{"id":3602,"date":"2014-11-27T01:00:26","date_gmt":"2014-11-27T03:00:26","guid":{"rendered":"http:\/\/espacosocialista.org\/portal\/?p=3602"},"modified":"2014-11-27T01:16:04","modified_gmt":"2014-11-27T03:16:04","slug":"jornal-74-retomar-as-lutas-contra-os-ataques-de-dilma-e-da-direita","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.espacosocialista.org\/portal\/2014\/11\/jornal-74-retomar-as-lutas-contra-os-ataques-de-dilma-e-da-direita\/","title":{"rendered":"Jornal 74: retomar as lutas contra os ataques de Dilma e da direita"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: justify;\"><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" class=\"aligncenter size-full wp-image-3612\" alt=\"mobilizacao\" src=\"http:\/\/espacosocialista.org\/portal\/wp-content\/uploads\/2014\/11\/mobilizacao.jpg\" width=\"482\" height=\"194\" srcset=\"https:\/\/www.espacosocialista.org\/portal\/wp-content\/uploads\/2014\/11\/mobilizacao.jpg 482w, https:\/\/www.espacosocialista.org\/portal\/wp-content\/uploads\/2014\/11\/mobilizacao-300x120.jpg 300w\" sizes=\"(max-width: 482px) 100vw, 482px\" \/><\/p>\n<p>As elei\u00e7\u00f5es transcorreram no marco do esgotamento do modelo econ\u00f4mico implementado pelo PT, que se baseava no crescimento do mercado interno de forma artificial, atrav\u00e9s do endividamento geral das fam\u00edlias e do estado. Isen\u00e7\u00f5es de impostos, empr\u00e9stimos pelo BNDES, obras de interesse das empresas, concess\u00f5es (privatiza\u00e7\u00f5es) de rodovias, portos e aeroportos tamb\u00e9m ajudaram a manter os lucros da burguesia. Mas agora n\u00e3o s\u00e3o mais suficientes. No marco de novos elementos de crise em n\u00edvel internacional, e para recompor as taxas de lucro, ocorrer\u00e3o ajustes nos pre\u00e7os, ataques aos direitos trabalhistas, arrocho salarial, alta de juros, aumento das tarifas p\u00fablicas, etc.<br \/>\nNo in\u00edcio deste ano, vimos v\u00e1rias lutas de categorias precarizadas que, se apoiando na correla\u00e7\u00e3o de for\u00e7as aberta pelos movimentos de junho\/2013, passaram por cima das dire\u00e7\u00f5es pelegas e burocr\u00e1ticas, enfrentaram os tribunais burgueses e arrancaram vit\u00f3rias importantes como as greves dos garis, rodovi\u00e1rios, e constru\u00e7\u00e3o civil. As ocupa\u00e7\u00f5es de terra nas cidades foram parte desse processo, conseguindo se manter e conquistar \u00e1reas para moradia. O movimento Contra a Copa tamb\u00e9m atingiu v\u00e1rias capitais, trazendo a den\u00fancia dos gastos e das consequ\u00eancias com a Copa.<br \/>\nNo entanto, a burguesia, os governos e a m\u00eddia agiam no sentido isolar, difamar e reprimir os movimentos e os setores mais radicalizados de esquerda, procurando ao mesmo tempo j\u00e1 ir desviando toda a insatisfa\u00e7\u00e3o das ruas para as urnas, para as elei\u00e7\u00f5es burguesas.<br \/>\nConforme as lutas se propagavam para setores mais decisivos &#8211; como Metrovi\u00e1rios &#8211; e a Copa se aproximava, foi implementada uma ofensiva com a demiss\u00e3o de 42 trabalhadores na greve dos Metrovi\u00e1rios, a repress\u00e3o aos movimentos contra a Copa, e outros, atrav\u00e9s de processos e pris\u00f5es de ativistas. Houve mais endurecimento e derrota de greves como a dos Institutos T\u00e9cnicos Federais e dos Funcion\u00e1rios das Universidades (FASUBRA).<br \/>\nMesmo n\u00e3o se revertendo completamente a rela\u00e7\u00e3o de for\u00e7as aberta em junho\/2013, houve uma mudan\u00e7a para uma conjuntura reacion\u00e1ria, da qual a direita se aproveitou para crescer, com apoio da m\u00eddia. Um amplo espectro reacion\u00e1rio foi se formando, dando um salto no segundo turno com a declara\u00e7\u00e3o de apoio a A\u00e9cio por parte de Marina, PSB, PV, PHS e fam\u00edlia Campos, com apoio de amplos setores da m\u00eddia. Essa busca de unidade com os setores mais reacion\u00e1rios fez com que a campanha do PSDB tivesse que ir abra\u00e7ando posi\u00e7\u00f5es mais extremas e complicadas, como a quest\u00e3o da redu\u00e7\u00e3o da maioridade penal, e assumindo o discurso raivoso e preconceituoso pelas redes sociais.<br \/>\nEssa polariza\u00e7\u00e3o PT x PSDB, apesar de falsa em muitos aspectos \u2013 pois ambos os programas e projetos s\u00e3o burgueses e muito parecidos entre si, com diferen\u00e7as apenas de forma e ritmos \u2013, mobilizou e polarizou setores sociais distintos social e politicamente. Contribuiu para isso, o fato de que o PT, para fazer frente \u00e0 forte campanha contra Dilma por sua vez, teve que adotar um discurso mais \u00e0 esquerda ao falar de disputa de \u201c2 projetos de pa\u00eds\u201d e chamar a luta dos \u201cricos contra os pobres\u201d.<br \/>\nEssa polariza\u00e7\u00e3o, mesmo parcial, acabou envolvendo muitas personalidades e at\u00e9 setores de milit\u00e2ncia de movimentos sociais, que foram \u00e0s ruas em campanha. Um sentimento de n\u00e3o deixar a direita mais vis\u00edvel ganhar tomou conta de amplos setores de massa e de vanguarda, e fez com que nas \u00faltimas semanas Dilma se consolidasse \u00e0 frente, embora com pequena vantagem.<br \/>\nNesse sentido, a derrota de A\u00e9cio e sua frente \u00e9 parte de uma mudan\u00e7a de uma conjuntura reacion\u00e1ria para outra conservadora, a partir da vis\u00e3o de que \u00e9 preciso conservar o emprego, os direitos, as pol\u00edticas sociais e se contrapor ao crescimento da direita e sua influ\u00eancia reacion\u00e1ria em rela\u00e7\u00e3o a v\u00e1rios temas como: pol\u00edticas sociais, redu\u00e7\u00e3o da maioridade penal, cotas raciais, quest\u00f5es LGBT, aborto, drogas, etc.<br \/>\nEssa conjuntura conservadora pode ser uma transi\u00e7\u00e3o para outra conjuntura mais favor\u00e1vel \u00e0 esquerda, \u00e0 medida que as lutas se desenvolvam e coloquem possibilidades mais ofensivas. Pela dureza dos ataques ap\u00f3s as elei\u00e7\u00f5es, o mais prov\u00e1vel \u00e9 que haja o redespertar dos movimentos sociais, provocando enfrentamentos das massas com a superestrutura pol\u00edtica, jur\u00eddica (governo, Congresso, Justi\u00e7a) etc.<\/p>\n<h2 style=\"text-align: justify;\">UM GOVERNO MAIS INST\u00c1VEL, POR\u00c9M MAIS DURO COM OS TRABALHADORES<\/h2>\n<p style=\"text-align: justify;\">Um quadro bem diferente se coloca no p\u00f3s elei\u00e7\u00f5es. Dentro de uma conjuntura internacional bem mais desfavor\u00e1vel e com maior concorr\u00eancia, h\u00e1 mais dificuldades econ\u00f4micas para a burguesia, que n\u00e3o \u00e9 uma classe homog\u00eanea. Seus v\u00e1rios setores passam a disputar mais ferozmente o mercado e o or\u00e7amento p\u00fablico, levando a rachas e lutas dur\u00edssimas entre seus v\u00e1rios partidos \u2013 que em \u00faltima inst\u00e2ncia s\u00e3o representantes de setores da burguesia \u2013 e que podem levar a crises no governo e no Congresso.<br \/>\nA base da pol\u00edtica econ\u00f4mica do governo \u00e9 o capital financeiro, com disputas entre os seus setores, assim como do capital financeiro contra os setores industriais, do agroneg\u00f3cio, das construtoras, e destes entre si.<br \/>\nO segundo governo Dilma deve ser ainda mais inst\u00e1vel que o primeiro, para n\u00e3o citar os dois de Lula. A rela\u00e7\u00e3o com o PMDB e com os demais partidos ser\u00e1 muito mais conflituosa, no marco de um Congresso ainda mais \u00e0 direita. Isso pode levar a derrotas do governo no Congresso, principalmente naquelas vota\u00e7\u00f5es que possam beneficiar os interesses da burocracia materializada no PT, ou que toquem, ainda que minimamente, nos privil\u00e9gios dos maiores partidos (como no caso da Reforma Pol\u00edtica) ou ainda em temas que a direita se organize para impor.<br \/>\n\u00c9 o caso da emenda que disciplinava o funcionamento dos Conselhos de representantes que, apesar de representarem muito mais espa\u00e7os de coopta\u00e7\u00e3o das lideran\u00e7as e legitima\u00e7\u00e3o das metas e limites da gest\u00e3o, supostamente trariam algum espa\u00e7o de press\u00e3o e fiscaliza\u00e7\u00e3o de demandas sociais junto aos munic\u00edpios, estados e uni\u00e3o. Esse decreto foi derrubado logo no dia seguinte \u00e0 elei\u00e7\u00e3o de Dilma, para demonstrar a n\u00e3o aceita\u00e7\u00e3o \u00e0s propostas da burocracia que visam ao gerenciamento do estado com envolvimento \u2013 totalmente subordinado, relembre-se \u2013 por parte de representantes dos setores e movimentos sociais, contando com o voto do PMDB que, dessa forma, tamb\u00e9m enviou um recado ao governo de que quer mais espa\u00e7o no governo e maior fatia do or\u00e7amento. Da mesma forma, o PT corre s\u00e9rios riscos de sofrer verdadeiro vexame na quest\u00e3o da Reforma Pol\u00edtica.<br \/>\nPor outro lado, refletindo as necessidades gerais do capital, deve ser um governo muito mais duro contra os trabalhadores, j\u00e1 que agora h\u00e1 um consenso muito maior entre os v\u00e1rios setores da burguesia e tamb\u00e9m do PT em torno de um receitu\u00e1rio mais cl\u00e1ssico do neoliberalismo, em que o super\u00e1vit prim\u00e1rio (para pagar o 1,35 trilh\u00e3o de juros e amortiza\u00e7\u00f5es da D\u00edvida P\u00fablica previstos no Or\u00e7amento de 2015), o aumento dos juros, o ajuste de pre\u00e7os e tarifas, as reformas em prol do capital como Reforma Tribut\u00e1ria, Reforma da Previd\u00eancia e Reforma da Legisla\u00e7\u00e3o Trabalhista, est\u00e3o no centro.<br \/>\nMas o que talvez unifique ainda mais a todos esses setores \u00e9 a postura de endurecimento frente a cada reivindica\u00e7\u00e3o e luta dos trabalhadores e setores populares. Uma frente nacional contra as lutas e contra os ativistas se constitui, envolvendo todos os partidos do bloco do PSDB, mas tamb\u00e9m os do bloco ligado ao PT.<br \/>\nO PT pretende fazer frente \u00e0 crise atendendo \u00e0 agenda do capital, mas agora com menores margens para adotar novas pol\u00edticas sociais de compensa\u00e7\u00e3o que controlem\/impe\u00e7am os movimentos. Os ataques aos trabalhadores ter\u00e3o que ser mais diretos, o que tende a tensionar todas as rela\u00e7\u00f5es do governo e do PT com os movimentos e com setores da pr\u00f3pria burocracia mais ligados \u00e0 base.<br \/>\nRebeli\u00f5es sindicais em assembleias e greves \u2013 mesmo contra a vontade, e inclusive passando por cima das burocracias sindicais \u2013 estar\u00e3o colocadas mesmo em categorias tradicionalmente mais controladas. Se essas rebeli\u00f5es e processos de organiza\u00e7\u00e3o de base avan\u00e7arem, podem levar a rupturas e constru\u00e7\u00e3o de novas dire\u00e7\u00f5es.<\/p>\n<h2 style=\"text-align: justify;\">A DIREITA FINCA SUA BANDEIRA, AFINA O DISCURSO E SAI \u00c0S RUAS<\/h2>\n<p style=\"text-align: justify;\">Em tr\u00eas mandatos (12 anos) \u00e0 frente do governo, o PT n\u00e3o atacou as causas de nenhum dos grandes problemas sociais. N\u00e3o rompeu com o pagamento da D\u00edvida, n\u00e3o realizou a Reforma Agr\u00e1ria, n\u00e3o enfrentou a especula\u00e7\u00e3o imobili\u00e1ria nas cidades. Sua pol\u00edtica de colabora\u00e7\u00e3o de classes fez com que restringisse e encaminhasse toda e qualquer demanda social dentro dos limites e de modo a beneficiar os lucros e a seguran\u00e7a para o capital. Assim, sem atacar a burguesia, as m\u00ednimas pol\u00edticas sociais destinadas aos setores mais pauperizados tiveram como contrapartida a piora das condi\u00e7\u00f5es de trabalho e de vida dos setores mais qualificados da classe trabalhadora e a classe m\u00e9dia (micro e pequenos empres\u00e1rios). Isso criou a base a para a dissemina\u00e7\u00e3o pela m\u00eddia do \u00f3dio ao PT, \u00e0 esquerda e \u00e0s pol\u00edticas sociais e de repara\u00e7\u00e3o racial.<br \/>\nAl\u00e9m disso, sua pr\u00e1tica de conviv\u00eancia, elogio e concess\u00f5es para a burguesia e setores reacion\u00e1rios (agroneg\u00f3cio, militares, igrejas, m\u00eddia, etc) deixaram a burguesia livre e tranquila para articular uma rea\u00e7\u00e3o no sentido de retomar o controle pol\u00edtico para seus representantes preferenciais, os partidos burgueses cl\u00e1ssicos.<br \/>\nA polariza\u00e7\u00e3o pol\u00edtica entre PT e PSDB foi muito mais tensa no Sudeste e no Sul do que no restante do pa\u00eds. O setor de direita e reacion\u00e1rio que havia surgido nos movimentos de junho reapareceu. N\u00e3o podemos ignorar um sentimento de separa\u00e7\u00e3o e polariza\u00e7\u00e3o que \u00e9 real. O preconceito contra os pobres, nordestinos, negros, cubanos, etc \u00e9 disseminado hoje de forma muito mais aberta e encontra respaldo em setores de massa.<br \/>\nEsses setores de direita se sentem \u00e0 vontade at\u00e9 para sair \u00e0s ruas, pedindo o impeachment de Dilma e a interven\u00e7\u00e3o militar \u2013 um Golpe diga-se de passagem \u2013, denunciando a corrup\u00e7\u00e3o do governo federal, mas se calando sobre a corrup\u00e7\u00e3o e a seca nos estados dirigidos pelo PSDB e seus aliados, ofendendo e acirrando a viol\u00eancia contra os setores de esquerda. O nome do A\u00e9cio sai como representante dessa unidade reacion\u00e1ria.<br \/>\nPor outro lado, podem haver manifesta\u00e7\u00f5es e campanhas governistas e de apoio \u00e0 Dilma em nome do combate a essa direita, mas sem enfrent\u00e1-la de fato e a fundo. Uma disputa apenas aparente, enquanto encobre-se o essencial: que o PT se confronta, mas ao mesmo tempo sustenta e em grande medida se alia \u00e0 direita.<\/p>\n<h2 style=\"text-align: justify;\">A DIVIS\u00c3O E REBAIXAMENTO DO PROGRAMA IMPEDEM DESENVOLVIMENTO DA ESQUERDA<\/h2>\n<p style=\"text-align: justify;\">A atua\u00e7\u00e3o da esquerda \u00e9 fundamental para disputar com a direita as ideias e iniciativas pol\u00edticas. Assim, n\u00e3o podemos deixar de citar a falta de iniciativa pol\u00edtica da esquerda (PSTU e PSOL), independente dos setores hegem\u00f4nicos, que n\u00e3o tiveram nenhuma pol\u00edtica maior para buscar a unidade da esquerda e pela base nas lutas. O racha do CONCLAT (Congresso Nacional da Classe Trabalhadora, que se propunha a unificar a CSP-Conlutas e a Intersindical, fundando uma Nova Central unit\u00e1ria) trouxe o acirramento da disputa entre as correntes centralmente pelo controle dos aparatos, contrariando os interesses do movimento.<br \/>\nNos \u00faltimos quatro anos, o PSTU apostou suas for\u00e7as na unidade superestrutural (por cima) com as dire\u00e7\u00f5es das centrais governistas, e em busca de unidades com setores cutistas como a Cut Pode Mais e outras for\u00e7as do campo governista. Para viabilizar essa pol\u00edtica, o PSTU acabou rebaixando seu programa e o da CSP-Conlutas, deixando de se contrapor diretamente \u00e0s centrais governistas, e n\u00e3o se colocou como alternativa socialista consequente nos principais enfrentamentos, nem mesmo quando aconteceram nas suas bases, como em S\u00e3o Jos\u00e9 dos Campos e outras.<br \/>\nNas elei\u00e7\u00f5es, tanto PSTU, como PSOL, PCB e PCO n\u00e3o fizeram nenhum esfor\u00e7o real (n\u00e3o ret\u00f3rico) no sentido da constitui\u00e7\u00e3o pela base de uma Frente de Esquerda que se colocasse como alternativa unit\u00e1ria de esquerda nas elei\u00e7\u00f5es. Cada qual privilegiou sua pr\u00f3pria constru\u00e7\u00e3o, em detrimento das necessidades do movimento.<br \/>\nEssa divis\u00e3o e concep\u00e7\u00e3o de unidade somente quando est\u00e1 sob o controle e dire\u00e7\u00e3o da sua corrente tem sido nefasta, aprofundando a fragmenta\u00e7\u00e3o e contribuindo para o crescimento da direita.<\/p>\n<h2 style=\"text-align: justify;\">QUAIS AS PERSPECTIVAS DA LUTA DE CLASSES?<\/h2>\n<p style=\"text-align: justify;\">Um novo processo de reestrutura\u00e7\u00e3o produtiva j\u00e1 vem ocorrendo, e deve se acirrar com o desemprego, sobrecarga de trabalho ainda maior, precariza\u00e7\u00e3o das rela\u00e7\u00f5es de contrata\u00e7\u00e3o, etc.<br \/>\nAssim, as lutas dever\u00e3o se retomar a partir das demandas mais imediatas e \u00e0s vezes m\u00ednimas por locais de trabalho. Tamb\u00e9m estar\u00e3o colocadas lutas maiores envolvendo setores organizados da classe trabalhadora que tendem a ter seus direitos e empregos atacados. A partir da\u00ed, e combinando-se com esse quadro, as lutas podem ganhar contornos maiores e mais pol\u00edticos \u00e0 medida que os projetos do governo se tornem mais vis\u00edveis, como no caso das Contrarreformas previstas.<br \/>\nAl\u00e9m disso, movimentos e at\u00e9 revoltas populares pela quest\u00e3o da \u00e1gua ou da moradia despontam no horizonte, podendo levar a um ascenso de massas, com novos desdobramentos na consci\u00eancia e organiza\u00e7\u00e3o da classe trabalhadora. Temos que acompanhar e intervir nesse processo para que avance no sentido da esquerda e da revolu\u00e7\u00e3o, caso contr\u00e1rio, a direita \u00e9 que ir\u00e1 capitaliz\u00e1-lo.<\/p>\n<h2 style=\"text-align: justify;\">IMPULSIONAR E UNIFICAR AS LUTAS CONTRA OS ATAQUES QUE VIR\u00c3O!<\/h2>\n<p style=\"text-align: justify;\">O desafio de participar, apoiar e ajudar a desenvolver os enfrentamentos m\u00ednimos nos locais de trabalho, estudo e moradia; por onde devem se iniciar as lutas contra os efeitos dos ataques do governo e da burguesia; a superexplora\u00e7\u00e3o nos locais de trabalho; e j\u00e1 se preparando para unificar essas lutas para enfrentar os grandes ataques previstos, deve apontar para a constru\u00e7\u00e3o de f\u00f3runs de luta unit\u00e1rios e pela base.<br \/>\n\u00c9 responsabilidade da CSP-Conlutas, Intersindical e demais for\u00e7as de esquerda realizar os esfor\u00e7os para a unidade das lutas e movimentos. Nesse sentido, defendemos a forma\u00e7\u00e3o imediata de um F\u00f3rum nacional de lutas, com car\u00e1ter antigovernista e antiburocr\u00e1tico, para unificar as mobiliza\u00e7\u00f5es que ocorram e apontar um Programa M\u00ednimo, anticapitalista e socialista.<br \/>\nCom grandes ataques a partir do governo Dilma colocados j\u00e1 no horizonte, ser\u00e1 preciso retomar as formas organizativas, mas desta vez a partir da base, de modo que o principais interessados, os trabalhadores, estudantes e membros dos movimentos populares, sejam quem determine os rumos do movimento, e n\u00e3o apenas as dire\u00e7\u00f5es, pela c\u00fapula.<br \/>\nPara o pr\u00f3ximo ano, defendemos a realiza\u00e7\u00e3o de um Encontro Nacional de Movimentos e Ativistas para chamar os trabalhadores a se porem em mobiliza\u00e7\u00e3o, em defesa do emprego e de seus direitos, contra os ataques que j\u00e1 est\u00e3o come\u00e7ando, contra as Contrarreformas da burguesia e do governo Dilma, e ao mesmo tempo para construirmos juntos uma alternativa unificada de esquerda e socialista para a sociedade.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>As elei\u00e7\u00f5es transcorreram no marco do esgotamento do modelo econ\u00f4mico implementado pelo PT, que se baseava no crescimento do mercado<\/p>\n","protected":false},"author":3,"featured_media":0,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[6],"tags":[],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.espacosocialista.org\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/3602"}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.espacosocialista.org\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.espacosocialista.org\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.espacosocialista.org\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/users\/3"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.espacosocialista.org\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=3602"}],"version-history":[{"count":3,"href":"https:\/\/www.espacosocialista.org\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/3602\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":3611,"href":"https:\/\/www.espacosocialista.org\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/3602\/revisions\/3611"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.espacosocialista.org\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=3602"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.espacosocialista.org\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=3602"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.espacosocialista.org\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=3602"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}