{"id":350,"date":"2012-08-13T21:57:16","date_gmt":"2012-08-14T00:57:16","guid":{"rendered":"http:\/\/espacosocialista.org\/?q=node\/350"},"modified":"2018-05-01T00:17:36","modified_gmt":"2018-05-01T03:17:36","slug":"contribuicao-individual-8","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.espacosocialista.org\/portal\/2012\/08\/contribuicao-individual-8\/","title":{"rendered":"Considera\u00e7\u00f5es sobre cotas nas universidades &#8211; Pedro Guerra"},"content":{"rendered":"<p><b style=\"font-size: 14px; background-color: #ffffff; color: #333333; line-height: 23.33333396911621px;\"><span class=\"ecxApple-style-span\" style=\"font-size: 14px;\"><b style=\"font-size: 14px;\"><span class=\"ecxApple-style-span\" style=\"font-size: 14px; font-family: Garamond,serif;\"><span class=\"ecxApple-style-span\" style=\"font-size: 14px;\">Este texto \u00e9 uma contribui\u00e7\u00e3o individual,\u00a0<\/span><span class=\"ecxApple-style-span\" style=\"font-size: 14px;\">n\u00e3o necessariamente expressa a opini\u00e3o da organiza\u00e7\u00e3o e por este motivo se apresenta assinado por seu autor.<\/span><\/span><\/b><\/span><\/b><\/p>\n<p class=\"rteright\"><b style=\"color: #333333; font-family: arial; font-size: 13.333333969116211px; text-align: center;\"><span style=\"font-size: 11pt; color: red; text-transform: uppercase;\">CONSIDERA\u00c7\u00d4ES sobre cotas nas universidades<\/span><\/b><\/p>\n<p class=\"rteright\"><span style=\"background-color: #ffffff; color: #333333; font-family: Garamond, serif; font-size: 11pt;\">Pedro Guerra \u2013 militante do Espa\u00e7o Socialista<\/span><\/p>\n<p class=\"ecxMsoNormal\" style=\"line-height: 17px; margin-bottom: 1.35em; color: #2a2a2a; font-family: Georgia; font-size: 13px; background-color: #ffffff;\">Diante da not\u00edcia de que o Senado Federal aprovou o projeto de lei (PLC) 180\/2008, voltado para as chamadas a\u00e7\u00f5es afirmativas em todas as universidades e escolas t\u00e9cnicas federais, tomo a liberdade de oferecer algumas breves considera\u00e7\u00f5es. Aprovada na C\u00e2mara dos Deputados Federais, basta agora san\u00e7\u00e3o da presidenta Roussef para que haja incid\u00eancia nos pr\u00f3ximos vestibulares. Se sancionada, a lei promover\u00e1 uma forma mista de cotas, entre crit\u00e9rios raciais e sociais, como a natureza p\u00fablica da escola de forma\u00e7\u00e3o, bem como os limites da renda (at\u00e9 um sal\u00e1rio m\u00ednimo e meio) e autodeclara\u00e7\u00e3o racial (se negro, &#8220;pardo&#8221; ou ind\u00edgena).<\/p>\n<p class=\"ecxMsoNormal\" style=\"line-height: 17px; margin-bottom: 1.35em; color: #2a2a2a; font-family: Georgia; font-size: 13px; background-color: #ffffff;\">Modestamente, falando em nome pr\u00f3prio, e n\u00e3o em nome do\u00a0<b>Espa\u00e7o Socialista<\/b>, entendo que deva ser dado apoio cr\u00edtico \u00e0 pol\u00edtica de cotas. O porqu\u00ea de um apoio cr\u00edtico? &#8220;Apoio&#8221;, pois n\u00e3o haver\u00edamos de nos opor a qualquer medida que implique num benef\u00edcio para o povo. &#8220;Cr\u00edtico&#8221; pois ao que me parece a l\u00f3gica das cotas \u00e9 uma l\u00f3gica burguesa, progressistas que o seja, mas essencialmente burguesa. E por qu\u00ea? Vejamos. Se temos uma massa de estudantes pobres, sem acesso formal ao ensino superior p\u00fablico, temos uma significativa m\u00e3o de obra que tendencialmente ser\u00e1 explorada em trabalho com menor valor agregado. Como \u00e9 da din\u00e2mica capitalista, busca-se incansavelmente o aumento do lucro. Logo, melhor qualifica\u00e7\u00e3o da classe trabalhadora implica em melhor forma de se explor\u00e1-la.Nesse caso,\u00a0<b>melhor qualifica\u00e7\u00e3o \u00e9 maior explora\u00e7\u00e3o.<\/b>\u00a0\u00c9 \u00f3bvio que assim o seja, pois o acesso ao ensino superior, por pol\u00edticas afirmativas, n\u00e3o significa a sua transforma\u00e7\u00e3o. Hoje, temos um ensino superior &#8211; p\u00fablico ou privado, n\u00e3o importa &#8211;\u00a0 projetado para um saber instrumentalizante, conforme as necessidades do mercado. O que queremos \u00e9 um saber cr\u00edtico, politizado, popular e revolucion\u00e1rio.<\/p>\n<p class=\"ecxMsoNormal\" style=\"line-height: 17px; margin-bottom: 1.35em; color: #2a2a2a; font-family: Georgia; font-size: 13px; background-color: #ffffff;\">Por isso, talvez, nossa luta n\u00e3o seja no \u00e2mbito das estreitas institui\u00e7\u00f5es p\u00fablicas de ensino e pesquisa. Nestes canais, nossa luta \u00e9 para apontar as contradi\u00e7\u00f5es inerentes ao burgu\u00eas sistema de ensino. Entendo humildemente que nossa luta vai al\u00e9m disso e faz-se necess\u00e1rio criar um espa\u00e7o popular, de voca\u00e7\u00e3o socialista, para a cr\u00edtica dos saberes tradicionais e para forma\u00e7\u00e3o militante revolucion\u00e1ria. Seria algo como uma &#8220;universidade popular&#8221;, plural em seus princ\u00edpios, contando com a participa\u00e7\u00e3o mais ampla poss\u00edvel de todas as tend\u00eancias revolucion\u00e1rias.<\/p>\n<p class=\"ecxMsoNormal\" style=\"line-height: 17px; margin-bottom: 1.35em; color: #2a2a2a; font-family: Georgia; font-size: 13px; background-color: #ffffff;\">De toda forma, entendo tamb\u00e9m que exista um trabalho de base caso o projeto de lei seja sancionado pela presidenta. As organiza\u00e7\u00f5es revolucion\u00e1rias devem se preparar para uma eventual mudan\u00e7a do perfil estudantil nas universidades federais. Assim, oriundo das camadas marginalizadas, o novo estudante &#8211; que n\u00e3o necessariamente ser\u00e1 politizado &#8211; deve se apresentado \u00e0 cr\u00edtica marxista de sociedade e de ensino, visando, assim, a forma\u00e7\u00e3o de novos sujeitos para as transforma\u00e7\u00f5es necess\u00e1rias.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>&nbsp;<b style=\"font-size: 14px; background-color: rgb(255, 255, 255); color: rgb(51, 51, 51); line-height: 23.33333396911621px; \"><span class=\"ecxApple-style-span\" style=\"font-size: 14px; \"><b style=\"font-size: 14px; \"><font class=\"ecxApple-style-span\" face=\"Garamond, serif\" style=\"font-size: 14px; \"><span class=\"ecxApple-style-span\" style=\"font-size: 14px; \">Este texto &eacute; uma contribui&ccedil;&atilde;o individual,&nbsp;<\/span><span class=\"ecxApple-style-span\" style=\"font-size: 14px; \">n&atilde;o necessariamente expressa a opini&atilde;o da organiza&ccedil;&atilde;o e por este motivo se apresenta assinado por seu autor.<\/span><\/font><\/b><\/span><\/b><\/p>\n<p class=\"rteright\"><b style=\"color: rgb(51, 51, 51); font-family: arial; font-size: 13.333333969116211px; text-align: center; \"><span style=\"font-size: 11pt; color: red; text-transform: uppercase; \">CONSIDERA&Ccedil;&Ocirc;ES sobre cotas nas universidades<\/span><\/b><\/p>\n<p class=\"rteright\"><span style=\"background-color: rgb(255, 255, 255); color: rgb(51, 51, 51); font-family: Garamond, serif; font-size: 11pt; \">Pedro Guerra &ndash; militante do Espa&ccedil;o Socialista<\/span><\/p>\n<p class=\"rteright\">&nbsp;<\/p>\n<p class=\"rteright\">&nbsp;<\/p>\n<p class=\"ecxMsoNormal\" style=\"line-height: 17px; margin-bottom: 1.35em; color: rgb(42, 42, 42); font-family: Georgia; font-size: 13px; background-color: rgb(255, 255, 255); \">Diante da not&iacute;cia de que o Senado Federal aprovou o projeto de lei (PLC) 180\/2008, voltado para as chamadas a&ccedil;&otilde;es afirmativas em todas as universidades e escolas t&eacute;cnicas federais, tomo a liberdade de oferecer algumas breves considera&ccedil;&otilde;es. Aprovada na C&acirc;mara dos Deputados Federais, basta agora san&ccedil;&atilde;o da presidenta Roussef para que haja incid&ecirc;ncia nos pr&oacute;ximos vestibulares. Se sancionada, a lei promover&aacute; uma forma mista de cotas, entre crit&eacute;rios raciais e sociais, como a natureza p&uacute;blica da escola de forma&ccedil;&atilde;o, bem como os limites da renda (at&eacute; um sal&aacute;rio m&iacute;nimo e meio) e autodeclara&ccedil;&atilde;o racial (se negro, &quot;pardo&quot; ou ind&iacute;gena).<\/p>\n<p class=\"ecxMsoNormal\" style=\"line-height: 17px; margin-bottom: 1.35em; color: rgb(42, 42, 42); font-family: Georgia; font-size: 13px; background-color: rgb(255, 255, 255); \">Modestamente, falando em nome pr&oacute;prio, e n&atilde;o em nome do&nbsp;<b>Espa&ccedil;o Socialista<\/b>, entendo que deva ser dado apoio cr&iacute;tico &agrave; pol&iacute;tica de cotas. O porqu&ecirc; de um apoio cr&iacute;tico? &quot;Apoio&quot;, pois n&atilde;o haver&iacute;amos de nos opor a qualquer medida que implique num benef&iacute;cio para o povo. &quot;Cr&iacute;tico&quot; pois ao que me parece a l&oacute;gica das cotas &eacute; uma l&oacute;gica burguesa, progressistas que o seja, mas essencialmente burguesa. E por qu&ecirc;? Vejamos. Se temos uma massa de estudantes pobres, sem acesso formal ao ensino superior p&uacute;blico, temos uma significativa m&atilde;o de obra que tendencialmente ser&aacute; explorada em trabalho com menor valor agregado. Como &eacute; da din&acirc;mica capitalista, busca-se incansavelmente o aumento do lucro. Logo, melhor qualifica&ccedil;&atilde;o da classe trabalhadora implica em melhor forma de se explor&aacute;-la.Nesse caso,&nbsp;<b>melhor qualifica&ccedil;&atilde;o &eacute; maior explora&ccedil;&atilde;o.<\/b>&nbsp;&Eacute; &oacute;bvio que assim o seja, pois o acesso ao ensino superior, por pol&iacute;ticas afirmativas, n&atilde;o significa a sua transforma&ccedil;&atilde;o. Hoje, temos um ensino superior &#8211; p&uacute;blico ou privado, n&atilde;o importa &#8211;&nbsp; projetado para um saber instrumentalizante, conforme as necessidades do mercado. O que queremos &eacute; um saber cr&iacute;tico, politizado, popular e revolucion&aacute;rio.<\/p>\n<p class=\"ecxMsoNormal\" style=\"line-height: 17px; margin-bottom: 1.35em; color: rgb(42, 42, 42); font-family: Georgia; font-size: 13px; background-color: rgb(255, 255, 255); \">Por isso, talvez, nossa luta n&atilde;o seja no &acirc;mbito das estreitas institui&ccedil;&otilde;es p&uacute;blicas de ensino e pesquisa. Nestes canais, nossa luta &eacute; para apontar as contradi&ccedil;&otilde;es inerentes ao burgu&ecirc;s sistema de ensino. Entendo humildemente que nossa luta vai al&eacute;m disso e faz-se necess&aacute;rio criar um espa&ccedil;o popular, de voca&ccedil;&atilde;o socialista, para a cr&iacute;tica dos saberes tradicionais e para forma&ccedil;&atilde;o militante revolucion&aacute;ria. Seria algo como uma &quot;universidade popular&quot;, plural em seus princ&iacute;pios, contando com a participa&ccedil;&atilde;o mais ampla poss&iacute;vel de todas as tend&ecirc;ncias revolucion&aacute;rias.<\/p>\n<p class=\"ecxMsoNormal\" style=\"line-height: 17px; margin-bottom: 1.35em; color: rgb(42, 42, 42); font-family: Georgia; font-size: 13px; background-color: rgb(255, 255, 255); \">De toda forma, entendo tamb&eacute;m que exista um trabalho de base caso o projeto de lei seja sancionado pela presidenta. 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