{"id":356,"date":"2012-09-23T23:30:40","date_gmt":"2012-09-23T23:30:40","guid":{"rendered":"http:\/\/espacosocialista.org\/?q=node\/356"},"modified":"2018-05-01T00:17:45","modified_gmt":"2018-05-01T03:17:45","slug":"contribuicao-individual-9","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.espacosocialista.org\/portal\/2012\/09\/contribuicao-individual-9\/","title":{"rendered":"A estrat\u00e9gia da derrota &#8211; Jos\u00e9 Luis"},"content":{"rendered":"<p><b style=\"background-color: #ffffff; color: #333333; font-size: 14px; line-height: 23.33333396911621px;\"><span class=\"ecxApple-style-span\" style=\"font-size: 14px;\"><b style=\"font-size: 14px;\"><span class=\"ecxApple-style-span\" style=\"font-size: 14px; font-family: Garamond,serif;\"><span class=\"ecxApple-style-span\" style=\"font-size: 14px;\">Este texto \u00e9 uma contribui\u00e7\u00e3o individual,\u00a0<\/span><span class=\"ecxApple-style-span\" style=\"font-size: 14px;\">n\u00e3o necessariamente expressa a opini\u00e3o da organiza\u00e7\u00e3o e por este motivo se apresenta assinado por seu autor.<\/span><\/span><\/b><\/span><\/b><\/p>\n<p class=\"rteright\" style=\"font-size: 14px; background-color: #ffffff; color: #333333;\"><b style=\"font-size: 13.333333969116211px; font-family: arial; text-align: center;\"><span style=\"font-size: 11pt; color: red; text-transform: uppercase;\">A ESTRAT\u00c9GIA DA DERROTA<\/span><\/b><\/p>\n<p class=\"rteright\">Jos\u00e9 Luis &#8211; Funcion\u00e1rio Publico &#8211; ABC<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<div style=\"text-align: justify;\">O senso comum diz que nem sempre o melhor caminho \u00e9 o mais curto. A isto aplica-se as organiza\u00e7\u00f5es oper\u00e1rias no s\u00e9culo XX. Apesar de lutar com heroismo e intensamente neste per\u00edodo levou a derrotas hist\u00f3ricas, principalmente por falta de uma dire\u00e7\u00e3o conciene, como um trabalho de S\u00edfiso(1).O tema que est\u00e1 em discuss\u00e3o \u00e9 o Entrismo, que \u00e9 um dos temas pouco estudado pelos historiadores e organiza\u00e7\u00f5es pol\u00edticas. Esta t\u00e1tica consiste em que uma pequena organiza\u00e7\u00e3o infiltra-se em um partido que tem grande influ\u00eancia de massas. Seu objetivo \u00e9 cooptar um grande n\u00famero de militantes e quadros, constituindo-se uma fra\u00e7\u00e3o que disputa a dire\u00e7\u00e3o deste partido. Como o processo pode ocasionar uma crise, vai de encontro a uma ruptura, resultando a sa\u00edda desta organiza\u00e7\u00e3o entrista, fortalecida com um grande n\u00famero de menbros, rumo a um grande partido revolucion\u00e1rio de massas, este \u00e9 o objetivo principal da t\u00e1tica do entrismo.<\/div>\n<p>T\u00e1tica esta proposta por Trotsky nos anos de 1934\/35 em rela\u00e7\u00e3o aos partidos socialistas em que um grande setor da juventude foi atra\u00eddo por estes partidos na Europa(2). Nos anos 50, a IV Internacional sob dire\u00e7\u00e3o de Michel Pablo orientou que fizesse o entrismo nos Partidos Comunistas(3), na Argentina esta t\u00e1tica degenerou-se a ponto de fazer entrismo no peronismo, partido burgu\u00eas com peso de massas e no sindicalismo em 1953 sob a dire\u00e7\u00e3o de Nahuel Moreno, chegando a apoiar o candidato de Peron &#8211; Arturo Frondizi em 1958, o ent\u00e3o candidato da UCR(nesta \u00e9poca o peronismo estava na clandestinidade) um tradicional partido de direita que sempre teve pol\u00edtica antioper\u00e1ria. A consigna do jornal da organiza\u00e7\u00e3o de Moreno &#8211; &#8220;Palabra Obrera&#8221; era o lelma: &#8220;Sob as diretivas do General Per\u00f3n e o Comando Superior Peronista&#8221;(4). Nos anos 70 no Brasil, toda a esquerda faz o entrismo no M.D.B, partido de &#8220;oposi\u00e7\u00e3o&#8221; consentida pela ditadura.<\/p>\n<p>N\u00e3o \u00e9 preciso de uma tese monumental para explicar o fracasso do entrismo. A pr\u00f3pria hist\u00f3ria mostra a aus\u00eancia de um &#8220;grande partido revolucion\u00e1rio de massas&#8221; originado deste projeto. O entrismo \u00e9 uma t\u00e1tica militarista que aplicado no plano pol\u00edtico demonstrou ser um grande fiasco. Os motivos s\u00e3o \u00f3bvios: &#8211; Ao realizar o entrismo, n\u00e3o analisou a rea\u00e7\u00e3o do inimigo, isto \u00e9 as dire\u00e7\u00f5es dos partidos de que n\u00e3o aceitariam passivamente esta invas\u00e3o. A rea\u00e7\u00e3o pode ser explicada por tr\u00eas fases: coopta\u00e7\u00e3o; desmoraliza\u00e7\u00e3o e expuls\u00e3o. &#8211; Coopta\u00e7\u00e3o: consiste em atrair os quadros mais capcitados das organiza\u00e7\u00f5es entristas a servi\u00e7o da dire\u00e7\u00e3o do partido, como cargos partid\u00e1rios, parlalmento e at\u00e9 cargos p\u00fablicos, quando este partido alcan\u00e7ar o poder, a Hist\u00f3ria mostra in\u00fameros exemplos de ministros, parlamentares e burocratas que teve sua origem pol\u00edtica de pequenas organiza\u00e7\u00f5es de esquerda que fizeram entrismo nos grandes partidos reformistas, vide o exemplo dos menbros do governo do PT. &#8211; Desmoraliza\u00e7\u00e3o: A organiza\u00e7\u00e3o entrista tem que submeter-se a disciplina do partico e militar com pouca autonomia e com a coopta\u00e7\u00e3o de seus quadros principais, estas organiza\u00e7\u00f5es fragilizam-se, entram em crise e chegam at\u00e9 dissolver-se dentro do partido, levando a desmoraliza\u00e7\u00e3o dos seus militantes de base e quadros m\u00e9dios que levou todo o seu trabalho mais a contribui\u00e7\u00e3o financeira de seus menbros (cotiza\u00e7\u00e3o) em proveito da parte da dire\u00e7\u00e3o cooptada que os usou para trair os que ajudaram a ascenderem no partido em que fizeram o entrismo. &#8211; Expuls\u00e3o: quando esta organiza\u00e7\u00e3o entrista n\u00e3o ser mais &#8220;util&#8221; e entrar em conflito com a dire\u00e7\u00e3o deste partido, ocorre a expuls\u00e3o desta corrente, ao qual a hist\u00f3ria demonstrou que seu ganho pol\u00edtico foi insignifante, nulo ou pior: &#8211; saiu debilitado desta experi\u00eancia.<\/p>\n<p>PT: O cavalo de Tr\u00f3ia para a classe trabalhadora no Brasil<\/p>\n<p>No Brasil, o entrismo teve caracter\u00edsticas &#8220;sui generis&#8221;, devido ao seu atraso pol\u00edtico e econ\u00f4mico, nunca teve um grande partido reformista de massas. No final dos anos 70, com a ascen\u00e7\u00e3o das greves o sistema pol\u00edtico bipartid\u00e1rio da ditadura (MDB x ARENA) implodiu, abrindo a possibilidade de cria\u00e7\u00e3o de novos partidos. A esquerda estava fragmentada em dezenas de siglas rivais entre si, origin\u00e1rias do trotskismo e do stalinismo (este em acelerada decomposi\u00e7\u00e3o no Brasil a n\u00edvel mundial). Estas organiza\u00e7\u00f5es optaram pelo entrismo e n\u00e3o existindo um partido reformista de massas, trataram ent\u00e3o de cria-lo &#8211; O Partido dos Trabalhadores, cuja cria\u00e7\u00e3o foi um caldeir\u00e3o pol\u00edtico pol\u00edtico constituido por in\u00fameras correntes de esquerda, pol\u00edticos egressos do extindo MDB, setores da Igreja Cat\u00f3lica e de um setor da burocracia sindical que passou posteriomente a entrar em conflito de interesses com a ent\u00e3o ditadura militar. Esta burocracia sindical merece uma aten\u00e7\u00e3o a parte. Criada ap\u00f3s a desarticula\u00e7\u00e3o do velho peleguismo getulista e do Partido Comunista pelo golpe de 64. Criou-se uma nova burocracia sindical esta estreitamente ligada as multinacionais que dominaram a economia brasileira ap\u00f3s 64, da qual muitos dirigentes freq\u00fcentaram curso sob patroc\u00ednio da Social Democracia na Alemanha e nos EUA sob a dire\u00e7\u00e3o da CIA, sendo sua maior representatividade na regi\u00e3o do ABC. Intimamente ligado ao capital internacional, devotos anticomunistas, com seus pr\u00f3prios interesses, distante de sua base que os sustentavam : a classe oper\u00e1ria. No in\u00edcio das greves do ABC era comum a dire\u00e7\u00e3o do Sindicato, colocar seguran\u00e7as na porta do Est\u00e1dio da Vila Euclides em S\u00e3o Bernardo impedindo a entrada de distribui\u00e7\u00e3o de panfletos e venda de jornais de esquerda, seguidas de declara\u00e7\u00f5es de despolitiza\u00e7\u00e3o das greves.<\/p>\n<p>Com a rea\u00e7\u00e3o violenta da ditadura, que reprimiu e interveio nos sindicatos, esta burocracia da um giro \u00e0 esquerda, numa quest\u00e3o de sobreviv\u00eancia pol\u00edtica, passam a fazer oposi\u00e7\u00e3o ao regime e tamb\u00e9m a construir o PT tomando conta da sua dire\u00e7\u00e3o. \u00c8 esta burocracia que as correntes de esquerda levaram ao poder, sendo o seu l\u00edder principal elevado a condi\u00e7\u00e3o de &#8220;Messias&#8221; da classe trabalhadora. Outro setor mais a direita da burocracia permanece fiel a ditadura e juntamente com os restos do stalinismo, entra no PMDB e cria sua base sindical. (Unidade Sindical, que originou a atual For\u00e7\u00e3 Sindical). Com um programa inicialmente progressista e antiimperialista o PT foi constru\u00eddo com esfor\u00e7o h\u00e9rculeo com militantes da base das organiza\u00e7\u00f5es de esquerda, os militantes deste per\u00edodo h\u00e3o de lembrar as filia\u00e7\u00f5es de porta em porta e at\u00e9 as vendas das famosas &#8220;estrelinhas do PT&#8221; e de at\u00e9 de contribui\u00e7\u00e3o do pr\u00f3prio bolso destes militantes, muitos dos quais chegaram a perder seus empregos e at\u00e9 a pr\u00f3pria vida na constru\u00e7\u00e3o deste partido. Paralelamente as dire\u00e7\u00f5es destas organiza\u00e7oes foram ao poucos cooptado pela dire\u00e7\u00e3o do PT que desde o in\u00edcio desvirtou-se de seu papel de lutar pela classe trabalhadora e luta contra o imperialismo, servido aos interesses da burocracia sindical e de pol\u00edticos profissionais. Este entrismo &#8221; a brasileira&#8221; passa a ocorrer de modo inverso, muitas dessas organiza\u00e7\u00f5es passam a ser absorvidas pelo partdo com a extin\u00e7\u00e3o de seus jornais e dissolu\u00e7\u00e3o de suas fra\u00e7\u00f5es. O PT foi oposi\u00e7\u00e3o dentro dos marcos do regime da moribunda ditadura ao governo Sarney. A partir de 1988, com a conquistada das prefeituras e um grande n\u00famero de parlamentares, passa a ser base de sustenta\u00e7\u00e3o do regime, onde governam passam a segur a rista os ditames do FMI, levando a classe trabalhadora a pagar a crise econ\u00f4mica criada pela burguesia nacional e internacional. Com a queda dos regimes ditos &#8220;socialistas&#8221; do leste da Europa e da URSS, o PT completa seu giro \u00e0 direita e passa a ser a criatura que virou inimiga de seu criador &#8211; os trabalhadores. Sua capitula\u00e7\u00e3o final se da no Governo Collor, o mais corrupto da hist\u00f3ria brasileira, realizaram o &#8220;pacto social&#8221; atrav\u00e9s de seu bra\u00e7o sindical a CUT atrav\u00e9s das &#8220;Camaras Setoriais&#8221;, que engessou o movimento sindical abrindo caminho paa as privatiza\u00e7\u00f5es e ataque ao n\u00edvel de vida da popula\u00e7\u00e3o, promoveu a abertura indiscriminada das importa\u00e7\u00f5es tendo como conseq\u00fc\u00eancia o fechamento de f\u00e1bricas e desemprego massivo de trabalhadores, O PT com o discurso de &#8220;manter a governabilidade foi o \u00faltimo a apoiar a deposi\u00e7\u00e3o de Collor, expulsando a Converg\u00eancia Socialista por esta ser a primeira organiza\u00e7\u00e3o ao apoiar o movimento de &#8220;Fora Collor&#8221;, mais tarde expulsou a Causa Oper\u00e1ria, cujas organiza\u00e7\u00f5es constituiram em pequenos partidos com pouca express\u00e3o pol\u00edtica e sindical, contrariando a previs\u00e3o da t\u00e1tica entrista, n\u00e3o houve grandes rupturas massivas. As demais organiza\u00e7\u00f5es de esquerda que n\u00e3o se dissolveram no PT, tornaram-se seitas sat\u00e9lites que seguem incondicionalmente as diretrizes do PT. Como a Democracia Socialista que participou do Governo Lula no Minist\u00e9rio da Reforma Agr\u00e1ria atuando em proveito do agroneg\u00f3cio contra os camponeses sem-terra. O Trabalho cujos dirigentes ocuparam minist\u00e9rios e at\u00e9 envolveram em atos de corrup\u00e7\u00e3o como da pasta do Turismo, N\u00e3o passam de organiza\u00e7\u00f5es eleitoreiras que iludem seus militantes de base (5). Em 2002, com a incapacidade dos partidos da burguesia de governar, o PT conquista o poder (com apoio do PSTU &#8211; ex Converg\u00eancia no 2\u00ba turno), passa a dar continuidade do modelo neoliberal, implantando nos anos 90, em manter os grandes lucros dos bancos, a pol\u00edtica de desindustrializa\u00e7\u00e3o atrav\u00e9s das importa\u00e7\u00f5es massivas e favorecer o agroneg\u00f3cio em preju\u00edzo dos pequenos produtores e da popul\u00e3\u00e7\u00e3o em geral como o incentivo as m\u00faltis do agrot\u00f3xico e concentra\u00e7\u00e3o de terras a monocultura em detrimento a produ\u00e7\u00e3o de alimentos. O Capital Internacional tem mais confian\u00e7a no PT do que nos partidos tradicionais da burguesia brasileira, por seu papel principal de controlar os sindicatos e movimentos sociais. O PT segue o mesmo papel tr\u00e1gico de outros partidos reformistas de base oper\u00e1ria, de de voltar contra a pr\u00f3pria classe oper\u00e1ria que o criou. Sua base de dire\u00e7\u00e3o e seu bra\u00e7o sindical (CUT) desempenha o mesmo papel da qual foi criado na ditadura: &#8211; de ser o capataz do imperialismo contra os trabalhadores e at\u00e9 contra a pr\u00f3rpia burguesia nacional, quando esta passa a ser obst\u00e1culo aos interesses do capital internacional, a exemplo da desnacionaliza\u00e7\u00e3o da ind\u00fastria automobilistica, fal\u00eancia do setores t\u00eaxteis e cal\u00e7adista, devido as importa\u00e7\u00f5es predat\u00f3rias.<\/p>\n<p>A Conclus\u00e3o de que o entrismo foi juntamente com a pol\u00edtica de frentes populares (coaliza\u00e7\u00e3o de partidos comunistas e socialistas com a burguesias nacionais) uma trag\u00e9dia para a classe trabalhadora no s\u00e9culo XX. Coopta\u00e7\u00e3o, desmoraliza\u00e7\u00e3o e finalmente trai\u00e7\u00e3o de suas dire\u00e7\u00f5es entristas, fortaleceu os aparatos contra-revolucin\u00e1rios e seus agentes. Este artigo \u00e9 uma pequena amostra a novas gera\u00e7\u00f5es de lutadores a n\u00e3o repetir os erros do passado, temos que construir organiza\u00e7\u00f5es com nossos pr\u00f3rprios recursos e n\u00e3o depositar nenhuma confian\u00e7a em movimentos ou partidos reformistas por maior influ\u00eancia de massas que possua.<\/p>\n<p>Jos\u00e9 Luis, funcion\u00e1rio p\u00fablico &#8211; Santo Andr\u00e9-SP<\/p>\n<p>(1)Personagem da mitologia grega que por ter escapado do Inferno teve como castigo pela fuga empurrar uma pedra ao alto da montanha, quando terminava o trabalho, a pedra despencava morro abaixo, sendo S\u00edfiso obrigaod a recome\u00e7ar. A express\u00e3o indica esfor\u00e7o in\u00fatil e dispendioso.<br \/>\n(2)Cadernos de Forma\u00e7\u00e3o 5 pagina 41 &#8211; Converg\u00eancia Socilista &#8211; 1985.<br \/>\n(3)Artigo da CMI Brasil &#8211; Ato em Homenagem a Nahuel Moreno e sua pol\u00edtica de entrismo no peronismo &#8211; 02.3.2007<br \/>\n(4)Entrismo sui generis -Wikip\u00e9dia \u00b4Relat\u00f3rio de fevereiro de 1952, em que Pablo insiste na evolu\u00e7\u00e3o \u00e0 esquerda do stalinismo, cuja pol\u00edtica entrista nos PCs levou a dissolu\u00e7\u00e3o de v\u00e1rios partidos trotkistas.<br \/>\n(5)Inspirado no Boletim do pstu.org.br &#8211; o trotskismo no Brasil, publicado em 17\/06\/2008.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>&nbsp;<b style=\"background-color: rgb(255, 255, 255); color: rgb(51, 51, 51); font-size: 14px; line-height: 23.33333396911621px; \"><span class=\"ecxApple-style-span\" style=\"font-size: 14px; \"><b style=\"font-size: 14px; \"><font class=\"ecxApple-style-span\" face=\"Garamond, serif\" style=\"font-size: 14px; \"><span class=\"ecxApple-style-span\" style=\"font-size: 14px; \">Este texto &eacute; uma contribui&ccedil;&atilde;o individual,&nbsp;<\/span><span class=\"ecxApple-style-span\" style=\"font-size: 14px; \">n&atilde;o necessariamente expressa a opini&atilde;o da organiza&ccedil;&atilde;o e por este motivo se apresenta assinado por seu autor.<\/span><\/font><\/b><\/span><\/b><\/p>\n<p class=\"rteright\" style=\"font-size: 14px; background-color: rgb(255, 255, 255); color: rgb(51, 51, 51); \"><b style=\"font-size: 13.333333969116211px; font-family: arial; text-align: center; \"><span style=\"font-size: 11pt; color: red; text-transform: uppercase; \">A ESTRAT&Eacute;GIA DA DERROTA<\/span><\/b><\/p>\n<p class=\"rteright\">Jos&eacute; Luis &#8211; Funcion&aacute;rio Publico &#8211; ABC<\/p>\n<p class=\"rteright\">&nbsp;<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<div style=\"text-align: justify\">O senso comum diz que nem sempre o melhor caminho &eacute; o mais curto. A isto aplica-se as organiza&ccedil;&otilde;es oper&aacute;rias no s&eacute;culo XX. Apesar de lutar com heroismo e intensamente neste per&iacute;odo levou a derrotas hist&oacute;ricas, principalmente por falta de uma dire&ccedil;&atilde;o conciene, como um trabalho de S&iacute;fiso(1).<\/p>\n<p>O tema que est&aacute; em discuss&atilde;o &eacute; o Entrismo, que &eacute; um dos temas pouco estudado pelos historiadores e organiza&ccedil;&otilde;es pol&iacute;ticas. Esta t&aacute;tica consiste em que uma pequena organiza&ccedil;&atilde;o infiltra-se em um partido que tem grande influ&ecirc;ncia de massas. Seu objetivo &eacute; cooptar um grande n&uacute;mero de militantes e quadros, constituindo-se uma fra&ccedil;&atilde;o que disputa a dire&ccedil;&atilde;o deste partido. Como o processo pode ocasionar uma crise, vai de encontro a uma ruptura, resultando a sa&iacute;da desta organiza&ccedil;&atilde;o entrista, fortalecida com um grande n&uacute;mero de menbros, rumo a um grande partido revolucion&aacute;rio de massas, este &eacute; o objetivo principal da t&aacute;tica do entrismo.<\/p>\n<p>T&aacute;tica esta proposta por Trotsky nos anos de 1934\/35 em rela&ccedil;&atilde;o aos partidos socialistas em que um grande setor da juventude foi atra&iacute;do por estes partidos na Europa(2). Nos anos 50, a IV Internacional sob dire&ccedil;&atilde;o de Michel Pablo orientou que fizesse o entrismo nos Partidos Comunistas(3), na Argentina esta t&aacute;tica degenerou-se a ponto de fazer entrismo no peronismo, partido burgu&ecirc;s com peso de massas e no sindicalismo em 1953 sob a dire&ccedil;&atilde;o de Nahuel Moreno, chegando a apoiar o candidato de Peron &#8211; Arturo Frondizi em 1958, o ent&atilde;o candidato da UCR(nesta &eacute;poca o peronismo estava na clandestinidade) um tradicional partido de direita que sempre teve pol&iacute;tica antioper&aacute;ria. A consigna do jornal da organiza&ccedil;&atilde;o de Moreno &#8211; &quot;Palabra Obrera&quot; era o lelma: &quot;Sob as diretivas do General Per&oacute;n e o Comando Superior Peronista&quot;(4). Nos anos 70 no Brasil, toda a esquerda faz o entrismo no M.D.B, partido de &quot;oposi&ccedil;&atilde;o&quot; consentida pela ditadura.<\/p>\n<p>N&atilde;o &eacute; preciso de uma tese monumental para explicar o fracasso do entrismo. A pr&oacute;pria hist&oacute;ria mostra a aus&ecirc;ncia de um &quot;grande partido revolucion&aacute;rio de massas&quot; originado deste projeto. O entrismo &eacute; uma t&aacute;tica militarista que aplicado no plano pol&iacute;tico demonstrou ser um grande fiasco. Os motivos s&atilde;o &oacute;bvios: &#8211; Ao realizar o entrismo, n&atilde;o analisou a rea&ccedil;&atilde;o do inimigo, isto &eacute; as dire&ccedil;&otilde;es dos partidos de que n&atilde;o aceitariam passivamente esta invas&atilde;o. A rea&ccedil;&atilde;o pode ser explicada por tr&ecirc;s fases: coopta&ccedil;&atilde;o; desmoraliza&ccedil;&atilde;o e expuls&atilde;o. &#8211; Coopta&ccedil;&atilde;o: consiste  em atrair os quadros mais capcitados das organiza&ccedil;&otilde;es entristas a servi&ccedil;o da dire&ccedil;&atilde;o do partido, como cargos partid&aacute;rios, parlalmento e at&eacute; cargos p&uacute;blicos, quando este partido alcan&ccedil;ar o poder, a Hist&oacute;ria mostra in&uacute;meros exemplos de ministros, parlamentares e burocratas que teve sua origem pol&iacute;tica de pequenas organiza&ccedil;&otilde;es de esquerda que fizeram entrismo nos grandes partidos reformistas, vide o exemplo dos menbros do governo do PT. &#8211; Desmoraliza&ccedil;&atilde;o: A organiza&ccedil;&atilde;o entrista tem que submeter-se  a disciplina do partico e militar com pouca autonomia e com a coopta&ccedil;&atilde;o de seus quadros principais, estas organiza&ccedil;&otilde;es fragilizam-se, entram em crise e chegam at&eacute; dissolver-se dentro do partido, levando a desmoraliza&ccedil;&atilde;o dos seus militantes de base e quadros m&eacute;dios que levou todo o seu trabalho mais a contribui&ccedil;&atilde;o financeira de seus menbros (cotiza&ccedil;&atilde;o) em proveito da parte da dire&ccedil;&atilde;o cooptada que os usou para trair os que ajudaram a ascenderem no partido em que fizeram o entrismo. &#8211; Expuls&atilde;o: quando esta organiza&ccedil;&atilde;o entrista n&atilde;o ser mais &quot;util&quot; e entrar em conflito com  a dire&ccedil;&atilde;o deste partido, ocorre a expuls&atilde;o desta corrente, ao qual a hist&oacute;ria demonstrou que seu ganho pol&iacute;tico foi insignifante, nulo ou pior: &#8211; saiu debilitado desta experi&ecirc;ncia.<\/p>\n<p>\nPT: O cavalo de Tr&oacute;ia para a classe trabalhadora no Brasil<\/p>\n<p>\nNo Brasil, o entrismo teve caracter&iacute;sticas &quot;sui generis&quot;, devido ao seu atraso pol&iacute;tico e econ&ocirc;mico, nunca teve um grande partido reformista de massas. No final dos anos 70, com a ascen&ccedil;&atilde;o das greves o sistema pol&iacute;tico bipartid&aacute;rio da ditadura (MDB x ARENA) implodiu, abrindo a possibilidade de cria&ccedil;&atilde;o de novos partidos. A esquerda estava fragmentada em dezenas de siglas rivais entre si, origin&aacute;rias do trotskismo e do stalinismo (este em acelerada decomposi&ccedil;&atilde;o no Brasil a n&iacute;vel mundial). Estas organiza&ccedil;&otilde;es optaram pelo entrismo e n&atilde;o existindo um partido reformista de massas, trataram ent&atilde;o de cria-lo &#8211; O Partido dos Trabalhadores, cuja cria&ccedil;&atilde;o foi um caldeir&atilde;o pol&iacute;tico pol&iacute;tico constituido por in&uacute;meras correntes de esquerda, pol&iacute;ticos egressos do extindo MDB, setores da Igreja Cat&oacute;lica e de um setor da burocracia sindical que passou  posteriomente a entrar em conflito de interesses com a ent&atilde;o ditadura militar. Esta burocracia sindical merece uma aten&ccedil;&atilde;o a parte. Criada ap&oacute;s a desarticula&ccedil;&atilde;o do velho peleguismo getulista e do Partido Comunista pelo golpe de 64. Criou-se uma nova burocracia sindical esta estreitamente ligada as multinacionais que dominaram a economia brasileira ap&oacute;s 64, da qual muitos dirigentes freq&uuml;entaram curso sob patroc&iacute;nio da Social Democracia na Alemanha e nos EUA sob a dire&ccedil;&atilde;o da CIA, sendo sua maior representatividade na regi&atilde;o do ABC. Intimamente ligado ao capital internacional, devotos anticomunistas, com seus pr&oacute;prios interesses, distante de sua base que os sustentavam : a classe oper&aacute;ria. No in&iacute;cio das greves do ABC era comum  a dire&ccedil;&atilde;o do Sindicato, colocar seguran&ccedil;as na porta do Est&aacute;dio da Vila Euclides em S&atilde;o Bernardo impedindo a entrada de distribui&ccedil;&atilde;o de panfletos e venda de jornais de esquerda, seguidas de declara&ccedil;&otilde;es de despolitiza&ccedil;&atilde;o das greves.<\/p>\n<p>Com a rea&ccedil;&atilde;o violenta da ditadura, que reprimiu e interveio nos sindicatos, esta burocracia da um giro &agrave; esquerda, numa quest&atilde;o de sobreviv&ecirc;ncia pol&iacute;tica, passam a fazer oposi&ccedil;&atilde;o ao regime e tamb&eacute;m a construir o PT tomando conta da sua dire&ccedil;&atilde;o. &Egrave; esta burocracia que as correntes de esquerda levaram ao poder, sendo o seu l&iacute;der principal elevado a condi&ccedil;&atilde;o de &quot;Messias&quot; da classe trabalhadora. Outro setor mais a direita da burocracia permanece fiel a ditadura e juntamente com os restos do stalinismo, entra no PMDB e cria sua base sindical. (Unidade Sindical, que originou a atual For&ccedil;&atilde; Sindical). Com um programa inicialmente progressista e antiimperialista o PT foi constru&iacute;do com esfor&ccedil;o h&eacute;rculeo com militantes da base das organiza&ccedil;&otilde;es de esquerda, os militantes deste per&iacute;odo h&atilde;o de lembrar as filia&ccedil;&otilde;es de porta em porta e at&eacute; as vendas das famosas &quot;estrelinhas do PT&quot; e de at&eacute; de contribui&ccedil;&atilde;o do pr&oacute;prio bolso destes militantes, muitos dos quais chegaram a perder seus empregos e at&eacute; a pr&oacute;pria vida na constru&ccedil;&atilde;o deste partido. Paralelamente as dire&ccedil;&otilde;es destas organiza&ccedil;oes foram ao poucos cooptado pela dire&ccedil;&atilde;o do PT que desde o in&iacute;cio desvirtou-se de seu papel de lutar pela classe trabalhadora e luta contra o imperialismo, servido aos interesses da burocracia sindical e de pol&iacute;ticos profissionais. Este entrismo &quot; a brasileira&quot; passa a ocorrer de modo inverso, muitas dessas organiza&ccedil;&otilde;es passam a ser absorvidas pelo partdo com a extin&ccedil;&atilde;o de seus jornais e dissolu&ccedil;&atilde;o de suas fra&ccedil;&otilde;es. O PT foi oposi&ccedil;&atilde;o dentro dos marcos do regime da moribunda ditadura ao governo Sarney. A partir de 1988, com a conquistada das prefeituras e um grande n&uacute;mero de parlamentares, passa a ser base de sustenta&ccedil;&atilde;o do regime, onde governam passam a segur a rista os ditames do FMI, levando a classe trabalhadora a pagar a crise econ&ocirc;mica criada pela burguesia nacional e internacional. Com a queda dos regimes ditos &quot;socialistas&quot; do leste da Europa e da URSS, o PT completa seu giro &agrave; direita e passa a ser a criatura que virou inimiga de seu criador &#8211; os trabalhadores. Sua capitula&ccedil;&atilde;o final se da no Governo Collor, o mais corrupto da hist&oacute;ria brasileira, realizaram o &quot;pacto social&quot; atrav&eacute;s de seu bra&ccedil;o sindical a CUT atrav&eacute;s das &quot;Camaras Setoriais&quot;, que engessou o movimento sindical  abrindo caminho paa as privatiza&ccedil;&otilde;es e ataque ao n&iacute;vel de vida da popula&ccedil;&atilde;o, promoveu a abertura indiscriminada das importa&ccedil;&otilde;es tendo como conseq&uuml;&ecirc;ncia o fechamento de f&aacute;bricas e desemprego massivo de trabalhadores, O PT com o discurso de &quot;manter a governabilidade foi o &uacute;ltimo a apoiar a deposi&ccedil;&atilde;o de Collor, expulsando a Converg&ecirc;ncia Socialista por esta ser a primeira organiza&ccedil;&atilde;o ao apoiar o movimento de &quot;Fora Collor&quot;, mais tarde expulsou a Causa Oper&aacute;ria, cujas organiza&ccedil;&otilde;es constituiram em pequenos partidos com pouca express&atilde;o pol&iacute;tica e sindical, contrariando a previs&atilde;o da t&aacute;tica entrista, n&atilde;o houve grandes rupturas massivas. As demais organiza&ccedil;&otilde;es de esquerda que n&atilde;o se dissolveram no PT, tornaram-se seitas sat&eacute;lites que  seguem incondicionalmente as diretrizes do PT. Como a Democracia Socialista que participou do Governo Lula no Minist&eacute;rio da Reforma Agr&aacute;ria atuando em proveito do agroneg&oacute;cio contra os camponeses sem-terra. O Trabalho cujos dirigentes ocuparam minist&eacute;rios e at&eacute; envolveram em atos de corrup&ccedil;&atilde;o como da pasta do Turismo, N&atilde;o passam de organiza&ccedil;&otilde;es eleitoreiras que iludem seus militantes de base (5). Em 2002, com a incapacidade dos partidos da burguesia de governar, o PT conquista o poder (com apoio do PSTU &#8211; ex Converg&ecirc;ncia no 2&ordm; turno), passa a dar continuidade do modelo neoliberal, implantando  nos anos 90, em manter os grandes lucros dos bancos, a pol&iacute;tica de desindustrializa&ccedil;&atilde;o atrav&eacute;s das importa&ccedil;&otilde;es massivas e favorecer o agroneg&oacute;cio em preju&iacute;zo dos pequenos produtores e da popul&atilde;&ccedil;&atilde;o em geral como o incentivo as m&uacute;ltis do agrot&oacute;xico  e concentra&ccedil;&atilde;o de terras a monocultura em detrimento a produ&ccedil;&atilde;o de alimentos. O Capital Internacional tem mais confian&ccedil;a no PT do que nos partidos tradicionais da burguesia brasileira, por seu papel principal de controlar os sindicatos e movimentos sociais. O PT segue o mesmo papel tr&aacute;gico de outros partidos reformistas de base oper&aacute;ria, de de voltar contra a pr&oacute;pria classe oper&aacute;ria que o criou. Sua base de dire&ccedil;&atilde;o e seu bra&ccedil;o sindical (CUT)  desempenha o mesmo papel da qual foi criado na ditadura: &#8211; de ser o capataz do imperialismo contra os trabalhadores e at&eacute; contra a pr&oacute;rpia burguesia nacional, quando esta passa a ser obst&aacute;culo aos interesses do capital internacional, a exemplo da desnacionaliza&ccedil;&atilde;o da ind&uacute;stria automobilistica, fal&ecirc;ncia do setores t&ecirc;xteis e cal&ccedil;adista, devido as importa&ccedil;&otilde;es predat&oacute;rias.<\/p>\n<p>A Conclus&atilde;o de que o entrismo foi juntamente com a pol&iacute;tica de frentes populares (coaliza&ccedil;&atilde;o de partidos comunistas e socialistas com a burguesias nacionais) uma trag&eacute;dia para a classe trabalhadora no s&eacute;culo XX. Coopta&ccedil;&atilde;o, desmoraliza&ccedil;&atilde;o e finalmente trai&ccedil;&atilde;o de suas dire&ccedil;&otilde;es entristas, fortaleceu os aparatos contra-revolucin&aacute;rios e seus agentes. Este artigo &eacute; uma pequena amostra a novas gera&ccedil;&otilde;es de lutadores a n&atilde;o repetir os erros do passado, temos que construir organiza&ccedil;&otilde;es com nossos pr&oacute;rprios recursos e n&atilde;o depositar nenhuma confian&ccedil;a em movimentos ou partidos reformistas por maior influ&ecirc;ncia de massas que possua.<\/p>\n<p>Jos&eacute; Luis, funcion&aacute;rio p&uacute;blico &#8211; Santo Andr&eacute;-SP<\/p>\n<p>(1)Personagem da mitologia grega que por ter escapado do Inferno teve como castigo pela fuga empurrar uma pedra ao alto da montanha, quando terminava o trabalho, a pedra despencava morro abaixo, sendo S&iacute;fiso obrigaod a recome&ccedil;ar. A express&atilde;o indica esfor&ccedil;o in&uacute;til e dispendioso.<br \/>\n(2)Cadernos de Forma&ccedil;&atilde;o 5 pagina 41 &#8211; Converg&ecirc;ncia Socilista &#8211; 1985.<br \/>\n(3)Artigo da CMI Brasil &#8211; Ato em Homenagem a Nahuel Moreno e sua pol&iacute;tica de entrismo no peronismo &#8211; 02.3.2007<br \/>\n(4)Entrismo sui generis -Wikip&eacute;dia &acute;Relat&oacute;rio de fevereiro de 1952, em que Pablo insiste na evolu&ccedil;&atilde;o &agrave; esquerda do stalinismo, cuja pol&iacute;tica entrista nos PCs levou a dissolu&ccedil;&atilde;o de v&aacute;rios partidos trotkistas.<br \/>\n(5)Inspirado no Boletim do pstu.org.br &#8211; o trotskismo no Brasil, publicado em 17\/06\/2008.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<\/div>\n","protected":false},"author":3,"featured_media":0,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[11,82],"tags":[],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.espacosocialista.org\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/356"}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.espacosocialista.org\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.espacosocialista.org\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.espacosocialista.org\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/users\/3"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.espacosocialista.org\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=356"}],"version-history":[{"count":3,"href":"https:\/\/www.espacosocialista.org\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/356\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":5960,"href":"https:\/\/www.espacosocialista.org\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/356\/revisions\/5960"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.espacosocialista.org\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=356"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.espacosocialista.org\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=356"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.espacosocialista.org\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=356"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}