{"id":3555,"date":"2014-11-18T23:22:41","date_gmt":"2014-11-19T01:22:41","guid":{"rendered":"http:\/\/espacosocialista.org\/portal\/?p=3555"},"modified":"2014-11-18T23:22:41","modified_gmt":"2014-11-19T01:22:41","slug":"nota-sobre-a-eleicao-do-dce-da-ufal-juventude-alagoas","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.espacosocialista.org\/portal\/2014\/11\/nota-sobre-a-eleicao-do-dce-da-ufal-juventude-alagoas\/","title":{"rendered":"Nota sobre a elei\u00e7\u00e3o do DCE da UFAL &#8211; Juventude Alagoas"},"content":{"rendered":"<p>Estudantes, nos dias 25 e 26 de Novembro, ocorrer\u00e1 a vota\u00e7\u00e3o para a elei\u00e7\u00e3o da nova gest\u00e3o do Diret\u00f3rio Central dos Estudantes da UFAL, o DCE Quilombo dos Palmares. Neste texto, n\u00f3s, da juventude do Espa\u00e7o Socialista, apresentamos a nossa posi\u00e7\u00e3o acerca do processo eleitoral.<\/p>\n<p>Inicialmente, n\u00f3s observamos que o per\u00edodo de campanha come\u00e7ou a partir do momento em que as chapas se inscreveram no per\u00edodo entre 13 a 24 de Outubro. Por\u00e9m, pouco est\u00e1 se vendo de debate pol\u00edtico na universidade. At\u00e9 agora s\u00f3 houve um debate entre as chapas no campus de Macei\u00f3! Nesse debate, a maioria dos presentes eram os membros das chapas. Infelizmente, o debate n\u00e3o foi divulgado ao ponto de conseguir aglutinar muitos estudantes.<\/p>\n<p>O que se tem \u00e9 uma pr\u00e1tica viciosa no ME: lotar a chapa de alunos para inscrev\u00ea-la com o maior n\u00famero poss\u00edvel de pessoas, mas sem discutir a fundo com os estudantes as quest\u00f5es pertinentes \u00e0 universidade. O debate e a movimenta\u00e7\u00e3o durante as elei\u00e7\u00f5es servem para que os estudantes saibam discernir as propostas dos programas das chapas em disputa. Infelizmente, a pura propaganda eleitoral se sobrep\u00f4s ao di\u00e1logo com a base sobre as quest\u00f5es que perpassam a educa\u00e7\u00e3o superior atualmente.  <\/p>\n<p>Acreditamos que, se os estudantes n\u00e3o conhecem o hist\u00f3rico pol\u00edtico das for\u00e7as que comp\u00f5em as chapas, bem como se eles n\u00e3o participam desse momento de disputa, discutindo as pautas do movimento estudantil, h\u00e1 um processo eleitoral marcado pela apatia pol\u00edtica. Afinal, do que adianta inscrever uma chapa com mais de 100 estudantes, quando apenas uma pequena parte dela compreende minimamente o que est\u00e1 sendo proposto em seu programa?<\/p>\n<p>Diante de tr\u00eas candidaturas, \u00e9 importante que os estudantes saibam quem \u00e9 quem nessa elei\u00e7\u00e3o. O PC do B, atrav\u00e9s da sua juventude, a UJS (Uni\u00e3o da Juventude Socialista), forma a chapa \u201cVira\u00e7\u00e3o\u201d. Mais uma vez, este partido, o qual conduz, majoritariamente, a degenerada UNE (Uni\u00e3o Nacional dos Estudantes), coloca-se no pleito como uma novidade para o movimento estudantil. Contudo, n\u00e3o \u00e9 preciso ir a fundo nas pesquisas, para saber que a UJS n\u00e3o representa nem de longe uma juventude combativa.<\/p>\n<p>A UJS defendeu, sem fazer nenhuma cr\u00edtica, o projeto da reforma universit\u00e1ria, feito pelo governo do PT. \u00c9 uma corrente pol\u00edtica de um partido governista, que n\u00e3o tem independ\u00eancia financeira, visto que recebe dinheiro do governo federal e dos empres\u00e1rios. \u00c9 uma corrente pol\u00edtica de um partido que fez e faz alian\u00e7as com outros partidos da ordem burguesa. O apoio deles a candidatura do Collor ao Senado nessas elei\u00e7\u00f5es ilustra bem de que lado a UJS est\u00e1. Al\u00e9m do mais, eles mant\u00e9m com m\u00e3os de ferro o aparelhamento da Uni\u00e3o Nacional dos Estudantes. Esta que j\u00e1 teve um passado glorioso ao longo do per\u00edodo da ditadura civil-militar, mas que h\u00e1 tempos se demonstra corrompida e distante da base estudantil.<\/p>\n<p>Portanto, n\u00f3s compreendemos que a chapa \u201cVira\u00e7\u00e3o\u201d \u00e9 completamente danosa ao conjunto do ME. Sua candidatura representa o que h\u00e1 de mais rebaixado em termos de luta discente. Pelegagem, oportunismo e despolitiza\u00e7\u00e3o s\u00e3o suas principais caracter\u00edsticas.<\/p>\n<p>A Correnteza, movimento articulado pelo PCR (Partido Comunista Revolucion\u00e1rio), ainda defende, atrav\u00e9s da oposi\u00e7\u00e3o de esquerda, a disputa da UNE. O movimento foi gest\u00e3o do DCE durante tr\u00eas anos consecutivos, mesmo s\u00f3 havendo duas elei\u00e7\u00f5es. Lamentavelmente, mantiveram a pr\u00e1tica t\u00e3o combatida por aqueles estudantes que querem romper com os v\u00edcios do ME: participa\u00e7\u00e3o m\u00ednima nas lutas concretas, tocadas pelos centros e diret\u00f3rios acad\u00eamicos; apenas se mobilizando para levar um monte de estudante para os congressos da UNE.<\/p>\n<p>Nesse sentido, o trabalho de base era desconsiderado em prol de um oportunismo eleitoreiro. Ao longo dos tr\u00eas anos de gest\u00e3o, realizou poucos Conselhos de Entidades de Base, teve uma for\u00e7a de mobiliza\u00e7\u00e3o pequena durante a maior greve das IFES em 2012 e mantiveram a pr\u00e1tica de realizar reuni\u00f5es ordin\u00e1rias sem divulgar amplamente o que estava sendo discutido. A preocupa\u00e7\u00e3o da Correnteza sempre foi a de levar os estudantes \u201ca p\u00e1 e a rodo\u201d para os congressos da UNE.<\/p>\n<p>J\u00e1 a atual gest\u00e3o do DCE, promovida pelo PSTU, \u00e0 qual estamos declarando o nosso apoio cr\u00edtico nessa elei\u00e7\u00e3o, tamb\u00e9m n\u00e3o deixa de ter limita\u00e7\u00f5es. Por\u00e9m, \u00e9 a \u00fanica for\u00e7a pol\u00edtica com a qual compartilhamos a posi\u00e7\u00e3o de cr\u00edtica ao governo do PT e do projeto educacional por ele erigido.<\/p>\n<p>Esclarecemos que as reivindica\u00e7\u00f5es feitas pelos estudantes que tocam o ME na UFAL, foram alavancadas n\u00e3o s\u00f3 pela gest\u00e3o \u201cPara balan\u00e7ar o ch\u00e3o da pra\u00e7a\u201d, como \u00e9 o caso da luta dos estudantes da Resid\u00eancia Universit\u00e1ria. As reivindica\u00e7\u00f5es da RUA foram articuladas pelos pr\u00f3prios estudantes residentes e n\u00e3o do DCE, nem dessa gest\u00e3o, nem das anteriores.<\/p>\n<p>Por\u00e9m, entendemos que a gest\u00e3o esteve presente nas mobiliza\u00e7\u00f5es dos estudantes, a exemplo da luta contra a ades\u00e3o do Hospital Universit\u00e1rio \u00e0 EBSERH; na assembleia em que discutimos a instala\u00e7\u00e3o da Pol\u00edcia Militar no campus; nos dois atos que foram feitos dentro da universidade, nos quais exig\u00edamos uma assist\u00eancia estudantil com qualidade e uma melhor infraestrutura em todos os campi; na batalha pelo novo Restaurante Universit\u00e1rio; no comit\u00ea dos bolsistas; tamb\u00e9m apoiaram a luta pelo transporte p\u00fablico para os estudantes de Arapiraca e de Palmeira dos \u00cdndios e estiveram presentes na luta dos estudantes do p\u00f3lo de Santana do Ipanema, os quais reivindicavam um local apropriado para poderem estudar, visto que, at\u00e9 ent\u00e3o, eles dividiam o pr\u00e9dio com uma escola p\u00fablica.<\/p>\n<p>O que \u00e9 importante compreender \u00e9 que todas as lutas s\u00e3o lutas de ac\u00famulo do movimento e n\u00e3o uma conquista da gest\u00e3o x ou y, ou seja, apenas de uma determinada for\u00e7a pol\u00edtica. Relacionado a isso, n\u00f3s pensamos que os estudantes precisam estar atentos para uma a\u00e7\u00e3o que \u00e9 muito danosa ao conjunto do ME: o aparelhamento da entidade estudantil por parte de uma espec\u00edfica for\u00e7a pol\u00edtica.<\/p>\n<p>O DCE \u00e9 um instrumento de luta, que serve para organizar os estudantes no cotidiano universit\u00e1rio, a fim de que as pautas sejam tocadas e debatidas da maneira mais democr\u00e1tica o poss\u00edvel. A milit\u00e2ncia partid\u00e1ria \u00e9 leg\u00edtima, mas o DCE n\u00e3o pode pertencer a um partido, ou seja, as pautas e reivindica\u00e7\u00f5es concretas do conjunto dos estudantes n\u00e3o podem ser subsumida \u00e0s pautas do partido que porventura esteja dirigindo \u00e0 entidade.<\/p>\n<p>N\u00e3o estamos dizendo que os problemas do ME decorram da exist\u00eancia da milit\u00e2ncia partid\u00e1ria na universidade. Muito pelo contr\u00e1rio! Estar organizado politicamente possibilita ao estudante ter uma atua\u00e7\u00e3o mais consciente da din\u00e2mica que rege o processo de mobiliza\u00e7\u00e3o e de luta estudantil.<\/p>\n<p>Contudo, \u00e9 importante esclarecer que o DCE n\u00e3o \u00e9 e n\u00e3o pertence \u00e0 ANEL (Assembleia Nacional dos Estudantes Livres) e nem pertence \u00e0 UNE. Estatutariamente, como aprovado no \u00faltimo ConDCE (Congresso do DCE), em 2013, o DCE n\u00e3o tem a obriga\u00e7\u00e3o de construir nem a UNE e nem a ANEL. O que est\u00e1 posto para o ME a n\u00edvel nacional faz parte de um processo de reorganiza\u00e7\u00e3o que est\u00e1 em curso desde que a UNE se corrompeu, acatando \u00e0s medidas do governo federal e dos megaempres\u00e1rios. Os estudantes t\u00eam autonomia para se organizarem nacionalmente, independente da UNE e da ANEL. Afinal, a luta pela educa\u00e7\u00e3o p\u00fablica, gratuita e de qualidade, socialmente referenciada pelos interesses da classe trabalhadora, tamb\u00e9m \u00e9 uma luta que \u00e9 tocada por diversos coletivos, executivas de curso e entidades de base que n\u00e3o est\u00e3o participando de nenhuma das duas organiza\u00e7\u00f5es.<\/p>\n<p>Por fim, n\u00f3s defendemos que seja constru\u00eddo um DCE livre, compromissado com o debate cr\u00edtico sobre as condi\u00e7\u00f5es da educa\u00e7\u00e3o superior brasileira. O nosso apoio cr\u00edtico \u00e0 chapa 2, tamb\u00e9m \u00e9 um convite para que os estudantes acompanhem ativamente \u00e0s discuss\u00f5es e as delibera\u00e7\u00f5es que s\u00e3o tomadas nas reuni\u00f5es do DCE. Afinal, o DCE \u00e9 um instrumento de luta coletivo com muita potencialidade para instigar os estudantes a se indignarem com o que est\u00e1 posto para a Universidade no presente momento hist\u00f3rico.<\/p>\n<p>Por um DCE combativo e efetivamente inserido no cotidiano dos estudantes!<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Estudantes, nos dias 25 e 26 de Novembro, ocorrer\u00e1 a vota\u00e7\u00e3o para a elei\u00e7\u00e3o da nova gest\u00e3o do Diret\u00f3rio Central<\/p>\n","protected":false},"author":3,"featured_media":0,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":true,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[8,21],"tags":[],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.espacosocialista.org\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/3555"}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.espacosocialista.org\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.espacosocialista.org\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.espacosocialista.org\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/users\/3"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.espacosocialista.org\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=3555"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/www.espacosocialista.org\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/3555\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":3556,"href":"https:\/\/www.espacosocialista.org\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/3555\/revisions\/3556"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.espacosocialista.org\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=3555"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.espacosocialista.org\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=3555"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.espacosocialista.org\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=3555"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}