{"id":347,"date":"2012-07-24T18:36:24","date_gmt":"2012-07-24T21:36:24","guid":{"rendered":"http:\/\/espacosocialista.org\/?q=node\/347"},"modified":"2013-01-26T21:12:56","modified_gmt":"2013-01-26T23:12:56","slug":"nota-sobre-a-saida-do-mtst-da-csp-conlutas","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.espacosocialista.org\/portal\/2012\/07\/nota-sobre-a-saida-do-mtst-da-csp-conlutas\/","title":{"rendered":"Nota sobre a sa\u00edda do MTST da CSP-Conlutas"},"content":{"rendered":"<p><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" alt=\"\" src=\"http:\/\/www.espacosocialista.org\/sites\/default\/files\/mtst_bandeira.jpg \" width=\"300\" height=\"182\" \/>\u00a0Desde o in\u00edcio da constru\u00e7\u00e3o da Conlutas o Espa\u00e7o Socialista tem acompanhado as dificuldades e as debilidades da Central em unir a luta sindical e popular. Foi acreditando nessa possibilidade e necessidade de supera\u00e7\u00e3o dessas dificuldades que apoiamos a chegada do MTST \u00e0 CSP-Conlutas.<br \/>\nObservamos que durante todo esse per\u00edodo pouca informa\u00e7\u00e3o t\u00ednhamos, na imprensa da Central, sobre o movimento popular no Brasil e suas lutas localizadas, com exce\u00e7\u00e3o do Pinheirinho em SJC\/SP.<br \/>\nN\u00e3o acompanhamos na Central nenhuma campanha sistem\u00e1tica, estendida \u00e0s lutas mais imediatas, sobre a quest\u00e3o da moradia e de den\u00fancia dos programas habitacionais dos governos federal, estaduais e municipais, que jogam para as periferias mais distantes o trabalhador com baixa renda e deixam sem moradia o trabalhador precarizado ou desempregado.<br \/>\nA nossa insist\u00eancia em discutirmos o agravamento da crise mundial e seu desenvolvimento e aprofundamento no Brasil, entendida como uma crise estrutural do capital, que intensifica a retirada de direitos da classe trabalhadora e promove um n\u00edvel ainda mais elevado de pauperiza\u00e7\u00e3o e mis\u00e9ria, tem sido para demonstrar o quanto precisamos fortalecer os movimentos de trabalhadores e a unidade da classe.<br \/>\nJ\u00e1 n\u00e3o mais podemos travar lutas isoladas; o trabalhador precisa reaprender a lutar pelas necessidades do outro trabalhador. N\u00e3o podemos mais lutar somente por aumento salarial. Temos que lutar por emprego, por novos postos de trabalho, por condi\u00e7\u00f5es dignas de trabalho, por moradia, contra o alto custo de vida, por Educa\u00e7\u00e3o e Sa\u00fade de qualidade para a classe trabalhadora. Mas, essas lutas precisam ser interligadas, apoiadas e unificadas efetivamente pela Central. A consci\u00eancia de unidade da classe precisa ser constru\u00edda na pr\u00e1tica cotidiana e em todos os meios militantes.<br \/>\nBuscando desenvolver essa pr\u00e1tica, o Espa\u00e7o Socialista passou a acompanhar de perto, a partir de Santo Andr\u00e9 no ABC paulista, desde o in\u00edcio de mar\u00e7o de 2012, a luta do MTST, com os Novos Pinheirinhos, no movimento por moradia e nas estruturas da CSP-Conlutas.<br \/>\nEssa Ocupa\u00e7\u00e3o representa a maior luta popular, na regi\u00e3o, desde 2003, ocasi\u00e3o da Ocupa\u00e7\u00e3o Santo Dias em S\u00e3o Bernardo do Campo. No entanto, o que estamos presenciando, nesse caso, \u00e9 uma forte aus\u00eancia pol\u00edtica da CSP-Conlutas. Isso se concretiza desde a n\u00e3o visibilidade \u00e0s Ocupa\u00e7\u00f5es na imprensa da Central, passando pela n\u00e3o presen\u00e7a efetiva nas mobiliza\u00e7\u00f5es, chegando ao fato de a corrente majorit\u00e1ria encabe\u00e7ada pelo PSTU retirar-se do Comit\u00ea de Apoio e Solidariedade \u00e0 Ocupa\u00e7\u00e3o.<br \/>\nDiante de toda essa situa\u00e7\u00e3o e a partir dos motivos apresentados pelo MTST na Carta de Sa\u00edda da CSP-Conlutas, entendemos que a CSP-Conlutas, ao adotar a pol\u00edtica e os m\u00e9todos da dire\u00e7\u00e3o majorit\u00e1ria de constru\u00e7\u00e3o do partido em detrimento da constru\u00e7\u00e3o e fortalecimento de uma central sindical e popular, continua enfraquecendo a luta e a unidade dos trabalhadores. Sabemos que n\u00e3o existe constru\u00e7\u00e3o de nenhum movimento sindical e popular forte e realmente de esquerda sem a participa\u00e7\u00e3o efetiva de trabalhadores organizados e em unidade.<br \/>\nA CSP-Conlutas n\u00e3o pode estar a servi\u00e7o da constru\u00e7\u00e3o de um movimento em espec\u00edfico ou de qualquer que seja o partido, mas sim dos movimentos e organiza\u00e7\u00f5es dos trabalhadores em geral. Fortalecer a Central \u00e9 fortalecer cada uma das organiza\u00e7\u00f5es e dos movimentos da esquerda antigovernista, anticapitalista e que organiza a luta da classe trabalhadora! A instrumentaliza\u00e7\u00e3o da Central por uma organiza\u00e7\u00e3o ou movimento leva a rachas e \u00e0 perda da unidade, tal como se viu desde o Conclat e, agora, com a sa\u00edda do MTST.<br \/>\nPor outro lado, n\u00e3o manifestamos nosso apoio \u00e0 decis\u00e3o do MTST de romper com a Central; inclusive, sem antes abrir essa discuss\u00e3o com as entidades e organiza\u00e7\u00f5es que comp\u00f5em a CSP-Conlutas. Todas e todos os militantes que, no seu dia a dia, constroem a Central e lutam para que seja sindical e popular mereciam e necessitavam participar desse debate para compreender e contribuir com esse processo que vem se desenvolvendo com o PSTU e com a CSP-Conlutas.<br \/>\nO Espa\u00e7o Socialista permanecer\u00e1 no apoio \u00e0 luta por moradia, continuar\u00e1 impulsionando o Comit\u00ea de Apoio e Solidariedade \u00e0 Ocupa\u00e7\u00e3o Novo Pinheirinho em Santo Andr\u00e9 e insistir\u00e1 em fortalecer a CSP-Conlutas, pois acreditamos que somente a luta e a unidade da classe impedir\u00e3o processos de desagrega\u00e7\u00e3o impostos por discuss\u00f5es realizadas pelas dire\u00e7\u00f5es dos movimentos sem o envolvimento de suas respectivas bases.<\/p>\n<p>Espa\u00e7o Socialista, Julho 2012.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" src=\"http:\/\/www.espacosocialista.org\/sites\/default\/files\/mtst_bandeira.jpg \" width=\"300\" height=\"182\" alt=\"\" \/>&nbsp;Desde o in&iacute;cio da constru&ccedil;&atilde;o da Conlutas o Espa&ccedil;o Socialista tem acompanhado as dificuldades e as debilidades da Central em unir a luta sindical e popular. 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N&atilde;o podemos mais lutar somente por aumento salarial. Temos que lutar por emprego, por novos postos de trabalho, por condi&ccedil;&otilde;es dignas de trabalho, por moradia, contra o alto custo de vida, por Educa&ccedil;&atilde;o e Sa&uacute;de de qualidade para a classe trabalhadora. Mas, essas lutas precisam ser interligadas, apoiadas e unificadas efetivamente pela Central. A consci&ecirc;ncia de unidade da classe precisa ser constru&iacute;da na pr&aacute;tica cotidiana e em todos os meios militantes.<br \/>\nBuscando desenvolver essa pr&aacute;tica, o Espa&ccedil;o Socialista passou a acompanhar de perto, a partir de Santo Andr&eacute; no ABC paulista, desde o in&iacute;cio de mar&ccedil;o de 2012, a luta do MTST, com os Novos Pinheirinhos, no movimento por moradia e nas estruturas da CSP-Conlutas. <br \/>\nEssa Ocupa&ccedil;&atilde;o representa a maior luta popular, na regi&atilde;o, desde 2003, ocasi&atilde;o da Ocupa&ccedil;&atilde;o Santo Dias em S&atilde;o Bernardo do Campo. No entanto, o que estamos presenciando, nesse caso, &eacute; uma forte aus&ecirc;ncia pol&iacute;tica da CSP-Conlutas. Isso se concretiza desde a n&atilde;o visibilidade &agrave;s Ocupa&ccedil;&otilde;es na imprensa da Central, passando pela n&atilde;o presen&ccedil;a efetiva nas mobiliza&ccedil;&otilde;es, chegando ao fato de a corrente majorit&aacute;ria encabe&ccedil;ada pelo PSTU retirar-se do Comit&ecirc; de Apoio e Solidariedade &agrave; Ocupa&ccedil;&atilde;o. <br \/>\nDiante de toda essa situa&ccedil;&atilde;o e a partir dos motivos apresentados pelo MTST na Carta de Sa&iacute;da da CSP-Conlutas, entendemos que a CSP-Conlutas, ao adotar a pol&iacute;tica e os m&eacute;todos da dire&ccedil;&atilde;o majorit&aacute;ria de constru&ccedil;&atilde;o do partido em detrimento da constru&ccedil;&atilde;o e fortalecimento de uma central sindical e popular, continua enfraquecendo a luta e a unidade dos trabalhadores. Sabemos que n&atilde;o existe constru&ccedil;&atilde;o de nenhum movimento sindical e popular forte e realmente de esquerda sem a participa&ccedil;&atilde;o efetiva de trabalhadores organizados e em unidade.   <br \/>\nA CSP-Conlutas n&atilde;o pode estar a servi&ccedil;o da constru&ccedil;&atilde;o de um movimento em espec&iacute;fico ou de qualquer que seja o partido, mas sim dos movimentos e organiza&ccedil;&otilde;es dos trabalhadores em geral. Fortalecer a Central &eacute; fortalecer cada uma das organiza&ccedil;&otilde;es e dos movimentos da esquerda antigovernista, anticapitalista e que organiza a luta da classe trabalhadora! A instrumentaliza&ccedil;&atilde;o da Central por uma organiza&ccedil;&atilde;o ou movimento leva a rachas e &agrave; perda da unidade, tal como se viu desde o Conclat e, agora, com a sa&iacute;da do MTST. <br \/>\nPor outro lado, n&atilde;o manifestamos nosso apoio &agrave; decis&atilde;o do MTST de romper com a Central; inclusive, sem antes abrir essa discuss&atilde;o com as entidades e organiza&ccedil;&otilde;es que comp&otilde;em a CSP-Conlutas. 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