{"id":3264,"date":"2014-09-02T00:21:20","date_gmt":"2014-09-02T03:21:20","guid":{"rendered":"http:\/\/espacosocialista.org\/portal\/?p=3264"},"modified":"2014-09-02T00:21:20","modified_gmt":"2014-09-02T03:21:20","slug":"jornal-71-todo-voto-e-nulo-so-a-luta-muda-a-vida","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.espacosocialista.org\/portal\/2014\/09\/jornal-71-todo-voto-e-nulo-so-a-luta-muda-a-vida\/","title":{"rendered":"Jornal 71: Todo voto \u00e9 nulo: s\u00f3 a luta muda a vida!"},"content":{"rendered":"<style type=\"text\/css\"><!--\n@page { margin: 0.79in }\n\t\tP { margin-bottom: 0.08in }\n--><\/style>\n<h1 lang=\"pt-BR\" style=\"text-align: left;\" align=\"CENTER\">O TSE diz: \u201c#vempraurna\u201d E a esquerda diz: \u201cvote em mim!\u201d<\/h1>\n<p lang=\"pt-BR\" align=\"JUSTIFY\">Em junho de 2013 fez falta uma esquerda que apresentasse a alternativa da a\u00e7\u00e3o direta combinada a uma cr\u00edtica radical do capitalismo. Agora, faz falta uma esquerda que organize toda a insatisfa\u00e7\u00e3o ainda presente por meio de uma campanha de den\u00fancia da democracia burguesa, da repress\u00e3o, dos partidos burgueses e do sistema como um todo. Se votar mudasse alguma coisa, seria proibido. Como a elei\u00e7\u00e3o n\u00e3o muda nada, o voto \u00e9 obrigat\u00f3rio. Precisamos de democracia todos os dias, e n\u00e3o de 4 em 4 anos! Na aus\u00eancia dessa campanha, a imensa insatisfa\u00e7\u00e3o acumulada vai se expressar na forma de um enorme e desorganizado contingente de absten\u00e7\u00f5es, votos brancos, nulos e em candidatos folcl\u00f3ricos.<\/p>\n<p lang=\"pt-BR\" align=\"JUSTIFY\">Para fechar com chave de ouro a vit\u00f3ria da burguesia, os partidos de esquerda comparecem alegremente ao circo eleitoral, validando, nas entrelinhas, os seguintes pressupostos: que aceitam as regras do jogo eleitoral, que o jogo \u00e9 justo e vence o melhor, que n\u00e3o h\u00e1 interfer\u00eancia do poder econ\u00f4mico da classe capitalista, que o candidato eleito \u00e9 o governante leg\u00edtimo, que tudo que se pode fazer \u00e9 esperar mais quatro anos e torcer por um resultado melhor nas pr\u00f3ximas elei\u00e7\u00f5es, que elegendo candidatos comprometidos com os trabalhadores conseguir\u00edamos melhorias, que o sistema capitalista pode ser transformado por meio de reformas graduais, que n\u00e3o \u00e9 necess\u00e1ria uma revolu\u00e7\u00e3o, etc. N\u00e3o importa o que digam na campanha (porque n\u00e3o o fazem fora da campanha), no frigir dos ovos, \u00e9 essa a mensagem subliminar que fica.<\/p>\n<p lang=\"pt-BR\" align=\"JUSTIFY\">\n<p lang=\"pt-BR\" align=\"CENTER\">Por que n\u00e3o um voto nos partidos \u201cda classe\u201d?<\/p>\n<p lang=\"pt-BR\" align=\"JUSTIFY\">N\u00e3o h\u00e1 uma disputa real entre um projeto dos trabalhadores e um projeto da burguesia nas elei\u00e7\u00f5es. H\u00e1 uma disputa entre dois blocos partid\u00e1rios, o do PT e o do PSDB, para ver qual deles ir\u00e1 liderar a aplica\u00e7\u00e3o de um \u00fanico projeto, o da burguesia. A \u00faltima vez em que um projeto dos trabalhadores se expressou nas elei\u00e7\u00f5es foi talvez na campanha de 1989, quando o pr\u00f3prio PT ainda era um partido classista, combativo e com um programa de reformas radicais, que expressava as lutas que vinham desde o in\u00edcio da d\u00e9cada. Hoje n\u00e3o temos nada parecido ao que foi aquele processo. O projeto dos trabalhadores ainda precisa ser reconstru\u00eddo. Os partidos citados acima n\u00e3o t\u00eam a capacidade sequer de se unificar em uma frente, nem no movimento e nas lutas concretas da classe, nem nas elei\u00e7\u00f5es.<\/p>\n<p lang=\"pt-BR\" align=\"JUSTIFY\">A participa\u00e7\u00e3o de organiza\u00e7\u00f5es e militantes socialistas nas elei\u00e7\u00f5es tem que estar a servi\u00e7o do avan\u00e7o da luta de classes. Hoje acontece o contr\u00e1rio, as formas de participa\u00e7\u00e3o que o Estado permite aos trabalhadores, como partidos e sindicatos, servem para acomodar os trabalhadores \u00e0 l\u00f3gica da reprodu\u00e7\u00e3o social no interior do capitalismo. Para que haja uma ruptura com essa l\u00f3gica, esses instrumentos legalizados devem ser utilizados como os acess\u00f3rios da luta e n\u00e3o como os principais. Hoje, a disputa por aparatos sindicais e por votos nas elei\u00e7\u00f5es burguesas \u00e9 a atividade principal dos partidos \u201cda classe\u201d, e isso n\u00e3o serve para educar os trabalhadores. A disputa real deve ser realizada por meio da organiza\u00e7\u00e3o de base, para enfrentar a ideologia burguesa e seu Estado.<\/p>\n<h1 lang=\"pt-BR\" style=\"text-align: left;\" align=\"CENTER\">\nPor que voto nulo?<\/h1>\n<p lang=\"pt-BR\" align=\"JUSTIFY\">A disputa que devemos travar n\u00e3o \u00e9 no interior das elei\u00e7\u00f5es, mas contra o processo eleitoral. As elei\u00e7\u00f5es s\u00e3o o mecanismo por meio do qual o Estado recicla os seus gerentes de plant\u00e3o e assim se legitima para seguir impondo a domina\u00e7\u00e3o de classe. Num momento como o que estamos vivendo, p\u00f3s-jornadas de junho, em que o Estado e suas institui\u00e7\u00f5es, principalmente os partidos, foram fortemente questionados, envolver-se nas elei\u00e7\u00f5es como uma disputa que interessa aos trabalhadores significa compactuar e capitular a esse operativo da burguesia de reciclar e relegitimar o seu Estado por meio das elei\u00e7\u00f5es.<\/p>\n<p lang=\"pt-BR\" align=\"JUSTIFY\">\n<h1 lang=\"pt-BR\" style=\"text-align: left;\" align=\"CENTER\">Por que luta dos trabalhadores?<\/h1>\n<p lang=\"pt-BR\" align=\"JUSTIFY\">Uma campanha pelo voto nulo puro e simples tamb\u00e9m n\u00e3o seria suficiente para enfrentar o projeto da burguesia e seu mecanismo de legitima\u00e7\u00e3o por meio das elei\u00e7\u00f5es. Afinal, o voto nulo \u00e9 somente mais uma das op\u00e7\u00f5es dispon\u00edveis na pr\u00f3pria urna. Esse voto e nulo puro e simples, como se fosse um fim em si mesmo, se confunde com o voto nulo da direita e dos saudosistas da ditadura e com o voto nulo despolitizado do senso comum, que diz que \u201ctodos s\u00e3o iguais, todos s\u00e3o corruptos\u201d. Da mesma forma, a absten\u00e7\u00e3o ou os votos de protesto (em que, de certa forma, o voto nos partidos \u201cda classe\u201d tamb\u00e9m se enquadra) tamb\u00e9m s\u00e3o op\u00e7\u00f5es para o que fazer diante da urna. Esse n\u00e3o deve ser o principal debate nas elei\u00e7\u00f5es.<\/p>\n<p lang=\"pt-BR\" align=\"JUSTIFY\">O principal deve ser o que fazer para al\u00e9m das elei\u00e7\u00f5es para mudar a realidade, que \u00e9 a mobiliza\u00e7\u00e3o e a luta dos trabalhadores. Se os instrumentos legalizados (sindicatos e partidos eleitorais) n\u00e3o devem ser a principal arma para a luta dos trabalhadores, o principal \u00e9 o que ainda falta construir, que s\u00e3o comit\u00eas, coletivos, f\u00f3runs de luta por local de trabalho, de estudo e de moradia que possam ser o sustent\u00e1culo para um projeto da classe.<\/p>\n<p lang=\"pt-BR\" align=\"JUSTIFY\">\n<h1 lang=\"pt-BR\" style=\"text-align: left;\" align=\"CENTER\">Em resumo, \u201cComit\u00eas pelo voto nulo e luta dos trabalhadores!\u201d<\/h1>\n<p lang=\"pt-BR\" align=\"JUSTIFY\">Alckmin vai acabar com a \u00e1gua de S\u00e3o Paulo para se reeleger, e da mesma forma Dilma vai gastar toda a muni\u00e7\u00e3o do governo federal (e da pol\u00edcia). Depois da festa eleitoral, vir\u00e1 a ressaca da crise capitalista latente. As lutas v\u00e3o continuar, porque n\u00e3o haver\u00e1 outra alternativa. Por isso, \u201ccomit\u00eas pelo voto nulo e luta dos trabalhadores\u201d, que apontam uma alternativa diante das elei\u00e7\u00f5es e para o que fazer depois delas, apresentando a luta como nega\u00e7\u00e3o e supera\u00e7\u00e3o do ato de votar.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O TSE diz: \u201c#vempraurna\u201d E a esquerda diz: \u201cvote em mim!\u201d Em junho de 2013 fez falta uma esquerda que<\/p>\n","protected":false},"author":3,"featured_media":0,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[6],"tags":[],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.espacosocialista.org\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/3264"}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.espacosocialista.org\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.espacosocialista.org\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.espacosocialista.org\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/users\/3"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.espacosocialista.org\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=3264"}],"version-history":[{"count":2,"href":"https:\/\/www.espacosocialista.org\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/3264\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":3267,"href":"https:\/\/www.espacosocialista.org\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/3264\/revisions\/3267"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.espacosocialista.org\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=3264"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.espacosocialista.org\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=3264"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.espacosocialista.org\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=3264"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}