedade;<o:p><\/o:p><\/span><\/i><\/li>\n<li class=\"MsoNormal\" style=\"text-align:justify;mso-list:l0 level1 lfo1\"><i style=\"mso-bidi-font-style:normal\"><span style=\"font-size:12.0pt;\n    line-height:115%\">Cotas proporcionais para negros e ind&iacute;genas em todas as      esferas da educa&ccedil;&atilde;o;<o:p><\/o:p><\/span><\/i><\/li>\n<li class=\"MsoNormal\" style=\"text-align:justify;mso-list:l0 level1 lfo1\"><i style=\"mso-bidi-font-style:normal\"><span style=\"font-size:12.0pt;\n    line-height:115%\">Educa&ccedil;&atilde;o em per&iacute;odo integral (8h), com investimento      financeiro que propicie um ensino e equipamentos de qualidade, combinado      com atividades culturais e de lazer;<o:p><\/o:p><\/span><\/i><\/li>\n<li class=\"MsoNormal\" style=\"text-align:justify;mso-list:l0 level1 lfo1\"><i style=\"mso-bidi-font-style:normal\"><span style=\"font-size:12.0pt;\n    line-height:115%\">Gest&atilde;o parit&aacute;ria. Que os alunos tenham possibilidade      real de interferir na constru&ccedil;&atilde;o do conte&uacute;do que estudam nas escolas e      faculdades;<o:p><\/o:p><\/span><\/i><\/li>\n<li class=\"MsoNormal\" style=\"text-align:justify;mso-list:l0 level1 lfo1\"><i style=\"mso-bidi-font-style:normal\"><span style=\"font-size:12.0pt;\n    line-height:115%\">Defesa da qualidade de ensino nos seus tr&ecirc;s n&iacute;veis.      Melhores sal&aacute;rios e condi&ccedil;&otilde;es de trabalho para os professores e      funcion&aacute;rios das escolas e universidades , melhores instala&ccedil;&otilde;es e recursos      materiais (laborat&oacute;rios, bibliotecas, material did&aacute;tico, etc.). No ensino      fundamental e m&eacute;dio: fim da progress&atilde;o autom&aacute;tica, fim do ensino      religioso, inclus&atilde;o obrigat&oacute;ria das disciplinas de educa&ccedil;&atilde;o sexual,      filosofia, sociologia, psicologia, hist&oacute;ria e cultura da &Aacute;frica e da      Am&eacute;rica Latina;<o:p><\/o:p><\/span><\/i><\/li>\n<\/ol>\n<p class=\"MsoNormal\" style=\"text-align:justify\"><i style=\"mso-bidi-font-style:\nnormal\"><span style=\"font-size:12.0pt;line-height:115%\"><o:p>&nbsp;<\/o:p><\/span><\/i><\/p>\n<ol style=\"margin-top:0cm\" start=\"7\" type=\"1\">\n<li class=\"MsoNormal\" style=\"text-align:justify;mso-list:l0 level1 lfo1\"><i style=\"mso-bidi-font-style:normal\"><span style=\"font-size:12.0pt;\n    line-height:115%\">Redu&ccedil;&atilde;o da jornada de trabalho do jovem para 06      horas\/di&aacute;rias;<o:p><\/o:p><\/span><\/i><\/li>\n<\/ol>\n<p class=\"MsoNormal\" style=\"text-align:justify\"><i style=\"mso-bidi-font-style:\nnormal\"><span style=\"font-size:12.0pt;line-height:115%\"><o:p>&nbsp;<\/o:p><\/span><\/i><\/p>\n<ol style=\"margin-top:0cm\" start=\"8\" type=\"1\">\n<li class=\"MsoNormal\" style=\"text-align:justify;mso-list:l0 level1 lfo1\"><i style=\"mso-bidi-font-style:normal\"><span style=\"font-size:12.0pt;\n    line-height:115%\">Que os est&aacute;gios deixem de ser forma de precarizar o      trabalho do jovem. Direito trabalhista para o estagi&aacute;rio;<o:p><\/o:p><\/span><\/i><\/li>\n<\/ol>\n<p class=\"MsoNormal\" style=\"text-align:justify\"><i style=\"mso-bidi-font-style:\nnormal\"><span style=\"font-size:12.0pt;line-height:115%\"><o:p>&nbsp;<\/o:p><\/span><\/i><\/p>\n<ol style=\"margin-top:0cm\" start=\"9\" type=\"1\">\n<li class=\"MsoNormal\" style=\"text-align:justify;mso-list:l0 level1 lfo1\"><i style=\"mso-bidi-font-style:normal\"><span style=\"font-size:12.0pt;\n    line-height:115%\">Fiscaliza&ccedil;&atilde;o dos est&aacute;gios por organismos de base do      movimento estudantil;<o:p><\/o:p><\/span><\/i><\/li>\n<\/ol>\n<p class=\"MsoNormal\" style=\"text-align:justify\"><i style=\"mso-bidi-font-style:\nnormal\"><span style=\"font-size:12.0pt;line-height:115%\"><o:p>&nbsp;<\/o:p><\/span><\/i><\/p>\n<ol style=\"margin-top:0cm\" start=\"10\" type=\"1\">\n<li class=\"MsoNormal\" style=\"text-align:justify;mso-list:l0 level1 lfo1\"><i style=\"mso-bidi-font-style:normal\"><span style=\"font-size:12.0pt;\n    line-height:115%\">M&iacute;nimo do Dieese como refer&ecirc;ncia salarial a ser aplicado      ao c&aacute;lculo da remunera&ccedil;&atilde;o proporcional dos est&aacute;gios;<o:p><\/o:p><\/span><\/i><\/li>\n<\/ol>\n<p class=\"MsoNormal\" style=\"text-align:justify\"><i style=\"mso-bidi-font-style:\nnormal\"><span style=\"font-size:12.0pt;line-height:115%\"><o:p>&nbsp;<\/o:p><\/span><\/i><\/p>\n<ol style=\"margin-top:0cm\" start=\"11\" type=\"1\">\n<li class=\"MsoNormal\" style=\"text-align:justify;mso-list:l0 level1 lfo1\"><i style=\"mso-bidi-font-style:normal\"><span style=\"font-size:12.0pt;\n    line-height:115%\">Creches p&uacute;blicas, gratuitas, com qualidade educacional nos      locais de trabalho e estudo;<o:p><\/o:p><\/span><\/i><\/li>\n<\/ol>\n<p class=\"MsoNormal\" style=\"text-align:justify\"><i style=\"mso-bidi-font-style:\nnormal\"><span style=\"font-size:12.0pt;line-height:115%\"><o:p>&nbsp;<\/o:p><\/span><\/i><\/p>\n<ol style=\"margin-top:0cm\" start=\"12\" type=\"1\">\n<li class=\"MsoNormal\" style=\"text-align:justify;mso-list:l0 level1 lfo1\"><i style=\"mso-bidi-font-style:normal\"><span style=\"font-size:12.0pt;\n    line-height:115%\">Fim do pagamento da d&iacute;vida externa. Que se invista as riquezas      produzidas pelo povo brasileiro para resolver os problemas do povo      brasileiro.<o:p><\/o:p><\/span><\/i><\/li>\n<\/ol>\n<p class=\"MsoListParagraph\" style=\"text-align:justify\"><i style=\"mso-bidi-font-style:\nnormal\"><span style=\"font-size:12.0pt;line-height:115%\"><o:p>&nbsp;<\/o:p><\/span><\/i><\/p>\n<ol style=\"margin-top:0cm\" start=\"13\" type=\"1\">\n<li class=\"MsoNormal\" style=\"text-align:justify;mso-list:l0 level1 lfo1\"><i style=\"mso-bidi-font-style:normal\"><span style=\"font-size:12.0pt;\n    line-height:115%\">Fim do PROUNI, FIES, PROM&Eacute;DIO, PRONATEC, que os valores      das bolsas sejam investidos imediatamente na abertura de mais vagas e      escolas p&uacute;blicas.<o:p><\/o:p><\/span><\/i><\/li>\n<\/ol>\n<p class=\"MsoListParagraph\" style=\"text-align:justify\"><i style=\"mso-bidi-font-style:\nnormal\"><span style=\"font-size:12.0pt;line-height:115%\"><o:p>&nbsp;<\/o:p><\/span><\/i><\/p>\n<ol style=\"margin-top:0cm\" start=\"14\" type=\"1\">\n<li class=\"MsoNormal\" style=\"text-align:justify;mso-list:l0 level1 lfo1\"><i style=\"mso-bidi-font-style:normal\"><span style=\"font-size:12.0pt;\n    line-height:115%\">Fim das terceiriza&ccedil;&otilde;es e incorpora&ccedil;&atilde;o imediata dos      terceirizados.<o:p><\/o:p><\/span><\/i><\/li>\n<\/ol>\n<p class=\"MsoListParagraph\"><i style=\"mso-bidi-font-style:normal\"><span style=\"font-size:12.0pt;line-height:115%\"><o:p>&nbsp;<\/o:p><\/span><\/i><\/p>\n<ol style=\"margin-top:0cm\" start=\"15\" type=\"1\">\n<li class=\"MsoNormal\" style=\"text-align:justify;mso-list:l0 level1 lfo1\"><i style=\"mso-bidi-font-style:normal\"><span style=\"font-size:12.0pt;\n    line-height:115%\">Fim da criminaliza&ccedil;&atilde;o dos movimentos sociais, pelo      direito de livre organiza&ccedil;&atilde;o, mobiliza&ccedil;&atilde;o e greve!!!<o:p><\/o:p><\/span><\/i><\/li>\n<\/ol>\n<p class=\"MsoNormal\" style=\"text-align:justify\"><i style=\"mso-bidi-font-style:\nnormal\"><span style=\"font-size:12.0pt;line-height:115%\"><o:p>&nbsp;<\/o:p><\/span><\/i><\/p>\n<p class=\"MsoNormal\" style=\"text-align:justify\"><span style=\"font-size:12.0pt;\nline-height:115%\"><o:p>&nbsp;Espa&ccedil;o Socialista, Junho de 2011.<\/o:p><\/span><\/p>\n<p class=\"MsoNormal\" style=\"text-align:justify\"><span style=\"font-size:12.0pt;\nline-height:115%\"><o:p>&nbsp;<\/o:p><\/span><\/p>\n<p class=\"MsoNormal\" style=\"text-align:justify\"><span style=\"font-size:12.0pt;\nline-height:115%\"><o:p>&nbsp;<\/o:p><\/span><\/p>\n<p class=\"MsoNormal\" style=\"text-align:justify\"><span style=\"font-size:12.0pt;\nline-height:115%\"><o:p>&nbsp;<\/o:p><\/span><\/p>\n<p class=\"MsoNormal\" style=\"text-align:justify\"><span style=\"font-size:12.0pt;\nline-height:115%\"><o:p>&nbsp;<\/o:p><\/span><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n","protected":false},"author":3,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[12],"tags":[],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.espacosocialista.org\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/281"}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.espacosocialista.org\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.espacosocialista.org\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.espacosocialista.org\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/users\/3"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.espacosocialista.org\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=281"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/www.espacosocialista.org\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/281\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":880,"href":"https:\/\/www.espacosocialista.org\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/281\/revisions\/880"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.espacosocialista.org\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=281"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.espacosocialista.org\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=281"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.espacosocialista.org\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=281"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}