{"id":3200,"date":"2014-07-24T21:09:23","date_gmt":"2014-07-25T00:09:23","guid":{"rendered":"http:\/\/espacosocialista.org\/portal\/?p=3200"},"modified":"2014-07-24T23:27:23","modified_gmt":"2014-07-25T02:27:23","slug":"encarte-especial-eu-vou-a-luta-com-essa-juventude","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.espacosocialista.org\/portal\/2014\/07\/encarte-especial-eu-vou-a-luta-com-essa-juventude\/","title":{"rendered":"Jornal 70: Encarte especial: Eu vou \u00e0 luta com essa juventude"},"content":{"rendered":"<style type=\"text\/css\"><!--\ndd<!--\n@page { margin: 0.79in }\n\t\tP { margin-bottom: 0.08in }\n\t\tH1 { margin-bottom: 0.08in }\n\t\tH1.western { font-family: \"Liberation Sans\", sans-serif; font-size: 16pt }\n\t\tH1.cjk { font-family: \"DejaVu Sans\"; font-size: 16pt }\n\t\tH1.ctl { font-family: \"DejaVu Sans\"; font-size: 16pt }\n\t\tH2 { margin-bottom: 0.08in }\n\t\tH2.western { font-family: \"Liberation Sans\", sans-serif; font-size: 14pt; font-style: italic }\n\t\tH2.cjk { font-size: 14pt; font-style: italic }\n\t\tH2.ctl { font-size: 14pt; font-style: italic }\n--><\/style>\n<h1>\u201cEu vou \u00e0 luta com essa juventude\u201d<\/h1>\n<p><a href=\"http:\/\/espacosocialista.org\/portal\/wp-content\/uploads\/2014\/07\/encarte-juventude-2014.pdf\">\u00a0<\/a><\/p>\n<p><a href=\"http:\/\/espacosocialista.org\/portal\/wp-content\/uploads\/2014\/07\/encarte-juventude-2014.pdf\">Clique aqui para fazer download do PDF<\/a><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<h2>Lutamos contra o capitalismo<\/h2>\n<p>Por mais que a gente lute no capitalismo, por mais que a gente consiga conquistas, logo em seguida os governos e empres\u00e1rios inventam um jeito (uma nova lei, a infla\u00e7\u00e3o, etc.) de retirar aquilo que conquistamos. \u00c9 como o cachorro correndo atr\u00e1s do rabo. Cada pequena conquista de hoje a roubam amanh\u00e3.<\/p>\n<p>Todas essas lutas e conquistas s\u00e3o muito importantes para a juventude e para os trabalhadores. Mas, achamos que \u00e9 preciso ir al\u00e9m. Precisamos lutar pela mudan\u00e7a da sociedade de conjunto. Enquanto os capitalistas continuarem governando o Brasil e o mundo n\u00e3o vamos ter mudan\u00e7as de verdade.<\/p>\n<p>Na sociedade capitalista tem um grupo pequeno de pessoas \u2013 que vive de regalias e alimenta o favorecimento de mais alguns para manter ou controlar o poder (os chamamos de burocratas) \u2013 que decide os rumos do pa\u00eds. Nada \u00e9 decidido a nosso favor e para nosso favorecimento. Decidem para agradar o poder, que tamb\u00e9m os agradar\u00e1. O capitalismo s\u00f3 nos oferece muita explora\u00e7\u00e3o, empregos com baixos sal\u00e1rios ou desemprego, fome, mis\u00e9ria, guerras. \u00c9 assim que os ricos continuam mais ricos e os pobres cada vez mais pobres, mesmo com estat\u00edsticas mostrando mudan\u00e7as na renda.<\/p>\n<h2>Lutamos pelo socialismo<\/h2>\n<p>N\u00f3s pensamos que tudo isso s\u00f3 vai mudar quando a classe trabalhadora puder decidir sobre tudo na sociedade. No socialismo a democracia verdadeira vai ser realizada pelos trabalhadores que v\u00e3o decidir o que vai ser feito sobre os hospitais, escolas, transporte coletivo, pra\u00e7as, locais de lazer, etc. Nessa sociedade n\u00e3o haver\u00e1 fome, explora\u00e7\u00e3o, guerras, desemprego. As pessoas ser\u00e3o muito mais importantes do que coisas, tudo que for feito ser\u00e1 em benef\u00edcio de toda sociedade e n\u00e3o de uma minoria, como \u00e9 no capitalismo.<\/p>\n<p>Mas essas mudan\u00e7as s\u00f3 poder\u00e3o acontecer com uma revolu\u00e7\u00e3o socialista, com os trabalhadores tirando a burguesia e seus representantes do poder.<\/p>\n<p>Por um poder dos trabalhadores.<\/p>\n<p>Somos revolucion\u00e1rios porque n\u00e3o acreditamos que essas mudan\u00e7as possam acontecer pela atua\u00e7\u00e3o no parlamento ou por mudan\u00e7as e reformas graduais. Todos os governos que tentaram fazer mudan\u00e7as sem fazer revolu\u00e7\u00e3o fracassaram, pois a burguesia n\u00e3o aceitou as mudan\u00e7as e terminou derrubando esses governos com golpes militares.<\/p>\n<p>Em outros casos, esses governos e partidos que prometiam mudar o mundo sem fazer revolu\u00e7\u00e3o passaram para o outro lado, fazendo o jogo da burguesia. Esse \u00e9 o caso do PT, um partido que nasceu das lutas oper\u00e1rias dos anos 80, hoje \u00e9 um dos mais fi\u00e9is aplicadores de uma pol\u00edtica burguesa. Todas as suas medidas visam continuar garantindo o poder da burguesia.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<h2>Me organizando posso\u201d&#8230; lutar para transformar!<\/h2>\n<p>N\u00e3o nos conformamos com esse mundo cheio de desigualdades, de injusti\u00e7as e com a burguesia (que \u00e9 uma minoria de empres\u00e1rios) ficando com quase tudo que a imensa maioria (que s\u00e3o milh\u00f5es) produz.<\/p>\n<p>Toda a riqueza produzida por quem trabalha vai parar nas m\u00e3os do burgu\u00eas. Quando fica na m\u00e3o dos governantes, s\u00f3 fazem o que interessa aos ricos e poderosos.<\/p>\n<p>Por isso, achamos que devemos nos dedicar e lutar para mudar as coisas!<\/p>\n<p>N\u00e3o estamos contentes com esse mundo, que n\u00e3o vai mudar se n\u00e3o lutarmos. A raz\u00e3o de nossa exist\u00eancia \u00e9 contribuir para que trabalhadores e juventude tenham consci\u00eancia da necessidade da luta e acreditem na for\u00e7a que t\u00eam para continuarem lutando.<\/p>\n<p>Nada vem para n\u00f3s sem luta. \u00a0A melhoria da qualidade da Educa\u00e7\u00e3o, por emprego, aumento de sal\u00e1rio, n\u00e3o aumento de pre\u00e7o da passagem, s\u00f3 conseguimos com muita luta mesmo.<\/p>\n<p>Mas para lutar \u00e9 preciso se organizar, se juntar. As pequenas ou grandes mudan\u00e7as, como uma revolu\u00e7\u00e3o, s\u00f3 fazemos quando as pessoas se juntam e se organizam para transformar a realidade.\u00a0\u00a0 Seja nas entidades do movimento estudantil, nos sindicatos, em grupos no local de estudo ou de trabalho, nos bairros e periferias, nos coletivos ou partidos revolucion\u00e1rios, enfim, para enfrentar a burguesia e toda a repress\u00e3o s\u00f3 com muita unidade. Uma classe poderosa como a burguesia s\u00f3 ser\u00e1 derrotada com muita luta e organiza\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<h2>Fazer e n\u00e3o esperar acontecer&#8230; \u00e9 pra quem sabe!<\/h2>\n<p>Sempre ouvimos que brasileiro \u00e9 acomodado e que nunca luta. Essa ideia \u00e9 falsa, pois na hist\u00f3ria brasileira encontramos muitas lutas e rebeli\u00f5es de \u00edndios, escravos, trabalhadores, mulheres, camponeses e da juventude. Foram lutas t\u00e3o fortes que os poderosos tremem ao pensar que podem acontecer outras.<\/p>\n<p>Em muitas dessas lutas a presen\u00e7a da juventude foi intensa: Pelo fim da escravid\u00e3o, pelo direito ao voto das mulheres, contra o Estado Novo, na Campanha pelo petr\u00f3leo \u00e9 nosso, contra a ditadura militar, pelas Diretas j\u00e1, pelo Fora Collor, pelas Ocupa\u00e7\u00f5es de reitorias.<\/p>\n<p>E em junho do ano passado foi a mesma coisa: Milh\u00f5es de jovens foram \u00e0s ruas indignados com a condi\u00e7\u00e3o de vida a qual estamos submetidos, falta de lazer, de transporte, de Educa\u00e7\u00e3o e de Sa\u00fade p\u00fablicas decentes e com um futuro sem perspectiva.<\/p>\n<p>Mesmo com as manifesta\u00e7\u00f5es de junho tendo colocado nas ruas um grande n\u00famero de jovens e trabalhadores, que reivindicavam melhorias nos servi\u00e7os p\u00fablicos, n\u00e3o podemos dizer que ocorreram grandes mudan\u00e7as. Continuamos sem emprego decente, com a escola p\u00fablica cada vez pior, com muitos de n\u00f3s sem conseguir entrar na universidades p\u00fablica (e obrigados a ingressarem nas universidades particulares, em que o ensino foge cada vez mais do trip\u00e9 pesquisa-ensino-exten\u00e7\u00e3o e admite o car\u00e1ter tecnicista), as passagens de \u00f4nibus continuam caras e ainda est\u00e3o lotados e a Sa\u00fade p\u00fablica segue ca\u00f3tica. Enfim continuamos com quase nada, embora mais fortalecidos com as lutas.<\/p>\n<p>Estudamos, trabalhamos e nos esfor\u00e7amos para nos formar, mas n\u00e3o sabemos se teremos emprego ou sequer se teremos vida, diante de tantos problemas enfrentados pela juventude.<\/p>\n<p>E quando olhamos para os governos e partidos: PT, PSDB, PMDB e os outros partidos burgueses vemos que s\u00e3o praticamente a mesma coisa. N\u00e3o querem mudar nada. O discurso \u00e9 para enrolar, confundir e buscar dividir os votos entre cada um deles.<\/p>\n<p>Temos muita coisa para mudar e n\u00e3o queremos e nem podemos ficar esperando pela vontade dos pol\u00edticos profissionais e por esses partidos! Vamos continuar lutando e do nosso jeito!<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<h2>Onde tem luta, tem juventude<\/h2>\n<p>Praticamente em todos os lugares do mundo tem jovem se rebelando: Nas pra\u00e7as do Oriente M\u00e9dio, nas ruas da Europa, em muitos pa\u00edses da Am\u00e9rica Latina, nas escolas e nas universidades, nas greves de v\u00e1rias categorias (como professores, banc\u00e1rios, dentre outras). A falta de emprego, o emprego precarizado (sem direitos, baixos sal\u00e1rios, com dia e hora marcados para sair, etc.) e as condi\u00e7\u00f5es de sobreviv\u00eancia unem a indigna\u00e7\u00e3o da juventude nesses protestos contra as injusti\u00e7as, os problemas sociais e pol\u00edticos.<\/p>\n<p>No Brasil a juventude se fez presente nas jornadas de junho, com milh\u00f5es de jovens ocupando as ruas, se enfrentando com a repress\u00e3o policial e deixando os governos tremendo de medo com a gigantesca for\u00e7a das lutas. Tamb\u00e9m tem jovem se rebelando nas periferias e nos empregos prec\u00e1rios.<\/p>\n<p>Precisamos dar um sentido a essas lutas, unindo e colocando toda essa energia a servi\u00e7o da transforma\u00e7\u00e3o n\u00e3o s\u00f3 das coisas imediatas, mas do pr\u00f3prio sistema social, ou seja, contra o capitalismo.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<h2>N\u00e3o tem outra sa\u00edda: Precisamos construir uma alternativa socialista<\/h2>\n<p>V\u00e1rios grupos de direita (que defendem a explora\u00e7\u00e3o, s\u00e3o racistas, machistas, homof\u00f3bicos e contr\u00e1rios a qualquer legisla\u00e7\u00e3o que os possa contrariar e favorecer maior liberdade democr\u00e1tica) participaram das mobiliza\u00e7\u00f5es de junho, tentando desviar o car\u00e1ter de nossa luta e j\u00e1 ocupam lugar nas entidades estudantis nas universidades.<\/p>\n<p>A direita e a burguesia sabem que muitas revolu\u00e7\u00f5es aconteceram exatamente nas crises e por isso, assustadas, fazem de tudo para ter mais controle sobre os trabalhadores. E nesses momentos, grupos de direita e fascistas se organizam e preparam golpes militares, impondo leis para restringir a democracia, utilizam a imprensa e as institui\u00e7\u00f5es como pol\u00edcia e o judici\u00e1rio para nos amea\u00e7ar.<\/p>\n<p>Nas crises econ\u00f4micas e sociais os socialistas precisam apresentar propostas de mudan\u00e7as que favore\u00e7am a classe trabalhadora e de ruptura com o capitalismo, pois \u00e9 o momento que se aprofundam os problemas e os limites da sociedade regida pelo capital.<\/p>\n<p>Por isso que consideramos fundamental a constru\u00e7\u00e3o de uma alternativa socialista que possa levar \u00e0 frente as tarefas de constru\u00e7\u00e3o de uma organiza\u00e7\u00e3o revolucion\u00e1ria e de contribui\u00e7\u00e3o para desenvolvimento da consci\u00eancia de classe entre os trabalhadores, que por produzir toda a riqueza do mundo, \u00e9 a \u00fanica classe com condi\u00e7\u00e3o de se apresentar como alternativa de fato.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<h2>Por um Movimento Estudantil classista e combativo<\/h2>\n<p>O movimento estudantil existe para que n\u00f3s, estudantes,\u00a0juntamente com\u00a0professores e t\u00e9cnicos, expressemos os nossos posicionamentos pol\u00edticos a partir de onde estamos situados, ou seja, na universidade, que n\u00e3o \u00e9 como uma m\u00e1quina que opera automaticamente ao se apertar um bot\u00e3o. Diferente disso, a universidade \u00e9 um espa\u00e7o vivo, repleto de opini\u00f5es divergentes acerca de v\u00e1rias quest\u00f5es que perpassam a Educa\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Com as entidades de base \u2013 centros\/diret\u00f3rios acad\u00eamicos e Diret\u00f3rio Central dos Estudantes \u2013 podemos participar dos meios deliberativos da universidade: reuni\u00f5es de colegiado de curso, reuni\u00f5es dos conselhos de institutos e reuni\u00f5es do conselho universit\u00e1rio. Por\u00e9m, a nossa participa\u00e7\u00e3o na constru\u00e7\u00e3o de uma universidade p\u00fablica, gratuita e de qualidade n\u00e3o se restringe aos espa\u00e7os institucionais.\u00a0Afinal, foram os estudantes,\u00a0com muita luta ao longo dos anos, que conquistaram o direito de tamb\u00e9m criar os seus espa\u00e7os de discuss\u00e3o e delibera\u00e7\u00e3o, a exemplo das assembleias gerais estudantis, congressos e conselhos de entidades de base.<\/p>\n<p>Historicamente, o movimento estudantil demonstrou a sua capacidade de organiza\u00e7\u00e3o e de luta. A partir de 2007 com a Reforma Universit\u00e1ria, implantada nas universidades brasileiras pelo governo do PT, questionou o plano da Reforma, levantando o seu car\u00e1ter excludente.<\/p>\n<p>E foram os estudantes que, unidos, partindo de uma ampla pauta sobre assist\u00eancia estudantil, reivindicaram Restaurante Universit\u00e1rio para todxs. Se rebelaram contra a privatiza\u00e7\u00e3o dos Hospitais Universit\u00e1rios com a implanta\u00e7\u00e3o da EBSERH, levantando a bandeira de defesa do Sistema \u00danico de Sa\u00fade. Tivemos a ousadia de levantar um debate sobre seguran\u00e7a na universidade sem admitir, como um fato natural e irrefut\u00e1vel, a presen\u00e7a da pol\u00edcia militar no campus. Enfrentamos, diariamente, os problemas de infraestrutura nos campus localizados em v\u00e1rias partes do pa\u00eds, especialmente no interior dos estados. Somos n\u00f3s que, diversas vezes, enfrentando a autoridade descabida das reitorias, mostramos que fora dos muros da universidade, existe uma sociedade perpassada por conflitos de classe.<\/p>\n<p>Portanto, \u00e9 compreendendo que vivemos em uma sociedade de explorados e exploradores, que podemos come\u00e7ar a entender porque a vida do estudante oriundo da classe trabalhadora n\u00e3o \u00e9 f\u00e1cil na universidade. As pol\u00edticas de assist\u00eancia estudantil s\u00e3o falhas, quando n\u00e3o, inexistentes.\u00a0Se enfrentamos, cotidianamente, a precariza\u00e7\u00e3o do local de estudo, s\u00f3 nos resta nos organizarmos, a fim de nos mobilizarmos, pois a Educa\u00e7\u00e3o p\u00fablica, a cada dia que passa, est\u00e1 sendo amea\u00e7ada pelas iniciativas privatistas daqueles que lucram com o sistema educacional.<\/p>\n<p>Aliado ao governo federal o empresariado elabora o seu projeto de Educa\u00e7\u00e3o, o qual est\u00e1 inserido em um projeto maior de sociedade. E embora muito se fale a respeito de um maior acesso das camadas populares ao ensino superior, questionamos que ensino superior \u00e9 esse que est\u00e1 posto para a juventude. Entendemos que \u00e9 um ensino voltado para atender, puramente, as demandas do mercado de trabalho. Em v\u00e1rias dessas universidades particulares, n\u00e3o h\u00e1 preocupa\u00e7\u00e3o alguma com o sentido da forma\u00e7\u00e3o profissional para al\u00e9m das perspectivas mercadol\u00f3gicas de Educa\u00e7\u00e3o. Afinal, s\u00f3 a acumula\u00e7\u00e3o de dinheiro tem sentido na sociedade em que vivemos atualmente, a sociedade capitalista.<\/p>\n<p>Enfim, somos a favor de uma Educa\u00e7\u00e3o p\u00fablica, gratuita e de qualidade para todo\/as que forme e pesquise em benef\u00edcio do trabalhador e n\u00e3o em benef\u00edcio dos empres\u00e1rios, governantes e demais gerentes do capital! Somos a favor de um movimento estudantil e da juventude da classe trabalhadora que preze pela unidade na a\u00e7\u00e3o e pelo fortalecimento da luta. Queremos construir um movimento orientado pelo esp\u00edrito de radicalidade cr\u00edtica, pois nos cabe a seriedade e o compromisso de estudar para interferir na luta de classes, lado a lado com aqueles que produzem a riqueza social que usufru\u00edmos no nosso cotidiano.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<h2>Propostas para a constru\u00e7\u00e3o de um Coletivo<\/h2>\n<p>Ser contra as injusti\u00e7as e ficar somente reclamando dos problemas n\u00e3o fazem a realidade melhorar, pelo contr\u00e1rio, s\u00f3 v\u00e3o piorando.<\/p>\n<p>Para mudarmos \u00e9 preciso nos organizar nos locais de estudo, de trabalho, de moradia construindo debates e impulsionando a\u00e7\u00f5es concretas juntamente com quem realmente sente o peso da explora\u00e7\u00e3o. Nada cai do c\u00e9u. \u00c9 preciso esfor\u00e7o e dedica\u00e7\u00e3o militante.<\/p>\n<p>A crise em torno da alternativa socialista faz com que n\u00e3o compreendamos a necessidade de nos organizarmos politicamente para transformar a sociedade. H\u00e1 muita descren\u00e7a e desesperan\u00e7a quanto a uma milit\u00e2ncia organizada.<\/p>\n<p>Temos plena consci\u00eancia das dificuldades que enfrentamos ao nos colocar esse desafio. Mas, se n\u00e3o superarmos essas dificuldades n\u00e3o conseguiremos derrotar o capitalismo e construir um novo mundo.<\/p>\n<p>\u00c9 para responder a essa situa\u00e7\u00e3o e ajudar na constru\u00e7\u00e3o de uma alternativa para a juventude que o Espa\u00e7o Socialista est\u00e1 fazendo um chamado para a constru\u00e7\u00e3o de um Coletivo Nacional de Juventude que, nesse momento, atuar\u00e1 junto ao movimento estudantil e \u00e0 juventude da classe trabalhadora para organizar e atuar nas lutas.<\/p>\n<p>Nessa edi\u00e7\u00e3o apresentamos algumas propostas program\u00e1ticas como refer\u00eancia para iniciarmos os debates sobre a constru\u00e7\u00e3o desse Coletivo e tamb\u00e9m para expormos as linhas ideol\u00f3gicas iniciais para sua consolida\u00e7\u00e3o:<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<ul>\n<li><b>Anticapitalistas, revolucion\u00e1rixs e Socialistas:<\/b> Muitos acreditam que os problemas que os trabalhadores e a juventude sofrem s\u00e3o por azar ou porque Deus quer.\u00a0 Para n\u00f3s, esses problemas s\u00e3o decorrentes da explora\u00e7\u00e3o capitalista em que uns poucos ficam com aquilo produzido pelos trabalhadores. Somos contra a explora\u00e7\u00e3o. Somos contra o capitalismo.<\/li>\n<\/ul>\n<p>Mas, n\u00e3o somos somente anticapitalistas, tamb\u00e9m lutamos para construir uma alternativa. Lutamos pelo socialismo. Com tantos problemas no mundo, com tantas guerras e tantas pessoas passando fome, a afirma\u00e7\u00e3o \u201cSocialismo ou Barb\u00e1rie\u201d nunca foi t\u00e3o verdadeira.<\/p>\n<p>O socialismo \u00e9 um sistema social, com a produ\u00e7\u00e3o e o poder pol\u00edtico sob controle dos trabalhadores, quem decide \u00e9 quem trabalha e produz a riqueza. E p\u00f5e fim \u00e0 explora\u00e7\u00e3o do homem pelo homem. Somente alcan\u00e7aremos o socialismo com a revolu\u00e7\u00e3o socialista.\u00a0 A burguesia n\u00e3o vai entregar \u201cde boa\u201d o seu poder e nem a riqueza que acumulou se apropriando daquilo que produzimos com o nosso trabalho.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<ul>\n<li><b>Somos Classistas:<\/b> Nos propomos a organizar a juventude da classe trabalhadora. Defendemos a independ\u00eancia pol\u00edtica da classe trabalhadora e n\u00e3o nutrimos nenhum apoio ou confian\u00e7a na burguesia. Estamos incondicionalmente juntos e somos parte da classe trabalhadora;<\/li>\n<\/ul>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<ul>\n<li><b>Somos internacionalistas:<\/b> Trabalhador e juventude s\u00e3o explorados em qualquer pa\u00eds. Onde tem capitalismo, tem explora\u00e7\u00e3o. E onde tem luta de trabalhador n\u00f3s apoiamos. Apoiamos os trabalhadores do Egito que lutam contra a ditadura, os espanh\u00f3is, os franceses e demais trabalhadores europeus que resistem \u00e0 retirada de seus direitos. Apoiamos os povos que enfrentam a invas\u00e3o dos ex\u00e9rcitos imperialistas. Tamb\u00e9m apoiamos os palestinos que lutam contra a ocupa\u00e7\u00e3o do ex\u00e9rcito israelense que j\u00e1 assassinou milhares de trabalhadores e jovens palestinos.<\/li>\n<\/ul>\n<p>\u00c9 uma necessidade eliminar a burguesia de todo o planeta, permitindo assim a constru\u00e7\u00e3o de um mundo socialista. Por isso, lutamos pela revolu\u00e7\u00e3o mundial, pois, acreditamos que o Socialismo ser\u00e1 mundial, ou n\u00e3o ser\u00e1.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<ul>\n<li><b>Antigovernistas:<\/b> N\u00e3o defendemos o governo da burguesia que garante a explora\u00e7\u00e3o, a intensifica\u00e7\u00e3o da precariza\u00e7\u00e3o do trabalho para juventude e administra o Estado para manter a acumula\u00e7\u00e3o para poucos e incentivos para as grandes empresas enquanto n\u00e3o temos Educa\u00e7\u00e3o, Sa\u00fade e transporte p\u00fablicos de qualidade e moradia digna para a classe trabalhadora. N\u00e3o apoiamos governos e seus defensores que se dizem contr\u00e1rios \u00e0 destrui\u00e7\u00e3o da juventude, mas, n\u00e3o co\u00edbem o trabalho escravo; o genoc\u00eddio da juventude negra na periferia e o tr\u00e1fico de drogas; tratam a juventude como caso de pol\u00edcia; possibilitam o esgotamento f\u00edsico\/mental e o t\u00e9dio com o excesso de trabalho ou a falta de emprego; e favorecem o modo de vida capitalista, em que a perspectiva poss\u00edvel \u00e9 viver para trabalhar.<\/li>\n<\/ul>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<ul>\n<li><b>N\u00e3o acreditamos que no parlamento possa ter conquistas reais para os trabalhadores:<\/b> \u00c9 um poder dos ricos e governa para os ricos. Esse sistema pol\u00edtico se move pela compra de votos dos parlamentares, em que cada um representa algum setor do poder econ\u00f4mico. S\u00e3o financiados por banqueiros, empreiteiros, industriais ou empresas que vivem dos servi\u00e7os do Estado, tudo o que fazem \u00e9 para atender os interesses econ\u00f4micos desses capitalistas.<\/li>\n<\/ul>\n<p>Nos dedicamos a construir\u00a0 a luta direta, ou seja, que n\u00e3o dependa nem do parlamento e nem de outra institui\u00e7\u00e3o burguesa \u00a0para ser feita. A luta direta \u00e9 a unidade do trabalhador e da juventude na rua, enfrentando o poder burgu\u00eas.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<ul>\n<ul>\n<li><b>Por uma Educa\u00e7\u00e3o a servi\u00e7o dos trabalhadores:<\/b> Destacamos que a universidade e a escola \u00e9 um espa\u00e7o por excel\u00eancia de reprodu\u00e7\u00e3o das ideias da burguesia. Por isso \u00e9 preciso transform\u00e1-las. A luta pela qualidade de ensino e de aprendizagem, por mais verbas para a Educa\u00e7\u00e3o p\u00fablica, etc. \u00e9 parte de uma necessidade e da cr\u00edtica que fazemos do pr\u00f3prio modelo de Educa\u00e7\u00e3o.<\/li>\n<\/ul>\n<\/ul>\n<p>Por mais que possamos encontrar democracia em uma universidade ou escola, o fato \u00e9 que a sua l\u00f3gica est\u00e1 a servi\u00e7o do capital (produ\u00e7\u00e3o de conhecimento para as grandes empresas, transfer\u00eancia do dinheiro p\u00fablico para as institui\u00e7\u00f5es particulares, nas universidades particulares qualifica maior n\u00famero estudante com menor qualidade cient\u00edfica para reduzir o valor salarial no mercado e aumentar a explora\u00e7\u00e3o no trabalho, etc.)<\/p>\n<p>Consideramos fundamental que no interior da universidade e da escola o foco deva ser colocar a Educa\u00e7\u00e3o sob controle dos trabalhadores para que possamos repensar seus principais fundamentos.<\/p>\n<p>\u00c9 com esse foco ou estrat\u00e9gia que lutamos pela Educa\u00e7\u00e3o p\u00fablica, gratuita, de qualidade.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<h2>A luta pela reconstru\u00e7\u00e3o do movimento estudantil<\/h2>\n<ul>\n<li><b>Acreditamos na reconstru\u00e7\u00e3o do movimento estudantil:<\/b> Temos a convic\u00e7\u00e3o de que o movimento estudantil passa por uma crise de identidade, com pouco reconhecimento dos estudantes. Mas, ainda \u00e9 um importante movimento para organizar a juventude brasileira.<\/li>\n<\/ul>\n<p>Por isso, uma das tarefas do Coletivo \u00e9 ajudar o movimento a se reconstruir e ser uma alternativa para os estudantes e para a juventude em geral. Essa reconstru\u00e7\u00e3o tamb\u00e9m passa por construir uma nova concep\u00e7\u00e3o e uma nova pr\u00e1tica. Assim, o Coletivo visa contribuir com a tarefa de constru\u00e7\u00e3o de um novo movimento estudantil colado \u00e0 juventude em geral e que se pautar\u00e1:<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<ul>\n<li>Por atua\u00e7\u00e3o em seus locais de estudo e trabalho (ou seja, trabalho de base): Uma das maiores defici\u00eancias do movimento estudantil \u00e9 a falta de trabalho junto aos estudantes. Via de regra, as entidades estudantis t\u00eam pouca inser\u00e7\u00e3o entre os estudantes. Esse Coletivo se prop\u00f5e a contribuir para reverter essa situa\u00e7\u00e3o, atuando junto e na base do movimento, organizando os estudantes para as lutas locais e para as lutas gerais da juventude e da classe trabalhadora. \u00c9, ao nosso modo de ver, a necessidade de buscarmos novas formas de luta e de organiza\u00e7\u00e3o em que o pr\u00f3prio estudante tenha peso nas decis\u00f5es das entidades para fortalecer um novo momento do movimento estudantil.<\/li>\n<\/ul>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<ul>\n<li>Por entidades coladas \u00e0s necessidades dos estudantes (contra dire\u00e7\u00f5es burocr\u00e1ticas): Impulsionaremos a constru\u00e7\u00e3o de formas e mecanismos de democratiza\u00e7\u00e3o das entidades do movimento estudantil. Os CA\u2019s, DA\u2019s e DCE\u2019s est\u00e3o muito afastados dos estudantes, que consequentemente t\u00eam pouca participa\u00e7\u00e3o nas decis\u00f5es. Defendemos e lutaremos para que as gest\u00f5es dessas entidades sejam extremamente democr\u00e1ticas. Essa democracia deve come\u00e7ar j\u00e1 na pr\u00f3pria forma\u00e7\u00e3o das chapas. Ao contr\u00e1rio do que ocorre hoje (em que Correntes pol\u00edticas fazem acordo a portas fechadas) a composi\u00e7\u00e3o das chapas deve ter como crit\u00e9rio o programa e a constru\u00e7\u00e3o de conven\u00e7\u00f5es de base (classista e de esquerda) em que se votam um programa e escolhem seus componentes;<\/li>\n<\/ul>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<ul>\n<li><b>Por independ\u00eancia pol\u00edtica e financeira:<\/b> Todo movimento classista precisa ter formas de se manter financeiramente. \u00c9 a garantia de sua exist\u00eancia de forma independente, sem ter o \u201crabo preso\u201d com ningu\u00e9m. Todo movimento que recebe contribui\u00e7\u00e3o de empresas, reitorias, ONG\u2019s, parlamentares, etc. perde sua independ\u00eancia pol\u00edtica. O exemplo \u00e9 o PT que depois de receber dinheiro das empreiteiras, dos bancos e de outros burgueses passou de mala e cuia para o lado dos patr\u00f5es. Por isso, na constru\u00e7\u00e3o do Coletivo uma quest\u00e3o a ser discutida \u00e9 a sua manuten\u00e7\u00e3o financeira que vir\u00e1 \u00fanica e exclusivamente com a contribui\u00e7\u00e3o de seus militantes.<\/li>\n<\/ul>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<ul>\n<li><b>Classismo:<\/b> No interior de uma escola ou universidade, muitas vezes, convivem filhos de oper\u00e1rios e filhos de burgueses, mas isso n\u00e3o quer dizer que seja espa\u00e7o neutro, pelo contr\u00e1rio, \u00e9 um local de reprodu\u00e7\u00e3o dos valores burgueses. E a atua\u00e7\u00e3o dos revolucion\u00e1rios nesses espa\u00e7os deve se pautar por uma interven\u00e7\u00e3o classista defendendo os interesses dos estudantes e trabalhadores (lutar conjuntamente com professores e funcion\u00e1rios, cursos voltados para as necessidades da comunidade, livre acesso para os trabalhadores e seus filhos, etc.), organizando as lutas pelas quest\u00f5es imediatas, mas tamb\u00e9m disputando ideologicamente a pr\u00f3pria universidade.<\/li>\n<\/ul>\n<p>A juventude n\u00e3o \u00e9 uma classe social, mas a maioria pertence \u00e0 classe trabalhadora, o que significa dizer que devemos participar e tomar parte dos conflitos na sociedade. N\u00f3s defendemos que o movimento estudantil e a juventude devam estar ao lado de todas as lutas dos trabalhadores do Brasil e do mundo, construindo assim, uma unidade entre juventude, movimento estudantil e os movimentos dos trabalhadores.<\/p>\n<p>Assim, levar para a universidade as lutas gerais da juventude e da classe trabalhadora \u00e9 criar a possibilidade da universidade cumprir o papel social de pesquisa e produ\u00e7\u00e3o de conhecimento para as necessidades humanas e n\u00e3o para o lucro das grandes empresas, apresentando aos estudantes as propostas de transforma\u00e7\u00e3o: da sociedade do lucro para a sociedade humana.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<ul>\n<ul>\n<li><b>Uma juventude que luta e se organiza contra o machismo, o racismo e a homofobia:<\/b> Al\u00e9m da luta contra a explora\u00e7\u00e3o capitalista convivemos numa sociedade em que o negro, a mulher e os homossexuais ainda enfrentam v\u00e1rias situa\u00e7\u00f5es de viol\u00eancia f\u00edsica e psicol\u00f3gica. Para n\u00f3s, socialistas, somos socialmente iguais e n\u00e3o diferenciamos ningu\u00e9m pela cor da pele, pelo g\u00eanero ou pela orienta\u00e7\u00e3o sexual.<\/li>\n<\/ul>\n<\/ul>\n<p>J\u00e1 o capital em todos os per\u00edodos hist\u00f3ricos inventou diferen\u00e7as entre homens e mulheres, como forma de nos dividir e facilitar a sua domina\u00e7\u00e3o. Para o capital o homem \u00e9 superior \u00e0 mulher e ao negro, enquanto que os homossexuais s\u00e3o tratados como doentes. Assim, o capital joga trabalhador contra trabalhador.<\/p>\n<p>Para n\u00f3s, a luta contra toda forma de opress\u00e3o (racismo, homofobia e machismo) \u00e9 uma luta essencial. \u00c9 um direito democr\u00e1tico, quest\u00e3o essencial na luta contra o capitalismo. Defendemos a constru\u00e7\u00e3o de um mundo sem explora\u00e7\u00f5es e sem qualquer tipo de opress\u00e3o. Buscamos combinar essa luta tamb\u00e9m com a luta contra o capitalismo, pois n\u00e3o haver\u00e1 o fim da opress\u00e3o sem o fim do capitalismo, um depende do outro.<\/p>\n<h2>Organizar a luta contra a repress\u00e3o nas escolas secundaristas<\/h2>\n<p>Sabemos que as escolas secundaristas sofrem total descaso pelo governo brasileiro, assim como toda a Educa\u00e7\u00e3o P\u00fablica. O movimento estudantil est\u00e1 fragmentado: h\u00e1 lutas isoladas nas escolas, universidades e cursos, mas n\u00e3o h\u00e1 bandeiras que unifiquem essas luta, trazendo for\u00e7a ao movimento. Precisamos renovar as formas de atua\u00e7\u00e3o e apresentarmos novas medidas para o conjunto dos estudantes.<\/p>\n<p>Desde os movimentos de Junho\/Julho, h\u00e1 um crescimento das lutas nas escolas p\u00fablicas contra as condi\u00e7\u00f5es prec\u00e1rias da Educa\u00e7\u00e3o, materializadas nas escolas, e que j\u00e1 vinham sendo sentidas pelos estudantes: aumento da repress\u00e3o e da imposi\u00e7\u00e3o dos conte\u00fados, diminui\u00e7\u00e3o dos espa\u00e7os de liberdade para o ensino formal e aumento da precariza\u00e7\u00e3o das condi\u00e7\u00f5es de aprendizagem para os jovens. Presenciamos lutas pela derrubada de dire\u00e7\u00f5es ditadoras, contra o fechamento de per\u00edodos, turmas, contra o aumento das passagens, etc. A repress\u00e3o nas escolas tem aumentado constantemente: grades por toda a parte, puni\u00e7\u00f5es, ass\u00e9dio moral, entre outros problemas.<\/p>\n<p>N\u00e3o podemos nos calar diante disso, e aceitar a imposi\u00e7\u00e3o de um Estado autorit\u00e1rio que tem a inten\u00e7\u00e3o de nos ensinar para a submiss\u00e3o, para o mercado de trabalho e para explora\u00e7\u00e3o, e n\u00e3o para desenvolvermos nossa criatividade, interesse e intelig\u00eancia para a transforma\u00e7\u00e3o dessa sociedade.<\/p>\n<p>Quando desenvolvemos o senso cr\u00edtico e entendemos a import\u00e2ncia de lutar contra todo o sistema que nos prejudica quanto estudantes e pessoas, n\u00f3s nos tornamos uma amea\u00e7a para o governo e para a burguesia. Precisamos lutar e exigir uma Educa\u00e7\u00e3o publica de qualidade, que nos permita futuramente ingressar numa faculdade p\u00fablica de qualidade (o que hoje \u00e9 praticamente imposs\u00edvel, pois n\u00e3o temos prepara\u00e7\u00e3o necess\u00e1ria), exigir direitos e trabalhos dignos, exigir que nossa realidade n\u00e3o seja mais uma realidade de explora\u00e7\u00e3o e opress\u00e3o. Precisamos avan\u00e7ar nos debates e sobre as quest\u00f5es de g\u00eanero, ra\u00e7a, condi\u00e7\u00e3o sexual e sobre as condi\u00e7\u00f5es de vida da juventude, especialmente negra, compreendendo a realidade da periferia e como se d\u00e1 a opress\u00e3o decorrente do racismo na luta de classes.<\/p>\n<p>N\u00f3s, como estudantes, precisamos pensar e se organizar para entender a realidade e transform\u00e1-la. Est\u00e1 em nossas m\u00e3os e de quem produz a riqueza do pa\u00eds o poder de mudar a Educa\u00e7\u00e3o brasileira e a sociedade.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Devemos lutar por:<\/p>\n<ul>\n<li>Perspectivas de continuidade dos estudos a partir do ensino m\u00e9dio, principalmente para a juventude negra, com o aumento das vagas nas universidades p\u00fablicas, mais vagas e cursos t\u00e9cnicos p\u00fablicos e de qualidade, etc.<\/li>\n<li>Contra a precariza\u00e7\u00e3o das condi\u00e7\u00f5es de ensino: como falta de professores de determinadas mat\u00e9rias, por recursos como laborat\u00f3rios, bibliotecas, salas de inform\u00e1tica, rede wi-fi, condi\u00e7\u00f5es para os professores prepararem melhor as aulas, liberdade de ensino-aprendizagem, etc.<\/li>\n<li>Contra a repress\u00e3o no interior das escolas: direito de entrada na segunda aula para todos, direito de permanecer no p\u00e1tio nas aulas vagas, contra as c\u00e2meras nas salas de aula e corredores, contra a entrada da pol\u00edcia no interior das escolas;<\/li>\n<li>Participa\u00e7\u00e3o dos alunos nos Conselhos de Escola, APM e gr\u00eamios livres ou comiss\u00f5es de alunos para lutar por suas pautas;<\/li>\n<li>Encontros e intera\u00e7\u00e3o entre alunos das v\u00e1rias escolas da regi\u00e3o e com os demais movimentos, particularmente com os professores;<\/li>\n<li>Den\u00fancia e luta contra a explora\u00e7\u00e3o do trabalho juvenil nas institui\u00e7\u00f5es de aprendizagem, empresas que empregam na forma de est\u00e1gios e outras;<\/li>\n<li><a name=\"_GoBack\"><\/a> Realiza\u00e7\u00e3o de debates e campanhas sobre aspectos mais gerais que dizem respeito \u00e0 juventude como a quest\u00e3o de g\u00eanero, ra\u00e7a, sexualidade, entorpecentes, ambiental, cultura em geral, etc.<\/li>\n<\/ul>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<h2>A luta por uma universidade a servi\u00e7o dos trabalhadores<\/h2>\n<p>A universidade \u00e9 um lugar de contradi\u00e7\u00f5es:\u00a0Ao mesmo tempo em que se configura como um instrumento de transforma\u00e7\u00e3o social, estruturada no trip\u00e9 ensino-pesquisa-extens\u00e3o e, que na minoria das institui\u00e7\u00f5es, desenvolve conhecimento novo, cr\u00edtico, acerca das contradi\u00e7\u00f5es e necessidades da pr\u00f3pria sociedade, mant\u00e9m, na maioria delas, a produ\u00e7\u00e3o do conhecimento voltada para atender as necessidades capitalistas.<\/p>\n<p>Essa situa\u00e7\u00e3o frustra a ideia de que\u00a0a universidade seja um centro produtor de conhecimento a servi\u00e7o das necessidades humanas.\u00a0A universidade est\u00e1 cada vez mais\u00a0excludente\u00a0e expressa a crescente\u00a0privatiza\u00e7\u00e3o e precariza\u00e7\u00e3o\u00a0realizadas atrav\u00e9s de reformas educacionais que,\u00a0aparentemente,\u00a0visavam \u201cqualidade da Educa\u00e7\u00e3o\u201d, garantia de acesso e perman\u00eancia dos estudantes.\u00a0No entanto,\u00a0o pano de fundo dessas reformas foram os\u00a0interesses neoliberais, materializados na Reforma Universit\u00e1ria, com o REUNI, implantada em 2007.<\/p>\n<p>Um exemplo \u00e9 a expans\u00e3o do IFES. O discurso era de inclus\u00e3o social e de atendimento \u00e0s principais reivindica\u00e7\u00f5es de estudantes, professores e t\u00e9cnicos (universidade p\u00fablica gratuita, laica, de qualidade e socialmente referenciada).\u00a0Contudo, a realidade tem se mostrado outra: A universidade expandiu, mas n\u00e3o preservou a qualidade necess\u00e1ria. Vemos campus que funcionam em espa\u00e7os alugados, sem RU, sem salas suficientes e lotadas, sem transportes.<\/p>\n<p>Os trabalhadores e seus filhos n\u00e3o est\u00e3o nas universidades p\u00fablicas e as particulares s\u00e3o, cada vez mais, mantidas pelas bolsas do PROUNI. Tanto nas federais quanto nas estaduais, a simples expans\u00e3o sem a preocupa\u00e7\u00e3o com a qualidade de ensino e com as condi\u00e7\u00f5es de trabalho\u00a0t\u00eam levado \u00e0 precariza\u00e7\u00e3o e privatiza\u00e7\u00e3o de diversas formas.\u00a0O incentivo a pesquisa e a extens\u00e3o t\u00eam diminu\u00eddo e, quando t\u00eam, seus objetivos n\u00e3o correspondem \u00e0s necessidades das comunidades, mas do grande capital.<\/p>\n<p>Situa\u00e7\u00f5es como essa impedem a amplia\u00e7\u00e3o de projetos de apoio ao estudante de baixa renda nas universidades. E, muitas vezes, acarretam no aumento do \u00edndice de reten\u00e7\u00e3o ou desist\u00eancia e, consequentemente, em maior gasto para os cofres p\u00fablicos.<\/p>\n<p>Nas\u00a0universidades p\u00fablicas\u00a0em que a assist\u00eancia estudantil ainda \u00e9 mantida, os recursos s\u00e3o retirados da verba para a manuten\u00e7\u00e3o de outras atividades o que compromete o custeio do ensino, da pesquisa e da extens\u00e3o, o trip\u00e9 da universidade.\u00a0Os programas b\u00e1sicos est\u00e3o sendo deteriorados: N\u00e3o h\u00e1 RU para todxs, quando aumentam a possibilidade de acesso cobram taxas, as bolsas socioecon\u00f4micas s\u00e3o baseadas no crit\u00e9rio de \u201cquem \u00e9 mais pobre\u201d, o que divide e exclui milhares estudantes carentes.<\/p>\n<p>Precisamos reconstruir o movimento estudantil, erguer nossas bandeiras e reivindica\u00e7\u00f5es. Precisamos nos organizar contra todos os problemas enfrentados no cotidiano das universidades p\u00fablicas e particulares, contra a pol\u00edtica do governo da burguesia e do empresariado de privatiza\u00e7\u00e3o da Educa\u00e7\u00e3o P\u00fablica e da precariza\u00e7\u00e3o do ensino para atender a demanda do mercado.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>\u201cEu vou \u00e0 luta com essa juventude\u201d \u00a0 Clique aqui para fazer download do PDF &nbsp; Lutamos contra o capitalismo<\/p>\n","protected":false},"author":3,"featured_media":0,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[6],"tags":[],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.espacosocialista.org\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/3200"}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.espacosocialista.org\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.espacosocialista.org\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.espacosocialista.org\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/users\/3"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.espacosocialista.org\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=3200"}],"version-history":[{"count":6,"href":"https:\/\/www.espacosocialista.org\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/3200\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":3203,"href":"https:\/\/www.espacosocialista.org\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/3200\/revisions\/3203"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.espacosocialista.org\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=3200"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.espacosocialista.org\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=3200"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.espacosocialista.org\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=3200"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}