{"id":3396,"date":"2014-09-18T21:54:49","date_gmt":"2014-09-19T00:54:49","guid":{"rendered":"http:\/\/espacosocialista.org\/portal\/?p=3396"},"modified":"2014-10-17T07:55:49","modified_gmt":"2014-10-17T10:55:49","slug":"jornal-72-marina-alternativa-da-burguesia-assim-como-dilma-e-aecio","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.espacosocialista.org\/portal\/2014\/09\/jornal-72-marina-alternativa-da-burguesia-assim-como-dilma-e-aecio\/","title":{"rendered":"Jornal 72: Marina, alternativa da burguesia (assim como Dilma e A\u00e9cio)"},"content":{"rendered":"<p>Marina faz um discurso amb\u00edguo e abstrato; evita dizer claramente o que pretende e como ir\u00e1 governar; busca dialogar com as demandas dos movimentos de junho\/2013 e com a classe m\u00e9dia; fala de uma \u201cNova Pol\u00edtica\u201d e da necessidade de romper a polariza\u00e7\u00e3o entre PT e PSDB. Ou seja, mistura v\u00e1rios ingredientes de apelo popular, se apresentando como alternativa ao desgaste das institui\u00e7\u00f5es e dos pol\u00edticos.<br \/>\nMas um r\u00e1pido exame de sua trajet\u00f3ria, seus apoiadores, e seu programa, mostra que sua candidatura, assim como a de A\u00e9cio e Dilma, \u00e9 apenas mais uma das roupagens para o mesmo projeto do capital para o pa\u00eds. \u00c9 uma reciclagem dos interesses empresariais.<\/p>\n<h1>Marina, sua trajet\u00f3ria e seus v\u00ednculos te entregam&#8230;<\/h1>\n<p>Marina se gaba de ter iniciado sua atua\u00e7\u00e3o pol\u00edtica ao lado de Chico Mendes. Mas a verdade \u00e9 que o grupo de Marina era o setor mais \u00e0 direita dentro do PT na regi\u00e3o. Chico Mendes era reconhecidamente um sindicalista, cuja luta ligava os interesses de preserva\u00e7\u00e3o do ambiente \u00e0s condi\u00e7\u00f5es de trabalho e de vida dos povos da Floresta. J\u00e1 Marina embarcou numa defesa abstrata do ambiente, bem ao gosto das ONG\u2019s estrangeiras que pretendiam &#8211; e ainda pretendem &#8211; a \u201cinternacionaliza\u00e7\u00e3o\u201d da Amaz\u00f4nia como forma de melhor se apropriar de sua biodiversidade e territ\u00f3rio.<br \/>\nQuando Lula foi eleito em 2002, aproveitou a imagem de Marina como ambientalista e sua hist\u00f3ria inicial para coloc\u00e1-la como Ministra do Ambiente, e assim encobrir e tornar aceit\u00e1vel a entrega de enormes setores da Floresta Amaz\u00f4nica e do Pantanal ao desmatamento e ao agroneg\u00f3cio.<br \/>\nDurante sua gest\u00e3o no Minist\u00e9rio do Ambiente, o desmatamento aumentou violentamente e os transg\u00eanicos foram liberados. Marina s\u00f3 deixou o minist\u00e9rio no meio do segundo mandato de Lula, quando viu que o desgaste j\u00e1 era grande, e que havia a oportunidade de sair por cima e entrar no Partido Verde.<br \/>\nA partir da\u00ed, se aproximou de setores do empresariado como a Natura, o Ita\u00fa, e outros grupos, e elaborou um discurso gen\u00e9rico, buscando a media\u00e7\u00e3o entre PT e PSDB, com uma defesa do ambiente e da sustentabilidade e ao mesmo tempo do capital. Uma contradi\u00e7\u00e3o absoluta.<br \/>\nSua for\u00e7a nas elei\u00e7\u00f5es de 2010 (a chamada onda verde) consistia no fato de que representava um voto contra ambos os partidos j\u00e1 desgastados, um voto pela negativa, mas indefinido; n\u00e3o foi uma vota\u00e7\u00e3o de esquerda.<br \/>\nPor pouco n\u00e3o foi para o segundo turno, mas montou um Instituto financiado por ningu\u00e9m menos que Maria Alice Setubal, a Neca, herdeira do grupo It\u00e1u, que apenas em 2013 doou cerca de R$ 1 milh\u00e3o, bancando 83% dos custos do Instituto. Neca \u00e9 hoje a coordenadora de campanha e amiga de Marina, que tamb\u00e9m tem liga\u00e7\u00e3o com outras empresas como a Natura e a Funda\u00e7\u00e3o Porticus. No ano passado, recebeu R$ 1,6 milh\u00e3o em palestras. Quem ser\u00e1 que pagou?<br \/>\nMarina fez alarde de que n\u00e3o aceitaria doa\u00e7\u00f5es de empresas da ind\u00fastria de armas, tabaco, bebidas, por\u00e9m dos bancos e demais empresas sim&#8230; Depois, M\u00e1rcio Fran\u00e7a, tesoureiro do PSB e de sua campanha, se rendeu ao pragmatismo eleitoral dizendo que aceita qualquer dinheiro, \u201cvenha de onde vier\u201d&#8230;<br \/>\nPara ganhar o apoio dos setores reacion\u00e1rios, igrejas evang\u00e9licas e suas lideran\u00e7as como o homof\u00f3bico Silas Malafaia, Marina abriu m\u00e3o da defesa do casamento civil igualit\u00e1rio, e tamb\u00e9m excluiu de seu programa a defesa do PLC 122\/06. Esse PLC \u00e9 defendido pelo movimento LGBTT, pois equipara a discrimina\u00e7\u00e3o baseada na orienta\u00e7\u00e3o sexual e na\u00a0identidade de g\u00eanero \u00e0quelas j\u00e1 previstas em lei para quem\u00a0discrimina em raz\u00e3o de cor, etnia, nacionalidade e religi\u00e3o. Dilma agiu do mesmo jeito em 2010, ao voltar atr\u00e1s na defesa da legaliza\u00e7\u00e3o do aborto e depois travando a distribui\u00e7\u00e3o do material sobre educa\u00e7\u00e3o sexual (o kit anti-homofobia).<\/p>\n<h1>Marina, um novo Collor?<\/h1>\n<p>Anos de governo do PT foram importantes para a burguesia porque seguraram os movimentos e ao mesmo tempo conseguiram arbitrar os v\u00e1rios interesses do pr\u00f3prio capital e do imperialismo. Lula mesmo disse que a burguesia n\u00e3o tem do que se queixar em seu governo e no da Dilma.<br \/>\nMas \u00e9 n\u00edtido que a pol\u00edtica econ\u00f4mica que o PT aplicou, principalmente a partir da crise de 2009, de endividamento disparado das fam\u00edlias e do estado, isen\u00e7\u00f5es de impostos para setores do capital, visando incentivar o consumo, mostra seu esgotamento.<br \/>\nO aumento da competi\u00e7\u00e3o, no contexto de uma profunda crise estrutural, tem feito com que os paliativos administrados pelo governo do PT sejam cada vez mais passageiros e com menores resultados. Todos os dados mostram dificuldades econ\u00f4micas crescentes. Tecnicamente, o pa\u00eds est\u00e1 em recess\u00e3o.<br \/>\nO capital precisa de um endurecimento da pol\u00edtica econ\u00f4mica e est\u00e1 flertando com as alternativas que possam melhor administrar esse rem\u00e9dio extremamente amargo sobre a sociedade, em particular sobre os trabalhadores. Independente de quem seja o vencedor (Dilma, Marina ou A\u00e9cio) o que se prepara \u00e9 um choque econ\u00f4mico, com medidas como essas:<br \/>\n&#8211; Restri\u00e7\u00e3o da infla\u00e7\u00e3o oficial (n\u00e3o necessariamente a real) para o centro da meta em 4,5% ao ano. Dentro da l\u00f3gica do capital, isso s\u00f3 \u00e9 poss\u00edvel aumentando os juros e contraindo o cr\u00e9dito, freando violentamente o consumo e levando \u00e0 queda dos pre\u00e7os.<br \/>\n&#8211; Desemprego, provocado por esse processo recessivo de aumento dos juros e restri\u00e7\u00e3o do cr\u00e9dito. As empresas querem se reestruturar demitindo trabalhadores e sobrecarregando os que fiquem. J\u00e1 h\u00e1 um processo de demiss\u00f5es e layoffs em v\u00e1rias empresas.<br \/>\n&#8211; Ataques aos direitos trabalhistas e aumento da intensidade do trabalho, com as empresas se aproveitando do desemprego crescente. H\u00e1 o chamado Acordo Coletivo Especial que deve voltar \u00e0 pauta do Congresso, com o objetivo de desregulamentar as rela\u00e7\u00f5es trabalhistas, criando a \u201clivre negocia\u00e7\u00e3o\u201d que na pr\u00e1tica acaba com v\u00e1rios direitos.<br \/>\n&#8211; Reforma Tribut\u00e1ria, com redu\u00e7\u00e3o permanente e horizontal (para todos os setores) dos impostos como IPI, ICMS, contribui\u00e7\u00f5es das empresas sobre a folha de pagamentos, etc.<br \/>\n&#8211; Privatiza\u00e7\u00e3o total de ramos e empresas hoje j\u00e1 semiprivatizados como a Petrobr\u00e1s (cuja maioria das a\u00e7\u00f5es j\u00e1 est\u00e3o em m\u00e3os privadas), o Banco do Brasil, a Caixa Econ\u00f4mica, etc.<br \/>\n&#8211; Corte dos gastos p\u00fablicos (leia-se congelamento dos sal\u00e1rios do funcionalismo p\u00fablico e demiss\u00f5es) e avan\u00e7o dos m\u00e9todos da iniciativa privada no interior do servi\u00e7o p\u00fablico. Reforma da Previd\u00eancia, com aumento da idade para se aposentar.<br \/>\n&#8211; Endurecimento com os movimentos com repress\u00e3o e persegui\u00e7\u00e3o aos ativistas.<\/p>\n<p>Essa agenda empresarial n\u00e3o \u00e9 nova, tem sido aplicada desde Collor, Itamar e FHC. Durante os anos de governo do PT, a entrada de capitais externos, o incentivo ao cr\u00e9dito, e a resist\u00eancia dos trabalhadores fizeram com que v\u00e1rios pontos dessa agenda fossem mediados, ou jogados para depois. Mas tudo indica que a partir de agora o capital cobra a implementa\u00e7\u00e3o de sua agenda muito mais a fundo. E precisa de um governo que se comprometa fielmente e sem pudor.<br \/>\nIsso tudo joga a favor da elei\u00e7\u00e3o de Marina, cujo principal acessor econ\u00f4mico e poss\u00edvel ministro da Fazenda, Eduardo Gianetti, \u00e9 defensor de um choque econ\u00f4mico com as medidas citadas acima. A burguesia \u201cpira\u201d&#8230; Nesse caso um governo Marina teria caracter\u00edsticas de um novo Collor, para fazer o trabalho sujo e quem sabe, depois ser descartado.<\/p>\n<h1>Ou Dilma, gerente do capital&#8230;<\/h1>\n<p>Mas, ao mesmo tempo em que Marina representa uma alternativa desej\u00e1vel, a maioria da burguesia treme de pensar que poderia ser um governo extremamente inst\u00e1vel, que ao se chocar com o movimento pode n\u00e3o ter a for\u00e7a suficiente para se manter. Qual a estrutura de um governo Marina? Com quais partidos poder\u00e1 efetivamente contar? Teria o apoio dos sindicatos como o governo Dilma? O acirramento social, ao dar for\u00e7a ao setor evang\u00e9lico, n\u00e3o seria mais um fator de instabilidade pol\u00edtica? Enfim, s\u00e3o perguntas para as quais nem a burguesia nem seus analistas e experts t\u00eam a resposta.<br \/>\nAo mesmo tempo, o governo Dilma procura tranquilizar a burguesia e os setores reacion\u00e1rios, de que vai ainda mais \u00e0 direita. Dilma mandou desengavetar um projeto de Lei que estava parado desde 2009, e que estabelece basicamente duas coisas: isen\u00e7\u00e3o total de impostos para as igrejas evang\u00e9licas e o n\u00e3o reconhecimento de direitos trabalhistas para auxiliares dos pastores (obreiros, presb\u00edteros, etc). Al\u00e9m disso, declarou que num pr\u00f3ximo governo ir\u00e1 trocar sua equipe econ\u00f4mica, num claro aceno de que far\u00e1 um governo muito mais duro nas metas que o mercado financeiro e o capital de conjunto querem.<br \/>\nQuanto a A\u00e9cio, n\u00e3o precisamos cansar os leitores, pois seu vi\u00e9s de direita \u00e9 mais vis\u00edvel. Foi o PSDB que deu sustentabilidade ao projeto neoliberal no Brasil.<\/p>\n<h1>Para n\u00f3s, s\u00f3 vai sobrar a luta!<\/h1>\n<p>Para n\u00f3s trabalhadores e estudantes fica a certeza de que qualquer uma das alternativas \u201cvi\u00e1veis\u201d nessas elei\u00e7\u00f5es estar\u00e3o a servi\u00e7o do mesmo projeto geral do capital.<br \/>\nPrecisamos nos preparar e preparar os trabalhadores, denunciando todas essas candidaturas e seus partidos, e chamando ao fortalecimento da luta e da organiza\u00e7\u00e3o de base, ao mesmo tempo apresentando e discutindo um programa socialista para uma mudan\u00e7a a favor dos trabalhadores, que seja feita pelos trabalhadores com suas organiza\u00e7\u00f5es de luta.<\/p>\n<p>PSOL aceita doa\u00e7\u00f5es da burguesia&#8230; PSTU critica, mas se aproveita&#8230;<br \/>\nUm dos elementos de coopta\u00e7\u00e3o e corrup\u00e7\u00e3o do PT foi a aceita\u00e7\u00e3o das doa\u00e7\u00f5es de empresas em suas campanhas. Hoje, a campanha de Dilma \u00e9 a que mais recebe doa\u00e7\u00f5es de empres\u00e1rios \u2013 R$123 milh\u00f5es at\u00e9 agora -, e ainda tem o segundo turno. Se reeleita, seu governo tem dono.<br \/>\nA rejei\u00e7\u00e3o a qualquer doa\u00e7\u00e3o de empresas ou empres\u00e1rios \u00e9 uma quest\u00e3o de princ\u00edpios para qualquer organiza\u00e7\u00e3o, partido ou movimento que pretenda manter sua independ\u00eancia de classe.<br \/>\nMas na \u00e2nsia por eleger parlamentares, setores importantes da esquerda est\u00e3o capitulando e abrindo m\u00e3o desse ponto fundamental.<br \/>\nO PSOL tenta se apresentar como partido da \u00e9tica e da mudan\u00e7a, mas desde 2008 passou a aceitar dinheiro das empresas, primeiro na figura da Gerdau \u2013 gigante do ramo de a\u00e7o.<br \/>\nAgora, o PSOL do Rio Grande do Sul recebe doa\u00e7\u00f5es do Grupo Zaffari \u2013que representa a quinta maior rede de supermercados do Brasil e a primeira do RS.<br \/>\nJ\u00e1 em Alagoas, a candidata ao senado pela Frente de Esquerda (PSOL\/PSTU), Helo\u00edsa Helena, aceitou apoio de representantes do PSDB, do governador Teot\u00f4nio Vilela e de usineiros de Alagoas.<br \/>\nJ\u00e1 o PSTU, que critica corretamente o PSOL em ambos os casos, rompeu com a candidatura de Helo\u00edsa Helena, mas permanece na Frente eleitoral com o PSOL, assim como no Rio Grande do Sul. Com isso, o PSTU tamb\u00e9m se beneficia do dinheiro recebido das empresas (RS) como do apoio de pol\u00edticos burgueses (Al), pois tanto o dinheiro como o apoio pol\u00edtico acabam chamando votos para a Frente de conjunto, o que conta para a elei\u00e7\u00e3o de seus candidatos. Para ser coerente, o PSTU deveria romper com a Frente de Esquerda nos estados em que o PSOL aceitar dinheiro ou apoio da burguesia.<br \/>\nAssim, por tr\u00e1s do discurso de esquerda, sua pr\u00e1tica tamb\u00e9m acaba sendo oportunista, priorizando eleger seus candidatos ao inv\u00e9s de aproveitar para ter uma postura coerente, diferenciada e educativa para os trabalhadores e a vanguarda.<br \/>\nO mesmo problema aconteceu nas elei\u00e7\u00f5es passadas, em Bel\u00e9m, quando o PSTU permaneceu na Frente com PSOL e PC do B (partido governista), rompendo apenas depois do 1\u00ba turno, quando j\u00e1 havia eleito seu vereador&#8230; pela Frente.<br \/>\nN\u00e3o somos contra a elei\u00e7\u00e3o de candidatos comprometidos com a luta e com um programa dos trabalhadores. Mas essa postura inconsequente do PSTU \u00e9 problem\u00e1tica, pois nesses casos a t\u00e1tica (eleger candidatos) est\u00e1 comprometendo a estrat\u00e9gia que deve ser a independ\u00eancia da luta e organiza\u00e7\u00e3o dos trabalhadores frente \u00e0 burguesia e seus partidos.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Marina faz um discurso amb\u00edguo e abstrato; evita dizer claramente o que pretende e como ir\u00e1 governar; busca dialogar com<\/p>\n","protected":false},"author":3,"featured_media":0,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[6],"tags":[],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.espacosocialista.org\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/3396"}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.espacosocialista.org\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.espacosocialista.org\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.espacosocialista.org\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/users\/3"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.espacosocialista.org\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=3396"}],"version-history":[{"count":3,"href":"https:\/\/www.espacosocialista.org\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/3396\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":3400,"href":"https:\/\/www.espacosocialista.org\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/3396\/revisions\/3400"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.espacosocialista.org\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=3396"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.espacosocialista.org\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=3396"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.espacosocialista.org\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=3396"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}