{"id":357,"date":"2012-09-23T23:37:42","date_gmt":"2012-09-23T23:37:42","guid":{"rendered":"http:\/\/espacosocialista.org\/?q=node\/357"},"modified":"2018-05-01T00:17:16","modified_gmt":"2018-05-01T03:17:16","slug":"contribuicao-individual-10","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.espacosocialista.org\/portal\/2012\/09\/contribuicao-individual-10\/","title":{"rendered":"A privatiza\u00e7\u00e3o das ferrovias e suas consequ\u00eancias &#8211; Jos\u00e9 Luis"},"content":{"rendered":"<p><b style=\"background-color: #ffffff; color: #333333; font-size: 14px; line-height: 23.33333396911621px;\"><span class=\"ecxApple-style-span\" style=\"font-size: 14px;\"><b style=\"font-size: 14px;\"><span class=\"ecxApple-style-span\" style=\"font-size: 14px; font-family: Garamond,serif;\"><span class=\"ecxApple-style-span\" style=\"font-size: 14px;\">Este texto \u00e9 uma contribui\u00e7\u00e3o individual,\u00a0<\/span><span class=\"ecxApple-style-span\" style=\"font-size: 14px;\">n\u00e3o necessariamente expressa a opini\u00e3o da organiza\u00e7\u00e3o e por este motivo se apresenta assinado por seu autor.<\/span><\/span><\/b><\/span><\/b><\/p>\n<p class=\"rteright\" style=\"font-size: 14px; background-color: #ffffff; color: #333333; text-align: right;\"><b style=\"font-size: 13.333333969116211px; font-family: arial; text-align: center;\"><span style=\"font-size: 11pt; color: red; text-transform: uppercase;\">a privatiza\u00e7\u00e3o das ferrovias e suas consequ\u00eancias<\/span><\/b><br \/>\nJos\u00e9 Luis &#8211; Funcion\u00e1rio Publico &#8211; ABC<\/p>\n<div style=\"text-align: justify;\">\n<p>O apag\u00e3o ocorrido em 29 de mar\u00e7o (o 5\u00ba deste ano) em S\u00e3o Paulo, ocasionou um quebra-quebra, come\u00e7ando na esta\u00e7\u00e3o de Francisco Morato e foi estendendo-se as demais esta\u00e7\u00f5es, sendo os alvos principais as catracas e as bilheterias, em raz\u00e3o dos constantes atrazos e altas tarifas cobradas, prejudicando milh\u00f5es de usu\u00e1rios. Logo o governo do PSDB achou um culpado: -a pr\u00f3pria popula\u00e7\u00e3o! Principalmente por recorrer ao transporte ferrovi\u00e1rio, cujo movimento saltou de 353 milh\u00f5es em 2003, para 700 milh\u00f5es em 2011, mas com sua infra-estrutura e equipamentos obsoletos e sem manuten\u00e7\u00e3o, com rede el\u00e9trica com mais de 50 anos de uso (*1). No Rio de Janeiro, ocorre situa\u00e7\u00e3o mais grave, com a rede metropolitada adminstrada pela Supervias, empresa esta, que ganhou uma concess\u00e3o de 50 anos de opera\u00e7\u00e3o. A a\u00e7\u00e3o desta empresa \u00e9 a mesma de outras operadoras privadas, operar as linhas mais lucrativas e sucatear as demais elevando absurdamente as tarifas, sem melhorias, afetando principalmente o transporte de passageiros, resultando em cont\u00ednuos atrasos causando revoltas na popula\u00e7\u00e3o (*2).A situa\u00e7\u00e3o das ferrovias brasileiras \u00e9 a mesma de norte a sul; locomotivas e vag\u00f5es abandonados e depredados, corro\u00eddos pela ferrugem, linhas desativadas e galp\u00f5es e armaz\u00e9ns em ru\u00ednas. Quando e como esta trag\u00e9dia come\u00e7ou?As ferrovias chegaram ao pa\u00eds , com a constru\u00e7\u00e3o da Estrada de Ferro Petr\u00f3polis em 1854 por iniciativa do Bar\u00e3o de Mau\u00e1, logo o capital ingl\u00eas se apropriou da iniciativa da constru\u00e7\u00e3o e dire\u00e7\u00e3o da maior parte do parque ferrovi\u00e1rio brasileiro. As ferrovias alavancaram o desenvolvimento econ\u00f4mico do pa\u00eds, muitas cidades foram criadas a margem das ferrovias e cidades antes isoladas por obst\u00e1culos naturais tornaram-se metr\u00f3poles, como o exemplo da cidade de S\u00e3o Paulo. No final do s\u00e9culo XIX e come\u00e7o do XX, o Brasil tinha uma das maiores redes do planeta. Nos anos 40, come\u00e7aram a apresentar sinais de decad\u00eancia, pois j\u00e1 n\u00e3o davam altos lucros aos trustes ingleses. Mesmo com a estatiza\u00e7\u00e3o e a cria\u00e7\u00e3o da RFSA esta tend\u00eancia n\u00e3o foi revertida, nos anos 50 o capital internacional come\u00e7ou a dominar o cen\u00e1rio econ\u00f4mico do pa\u00eds, e impuseram ao governo a prioridade para as rodovias para satisfazer as multinacionais da ind\u00fastria automobilistica, com o consequente abandono das ferrovias. Tal tend\u00eancia foi seguida pela ditadura e os governos que a sucedera. Lentatamente foram desativadas linhas ferrovi\u00e1rias e esta\u00e7\u00f5es foram abandonadas, sendo substitu\u00eddas pelo oneroso e encarecido sistema rodovi\u00e1rio.<\/p>\n<p>Com FHC iniciou-se a era das privatiza\u00e7\u00f5es selvagens de toda infra-estrutura do pa\u00eds, como transporte, energia, minera\u00e7\u00e3o, comunica\u00e7\u00e3o entre outras que foram apropriadas em grande parte pelo capital internacional<br \/>\nO sistema ferrovi\u00e1rio foi o mais afetado, pios somente interessavem as linhas mais lucrativas, como o transporte de min\u00e9rios, imediatamente subiram as tarifas a n\u00edveis astron\u00f4micos. Outras linhas que n\u00e3o eram lucrativas foram desativadas ou abandonadas como o transporte de passagerios de longo percurso, com demiss\u00f5es massivas, deixando pequenos produtores desamparados, O mesmo se deu nas rodovias onde se deu a famosa &#8220;farra dos ped\u00e1gios&#8221; com pre\u00e7os exorbitantes e aumento dos postos de ped\u00e1gio. Com o PT no poder, logo tratou de por fim as esperan\u00e7as de retomar o patrim\u00f4nio p\u00fablico. Os discursos contra a privatiza\u00e7ao s\u00f3 ficou na ret\u00f3rica. Lula continou a pol\u00edtica nefasta de privatiza\u00e7\u00e3o, com as obras da ferrovias Norte-Sul e Transnordestina, entregues a grupos privados, sem contar que o mesmo editou medida provis\u00f3ria e patrocinou no Congresso a sua aprova\u00e7\u00e3o a extin\u00e7\u00e3o da RFSA, atendendo a trustes que controlam a malha ferrovi\u00e1ria (*3).<\/p>\n<p>Com o governo Dillma segue a mesma pol\u00edtica que visa a privatiza\u00e7\u00e3 dos aeroportos e correios, caracterizando como mais a direita dos governos de &#8220;esquerda&#8221; da Am\u00e9rica Latina.<\/p>\n<p>Na contram\u00e3o das na\u00e7\u00f5es desenvolvidas que modernizaram e ampliou a rede ferrovi\u00e1ria. A burguesia brasileira praticamente destruiu o sistema ferrovi\u00e1rio, cujas conseq\u00fc\u00eancias nefastas o pais sofre atuallmente. Depend\u00eancia excessiva do petr\u00f3leo importado, sistema rodovi\u00e1rio congestionado e oneroso, estradas mal conservadas, expostas a freq\u00fcentes acidentes e assalto de quadrilhas organizadas, extor\u00e7\u00e3o das altas tarifas de ped\u00e1gio, elevando assim os fretes e seguros. Nas cidades, ruas esburacadas, com tr\u00e2nsito em colapso, devido ao excesso de autom\u00f3veis particulares, pois al\u00e9m do transporte ferrovi\u00e1rio e metr\u00f4s, caros e ineficientes, temos tamb\u00e9m o transporte de \u00f4nibus caro, insuficiente e de p\u00e9ssima qualidade. Resultado: Meio ambiente deteriorado com altos n\u00edveis de polui\u00e7\u00e3o nas cidades, deteriora\u00e7\u00e3o de bairros inteiros e desmatamentos para constru\u00e7\u00e3o e alargamentos de rodovias. Este \u00e9 um dos motivos de que o Brasil apresentou crescimento p\u00edfio na bonan\u00e7a econ\u00f4mica que durou at\u00e9 2008, e por que do custo de vida ser alto e de ser t\u00e3o caro produzir no Brasil.<\/p>\n<p>A Privatiza\u00e7\u00e3o ou melhor &#8220;privataria&#8221; das ferrovias e outros patrim\u00f4nios p\u00fablicos, pode ser considerado um dos maiores crimes contra a na\u00e7\u00e3o e seu povo, que foi praticamente uma recoloniza\u00e7\u00e3o , s\u00f3 superada pelo saque da China pelas pot\u00eancias imperialistas at\u00e9 1949 e no desmonte e liquida\u00e7\u00e3o da URSS pela burocracia em conjunto com a m\u00e1fia russa.<\/p>\n<p>Tal situa\u00e7\u00e3o vai agravar as condi\u00e7\u00f5es de vida dos trabalhadores brasileiros cabe a n\u00f3s lutadores classistas socialistas &#8220;aut\u00eanticos&#8221; convocar os movimentos populares, sem terra e outros movimentos sociais, bem como as centrais sindicais n\u00e3o vinculadas ao governo do PT, como a Conlutas e Intersindical, mobilizar a popula\u00e7\u00e3o nas ruas, exigindo a retomada do patrim\u00f4nio p\u00fablico de volta ao povo brasileiro, reestatizando-as e reduzindo suas tarifas, mas sob o controle dos trabalhadores, evitando o perigo de surgir novas burocracias nefastas que destruiram as estatais, justificando sua privatiza\u00e7\u00e3o, que a exemplo das f\u00e1bricas ocupadas que est\u00e3o melhor geridas pelos seus oper\u00e1rios do que nas m\u00e3os dos patr\u00f5es.<\/p>\n<p>Publica\u00e7\u00f5es consultadas:<\/p>\n<p>*1- Folha de S\u00e3o Paulo &#8211; Caderno Cotidiano, p\u00e1ginas C1 e C4 de 30.3.2012.<br \/>\n*2- Privatiza\u00e7\u00e3o e Sucateamento &#8211; Boletim CMI por Latuff 26.2.2002.<br \/>\n*3- Artigo de Roque Ferreira &#8211; Coordenador Geral dos Sindicatos Ferrovi\u00e1rios de Bauru, MS e MT-CUT\/FNITST. &#8220;Este pais, durante 40 anos, n\u00e3o investiu em ferrovias e o pouco que a gente tinha foi privatizado. Em muiots casos, n\u00e3o se exigiu a responsabilidade daquele privatizou para fazer os investimentos necess\u00e1rios&#8221;. &#8211; discurso de Lula na inaugura\u00e7\u00e3o da duplica\u00e7\u00e3o da rodovia BR-060 Bras\u00edlia-Anapolis.<\/p>\n<\/div>\n<p>&nbsp;<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>&nbsp;<b style=\"background-color: rgb(255, 255, 255); color: rgb(51, 51, 51); font-size: 14px; line-height: 23.33333396911621px; \"><span class=\"ecxApple-style-span\" style=\"font-size: 14px; \"><b style=\"font-size: 14px; \"><font class=\"ecxApple-style-span\" face=\"Garamond, serif\" style=\"font-size: 14px; \"><span class=\"ecxApple-style-span\" style=\"font-size: 14px; \">Este texto &eacute; uma contribui&ccedil;&atilde;o individual,&nbsp;<\/span><span class=\"ecxApple-style-span\" style=\"font-size: 14px; \">n&atilde;o necessariamente expressa a opini&atilde;o da organiza&ccedil;&atilde;o e por este motivo se apresenta assinado por seu autor.<\/span><\/font><\/b><\/span><\/b><\/p>\n<p class=\"rteright\" style=\"font-size: 14px; background-color: rgb(255, 255, 255); color: rgb(51, 51, 51); \"><b style=\"font-size: 13.333333969116211px; font-family: arial; text-align: center; \"><span style=\"font-size: 11pt; color: red; text-transform: uppercase; \">a privatiza&ccedil;&atilde;o das ferrovias e suas consequ&ecirc;ncias<\/span><\/b><br \/>\nJos&eacute; Luis &#8211; Funcion&aacute;rio Publico &#8211; ABC<\/p>\n<div style=\"text-align: justify\">O apag&atilde;o ocorrido em 29 de mar&ccedil;o (o 5&ordm; deste ano) em S&atilde;o Paulo, ocasionou um quebra-quebra, come&ccedil;ando na esta&ccedil;&atilde;o de Francisco Morato e foi estendendo-se as demais esta&ccedil;&otilde;es, sendo os alvos principais as catracas e as bilheterias, em raz&atilde;o dos constantes atrazos e altas tarifas cobradas, prejudicando milh&otilde;es de usu&aacute;rios. Logo o governo do PSDB achou um culpado:  -a pr&oacute;pria popula&ccedil;&atilde;o! Principalmente por recorrer ao transporte ferrovi&aacute;rio, cujo movimento saltou de 353 milh&otilde;es em 2003, para 700 milh&otilde;es em 2011, mas com sua infra-estrutura e equipamentos obsoletos e sem manuten&ccedil;&atilde;o, com rede el&eacute;trica  com mais de 50 anos de uso (*1). No Rio de Janeiro, ocorre situa&ccedil;&atilde;o mais grave, com a rede metropolitada adminstrada pela Supervias, empresa esta, que ganhou uma concess&atilde;o de 50 anos de opera&ccedil;&atilde;o. A a&ccedil;&atilde;o desta empresa &eacute; a mesma de outras operadoras privadas, operar as linhas mais lucrativas e sucatear as demais elevando absurdamente as tarifas, sem melhorias, afetando principalmente o transporte de passageiros, resultando em cont&iacute;nuos atrasos causando revoltas na popula&ccedil;&atilde;o (*2).<\/p>\n<p>A situa&ccedil;&atilde;o das ferrovias brasileiras &eacute; a mesma de norte a sul; locomotivas e vag&otilde;es abandonados e depredados, corro&iacute;dos pela ferrugem, linhas desativadas e galp&otilde;es e armaz&eacute;ns em ru&iacute;nas. Quando e como esta trag&eacute;dia come&ccedil;ou?<\/p>\n<p>As ferrovias chegaram ao pa&iacute;s , com a constru&ccedil;&atilde;o da Estrada de Ferro Petr&oacute;polis em 1854 por iniciativa do Bar&atilde;o de Mau&aacute;, logo o capital ingl&ecirc;s se apropriou da iniciativa da constru&ccedil;&atilde;o e dire&ccedil;&atilde;o da maior parte do parque ferrovi&aacute;rio brasileiro. As ferrovias alavancaram o desenvolvimento econ&ocirc;mico do pa&iacute;s, muitas cidades foram criadas a margem das ferrovias e cidades antes isoladas por obst&aacute;culos naturais tornaram-se metr&oacute;poles, como o exemplo da cidade de S&atilde;o Paulo. No final do s&eacute;culo XIX e come&ccedil;o do XX, o Brasil tinha uma das maiores redes do planeta. Nos anos 40, come&ccedil;aram a apresentar sinais de decad&ecirc;ncia, pois j&aacute; n&atilde;o davam altos lucros aos trustes ingleses. Mesmo com a estatiza&ccedil;&atilde;o e a cria&ccedil;&atilde;o da RFSA esta tend&ecirc;ncia n&atilde;o foi revertida, nos anos 50 o capital internacional come&ccedil;ou a dominar o cen&aacute;rio econ&ocirc;mico do pa&iacute;s, e impuseram ao governo a prioridade para as rodovias para satisfazer as multinacionais da ind&uacute;stria automobilistica, com o consequente abandono das ferrovias. Tal tend&ecirc;ncia foi seguida pela ditadura e os governos que a sucedera. Lentatamente foram desativadas linhas ferrovi&aacute;rias e esta&ccedil;&otilde;es foram abandonadas, sendo substitu&iacute;das pelo oneroso e encarecido sistema rodovi&aacute;rio.<\/p>\n<p>Com FHC iniciou-se a era das privatiza&ccedil;&otilde;es selvagens de toda infra-estrutura do pa&iacute;s, como transporte, energia, minera&ccedil;&atilde;o, comunica&ccedil;&atilde;o entre outras que foram apropriadas em grande parte pelo capital internacional<br \/>\nO sistema ferrovi&aacute;rio foi o mais afetado, pios somente interessavem  as linhas mais lucrativas, como o transporte de min&eacute;rios, imediatamente subiram as tarifas a n&iacute;veis astron&ocirc;micos. Outras linhas que n&atilde;o eram lucrativas foram desativadas ou abandonadas como o transporte de passagerios de longo percurso, com demiss&otilde;es massivas, deixando pequenos produtores desamparados, O mesmo se deu nas rodovias onde se deu a famosa &quot;farra dos ped&aacute;gios&quot; com pre&ccedil;os exorbitantes e aumento dos postos de ped&aacute;gio. Com o PT no poder, logo tratou de por fim as esperan&ccedil;as de retomar o patrim&ocirc;nio p&uacute;blico. Os discursos contra a privatiza&ccedil;ao s&oacute; ficou na ret&oacute;rica. Lula continou a pol&iacute;tica nefasta de privatiza&ccedil;&atilde;o, com as obras da ferrovias Norte-Sul e Transnordestina, entregues a grupos privados, sem contar que o mesmo editou medida provis&oacute;ria e patrocinou no Congresso a sua aprova&ccedil;&atilde;o a extin&ccedil;&atilde;o da RFSA, atendendo a trustes que controlam a malha ferrovi&aacute;ria (*3).<\/p>\n<p>Com o governo Dillma segue a mesma pol&iacute;tica que visa a privatiza&ccedil;&atilde; dos aeroportos e correios, caracterizando como mais a direita dos governos de &quot;esquerda&quot; da Am&eacute;rica Latina.<\/p>\n<p>Na contram&atilde;o das na&ccedil;&otilde;es desenvolvidas que modernizaram e ampliou a rede ferrovi&aacute;ria. A burguesia brasileira praticamente destruiu o sistema ferrovi&aacute;rio, cujas conseq&uuml;&ecirc;ncias nefastas o pais sofre atuallmente. Depend&ecirc;ncia excessiva do petr&oacute;leo importado, sistema rodovi&aacute;rio congestionado e oneroso, estradas mal conservadas, expostas a freq&uuml;entes acidentes e assalto de quadrilhas organizadas, extor&ccedil;&atilde;o das altas tarifas de ped&aacute;gio, elevando assim os fretes e seguros. Nas cidades, ruas esburacadas, com tr&acirc;nsito em colapso, devido ao excesso de autom&oacute;veis particulares, pois al&eacute;m do transporte ferrovi&aacute;rio e metr&ocirc;s, caros e ineficientes, temos tamb&eacute;m o transporte de &ocirc;nibus caro, insuficiente e de p&eacute;ssima qualidade. Resultado:  Meio ambiente deteriorado com altos n&iacute;veis de polui&ccedil;&atilde;o nas cidades, deteriora&ccedil;&atilde;o de bairros inteiros e desmatamentos para constru&ccedil;&atilde;o e alargamentos de rodovias. Este &eacute; um dos motivos de que o Brasil apresentou crescimento p&iacute;fio na bonan&ccedil;a econ&ocirc;mica que durou at&eacute; 2008, e por que do custo de vida ser alto e de ser t&atilde;o caro produzir no Brasil.<\/p>\n<p>A Privatiza&ccedil;&atilde;o ou melhor &quot;privataria&quot; das ferrovias e outros patrim&ocirc;nios p&uacute;blicos, pode ser considerado um dos maiores crimes contra a na&ccedil;&atilde;o e seu povo, que foi praticamente uma recoloniza&ccedil;&atilde;o , s&oacute; superada pelo saque da China pelas pot&ecirc;ncias imperialistas at&eacute; 1949 e no  desmonte e liquida&ccedil;&atilde;o da URSS pela burocracia em conjunto com a m&aacute;fia russa.<\/p>\n<p>Tal situa&ccedil;&atilde;o vai agravar as condi&ccedil;&otilde;es de vida dos trabalhadores brasileiros cabe a n&oacute;s lutadores classistas socialistas &quot;aut&ecirc;nticos&quot; convocar os movimentos populares, sem terra e outros movimentos sociais, bem como as centrais sindicais n&atilde;o vinculadas ao governo do PT, como a Conlutas e Intersindical, mobilizar a popula&ccedil;&atilde;o  nas ruas, exigindo a retomada do patrim&ocirc;nio p&uacute;blico de volta ao povo brasileiro, reestatizando-as e reduzindo suas tarifas, mas sob o controle dos trabalhadores, evitando o perigo de surgir novas burocracias nefastas que destruiram as estatais, justificando sua privatiza&ccedil;&atilde;o, que a exemplo das f&aacute;bricas ocupadas que est&atilde;o melhor geridas pelos seus oper&aacute;rios do que nas m&atilde;os dos patr&otilde;es.<\/p>\n<p>Publica&ccedil;&otilde;es consultadas:<\/p>\n<p>*1- Folha de S&atilde;o Paulo &#8211; Caderno Cotidiano, p&aacute;ginas C1 e C4 de 30.3.2012.<br \/>\n*2- Privatiza&ccedil;&atilde;o e Sucateamento &#8211; Boletim CMI por Latuff 26.2.2002.<br \/>\n*3- Artigo de Roque Ferreira &#8211; Coordenador Geral dos Sindicatos Ferrovi&aacute;rios de Bauru, MS e MT-CUT\/FNITST. &quot;Este pais, durante 40 anos, n&atilde;o investiu em ferrovias e o pouco que a gente tinha foi privatizado. Em muiots casos, n&atilde;o se exigiu a responsabilidade daquele privatizou para fazer os investimentos necess&aacute;rios&quot;. &#8211; discurso de Lula na inaugura&ccedil;&atilde;o da duplica&ccedil;&atilde;o da rodovia BR-060 Bras&iacute;lia-Anapolis.<br \/>\n&nbsp;<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<\/div>\n<p>&nbsp;<\/p>\n","protected":false},"author":3,"featured_media":0,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[11,82,72],"tags":[],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.espacosocialista.org\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/357"}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.espacosocialista.org\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.espacosocialista.org\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.espacosocialista.org\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/users\/3"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.espacosocialista.org\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=357"}],"version-history":[{"count":5,"href":"https:\/\/www.espacosocialista.org\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/357\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":5886,"href":"https:\/\/www.espacosocialista.org\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/357\/revisions\/5886"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.espacosocialista.org\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=357"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.espacosocialista.org\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=357"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.espacosocialista.org\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=357"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}