{"id":3479,"date":"2014-10-17T08:15:51","date_gmt":"2014-10-17T11:15:51","guid":{"rendered":"http:\/\/espacosocialista.org\/portal\/?p=3479"},"modified":"2014-10-17T08:15:51","modified_gmt":"2014-10-17T11:15:51","slug":"jornal-73-urnas-abertas-votos-contados-trabalhadores-perdem","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.espacosocialista.org\/portal\/2014\/10\/jornal-73-urnas-abertas-votos-contados-trabalhadores-perdem\/","title":{"rendered":"Jornal 73: Urnas abertas, votos contados. Trabalhadores perdem"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: justify;\">Fim do primeiro turno. Agora \u00e9 hora de come\u00e7armos a pensar o que esse processo eleitoral expressou, pois \u00e9 importante para a definirmos as tarefas de continuidade das lutas.<br \/>\nDepois das jornadas de junho, essas elei\u00e7\u00f5es representam o primeiro grande acontecimento em que poder\u00edamos identificar o n\u00edvel de consci\u00eancia pol\u00edtica das massas de trabalhadores. Era grande a expectativa se ter\u00edamos ou n\u00e3o um comportamento de questionamento do processo eleitoral ou dos pol\u00edticos tradicionais. E procurando responder a essa inquieta\u00e7\u00e3o apresentamos um balan\u00e7o inicial sobre o resultado do primeiro turno das elei\u00e7\u00f5es e a nossa proposta t\u00e1tica para o segundo turno: Voto nulo.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A RUPTURA COM O PT: INDO PARA A DIREITA?<br \/>\nNo nosso jornal 70 (http:\/\/espacosocialista.org\/portal\/?p=3165) j\u00e1 t\u00ednhamos colocado que estava em curso uma ruptura com o PT, no plano pol\u00edtico e tamb\u00e9m no sindical, inicial e cheia de contradi\u00e7\u00f5es. Destacamos tamb\u00e9m que era \u201cuma ruptura incompleta: Primeiro, porque \u00e9 s\u00f3 pela negativa e n\u00e3o \u00e9 acompanhada da constru\u00e7\u00e3o de uma alternativa. Segundo, que muitas vezes se expressa de forma despolitizada e abre espa\u00e7o para a direita capitalizar ou avan\u00e7ar, como as pesquisas eleitorais expressam\u201d.<br \/>\nNos grandes centros econ\u00f4micos do pa\u00eds, o conte\u00fado dos votos para presidente foi de oposi\u00e7\u00e3o ao governo federal e ao pr\u00f3prio PT. Para ficarmos em alguns exemplos: em S\u00e3o Paulo h\u00e1 literalmente uma \u201conda\u201d contra Dilma e o PT (Dilma teve s\u00f3 25% dos votos do maior col\u00e9gio eleitoral do pa\u00eds), no Sul os votos de A\u00e9cio superaram os de Dilma. Somados os votos de Marina e A\u00e9cio superam em 17%. Essa foi a menor vota\u00e7\u00e3o no PT desde 1989. A bancada federal do PT foi a que mais encolheu: de 88 para 70 deputados.<br \/>\nOutro fato importante de demonstra\u00e7\u00e3o da ruptura com o PT \u00e9 o fato de Dilma ter perdido a elei\u00e7\u00e3o na regi\u00e3o do ABC paulista, tradicional espa\u00e7o petista. Nas f\u00e1bricas tamb\u00e9m v\u00e3o se expressando descontentamentos com a dire\u00e7\u00e3o cutista. S\u00e3o derrotas e mais derrotas. O comprometimento da CUT com as empresas tem feito com que fa\u00e7am acordos cada vez mais desfavor\u00e1veis aos trabalhadores.<br \/>\nClaro que esse processo ainda n\u00e3o levou o PT \u00e0s lonas. A elei\u00e7\u00e3o de Pimentel em Minas, a possibilidade de fazer at\u00e9 7 governadores com o segundo turno e o pr\u00f3prio fato de Dilma ter sido a mais votada com possibilidade de reelei\u00e7\u00e3o mostram que o partido ainda tem uma base eleitoral importante. Mas, cada vez mais deslocada para regi\u00f5es mais perif\u00e9ricas do pa\u00eds, o que muitos atribuem aos programas sociais que o governo tem na regi\u00e3o (51% dos benefici\u00e1rios s\u00e3o dessa regi\u00e3o).<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">UM VOTO CONSERVADOR<br \/>\nToda aquela indigna\u00e7\u00e3o das jornadas de junho foi para as urnas em forma de um voto, majoritariamente, conservador. Em todas as esferas 70% dos aptos a votarem compareceram \u00e0s urnas, mantendo um qu\u00f3rum bem elevado.<br \/>\nA elei\u00e7\u00e3o do fascista Alckmin no primeiro turno; a vantagem de Pez\u00e3o no Rio de Janeiro (legitimando as UPPs); Bolsonaro, Russomano, Feliciano entre os mais votados; o aumento da bancada da bala (delegados e policiais) e Serra, Ronaldo Caiado eleitos para o senado, dentre outros tantos exemplos, s\u00e3o demonstra\u00e7\u00f5es do car\u00e1ter conservador e reacion\u00e1rio do Congresso Nacional que sa\u00edram das urnas.<br \/>\nIsso tudo demonstra que a direita conseguiu aparecer como a mudan\u00e7a. Primeiro, Marina com o discurso da nova pol\u00edtica (n\u00e3o resistiu muito, pois a cada tema que surgia mostrava que era igual aos demais) e depois A\u00e9cio com o discurso de mudan\u00e7a.<br \/>\nEssa constata\u00e7\u00e3o continua no segundo turno para presidente tamb\u00e9m. Dilma e A\u00e9cio s\u00e3o express\u00f5es desse conservadorismo. Duas op\u00e7\u00f5es que s\u00e3o, em ess\u00eancia, contra os trabalhadores. No debate econ\u00f4mico, por exemplo, n\u00e3o h\u00e1 diferen\u00e7as substanciais. Se A\u00e9cio j\u00e1 nomeou o neoliberal Arm\u00ednio Fraga, Dilma j\u00e1 disse que vai trocar o ministro da fazenda por algu\u00e9m da \u00e1rea empresarial.<br \/>\nTemos convic\u00e7\u00e3o de que os partidos burgueses s\u00e3o impossibilitados de fazer qualquer tipo de mudan\u00e7a que favore\u00e7a o trabalhador. O papel que cumprem na gest\u00e3o do Estado \u00e9 o de criar as condi\u00e7\u00f5es necess\u00e1rias para o capital garantir a sua reprodu\u00e7\u00e3o.<br \/>\nInfelizmente, o incr\u00edvel atraso na consci\u00eancia de classe e a desinforma\u00e7\u00e3o dos trabalhadores s\u00e3o raz\u00f5es para que propostas e discursos mentirosos como esses tenham apelo.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">UMA COMPOSI\u00c7\u00c3O IDEAL PARA A BURGUESIA VOTAR MEDIDAS CONTRA OS TRABALHADORES<br \/>\nO resultado dessas elei\u00e7\u00f5es \u00e9 tamb\u00e9m fruto de uma nova conjuntura que se abriu depois da Copa. O baixo crescimento, o aumento da infla\u00e7\u00e3o e uma maior competitividade no mercado mundial exigem do capital mecanismos que diminuam o custo da produ\u00e7\u00e3o para melhor disputar o mercado mundial.<br \/>\nA derrota da greve de Metrovi\u00e1rios, a diminui\u00e7\u00e3o das lutas em quantidade e intensidade (a greve de Banc\u00e1rios durou 5 dias, com pouco mais de 2% de aumento real), o papel da dire\u00e7\u00e3o governista do movimento sindical que sabota greves (como em Correios de S\u00e3o Paulo, em que a dire\u00e7\u00e3o do sindicato passou por cima da decis\u00e3o da assembleia que havia votado greve) s\u00e3o novos elementos que facilitaram o trabalho da direita.<br \/>\nEssa combina\u00e7\u00e3o de pouca mobiliza\u00e7\u00e3o e o resultado eleitoral forma uma conjuntura bem favor\u00e1vel \u00e0 burguesia. Seja Dilma ou A\u00e9cio, o pr\u00f3ximo governo contar\u00e1 com uma base parlamentar bem comprometida com o projeto do capital, facilitando a implementa\u00e7\u00e3o das reformas almejadas pelo empresariado.<br \/>\nAvaliamos que o pr\u00f3ximo governo (Dilma ou A\u00e9cio) cumprir\u00e1 uma agenda de brutais ataques \u00e0 classe trabalhadora para atender as necessidades do capital.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">ESQUERDA: \u00c0S RUAS, DE FORMA UNIFICADA<br \/>\nA campanha dos partidos de esquerda, em que pese ter apresentado alguns temas (como a quest\u00e3o da homofobia) n\u00e3o se debru\u00e7ou sobre as dificuldades que a classe trabalhadora vai continuar enfrentando e fez uma campanha bem dentro dos limites da democracia burguesa.<br \/>\nMais do que posicionar-se pelo voto nulo no segundo turno entendemos que a interven\u00e7\u00e3o da esquerda deva se concentrar na discuss\u00e3o program\u00e1tica para ganhar politicamente a classe para enfrentar os ataques.<br \/>\nN\u00e3o podemos fazer balan\u00e7os e n\u00e3o tirarmos as conclus\u00f5es. A vit\u00f3ria da burguesia nas elei\u00e7\u00f5es j\u00e1 era esperada, afinal, era dona do jogo, da regra, do campo e do juiz. Agora cabe a n\u00f3s, da esquerda, reencontrarmos o caminho das lutas e o nosso campo de batalhas: as ruas. Organizar a classe trabalhadora por reivindica\u00e7\u00f5es imediatas, contra os ataques aos nossos direitos e por uma consci\u00eancia de esquerda.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">SEGUNDO TURNO: VOTO NULO<br \/>\nMais uma vez, como \u00e9 natural nesse sistema eleitoral burgu\u00eas, teremos no segundo turno duas candidaturas do capital, que receberam centenas de milh\u00f5es dos bancos, empreiteiras e agroneg\u00f3cio.<br \/>\nDiante desse quadro, como trabalhadores e ativistas conscientes, temos que rejeitar qualquer voto em A\u00e9cio como express\u00e3o de uma poss\u00edvel &#8220;mudan\u00e7a&#8221;, pois ser\u00e1 certamente uma mudan\u00e7a reacion\u00e1ria contra os trabalhadores.<br \/>\nMas, tamb\u00e9m n\u00e3o podemos cair na cilada do \u201cmal menor\u201d e votar em Dilma. N\u00e3o podemos ceder a essa ilus\u00e3o, pois apesar de algumas diferen\u00e7as entre os dois partidos e blocos as diferen\u00e7as s\u00e3o muito menores do que aquilo que os une.<br \/>\nAmbas as candidaturas s\u00e3o de partidos respons\u00e1veis por gerenciar o projeto do capital para o pa\u00eds, como foi o caso de privatizar (ou manter privatizadas) &#8211; ainda que por formas diferentes &#8211; parte fundamental da riqueza do pa\u00eds; realizaram as reformas para o capital (previdenci\u00e1ria: PSDB em 1998 e PT em 2003), impuseram uma pol\u00edtica de arrocho ao funcionalismo p\u00fablico e a corrup\u00e7\u00e3o se manteve nos mesmos n\u00edveis.<br \/>\nAgora, o aprofundamento da crise, a composi\u00e7\u00e3o reacion\u00e1ria do Congresso e as declara\u00e7\u00f5es de ambos os candidatos e seus assessores apontam para o mesmo sentido. Por mais que existam diferen\u00e7as entre as formas concretas de governo do PT e do PSDB, ambos ser\u00e3o governos contra os trabalhadores e v\u00e3o realizar uma s\u00e9rie de ataques logo ap\u00f3s a posse.<br \/>\nAssim, mesmo sabendo da enorme press\u00e3o do &#8220;Voto \u00datil&#8221; em Dilma \u00e9 nosso dever marcar uma posi\u00e7\u00e3o de defesa da independ\u00eancia de classe dos trabalhadores frente aos patr\u00f5es e candidatos que de uma forma ou de outra representam os interesses dos empres\u00e1rios e do capital.<br \/>\nComo parte da campanha petista vamos ouvir v\u00e1rias frases prontas contra o voto nulo: \u201cvai deixar a direita chegar ao poder\u201d, \u201cvai aumentar a repress\u00e3o\u201d, \u201cvai acabar com os programas sociais.\u201d<br \/>\nArgumentos falaciosos. Ningu\u00e9m duvida que o PSDB seja parte da mais pura direita. No entanto, a direita tem sido levado ao poder tamb\u00e9m pelas m\u00e3os do PT, a fim de demonstrar unidade entre os projetos de governo para o pa\u00eds. Todos os ministros da agricultura, por exemplo, foram ligados ao agroneg\u00f3cio, setor de posi\u00e7\u00f5es de direita (como da senadora K\u00e1tia Abreu, PMDB). J\u00e1 \u00e9 consider\u00e1vel o aumento da repress\u00e3o aos movimentos sociais, a articula\u00e7\u00e3o para a n\u00e3o concess\u00e3o de direitos como a legaliza\u00e7\u00e3o e descriminaliza\u00e7\u00e3o do aborto e para a n\u00e3o criminaliza\u00e7\u00e3o da homofobia. Al\u00e9m das bancadas fundamentalistas, a direita est\u00e1 entre os principais aliados do PT.<br \/>\nEm rela\u00e7\u00e3o \u00e0 repress\u00e3o foi o pr\u00f3prio governo do PT que criou a For\u00e7a Nacional, tropa de elite militar, utilizada para conter manifesta\u00e7\u00f5es (como as contra a Copa) e para invadir favelas e manter projetos reacion\u00e1rios e antipopulares, como \u00e9 o caso das UPPs.<br \/>\nOs programas sociais de renda (Bolsa Fam\u00edlia, etc.) representam apenas 0,5% do PIB (cerca de 25 bilh\u00f5es de reais) por ano, um gasto pequeno (1\/40 do que \u00e9 pago ao sistema da D\u00edvida p\u00fablica e ainda mant\u00e9m sob controle pol\u00edtico um imenso contingente de pobres). \u00c9 prov\u00e1vel que A\u00e9cio mantenha esses e outros programas como o PROUNI, o Minha Casa Minha Vida, etc., que beneficiam tamb\u00e9m ao empresariado.<br \/>\nEm rela\u00e7\u00e3o \u00e0s privatiza\u00e7\u00f5es ambos os candidatos privatizam, apenas com diferen\u00e7as de forma e media\u00e7\u00f5es.<br \/>\nOutro fato que demonstra que Dilma representa um projeto do capital, tanto quanto A\u00e9cio, \u00e9 que sua campanha at\u00e9 agora foi a que mais recebeu doa\u00e7\u00f5es (investimentos) das empresas.<br \/>\nNo momento atual, em que ocorre um processo de ruptura com o PT, fruto de uma experi\u00eancia pr\u00e1tica com o governo burgu\u00eas desse partido e com sua atua\u00e7\u00e3o nos sindicatos, \u00e9 fundamental n\u00e3o nos deixarmos levar pela pol\u00edtica do \u201cmal menor\u201d, pois pode conduzir a um mal t\u00e3o maior quanto o que j\u00e1 estamos visualizando.<br \/>\nN\u00e3o nos esque\u00e7amos de que em 98, no segundo turno das elei\u00e7\u00f5es para o governo de S\u00e3o Paulo, o pr\u00f3prio PT chamou voto em Covas (PSDB) contra Maluf (PP) alegando que o PSDB era o \u201cmal menor\u201d. Esse mal menor virou o mal maior e agora se elegeu no primeiro turno com Alckmin.<br \/>\nPrecisamos resgatar as nossas propostas e exigirmos os direitos que contemplem de fato as necessidades dos trabalhadores, e n\u00e3o nos guiarmos pelo mal menor, sob pena da consci\u00eancia de classe das massas de trabalhadores ir retrocedendo cada vez mais.<br \/>\nMesmo com dificuldades a tarefa principal dos lutadores \u00e9 contribuir para que os trabalhadores percebam que tanto A\u00e9cio quanto Dilma s\u00e3o nossos inimigos e que precisamos nos organizar para enfrentar as duras lutas que vir\u00e3o tanto em um governo quanto no outro. Votar nulo \u00e9 dizer que nenhum nos representa e que poder\u00e3o ser impedidos de governar com a unidade e a luta dos trabalhadores!<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Fim do primeiro turno. 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