{"id":3177,"date":"2014-07-22T19:56:29","date_gmt":"2014-07-22T22:56:29","guid":{"rendered":"http:\/\/espacosocialista.org\/portal\/?p=3177"},"modified":"2014-07-22T20:09:52","modified_gmt":"2014-07-22T23:09:52","slug":"jornal-70-julho-de-2014-europa-as-origens-e-o-perigo-do-crescimento-da-direita","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.espacosocialista.org\/portal\/2014\/07\/jornal-70-julho-de-2014-europa-as-origens-e-o-perigo-do-crescimento-da-direita\/","title":{"rendered":"Jornal 70: Europa: As origens e o perigo do crescimento da direita"},"content":{"rendered":"<style type=\"text\/css\"><!--\n@page { margin: 0.79in }\n\t\tH2 { margin-bottom: 0.08in }\n\t\tH2.western { font-family: \"Liberation Sans\", sans-serif; font-size: 14pt; font-style: italic }\n\t\tH2.cjk { font-family: \"WenQuanYi Micro Hei\"; font-size: 14pt; font-style: italic }\n\t\tH2.ctl { font-family: \"Lohit Hindi\"; font-size: 14pt; font-style: italic }\n\t\tP { text-indent: 0.28in; margin-bottom: 0.08in; text-align: justify; widows: 0; orphans: 0 }\n\t\tP.western { font-family: \"Times New Roman\", serif; font-size: 11pt; so-language: pt-BR }\n\t\tP.cjk { font-family: \"Arial Unicode MS Greek\"; font-size: 11pt; so-language: zxx }\n\t\tP.ctl { font-family: \"MS Mincho Greek\"; font-size: 12pt; so-language: ar-SA }\n--><\/style>\n<p align=\"LEFT\">\n<h2>O passado do \u201cwelfare state\u201d<\/h2>\n<p align=\"LEFT\"><span style=\"font-family: Liberation Serif,serif;\"><span style=\"font-size: medium;\">A Europa \u00e9 o segundo maior centro do imperialismo, depois dos Estados Unidos e \u00e0 frente do Jap\u00e3o, mas \u00e9 tamb\u00e9m o ber\u00e7o do movimento oper\u00e1rio e do socialismo. Duas guerras mundiais rebaixaram as pot\u00eancias europeias para o segundo posto na lideran\u00e7a do capitalismo mundial, e abriram caminho para tentativas de transi\u00e7\u00e3o ao socialismo, em plena periferia europeia, no territ\u00f3rio da URSS e seus sat\u00e9lites. Essas tentativas de edifica\u00e7\u00e3o do socialismo, cuja lideran\u00e7a passou muito cedo do controle oper\u00e1rio para o da burocracia, terminariam naufragando d\u00e9cadas depois. Mas enquanto existiu a URSS, a mem\u00f3ria da revolu\u00e7\u00e3o e as lutas da classe trabalhadora europeia serviram como uma poderosa press\u00e3o que obrigou a burguesia do velho mundo a fazer importantes concess\u00f5es.<\/span><\/span><\/p>\n<p align=\"LEFT\"><span style=\"font-family: Liberation Serif,serif;\"><span style=\"font-size: medium;\">Durante as primeiras d\u00e9cadas ap\u00f3s a II Guerra, os trabalhadores europeus conviveram com altos sal\u00e1rios, boas condi\u00e7\u00f5es de trabalho, aposentadorias, seguro desemprego, sa\u00fade, educa\u00e7\u00e3o e servi\u00e7os p\u00fablicos de alta qualidade, etc. Era o chamado \u201cwelfare state\u201d, o estado de bem estar social, paradigma que jamais foi alcan\u00e7ado em outras partes do mundo, nem sequer nos Estados Unidos ou no Jap\u00e3o, e muito menos em outras partes da periferia do capitalismo.<\/span><\/span><\/p>\n<p align=\"LEFT\"><span style=\"font-family: Liberation Serif,serif;\"><span style=\"font-size: medium;\">A partir da d\u00e9cada de 1970, com a crise estrutural do capitalismo, a burguesia come\u00e7ou uma longa ofensiva para reverter as conquistas do \u201cwelfare state\u201d e assim tentar recompor sua margem de lucro, retomando o que havia sido concedido aos trabalhadores. As chamadas pol\u00edticas neoliberais se espalharam pelo mundo a partir da Europa, impondo leis antissindicais, debilitando as organiza\u00e7\u00f5es dos trabalhadores, criminalizando piquetes e greves, impondo redu\u00e7\u00f5es salariais e corte de direitos, privatizando os servi\u00e7os p\u00fablicos, desregulamentando a circula\u00e7\u00e3o do capital, abrindo caminho para a especula\u00e7\u00e3o financeira, etc.<\/span><\/span><\/p>\n<p align=\"LEFT\">\n<h2>O neoliberalismo e a Uni\u00e3o Europeia<\/h2>\n<p align=\"LEFT\"><span style=\"font-family: Liberation Serif,serif;\"><span style=\"font-size: medium;\">A queda da URSS em 1991 deu um importante impulso para o neoliberalismo em escala mundial, j\u00e1 que serviu para demonstrar que o capitalismo havia vencido o \u201csocialismo\u201d. A era do apogeu do neoliberalismo foi tamb\u00e9m a era da constru\u00e7\u00e3o da Uni\u00e3o Europeia (UE), interligando pot\u00eancias como Alemanha e Fran\u00e7a e pa\u00edses mais fracos como Espanha, Portugal, Irlanda, etc., numa moeda comum, o Euro (o Reino Unido ficou de fora do Euro), em vigor a partir de 1993. A UE foi apresentada como um para\u00edso de livre circula\u00e7\u00e3o de mercadorias e pessoas, com a oportunidade dos trabalhadores conseguirem emprego em qualquer pa\u00eds do bloco, ou comprarem mercadorias de qualquer pa\u00eds. Subs\u00eddios tempor\u00e1rios para as regi\u00f5es mais pobres criaram uma ilus\u00e3o de riqueza que fez com que as popula\u00e7\u00f5es dos pa\u00edses da periferia europeia aprovassem a UE.<\/span><\/span><\/p>\n<p align=\"LEFT\"><span style=\"font-family: Liberation Serif,serif;\"><span style=\"font-size: medium;\">Na realidade, as diferen\u00e7as de produtividade entre as diversas economias nacionais permaneceram no interior UE e n\u00e3o foram niveladas pela moeda comum. Ao contr\u00e1rio, as leis da concorr\u00eancia capitalista favoreceram os mais fortes e aniquilaram os mais fracos. A \u201clivre circula\u00e7\u00e3o de mercadorias\u201d se transformou em uma coloniza\u00e7\u00e3o dos mercados de toda a Europa pelo imperialismo alem\u00e3o. Empresas alem\u00e3s exportam suas mercadorias para todos os pa\u00edses da Europa, que por sua vez se transformam em fornecedores de m\u00e3o de obra barata. A \u201clivre circula\u00e7\u00e3o\u201d de pessoas se transformou em um mercado continental de for\u00e7a de trabalho que nivela por baixo os sal\u00e1rios e direitos dos trabalhadores europeus.<\/span><\/span><\/p>\n<p align=\"LEFT\"><span style=\"font-family: Liberation Serif,serif;\"><span style=\"font-size: medium;\">Em escala global, as pol\u00edticas neoliberais, por meio da interliga\u00e7\u00e3o dos mercados e da hegemonia dos interesses do capital financeiro, aceleraram as crises do capitalismo, que se tornaram mais globais e instant\u00e2neas, como presenciamos em 2008.<\/span><\/span><\/p>\n<p align=\"LEFT\">\n<h2>Precariza\u00e7\u00e3o e imigra\u00e7\u00e3o<\/h2>\n<p align=\"LEFT\"><span style=\"font-family: Liberation Serif,serif;\"><span style=\"font-size: medium;\">A vig\u00eancia das pol\u00edticas neoliberais e das medidas de \u201causteridade\u201d ao longo de v\u00e1rias d\u00e9cadas serviram para construir um novo perfil para a classe trabalhadora europeia. As novas gera\u00e7\u00f5es entraram num mercado de trabalho com sal\u00e1rios menores, menos benef\u00edcios, direitos rebaixados, maior tempo de trabalho para se aposentar, aus\u00eancia de garantias sociais como estabilidade, seguro desemprego, etc. Ao mesmo tempo, os servi\u00e7os p\u00fablicos v\u00e3o sendo tamb\u00e9m sucateados. A sa\u00fade e a educa\u00e7\u00e3o p\u00fablica v\u00e3o perdendo sua qualidade, alguns que eram gratuitos passam a ser pagos, os sal\u00e1rios dos funcion\u00e1rios p\u00fablicos v\u00e3o sendo reduzidos, o n\u00famero de funcion\u00e1rios tamb\u00e9m diminui, os investimentos em equipamentos v\u00e3o sendo cortados, etc. <\/span><\/span><\/p>\n<p align=\"LEFT\"><span style=\"font-family: Liberation Serif,serif;\"><span style=\"font-size: medium;\">Muitos jovens n\u00e3o conseguem concluir os estudos, n\u00e3o conseguem emprego nas \u00e1reas em que se formaram, n\u00e3o conseguem sair da casa dos pais. Os empregos que surgem s\u00e3o prec\u00e1rios, tempor\u00e1rios, terceirizados, pagam muito menos, n\u00e3o oferecem garantias e estabilidade, etc.<\/span><\/span><\/p>\n<p align=\"LEFT\"><span style=\"font-family: Liberation Serif,serif;\"><span style=\"font-size: medium;\">Ao mesmo tempo em que acontece essa mudan\u00e7a geracional na composi\u00e7\u00e3o da classe trabalhadora europeia, uma outra mudan\u00e7a importante altera a paisagem social do velho continente. A baixa taxa de natalidade dos pa\u00edses europeus faz com que a popula\u00e7\u00e3o economicamente ativa tenda a diminuir gradualmente. Para evitar essa diminui\u00e7\u00e3o da for\u00e7a de trabalho, os pa\u00edses europeus s\u00e3o obrigados a aceitar o influxo de m\u00e3o de obra estrangeira, de trabalhadores africanos, do oriente m\u00e9dio, do subcontinente indiano, do leste europeu ou latinoamericanos. Ao todo cerca de um milh\u00e3o de imigrantes entram na Europa todos os anos.<\/span><\/span><\/p>\n<p align=\"LEFT\"><span style=\"font-family: Liberation Serif,serif;\"><span style=\"font-size: medium;\">Entretanto, apesar de serem economicamente necess\u00e1rios, esses trabalhadores n\u00e3o s\u00e3o facilmente aceitos pela popula\u00e7\u00e3o europeia, pois trazem l\u00ednguas diferentes, religi\u00f5es diferentes, costumes diferentes, vestimentas diferentes, cores de pele diferentes. Em geral ficam com os piores empregos, moram nos piores bairros, s\u00e3o discriminados e mesmo que tenham vindo para ficar, s\u00e3o tratados permanentemente como estrangeiros, como n\u00e3o europeus, como se n\u00e3o tivessem direito \u00e0 riqueza (declinante) do continente que est\u00e3o tamb\u00e9m produzindo.<\/span><\/span><\/p>\n<p align=\"LEFT\">\n<h2>A fal\u00eancia do sistema partid\u00e1rio europeu<\/h2>\n<p align=\"LEFT\"><span style=\"font-family: Liberation Serif,serif;\"><span style=\"font-size: medium;\">Essa situa\u00e7\u00e3o de deteriora\u00e7\u00e3o das condi\u00e7\u00f5es de vida, o fim do \u201cwelfare state\u201d, os baixos sal\u00e1rios, os servi\u00e7os p\u00fablicos em bancarrota, o aumento do desemprego, do subemprego e da pobreza, uma nova gera\u00e7\u00e3o de jovens sem trabalho (as taxas de desemprego entre os jovens chegam a 50% na Espanha e na Gr\u00e9cia), a disputa por empregos (rebaixados) com trabalhadores imigrantes, tudo isso produz um estado de irrita\u00e7\u00e3o e insatisfa\u00e7\u00e3o permanentes. Mas essa insatisfa\u00e7\u00e3o n\u00e3o encontra canais para se manifestar politicamente. Os partidos pol\u00edticos se alternam nos governos, sem alterar em nada os elementos estruturais que afetam as condi\u00e7\u00f5es de vida.<\/span><\/span><\/p>\n<p align=\"LEFT\"><span style=\"font-family: Liberation Serif,serif;\"><span style=\"font-size: medium;\">A cada elei\u00e7\u00e3o o poder muda de m\u00e3o nos governos europeus, saem os partidos conservadores e entram os partidos \u201cde esquerda\u201d (o PS, Partido Socialista franc\u00eas, o SPD, Partido Social Democrata alem\u00e3o, o Labour Party, Partido Trabalhista ingl\u00eas), ou vice-versa, saem os \u201cde esquerda\u201d e voltam os conservadores, mas a situa\u00e7\u00e3o n\u00e3o muda. As pol\u00edticas s\u00e3o as mesmas, sempre mais \u201causteridade\u201d para os trabalhadores e mais concess\u00f5es aos capitalistas.<\/span><\/span><\/p>\n<p align=\"LEFT\"><span style=\"font-family: Liberation Serif,serif;\"><span style=\"font-size: medium;\">D\u00e9cadas de altern\u00e2ncia entre esses partidos sem que haja mudan\u00e7a na pol\u00edtica levaram a uma descren\u00e7a no sistema pol\u00edtico e na democracia burguesa. Alt\u00edssimas absten\u00e7\u00f5es e porcentagens de votos brancos e nulos s\u00e3o rotina nas elei\u00e7\u00f5es europeias. Movimentos como os \u201cIndignados\u201d na Espanha pedem uma mudan\u00e7a completa no sistema pol\u00edtico (sem ter a clareza de que seria preciso na verdade superar o capitalismo). Entretanto, esse desejo de mudan\u00e7a n\u00e3o tem sido atendido pela \u201cesquerda\u201d, pois o PS, o SPD, o WP e seus cong\u00eaneres em cada pa\u00eds est\u00e3o h\u00e1 quase um s\u00e9culo transformados em administradores fi\u00e9is e confi\u00e1veis do capitalismo, acostumados a exercer o poder a servi\u00e7o da burguesia e sem qualquer v\u00ednculo com o movimento oper\u00e1rio.<\/span><\/span><\/p>\n<p align=\"LEFT\">\n<h2>O perigo da direita e a necessidade de uma alternativa socialista<\/h2>\n<p align=\"LEFT\"><span style=\"font-family: Liberation Serif,serif;\"><span style=\"font-size: medium;\">Enquanto os partidos tradicionais se alternam no poder, na extrema esquerda do espectro eleitoral, o NPA franc\u00eas, o Die Linke alem\u00e3o, o Syriza na Gr\u00e9cia e seus cong\u00eaneres em todo o continente perdem uma oportunidade hist\u00f3rica, limitando-se a buscar crescimento eleitoral, mais vagas nos parlamentos, por meio de palavras de ordem que atacam os sintomas do problema, o desemprego, a pobreza, a gan\u00e2ncia dos ricos, etc., sem a\u00e7\u00f5es de fato que ataquem a causa de tudo isso, o sistema capitalista, sem v\u00ednculos com as lutas dos trabalhadores e dos movimentos sociais.<\/span><\/span><\/p>\n<p align=\"LEFT\"><span style=\"font-family: Liberation Serif,serif;\"><span style=\"font-size: medium;\">A falta de a\u00e7\u00e3o da esquerda abre espa\u00e7o para a direita. O fen\u00f4meno do golpe pr\u00f3-imperialista e fascista na Ucr\u00e2nia, que discutimos em edi\u00e7\u00f5es anteriores do nosso jornal, foi s\u00f3 a ponta do iceberg. As forma\u00e7\u00f5es de extrema direita crescem em toda a Europa e alcan\u00e7am resultados eleitorais expressivos, como acaba de acontecer no final de maio, nas elei\u00e7\u00f5es para o Parlamento Europeu. Essa institui\u00e7\u00e3o \u00e9 quase decorativa, j\u00e1 que a UE n\u00e3o \u00e9 uma verdadeira federa\u00e7\u00e3o e os Estados nacionais europeus mant\u00eam o controle dos seus or\u00e7amentos, for\u00e7as armadas, pol\u00edtica externa, etc. Em certos pa\u00edses, como o Reino Unido, o comparecimento \u00e0s elei\u00e7\u00f5es do Parlamento Europeu foi de apenas 33%. Mesmo assim, os resultados devem ser observados com aten\u00e7\u00e3o.<\/span><\/span><\/p>\n<p align=\"LEFT\"><span style=\"font-family: Liberation Serif,serif;\"><span style=\"font-size: medium;\">A extrema-direita venceu na Fran\u00e7a, com 25% dos votos para a Frente Nacional de Marine Le Pen, cujo pai (e fundador do partido) disse que o problema da imigra\u00e7\u00e3o e do crescimento demogr\u00e1fico no mundo seria resolvido em tr\u00eas meses pelo v\u00edrus Ebola. Por outro lado, o Syriza venceu na Gr\u00e9cia, com um programa pr\u00f3-UE que se limitava a pedir a renegocia\u00e7\u00e3o da d\u00edvida grega. O \u00fanico padr\u00e3o das elei\u00e7\u00f5es europeias foi a rejei\u00e7\u00e3o das pol\u00edticas neoliberais e de \u201causteridade\u201d, voltando-se em peso contra os partidos tradicionais (que, entretanto, v\u00e3o continuar sendo maioria) e concedendo vota\u00e7\u00f5es importantes para a extrema esquerda e para a extrema direita.<\/span><\/span><\/p>\n<p align=\"LEFT\"><span style=\"font-family: Liberation Serif,serif;\"><span style=\"font-size: medium;\">A extrema direita oferece uma solu\u00e7\u00e3o aparentemente simples para os problemas: expulsar os imigrantes e resgatar a \u201cpureza\u201d da na\u00e7\u00e3o. Essa solu\u00e7\u00e3o \u00e9 t\u00e3o simples quanto ilus\u00f3ria, pois a causa dos problemas da Europa \u00e9 o sistema capitalista, a concorr\u00eancia mundial, a hegemonia do capital financeiro, e n\u00e3o a presen\u00e7a de imigrantes e os direitos dos trabalhadores. Mesmo sendo ilus\u00f3ria, essa \u201csolu\u00e7\u00e3o\u201d tem seduzido um n\u00famero maior de europeus. \u00c9 urgente resgatar o projeto socialista e a luta contra o capitalismo, que \u00e9 a verdadeira causa dos problemas. Os trabalhadores europeus precisam de alternativas reais ao capitalismo, que por enquanto n\u00e3o est\u00e3o sendo oferecidas pelos partidos da extrema esquerda. <\/span><\/span><\/p>\n<p align=\"LEFT\"><span style=\"font-family: Liberation Serif,serif;\"><span style=\"font-size: medium;\">Precisam de uma alternativa socialista, que se coloque contra a UE, contra o euro, contra as medidas de \u201causteridade\u201d, contra a entrega de dinheiro p\u00fablico aos capitalistas, contra o pagamento das d\u00edvidas p\u00fablicas, por mais dinheiro para os servi\u00e7os p\u00fablicos, em defesa dos direitos dos trabalhadores, e pela unidade entre trabalhadores nativos e imigrantes.<\/span><\/span><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O passado do \u201cwelfare state\u201d A Europa \u00e9 o segundo maior centro do imperialismo, depois dos Estados Unidos e \u00e0<\/p>\n","protected":false},"author":3,"featured_media":0,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[6],"tags":[],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.espacosocialista.org\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/3177"}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.espacosocialista.org\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.espacosocialista.org\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.espacosocialista.org\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/users\/3"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.espacosocialista.org\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=3177"}],"version-history":[{"count":2,"href":"https:\/\/www.espacosocialista.org\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/3177\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":3186,"href":"https:\/\/www.espacosocialista.org\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/3177\/revisions\/3186"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.espacosocialista.org\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=3177"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.espacosocialista.org\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=3177"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.espacosocialista.org\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=3177"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}