{"id":3271,"date":"2014-09-02T00:44:40","date_gmt":"2014-09-02T03:44:40","guid":{"rendered":"http:\/\/espacosocialista.org\/portal\/?p=3271"},"modified":"2014-09-02T20:26:58","modified_gmt":"2014-09-02T23:26:58","slug":"a-causa-palestina-e-a-maquina-de-guerra-israelense","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.espacosocialista.org\/portal\/2014\/09\/a-causa-palestina-e-a-maquina-de-guerra-israelense\/","title":{"rendered":"Jornal 71: A causa Palestina e a m\u00e1quina de guerra Israelense"},"content":{"rendered":"<style type=\"text\/css\"><!--\n@page { margin: 0.79in }\n\t\tP { margin-bottom: 0.08in }\n\t\tA:link { so-language: zxx }\n--><\/style>\n<p lang=\"pt-BR\" align=\"JUSTIFY\">A g\u00eanese do movimento sionista que culmina na constitui\u00e7\u00e3o do Estado de Israel remete ao come\u00e7o do s\u00e9culo XX, em que o fundo financeiro internacional, que contou com a ativa participa\u00e7\u00e3o de banqueiros, como Lord Rothschild, permitiu \u00e0 aquisi\u00e7\u00e3o de terras na Palestina. Com o apoio do imperialismo brit\u00e2nico, <a href=\"http:\/\/espacosocialista.org\/portal\/wp-content\/uploads\/2014\/09\/intifada12.jpg\"><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" class=\"alignleft\" alt=\"intifada12\" src=\"http:\/\/espacosocialista.org\/portal\/wp-content\/uploads\/2014\/09\/intifada12-300x149.jpg\" width=\"300\" height=\"149\" \/><\/a>o projeto sionista se transformou em realidade a partir de 1923 e encontrou seu coroamento em 1948. Nesse per\u00edodo al\u00e9m de terras, os sionistas criaram suas organiza\u00e7\u00f5es pol\u00edticas e militares na regi\u00e3o. De maneira que ao fim da Segunda Guerra Mundial, os sionistas estavam plenamente preparados para enfrentar os ex\u00e9rcitos \u00e1rabes (ROTTA, 2012).<\/p>\n<p lang=\"pt-BR\" align=\"JUSTIFY\">No contexto da Guerra Fria, incitada pelo governo Truman, a cria\u00e7\u00e3o do Estado de Israel serviria plenamente para fortalecer a pol\u00edtica intervencionista dos EUA no Oriente M\u00e9dio. Observa-se que as decantadas doutrinas Truman e sionista, serviram para forjar os elementos necess\u00e1rios para interven\u00e7\u00e3o judaica e norte-americana na regi\u00e3o. No entanto, \u00e9 preciso desmistificar o car\u00e1ter nacionalista e religioso do processo de constitui\u00e7\u00e3o do Estado de Israel, pois ningu\u00e9m melhor do que os pr\u00f3prios judeus para entender que o capital n\u00e3o tem p\u00e1tria, pois estes viveram durante quase todo o per\u00edodo de desenvolvimento do cristianismo sem uma faixa de terra fixa e como estavam impossibilitados de possuir bens imobili\u00e1rios na Idade M\u00e9dia, aprenderam a viver preferencialmente da atividade comercial e a constituir as bases para o desenvolvimento do capital mercantil ou comercial, atividade que se constituiu como fundamental ao processo de supera\u00e7\u00e3o das rela\u00e7\u00f5es de produ\u00e7\u00e3o feudal e ao pleno desenvolvimento das rela\u00e7\u00f5es essencialmente capitalistas.<\/p>\n<p lang=\"pt-BR\" align=\"JUSTIFY\">O nacionalismo e a no\u00e7\u00e3o de que \u201cos judeus precisam de um lar ou uma p\u00e1tria\u201d serve somente aos prop\u00f3sitos de manipula\u00e7\u00e3o da consci\u00eancia das massas, e nesse aspecto, tem o mesmo efeito alienante que o fascismo exerce sobre elas; pois os sionistas, enquanto homens de expressiva fortuna, n\u00e3o careciam de p\u00e1tria, \u00e0 propor\u00e7\u00e3o em que o capital \u00e9 a sua terra p\u00e1tria. E o capital abre todas as portas e permite que os capitalistas vivam confortavelmente nas melhores regi\u00f5es desse planeta. Os banqueiros que financiaram o processo de constitui\u00e7\u00e3o do Estado de Israel n\u00e3o precisavam nem precisa de terra, porque possuem as melhores terras e as melhores mans\u00f5es existentes nos EUA, Alemanha, Inglaterra etc. A hist\u00f3ria do Brasil mostra isso, afinal, quem foram os primeiros senhores de engenho? Quem foram os grandes comerciantes de escravos e das distintas mercadorias? E hoje, quem \u00e9 o segundo homem mais rico do Brasil? A fam\u00edlia Safra n\u00e3o precisa da terra dos palestinos para viver ou para plantar. Mas o Banco Safra certamente precisa da ind\u00fastria da guerra, como precisa das riquezas minerais e naturais que existem no Oriente M\u00e9dio. E o Banco Safra tem influ\u00eancia na pol\u00edtica econ\u00f4mica brasileira suficiente para facilitar o interc\u00e2mbio comercial belicista entre Brasil e Israel.<\/p>\n<p lang=\"pt-BR\" align=\"JUSTIFY\">O sionismo n\u00e3o passa de uma ideologia que serve aos prop\u00f3sitos do imperialismo americano e aos interesses do sistema financeiro de proced\u00eancia sionista. A intensifica\u00e7\u00e3o do conflito faz parte do projeto de amplia\u00e7\u00e3o da hegemonia norte-americana no Oriente M\u00e9dio e dos banqueiros sionistas. E \u00e9 preciso n\u00e3o esquecer que o capital est\u00e1 numa crise que envolve todos os seus complexos. E a crise de expans\u00e3o e acumula\u00e7\u00e3o n\u00e3o pode ser resolvida; no entanto, ela pode ser adiada. E o que os homens de neg\u00f3cios que propagam a ideologia sionista buscam \u00e9 lan\u00e7ar para bem longe as sa\u00eddas estruturais para seu paciente terminal, e a melhor medida reparadora para o capital se chama guerra em pequena escala, (embora com intensa brutalidade, destrui\u00e7\u00e3o e mortes) haja vista que uma guerra em grande escala pode conduzir a III Guerra Mundial e a destrui\u00e7\u00e3o da humanidade.<\/p>\n<h1 lang=\"pt-BR\" style=\"text-align: left;\" align=\"CENTER\">A coloniza\u00e7\u00e3o israelense do territ\u00f3rio palestino<\/h1>\n<p lang=\"pt-BR\" align=\"JUSTIFY\">A forma\u00e7\u00e3o do Estado de Israel implicou na altera\u00e7\u00e3o das correla\u00e7\u00f5es de for\u00e7as presentes no Oriente M\u00e9dio, transformando a regi\u00e3o num verdadeiro barril de p\u00f3lvora. O terror propiciado pelo Estado de Israel intensificou a luta entre judeus e \u00e1rabes por territ\u00f3rio, recursos h\u00eddricos e minerais. A forma\u00e7\u00e3o da Organiza\u00e7\u00e3o para Liberta\u00e7\u00e3o da Palestina (OLP), pelos Estados \u00e1rabes, brotou na necessidade de minimizar os efeitos delet\u00e9rios da presen\u00e7a crescente do Estado sionista na regi\u00e3o. O momento marcante desse avan\u00e7o foi a Guerra dos Seis Dias (1967), em que Israel, valendo-se do elemento surpresa, controlou as colinas de Gol\u00e3 (pertencentes \u00e0 S\u00edria), do Monte Sinai e Faixa de Gaza (controlada pelo Egito), a Cisjord\u00e2nia (controlada pela Jord\u00e2nia) e Jerusal\u00e9m Oriental. Isso implica a amplia\u00e7\u00e3o de sua \u00e1rea de controle de 20 mil quil\u00f4metros quadrados para 102 mil quil\u00f4metros quadrados. Apesar dos protestos da ONU contra o movimento imperialista israelense, a determina\u00e7\u00e3o de devolu\u00e7\u00e3o dos territ\u00f3rios ocupados, segundo a resolu\u00e7\u00e3o 242 da ONU, nunca foi acatada pelo Estado terrorista. Isso conduziu a realiza\u00e7\u00e3o da ofensiva dos pa\u00edses \u00e1rabes (Egito e S\u00edria) contra Israel em outubro de 1973 (Guerra do Yom Kippur). (LAMAS, 2004).<\/p>\n<p lang=\"pt-BR\" align=\"JUSTIFY\">A guerra serviu para estreitar a participa\u00e7\u00e3o das grandes potenciais econ\u00f4micas na regi\u00e3o e culminou na forma\u00e7\u00e3o da OPEP (Organiza\u00e7\u00e3o dos Pa\u00edses Produtores de Petr\u00f3leo), servindo de marco expressivo da g\u00eanese da etapa hist\u00f3rica de crise estrutural do capital, em que o car\u00e1ter perdul\u00e1rio do capital ganharia corol\u00e1rios especiais. A posi\u00e7\u00e3o irrevers\u00edvel do Estado de Israel em rela\u00e7\u00e3o aos territ\u00f3rios ocupados impediu qualquer acordo de paz entre \u00e1rabes e judeus entre 1967 e 1978. Nesta data acontece o Acordo de Camp David, em que Israel entrega a Pen\u00ednsula do Sinai ao Egito e com isso consegue neutralizar uma das for\u00e7as mais expressivas do conflito. Em 1983, foi a vez de firmar Acordo com o L\u00edbano, mediante promessa de retirar suas for\u00e7as militares do pa\u00eds em troca da desintegra\u00e7\u00e3o do apoio \u00e0s a\u00e7\u00f5es da resist\u00eancia Palestina em territ\u00f3rio liban\u00eas. No entanto, a presen\u00e7a dos ex\u00e9rcitos israelenses nessa parte do oriente serviu para constituir organiza\u00e7\u00f5es de resist\u00eancias internas, como o Hezbollah. Mas, as for\u00e7as armadas israelenses somente se retiraram do L\u00edbano dezessete anos depois (2000). (LAMAS, 2004).<\/p>\n<p lang=\"pt-BR\" align=\"JUSTIFY\">Nos territ\u00f3rios palestinos, o movimento de resist\u00eancia se intensifica em 1987 com as intifadas organizadas pela OLP. Na perspectiva de encontrar uma sa\u00edda pacifista para o conflito, a OLP acaba reconhecendo o direito de exist\u00eancia do Estado de Israel e o mesmo deveria acontecer estrategicamente da parte israelense. Nessa perspectiva foram firmados acordos entre 1993 e 1999, pela media\u00e7\u00e3o de Arafat e Rabin, em que fica acertado gradual retirada das tropas israelenses dos territ\u00f3rios ocupados, a constitui\u00e7\u00e3o de uma Autoridade Nacional Palestina (AP), uma pol\u00edtica para resolver o problema dos refugiados palestinenses (4 milh\u00f5es de pessoas) e que os problemas territoriais n\u00e3o poderiam ser resolvidos pela for\u00e7a. E como nenhum dos acordos foi respeitado ao longo dos cinco anos, tentou-se um novo acordo em 2000, em Camp David (EUA), mas fracassou devido \u00e0 insist\u00eancia de Israel em manter os palestinos em quatro territ\u00f3rios separados e negar: 1) a possibilidade de soberania palestina em suas fronteiras; 2) autonomia de seu espa\u00e7o a\u00e9reo; 3) limita\u00e7\u00e3o de seus recursos h\u00eddricos. (LAMAS, 2004).<\/p>\n<p lang=\"pt-BR\" align=\"JUSTIFY\">Na primeira d\u00e9cada do s\u00e9culo XXI assistiu-se a intensifica\u00e7\u00e3o da expans\u00e3o israelense no territ\u00f3rio palestino, e ainda a constru\u00e7\u00e3o de um muro de prote\u00e7\u00e3o separando Israel da Cisjord\u00e2nia, repetindo o feito operado na Faixa de Gaza. O conflito se intensifica porque Israel aproveita a constru\u00e7\u00e3o do muro para invadir in\u00fameros quil\u00f4metros da Cisjord\u00e2nia e desrespeitar os limites estabelecidos pela linha verde fronteiri\u00e7a estabelecida em 1967 (LAMAS, 2004). Apesar das cr\u00edticas da comunidade internacional \u00e0 viola\u00e7\u00e3o dos direitos humanos e aos preceitos institu\u00eddos pela ONU, e tamb\u00e9m pela ilegalidade decretada pela Corte Internacional de Justi\u00e7a \u00e0 constitui\u00e7\u00e3o do referido muro, Israel n\u00e3o recuou um cent\u00edmetro sequer de prop\u00f3sitos de ocupa\u00e7\u00e3o militar dos territ\u00f3rios palestinos. Assim, o fracasso das negocia\u00e7\u00f5es no final do s\u00e9culo XX ajudou a intensificar a onda de viol\u00eancia da regi\u00e3o entre 2000-2005, em que as interven\u00e7\u00f5es belicistas de Israel foram seguidas pela segunda intifada e um conjunto de atentados orquestrados pelo Hamas e Fatah. Com isso a direita, agrupada em torno do Likud, fortaleceu-se ainda mais.<\/p>\n<p lang=\"pt-BR\" align=\"JUSTIFY\">O projeto expansionista sionista tem como letimotiv a guerra, pois esta \u00e9 \u00fanica maneira de superar suas fronteiras estabelecidas entre o rio Jord\u00e3o e o Mar Mediterr\u00e2neo e expandir seu territ\u00f3rio para os rios Nilo e Eufrates. Nesse contexto, a Palestina \u00e9 t\u00e3o somente a primeira barreira do projeto da grande Israel. E o processo de definhamento dos territ\u00f3rios palestinos \u00e9 plenamente atestado pelos dados: \u201cAlias, os palestinos tinham 100% das terras, passaram a ter 45% em 1947, cerca de 35% em 1967 e com as negocia\u00e7\u00f5es de paz de 1993, hoje possuem controle de menos de 22 da Palestina hist\u00f3rica\u201d (TOLEDO, 2014, p. 2)<\/p>\n<p lang=\"pt-BR\" align=\"JUSTIFY\">Ao contr\u00e1rio de Israel, n\u00e3o existe uma organiza\u00e7\u00e3o palestinense (OLP, Autoridade Palestina, Hamas e Fatah) que n\u00e3o tenha demonstrado interesse pela pacifica\u00e7\u00e3o da regi\u00e3o. O Hamas, por exemplo, abriu m\u00e3o de mandato obtido nas elei\u00e7\u00f5es parlamentares de 2006 em nome da busca de uma solu\u00e7\u00e3o negociada para o conflito, em que entregou o poder pol\u00edtico para representante da OLP e da AP de Mahmoud Abbas; diferentemente do partido da extrema-direita israelense (Likud) representado por Netanyahu, que afirma claramente n\u00e3o aceitar a exist\u00eancia de um Estado palestino soberano. Isso implica que Israel n\u00e3o abre m\u00e3o do controle da Faixa de Gaza e da Cisjord\u00e2nia, lembrando que Jerusal\u00e9m fica estabelecida no interior da Cisjord\u00e2nia. Reconhecer a autonomia deste territ\u00f3rio seria uma perda irrepar\u00e1vel para os prop\u00f3sitos econ\u00f4micos e estrat\u00e9gicos do poder sionista e um enfraquecimento do discurso religioso.<\/p>\n<h1 lang=\"pt-BR\" align=\"JUSTIFY\">O complexo industrial-militar israelense e seu terror de Estado<\/h1>\n<p lang=\"pt-BR\" align=\"JUSTIFY\">O clima de tens\u00e3o na regi\u00e3o tende a agravar-se, porque a paz n\u00e3o interessa ao quarto maior complexo industrial-militar do planeta, que emprega aproximadamente 22% de sua for\u00e7a ativa de trabalho e que acumula mais de 7,4 bilh\u00f5es apenas com a exporta\u00e7\u00e3o de seu sistema de defesa e assessoria militar. Diante de tal pot\u00eancia b\u00e9lica, nenhuma das na\u00e7\u00f5es vizinhas pode sentir-se em seguran\u00e7a perante o Estado sionista, uma vez que a quebra dos protocolos internacionais e das resolu\u00e7\u00f5es da ONU constitui-se como d\u00e9marche da referida pot\u00eancia b\u00e9lica. O direito reconhecido por Israel \u00e9 somente o direito baseado na for\u00e7a. O imperialismo israelense est\u00e1 plenamente articulado aos preceitos belicistas norte-americanos. E conta ainda com o apoio incondicional da Uni\u00e3o Europeia e da OTAN.<\/p>\n<p lang=\"pt-BR\" align=\"JUSTIFY\">Enquanto os israelenses possuem o 5\u00ba maior ex\u00e9rcito mundial, os palestinos est\u00e3o proibidos de constituir qualquer ex\u00e9rcito, e sua luta defensiva \u00e9 formada por armas artesanais, enquanto isso o ex\u00e9rcito israelense conta com os modernos artefatos qu\u00edmicos e nucleares. O ex\u00e9rcito \u00e9 superior ao conjunto dos ex\u00e9rcitos \u00e1rabes e segue completamente o desenvolvimento do complexo industrial-militar norte-americano. Enquanto a defesa palestina \u00e9 somente uma tentativa desesperada de resist\u00eancia, n\u00e3o possuindo nada da complexidade do arsenal contempor\u00e2neo, a m\u00e1quina de destrui\u00e7\u00e3o e morte de Israel conta com avi\u00f5es ca\u00e7as F16, helic\u00f3pteros Apache, tanques, blindados, porta-avi\u00f5es, e todo um sistema (avi\u00f5es-Heron TP, m\u00edsseis, ve\u00edculos-Guardium, navios-Protector) n\u00e3o tripulados. Este sistema tem como fundamento a tecnologia norte-americana conhecida como avi\u00f5es-espi\u00f5es ou invis\u00edveis, que s\u00e3o capazes de escapar do sistema de radar usualmente utilizado. Esses avi\u00f5es n\u00e3o tripulados atuam com poderio ofensivo capaz de produzir danos incalcul\u00e1veis aos palestinos.<\/p>\n<p lang=\"pt-BR\" align=\"JUSTIFY\">Al\u00e9m disso, o ex\u00e9rcito mort\u00edfero de Israel possui as multifuncionais m\u00e1quinas a\u00e9reas de apoio \u00e0 infantaria como: Hermes, desenvolvido pela Elbit Systems, e o Skylark. A parafern\u00e1lia mais avan\u00e7ada da ind\u00fastria b\u00e9lica, exportada ou fabricada pelo seu complexo industrial-militar, desrespeita completamente os direitos humanos e as conven\u00e7\u00f5es internacionais acerca dos prisioneiros de guerra. O terrorismo \u00e9 abertamente praticado pelo Estado, em que constantemente se humilha, tortura e mata prisioneiros (adultos, jovens e crian\u00e7as). A tortura e o assassinato de crian\u00e7as e mulheres denotam o claro interesse sionista de exterminar os palestinos. Os dados apontam que tr\u00eas de cada dez palestinos assassinados s\u00e3o crian\u00e7as.<\/p>\n<p lang=\"pt-BR\" align=\"JUSTIFY\">Isso revela o car\u00e1ter contradit\u00f3rio da hist\u00f3ria. Um povo que no passado foi v\u00edtima da persegui\u00e7\u00e3o e dos campos de concentra\u00e7\u00e3o, agora adota os mesmos procedimentos contra outro povo. Na verdade, n\u00e3o se trata da natureza de um povo, mas da natureza do capital e da necessidade de sua expans\u00e3o e acumula\u00e7\u00e3o, em que os seres humanos simplesmente s\u00e3o destitu\u00eddos de valor. O projeto sionista dos grandes banqueiros \u00e9 no fundo o projeto sociometab\u00f3lico de reprodu\u00e7\u00e3o do capital, em que a guerra comparece como uma de suas atividades mais lucrativas.<\/p>\n<p lang=\"pt-BR\" align=\"JUSTIFY\">A expans\u00e3o do Estado sionista \u00e9 somente uma das express\u00f5es do car\u00e1ter destrutivo e perdul\u00e1rio do capital. O bombardeio da Faixa de Gaza pela via\u00e7\u00e3o israelense, regi\u00e3o formada por aproximadamente 1,7 milh\u00f5es de pessoas em condi\u00e7\u00f5es subumanas, constitui-se como genoc\u00eddio e crime contra a humanidade. E o que \u00e9 crime de guerra, de um lado, \u00e9 laborat\u00f3rio para se testar a efici\u00eancia de seus produtos b\u00e9licos, do outro.<a href=\"http:\/\/espacosocialista.org\/portal\/wp-content\/uploads\/2014\/09\/cartoon-2009-Obama_boycotts_racism_summit_by_Latuff2.jpg\"><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" class=\"alignright\" alt=\"cartoon 2009 Obama_boycotts_racism_summit_by_Latuff2\" src=\"http:\/\/espacosocialista.org\/portal\/wp-content\/uploads\/2014\/09\/cartoon-2009-Obama_boycotts_racism_summit_by_Latuff2-276x300.jpg\" width=\"276\" height=\"300\" \/><\/a><\/p>\n<p lang=\"pt-BR\" align=\"JUSTIFY\">A m\u00e1quina da guerra serve para justificar a necessidade de expans\u00e3o do complexo industrial-militar. O projeto dos banqueiros sionistas de amplia\u00e7\u00e3o territorial \u00e9 somente um exemplo da natureza destrutiva do capital. E que o referido sistema sociometab\u00f3lico somente pode intensificar e agravar os problemas da humanidade, ou seja, ele somente pode intensificar a barb\u00e1rie, pois est\u00e1 estruturalmente impossibilitado de solucionar os problemas estruturais da humanidade.<\/p>\n<h1 lang=\"pt-BR\" style=\"text-align: left;\" align=\"CENTER\">Conclus\u00e3o<\/h1>\n<p lang=\"pt-BR\" align=\"JUSTIFY\">Ao inv\u00e9s de elevar as condi\u00e7\u00f5es de vida da humanidade, o capital prefere semear a guerra. Ao inv\u00e9s de emancipar o povo palestino do estado de exce\u00e7\u00e3o em que est\u00e1 enredado, o capital somente pode aprofundar o genoc\u00eddio e o exterm\u00ednio de seres humanos. O genoc\u00eddio dos palestinos praticado pelo Estado de Israel serve para revelar a natureza de todo Estado. Por isso, n\u00e3o se constitui nenhum exagero afirmar que o exterm\u00ednio de crian\u00e7as palestinas em Gaza \u00e9 somente prel\u00fadio do projeto de exterm\u00ednio da humanidade pelo capital. Os ex\u00e9rcitos israelenses n\u00e3o matam apenas jovens e adultos, assassinam crian\u00e7as indefesas e inocentes. Isso denota o estado de barb\u00e1rie e desumanidade desses tempos hodiernos. Por isso, a humanidade deve erguer-se hoje contra o Estado de Israel como deve erguer-se contra o capital, que recorre permanentemente ao Estado para criminalizar os trabalhadores e os movimentos sociais em todo o mundo.<\/p>\n<p lang=\"pt-BR\" align=\"JUSTIFY\">Lutar n\u00e3o \u00e9 um crime. Os palestinos t\u00eam todo o direito de resistir \u00e0 ofensiva israelense. Crime \u00e9 o que o Estado de Israel est\u00e1 fazendo. Crime \u00e9 o que o capital est\u00e1 fazendo, pela media\u00e7\u00e3o do aparato repressivo do Estado, com os trabalhadores em todo o mundo, inclusive no Brasil. Enquanto o Estado de Israel representa barb\u00e1rie e destrui\u00e7\u00e3o da humanidade, a defesa da causa palestina representa o direito do resistir contra o capital e o imperialismo orquestrado pela m\u00e1quina de guerra alimentada pelos banqueiros sionistas.<\/p>\n<p lang=\"pt-BR\" align=\"CENTER\">Refer\u00eancias bibliogr\u00e1ficas<\/p>\n<p lang=\"pt-BR\" align=\"JUSTIFY\">LAMAS, B\u00e1rbara Gomes. Palestina e Israel: acordos de Oslo, Camp David II e Mapa da Paz. Conjuntura Internacional, PUC &#8211; Minas, 2004. Endere\u00e7o. <a href=\"http:\/\/www.pucminas.br\/imagedb\/conjuntura\/CNO_ARQ_NOTIC20050802162917.pdf\" target=\"_blank\">http:\/\/www.pucminas.br\/imagedb\/conjuntura\/CNO_ARQ_NOTIC20050802162917.pdf<\/a>. Acesso em 02 de agosto de 2014.<\/p>\n<p lang=\"pt-BR\" align=\"JUSTIFY\">ROTTA, Helen Rocha. A doutrina Truman e a cria\u00e7\u00e3o do Estado de Israel: o lobby judaico na pol\u00edtica americana. Revista Historiador, no. 05. Dezembro de 2012.<\/p>\n<p lang=\"pt-BR\" align=\"JUSTIFY\">TOLEDO, Thomas. 10 mentiras de Israel contra os palestinos. Endere\u00e7o: <a href=\"http:\/\/cebrapaz.org.br\/site\/todas-as-noticias\/1043-10-mentiras-de-israel-sobre-o-genocidio-contra-os-palestinos-por-thomas-de-toledo.html\" target=\"_blank\">http:\/\/cebrapaz.org.br\/site\/todas-as-noticias\/1043-10-mentiras-de-israel-sobre-o-genocidio-contra-os-palestinos-por-thomas-de-toledo.html<\/a>. Acesso em 04 de agosto de 2014.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A g\u00eanese do movimento sionista que culmina na constitui\u00e7\u00e3o do Estado de Israel remete ao come\u00e7o do s\u00e9culo XX, em<\/p>\n","protected":false},"author":3,"featured_media":0,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[6],"tags":[],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.espacosocialista.org\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/3271"}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.espacosocialista.org\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.espacosocialista.org\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.espacosocialista.org\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/users\/3"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.espacosocialista.org\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=3271"}],"version-history":[{"count":7,"href":"https:\/\/www.espacosocialista.org\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/3271\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":3296,"href":"https:\/\/www.espacosocialista.org\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/3271\/revisions\/3296"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.espacosocialista.org\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=3271"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.espacosocialista.org\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=3271"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.espacosocialista.org\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=3271"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}