{"id":3726,"date":"2015-02-18T18:22:05","date_gmt":"2015-02-18T20:22:05","guid":{"rendered":"http:\/\/espacosocialista.org\/portal\/?p=3726"},"modified":"2015-02-18T19:05:21","modified_gmt":"2015-02-18T21:05:21","slug":"austeridade-brasileira-e-os-desafios-para-a-classe-trabalhadora-em-2015","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.espacosocialista.org\/portal\/2015\/02\/austeridade-brasileira-e-os-desafios-para-a-classe-trabalhadora-em-2015\/","title":{"rendered":"Austeridade brasileira e os desafios para a classe trabalhadora em 2015"},"content":{"rendered":"<p>N\u00e3o bastassem os ataques contra os trabalhadores no in\u00edcio de 2015, a economia segue aprofundando a toada do ano passado com a alta da infla\u00e7\u00e3o e o aprofundamento do n\u00edvel de endividamento das fam\u00edlias n\u00e3o passa em branco. A grande alta dos pre\u00e7os e das taxas se destaca no cen\u00e1rio nacional e os trabalhadores pagam mais uma vez o pre\u00e7o de viver em um mundo sob o controle da classe propriet\u00e1ria e sob os seus desmandos.<\/p>\n<p>Logo no m\u00eas de Janeiro, alguma mudan\u00e7a nos h\u00e1bitos cotidianos dos trabalhadores que conseguem poupar aparece como sintoma e alerta: a poupan\u00e7a sofre a maior sa\u00edda de recursos da hist\u00f3ria nos \u00faltimos 20 anos. Segundo o Banco Central, \u00e9 o maior saque para todos os meses desde 1995. As retiradas superaram os dep\u00f3sitos em 5,52 bilh\u00f5es de reais. O que anuncia a precariedade e a grande inseguran\u00e7a que j\u00e1 atinge a nossa classe.<\/p>\n<p>As retiradas s\u00e3o facilmente explic\u00e1veis. Os pre\u00e7os das contas de \u00e1gua (e mais cobran\u00e7a de multa), de luz (que pode chegar a 27%) e de supermercado disparam. O \u00cdndice Nacional de Pre\u00e7os (IPCA), que mede o aumento dos pre\u00e7os de produtos e dos alugu\u00e9is, n\u00e3o esconde a real situa\u00e7\u00e3o. S\u00f3 em Janeiro, os pre\u00e7os de bens e servi\u00e7os comprados pelas fam\u00edlias subiram em m\u00e9dia 1,24%, a maior alta em Janeiro em 12 anos. A infla\u00e7\u00e3o anual prevista j\u00e1 passou dos 7%, ou seja, acima da meta estabelecida pelo pr\u00f3prio governo. O aumento do custo de vida para as fam\u00edlias trabalhadoras tem custado quase que a pr\u00f3pria vida nos \u00faltimos tempos.<\/p>\n<p>O aumento exorbitante das tarifas do transporte p\u00fablico \u00e9 outro custo que pesa no bolso dos trabalhadores e da juventude precarizada. Al\u00e9m do aumento da passagem no transporte coletivo os combust\u00edveis tamb\u00e9m tiveram alta. Gasolina e Diesel tiveram aumento de at\u00e9 10% nos postos. Consequ\u00eancia direta do aumento de impostos sobre os combust\u00edveis anunciado pelo Governo.<\/p>\n<p>Essa alta tem grandes impactos, para os que conseguem comprar e manter um meio de transporte individual. J\u00e1 temos uma realidade que n\u00e3o s\u00e3o mais meros 20 reais que far\u00e3o os ponteiros dos carros e motos sa\u00edrem da reserva. Abastecer come\u00e7a a parecer que ao passar pelo posto algu\u00e9m bateu a sua carteira. A sensa\u00e7\u00e3o \u00e9 parecida com a que temos h\u00e1 muitos anos no supermercado quando compramos meia d\u00fazia de alimentos e comparamos o pre\u00e7o da nota com a quantidade de sacolas. O dinheiro suado da classe trabalhadora n\u00e3o est\u00e1 mesmo valendo quase nada.<\/p>\n<p>Os alimentos nos \u00faltimos 10 anos tiveram aumentos assustadores, subindo 86,59% quando consumidos em casa e 136,14% fora de casa (restaurantes, bares, etc.), dados do IBGE.<\/p>\n<p>Tamb\u00e9m n\u00e3o \u00e9 novidade que as medidas para \u201cjogar a crise para frente\u201d desde Lula at\u00e9 Dilma j\u00e1 demonstram esgotamento. Foram bilh\u00f5es de reais para as montadoras, para as fabricantes da linha branca (geladeira, fog\u00e3o, etc.), para o agroneg\u00f3cio e redu\u00e7\u00e3o da contribui\u00e7\u00e3o previdenci\u00e1ria para as empresas, dentre outros benef\u00edcios \u00e0s empresas.<\/p>\n<p>Sem falarmos do corte no Or\u00e7amento Federal e dos estados. A tesoura, como sempre, come\u00e7ou com cortes de verbas para Sa\u00fade, Educa\u00e7\u00e3o e outros servi\u00e7os p\u00fablicos utilizados, em sua maioria, pela popula\u00e7\u00e3o pobre.<\/p>\n<p>Nos estados a situa\u00e7\u00e3o \u00e9 a mesma. S\u00e3o 18 estados com a conta \u201cno vermelho\u201d. Isso quer dizer que medidas como as do governador Beto Richa (Paran\u00e1) v\u00e3o ser a normalidade, pois os direitos do funcionalismo p\u00fablico est\u00e3o na mira.<\/p>\n<p>E a crise continua. Baix\u00edssimo crescimento econ\u00f4mico, desemprego, desindustrializa\u00e7\u00e3o voltam ao notici\u00e1rio e a pauta pol\u00edtica.<\/p>\n<p>E como os governos Dilma e estaduais reagem? O ministro burgu\u00eas Joaquim Levy ainda tenta justificar dizendo que \u00e9 o esfor\u00e7o do governo para ajustar as contas p\u00fablicas \u201ccom o menor sacrif\u00edcio poss\u00edvel\u201d.  Como assim? Quer poupar quem? Certamente n\u00e3o \u00e9 a classe trabalhadora.<\/p>\n<p>Reage com restri\u00e7\u00f5es para acesso ao seguro desemprego e ao PIS, o congelamento da tabela do Imposto de Renda, mudan\u00e7as na legisla\u00e7\u00e3o previdenci\u00e1ria, etc. Todas essas medidas seguem a receita do Banco Mundial e do FMI de jogar sobre as costas dos trabalhadores a responsabilidade pela crise, causada pelo pr\u00f3prio capitalismo.<\/p>\n<p>Os juros, que j\u00e1 se destacam historicamente por estarem entre os mais elevados do mundo, subiram tamb\u00e9m consideravelmente esse ano. O IOF (Imposto sobre Opera\u00e7\u00f5es Financeiras) dobrou de 1,5 para 3% em Janeiro, ou seja, cada empr\u00e9stimo ou compra parcelada que os trabalhadores precisarem fazer ficar\u00e1 ainda mais cara. Os bancos j\u00e1 subiram a taxa de juros para ao cheque especial em at\u00e9 12,99% e para empr\u00e9stimos pessoais em at\u00e9 6,01%. Aos trabalhadores n\u00e3o sobram alternativas e acabam alimentando a d\u00edvida p\u00fablica e os banqueiros, que em 2014 tiveram altos lucros e assim continuam.<\/p>\n<p>E para as empresas e os empres\u00e1rios continuam os benef\u00edcios com medidas para \u201cequilibrar o caixa\u201d, visando assegurar o pagamento da d\u00edvida p\u00fablica (que consome quase metade do or\u00e7amento). As mudan\u00e7as na legisla\u00e7\u00e3o trabalhistas e previdenci\u00e1ria s\u00e3o para retirar direitos. Enfim, a receita \u00e9 a mesma. E o gosto \u00e9 bem amargo para os trabalhadores.<\/p>\n<p>O setor exportador, sobretudo o agroneg\u00f3cio, n\u00e3o fica de fora. Com a desvaloriza\u00e7\u00e3o do real \u00e9 o setor que mais lucra porque aumenta a sua competitividade no exterior.<\/p>\n<p> O Plano Nacional de Exporta\u00e7\u00e3o, que em vez de ataques ao setor industri\u00e1rio e de servi\u00e7os contra a terceiriza\u00e7\u00e3o e precariza\u00e7\u00e3o prev\u00ea aliviar e dar mais incentivo, por meio do fim do Imposto de Renda na fonte sobre remessas para o exterior, sobre despesas relacionadas \u00e0 venda de produtos e presta\u00e7\u00e3o de servi\u00e7os. Tamb\u00e9m prev\u00ea a manuten\u00e7\u00e3o da al\u00edquota de 3% do Reitegra, que devolve cr\u00e9ditos tribut\u00e1rios aos exportadores at\u00e9 2018. Al\u00e9m disso, dever\u00e1 editar uma Medida Provis\u00f3ria que compensar\u00e1 os impostos (de PIS\/COFINS e IPI) pagos pelas empresas com descontos na d\u00edvida da empresa com o INSS. Tudo isso para desonerar o empresariado e aumentar os agrados ao setor.<\/p>\n<p>E se n\u00e3o bastasse tudo isso os trabalhadores tamb\u00e9m amargam o desemprego. Segundo dados IBGE\/DIEESE a taxa m\u00e9dia de desemprego no pa\u00eds em 2014 foi de quase 7%, mas na grande S\u00e3o Paulo \u00e9 de quase 11%. Em 2015 as montadoras continuam anunciando demiss\u00f5es, Planos de Demiss\u00e3o Volunt\u00e1ria, F\u00e9rias for\u00e7adas, etc., o que t\u00eam reflexo direto na vida dos trabalhadores de autope\u00e7as e pequenas empresas.<\/p>\n<h2>Corrup\u00e7\u00e3o: as empresas tomam conta do Estado<\/h2>\n<p>A corrup\u00e7\u00e3o tem sido a marca registrada dos governos federal e estaduais. S\u00e3o muitos casos revelados e exp\u00f5em todos os partidos governistas e da oposi\u00e7\u00e3o burguesa. A corrup\u00e7\u00e3o na Petrobr\u00e1s, al\u00e9m de lapidar o patrim\u00f4nio da empresa exp\u00f4s como o capital privado tem controlado todas as opera\u00e7\u00f5es da empresa.<\/p>\n<p>Nos estados s\u00e3o v\u00e1rias denuncias. Pol\u00edticos de todos os partidos burgueses est\u00e3o envolvidos, o que prova que a corrup\u00e7\u00e3o \u00e9 parte da l\u00f3gica da pol\u00edtica burguesa e uma forma de as empresas \u2013 com a coniv\u00eancia desses partidos \u2013 se apropriam do que \u00e9 p\u00fablico e mudar a esfera de decis\u00e3o para as salas de reuni\u00f5es dessas empresas.<\/p>\n<p>O processo no Judici\u00e1rio, as pris\u00f5es de executivos das empresas, a atua\u00e7\u00e3o do Minist\u00e9rio P\u00fablico sabemos que n\u00e3o v\u00e3o resultar no fim da corrup\u00e7\u00e3o. Essas a\u00e7\u00f5es servem apenas para \u201cavisar para n\u00e3o ter descontrole\u201d e n\u00e3o para adotar medidas efetivas.<\/p>\n<p>N\u00e3o \u00e9 novidade que todos os partidos burgueses est\u00e3o envolvidos, que v\u00e1rios deputados e as lideran\u00e7as do Congresso Nacional tamb\u00e9m est\u00e3o e at\u00e9 controlam v\u00e1rios esquemas de corrup\u00e7\u00e3o, mas a chance de serem julgados e condenados \u00e9 quase nula.<\/p>\n<p>Para acabar de fato com a corrup\u00e7\u00e3o s\u00e3o necess\u00e1rias medidas radicais como o controle sobre a atividade parlamentar (limitar mandatos, limitar sal\u00e1rios dos parlamentares ao que um trabalhador especializado ganha), reestatizar \u2013 sob controle dos trabalhadores \u2013 todas as empresas privatizadas, abrir as contas das empresas que fazem neg\u00f3cio com as estatais, entre outras. Essas s\u00e3o \u201cmedidas democr\u00e1ticas\u201d, isto \u00e9, dentro dos limites da democracia burguesa e mesmo assim os pol\u00edticos n\u00e3o v\u00e3o adot\u00e1-las sem a press\u00e3o do povo, pois dependem dos esquemas de corrup\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<h2>Fortalecer as lutas contra esses ataques e criar o controle dos trabalhadores sobre os recursos! Na contram\u00e3o das privatiza\u00e7\u00f5es, estatizar sob controle dos trabalhadores!<\/h2>\n<p>Todos esses dados mostram que no cotidiano cada trabalhador, que vive para trabalhar e dar lucro ao patr\u00e3o, \u00e9 mais explorado e humilhado. O rebaixamento das condi\u00e7\u00f5es de vida vem se intensificando. Mas, diferente dos numer\u00f3logos da burguesia, somos n\u00f3s os trabalhadores que sentimos na pele cada ataque do governo e dos patr\u00f5es e sabemos que na pr\u00e1tica o impacto de cada decis\u00e3o dessas reflete nas nossas condi\u00e7\u00f5es de vida e devemos responder \u00e0 altura a cada um deles!<\/p>\n<p>Em S\u00e3o Paulo, a crise da \u00e1gua tem sido o maior sintoma de quanto o capitalismo amea\u00e7a a humanidade. A da falta de \u00e1gua assombra as fam\u00edlias em outros estados tamb\u00e9m como em Minas Gerais, que j\u00e1 enfrenta racionamento. A situa\u00e7\u00e3o atual mostra que definitivamente n\u00e3o podemos esperar responsabilidade dos governos sequer com a nossa sobreviv\u00eancia.  Uma das tarefas mais urgentes da esquerda revolucion\u00e1ria \u00e9 contribuir para que a classe trabalhadora se organize para responder \u00e0 altura e impor provid\u00eancias imediatas e que seus custos saiam do bolso dos empres\u00e1rios!<\/p>\n<p>Defendemos a reestatiza\u00e7\u00e3o sob controle dos trabalhadores das companhias de \u00e1gua e saneamento, do sistema el\u00e9trico, bem como a reestatiza\u00e7\u00e3o integral da Petrobr\u00e1s, sem indeniza\u00e7\u00e3o aos acionistas. Todas essas empresas manejam recursos de interesse b\u00e1sico de toda a popula\u00e7\u00e3o e devem ter o uso e tarifa social, pois s\u00e3o servi\u00e7os de interesse social.<\/p>\n<h2>\u00c9 poss\u00edvel vencer a austeridade! Trabalhadores do Paran\u00e1 constroem luta radicalizada e d\u00e3o o exemplo para todo o pa\u00eds<\/h2>\n<p>\u00c9 do Paran\u00e1 o maior e melhor exemplo de como enfrentar os planos de austeridade dos governos. N\u00e3o se curvando diante das medidas de cortes de sal\u00e1rios e mais ataques aos direitos trabalhistas por parte do governo Beto Richa (PSDB) os professores, trabalhadores da Educa\u00e7\u00e3o e outros setores do funcionalismo p\u00fablico entraram em greve em 9 de Fevereiro, acamparam em frente a Assembleia Legislativa e, como n\u00e3o houve recuo por parte do governo, ocuparam o pr\u00e9dio.  <\/p>\n<p>Pela press\u00e3o e radicaliza\u00e7\u00e3o da luta, o governo foi obrigado a recuar, retirando o projeto da pauta. Conseguiram impedir a vota\u00e7\u00e3o do \u201cpacote de medidas\u201d contr\u00e1rias aos interesses dos trabalhadores, foi uma vit\u00f3ria espetacular.<\/p>\n<p>O exemplo do Paran\u00e1 \u00e9 importante porque demonstra que al\u00e9m de lutarmos precisamos nos preparar para enfrentamentos cada vez mais duros e que precisamos radicalizar os nossos m\u00e9todos de luta.<\/p>\n<p>Outra quest\u00e3o importante \u00e9 a necessidade de uma unidade ainda maior da nossa classe nos locais de trabalho, estudo e moradia para enfrentar os ataques e impedir uma maior decad\u00eancia dos servi\u00e7os p\u00fablicos. A austeridade \u00e9 necess\u00e1ria com os sal\u00e1rios e os gastos dos parlamentares.  Ser\u00e1 preciso que os movimentos de rua, contra as tarifas e agora pelo direito \u00e0 \u00e1gua se radicalizem como em 2013, crie f\u00f3runs de luta unit\u00e1rios e independentes do governo, referenciados no classismo e no anticapitalismo.<\/p>\n<p>Defendemos um dia unificado de luta com paralisa\u00e7\u00f5es, mas da CUT e movimentos governistas nada podemos esperar, pois est\u00e3o comprometidos com Dilma e com o pr\u00f3prio projeto do capital. <\/p>\n<p>A desmoraliza\u00e7\u00e3o do governo Dilma e do PT abre condi\u00e7\u00f5es para se disputar e ocupar o espa\u00e7o pol\u00edtico pela esquerda e pela demanda dos trabalhadores. \u00c9 um momento para a esquerda revolucion\u00e1ria se colocar \u00e0 altura dos desafios. N\u00e3o podemos deixar espa\u00e7o para que a direita conservadora continue crescendo e ocupe esse espa\u00e7o como a fragilidade do governo Dilma. A esquerda revolucion\u00e1ria deve construir espa\u00e7os de luta e de decis\u00e3o juntamente com a classe trabalhadora para discutirem e apresentarem a pauta de um outro projeto de sociedade novamente.<\/p>\n<p>Nesse sentido, entendemos que essa tarefa cabe tamb\u00e9m \u00e0 CSP-Conlutas e as entidades de luta, para transformar essa condi\u00e7\u00e3o de disputa  e ocupar o espa\u00e7o pol\u00edtico pela esquerda no sentido de se consolidar como uma das alternativas pol\u00edticas para a classe trabalhadora.<\/p>\n<p>Um dia de luta n\u00e3o pode se limitar aos atos\/marcha a Bras\u00edlia. Esse tipo de a\u00e7\u00e3o, ainda que importante, \u00e9 insuficiente. Precisamos ir al\u00e9m, pois \u00e9 preciso ter a\u00e7\u00f5es que interfiram na produ\u00e7\u00e3o e na circula\u00e7\u00e3o do capital, \u00fanica linguagem que a burguesia entende. \u00c9 necess\u00e1rio combinar a luta das categorias organizadas, com as lutas populares e da juventude.<\/p>\n<p>N\u00e3o aceitamos o aumento de pre\u00e7os, o corte de direitos e o desemprego que tornam a nossa vida ainda mais dif\u00edcil! Pelo fortalecimento da luta e da unidade da classe trabalhadora!<\/p>\n<p>Congelamento imediato de pre\u00e7os! Pelo n\u00e3o pagamento da d\u00edvida p\u00fablica como garantia de servi\u00e7os p\u00fablicos de qualidade! Estatiza\u00e7\u00e3o das empresas que demitirem trabalhadores em massa!<\/p>\n<p>Espa\u00e7o Socialista, Fevereiro de 2015.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>N\u00e3o bastassem os ataques contra os trabalhadores no in\u00edcio de 2015, a economia segue aprofundando a toada do ano passado<\/p>\n","protected":false},"author":3,"featured_media":3731,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":true,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[21],"tags":[],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.espacosocialista.org\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/3726"}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.espacosocialista.org\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.espacosocialista.org\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.espacosocialista.org\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/users\/3"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.espacosocialista.org\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=3726"}],"version-history":[{"count":5,"href":"https:\/\/www.espacosocialista.org\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/3726\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":3732,"href":"https:\/\/www.espacosocialista.org\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/3726\/revisions\/3732"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.espacosocialista.org\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/media\/3731"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.espacosocialista.org\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=3726"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.espacosocialista.org\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=3726"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.espacosocialista.org\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=3726"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}