{"id":361,"date":"2012-10-02T01:11:09","date_gmt":"2012-10-02T04:11:09","guid":{"rendered":"http:\/\/espacosocialista.org\/?q=node\/361"},"modified":"2013-01-19T17:43:43","modified_gmt":"2013-01-19T19:43:43","slug":"repressao-na-ufes-carta-do-movimento-minha-ufes-minha-casa","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.espacosocialista.org\/portal\/2012\/10\/repressao-na-ufes-carta-do-movimento-minha-ufes-minha-casa\/","title":{"rendered":"REPRESS\u00c3O NA UFES: CARTA DO MOVIMENTO \u201cMINHA UFES, MINHA CASA&#8221;"},"content":{"rendered":"<div style=\"text-align: justify\">\n<p>Na madrugada do dia 19 de Setembro, em Vit&oacute;ria, ocorreu uma a&ccedil;&atilde;o violenta contra estudantes da Universidade Federal do Esp&iacute;rito Santo (UFES) que mantinham o acampamento do movimento &quot;Minha Ufes Minha Casa&quot; reivindicando moradia estudantil digna, na defesa de um projeto de universidade diferente.<span style=\"font-size: 14.44444465637207px; background-color: rgb(255, 255, 255); \">Este &eacute; mais um dentre tantos recentes epis&oacute;dios de repress&atilde;o aos que lutam. Repudiamos a a&ccedil;&atilde;o violenta da reitoria da UFES e oferecemos todo nosso apoio &agrave; luta dos estudantes.<\/span><br \/>\nRecebemos dos companheiros do movimento a seguinte carta, que divulgamos a todos.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong>AO ESPA&Ccedil;O SOCIALISTA<br \/>\nAPRESENTA&Ccedil;&Atilde;O DO &ldquo;MINHA UFES, MNHA CASA&rdquo;<\/strong><\/p>\n<p>O &ldquo;Minha UFES, Minha Casa&rdquo; &eacute; um movimento que luta por um novo projeto de universidade p&uacute;blica, verdadeiramente popular e de qualidade.  Para tal, cremos ser preciso que os filhos dos trabalhadores e os pr&oacute;prios trabalhadores possam ingressar, permanecer e ter acesso a todos os espa&ccedil;os e inst&acirc;ncias da universidade. Neste cen&aacute;rio, o movimento retorna &agrave; pauta hist&oacute;rica da moradia estudantil por considerar ser esta um fator de fundamental relev&acirc;ncia na democratiza&ccedil;&atilde;o plena do acesso ao ensino superior. A moradia estudantil na UFES &eacute; uma reivindica&ccedil;&atilde;o antiga, que inclusive por diversas vezes foi utilizada por candidatos &agrave; reitoria com o fim &uacute;nico de eleger-se. <\/p>\n<p>No dia 1 de agosto de 2012 surge o &ldquo;Minha UFES, Minha Casa&rdquo;. Um grupo de estudantes componentes do Comando Local de Greve Estudantil decide acampar no campus de Goiabeiras, em Vit&oacute;ria,  em protesto contra a falta de moradia estudantil e para fazer press&atilde;o em prol da execu&ccedil;&atilde;o imediata do projeto de moradia que existe desde 2010, ano do &uacute;ltimo movimento por moradia organizado na UFES. O local escolhido para montar acampamento foi o gramado da portaria norte da UFES, bem em frente &agrave; Av. Fernando Ferrari. Neste espa&ccedil;o, com o apoio do SINTUFES, principal apoiador do movimento, foram montadas, al&eacute;m das barracas, uma tenda que era local de encontro e reuni&atilde;o de estudantes e t&eacute;cnico-administrativos. Neste mesmo local, v&aacute;rias atividades foram desenvolvidas, como grupos de debate, cinema e oficinas. Mas, pelas dificuldades inerentes ao pr&oacute;prio local, como vento excessivo que quebrava barracas, falta de banheiro e &aacute;gua nas proximidades, exposi&ccedil;&atilde;o &agrave; chuva, dentre outros, o acampamento, no seu 36&deg; dia, mudou-se para o v&atilde;o externo da Biblioteca Central.<\/p>\n<p>Uma estrutura de barracas, sala e cozinha foi montada e as atividades continuaram a ser desenvolvidas. Apresenta&ccedil;&atilde;o de filmes, debates e uma aula-debate com o Prof. Dr. Paulo Scarim, do Departamento de Geografia, que dividiu com os presentes sua experi&ecirc;ncia de luta por moradia estudantil na Universidade Estadual Paulista (UNESP).   Ap&oacute;s duas semanas de ocupa&ccedil;&atilde;o do v&atilde;o da biblioteca, &agrave;s 14:20h do dia 16 de setembro de 2012, alegando risco iminente ao patrim&ocirc;nio da Universidade e acervo da Biblioteca Central, uma reintegra&ccedil;&atilde;o de posse do v&atilde;o da biblioteca foi executado, inclusive com a presen&ccedil;a arbitr&aacute;ria da pol&iacute;cia militar. Sem qualquer resist&ecirc;ncia &agrave; ordem judicial, o grupo desmontou o acampamento e retirou-se do local.<\/p>\n<p>Na ter&ccedil;a-feira, dia 18 de setembro de 2012, o grupo decidiu por mudar mais uma vez. O local escolhido foi um espa&ccedil;o do anexo do CCHN (Centro de Ci&ecirc;ncias Humanas e Naturais). A ocupa&ccedil;&atilde;o do local foi acompanhada pelas guardas federal e patrimonial atuantes na universidade e todo o poss&iacute;vel foi feito para que o acampamento n&atilde;o atrapalhasse o fluxo das pessoas nem o funcionamento normal dos setores pr&oacute;ximos. Deve-se tamb&eacute;m destacar que todo o processo de ocupa&ccedil;&atilde;o ocorreu sob o protesto do Sr. An&iacute;val Luis dos Santos, chefe de seguran&ccedil;a da UFES e do Prof. Dr. J&uacute;lio Bentivoglio, vice-diretor do CCHN. Na noite do mesmo dia, &agrave;s 23:30 h, quando o campus estava fechado e ningu&eacute;m mais al&eacute;m dos ocupantes estavam presentes, o Sr. An&iacute;val abordou o grupo acompanhado de tr&ecirc;s guardas patrimoniais afirmando que tinha um mandado de reintegra&ccedil;&atilde;o de posse e que este era urgente. Questionado sobre onde estava o documento, o mesmo afirma que n&atilde;o h&aacute; a necessidade, pois ele pr&oacute;prio era o mandado. Foi ent&atilde;o solicitado que se esperasse ligar para as representa&ccedil;&otilde;es da reitoria em di&aacute;logo com o movimento, mas antes que fosse poss&iacute;vel realizar a liga&ccedil;&atilde;o, o Sr. An&iacute;val chamou, com um assovio e um aceno, um grupo de mais de vinte homens com o uniforme da PLANT&Atilde;O, que &eacute; a empresa terceirizada respons&aacute;vel pela seguran&ccedil;a patrimonial da universidade. Munidos de cacetetes, tacos de baseboll, armas de fogo, faca, canivetes e fogos de artif&iacute;cio, os seguran&ccedil;as rasgaram as barracas e, usando cassetete e tacos, quebraram todas as barracas com todos os pertences dos estudantes ocupantes (como computador, celular, roupas, livros, documentos pessoais, dinheiro&#8230;). &Agrave; base de chutes, socos, armas encostadas na cabe&ccedil;a, cacetadas e viol&ecirc;ncia verbal, os estudantes foram expulsos do campus, numa clara tentativa de minar o movimento a qualquer pre&ccedil;o. Interessante destacar que durante toda a a&ccedil;&atilde;o criminosa o Sr. An&iacute;val Luis dos Santos esteve presente, acompanhando passivamente toda a viol&ecirc;ncia que ocorria na universidade. Dois dias ap&oacute;s a expuls&atilde;o doa alunos ocupantes, um professor denunciou ao movimento que um grupo de docentes e funcion&aacute;rios da ultra-direita da universidade est&aacute; se articulando para conseguir, ou se necess&aacute;rio criar, provas para criminalizar os integrantes do movimento.<\/p>\n<p>O movimento &ldquo;MINHA UFES, MINHA CASA&rdquo; entende que a&ccedil;&atilde;o criminosa e facista do Reitor, Prof. Dr. Reinaldo Centoducati, &eacute; a coaduna&ccedil;&atilde;o e a perpetua&ccedil;&atilde;o do modelo falido, perverso e excludente de ensino superior feito no Brasil. Modelo que &eacute;, em sua ess&ecirc;ncia, reflexo da sociedade brasileira e capixaba. Este movimento se prop&otilde;e a posiciona-se diante da pauta moradia estudantil com uma postura firme e afirma, pelo fervor da vontade de nossos esp&iacute;ritos ser o &uacute;ltimo movimento por moradia desta universidade. Quanto &agrave; organiza&ccedil;&atilde;o do grupo, o movimento se pauta nos ideais revolucion&aacute;rios libert&aacute;rios em suas metodologias e planos de a&ccedil;&atilde;o, sempre se pautando no di&aacute;logo e na democracia da voz. J&aacute; houve avan&ccedil;os nesses 53 dias de ocupa&ccedil;&atilde;o no campo da negocia&ccedil;&atilde;o. Sucessivas reuni&otilde;es com a vice-reitora, Prof&ordf;. Dr&ordf;. Maria Aparecida Barreto, com o chefe do gabinete do Reitor, Sr. Renato Schwab e com a Pr&oacute;-Reitora de Gest&atilde;o de Pessoas e Assist&ecirc;ncia Estudantil, Sr&ordf; L&uacute;cia Cassati resultaram em avan&ccedil;os na discuss&atilde;o da pauta no sentido de se definir e avaliar cada possibilidade para solucionar o problema da falta de moradia estudantil. Alguns documentos sobre a estrutura de pr&eacute;dios da universidade est&atilde;o sendo liberados. No momento as discuss&otilde;es continuam, mas os avan&ccedil;os reais na pauta ainda est&atilde;o muito aqu&eacute;m do desejado. O movimento lamenta a falta  de vontade pol&iacute;tica e o completo desinteresse de nossos gestores para com rela&ccedil;&atilde;o &agrave;s demandas dos estudantes. A morosidade e a m&aacute; vontade por parte da reitoria durante o processo de negocia&ccedil;&atilde;o foram o &uacute;nico respons&aacute;vel por toda a viol&ecirc;ncia sofrida pelos estudantes violentados.  No momento as atividades do acampamento est&atilde;o se concentrando no trabalho de base, com o levantamento da discuss&atilde;o e o convite dos alunos que necessitam de moradia venham nos apoiar e efetivamente morar conosco, em nossa resid&ecirc;ncia. O movimento &ldquo;MINHA UFES, MINHA CASA&rdquo; entende o desafio que est&aacute; por vir. Mas reitera sua obstina&ccedil;&atilde;o de cumprir o que colocou como meta principal que &eacute; ser o &uacute;ltimo movimento por moradia de nossa t&atilde;o querida universidade.<\/p>\n<p><strong>Movimento Minha Ufes, Minha Casa<br \/>\nVit&oacute;ria, 22 de setembro de 2012<\/strong><br \/>\n&nbsp;<\/p>\n<\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<div style=\"text-align: justify\">\n<p>Na madrugada do dia 19 de Setembro, em Vit&oacute;ria, ocorreu uma a&ccedil;&atilde;o violenta contra estudantes da Universidade Federal do Esp&iacute;rito Santo (UFES) que mantinham o acampamento do movimento &quot;Minha Ufes Minha Casa&quot; reivindicando moradia estudantil digna, na defesa de um projeto de universidade diferente.<span style=\"font-size: 14.44444465637207px; background-color: rgb(255, 255, 255); \">Este &eacute; mais um dentre tantos recentes epis&oacute;dios de repress&atilde;o aos que lutam. Repudiamos a a&ccedil;&atilde;o violenta da reitoria da UFES e oferecemos todo nosso apoio &agrave; luta dos estudantes.<\/span><br \/>\nRecebemos dos companheiros do movimento a seguinte carta, que divulgamos a todos.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong>AO ESPA&Ccedil;O SOCIALISTA<br \/>\nAPRESENTA&Ccedil;&Atilde;O DO &ldquo;MINHA UFES, MNHA CASA&rdquo;<\/strong><\/p>\n<p>O &ldquo;Minha UFES, Minha Casa&rdquo; &eacute; um movimento que luta por um novo projeto de universidade p&uacute;blica, verdadeiramente popular e de qualidade.  Para tal, cremos ser preciso que os filhos dos trabalhadores e os pr&oacute;prios trabalhadores possam ingressar, permanecer e ter acesso a todos os espa&ccedil;os e inst&acirc;ncias da universidade. Neste cen&aacute;rio, o movimento retorna &agrave; pauta hist&oacute;rica da moradia estudantil por considerar ser esta um fator de fundamental relev&acirc;ncia na democratiza&ccedil;&atilde;o plena do acesso ao ensino superior. A moradia estudantil na UFES &eacute; uma reivindica&ccedil;&atilde;o antiga, que inclusive por diversas vezes foi utilizada por candidatos &agrave; reitoria com o fim &uacute;nico de eleger-se. <\/p>\n<p>No dia 1 de agosto de 2012 surge o &ldquo;Minha UFES, Minha Casa&rdquo;. Um grupo de estudantes componentes do Comando Local de Greve Estudantil decide acampar no campus de Goiabeiras, em Vit&oacute;ria,  em protesto contra a falta de moradia estudantil e para fazer press&atilde;o em prol da execu&ccedil;&atilde;o imediata do projeto de moradia que existe desde 2010, ano do &uacute;ltimo movimento por moradia organizado na UFES. O local escolhido para montar acampamento foi o gramado da portaria norte da UFES, bem em frente &agrave; Av. Fernando Ferrari. Neste espa&ccedil;o, com o apoio do SINTUFES, principal apoiador do movimento, foram montadas, al&eacute;m das barracas, uma tenda que era local de encontro e reuni&atilde;o de estudantes e t&eacute;cnico-administrativos. Neste mesmo local, v&aacute;rias atividades foram desenvolvidas, como grupos de debate, cinema e oficinas. Mas, pelas dificuldades inerentes ao pr&oacute;prio local, como vento excessivo que quebrava barracas, falta de banheiro e &aacute;gua nas proximidades, exposi&ccedil;&atilde;o &agrave; chuva, dentre outros, o acampamento, no seu 36&deg; dia, mudou-se para o v&atilde;o externo da Biblioteca Central.<\/p>\n<p>Uma estrutura de barracas, sala e cozinha foi montada e as atividades continuaram a ser desenvolvidas. Apresenta&ccedil;&atilde;o de filmes, debates e uma aula-debate com o Prof. Dr. Paulo Scarim, do Departamento de Geografia, que dividiu com os presentes sua experi&ecirc;ncia de luta por moradia estudantil na Universidade Estadual Paulista (UNESP).   Ap&oacute;s duas semanas de ocupa&ccedil;&atilde;o do v&atilde;o da biblioteca, &agrave;s 14:20h do dia 16 de setembro de 2012, alegando risco iminente ao patrim&ocirc;nio da Universidade e acervo da Biblioteca Central, uma reintegra&ccedil;&atilde;o de posse do v&atilde;o da biblioteca foi executado, inclusive com a presen&ccedil;a arbitr&aacute;ria da pol&iacute;cia militar. Sem qualquer resist&ecirc;ncia &agrave; ordem judicial, o grupo desmontou o acampamento e retirou-se do local.<\/p>\n<p>Na ter&ccedil;a-feira, dia 18 de setembro de 2012, o grupo decidiu por mudar mais uma vez. O local escolhido foi um espa&ccedil;o do anexo do CCHN (Centro de Ci&ecirc;ncias Humanas e Naturais). A ocupa&ccedil;&atilde;o do local foi acompanhada pelas guardas federal e patrimonial atuantes na universidade e todo o poss&iacute;vel foi feito para que o acampamento n&atilde;o atrapalhasse o fluxo das pessoas nem o funcionamento normal dos setores pr&oacute;ximos. Deve-se tamb&eacute;m destacar que todo o processo de ocupa&ccedil;&atilde;o ocorreu sob o protesto do Sr. An&iacute;val Luis dos Santos, chefe de seguran&ccedil;a da UFES e do Prof. Dr. J&uacute;lio Bentivoglio, vice-diretor do CCHN. Na noite do mesmo dia, &agrave;s 23:30 h, quando o campus estava fechado e ningu&eacute;m mais al&eacute;m dos ocupantes estavam presentes, o Sr. An&iacute;val abordou o grupo acompanhado de tr&ecirc;s guardas patrimoniais afirmando que tinha um mandado de reintegra&ccedil;&atilde;o de posse e que este era urgente. Questionado sobre onde estava o documento, o mesmo afirma que n&atilde;o h&aacute; a necessidade, pois ele pr&oacute;prio era o mandado. Foi ent&atilde;o solicitado que se esperasse ligar para as representa&ccedil;&otilde;es da reitoria em di&aacute;logo com o movimento, mas antes que fosse poss&iacute;vel realizar a liga&ccedil;&atilde;o, o Sr. An&iacute;val chamou, com um assovio e um aceno, um grupo de mais de vinte homens com o uniforme da PLANT&Atilde;O, que &eacute; a empresa terceirizada respons&aacute;vel pela seguran&ccedil;a patrimonial da universidade. Munidos de cacetetes, tacos de baseboll, armas de fogo, faca, canivetes e fogos de artif&iacute;cio, os seguran&ccedil;as rasgaram as barracas e, usando cassetete e tacos, quebraram todas as barracas com todos os pertences dos estudantes ocupantes (como computador, celular, roupas, livros, documentos pessoais, dinheiro&#8230;). &Agrave; base de chutes, socos, armas encostadas na cabe&ccedil;a, cacetadas e viol&ecirc;ncia verbal, os estudantes foram expulsos do campus, numa clara tentativa de minar o movimento a qualquer pre&ccedil;o. Interessante destacar que durante toda a a&ccedil;&atilde;o criminosa o Sr. An&iacute;val Luis dos Santos esteve presente, acompanhando passivamente toda a viol&ecirc;ncia que ocorria na universidade. Dois dias ap&oacute;s a expuls&atilde;o doa alunos ocupantes, um professor denunciou ao movimento que um grupo de docentes e funcion&aacute;rios da ultra-direita da universidade est&aacute; se articulando para conseguir, ou se necess&aacute;rio criar, provas para criminalizar os integrantes do movimento.<\/p>\n<p>O movimento &ldquo;MINHA UFES, MINHA CASA&rdquo; entende que a&ccedil;&atilde;o criminosa e facista do Reitor, Prof. Dr. Reinaldo Centoducati, &eacute; a coaduna&ccedil;&atilde;o e a perpetua&ccedil;&atilde;o do modelo falido, perverso e excludente de ensino superior feito no Brasil. Modelo que &eacute;, em sua ess&ecirc;ncia, reflexo da sociedade brasileira e capixaba. Este movimento se prop&otilde;e a posiciona-se diante da pauta moradia estudantil com uma postura firme e afirma, pelo fervor da vontade de nossos esp&iacute;ritos ser o &uacute;ltimo movimento por moradia desta universidade. Quanto &agrave; organiza&ccedil;&atilde;o do grupo, o movimento se pauta nos ideais revolucion&aacute;rios libert&aacute;rios em suas metodologias e planos de a&ccedil;&atilde;o, sempre se pautando no di&aacute;logo e na democracia da voz. J&aacute; houve avan&ccedil;os nesses 53 dias de ocupa&ccedil;&atilde;o no campo da negocia&ccedil;&atilde;o. Sucessivas reuni&otilde;es com a vice-reitora, Prof&ordf;. Dr&ordf;. Maria Aparecida Barreto, com o chefe do gabinete do Reitor, Sr. Renato Schwab e com a Pr&oacute;-Reitora de Gest&atilde;o de Pessoas e Assist&ecirc;ncia Estudantil, Sr&ordf; L&uacute;cia Cassati resultaram em avan&ccedil;os na discuss&atilde;o da pauta no sentido de se definir e avaliar cada possibilidade para solucionar o problema da falta de moradia estudantil. Alguns documentos sobre a estrutura de pr&eacute;dios da universidade est&atilde;o sendo liberados. No momento as discuss&otilde;es continuam, mas os avan&ccedil;os reais na pauta ainda est&atilde;o muito aqu&eacute;m do desejado. O movimento lamenta a falta  de vontade pol&iacute;tica e o completo desinteresse de nossos gestores para com rela&ccedil;&atilde;o &agrave;s demandas dos estudantes. A morosidade e a m&aacute; vontade por parte da reitoria durante o processo de negocia&ccedil;&atilde;o foram o &uacute;nico respons&aacute;vel por toda a viol&ecirc;ncia sofrida pelos estudantes violentados.  No momento as atividades do acampamento est&atilde;o se concentrando no trabalho de base, com o levantamento da discuss&atilde;o e o convite dos alunos que necessitam de moradia venham nos apoiar e efetivamente morar conosco, em nossa resid&ecirc;ncia. O movimento &ldquo;MINHA UFES, MINHA CASA&rdquo; entende o desafio que est&aacute; por vir. Mas reitera sua obstina&ccedil;&atilde;o de cumprir o que colocou como meta principal que &eacute; ser o &uacute;ltimo movimento por moradia de nossa t&atilde;o querida universidade.<\/p>\n<p><strong>Movimento Minha Ufes, Minha Casa<br \/>\nVit&oacute;ria, 22 de setembro de 2012<\/strong><br \/>\n&nbsp;<\/p>\n<\/div>\n","protected":false},"author":3,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[3,8],"tags":[],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.espacosocialista.org\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/361"}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.espacosocialista.org\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.espacosocialista.org\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.espacosocialista.org\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/users\/3"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.espacosocialista.org\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=361"}],"version-history":[{"count":2,"href":"https:\/\/www.espacosocialista.org\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/361\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":616,"href":"https:\/\/www.espacosocialista.org\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/361\/revisions\/616"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.espacosocialista.org\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=361"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.espacosocialista.org\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=361"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.espacosocialista.org\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=361"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}