{"id":3463,"date":"2014-10-17T07:49:14","date_gmt":"2014-10-17T10:49:14","guid":{"rendered":"http:\/\/espacosocialista.org\/portal\/?p=3463"},"modified":"2014-10-17T07:49:14","modified_gmt":"2014-10-17T10:49:14","slug":"greves-do-2-semestre-trabalhadores-contra-os-patroes-os-governos-e-as-burocracias-sindicais","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.espacosocialista.org\/portal\/2014\/10\/greves-do-2-semestre-trabalhadores-contra-os-patroes-os-governos-e-as-burocracias-sindicais\/","title":{"rendered":"Greves do 2 semestre: trabalhadores contra os patr\u00f5es, os governos e as burocracias sindicais"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: justify;\">\n<p style=\"text-align: justify;\"><a href=\"http:\/\/espacosocialista.org\/portal\/wp-content\/uploads\/2014\/10\/greve.jpg\"><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" class=\"alignnone size-full wp-image-3464\" alt=\"greve\" src=\"http:\/\/espacosocialista.org\/portal\/wp-content\/uploads\/2014\/10\/greve.jpg\" width=\"259\" height=\"194\" srcset=\"https:\/\/www.espacosocialista.org\/portal\/wp-content\/uploads\/2014\/10\/greve.jpg 259w, https:\/\/www.espacosocialista.org\/portal\/wp-content\/uploads\/2014\/10\/greve-80x60.jpg 80w\" sizes=\"(max-width: 259px) 100vw, 259px\" \/><\/a><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\nNo segundo semestre de todo ano acontecem as campanhas salariais de importantes categorias profissionais, como metal\u00fargicos, qu\u00edmicos, petroleiros, banc\u00e1rios e ecetistas (funcion\u00e1rios da ECT &#8211; Empresa de Correios e Tel\u00e9grafos). A campanha dos qu\u00edmicos acontece em novembro, afastada das demais, e assim como a dos metal\u00fargicos, \u00e9 negociada regi\u00e3o por regi\u00e3o. As demais categorias, por\u00e9m, possuem acordos nacionais. Petroleiros e ecetistas negociam praticamente com uma s\u00f3 empresa em cada caso, a Petrobr\u00e1s e a ECT, sendo a primeira com maioria estatal na dire\u00e7\u00e3o e a segunda totalmente estatal. No caso dos banc\u00e1rios, os funcion\u00e1rios do Banco do Brasil, Caixa Econ\u00f4mica Federal, Banco do Nordeste &#8211; BNB e Banco da Amaz\u00f4nia &#8211; BASA &#8211; praticamente metade da categoria, tamb\u00e9m t\u00eam o governo federal como patr\u00e3o.<br \/>\nEssas categorias s\u00e3o algumas das mais estrat\u00e9gicas para o funcionamento da economia. Caso fossem influenciadas pelo mesmo fen\u00f4meno das greves do primeiro semestre, e de alguma forma reproduzissem o processo, isso poderia significar um salto importante para a classe trabalhadora no Brasil. No in\u00edcio do ano, trabalhadores de categorias mais precarizadas, como garis, rodovi\u00e1rios, trabalhadores da constru\u00e7\u00e3o civil, fizeram greves em v\u00e1rias cidades do pa\u00eds, com uma caracter\u00edstica muito positiva, a auto-organizar\u00e3o da luta, com a forma\u00e7\u00e3o de comandos de greve diretamente a partir das assembleias de base.<br \/>\nEssas greves passaram por cima das dire\u00e7\u00f5es sindicais, que em alguns casos j\u00e1 haviam assinado acordos rebaixados, e chegaram a passar por cima at\u00e9 de decis\u00f5es judiciais, enfrentando tamb\u00e9m a grande m\u00eddia empresarial e pr\u00f3-patronal, e a repress\u00e3o dos governos. Conseguiram ganhar o apoio da opini\u00e3o p\u00fablica e por fim alcan\u00e7aram vit\u00f3rias econ\u00f4micas significativas.<\/p>\n<h2 style=\"text-align: justify;\">O PAPEL NEFASTO DAS BUROCRACIAS SINDICAIS<\/h2>\n<p style=\"text-align: justify;\">Uma onda de &#8220;greves selvagens&#8221; nas categorias mais organizadas, ao estilo das que aconteceram no 1\u00ba semestre, poderia representar um s\u00e9rio desafio para a classe capitalista e o governo. Para contornar esse desafio em favor da burguesia e do governo, entra em cena a burocracia sindical. Chamamos de burocracia o conjunto de indiv\u00edduos que se apropria dos organismos de representa\u00e7\u00e3o e luta dos trabalhadores e os transformam num meio para acumular privil\u00e9gios (n\u00e3o trabalham, recebem ajudas de custo, carro, celular, viagens, etc.), convertendo-se numa camada social com interesses pr\u00f3prios, diferentes e opostos aos das categorias que deveriam representar.<br \/>\nAs principais centrais sindicais do pa\u00eds (CUT, For\u00e7a Sindical, CTB, UGT, etc.), que comandam milhares de sindicatos e negociam em nome das principais categorias, est\u00e3o h\u00e1 d\u00e9cadas sob comando de grupos burocr\u00e1ticos. Essas burocracias sindicais transformaram os sindicatos em instrumentos de concilia\u00e7\u00e3o de classe, impedindo as lutas, priorizando as negocia\u00e7\u00f5es com governos e patr\u00f5es, assinando acordos lesivos aos trabalhadores, sacramentando demiss\u00f5es, arrocho salarial, precariza\u00e7\u00e3o, terceiriza\u00e7\u00e3o, deteriora\u00e7\u00e3o das condi\u00e7\u00f5es de trabalho, etc.<br \/>\nAtrav\u00e9s da participa\u00e7\u00e3o nos fundos de pens\u00e3o, os burocratas sindicais passaram a participar diretamente da gest\u00e3o dos neg\u00f3cios ao lado da burguesia, integrando-se organicamente aos interesses capitalistas. No caso da CUT e CTB, dirigidas respectivamente pelo PT e PCdoB, as centrais transformaram os sindicatos em aparelhos a servi\u00e7o da pol\u00edtica eleitoral dos governos Lula e Dilma (a For\u00e7a Sindical, antes ligada ao PDT, tornou-se base para um novo partido composto apenas de burocratas sindicais, o Solidariedade, e passou-se para o bloco da oposi\u00e7\u00e3o burguesa, ao lado do PSDB, DEM e demais).<br \/>\nAo inv\u00e9s de organiza\u00e7\u00f5es a servi\u00e7o da luta dos trabalhadores, os sindicatos se tornam espa\u00e7os de reprodu\u00e7\u00e3o da ideologia capitalista, aceitando o trabalho assalariado, a regulamenta\u00e7\u00e3o das rela\u00e7\u00f5es sociais pelo Estado, a concilia\u00e7\u00e3o com a patronal, a ideologia competitiva e meritocr\u00e1tica, etc. Muitas vezes, s\u00e3o mais &#8220;clubes de conv\u00eanios&#8221; do que organiza\u00e7\u00f5es para a luta.<br \/>\nAl\u00e9m do trabalho pol\u00edtico e ideol\u00f3gico de defesa do capitalismo e dos governos burgueses de plant\u00e3o, as burocracias sindicais usam seu controle sobre as entidades para sabotar diretamente a luta. Esse ano, na assembleia dos ecetistas em S\u00e3o Paulo, os trabalhadores votaram em favor da greve por grande maioria, mas a dire\u00e7\u00e3o do sindicato proclamou que a proposta da empresa tinha sido aceita, encerrou a assembleia, desligou o microfone, fugiu do local e deixou um batalh\u00e3o de brutamontes para lidar com a revolta dos trabalhadores, que partiram para pancadaria. Essa revolta dos trabalhadores foi in\u00fatil, j\u00e1 que n\u00e3o tiveram for\u00e7as para organizar a greve independentemente da dire\u00e7\u00e3o do sindicato. Em outros estados chegou a ser decretada a greve nos Correios, que logo em seguida teve que recuar, j\u00e1 que S\u00e3o Paulo concentra 40% do tr\u00e1fego postal do pa\u00eds. Com isso, a categoria n\u00e3o teve greve esse ano e ficou sujeita a um acordo rebaixado assinado contra a sua vontade.<\/p>\n<h2 style=\"text-align: justify;\">O PESO DECISIVO DAS DIRE\u00c7\u00d5ES SINDICAIS<\/h2>\n<p style=\"text-align: justify;\">Esse m\u00e9todo de &#8220;tratorar&#8221; a assembleia, usado nesse caso por uma dire\u00e7\u00e3o sindical comandada pela CTB\/PCdoB, j\u00e1 foi usado em outros momentos pela CUT\/PT, em assembleias de banc\u00e1rios, professores, etc. Para ficarmos num exemplo oposto, a greve dos trabalhadores da USP, que come\u00e7ou ainda antes da Copa do Mundo, durou mais de 100 dias, enfrentando a repress\u00e3o policial, o autoritarismo da reitoria e do governo do estado, o bloqueio da m\u00eddia, e conseguiu parte das reivindica\u00e7\u00f5es; fez tudo isso pelo fato de que contou com uma dire\u00e7\u00e3o sindical combativa, que apostou corretamente no m\u00e9todo do comando de greve formado por delegados de base.<br \/>\nO papel das dire\u00e7\u00f5es sindicais pode ser decisivo para fazer com que as lutas avancem ou retrocedam. As seguidas trai\u00e7\u00f5es da burocracia sindical (como esta dos correios de S\u00e3o Paulo) s\u00e3o um elemento importante para desmobilizar as categorias, j\u00e1 que os trabalhadores deixam de acreditar que a luta possa dar resultado. Esse fen\u00f4meno \u00e9 particularmente marcante no caso dos banc\u00e1rios, que fazem greve todos os anos desde 2003, mas n\u00e3o participam dos piquetes e assembleias, porque odeiam a dire\u00e7\u00e3o do sindicato.<br \/>\nOs banc\u00e1rios at\u00e9 aderem \u00e0s greves em bom n\u00famero em alguns anos, mas n\u00e3o porque acreditam na greve como forma de lutar contra a empresa e conseguir conquistas, e sim como uma forma de al\u00edvio moment\u00e2neo do dia a dia de trabalho insuport\u00e1vel (enquanto a burocracia sindical negocia acordos rebaixados e que n\u00e3o tocam nas quest\u00f5es que afetam a categoria, como estabilidade, fim das metas e do ass\u00e9dio moral, mais contrata\u00e7\u00f5es, etc.).<br \/>\nComo acabamos de ver, a trai\u00e7\u00e3o da burocracia sindical garantiu que n\u00e3o houvesse greve nacional numa categoria importante, os ecetistas. No caso de Correios, tratorou-se as assembleias. No caso de petroleiros, a FUP\/CUT, que dirige a maioria dos sindicatos, aceitou a primeira proposta da empresa, sem sequer chamar greve. No momento em que escrevemos, os banc\u00e1rios s\u00e3o a \u00fanica categoria ainda em greve, mas com o mesmo tipo de ades\u00e3o passiva ou &#8220;greve de pijama&#8221; que descrevemos acima. Uma a uma, as principais categorias nacionais s\u00e3o isoladas umas das outras e desmobilizadas.<br \/>\nAl\u00e9m de tratorar as assembleias, a burocracia tem o controle das mesas de negocia\u00e7\u00f5es, em que n\u00e3o est\u00e1 presente nenhum trabalhador do &#8220;ch\u00e3o de f\u00e1brica&#8221;, de modo que pode assinar acordos entre quatro paredes com a patronal sem que a categoria sequer tome conhecimento. A burocracia controla tamb\u00e9m o calend\u00e1rio, definindo quando v\u00e3o acontecer assembleias de deflagra\u00e7\u00e3o de greve. O calend\u00e1rio definido pela burocracia impediu que as campanhas das categorias nacionais acontecessem numa mesma data e que se unificassem as lutas numa esp\u00e9cie de \u201cquase greve geral\u201d.<\/p>\n<h2 style=\"text-align: justify;\">A BUROCRACIA SINDICAL COMO INSTRUMENTO DO GOVERNO DO PT<\/h2>\n<p style=\"text-align: justify;\">Uma greve conjunta de ecetistas, petroleiros, banc\u00e1rios, com assembleias conjuntas, piquetes, passeatas, etc., colocaria essas categorias num enfrentamento direto contra os patr\u00f5es e principalmente o governo, justamente o que as burocracias sindicais querem evitar num per\u00edodo eleitoral. A prioridade dos burocratas \u00e9 a reelei\u00e7\u00e3o de Dilma e as campanhas dos candidatos petistas, e n\u00e3o a luta das categorias contra os patr\u00f5es. A perman\u00eancia do PT no governo federal \u00e9 uma quest\u00e3o de vida ou morte para milhares de burocratas do partido, que dependem dos cargos de 2 e 3 escal\u00f5es, diretorias de empresas estatais, fundos de pens\u00e3o, e das respectivas verbas e negociatas.<br \/>\nAo mesmo tempo, o PT depende tamb\u00e9m do ex\u00e9rcito de burocratas que comanda os sindicatos, pois como vimos, eles podem ter o papel de evitar as lutas. A capacidade de evitar as greves dos setores sindicalmente organizados (mas tamb\u00e9m as lutas de outros movimentos sociais, como sem terra, sem teto, etc., cujas c\u00fapulas o PT tamb\u00e9m controla) \u00e9 a principal carta que o PT tem na mesa para negociar com a burguesia a sua perman\u00eancia no governo federal. O PT segue sendo a principal aposta da burguesia e do imperialismo para administrar os neg\u00f3cios do capitalismo no Brasil, porque o seu controle sobre as organiza\u00e7\u00f5es dos movimentos sociais \u00e9 um grande freio para impedir que haja lutas dos trabalhadores. No entanto, a burguesia obriga o PT a passar pelo desafio de uma elei\u00e7\u00e3o disputada, impulsionando as candidaturas de Marina e A\u00e9cio, para obrigar o partido a se comprometer com os ajustes antipopulares e pr\u00f3-capitalistas que ser\u00e3o necess\u00e1rios no pr\u00f3ximo mandato.<br \/>\nApesar do compromisso diariamente renovado com os banqueiros, latifundi\u00e1rios, empreiteiras e industriais para os quais governa h\u00e1 12 anos, o PT diz aos trabalhadores que \u00e9 preciso votar no partido para evitar a &#8220;volta da direita&#8221;, que na verdade j\u00e1 voltou (ou nunca saiu) e est\u00e1 muito bem instalada na base governista, nas figuras de Sarney, Maluf, Collor, etc. Essa chantagem \u00e9 dirigida contra algumas das categorias organizadas, com a amea\u00e7a de que os outros partidos v\u00e3o privatizar a Petrobr\u00e1s, os Correios, o Banco do Brasil, etc. Mas quem vive o dia a dia dessas empresas sabe que a sua gest\u00e3o j\u00e1 \u00e9 privatista, o seu relacionamento com clientes e funcion\u00e1rios j\u00e1 \u00e9 predat\u00f3rio, a propriedade estatal \u00e9 apenas nominal. A \u00fanica defesa contra a gest\u00e3o privatista \u00e9 a organiza\u00e7\u00e3o e a luta dos trabalhadores e n\u00e3o a confian\u00e7a em qualquer partido (e de resto, o PT j\u00e1 privatizou, \u00e0s vezes com o nome c\u00ednico de &#8220;concess\u00f5es&#8221;, as rodovias, aeroportos, florestas, bancos estaduais, reservas do Pr\u00e9-Sal, etc.).<br \/>\nEssa capacidade do PT de aplicar um programa neoliberal (privatiza\u00e7\u00f5es, arrocho salarial, pagamento da divida) com uma maquiagem &#8220;progressista&#8221; (bolsa fam\u00edlia) \u00e9 parte essencial da sua estrat\u00e9gia e da sua qualidade \u00fanica como partido do capital.<\/p>\n<h2 style=\"text-align: justify;\">PARA ROMPER COM AS BUROCRACIAS SINDICAIS!<\/h2>\n<p style=\"text-align: justify;\">Aos trabalhadores, em qualquer categoria, s\u00f3 resta a organiza\u00e7\u00e3o e a luta. Para serem vitoriosos nas campanhas salariais contra os patr\u00f5es e na luta contra os ajustes que vir\u00e3o no pr\u00f3ximo governo, os trabalhadores precisam ultrapassar as burocracias sindicais. Essa tarefa cabe principalmente \u00e0s oposi\u00e7\u00f5es sindicais. Precisamos construir oposi\u00e7\u00f5es sindicais na base das categorias com os seguintes m\u00e9todos:<br \/>\n&#8211; organiza\u00e7\u00e3o a partir dos locais de trabalho;<br \/>\n&#8211; luta contra os problemas cotidianos de cada local (ass\u00e9dio moral, condi\u00e7\u00f5es de trabalho, etc.), ao longo do ano inteiro, e n\u00e3o apenas nas \u00e9pocas de campanha salarial;<br \/>\n&#8211; funcionamento regular, com reuni\u00f5es peri\u00f3dicas, de modo que se crie um espa\u00e7o de organiza\u00e7\u00e3o em que os trabalhadores possam discutir seus problemas, reconhecer-se enquanto categoria e enquanto classe;<br \/>\n&#8211; panfletagens e publica\u00e7\u00f5es peri\u00f3dicas que reflitam os problemas imediatos e os relacionem com as quest\u00f5es gerais da categoria e do conjunto da classe;<br \/>\n&#8211; publica\u00e7\u00f5es especiais e atividades, semin\u00e1rios, cursos de forma\u00e7\u00e3o, etc., que recuperem a hist\u00f3ria das lutas da categoria e da classe, discutindo as quest\u00f5es em profundidade e elevando o n\u00edvel pol\u00edtico, te\u00f3rico e cultural dos trabalhadores;<br \/>\n&#8211; ir al\u00e9m do corporativismo, ou seja, dos problemas imediatos de cada categoria, e do economicismo, ou seja, discutir os problemas sociais para al\u00e9m dos sal\u00e1rios e condi\u00e7\u00f5es de trabalho, de modo que os trabalhadores se reconhe\u00e7am cada vez mais como classe para si, como sujeito pol\u00edtico e hist\u00f3rico oposto ao capitalismo;<br \/>\n&#8211; democracia interna, com debate entre todas as posi\u00e7\u00f5es pol\u00edticas e te\u00f3ricas;<br \/>\n&#8211; independ\u00eancia pol\u00edtica, organizativa e financeira em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 burocracia sindical, partidos, governos e patr\u00f5es;<br \/>\n&#8211; luta direta como m\u00e9todo de a\u00e7\u00e3o;<br \/>\n&#8211; resgate de uma perspectiva anticapitalista, que relacione as lutas imediatas com as lutas pol\u00edticas gerais e a supera\u00e7\u00e3o do capitalismo;<br \/>\nNas campanhas salariais, \u00e9 preciso defender propostas de a\u00e7\u00e3o que visem tirar a luta do controle das burocracias sindicais, tais como:<br \/>\n&#8211; forma\u00e7\u00e3o de comandos de base, com delegados a partir dos locais de trabalho, que organizem os piquetes e a\u00e7\u00f5es de greve;<br \/>\n&#8211; elei\u00e7\u00e3o de representantes da base nas mesas de negocia\u00e7\u00e3o, com mandatos revog\u00e1veis em qualquer tempo caso descumprirem as delibera\u00e7\u00f5es da base.<br \/>\nEsses elementos que expusemos acima n\u00e3o s\u00e3o nenhuma novidade ou inven\u00e7\u00e3o, mas o resgate dos princ\u00edpios do sindicalismo classista e combativo que foram progressivamente afastados da organiza\u00e7\u00e3o dos trabalhadores pelas burocracias sindicais. Essas tarefas n\u00e3o dizem respeito apenas \u00e0s categorias organizadas, e n\u00e3o se trata apenas de uma luta pelos interesses corporativos, restritos de cada categoria. N\u00e3o se trata apenas de uma quest\u00e3o sindical. A retomada da organiza\u00e7\u00e3o dos trabalhadores, numa perspectiva independente, classista e combativa, \u00e9 condi\u00e7\u00e3o para os avan\u00e7os da luta de classes como um todo e para a reconstru\u00e7\u00e3o de um projeto anticapitalista e socialista. Abaixo a burocracia sindical e a concilia\u00e7\u00e3o de classes! Viva a luta independente dos trabalhadores!<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>No segundo semestre de todo ano acontecem as campanhas salariais de importantes categorias profissionais, como metal\u00fargicos, qu\u00edmicos, petroleiros, banc\u00e1rios e<\/p>\n","protected":false},"author":3,"featured_media":3464,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":true,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[24],"tags":[],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.espacosocialista.org\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/3463"}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.espacosocialista.org\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.espacosocialista.org\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.espacosocialista.org\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/users\/3"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.espacosocialista.org\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=3463"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/www.espacosocialista.org\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/3463\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":3465,"href":"https:\/\/www.espacosocialista.org\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/3463\/revisions\/3465"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.espacosocialista.org\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/media\/3464"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.espacosocialista.org\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=3463"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.espacosocialista.org\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=3463"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.espacosocialista.org\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=3463"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}