{"id":3639,"date":"2014-12-26T08:54:23","date_gmt":"2014-12-26T10:54:23","guid":{"rendered":"http:\/\/espacosocialista.org\/portal\/?p=3639"},"modified":"2018-05-05T17:20:11","modified_gmt":"2018-05-05T20:20:11","slug":"pela-vitoria-das-guerrilheiras-de-rojava-todo-apoio-a-resistencia-curda","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.espacosocialista.org\/portal\/2014\/12\/pela-vitoria-das-guerrilheiras-de-rojava-todo-apoio-a-resistencia-curda\/","title":{"rendered":"Pela vit\u00f3ria das guerrilheiras de Rojava! Todo apoio \u00e0 resist\u00eancia curda!"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: justify;\" align=\"JUSTIFY\"><a href=\"http:\/\/espacosocialista.org\/portal\/wp-content\/uploads\/2014\/12\/sibelbulut.jpeg\"><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" class=\"aligncenter size-full wp-image-3640\" src=\"http:\/\/espacosocialista.org\/portal\/wp-content\/uploads\/2014\/12\/sibelbulut.jpeg\" alt=\"sibelbulut\" width=\"560\" height=\"310\" srcset=\"https:\/\/www.espacosocialista.org\/portal\/wp-content\/uploads\/2014\/12\/sibelbulut.jpeg 560w, https:\/\/www.espacosocialista.org\/portal\/wp-content\/uploads\/2014\/12\/sibelbulut-300x166.jpeg 300w\" sizes=\"(max-width: 560px) 100vw, 560px\" \/><\/a><\/p>\n<h4><b>Este texto \u00e9 uma contribui\u00e7\u00e3o individual,\u00a0n\u00e3o\u00a0<\/b><b>necessariamente expressa a opini\u00e3o da organiza\u00e7\u00e3o e por este motivo se apresenta assinado por seu autor.<\/b><\/h4>\n<h3>Daniel Delfino<\/h3>\n<h2 style=\"text-align: justify;\" align=\"JUSTIFY\">Um povo sem estado<\/h2>\n<p style=\"text-align: justify;\" align=\"JUSTIFY\">No final da I Guerra Mundial, o Imp\u00e9rio Turco Otomano, que estava no lado derrotado, foi retalhado pelos vencedores, entre os quais o imperialismo ingl\u00eas e o franc\u00eas, dando origem ao atual mapa do Oriente M\u00e9dio. As regi\u00f5es que hoje conhecemos como Iraque, S\u00edria, Jord\u00e2nia, L\u00edbano, Palestina (depois invadida pelo sionismo para dar origem a Israel) foram divididas entre as pot\u00eancias vencedoras como parte do butim de guerra. Mas ao tra\u00e7ar os mapas dos territ\u00f3rios que se transformariam nos atuais pa\u00edses, os imperialistas &#8220;esqueceram&#8221; de criar o Curdist\u00e3o.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\" align=\"JUSTIFY\">Como resultado dessa divis\u00e3o arbitr\u00e1ria, os curdos permanecem at\u00e9 hoje como o maior povo sem estado no mundo. A popula\u00e7\u00e3o curda de cerca de 40 milh\u00f5es de pessoas se espalha por um territ\u00f3rio que est\u00e1 recortado pelas fronteiras de quatro pa\u00edses: Turquia, S\u00edria, Iraque e Ir\u00e3. E nesses quatro pa\u00edses s\u00e3o igualmente oprimidos. A maior organiza\u00e7\u00e3o do povo curdo, o Partido dos Trabalhadores do Curdist\u00e3o (PKK na sigla em idioma local), baseado na Turquia, \u00e9 considerado como organiza\u00e7\u00e3o terrorista pelo governo turco e seus aliados, os Estados Unidos, e reprimido como tal. Quando governava o Iraque, Saddam Hussein chegou a usar bombardeios de armas qu\u00edmicas contra o povo curdo para conter sua luta por autonomia. No Ir\u00e3, os curdos s\u00e3o oprimidos pela ditadura dos aiatol\u00e1s, e na S\u00edria pela de Bashar Al Assad. Foi passando por essas dificuldades que a saga do povo curdo chegou ao s\u00e9culo XXI.<\/p>\n<h2 style=\"text-align: justify;\" align=\"JUSTIFY\">Da Primavera \u00c1rabe ao Estado Isl\u00e2mico<\/h2>\n<p style=\"text-align: justify;\" align=\"JUSTIFY\">Quando a Primavera \u00c1rabe despertou as esperan\u00e7as dos povos de toda a regi\u00e3o de se libertar dos seus odiados governantes, a S\u00edria tamb\u00e9m se levantou contra a ditadura de Assad. Mas a resposta violenta do ditador transformou o levantamento popular numa sangrenta guerra civil. Parte das for\u00e7as que inicialmente receberam o apoio do imperialismo estadunidense contra Assad (e que reuniam radicais isl\u00e2micos de v\u00e1rios pa\u00edses da regi\u00e3o) se transformaram recentemente em Estado Isl\u00e2mico do Iraque e Oriente (ISIS na sigla em ingl\u00eas, ou Daesh em \u00e1rabe.). O Estado Isl\u00e2mico \u2013 EI \u2013 acabou tomando o controle de toda uma vasta regi\u00e3o que se estende entre o Iraque e a S\u00edria, apropriando-se da riqueza petrol\u00edfera e das armas deixadas pelos Estados Unidos.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\" align=\"JUSTIFY\">O EI se dedica a estabelecer um califado, ou seja, um regime id\u00eantico ao dos sucessores imediatos do profeta Maom\u00e9, no s\u00e9culo VII, por meio de uma campanha sanguin\u00e1ria contra os povos da regi\u00e3o. Essa campanha se op\u00f5e tamb\u00e9m \u00e0s demais denomina\u00e7\u00f5es da religi\u00e3o mu\u00e7ulmana. Nunca \u00e9 demais lembrar que o islamismo n\u00e3o \u00e9 homog\u00eaneo, e se encontra dividido entre sunitas e xiitas, com v\u00e1rias seitas e subdivis\u00f5es (da mesma forma que o cristianismo est\u00e1 dividido entre os ortodoxos, cat\u00f3licos e protestantes, que por sua vez tamb\u00e9m se subdividem, etc.).<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\" align=\"JUSTIFY\">\u00c9 importante destacar tamb\u00e9m que a crise de alternativas faz com que muitos jovens do Oriente M\u00e9dio vejam o radicalismo isl\u00e2mico como um caminho para libertar o povo \u00e1rabe dos seus governantes traidores, as dinastias corruptas e autorit\u00e1rias que parasitam a regi\u00e3o, que entregam a riqueza do petr\u00f3leo aos infi\u00e9is ocidentais e permitem a profana\u00e7\u00e3o dos lugares sagrados por tropas estrangeiras. Para quem arde de \u00f3dio contra a mis\u00e9ria do povo, a corrup\u00e7\u00e3o dos governantes e a arrog\u00e2ncia do Ocidente, o radicalismo isl\u00e2mico parece ser a \u00fanica op\u00e7\u00e3o capaz de preencher a vida com algum sentido.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\" align=\"JUSTIFY\">Na sua luta pelo califado, o EI est\u00e1 perpetrando todo o tipo de atrocidade, aplicando a limpeza \u00e9tnica contra os curdos, massacrando mu\u00e7ulmanos de outras seitas e decapitando jornalistas e agentes ocidentais. Os Estados Unidos n\u00e3o puderam ignorar as execu\u00e7\u00f5es de cidad\u00e3os estadunidenses e brit\u00e2nicos e anunciaram uma campanha de bombardeios contra o EI, bem como a volta das opera\u00e7\u00f5es em terra no Iraque. Com isso, repete-se o padr\u00e3o das outras duas levas do radicalismo isl\u00e2mico, inicialmente armado pelos Estados Unidos contra seus inimigos, e que depois se transforma em pretexto para que invadam os pa\u00edses da regi\u00e3o (as duas primeiras levas foram o Talib\u00e3 e a Al Qaeda, surgidos no Afeganist\u00e3o). Os Estados Unidos inventam a doen\u00e7a, o terrorismo isl\u00e2mico, para vender a cura, as suas invas\u00f5es militares.<\/p>\n<h2 style=\"text-align: justify;\" align=\"JUSTIFY\">A revolu\u00e7\u00e3o de Rojava<\/h2>\n<p style=\"text-align: justify;\" align=\"JUSTIFY\">Ao preparar mais uma invas\u00e3o no Oriente M\u00e9dio para deter o EI, o imperialismo estadunidense se depara com uma situa\u00e7\u00e3o inusitada, pois o EI est\u00e1 enfrentado com o ditador Assad, que at\u00e9 ontem mesmo era inimigo dos pr\u00f3prios Estados Unidos, e tamb\u00e9m com a resist\u00eancia curda na S\u00edria, duas for\u00e7as que por sua vez est\u00e3o tamb\u00e9m opostas entre si. Os curdos da S\u00edria aproveitaram o momento de fraqueza da ditadura de Assad e estabeleceram uma zona liberada no nordeste do pa\u00eds, na regi\u00e3o chamada de Rojava em seu idioma. O territ\u00f3rio de Rojava enfrenta o triplo cerco do governo S\u00edrio de Assad no oeste, da Turquia ao norte (que quer a todo custo impedir que o seu exemplo se espalhe para os curdos do seu territ\u00f3rio) e do Estado Isl\u00e2mico no leste.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\" align=\"JUSTIFY\">O mais extraordin\u00e1rio da resist\u00eancia curda \u00e9 que n\u00e3o se trata apenas de uma luta por independ\u00eancia nacional e autodetermina\u00e7\u00e3o do povo curdo, mas tamb\u00e9m de uma revolu\u00e7\u00e3o pol\u00edtica. O territ\u00f3rio de Rojava est\u00e1 dividido em cant\u00f5es, que s\u00e3o administrados por assembleias populares. O exemplo mais pr\u00f3ximo com que se possa comparar o processo em andamento em Rojava \u00e9 o dos zapatistas mexicanos, com sua micro revolu\u00e7\u00e3o em escala local. A ideologia dos revolucion\u00e1rios curdos n\u00e3o \u00e9 o marxismo, mas uma variante p\u00f3s-moderna de anarco-socialismo.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\" align=\"JUSTIFY\">O bra\u00e7o armado da revolu\u00e7\u00e3o curda \u00e9 o YPG, sigla em curdo para Unidades de Prote\u00e7\u00e3o do Povo. A concep\u00e7\u00e3o organizativa do YPG \u00e9 bastante avan\u00e7ada, pois os comandantes s\u00e3o eleitos pela base dos soldados. Al\u00e9m disso, a revolu\u00e7\u00e3o de Rojava n\u00e3o \u00e9 sect\u00e1ria nem exclusivista, uma novidade bastante interessante na regi\u00e3o. Apesar de ter sua origem na luta por autodetermina\u00e7\u00e3o dos curdos, o YPG tamb\u00e9m aceita integrantes de outras etnias e religi\u00f5es, como \u00e1rabes que faziam oposi\u00e7\u00e3o a Assad, crist\u00e3os sir\u00edacos, e at\u00e9 militantes marxistas, etc.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\" align=\"JUSTIFY\">Mas a novidade mais radical \u00e9 o fato de que o YPG tamb\u00e9m aceita mulheres. Uma das suas brigadas recebeu o nome de YPJ em curdo, que significa Unidades de Prote\u00e7\u00e3o das Mulheres. Essa caracter\u00edstica da resist\u00eancia curda por si s\u00f3 j\u00e1 a torna um elemento de avan\u00e7o extraordin\u00e1rio no Oriente M\u00e9dio, pois as sociedade da regi\u00e3o, em sua esmagadora maioria, mesmo nas suas vers\u00f5es moderadas do islamismo, relegam as mulheres a lugares secund\u00e1rios. Em v\u00e1rios pa\u00edses, as mulheres n\u00e3o podem trabalhar fora, dirigir, cursar universidade, etc. Muito menos empunhar armas! Para os fundamentalistas de todos os matizes, e do EI em especial, isso \u00e9 o c\u00famulo do sacril\u00e9gio!<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\" align=\"JUSTIFY\">As combatentes do YPJ lutam de igual para igual com os homens, encarando as mesmas tarefas militares que os combatentes do sexo masculino, participando da linha de frente dos combates. N\u00e3o est\u00e3o subordinadas nem inferiorizadas em rela\u00e7\u00e3o aos homens. As mulheres participam tamb\u00e9m do comando geral das opera\u00e7\u00f5es. Quando capturadas, as combatentes do YPJ explodem bombas que carregam consigo, para n\u00e3o serem violentadas ou torturadas, matando os inimigos que estiverem pr\u00f3ximos. A sua bravura j\u00e1 se tornou lend\u00e1ria, de modo que s\u00e3o hoje o oponente mais temido pelo EI.<\/p>\n<h2 style=\"text-align: justify;\" align=\"JUSTIFY\">A batalha por Koban\u00ea<\/h2>\n<p style=\"text-align: justify;\" align=\"JUSTIFY\">No momento, a cidade de Koban\u00ea, a mais importante de Rojava, enfrenta h\u00e1 tr\u00eas meses um cerco pesado do EI. Os fundamentalistas est\u00e3o determinados a exterminar a resist\u00eancia curda e abrir caminho para o interior da S\u00edria. Curiosamente, S\u00edria, Turquia e Estados Unidos, que lan\u00e7am pronunciamentos cheios de indigna\u00e7\u00e3o contra a barb\u00e1rie do EI, silenciam diante do cerco de Koban\u00ea. A Turquia mant\u00e9m fechada a fronteira com a S\u00edria, impedindo que chegue ajuda ao YPG\/YPJ. Os Estados Unidos, sempre prontos a intervir quando seus interesses diretos est\u00e3o amea\u00e7ados, deixam Koban\u00ea \u00e0 merc\u00ea de um inimigo mais numeroso e bem armado. Realizaram bombardeios na regi\u00e3o dominada pelo EI no Iraque, para onde est\u00e3o reenviando tropas (a retirada das tropas do Iraque foi uma das promessas de campanha de Obama), mas n\u00e3o realizam nenhuma opera\u00e7\u00e3o na S\u00edria.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\" align=\"JUSTIFY\">N\u00e3o \u00e9 \u00e0 toa que os Estados Unidos e as demais pot\u00eancias defensoras da \u201cdemocracia\u201d n\u00e3o interv\u00e9m contra o EI na S\u00edria. Querem enfraquecer ao m\u00e1ximo a resist\u00eancia revolucion\u00e1ria de Rojava. A derrota dos curdos de Rojava nas m\u00e3os do EI apagaria da face da terra a experi\u00eancia pol\u00edtica mais avan\u00e7ada no Oriente M\u00e9dio em muitas d\u00e9cadas. O exemplo de Rojava poderia contagiar positivamente outros povos da regi\u00e3o, o que n\u00e3o interessa nem ao imperialismo nem aos governos t\u00edteres dos pa\u00edses \u00e1rabes.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\" align=\"JUSTIFY\">Os curdos de Rojava s\u00f3 podem contar com suas pr\u00f3prias e limitadas for\u00e7as, e com a pouca solidariedade internacional que lhe tem chegado. A batalha por Koban\u00ea \u00e9 decisiva para o futuro do Oriente M\u00e9dio. Na luta entre o EI e o YPG\/YPJ est\u00e3o defrontadas n\u00e3o apenas duas etnias ou religi\u00f5es, mas duas alternativas pol\u00edticas. De um lado, a barb\u00e1rie fundamentalista do EI. De outro, uma alternativa democr\u00e1tica, pluralista, laica, de esquerda e feminista. N\u00e3o pode haver d\u00favida sobre de que lado os revolucion\u00e1rios devem se perfilar!<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\" align=\"JUSTIFY\">Contra o Estado Isl\u00e2mico e todas as formas de fundamentalismo e patriarcalismo!<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\" align=\"JUSTIFY\">Contra a interven\u00e7\u00e3o imperialista!<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\" align=\"JUSTIFY\">Contra os governos burgueses do Oriente M\u00e9dio!<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\" align=\"JUSTIFY\">Em defesa da resist\u00eancia curda!<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\" align=\"JUSTIFY\">Pelo direito \u00e0 autodetermina\u00e7\u00e3o dos povos!<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\" align=\"JUSTIFY\">Pela emancipa\u00e7\u00e3o feminina!<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\" align=\"JUSTIFY\">Pela vit\u00f3ria das guerrilheiras de Rojava!<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Este texto \u00e9 uma contribui\u00e7\u00e3o individual,\u00a0n\u00e3o\u00a0necessariamente expressa a opini\u00e3o da organiza\u00e7\u00e3o e por este motivo se apresenta assinado por seu<\/p>\n","protected":false},"author":3,"featured_media":3640,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":true,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[11,76,64],"tags":[],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.espacosocialista.org\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/3639"}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.espacosocialista.org\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.espacosocialista.org\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.espacosocialista.org\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/users\/3"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.espacosocialista.org\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=3639"}],"version-history":[{"count":4,"href":"https:\/\/www.espacosocialista.org\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/3639\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":6078,"href":"https:\/\/www.espacosocialista.org\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/3639\/revisions\/6078"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.espacosocialista.org\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/media\/3640"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.espacosocialista.org\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=3639"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.espacosocialista.org\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=3639"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.espacosocialista.org\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=3639"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}