{"id":2949,"date":"2014-06-05T09:10:05","date_gmt":"2014-06-05T12:10:05","guid":{"rendered":"http:\/\/espacosocialista.org\/portal\/?p=2949"},"modified":"2014-06-05T09:10:05","modified_gmt":"2014-06-05T12:10:05","slug":"todo-apoio-as-lutas-em-curso-dia-1206-todos-as-ruas-sem-direitos-sem-copa","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.espacosocialista.org\/portal\/2014\/06\/todo-apoio-as-lutas-em-curso-dia-1206-todos-as-ruas-sem-direitos-sem-copa\/","title":{"rendered":"Todo apoio \u00e0s lutas em curso! Dia 12\/06: Todos \u00e0s ruas! Sem direitos, sem copa!"},"content":{"rendered":"<p>Desde o exemplo dado pelos garis do Rio, vemos importantes greves que se espalham pelo pa\u00eds. As mais recentes e que tem chamado a aten\u00e7\u00e3o foram as dos cobradores e motoristas descontentes com o acordo assinado pelo sindicato pelego e os patr\u00f5es.<\/p>\n<p>A essas lutas que passam por cima das dire\u00e7\u00f5es pelegas veio se somar a greve dos professores da rede municipal de S\u00e3o Paulo (com manifesta\u00e7\u00f5es a cada tr\u00eas dias, travando av. Paulista e acampamento em frente \u00e0 prefeitura), vigilantes e rodovi\u00e1rios do Rio de Janeiro, professores dos Institutos Federais de Educa\u00e7\u00e3o, t\u00e9cnicos administrativos das universidades e dos institutos federais, Judici\u00e1rio Federal, trabalhadores das universidades p\u00fablicas de S\u00e3o Paulo e tantas outras categorias que est\u00e3o em greve ou fizeram recentemente.<\/p>\n<p>S\u00e3o centenas de milhares de trabalhadores lutando, se tornando um dos principais ascensos de luta da classe trabalhadora brasileira nos \u00faltimos anos.<\/p>\n<p>Se por um lado essas lutas s\u00e3o refor\u00e7adas pelos ventos das jornadas de junho, por outro representam um salto qualitativo porque colocam em movimento setores importantes da classe trabalhadora mais poderosa da Am\u00e9rica Latina.<\/p>\n<p>Lutas salariais, mas que trazem outros elementos importantes, como o questionamento da pol\u00edtica econ\u00f4mica vigente no pa\u00eds h\u00e1 muitos anos e tamb\u00e9m porque s\u00e3o movimentos que come\u00e7am a questionar os pelegos.<\/p>\n<p>O 15 de maio foi um momento importante deste ciclo de lutas com as manifesta\u00e7\u00f5es contra a Copa. Passeatas, enfrentamento com a pol\u00edcia, manifesta\u00e7\u00f5es do movimento popular foram alguns dos atos que v\u00eam acontecendo pelo pa\u00eds.<\/p>\n<p>O movimento popular tamb\u00e9m tem protagonizado fortes lutas principalmente na cidade de S\u00e3o Paulo e Grande S\u00e3o Paulo. S\u00e3o v\u00e1rias ocupa\u00e7\u00f5es urbanas que envolvem milhares de trabalhadores sem teto. Os atos e bloqueios de ruas e avenidas j\u00e1 fazem parte do cotidiano da cidade.<\/p>\n<p>A juventude d\u00e1 os seus primeiros passos. Os estudantes da USP entraramm em greve junto com os professores das universidades p\u00fablicas paulistas.  Os estudantes da UFAL lutam contra a precariza\u00e7\u00e3o dos cursos e contra a presen\u00e7a da PM no campus.<\/p>\n<p>Precisamos divulgar e romper o cerco e os ataques que a m\u00eddia vem fazendo a esses movimentos. \u00c9 preciso disseminar todas as lutas e apoi\u00e1-las, seja por e-mail, Facebook, WhatsApp, etc. O Movimento Contra a Copa deve assumir o apoio e as pautas gerais das greves que est\u00e3o acontecendo, particularmente da Educa\u00e7\u00e3o e demais servi\u00e7os p\u00fablicos, pois se ligam \u00e0s demandas levantadas em junho. O MPL tamb\u00e9m deve se somar!<\/p>\n<p><h2>No dia 12\/06 vamos sair \u00e0s ruas! Sem Direitos, Sem Copa!<\/h2>\n<p>A burguesia e o governo Dilma querem fazer da Copa uma ostenta\u00e7\u00e3o e uma festa que s\u00f3 existe para eles, pois a grande maioria enfrenta cada vez mais dificuldades para viver. Os gastos (mais de 33 bilh\u00f5es), as obras e as remo\u00e7\u00f5es da Copa mostram nitidamente que essa Copa \u00e9 do Patr\u00e3o!<\/p>\n<p>Mas os trabalhadores, a juventude e os movimentos populares vamos fazer outra festa, de luta. O dia 12\/06 vai marcar a abertura da jornada de protestos durante e contra a Copa e certamente haver\u00e1 novas greves, ocupa\u00e7\u00f5es, paralisa\u00e7\u00f5es e bloqueios.<\/p>\n<p><h2>As condi\u00e7\u00f5es de vida pioram<\/h2>\n<p>O aumento de v\u00e1rios itens b\u00e1sicos consumidos pelos trabalhadores, dos alugueres, o endividamento de uma parte importante dos trabalhadores, o aumento da infla\u00e7\u00e3o s\u00e3o alguns dos problemas que a classe trabalhadora tem enfrentando. Essas lutas s\u00e3o uma resposta a essa situa\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Al\u00e9m disso, os gastos com a Copa, o pagamento dos juros da D\u00edvida P\u00fablica agravam os problemas nos servi\u00e7os p\u00fablicos (sa\u00fade, educa\u00e7\u00e3o, transporte, etc), deixam poucas margens para alguma esperan\u00e7a de que as coisas mudem sem luta.<\/p>\n<p>A corrup\u00e7\u00e3o continua dando as regras nas licita\u00e7\u00f5es, os corruptos e corruptores continuam livres. Desvia-se dinheiro p\u00fablico para o capital de todos os lados.<\/p>\n<p>No funcionalismo p\u00fablico federal muitas categorias est\u00e3o ou submetidas ao congelamento salarial ou tiveram aumentos menores do que a infla\u00e7\u00e3o. Mesmo com o quadro de greve crescendo, at\u00e9 agora a resposta do governo foi de que s\u00f3 em 2016 haver\u00e1 negocia\u00e7\u00f5es, at\u00e9 l\u00e1&#8230; nada&#8230;<\/p>\n<p><h2>Pelegos e burocratas se cuidem&#8230;.<\/h2>\n<p>Uma experi\u00eancia pr\u00e1tica de luta vale mais do que milhares de palavras. \u00c9 na luta pr\u00e1tica que a classe trabalhadora faz a experi\u00eancia e avan\u00e7a a sua consci\u00eancia.<\/p>\n<p>De uma \u201csimples\u201d luta salarial\/sindical a consci\u00eancia dos trabalhadores pode dar um salto. Foi assim com as campanhas salariais dos metal\u00fargicos do ABC em fins da d\u00e9cada de 70 que deram impulso \u00e0 luta contra a ditadura e \u00e0 constru\u00e7\u00e3o do PT e da CUT (hoje completamente adaptados a gest\u00e3o do capital).<\/p>\n<p>A greve dos garis no Rio de Janeiro entrou para a hist\u00f3rica n\u00e3o s\u00f3 pela sua espetacular vit\u00f3ria econ\u00f4mica, mas pelas li\u00e7\u00f5es que deixou. A pelegada tinha feito um acordo com a prefeitura, n\u00e3o aceito pelos trabalhadores que foram \u00e0s ruas passando por cima da dire\u00e7\u00e3o sindical e conquistando 37% de aumento salarial.<\/p>\n<p>A partir dessa vit\u00f3ria (ensinando que a for\u00e7a da luta est\u00e1 na classe trabalhadora mobilizada) outras categorias (garis de Niter\u00f3i, rodovi\u00e1rios do RJ e agora os de S\u00e3o Paulo) passam a se mobilizar contra acordos rebaixados, formando comandos de greve e elegendo seus pr\u00f3prios representantes para as negocia\u00e7\u00f5es, ignorando ou recha\u00e7ando os dirigentes sindicais pelegos.<\/p>\n<p>Outro elemento importante dessas lutas s\u00e3o que os tradicionais (e eficazes) m\u00e9todos de luta da classe retornaram a cena: os piquetes de base.<\/p>\n<p>A burocracia quando \u00e9 obrigada a ir a greve sempre tem a preocupa\u00e7\u00e3o de mant\u00ea-las sob controle incentivando a \u201cgreve de pijama\u201d ou aquelas bem pac\u00edficas, sem os piquetes para garantir o cumprimento das decis\u00f5es dos trabalhadores.<\/p>\n<p>Rodovi\u00e1rios de Porto Alegre, do Rio de Janeiro, de S\u00e3o Paulo; Garis do Rio de Janeiro e de outras cidades, Constru\u00e7\u00e3o Civil de Bel\u00e9m, foram greves constru\u00eddas pela base e com a participa\u00e7\u00e3o de centenas de trabalhadores construindo efetivamente a greve.<\/p>\n<p><h2>Reapropriar\/Revolucionar os sindicatos pela e para a classe trabalhadora<\/h2>\n<p>Os sindicatos s\u00e3o instrumentos importantes de luta para a classe trabalhadora. Historicamente constru\u00eddos para lutar pela valoriza\u00e7\u00e3o da for\u00e7a de trabalho; hoje, nas m\u00e3os dos pelegos, muitas vezes, nem esse papel desempenham.<\/p>\n<p>As lutas que ocorrem \u201capesar da dire\u00e7\u00e3o sindical\u201d t\u00eam se deparado com a falta de estrutura m\u00ednima para fazer frente \u00e0s medidas dos governos e da patronal, como \u00e9 o caso das medidas judiciais tentando por fim ao movimento.<\/p>\n<p>Os piquetes, as greves, a disposi\u00e7\u00e3o de luta, a experi\u00eancia com o governo do PT e com a CUT, o rep\u00fadio aos dirigentes sindicais pelegos s\u00e3o elementos de uma nova realidade no interior da classe trabalhadora brasileira, de maneira que essas mobiliza\u00e7\u00f5es colocam objetivamente a possibilidade do surgimento de uma nova vanguarda da classe trabalhadora que possa reconstruir as suas entidades e lutas contra a patronal.<\/p>\n<p>Uma das principais tarefas que se colocam \u00e9 a reapropria\u00e7\u00e3o dos sindicatos pelos trabalhadores colocando-os a servi\u00e7o das lutas e da reorganiza\u00e7\u00e3o da classe trabalhadora brasileira.<\/p>\n<p>\u00c9 preciso construir movimentos de oposi\u00e7\u00e3o sindical classistas, de luta e democr\u00e1ticos na base das categorias, com car\u00e1ter permanente, funcionamento regular, que se re\u00fanam periodicamente para discutir os problemas e organizar os trabalhadores para as lutas cotidianas e as campanhas salariais, e de modo a fornecer a sustenta\u00e7\u00e3o para chapas capazes de retomar os sindicatos.<\/p>\n<p>Colocamos as nossas for\u00e7as a disposi\u00e7\u00e3o deste movimento, movendo apoio e solidariedade para que se generalizem entre os trabalhadores esses aprendizados.<\/p>\n<p><h2>A Copa \u00e9 s\u00f3 a ponta do iceberg. Precisamos lutar contra o capitalismo como um todo!<\/h2>\n<p>Al\u00e9m dos gastos com a Copa, o estado concede aos empres\u00e1rios isen\u00e7\u00f5es de impostos, cr\u00e9dito barato e a perder de vista, obras de interesse dos empres\u00e1rios, concess\u00f5es de portos, aeroportos, rodovias, etc. No topo desse mecanismo de extra\u00e7\u00e3o do dinheiro p\u00fablico pelo capital reina soberana D\u00edvida P\u00fablica que anualmente consome em juros mais de 1 trilh\u00e3o (mais de 40% do Or\u00e7amento Federal).<\/p>\n<p>Na verdade o capitalismo em sua crise estrutural s\u00f3 se sustenta sugando massas trilion\u00e1rias e cada vez maiores de recursos p\u00fablicos, levando uma brutal piora das condi\u00e7\u00f5es b\u00e1sicas de vida dos trabalhadores e da popula\u00e7\u00e3o pelo mundo afora.<\/p>\n<p>Al\u00e9m disso, vivenciamos a destrui\u00e7\u00e3o e desequil\u00edbrio ambiental, o caos urbano e o retrocesso dos valores humanos mais b\u00e1sicos. O capitalismo est\u00e1 levando a humanidade \u00e0 barb\u00e1rie e \u00e0 guerra permanente!<\/p>\n<p>Assim, \u00e9 preciso questionarmos o pr\u00f3prio capitalismo e lutarmos por outra sociabilidade.<\/p>\n<p>Precisamos de uma revolu\u00e7\u00e3o em que o poder passe \u00e0s organiza\u00e7\u00f5es de luta dos trabalhadores, em que a riqueza seja produzida em base \u00e0s necessidades coletivas e em equil\u00edbrio com o ambiente e n\u00e3o para sustentar a l\u00f3gica do lucro. Precisamos resgatar e reatualizar a alternativa socialista!<\/p>\n<p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Desde o exemplo dado pelos garis do Rio, vemos importantes greves que se espalham pelo pa\u00eds. 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